Foram encontradas 40 questões.
Leia os textos a seguir.
Texto 1
Para um homem se ver a si mesmo são necessárias três coisas: olhos, espelho e luz. Se tem espelho e é cego, não se pode ver por falta de olhos; se tem espelho e olhos, e é de noite, não se pode ver por falta de luz. Logo, há mister luz, há mister espelho, e há mister olhos. Que coisa é a conversão de uma alma senão entrar um homem dentro em si, e ver-se a si mesmo? Para esta vista são necessários olhos, é necessária luz e é necessário espelho. O pregador concorre com o espelho, que é a doutrina; Deus concorre com a luz, que é a graça; o homem concorre com os olhos, que é o conhecimento.
(VIEIRA, Antônio. Sermão da Sexagésima.)
Texto 2
Imperfeito
Eu sei que meu amor
É imperfeito
Mas se ele deixar, vou lhe mostrar
O quanto também
Tenho defeito
Não é pra me gabar
Mas rio do que faço
Eu devia chorar
Eu sei o mal que fiz
Já está feito
Mas lhe pedi perdão, por ser assim
E o coração que
Tenho no peito
Não quer acreditar
Já nem estou mais aqui
Nem em qualquer lugar
Lá vai se embora meu mundo sem mim...
O que há de errado em ser tão errado assim?
Já vou saindo, não precisa empurrar...
Pois meu maior defeito é insistir
Que ele é perfeito,
Que é pura crueldade pedir pra ele mudar
Nem luz, nem espelho,
Nem olhos pra enxergar
Acho que sou alguém
Que nunca vai mudar.
[...]
(ULHOA, John. Isopor. São Paulo: BMG, 1999.
1 CD (3 min. 42seg.). Faixa 5.)
São traços típicos da linguagem coloquial presentes no Texto 2, EXCETO
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Considerando, da perspectiva da Gramática normativa, as sequências,
I. “Certa feita, tirando minhas dúvidas em português, me deparei com a seguinte frase.”
II. “Sir John inventou as pesquisas de opinião, mas esqueceu de perguntar antes a opinião do rei.” (ZERO HORA, 22 mar. 2010, p. 7.)
III. Dão-se aulas em domicílio.
É correto afirmar que
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“Bandaoriental” é um neologismo formado através do processo de:
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1399621
Ano: 2010
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
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Analise as afirmações de duas críticas brasileiras ao comentar a construção do personagem Raimundo, protagonista do romance O mulato, de Aluísio Azevedo, e as relacione ao texto de Fernando Abrucio transcrito no início da prova (Página 1).
Texto 1
A tese sendo provar a injustiça da prevenção dos brancos contra os mulatos, o autor se crê na obrigação de cobrir Raimundo de todas as virtudes, de mostrá-lo belo, nobre, inteligente – sem cuidar que o fazia sobretudo absurdo e inumano, e que construía um romance realista em torno de uma figura escandalosamente romântica.
Lúcia Miguel-Pereira
Texto 2
[Os escritores] denunciam o racismo, com certeza, mas dourando a pílula, pois não literalizam o não-branco igualando as condições étnicas que lhe são inerentes. A apresentação de Raimundo é impressionante sob esse aspecto: tez morena e amulatada, mas “fina”; a parte “mais característica” de sua fisionomia são os “olhos azuis, herdados do pai”. Poder-se-ia argumentar que se está cobrando do literário uma verdade referencial, politicamente correta, que ele não está obrigado a transmitir. Creio que o argumento não procede: o racismo brasileiro histórico, basicamente decorrente de quase quatro séculos de escravidão negra, ao ser recriado na literatura, mesmo para denunciá-lo, impediu que escritores bem-intencionados ultrapassassem os limites da caricatura no tratamento da questão.
Letícia Malard
Da análise, conclui-se que
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Numere a coluna 2, que contém fragmentos narrativos, de acordo com a coluna 1, que contém as funções complementares do narrador.
Coluna 1
1 – função comunicativa
2 – função metanarrativa
3 – função testemunhal ou modalisante
4 – função explicativa
5 – função generalizante ou ideológica
Coluna 2
( ) “A memória dos que envelhecem (e que transmite aos filhos, aos sobrinhos, aos netos, a lembrança dos pequenos fatos que tecem a vida de cada indivíduo e do grupo com que ele estabelece contatos, correlações, aproximações, antagonismos, aflições, repulsas e ódios) é o elemento básico na construção da tradição familiar.” (NAVA, Pedro. Baú de ossos. 5. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1978. p. 17.)
( ) “Miguel não era homem de têmpera a lutar contra a adversidade. O cativeiro e reclusão perene de sua filha, a miséria que se lhe antolhava acompanhada de mil angústias, eram para ele fantasmas hediondos, cujo aspecto não podia encarar sem sentir mortal pavor e abatimento. Não achou muito oneroso o preço pelo qual o desumano senhor, livrando-o da miséria, concedia liberdade à sua filha, e aceitou o convênio.” (GUIMARÃES, Bernardo. A escrava Isaura. 4. ed. São Paulo: FTD, 1998. p. 131.)
