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Mulher de 63 anos comparece à consulta de cardiologia para avaliação de palpitações intermitentes. Relata episódios recorrentes de palpitações irregulares nos últimos dois anos, com duração variável entre 30 minutos e 4 horas, ocorrendo mensalmente.

 

Durante alguns episódios, realizou eletrocardiograma que documentou fibrilação atrial. Possui smartwatch que registrou múltiplos episódios de frequência cardíaca irregular acima de 120 bpm, durando entre 45 minutos e 5 horas, totalizando aproximadamente 6% do tempo monitorado no último mês.

 

Antecedentes: hipertensão arterial sistêmica controlada com losartana 50 mg/dia, obesidade grau I (IMC 32 kg/m²). Nega diabetes, dislipidemia, insuficiência cardíaca, tabagismo, doença vascular ou eventos tromboembólicos prévios. Não apresenta sangramentos prévios nem contraindicações à anticoagulação.

 

Exame físico: frequência cardíaca 76 bpm, ritmo regular; pressão arterial 128/82 mmHg. Exames complementares: eletrocardiograma atual em ritmo sinusal; ecocardiograma transtorácico com átrio esquerdo 32 mL/m² (VR até 34), fração de ejeção 62%, sem valvopatias significativas. Calculados os escores: CHA₂DS₂-VASc = 1 ponto (hipertensão) e HAS-BLED = 1 ponto (hipertensão controlada).

 

Considerando os achados clínicos e os escores de risco apresentados, a conduta mais apropriada em relação à anticoagulação oral é

 

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Paciente do sexo masculino, 58 anos, portador de diabetes mellitus tipo 2 há 18 anos, em uso irregular de metformina e insulina NPH, comparece à consulta referindo distensão abdominal progressiva há 12 meses, com piora significativa nos últimos 6 meses. Relata flatulência excessiva, desconforto abdominal difuso e diarreia aquosa, inicialmente ocasional, evoluindo para 4 a 6 evacuações diárias, sem sangue ou muco. Refere sensação de plenitude pós-prandial precoce desde o início do quadro e episódios recorrentes de vômitos alimentares tardios (4 a 6 horas após refeições). Nega febre ou viagens recentes. Relata perda ponderal não intencional de 7 kg no período.

 

Ao exame físico: emagrecido, abdômen globoso, distendido, timpânico à percussão, com ruídos hidroaéreos diminuídos, indolor à palpação superficial e profunda, sem visceromegalias. Exames laboratoriais: hemoglobina 10,2 g/dL, VCM 104 fL, vitamina B12 180 pg/mL (VR: 200-900), ácido fólico 18 ng/mL (VR: 2-20), albumina 3,2 g/dL, hemoglobina glicada 9,8%. Sorologia para doença celíaca (anti-transglutaminase IgA) negativa. Teste de elastase fecal e gordura fecal negativos. Teste respiratório com lactulose: elevação de hidrogênio de 20 ppm acima do basal em 90 minutos, metano 9 ppm. Endoscopia digestiva alta com biópsias duodenais: mucosa de aspecto normal, histologia sem alterações significativas. Realizado aspirado duodenal durante endoscopia com cultura quantitativa evidenciando 10⁶ unidades formadoras de colônia/mL, com predomínio de Escherichia coli e Klebsiella.

 

Assinale a afirmativa correta a respeito da interpretação diagnóstica e da fisiopatologia subjacente mais prováveis nesse caso.

 

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Paciente do sexo feminino, 24 anos, internada há 10 dias com quadro de febre persistente (temperatura axilar de 39,2°C), astenia intensa, artralgia em mãos e punhos, fotossensibilidade e emagrecimento de 8 kg no último mês.

