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A organização do Sistema Único de Saúde (SUS) no
Brasil baseia-se na universalidade do acesso e na
hierarquização das ações e serviços. O Decreto nº
7.508/2011 regulamenta a Lei nº 8.080/1990 e
estabelece normas sobre planejamento, assistência à
saúde e articulação interfederativa. Um dos aspectos
centrais desse Decreto é a definição das portas de
entrada do SUS, que funcionam como primeiro contato
do cidadão com o sistema e orientam o fluxo dentro da
rede de atenção.
Diante desse contexto, São Portas de Entrada às ações e aos serviços de saúde nas Redes de Atenção à Saúde os serviços:
I. De atenção primária.
II. De atenção de urgência e emergência.
III. De atenção psicossocial.
É CORRETO o que se afirma em:
Diante desse contexto, São Portas de Entrada às ações e aos serviços de saúde nas Redes de Atenção à Saúde os serviços:
I. De atenção primária.
II. De atenção de urgência e emergência.
III. De atenção psicossocial.
É CORRETO o que se afirma em:
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A Reforma Sanitária brasileira, marcada pela atuação do
movimento sanitário, buscou superar o modelo
médico-assistencial vigente e ampliar a participação da
sociedade civil nas decisões sobre políticas de saúde. A
8ª Conferência Nacional de Saúde (8ª CNS), representou
um marco histórico, reunindo milhares de participantes
de diferentes setores da sociedade. O evento consolidou
a ideia de que a saúde é determinada pela organização
social e deve ser assumida como prioridade de governo,
e não apenas de determinados Ministérios.
Com base no contexto da 8ª Conferência Nacional de Saúde e do movimento sanitário brasileiro, assinale a alternativa correta.
Com base no contexto da 8ª Conferência Nacional de Saúde e do movimento sanitário brasileiro, assinale a alternativa correta.
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A saúde no Brasil é organizada de forma estruturada
para garantir o acesso adequado a todos os cidadãos.
Essa organização ocorre por níveis de atenção, que
permitem classificar os serviços conforme sua
complexidade e abrangência. Nesse contexto, observe a
pirâmide de atenção à saúde e identifique o nível de
atenção correspondente a cada camada.
Fonte: Adaptado: https://www.philips.com.br/healthcare/resources/lan ding/tasy-atencao-primaria
É CORRETO o que se afirma em:
Fonte: Adaptado: https://www.philips.com.br/healthcare/resources/lan ding/tasy-atencao-primaria
É CORRETO o que se afirma em:
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O Sistema Único de Saúde (SUS) foi estruturado a partir
de princípios que garantem a participação social como
elemento essencial para a formulação e
acompanhamento das políticas públicas de saúde. Essa
participação pode ocorrer por meio das Conferências de
Saúde, realizadas periodicamente, e dos Conselhos de
Saúde, que atuam de forma permanente e deliberativa.
Tais instâncias colegiadas possibilitam a inclusão da
sociedade civil, gestores e profissionais na gestão do
sistema, fortalecendo o caráter democrático e
descentralizado do SUS. De acordo com a Lei nº
8.142/1990 que regulamenta o funcionamento dessas
instâncias, analise as afirmativas abaixo:
I. O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems) não integram o Conselho Nacional de Saúde, sendo apenas órgãos de apoio técnico-administrativo.
II. A Conferência de Saúde reunir-se-á a cada quatro anos com a representação dos vários segmentos sociais, para avaliar a situação de saúde e propor as diretrizes para a formulação da política de saúde nos níveis correspondentes
III. O Conselho de Saúde, em caráter permanente e deliberativo, órgão colegiado composto por representantes do governo, prestadores de serviço, profissionais de saúde e usuários, atua na formulação de estratégias e no controle da execução da política de saúde na instância correspondente, inclusive nos aspectos econômicos e financeiros, cujas decisões serão homologadas pelo chefe do poder legalmente constituído em cada esfera do governo.
É CORRETO o que se afirma em:
I. O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems) não integram o Conselho Nacional de Saúde, sendo apenas órgãos de apoio técnico-administrativo.
II. A Conferência de Saúde reunir-se-á a cada quatro anos com a representação dos vários segmentos sociais, para avaliar a situação de saúde e propor as diretrizes para a formulação da política de saúde nos níveis correspondentes
III. O Conselho de Saúde, em caráter permanente e deliberativo, órgão colegiado composto por representantes do governo, prestadores de serviço, profissionais de saúde e usuários, atua na formulação de estratégias e no controle da execução da política de saúde na instância correspondente, inclusive nos aspectos econômicos e financeiros, cujas decisões serão homologadas pelo chefe do poder legalmente constituído em cada esfera do governo.
