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Considerando o que preconiza o Manual de Redação da Presidência da República (2018) a respeito da escrita de siglas ou acrônimos, assinale a alternativa em que a grafia com todas as letras maiúsculas esteja INCORRETA.
 

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Como as cidades criaram a escrita e a gramática

Por Mayra Trinca

Estamos tão acostumados a organizar palavras e frases de acordo com as regras do

português que muitas vezes esquecemos de um detalhe: a gramática não é algo intrínseco às

línguas. Um idioma pode existir muito bem sem ela. Assim como a escrita e os dicionários, a

gramática é considerada uma ferramenta que aumenta as possibilidades de usar uma língua.

Na linguística, essas três ferramentas são chamadas de tecnologias de linguagem. E elas

só surgiram com as revoluções urbanas que deram origem ___ cidades. A professora Carolina

Rodríguez-Alcalá, do Laboratório de Estudos Urbanos da Unicamp, explica que essas tecnologias

de linguagem são formas de fixar uma língua no tempo, do mesmo modo que as cidades fixam

as pessoas na cidade. E há uma “coincidência histórica” entre elas.

Os primeiros signos escritos (versões antigas de letras e palavras) ainda não apresentavam

um sistema bem articulado. Eles surgiram no período Neolítico, cerca de 8 mil anos atrás, na

região da Mesopotâmia. Esses registros coincidem com os primeiros assentamentos

permanentes, que também ainda não tinham exatamente as características de uma cidade.

Segundo Rodríguez, o desenvolvimento da escrita e de assentamentos urbanos passou por

um longo processo, que durou séculos ou milênios. “Até que houve um salto qualitativo o qual

chamamos de revolução da escrita e revolução urbana”, explica a pesquisadora. O exemplo mais

conhecido – por ser o mais antigo e bem preservado até então – é o da escrita cuneiforme em

Uruk, considerada a primeira cidade da História, há 5 mil anos.

“O surgimento da escrita está associado ___ cidade, mas a história urbana é também uma

história do Estado como forma política de organização estreitamente ligada ao mercado e ao

comércio”, continua Rodríguez. Com o aumento da concentração de pessoas nas cidades, houve

uma especialização do trabalho e crescimento das trocas comerciais, que exigiam alguma forma

de registro para driblar o esquecimento de quem estava em dívida com quem.

E essa é uma das características que diferenciam sociedades com e sem escrita: a

necessidade de anotar a posse, o acúmulo e a troca de bens. Em lugares com invernos mais

rigorosos, como é o caso de boa parte do hemisfério norte, essa forma de organização social

surge como uma estratégia de sobrevivência. Já nas regiões tropicais, como na América do Sul,

o clima mais constante e a alta biodiversidade tornam o estoque de alimentos dispensável.

“Não é porque certas sociedades foram mais inteligentes que elas desenvolveram a escrita”,

explica Rodríguez. “Mas é porque isso responde ___ uma necessidade colocada por essas formas

de vida”. E ainda que a Mesopotâmia seja o caso mais popular, outras sociedades se urbanizaram

e desenvolveram suas formas de registro e de escrita mais ou menos ao mesmo tempo, como o

Egito, a Índia, a China ou o México e o Peru, no caso das Américas.

Com o desenvolvimento dos Estados, surgiu a necessidade de regras de organização sociais,

como as leis, e a centralização do poder na figura dos reis e governantes. A partir daí, a escrita

deixa de ser uma ferramenta de memória e ganha também a função de mensagem e registro.

(Disponível em: https://super.abril.com.br/historia/como-as-cidades-criaram-a-escrita-e-a-gramatica/ – texto adaptado especialmente para esta prova)

Considerando os trechos a seguir, retirados do texto, assinale a alternativa na qual a palavra “que” tenha sido empregada como uma conjunção integrante.
 

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Como as cidades criaram a escrita e a gramática

Por Mayra Trinca

Estamos tão acostumados a organizar palavras e frases de acordo com as regras do

português que muitas vezes esquecemos de um detalhe: a gramática não é algo intrínseco às

línguas. Um idioma pode existir muito bem sem ela. Assim como a escrita e os dicionários, a

gramática é considerada uma ferramenta que aumenta as possibilidades de usar uma língua.

Na linguística, essas três ferramentas são chamadas de tecnologias de linguagem. E elas

só surgiram com as revoluções urbanas que deram origem ___ cidades. A professora Carolina

Rodríguez-Alcalá, do Laboratório de Estudos Urbanos da Unicamp, explica que essas tecnologias

de linguagem são formas de fixar uma língua no tempo, do mesmo modo que as cidades fixam

as pessoas na cidade. E há uma “coincidência histórica” entre elas.

Os primeiros signos escritos (versões antigas de letras e palavras) ainda não apresentavam

um sistema bem articulado. Eles surgiram no período Neolítico, cerca de 8 mil anos atrás, na

região da Mesopotâmia. Esses registros coincidem com os primeiros assentamentos

permanentes, que também ainda não tinham exatamente as características de uma cidade.

Segundo Rodríguez, o desenvolvimento da escrita e de assentamentos urbanos passou por

um longo processo, que durou séculos ou milênios. “Até que houve um salto qualitativo o qual

chamamos de revolução da escrita e revolução urbana”, explica a pesquisadora. O exemplo mais

conhecido – por ser o mais antigo e bem preservado até então – é o da escrita cuneiforme em

Uruk, considerada a primeira cidade da História, há 5 mil anos.

“O surgimento da escrita está associado ___ cidade, mas a história urbana é também uma

história do Estado como forma política de organização estreitamente ligada ao mercado e ao

comércio”, continua Rodríguez. Com o aumento da concentração de pessoas nas cidades, houve

uma especialização do trabalho e crescimento das trocas comerciais, que exigiam alguma forma

de registro para driblar o esquecimento de quem estava em dívida com quem.