( ) “Deixemos Rubião na sala de Botafogo, batendo com as borlas do chambre nos joelhos e cuidando da bela Sofia. Vem comigo, leitor; vamos vê-lo, meses antes, à cabeceira do Quincas Borba.” (ASSIS, Machado de. Quincas Borba. Jaraguá do Sul: Avenida, 2005. p. 10.)
( ) “Quando Olímpico lhe dissera que terminaria deputado pelo Estado da Paraíba, ela ficou boquiaberta e pensou: quando nos casarmos então serei uma deputada? Não queria, pois deputada parecia nome feio. (Como eu disse, essa não é uma história de pensamentos.
Depois, provavelmente voltarei para as inominadas sensações, até sensações de Deus. Mas a história de Macabéa tem que sair senão eu estouro.)” (LISPECTOR, Clarice. A hora da estrela. 22. ed. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1993. p. 63.)
A sequência correta é:
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1397286
Ano: 2010
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
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Considere o poema a seguir.
Momento num café
Quando o enterro passou
Os três homens que se achavam no café
Tiraram o chapéu maquinalmente
Saudavam o morto distraídos
Estavam todos voltados para a vida
Absortos na vida
Confiantes na vida
Um no entanto se descobriu num gesto largo e demorado
Olhando o esquife longamente
Este sabia que a vida é uma agitação feroz e sem finalidade
Que a vida é traição
E saudava a matéria que passava
Liberta para sempre da alma extinta
(BANDEIRA, Manuel. Libertinagem & Estrela da manhã.
Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2000. p. 87.)
Sobre o texto, pode-se afirmar que
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1396585
Ano: 2010
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
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A afirmação de Maurizio Gnerre (1985) de que “O poder da palavra é o poder de mobilizar a autoridade acumulada pelo falante e concentrá-la num ato linguístico” é bem caracterizada no ato de
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1396340
Ano: 2010
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
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Sobre história literária, leia a observação a seguir.
Chklovski desenvolve a sua teoria da história literária forjando uma outra metáfora: “A herança passa não de pai para filho, mas de tio para sobrinho.” O “tio” representa uma tendência que não goza do primeiro lugar [...]. A geração seguinte retomará e “canonizará” essa tendência secundária, aparentada e oposta à precedente: “Dostoievski eleva ao título de norma literária os processos do romance de aventuras.”
(TODOROV, Tzvetan. História da literatura. In: ________; DUCROT, Oswald. Dicionário das ciências
da linguagem. 6. ed. Lisboa: Dom Quixote, 1982. p. 184-185.)
Analisando a história da literatura brasileira, pode-se afirmar que o princípio descrito acima é ilustrado por:
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1395751
Ano: 2010
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
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Considere os versos a seguir, do poeta modernista gaúcho Tyrteu Rocha Vianna.
O bandaoriental capataz D. Fulano
Colorado sargento indiamuertano
Por su mala cabeza
Emigrado cachaça paradista
Dúzias de homicídios comissariais
Homiziantes
Enrodilhou o laço de 11 braças
E pialou de cucharra a zebuzinha jaguané
[...]
(VIANNA, Tyrteu Rocha. Saco de viagem. 2. ed. Porto Alegre: PUC, 1993. p. 59.)
Considerando seu conhecimento sobre a obra dos modernistas brasileiros, é possível afirmar que, no poema acima,
I. o emprego de versos livres e a ausência de pontuação são traços comuns com a poesia de Oswald de Andrade.
II. a mistura de regionalismos e neologismos revela uma experimentação linguística semelhante à encontrada na prosa de Guimarães Rosa.
III. o olhar irônico e pretensamente infantil o aproxima da lírica de Manuel Bandeira.
Está(ao) correta(s):
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1394727
Ano: 2010
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
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Leia o seguinte fragmento do romance Relato de um certo oriente, cuja trama se desenrola na cidade de Manaus.
[...] Foi difícil abrir os olhos, mas não era a luminosidade que incomodava, e sim tudo o que era visível.
De olhos abertos , só então me dei conta dos quase vinte anos passados fora daqui. A vazante havia afastado o porto do atracadouro, e a distância vencida pelo mero caminhar revelava a imagem do horror de uma cidade que hoje desconheço: uma praia de imundícias, de restos de miséria humana, além do odor fétido de purulência viva exalando da terra, do lodo, das entranhas das pedras vermelhas e do interior das embarcações. Caminhava sobre um mar de dejetos, onde havia tudo: cascos de frutas, latas, garrafas, carcaças apodrecidas de canoas, e esqueletos de animais. Os urubus, aos montes, buscavam com avidez as ossadas que apareceram durante a vazante, entre objetos carcomidos que foram enterrados há meses, há séculos.
(HATOUM, Milton. Relato de um certo oriente. 2. ed. São Paulo:
Companhia das Letras, 2002. p. 124.)
A partir do texto e dos conhecimentos sobre a obra do autor amazonense, percebe-se que
I. a região amazônica é despida de exotismo, a cidade de Manaus apresenta-se tristemente semelhante a qualquer região periférica e pobre do país.
II. a deterioração da paisagem é contagiante, fazendo com que a narradora lamente seu retorno.
III. o emprego inusitado de termos regionais ratifica a posição de Milton Hatoum como um dos renovadores da prosa regionalista.
Está(ão) correta(s)
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