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De acordo com esse texto, as tendências atuais no uso da internet por pessoas entre 19 e 25 anos são caracterizadas pelo(a)
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Nessa fotografia, há um diálogo visual entre diversos elementos da cena. Com esse tipo de composição, Henri Cartier-Bresson revolucionou a fotografia do século XX ao
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Quando não estou escrevendo, eu simplesmente não sei como se escreve. E se não soasse infantil e falsa a pergunta das mais sinceras, eu escolheria um amigo escritor e lhe perguntaria: como é que se escreve? Por que, realmente, como é que se escreve? que é que se diz? e como dizer? e como é que se começa? e que é que se faz com o papel em branco nos defrontando tranquilo? Sei que a resposta, por mais que intrigue, é a única: escrevendo. Sou a pessoa que mais se surpreende ao escrever. Porque, fora das horas em que escrevo, não sei absolutamente escrever. Será que escrever não é um ofício? Não há aprendizagem, então? O que é? Só me considerarei escritora no dia em que eu disser: sei como se escreve.
Nessa crônica, os questionamentos da autora evidenciam uma
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A literatura indígena, por sua vinculação à tradição oral e construção multimodal, entre outros aspectos, desafia o leitor. Os textos indígenas apresentam uma complexidade em termos de gênero, autoria, multimodalidades, além de percepções culturais da realidade, que exigem do leitor um reposicionamento cultural, ao mesmo tempo em que motivam a interação com o outro por meio da literatura. Como mediadores de leitura, os professores exercem um papel essencial na formação de leitores competentes. A leitura de obras literárias, em especial, promove a percepção não só de temas variados, mas também de como esses temas são abordados.
Quando falamos sobre o contato de crianças e jovens com a literatura indígena brasileira, estamos falando de muitas literaturas, culturas e vozes, criadas não só em língua portuguesa, mas também em idiomas originários. Os educadores voltam-se para a questão da inclusão social e cultural de grupos cuja literatura foi vista como inexistente por séculos. Isso se deve à visão de uma tradição literária ocidental cujos parâmetros de produção e divulgação divergem de culturas ainda muito ligadas à tradição oral e de performance.
A abordagem da literatura indígena brasileira nas escolas é importante para a preservação da memória nacional por
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A Língua Brasileira de Sinais (Libras) passou a ser “reconhecida como meio legal de comunicação e expressão” há 21 anos e, segundo dados da World Federation of the Deaf (WFD), o Brasil é um entre os 76 países que têm sua língua de sinais nacional.
Ainda que a Libras seja considerada a língua oficial da comunidade surda no Brasil, outras línguas de sinais se desenvolveram em pequenas comunidades espalhadas pelo país. “A gente chama de línguas minoritárias, línguas familiares, línguas de microcomunidades surdas. Um exemplo são as línguas de sinais indígenas. Nas comunidades indígenas que têm muitos surdos, a gente tem documentado línguas de sinais, como os Ka’apor no Maranhão”, explica uma pesquisadora da Unesp. Ela destaca, no entanto, que essas línguas correm o risco de desaparecer à medida que a comunidade que as utiliza deixa de crescer ou passa a utilizar a Libras. “Toda língua que se extingue é uma riqueza da nossa diversidade que se perde, porque, quando uma língua morre, morre com ela algum tipo de conhecimento, uma tecnologia”.
A pesquisadora lembra, ainda, a importância de se desenvolverem pesquisas para a identificação e a compreensão tanto das línguas de sinais de microcomunidades surdas como das variações da Libras.
De acordo com esse texto, pesquisas sobre as línguas de sinais são importantes porque
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TEXTO I
Em casa, Iberê menino traçava a memória da infância. A mãe, concentrada no coser das roupas, mal escutava o lápis de ponta grossa riscar a vida por baixo da mesa. Os carretéis sem linhas ficavam ali, amontoados de solidão. Quando perdiam sua razão de ser para a realidade da mãe, eles desenrolavam longos fios no ar do olhar menino de lberê.
