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Foram encontradas 40 questões.

1393927 Ano: 2010
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
Para responder a esta questão, leve conta os versos a seguir.
[...]
Tenho explicado as fruitas e legumes,
Que dão a Portugal muitos ciúmes;
Tenho recopilado
O que o Brasil contém para invejado,
E para preferir a toda a terra,
Em si perfeitos quatro “A A” encerra.
Tem o primeiro “A” nos arvoredos
Sempre verdes aos olhos, sempre ledos;
Tem o segundo “A” nos ares puros,
Na tempérie agradáveis e seguros;
Tem o terceiro “A” nas águas frias,
Que refrescam o peito e são sadias;
O quarto “A” no açúcar deleitoso,
Que é do Mundo o regalo mais mimoso.
(Botelho de Oliveira. “À ilha de Maré”.)
O poema apresenta uma visão ____________ da natureza brasileira, aspecto que foi retomado pela _______________ geração romântica, como forma de forjar uma ____________________________, necessária a um país recém-independente.
Os termos que completam corretamente as lacunas são:
 

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1393901 Ano: 2010
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
Leia os textos a seguir.
Texto 1
Para um homem se ver a si mesmo são necessárias três coisas: olhos, espelho e luz. Se tem espelho e é cego, não se pode ver por falta de olhos; se tem espelho e olhos, e é de noite, não se pode ver por falta de luz. Logo, há mister luz, há mister espelho, e há mister olhos. Que coisa é a conversão de uma alma senão entrar um homem dentro em si, e ver-se a si mesmo? Para esta vista são necessários olhos, é necessária luz e é necessário espelho. O pregador concorre com o espelho, que é a doutrina; Deus concorre com a luz, que é a graça; o homem concorre com os olhos, que é o conhecimento.
(VIEIRA, Antônio. Sermão da Sexagésima.)
Texto 2
Imperfeito
Eu sei que meu amor
É imperfeito
Mas se ele deixar, vou lhe mostrar
O quanto também
Tenho defeito
Não é pra me gabar
Mas rio do que faço
Eu devia chorar
Eu sei o mal que fiz
Já está feito
Mas lhe pedi perdão, por ser assim
E o coração que
Tenho no peito
Não quer acreditar
Já nem estou mais aqui
Nem em qualquer lugar
Lá vai se embora meu mundo sem mim...
O que há de errado em ser tão errado assim?
Já vou saindo, não precisa empurrar...
Pois meu maior defeito é insistir
Que ele é perfeito,
Que é pura crueldade pedir pra ele mudar
Nem luz, nem espelho,
Nem olhos pra enxergar
Acho que sou alguém
Que nunca vai mudar.
[...]
(ULHOA, John. Isopor. São Paulo: BMG, 1999.
1 CD (3 min. 42seg.). Faixa 5.)
Em relação aos textos,
I. No texto 1, o autor vale-se de uma analogia para estabelecer os três princípios indispensáveis para se converter uma alma: o pregador, o ouvinte e a graça divina.
II. O texto 2 retoma, através do recurso da intertextualidade, a analogia desenvolvida no texto 1 para afirmar que o ser humano é incapaz de conhecer a si mesmo.
III. No verso 3 de “Imperfeito”, o amor é personificado, produzindo como efeito uma dissociação entre o sentimento e o amante, o qual se encontra submetido “às vontades” do amor.
Está(ão) correta(s):
 

