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Foram encontradas 26 questões.

3534653 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: FUNEC-MG
Orgão: FUNEC-MG
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Com base na leitura do poema a seguir, responda à questão 6.

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A mão suja

-

Minha mão está suja.

Preciso cortá-la.

Não adianta lavar.

A água está podre.

Nem ensaboar.

O sabão é ruim.

A mão está suja,

suja há muitos anos.

-

[...]

-

Ai, quantas noites

no fundo de casa

lavei essa mão,

poli-a, escovei-a.

-

[...]

-

Eu era um sujo vil,

não sujo de terra,

sujo de carvão,

casca de ferida,

suor na camisa

de quem trabalhou.

Era um triste sujo

feito de doença

e de mortal desgosto

na pele enfarada.

Não era sujo preto

― o preto tão puro

numa coisa branca.

Era sujo pardo,

pardo, tardo, cardo.

-

Inútil reter

a ignóbil mão suja

posta sobre a mesa.

Depressa, cortá-la,

fazê-la em pedaços

e jogá-la ao mar!

Com o tempo, a esperança

e seus maquinismos,

outra mão virá

pura ― transparente ―

colar-se a meu braço.

-

(ANDRADE, Carlos Drummond. Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2007, p. 108. Adaptado.)

A ideia de ter que cortar a “mão suja” sugere o anseio do sujeito por uma transformação de ordem:

 

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3527873 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: FUNEC-MG
Orgão: FUNEC-MG
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As questões 4 e 5 são relativas à charge que segue.

Enunciado 4138297-1

(Disponivel em https://www.diariodocentrodomundo.com.br/charge-os-empreendedores/. Acesso em: 25 fev.2020.)

Em relação ao texto como um todo, o título “Os empreendedores” assume, predominantemente, um sentido de:

 

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3525800 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: FUNEC-MG
Orgão: FUNEC-MG
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As questões 4 e 5 são relativas à charge que segue.

Enunciado 4138294-1

(Disponivel em https://www.diariodocentrodomundo.com.br/charge-os-empreendedores/. Acesso em: 25 fev.2020.)

A reflexão crítica despertada pela charge aponta principalmente para um quadro de:

 

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3522996 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: FUNEC-MG
Orgão: FUNEC-MG
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Leia o texto a seguir e responda às questões de 1 a 3.

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A batalha que mexeu com o rap nacional

-

Toda sexta à noite, um grupo ligava uma caixa de som e juntava rimadores na Praça da Estação, em Belo Horizonte. Era 2007. Ali começavam a acontecer batalhas de rap que reuniam poucas pessoas, umas 30, para fazer um concurso de rimas em que apenas um saía vencedor. Nascem daí um dos eventos de Hip Hop mais reconhecidos atualmente no país, o Duelo de MCs, e o grupo que o produz, o Família de Rua.

Douglas Din, morador da Vila Santana do Cafezal, no Aglomerado da Serra, tinha 16 anos quando conheceu o Duelo, que ainda estava no início. “Eu tinha um objetivo muito simples, que era me aliviar da atmosfera de violência que eu vivia na periferia. Quando eu vi as pessoas ali, comecei a ampliar a minha noção de mundo”, diz. O Duelo fez diferença no caminho de Douglas Din. Em 2011, ele gravou sua primeira música no CD “Som que vem das ruas” junto com outros 22 artistas, produção do Família de Rua, e venceu duas edições do Duelo de MCs Nacional, em 2012 e 2013. Até a avó dele, Marlene, entrou na roda para participar do clipe “Mestre Sem Cerimônia”, que narra o momento de preparação de um rapper para a noite de batalha.

[...]