TEXTO II

CAMARGO, I. Carretéis 4. Serigrafia, 13,4 × 23,4 cm.
Fundação lberê Camargo, Porto Alegre, 1959.
A multiplicidade das formas, presente em Carretéis 4, de Iberê Camargo, sugere que
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Voldemort: um vilão fictício?
Imagine um personagem cuja simples menção nos provoque um arrepio na espinha, nos cause ódio, medo, repulsa; um personagem que nos faça questionar os limites da maldade e refletir: será que existe alguém assim no mundo real? Imagine um personagem que seja apresentado de forma superficial, sem que possamos conhecer sua história e suas motivações; que seja apresentado como alguém puramente mau e que pareça existir apenas para causar destruição e terror. Esse personagem é um vilão.
Muitos vilões da ficção são tão caricatos, têm características tão exageradas e estão tão distantes daquilo que consideramos “humano”, que visivelmente não possuem qualquer relação com pessoas do mundo real. Mas há aqueles vilões que fazem você pensar: será que isso está tão distante da realidade assim?
Lord Voldemort é um poderoso bruxo da série de livros e filmes Harry Potter. O vilão, que é o principal antagonista na narrativa, realiza tantos atos de crueldade e destruição, que torna impossível enxergarmos nele qualquer traço de humanidade.
Mas será que essa figura tão sinistra não tem qualquer similaridade com alguém no mundo real?
Nesse texto, a função apelativa opera estrategicamente junto à função referencial da linguagem para
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Pela análise de seu conteúdo, constata-se que esse texto tem como função social
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Segundo estudiosos do nosso idioma, as gírias e os neologismos contemporâneos originam-se de ambientes segmentados, como o videogame. De vez em quando, alguns desses termos furam a bolha e intrigam quem não circula por esses espaços.
Um caso em evidência atualmente é “tankar” — eu “tanko”, tu “tankas”. O verbo veio de um tipo de personagem popular em games de combate em equipe: o tank funciona como um escudo, permitindo ao resto do time executar suas tarefas. Em um ano difícil como o de 2022, a palavra se popularizou como sinônimo de “aguentar”, “suportar” (no sentido oposto surgiu “intankável”, aquilo que não pode ser suportado). “Até os anos 1980, as gírias vinham de uma cultura massiva mais forte e dominante, como novelas e programas de humor”, diz uma professora do curso de Estudos de Mídia da Universidade Federal Fluminense. “Havia um solo comum em que elas eram compartilhadas. Hoje as fontes são muito mais específicas e diversas”.
De acordo com esse texto, o uso da palavra “tankar” e seus derivados
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A borboleta azul
“Ninguém nasce borboleta”, pensou Breno. Depois disse baixinho: “A borboleta é um presente do tempo”. Lá fora, ela, a borboleta, não pensava nada disso. Ocupava-se em voar pela noite de árvore em árvore. Era azul e sem dúvida um dia havia sido lagarta. Breno tem nove anos e é uma criança, a lagarta é como se fosse uma borboleta criança, mas quando Breno for adulto vira homem e não borboleta, e homens não voam. Sonho de Breno é voar, seja como piloto de avião ou jogador de futebol. Como borboleta, Breno nunca chegou a pensar, tem nove anos, mas sabe que é menino e não lagarta. A avó de Breno sempre diz: “Lagarta queima o dedinho e come planta, mas vira borboleta. Ninguém nasce borboleta”. Agora o menino pensa e olha a borboleta na janela. “De manhã vi um monte de buraquinhos nas folhas”; explicaram a ele: “É coisa de lagarta”. Os buracos nas acerolas e goiabas eram coisa dos passarinhos. Isso ninguém precisou explicar, porque ele sempre viu os passarinhos indo bicar as frutas, menos o beija-flor, que só ia bicar a água no copo de flor pendurado na goiabeira. “O que será que borboleta come? Será que beija-flor só bebe água?”. Pensou muito nisso e sentiu fome. Saiu em direção à cozinha.
Nesse fragmento, a estratégia que constrói a narração sob a perspectiva do protagonista é a
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