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1393884 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
As cotas para negros e a desigualdade brasileira
O sucesso das políticas públicas depende da definição clara dos problemas que elas querem combater,(a) bem como da adoção de medidas que acertem o alvo correto. Essa pequena digressão técnica é necessária para tornar mais preciso um debate que está no centro da agenda pública: a questão das cotas para negros em universidades. Para que serviria essa política discutida hoje de forma tão radical? Com certeza ela não seria capaz de atenuar o sofrimento dos negros durante a escravidão.
Quanto a isso, o máximo que podemos fazer é lembrar sempre dessa mácula da história brasileira.
É importante frisar isso porque alguns revisionistas têm argumentado que a população negra não sofreu tanto assim,(b) pois alguns dos africanos foram traficantes e outros, quando libertos, logo compravam seu “escravinho”. Há ainda a tese, arrancada à força do pensamento de Gilberto Freyre, de que a convivência entre brancos e negros fora “pacífica”. Afinal, milhares de estupros foram “consentidos”. [...]
Apresentar o debate da escravidão de forma completamente distorcida não ajuda o debate das cotas. Não que as desigualdades atuais sejam fruto apenas da escravidão.(c) É bem provável que muito da situação atual se explique pela falta de políticas no pós-escravidão. Mas um fato é evidente nos estudos empíricos: há desigualdade entre brancos e negros com mesma situação de renda e escolaridade.
[...] Recentemente, coordenei uma pesquisa sobre escolas públicas e um dos pesquisadores presenciou o que só conhecíamos por estatística. Numa sala de aula com alunos em situação equivalente de pobreza, havia uma divisão na qual, de um lado, ficavam os brancos e, de outro, os negros. Isso se repetia no intervalo. Pior: o tratamento docente era francamente favorável aos brancos. Conversamos com a professora e com a diretora: nenhuma delas havia percebido essa discriminação. Um racismo tão invisível e enraizado é difícil de combater apenas com políticas iguais para todos. Para questões como essa, deveria valer a máxima, de tratar desigualmente os desiguais para alcançar a justiça social.
Não pense, leitor, que o problema está resolvido, pois a forma como for feita a política afirmativa, termo mais correto que cotas, afetará os resultados. Cotas muito amplas e sem nenhum critério de mérito não podem ser um desestímulo para o estudo dos negros? Ademais, o cotismo não poderia se transformar numa política racialista que geraria uma tensão inexistente em nossa sociedade? São perguntas fundamentadas (e não ideológicas) em termos de políticas públicas.
Para elas, deve haver respostas ainda no terreno das políticas afirmativas.(d)
(ABRUCIO, Fernando. Revista Época, Globo, Rio de Janeiro, 22 mar. 2010, p. 51.)
Assinale a alternativa em que a palavra grifada NÃO introduz nenhuma informação pressuposta.
 

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1393373 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
Observe o texto a seguir.
1 Muito observadora, a criança disse:
2 - A Dinda puxou à vovó, as duas são professoras e têm o mesmo cabelo.
Em relação à fala da criança, observa-se que
I. há quebra de paralelismo semântico.
II. o período é composto por três orações coordenadas assindéticas.
III. ocorre elipse da palavra “tipo” na última oração.
Está(ão) correta(s)
 

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1392714 Ano: 2010
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
Compare os seguintes poemas.
Discreta e formosíssima Maria,
Enquanto estamos vendo a qualquer hora
Em tuas faces a rosa da Aurora,
Em teus olhos, e boca o Sol, e o dia:
Enquanto com gentil descortesia
O ar, que fresco Adônis te namora,
Te espalha a rica trança voadora,
Quando vem passear-te pela fria:
Goza, goza da flor da mocidade,
Que o tempo trota a toda ligeireza,
E imprime em toda a flor sua pisada.
Oh não aguardes, que a madura idade
Te converta em flor, essa beleza
Em terra, em cinza, em pó, em sombra em nada.
Gregório de Matos Guerra
Ilustre e hermosíssima Maria
mientras se dejan ver a cualquier hora
en tus mejillas la rosada aurora
Febo en tus ojos, y en tu frente el dia
y mientras con gentil descortesia
mueve el viento la hebra voladora
que la Aravbia en sus venas atesora
e el rico Tajo en sus arenas cria
goza cuello, cabello, lábio y frente
antes que lo que fué en tu edad dorada,
oro, lírio, clavel, cristal luciente,
no solo en plata o viola troncada
se vuleva, mas tu y ello juntamente
en tierra, en humo, en polvo, en sombra, en nada.
Luís de Góngora
Da comparação entre os textos, pode-se concluir que o poeta brasileiro
 