 

Ao exame físico: regular estado geral, mucosas descoradas ++/4+, presença de rash malar, hepatomegalia a 4 cm do rebordo costal direito, esplenomegalia a 3 cm do rebordo costal esquerdo e linfadenomegalia cervical, axilar e inguinal bilateral, com linfonodos de 1,5 a 2 cm, indolores e móveis. Exames laboratoriais: hemoglobina 7,8 g/dL, VCM 88 fL, leucócitos 2.100/mm³ (neutrófilos 1.260/mm³, linfócitos 630/mm³), plaquetas 88.000/mm³. Ferritina 32.000 ng/mL, LDH 1.850 U/L, triglicerídeos 420 mg/dL, fibrinogênio 105 mg/dL, ALT 185 U/L, AST 220 U/L, bilirrubina total 2,8 mg/dL. FAN 1:640 padrão nuclear homogêneo, anti-DNA dupla hélice reagente, complemento C3 35 mg/dL (VR: 90-180), C4 8 mg/dL (VR: 10-40). Sorologias para Epstein-Barr, citomegalovírus e HIV negativas. Mielograma evidencia hiperplasia granulocítica e eritroide com presença de macrófagos realizando hemofagocitose.

 

A conduta terapêutica mais adequada para esse caso inclui

 

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Um paciente de 60 anos, com hipertensão arterial de longa data, diabetes mellitus tipo 2 e doença renal crônica (TFG estimada de 45 mL/min), está em tratamento há mais de um ano e relata seguir rigorosamente a prescrição. Seu regime anti-hipertensivo atual, utilizado nas doses máximas toleradas, consiste em

 

• Losartana (100 mg/dia);

• Anlodipino (10 mg/dia);

• Hidroclorotiazida (25 mg/dia).

 

A média das três últimas aferições da Pressão Arterial (PA) no consultório, registradas em visitas separadas nos últimos 6 meses, foi de 158 x 98 mmHg.

 

De acordo com a Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial - 2025, a primeira conduta diante da suspeita de hipertensão resistente neste paciente é

 

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Paciente de 52 anos, sexo masculino, procura consulta ambulatorial para avaliação de rotina. Nega comorbidades prévias e uso de medicações. Refere pai hipertenso e avô paterno com história de infarto agudo do miocárdio aos 58 anos. Nega tabagismo, consome bebidas alcoólicas socialmente.

 

Ao exame físico: peso 88 kg, altura 1,75 m, IMC 28,7 kg/m2. Aferição da pressão arterial no consultório, após repouso de 5 minutos, com esfigmomanômetro automático de braço validado, em três medidas com intervalo de 1 minuto: 148/94 mmHg, 146/92 mmHg e 144/90 mmHg. Frequência cardíaca 76 bpm. Ausculta cardiopulmonar sem alterações. Pulsos periféricos palpáveis e simétricos. Exames laboratoriais: glicemia de jejum 102 mg/dL, hemoglobina glicada 5,6%, creatinina 1,0 mg/dL, clearance de creatinina estimado 85 mL/min/1,73m2, potássio 4,2 mEq/L, colesterol total 210 mg/dL, LDL 140 mg/dL, HDL 42 mg/dL, triglicerídeos 160 mg/dL, ácido úrico 6,8 mg/dL. Eletrocardiograma: ritmo sinusal, sem alterações.

 

De acordo com a Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial 2025, a conduta apropriada para confirmação diagnóstica e avaliação complementar inclui

 

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Paciente do sexo feminino, 28 anos, procura atendimento referindo epistaxes recorrentes desde a infância, com duração superior a 15 minutos, equimoses frequentes sem trauma significativo e menorragia desde a menarca. Relata ainda sangramento prolongado após extração dentária há 2 anos, necessitando retorno ao consultório odontológico. Nega uso de medicações anticoagulantes ou antiplaquetárias. Mãe com história semelhante de sangramentos.

 

Ao exame físico, apresenta equimoses em membros inferiores. Hemograma: hemoglobina 10,8 g/dL, VCM 72 fL, leucócitos 7.200/mm³, plaquetas 198.000/mm³. Coagulograma: TP 12 segundos (RNI 1,0), TTPa 38 segundos (controle 28 segundos). Ferritina: 8 ng/mL.

 

A propedêutica laboratorial para investigação diagnóstica inclui a dosagem de

 

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Mulher de 63 anos, hipertensa e dislipidêmica, procura avaliação ambulatorial por dor torácica em aperto, desencadeada aos esforços e aliviada pelo repouso, há cerca de três meses.