A coragem de fazer o rap de rua dá ao Duelo o título de “ícone da resistência popular e de ocupação da cidade”, nas palavras da MC e escritora Bárbara Sweet. Deu também visibilidade nacional a Belo Horizonte na área do freestyle (rima livre e improvisada). “O palco do viaduto é sagrado para todo mundo no Hip Hop. Encontro MCs em São Paulo, Curitiba, Teresina que me falam ‘meu sonho é rimar no Duelo’. Porque vê pelo Youtube um público muito atento e participativo. São poucas as batalhas no Brasil que têm essa magnitude”, avalia Bárbara. Sweet é uma das referências do Hip Hop na capital mineira. No Duelo, ela passou por batalhas pesadas, de teor machista, e estudou para inserir o feminismo nas suas rimas e na sua postura como artista. Hoje, ela destaca que a presença de mais mulheres, como Clara Lima, tem melhorado o ambiente das rimas. Ela elogia a baixa tolerância que a Família de Rua tem com preconceitos deste tipo, atitude que não é comum em outras batalhas pelo país.

Pedro Valentim, integrante do Família de Rua desde o início do coletivo, explica que as opressões se tornaram uma preocupação desde que os MCs e o público começaram a colocar a questão. As próprias batalhas passaram a ser lugares para conscientização. “Na cultura Hip Hop não cabe nenhum desses preconceitos. No palco, os MCs têm liberdade de dizer o que querem, mas serão analisados. Toda vez que um MC se manifesta de maneira machista, homofóbica e racista, a gente se posiciona na sequência”, diz. Foram quatro gerações de rappers envolvidos e formados desta forma, conta Pedro Valentim.

[...]

Além do resultado para o movimento Hip Hop, o Duelo passou a ser também um exemplo de resistência urbana. O evento acontece em um palco de concreto já existente embaixo do Viaduto Santa Tereza, lugar de moradia de muitas pessoas em situação de rua, e a atitude de ocupar o local mexeu com a política da cidade. De um lado, boicotes do poder institucional; de outro, a juventude, que passou a se inspirar e multiplicar a ação. A psicanalista Joanna Ângelo Ladeira, integrante do Real da Rua, lembra que há dez anos a prática de ocupar o espaço público com cultura era bem menor em BH. “O Duelo deu mostras de que é possível proporcionar um encontro entre jovens dos mais variados lugares de forma pacífica. Isso tem uma grande influência no que a cidade passou a fazer especialmente depois de 2013”, rememora. Durante os grandes protestos de junho daquele ano, o viaduto virou lugar de assembleias e reuniões políticas.

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(DOTTA, Daniella. Site Brasil de Fato. 01/09/2017. https://www.brasildefatomg.com.br/2017/09/01/a-batalha-que-mexeu-com-o-rap-nacional-10- anos-de-duelo-de-mcs. Acesso em: 10 jul.2020. Adaptado.)

Em cada um dos seguintes itens, constata-se um período composto por subordinação, EXCETO em:

 

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3519740 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: FUNEC-MG
Orgão: FUNEC-MG
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Leia o texto a seguir e responda às questões de 1 a 3.

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A batalha que mexeu com o rap nacional

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Toda sexta à noite, um grupo ligava uma caixa de som e juntava rimadores na Praça da Estação, em Belo Horizonte. Era 2007. Ali começavam a acontecer batalhas de rap que reuniam poucas pessoas, umas 30, para fazer um concurso de rimas em que apenas um saía vencedor. Nascem daí um dos eventos de Hip Hop mais reconhecidos atualmente no país, o Duelo de MCs, e o grupo que o produz, o Família de Rua.

Douglas Din, morador da Vila Santana do Cafezal, no Aglomerado da Serra, tinha 16 anos quando conheceu o Duelo, que ainda estava no início. “Eu tinha um objetivo muito simples, que era me aliviar da atmosfera de violência que eu vivia na periferia. Quando eu vi as pessoas ali, comecei a ampliar a minha noção de mundo”, diz. O Duelo fez diferença no caminho de Douglas Din. Em 2011, ele gravou sua primeira música no CD “Som que vem das ruas” junto com outros 22 artistas, produção do Família de Rua, e venceu duas edições do Duelo de MCs Nacional, em 2012 e 2013. Até a avó dele, Marlene, entrou na roda para participar do clipe “Mestre Sem Cerimônia”, que narra o momento de preparação de um rapper para a noite de batalha.