É CORRETO o que se afirma em:
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Na prática clínica, é essencial que os profissionais
respeitem os limites e a intimidade dos pacientes,
garantindo que suas informações pessoais e escolhas
sejam preservadas. Manter a confiança estabelecida
durante o atendimento é fundamental para a adesão ao
tratamento e o sucesso terapêutico. A exposição
inadequada de dados ou detalhes íntimos pode gerar
insegurança e prejudicar a relação com o profissional.
Além disso, o cuidado ético fortalece a comunicação e
promove um ambiente seguro e acolhedor. Assim, a
proteção das informações e do espaço pessoal do
paciente é indispensável para resultados clínicos
eficazes.
Com base no respeito à privacidade e à confidencialidade do paciente, registre V, para verdadeiro, e F, para falso as afirmativas abaixo:
(__) A violação da confidencialidade não afeta a confiança do paciente, apenas a sua privacidade.
(__) Apenas a família do paciente é responsável por manter a confidencialidade das informações, não os profissionais de saúde.
(__) Privacidade e confidencialidade são conceitos irrelevantes na prática clínica moderna.
Assinale a alternativa com a sequência CORRETA.
Com base no respeito à privacidade e à confidencialidade do paciente, registre V, para verdadeiro, e F, para falso as afirmativas abaixo:
(__) A violação da confidencialidade não afeta a confiança do paciente, apenas a sua privacidade.
(__) Apenas a família do paciente é responsável por manter a confidencialidade das informações, não os profissionais de saúde.
(__) Privacidade e confidencialidade são conceitos irrelevantes na prática clínica moderna.
Assinale a alternativa com a sequência CORRETA.
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A Constituição Federal de 1988 estabeleceu o direito à
saúde como um direito fundamental de todos os
cidadãos e um dever do Estado, definindo as bases para
a organização do Sistema Único de Saúde (SUS). Além
disso, dispõe sobre a relevância pública das ações e
serviços de saúde, a participação complementar da
iniciativa privada e as diretrizes de descentralização,
integralidade e participação da comunidade. O texto
constitucional também regula a utilização de recursos
públicos, proíbe a exploração econômica de órgãos e
define competências do SUS em diversas áreas
estratégicas.
Com base nas disposições da Constituição Federal de 1988, assinale a alternativa que apresenta incorretamente os direitos relacionados à saúde.
Com base nas disposições da Constituição Federal de 1988, assinale a alternativa que apresenta incorretamente os direitos relacionados à saúde.
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A Política de Educação Permanente em Saúde (EPS),
instituída pela Portaria nº 278/2014, define a Educação
Permanente em Saúde (EPS) como um processo de
aprendizagem no ambiente de trabalho, em que o ato de
aprender e ensinar integra-se ao cotidiano das
organizações e às práticas profissionais. Fundamentada
na aprendizagem significativa, essa política busca
transformar as práticas dos trabalhadores da saúde,
promovendo uma mudança no modelo de educação em
saúde ao valorizar o aprendizado no contexto laboral e o
protagonismo dos profissionais.
Entre as diretrizes da Política de Educação Permanente em Saúde (EPS), estabelecidas pela Portaria nº 278/2014, está(ão):
I. Fomentar práticas educacionais em espaços coletivos de trabalho, fortalecendo o trabalho em equipes multiprofissionais.
II. Favorecer a autonomia dos sujeitos e a corresponsabilização nos processos de trabalho do Ministério da Saúde.
III. Incentivar a centralização das decisões, desconsiderando o trabalho em equipe e a gestão compartilhada entre os profissionais
É CORRETO o que se afirma em:
Entre as diretrizes da Política de Educação Permanente em Saúde (EPS), estabelecidas pela Portaria nº 278/2014, está(ão):
I. Fomentar práticas educacionais em espaços coletivos de trabalho, fortalecendo o trabalho em equipes multiprofissionais.