 

O eletrocardiograma em repouso mostra alterações inespecíficas do segmento ST-T. A paciente apresenta obesidade grau II e gonartrose bilateral, o que limita a realização de exercício físico. O exame físico é normal, e a troponina de alta sensibilidade é negativa. O ecocardiograma transtorácico evidencia função sistólica preservada e ausência de alterações segmentares de contratilidade.

 

Com base nas diretrizes atuais da Sociedade Europeia de Cardiologia (ESC, 2024) para doença arterial coronariana crônica, o próximo exame complementar mais indicado é o(a)

 

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Homem de 32 anos, previamente saudável, procura atendimento médico por icterícia, há 5 dias, associada a fadiga intensa, náuseas e colúria. Refere febre baixa e mialgias na semana anterior, sem dor abdominal importante. Nega uso de álcool ou drogas ilícitas, mas relata uso recente de amoxicilina-clavulanato para infecção respiratória há cerca de 10 dias.

 

Ao exame físico, encontra-se ictérico, consciente, afebril, com fígado palpável a 3 cm do rebordo costal direito, sem esplenomegalia ou ascite.

 

Exames laboratoriais:

 

• Hemoglobina: 14,0 g/dL; leucócitos: 7.200/mm³; plaquetas: 210.000/mm³.

• AST (TGO): 1.250 U/L; ALT (TGP): 1.480 U/L; fosfatase alcalina: 240 U/L; GGT: 180 U/L.

• Bilirrubina total: 8,2 mg/dL (direta 4,5 mg/dL).

• Albumina: 3,8 g/dL; INR: 1,2.

 

Considerando os achados clínicos e laboratoriais, os exames complementares mais indicados para confirmar a principal hipótese diagnóstica são

 

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Mulher de 65 anos foi internada na enfermaria de clínica médica para investigação de colúria, acolia fecal e icterícia iniciados há 10 dias. O quadro evoluiu progressivamente, sem dor abdominal e sem febre. Possui antecedente de câncer de cólon tratado cirurgicamente há dois anos, com recidiva e metástases hepáticas diagnosticadas há seis meses. Ao exame físico, encontra-se desnutrida, ictérica e com aumento do volume abdominal.

 

Exames laboratoriais:

 

• Hemoglobina: 10,2 g/dL; leucócitos: 6.500/mm³; plaquetas: 180.000/mm³.

• AST (TGO): 180 U/L; ALT (TGP): 150 U/L; fosfatase alcalina: 980 U/L; GGT: 740 U/L.

• Bilirrubina total: 18 mg/dL (direta 15 mg/dL); albumina: 2,5 g/dL; INR: 1,6.

• Ultrassonografia abdominal: fígado aumentado e heterogêneo, com múltiplas lesões hiperecogênicas, dilatação das vias biliares intra-hepáticas, ascite moderada e linfonodos periportais aumentados.

 

Com base nos dados clínicos, laboratoriais e de imagem apresentados, o diagnóstico mais provável para a icterícia observada é

 

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Homem de 42 anos, sem comorbidades conhecidas, comparece para avaliação de hipertensão arterial resistente diagnosticada há 5 anos e em uso de três fármacos em doses plenas (losartana, anlodipino e hidroclorotiazida), com controle pressórico insatisfatório (média de 160 x 100 mmHg).

 

Refere fadiga muscular ocasional e câimbras noturnas, sem uso de diuréticos de alça. Ao exame físico, pressão arterial de 162 x 98 mmHg, sem estigmas de Cushing.

 

Os exames laboratoriais mostram:

 

• Potássio sérico: 3,2 mEq/L (VN: 3,5–5,0); Sódio sérico: 144 mEq/L; Creatinina: 0,9 mg/dL; TFG estimada: > 90 mL/min/1,73m²; Glicemia e perfil lipídico normais.

• Eletrocardiograma: sinais de hipertrofia ventricular esquerda.

 

Considerando o quadro descrito, a conduta diagnóstica mais apropriada é

 

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