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1391822 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
Texto 1
A língua é uma instituição social, e como tal é instrumento da sociedade, o mais rico e complexo dos instrumentos humanos. Todavia, mesmo enquanto mero caráter instrumental, pode prescindir do critério de correção? Todo instrumento implica um uso correto ou incorreto, eficaz ou ineficaz. O erro é inerente à condição humana e será descartável em matéria tão delicada e sutil como a linguagem? A experiência quotidiana ensina que todo falante a cada passo comete erros (orações mal formadas, ambiguidades às vezes cômicas, etc.) e se corrige a si próprio. A correção é inerente a todo ato de comunicação.
(ROSENBLAT, Angel. apud FIORIN, José Luiz; SAVIOLI, Platão. Para entender o texto: leitura e redação. 16. ed. São Paulo: Ática, 2002. p. 236.)
Texto 2
Quanto ao nome que se deve dar à língua falada aqui, acho que a designação português brasileiro (empregada como termo técnico pelos pesquisadores) já dá conta de mostrar que estamos nos referindo a uma língua diferente da língua dos portugueses. É importante reconhecer essas diferenças, deixar de considerá-las como “erros” e admitir que são, de fato, regras que pertencem à gramática da língua materna de 170 milhões de seres humanos. [...]
Acreditar que existem erros na língua falada ou que ela pode se corromper é tão científico quanto acreditar que a Terra é plana e o Sol gira em torno dela, ou que as moscas nascem da carne podre. É triste verificar que esse folclore linguístico, que não resiste à menor análise empírica, ainda vigora com tanta intensidade no senso comum dos brasileiros. Pior ainda é que ele seja alimentado diariamente pelos meios de comunicação, que dão roupagem eletrônica de última geração ao que existe de mais arcaico, rudimentar e tosco em termos de concepção de língua.
(BAGNO, Marcos. Brasil e Portugal já falam duas línguas diferentes. In: Galileu, Globo, São Paulo, p. 88, fev. 2002.)
Quanto aos elementos coesivos grifados no segundo parágrafo do texto de Bagno, NÃO é correto afirmar que
 

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1391681 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
Leia o poema a seguir
Embora soneto
Vivo meu porém
No encontro do todavia
Sou mas.
Contudo
Encho-me de ainda
Na espera do quando
Desando ou desbundo.
Viver é apesar
Amar é a despeito
Ser é não obstante.
Destarte
Sou outrossim
Ilusão, sem embargo
Malgrado senão.
(BARROS, Paulo Alberto M. Monteiro de (Artur da Távola).
Calentura. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p. 17.)
Analise as afirmações a seguir, marcando (V) para verdadeiro e (F) para falso.
( ) “Embora soneto” pode ser lido como “ainda assim um soneto”, numa alusão à forma do texto, que não corresponde à do soneto tradicional.
( ) O tema do texto é o constante conflito, as recorrentes contrariedades que nos trazem as circunstâncias da vida.
( ) “Contudo” é a única conjunção coordenativa adversativa do texto.
( ) “Apesar (de)” assume o sentido da relação que costuma estabelecer, indicando resignação.
A sequência correta é
 

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1390331 Ano: 2010
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
Leia o poema a seguir.
Pastores, que levais ao monte o gado
Vede lá como andais por essa serra;
Que para dar contágio a toda a terra,
Basta ver-se o meu rosto magoado:
Eu ando (vós me vedes) tão pesado;
E a pastora infiel, que me faz guerra,
É a mesma, que em seu semblante encerra
A causa de um martírio tão cansado.
Se a quereis conhecer, vinde comigo,
Vereis a formosura, que eu adoro,
Mas não; tanto não sou vosso inimigo:
Deixai, não a vejais; eu vo-lo imploro;
Que se seguir quiserdes, o que eu sigo,
Chorareis, ó pastores, o que eu choro.
(COSTA, Cláudio Manuel da. Poemas escolhidos.
Rio de Janeiro: Ediouro, [s.d.]. p. 30.)
Sobre o poema, é possível afirmar que:
 