II. Favorecer a autonomia dos sujeitos e a corresponsabilização nos processos de trabalho do Ministério da Saúde.
III. Incentivar a centralização das decisões, desconsiderando o trabalho em equipe e a gestão compartilhada entre os profissionais
É CORRETO o que se afirma em:
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Com celular e redes sociais, sofrimento e bullying
perseguem adolescentes por onde quer que vão
Nesta reportagem da série da BBC News Brasil dedicada
à saúde mental, o foco recai sobre o cuidado profissional
do sofrimento na adolescência, etapa marcada por
transformações profundas e determinantes para a
passagem à vida adulta.
O debate ganhou força após a estreia da série
Adolescência, da Netflix, que acompanha a história de
Jaime, de treze anos, acusado de esfaquear uma colega.
Fora da ficção, adolescentes buscam apoio terapêutico
por diversas razões, sendo o amor um tema recorrente,
conforme aponta a psicanalista Diana Lichtenstein
Corso, coautora de Adolescência em cartaz: psicanálise
e filmes para entendê-la. Segundo ela, o sentimento
deve ser levado a sério desde cedo, pois toda conquista
é vivida como uma grande aventura e cada ruptura como
uma catástrofe.
Conflitos nas amizades e dilemas éticos também são
frequentes, assim como a timidez, que o adolescente
enxerga como falha grave. Em uma era de
hiperexposição, qualquer recuo natural pode ser sentido
como incapacidade pessoal. Diana defende que se
debata a pressão para se mostrar nas redes, bem como
os padrões superficiais impostos nesse ambiente.
Nesse contexto, a escola desempenha papel central.
Longe de ser neutra, reproduz desigualdades sociais e,
ao mesmo tempo, oferece espaço de acolhimento.
Pressões acadêmicas e exclusões se somam a formas
de violência explícitas ou simbólicas. O psicanalista
Alexandre Patrício de Almeida sugere que docentes
recebam preparo para lidar com a saúde mental de
alunos e que também sejam cuidados, com espaços
regulares de escuta. Já o psicanalista Mário Corso alerta
que, diante da busca dos pais por instituições rigorosas e
competitivas, a escola deveria funcionar como escudo
contra cobranças excessivas, focando no presente do
aluno, reduzindo a ansiedade em torno de desempenho
e fortalecendo a socialização.
O cuidado clínico começa com a nomeação da dor.
Almeida explica que o processo terapêutico ajuda o
adolescente a reconhecer sentimentos e a refletir sobre
formas de enfrentamento, preferencialmente em
perspectiva coletiva que envolva família, escola e
comunidade. Ele ressalta a importância de fortalecer
estruturas como os CAPS Infanto-Juvenis do SUS.
Para a psicanalista Rosa Maria Marini, as narrativas dos
jovens — seja em diários, seja nas redes sociais —
oferecem acesso ao mundo interno, cabendo ao analista
ajudá-los a elaborar essas experiências. A adolescência
é um período de separação dos pais e de construção de
uma intimidade própria, como ressalta a psicanalista
Adela Stoppel de Gueller. Por isso, o sigilo e a confiança são fundamentais, tornando o psicanalista um
interlocutor adulto que não exerce o papel de autoridade
familiar.
Outro desafio é a influência digital. A psicanalista Diana
Lichtenstein Corso compara a formação da identidade a
uma colcha de retalhos construída a partir de múltiplas
referências sociais, culturais e familiares. A internet,
porém, multiplica essas referências e as troca de forma
incessante, produzindo instabilidade semelhante às
imagens de um caleidoscópio. Essa dinâmica
compromete a organização do pensamento e intensifica
fragilidades psíquicas.
Para Mário Corso, não é coincidência que o aumento de
sofrimento mental entre adolescentes acompanhe a
disseminação de smartphones e redes sociais. O
bullying, antes restrito ao espaço escolar, hoje invade a
vida do jovem a qualquer hora do dia. Nesse sentido, ele
considera positiva a lei que proíbe o uso de celulares em
escolas públicas e privadas do Brasil, embora reconheça
que o desafio permanece dentro de casa, já que muitos
pais também se tornaram dependentes dos aparelhos.
Assim, em meio a cobranças sociais, pressões
acadêmicas e influências digitais, a adolescência
revela-se um período de intensas vulnerabilidades, em
que o cuidado profissional, aliado ao apoio familiar,
escolar e comunitário, torna-se essencial para preservar
a saúde mental e oferecer aos jovens um caminho de
construção de identidade, dignidade e pertencimento.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckgr66y4gg1o.ADAPTADO.
