Mariana, 17 anos de idade, está em tratamento há 6 meses,
com diagnóstico de Transtorno de Personalidade Borderline
(TPB), preenchendo 7 dos 9 critérios do DSM-5. Ela participa
de um tratamento especializado em psicoterapia (Terapia
Comportamental Dialética -DBT), porém com aderência
irregular e baixo aproveitamento. A psicoterapeuta relata que
Mariana apresenta extrema dificuldade em focar nas sessões,
seguir as tarefas de casa e generalizar o uso das habilidades
aprendidas, atribuindo o insucesso a uma “falta de atenção e
organização que a impede de aprender”. A paciente tem
histórico de longa data de dificuldades escolares, com
múltiplos relatórios mencionando “desatenção e inquietude”
desde a infância, e um diagnóstico prévio de Transtorno
Oposição Desafiante (TOD). Não há uso de substâncias
psicoativas ou sinais de mania e hipomania no histórico da
paciente. Diante do impasse terapêutico, qual é o plano de
manejo mais adequado para o caso?
Os transtornos de ansiedade são transtornos mentais comuns
na população geral e representam um importante problema de
saúde pública. Com base nas evidências epidemiológicas
disponíveis sobre os transtornos de ansiedade, assinale a
alternativa correta.
Embora TEA seja um diagnóstico com muita heterogeneidade,
para que o mesmo seja feito é necessário que seja preenchido
o critério A do DSM5-TR. Assinale a alternativa que melhor
descreve esse critério.
Adolescente, 17 anos de idade, está concluindo um ano de
tratamento intensivo em Terapia Comportamental Dialética
para Adolescentes (DBT-A) para autolesão não suicida (ANS)
repetitiva, com melhora significativa na regulação emocional e
cessação da ANS nos últimos 4 meses. Ela não preenche
critérios para o diagnóstico de Transtorno de Personalidade
(geral ou específico), mas apresenta traços marcantes de
baixa autoestima, sensibilidade à rejeição e perfeccionismo.
Os pais, aliviados com a melhora, perguntam sobre o
prognóstico a longo prazo e a necessidade de
acompanhamento futuro, expressando a esperança de que
“essa fase difícil tenha passado para sempre”. Com base nos
achados dos principais estudos longitudinais da área, qual
orientação em relação ao prognóstico e ao planejamento
terapêutico seria a mais precisa, ética e clinicamente
informada?
Caio, 16 anos de idade, com diagnóstico de esquizofrenia,
mora com a mãe e um irmão de 5 anos de idade, e realiza
acompanhamento por equipe multiprofissional em um CAPS
infantojuvenil (CAPSij) há 5 meses. No entanto, nas últimas
duas semanas, apresentou piora importante do quadro clínico,
com desorganização do comportamento, agitação
psicomotora, agressividade verbal e episódios de agressão
física contra a mãe e o irmão. Durante visita domiciliar, a mãe
relata que Caio abandonou a medicação há mais de um mês.
Inicialmente, a mãe tentou convencê-lo a tomar a medicação,
mas devido piora da agressividade, desistiu. Equipe observa
que o paciente está com higiene precária, emagrecido, com
comportamento persecutório, dizendo que “precisa atacar
antes que o machuquem”. A equipe tentou aproximação, mas
Caio recusou qualquer contato com os profissionais. A mãe,
exausta e preocupada com a integridade do filho menor,
solicita ajuda da equipe. Com base na organização da RAPS
e nas diretrizes da Política Nacional de Saúde Mental para
adolescentes, nesse caso, a equipe deve
Os pais levam Julia (ainda sem nome social), adolescente de
14 anos do sexo biológico feminino e que tem se identificado
com o gênero masculino, ao atendimento psiquiátrico no
CAPS Infanto-Juvenil. Desde criança, Julia tem um
comportamento socialmente tido como mais masculino: seu
esporte preferido é o futebol, sempre teve muito mais amigos
homens, evitava usar roupas rosas ou vestidos e saias, dentre
outros. Os pais permitiam que ela tivesse essas vivências, mas
aos 13 anos ela falou que se entendia como um garoto, o que
eles não aceitaram muito bem e consideraram apenas como
uma fase, não buscando nenhum suporte profissional.
Entretanto, com o decorrer do tempo, além de manter este
discurso, os pais notaram que a adolescente tem estado
cabisbaixa, vem faltando a escola, não frequenta mais os
treinos de futebol por se sentir cansada e se afastou de
amigos. Mais recentemente, ela vem apresentando crises
intensas de raiva e se cortando, o que despertou a urgência
dos pais em buscarem cuidado em saúde mental. Sobre o
acompanhamento em saúde mental de adolescentes trans,
assinale a alternativa correta.
Sobre os mecanismos psicopatológicos e neurobiológicos
que fundamentam a compreensão atual dos transtornos por
uso de substâncias (TUS) e dos comportamentos aditivos
digitais, como o transtorno de jogos eletrônicos, assinale a
alternativa correta.
Uma adolescente de 16 anos apresenta, ao longo do último
ano, diversos episódios recorrentes de irritabilidade
acentuada, redução da necessidade de sono, aumento de
energia, distratibilidade, fuga de ideias e engajamento em
múltiplos projetos escolares com produtividade reduzida. Os
episódios duram cerca de 4 a 6 dias e se alternam com
períodos de apatia, isolamento social, ideação negativa e
hipersonia. Não há histórico familiar de transtorno bipolar, mas
há antecedente de TDAH na infância. Com base nos critérios
diagnósticos atuais, assinale a alternativa correta.