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1387669 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
Observe a seguinte anedota.
Conta-se que um brasileiro em visita a Lisboa entrou, sedento, em uma padaria e perguntou ao empregado português: - Tem água?
O português prontamente respondeu: - Tem, mas não há.
Sobre a anedota, analise as afirmações a seguir:
I. O enunciado “Tem água?” traz subentendido um pedido de água, sendo corriqueiramente usado pelos brasileiros, mas não necessariamente pelos portugueses.
II. A resposta do português expõe claramente o repúdio lusitano pelos brasileirismos, no caso o emprego do verbo “ter” com sentido de “haver”.
III. A situação evocada na anedota demonstra que a língua, sendo um fato social, sofre alterações de acordo com as comunidades falantes.
Está(ão) corretas:
 

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1387482 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
As cotas para negros e a desigualdade brasileira
O sucesso das políticas públicas depende da definição clara dos problemas que elas querem combater, bem como da adoção de medidas que acertem o alvo correto. Essa pequena digressão técnica é necessária para tornar mais preciso um debate que está no centro da agenda pública: a questão das cotas para negros em universidades. Para que serviria essa política discutida hoje de forma tão radical? Com certeza ela não seria capaz de atenuar o sofrimento dos negros durante a escravidão.
Quanto a isso, o máximo que podemos fazer é lembrar sempre dessa mácula da história brasileira.(a)
É importante frisar isso porque alguns revisionistas têm argumentado que a população negra não sofreu tanto assim, pois alguns dos africanos foram traficantes e outros, quando libertos, logo compravam seu “escravinho”. Há ainda a tese,(b) arrancada à força do pensamento de Gilberto Freyre, de que a convivência entre brancos e negros fora “pacífica”.(b) Afinal, milhares de estupros foram “consentidos”. [...]
Apresentar o debate da escravidão de forma completamente distorcida não ajuda o debate das cotas. Não que as desigualdades atuais sejam fruto apenas da escravidão. É bem provável que muito da situação atual se explique pela falta de políticas no pós-escravidão.(c) Mas um fato é evidente nos estudos empíricos: há desigualdade entre brancos e negros com mesma situação de renda e escolaridade.
[...] Recentemente, coordenei uma pesquisa sobre escolas públicas e um dos pesquisadores presenciou o que só conhecíamos por estatística. Numa sala de aula com alunos em situação equivalente de pobreza, havia uma divisão na qual, de um lado, ficavam os brancos e, de outro, os negros. Isso se repetia no intervalo. Pior: o tratamento docente era francamente favorável aos brancos. Conversamos com a professora e com a diretora: nenhuma delas havia percebido essa discriminação. Um racismo tão invisível e enraizado é difícil de combater apenas com políticas iguais para todos. Para questões como essa, deveria valer a máxima, de tratar desigualmente os desiguais para alcançar a justiça social.
Não pense, leitor, que o problema está resolvido,(d) pois a forma como for feita a política afirmativa, termo mais correto que cotas, afetará os resultados. Cotas muito amplas e sem nenhum critério de mérito não podem ser um desestímulo para o estudo dos negros? Ademais, o cotismo não poderia se transformar numa política racialista que geraria uma tensão inexistente em nossa sociedade? São perguntas fundamentadas (e não ideológicas) em termos de políticas públicas.
Para elas, deve haver respostas ainda no terreno das políticas afirmativas.
(ABRUCIO, Fernando. Revista Época, Globo, Rio de Janeiro, 22 mar. 2010, p. 51.)
Identifique o período em que a oração subordinada destacada exerce a função de sujeito.
 

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