Em relação ao uso da linguagem nesse trecho, é correto afirmar que ele se caracteriza pelo emprego de:
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Com celular e redes sociais, sofrimento e bullying
perseguem adolescentes por onde quer que vão
Nesta reportagem da série da BBC News Brasil dedicada
à saúde mental, o foco recai sobre o cuidado profissional
do sofrimento na adolescência, etapa marcada por
transformações profundas e determinantes para a
passagem à vida adulta.
O debate ganhou força após a estreia da série
Adolescência, da Netflix, que acompanha a história de
Jaime, de treze anos, acusado de esfaquear uma colega.
Fora da ficção, adolescentes buscam apoio terapêutico
por diversas razões, sendo o amor um tema recorrente,
conforme aponta a psicanalista Diana Lichtenstein
Corso, coautora de Adolescência em cartaz: psicanálise
e filmes para entendê-la. Segundo ela, o sentimento
deve ser levado a sério desde cedo, pois toda conquista
é vivida como uma grande aventura e cada ruptura como
uma catástrofe.
Conflitos nas amizades e dilemas éticos também são
frequentes, assim como a timidez, que o adolescente
enxerga como falha grave. Em uma era de
hiperexposição, qualquer recuo natural pode ser sentido
como incapacidade pessoal. Diana defende que se
debata a pressão para se mostrar nas redes, bem como
os padrões superficiais impostos nesse ambiente.
Nesse contexto, a escola desempenha papel central.
Longe de ser neutra, reproduz desigualdades sociais e,
ao mesmo tempo, oferece espaço de acolhimento.
Pressões acadêmicas e exclusões se somam a formas
de violência explícitas ou simbólicas. O psicanalista
Alexandre Patrício de Almeida sugere que docentes
recebam preparo para lidar com a saúde mental de
alunos e que também sejam cuidados, com espaços
regulares de escuta. Já o psicanalista Mário Corso alerta
que, diante da busca dos pais por instituições rigorosas e
competitivas, a escola deveria funcionar como escudo
contra cobranças excessivas, focando no presente do
aluno, reduzindo a ansiedade em torno de desempenho
e fortalecendo a socialização.
O cuidado clínico começa com a nomeação da dor.
Almeida explica que o processo terapêutico ajuda o
adolescente a reconhecer sentimentos e a refletir sobre
formas de enfrentamento, preferencialmente em
perspectiva coletiva que envolva família, escola e
comunidade. Ele ressalta a importância de fortalecer
estruturas como os CAPS Infanto-Juvenis do SUS.
Para a psicanalista Rosa Maria Marini, as narrativas dos
jovens — seja em diários, seja nas redes sociais —
oferecem acesso ao mundo interno, cabendo ao analista
ajudá-los a elaborar essas experiências. A adolescência
é um período de separação dos pais e de construção de
uma intimidade própria, como ressalta a psicanalista
Adela Stoppel de Gueller. Por isso, o sigilo e a confiança são fundamentais, tornando o psicanalista um
interlocutor adulto que não exerce o papel de autoridade
familiar.
Outro desafio é a influência digital. A psicanalista Diana
Lichtenstein Corso compara a formação da identidade a
uma colcha de retalhos construída a partir de múltiplas
referências sociais, culturais e familiares. A internet,
porém, multiplica essas referências e as troca de forma
incessante, produzindo instabilidade semelhante às
imagens de um caleidoscópio. Essa dinâmica
compromete a organização do pensamento e intensifica
fragilidades psíquicas.
Para Mário Corso, não é coincidência que o aumento de
sofrimento mental entre adolescentes acompanhe a
disseminação de smartphones e redes sociais. O
bullying, antes restrito ao espaço escolar, hoje invade a
vida do jovem a qualquer hora do dia. Nesse sentido, ele
considera positiva a lei que proíbe o uso de celulares em
escolas públicas e privadas do Brasil, embora reconheça
que o desafio permanece dentro de casa, já que muitos
pais também se tornaram dependentes dos aparelhos.
Assim, em meio a cobranças sociais, pressões
acadêmicas e influências digitais, a adolescência
revela-se um período de intensas vulnerabilidades, em
que o cuidado profissional, aliado ao apoio familiar,
escolar e comunitário, torna-se essencial para preservar
a saúde mental e oferecer aos jovens um caminho de
construção de identidade, dignidade e pertencimento.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckgr66y4gg1o.ADAPTADO.
Assinale a alternativa correta quanto à nova pontuação sem alteração do sentido original da frase.