[...]

A coragem de fazer o rap de rua dá ao Duelo o título de “ícone da resistência popular e de ocupação da cidade”, nas palavras da MC e escritora Bárbara Sweet. Deu também visibilidade nacional a Belo Horizonte na área do freestyle (rima livre e improvisada). “O palco do viaduto é sagrado para todo mundo no Hip Hop. Encontro MCs em São Paulo, Curitiba, Teresina que me falam ‘meu sonho é rimar no Duelo’. Porque vê pelo Youtube um público muito atento e participativo. São poucas as batalhas no Brasil que têm essa magnitude”, avalia Bárbara. Sweet é uma das referências do Hip Hop na capital mineira. No Duelo, ela passou por batalhas pesadas, de teor machista, e estudou para inserir o feminismo nas suas rimas e na sua postura como artista. Hoje, ela destaca que a presença de mais mulheres, como Clara Lima, tem melhorado o ambiente das rimas. Ela elogia a baixa tolerância que a Família de Rua tem com preconceitos deste tipo, atitude que não é comum em outras batalhas pelo país.

Pedro Valentim, integrante do Família de Rua desde o início do coletivo, explica que as opressões se tornaram uma preocupação desde que os MCs e o público começaram a colocar a questão. As próprias batalhas passaram a ser lugares para conscientização. “Na cultura Hip Hop não cabe nenhum desses preconceitos. No palco, os MCs têm liberdade de dizer o que querem, mas serão analisados. Toda vez que um MC se manifesta de maneira machista, homofóbica e racista, a gente se posiciona na sequência”, diz. Foram quatro gerações de rappers envolvidos e formados desta forma, conta Pedro Valentim.

[...]

Além do resultado para o movimento Hip Hop, o Duelo passou a ser também um exemplo de resistência urbana. O evento acontece em um palco de concreto já existente embaixo do Viaduto Santa Tereza, lugar de moradia de muitas pessoas em situação de rua, e a atitude de ocupar o local mexeu com a política da cidade. De um lado, boicotes do poder institucional; de outro, a juventude, que passou a se inspirar e multiplicar a ação. A psicanalista Joanna Ângelo Ladeira, integrante do Real da Rua, lembra que há dez anos a prática de ocupar o espaço público com cultura era bem menor em BH. “O Duelo deu mostras de que é possível proporcionar um encontro entre jovens dos mais variados lugares de forma pacífica. Isso tem uma grande influência no que a cidade passou a fazer especialmente depois de 2013”, rememora. Durante os grandes protestos de junho daquele ano, o viaduto virou lugar de assembleias e reuniões políticas.

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(DOTTA, Daniella. Site Brasil de Fato. 01/09/2017. https://www.brasildefatomg.com.br/2017/09/01/a-batalha-que-mexeu-com-o-rap-nacional-10- anos-de-duelo-de-mcs. Acesso em: 10 jul.2020. Adaptado.)

Quanto ao gênero discursivo, é CERTO classificar o texto acima como:

 

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3519584 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: FUNEC-MG
Orgão: FUNEC-MG
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Leia o texto a seguir e responda às questões de 1 a 3.

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A batalha que mexeu com o rap nacional

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Toda sexta à noite, um grupo ligava uma caixa de som e juntava rimadores na Praça da Estação, em Belo Horizonte. Era 2007. Ali começavam a acontecer batalhas de rap que reuniam poucas pessoas, umas 30, para fazer um concurso de rimas em que apenas um saía vencedor. Nascem daí um dos eventos de Hip Hop mais reconhecidos atualmente no país, o Duelo de MCs, e o grupo que o produz, o Família de Rua.