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Questão presente nas seguintes provas
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Com celular e redes sociais, sofrimento e bullying
perseguem adolescentes por onde quer que vão
Nesta reportagem da série da BBC News Brasil dedicada
à saúde mental, o foco recai sobre o cuidado profissional
do sofrimento na adolescência, etapa marcada por
transformações profundas e determinantes para a
passagem à vida adulta.
O debate ganhou força após a estreia da série
Adolescência, da Netflix, que acompanha a história de
Jaime, de treze anos, acusado de esfaquear uma colega.
Fora da ficção, adolescentes buscam apoio terapêutico
por diversas razões, sendo o amor um tema recorrente,
conforme aponta a psicanalista Diana Lichtenstein
Corso, coautora de Adolescência em cartaz: psicanálise
e filmes para entendê-la. Segundo ela, o sentimento
deve ser levado a sério desde cedo, pois toda conquista
é vivida como uma grande aventura e cada ruptura como
uma catástrofe.
Conflitos nas amizades e dilemas éticos também são
frequentes, assim como a timidez, que o adolescente
enxerga como falha grave. Em uma era de
hiperexposição, qualquer recuo natural pode ser sentido
como incapacidade pessoal. Diana defende que se
debata a pressão para se mostrar nas redes, bem como
os padrões superficiais impostos nesse ambiente.
Nesse contexto, a escola desempenha papel central.
Longe de ser neutra, reproduz desigualdades sociais e,
ao mesmo tempo, oferece espaço de acolhimento.
Pressões acadêmicas e exclusões se somam a formas
de violência explícitas ou simbólicas. O psicanalista
Alexandre Patrício de Almeida sugere que docentes
recebam preparo para lidar com a saúde mental de
alunos e que também sejam cuidados, com espaços
regulares de escuta. Já o psicanalista Mário Corso alerta
que, diante da busca dos pais por instituições rigorosas e
competitivas, a escola deveria funcionar como escudo
contra cobranças excessivas, focando no presente do
aluno, reduzindo a ansiedade em torno de desempenho
e fortalecendo a socialização.
O cuidado clínico começa com a nomeação da dor.
Almeida explica que o processo terapêutico ajuda o
adolescente a reconhecer sentimentos e a refletir sobre
formas de enfrentamento, preferencialmente em
perspectiva coletiva que envolva família, escola e
comunidade. Ele ressalta a importância de fortalecer
estruturas como os CAPS Infanto-Juvenis do SUS.
Para a psicanalista Rosa Maria Marini, as narrativas dos
jovens — seja em diários, seja nas redes sociais —
oferecem acesso ao mundo interno, cabendo ao analista
ajudá-los a elaborar essas experiências. A adolescência
é um período de separação dos pais e de construção de
uma intimidade própria, como ressalta a psicanalista
Adela Stoppel de Gueller. Por isso, o sigilo e a confiança são fundamentais, tornando o psicanalista um
interlocutor adulto que não exerce o papel de autoridade
familiar.
Outro desafio é a influência digital. A psicanalista Diana
Lichtenstein Corso compara a formação da identidade a
uma colcha de retalhos construída a partir de múltiplas
referências sociais, culturais e familiares. A internet,
porém, multiplica essas referências e as troca de forma
incessante, produzindo instabilidade semelhante às
imagens de um caleidoscópio. Essa dinâmica
compromete a organização do pensamento e intensifica
fragilidades psíquicas.
Para Mário Corso, não é coincidência que o aumento de
sofrimento mental entre adolescentes acompanhe a
disseminação de smartphones e redes sociais. O
bullying, antes restrito ao espaço escolar, hoje invade a
vida do jovem a qualquer hora do dia. Nesse sentido, ele
considera positiva a lei que proíbe o uso de celulares em
escolas públicas e privadas do Brasil, embora reconheça
que o desafio permanece dentro de casa, já que muitos
pais também se tornaram dependentes dos aparelhos.
Assim, em meio a cobranças sociais, pressões
acadêmicas e influências digitais, a adolescência
revela-se um período de intensas vulnerabilidades, em
que o cuidado profissional, aliado ao apoio familiar,
escolar e comunitário, torna-se essencial para preservar
a saúde mental e oferecer aos jovens um caminho de
construção de identidade, dignidade e pertencimento.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckgr66y4gg1o.ADAPTADO.
De acordo com a regência verbal, o verbo destacado na frase classifica-se como:
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