Douglas Din, morador da Vila Santana do Cafezal, no Aglomerado da Serra, tinha 16 anos quando conheceu o Duelo, que ainda estava no início. “Eu tinha um objetivo muito simples, que era me aliviar da atmosfera de violência que eu vivia na periferia. Quando eu vi as pessoas ali, comecei a ampliar a minha noção de mundo”, diz. O Duelo fez diferença no caminho de Douglas Din. Em 2011, ele gravou sua primeira música no CD “Som que vem das ruas” junto com outros 22 artistas, produção do Família de Rua, e venceu duas edições do Duelo de MCs Nacional, em 2012 e 2013. Até a avó dele, Marlene, entrou na roda para participar do clipe “Mestre Sem Cerimônia”, que narra o momento de preparação de um rapper para a noite de batalha.

[...]

A coragem de fazer o rap de rua dá ao Duelo o título de “ícone da resistência popular e de ocupação da cidade”, nas palavras da MC e escritora Bárbara Sweet. Deu também visibilidade nacional a Belo Horizonte na área do freestyle (rima livre e improvisada). “O palco do viaduto é sagrado para todo mundo no Hip Hop. Encontro MCs em São Paulo, Curitiba, Teresina que me falam ‘meu sonho é rimar no Duelo’. Porque vê pelo Youtube um público muito atento e participativo. São poucas as batalhas no Brasil que têm essa magnitude”, avalia Bárbara. Sweet é uma das referências do Hip Hop na capital mineira. No Duelo, ela passou por batalhas pesadas, de teor machista, e estudou para inserir o feminismo nas suas rimas e na sua postura como artista. Hoje, ela destaca que a presença de mais mulheres, como Clara Lima, tem melhorado o ambiente das rimas. Ela elogia a baixa tolerância que a Família de Rua tem com preconceitos deste tipo, atitude que não é comum em outras batalhas pelo país.

Pedro Valentim, integrante do Família de Rua desde o início do coletivo, explica que as opressões se tornaram uma preocupação desde que os MCs e o público começaram a colocar a questão. As próprias batalhas passaram a ser lugares para conscientização. “Na cultura Hip Hop não cabe nenhum desses preconceitos. No palco, os MCs têm liberdade de dizer o que querem, mas serão analisados. Toda vez que um MC se manifesta de maneira machista, homofóbica e racista, a gente se posiciona na sequência”, diz. Foram quatro gerações de rappers envolvidos e formados desta forma, conta Pedro Valentim.

[...]

Além do resultado para o movimento Hip Hop, o Duelo passou a ser também um exemplo de resistência urbana. O evento acontece em um palco de concreto já existente embaixo do Viaduto Santa Tereza, lugar de moradia de muitas pessoas em situação de rua, e a atitude de ocupar o local mexeu com a política da cidade. De um lado, boicotes do poder institucional; de outro, a juventude, que passou a se inspirar e multiplicar a ação. A psicanalista Joanna Ângelo Ladeira, integrante do Real da Rua, lembra que há dez anos a prática de ocupar o espaço público com cultura era bem menor em BH. “O Duelo deu mostras de que é possível proporcionar um encontro entre jovens dos mais variados lugares de forma pacífica. Isso tem uma grande influência no que a cidade passou a fazer especialmente depois de 2013”, rememora. Durante os grandes protestos de junho daquele ano, o viaduto virou lugar de assembleias e reuniões políticas.

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(DOTTA, Daniella. Site Brasil de Fato. 01/09/2017. https://www.brasildefatomg.com.br/2017/09/01/a-batalha-que-mexeu-com-o-rap-nacional-10- anos-de-duelo-de-mcs. Acesso em: 10 jul.2020. Adaptado.)

No texto, destaca-se o papel das manifestações culturais como instrumento de emancipação social a partir dos seguintes aspectos:

 

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