E essa é uma das características que diferenciam sociedades com e sem escrita: a

necessidade de anotar a posse, o acúmulo e a troca de bens. Em lugares com invernos mais

rigorosos, como é o caso de boa parte do hemisfério norte, essa forma de organização social

surge como uma estratégia de sobrevivência. Já nas regiões tropicais, como na América do Sul,

o clima mais constante e a alta biodiversidade tornam o estoque de alimentos dispensável.

“Não é porque certas sociedades foram mais inteligentes que elas desenvolveram a escrita”,

explica Rodríguez. “Mas é porque isso responde ___ uma necessidade colocada por essas formas

de vida”. E ainda que a Mesopotâmia seja o caso mais popular, outras sociedades se urbanizaram

e desenvolveram suas formas de registro e de escrita mais ou menos ao mesmo tempo, como o

Egito, a Índia, a China ou o México e o Peru, no caso das Américas.

Com o desenvolvimento dos Estados, surgiu a necessidade de regras de organização sociais,

como as leis, e a centralização do poder na figura dos reis e governantes. A partir daí, a escrita

deixa de ser uma ferramenta de memória e ganha também a função de mensagem e registro.

(Disponível em: https://super.abril.com.br/historia/como-as-cidades-criaram-a-escrita-e-a-gramatica/ – texto adaptado especialmente para esta prova)

Considerando os trechos a seguir, retirados do texto, relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando cada expressão sublinhada à sua respectiva função sintática.

Coluna 1
1. Adjunto adnominal.
2. Complemento nominal.

Coluna 2
( ) “o desenvolvimento da escrita e de assentamentos urbanos passou por um longo processo”.
( ) “ainda não tinham exatamente as características de uma cidade”.
( ) “essa forma de organização social surge como uma estratégia de sobrevivência”.
( ) “e a centralização do poder na figura dos reis e governantes”.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
 

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Como as cidades criaram a escrita e a gramática

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Estamos tão acostumados a organizar palavras e frases de acordo com as regras do

português que muitas vezes esquecemos de um detalhe: a gramática não é algo intrínseco às

línguas. Um idioma pode existir muito bem sem ela. Assim como a escrita e os dicionários, a

gramática é considerada uma ferramenta que aumenta as possibilidades de usar uma língua.

Na linguística, essas três ferramentas são chamadas de tecnologias de linguagem. E elas

só surgiram com as revoluções urbanas que deram origem ___ cidades. A professora Carolina

Rodríguez-Alcalá, do Laboratório de Estudos Urbanos da Unicamp, explica que essas tecnologias

de linguagem são formas de fixar uma língua no tempo, do mesmo modo que as cidades fixam

as pessoas na cidade. E há uma “coincidência histórica” entre elas.

Os primeiros signos escritos (versões antigas de letras e palavras) ainda não apresentavam

um sistema bem articulado. Eles surgiram no período Neolítico, cerca de 8 mil anos atrás, na

região da Mesopotâmia. Esses registros coincidem com os primeiros assentamentos

permanentes, que também ainda não tinham exatamente as características de uma cidade.

Segundo Rodríguez, o desenvolvimento da escrita e de assentamentos urbanos passou por

um longo processo, que durou séculos ou milênios. “Até que houve um salto qualitativo o qual

chamamos de revolução da escrita e revolução urbana”, explica a pesquisadora. O exemplo mais

conhecido – por ser o mais antigo e bem preservado até então – é o da escrita cuneiforme em

Uruk, considerada a primeira cidade da História, há 5 mil anos.

“O surgimento da escrita está associado ___ cidade, mas a história urbana é também uma

história do Estado como forma política de organização estreitamente ligada ao mercado e ao

comércio”, continua Rodríguez. Com o aumento da concentração de pessoas nas cidades, houve

uma especialização do trabalho e crescimento das trocas comerciais, que exigiam alguma forma

de registro para driblar o esquecimento de quem estava em dívida com quem.

E essa é uma das características que diferenciam sociedades com e sem escrita: a

necessidade de anotar a posse, o acúmulo e a troca de bens. Em lugares com invernos mais

rigorosos, como é o caso de boa parte do hemisfério norte, essa forma de organização social

surge como uma estratégia de sobrevivência. Já nas regiões tropicais, como na América do Sul,

o clima mais constante e a alta biodiversidade tornam o estoque de alimentos dispensável.

“Não é porque certas sociedades foram mais inteligentes que elas desenvolveram a escrita”,

explica Rodríguez. “Mas é porque isso responde ___ uma necessidade colocada por essas formas

de vida”. E ainda que a Mesopotâmia seja o caso mais popular, outras sociedades se urbanizaram

e desenvolveram suas formas de registro e de escrita mais ou menos ao mesmo tempo, como o

Egito, a Índia, a China ou o México e o Peru, no caso das Américas.

Com o desenvolvimento dos Estados, surgiu a necessidade de regras de organização sociais,

como as leis, e a centralização do poder na figura dos reis e governantes. A partir daí, a escrita

deixa de ser uma ferramenta de memória e ganha também a função de mensagem e registro.

(Disponível em: https://super.abril.com.br/historia/como-as-cidades-criaram-a-escrita-e-a-gramatica/ – texto adaptado especialmente para esta prova)

Considerando os trechos a seguir, retirados do texto, assinale a alternativa em que o trecho apresentado pode ser transposto para a voz passiva.
 

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Estamos tão acostumados a organizar palavras e frases de acordo com as regras do

português que muitas vezes esquecemos de um detalhe: a gramática não é algo intrínseco às

línguas. Um idioma pode existir muito bem sem ela. Assim como a escrita e os dicionários, a

gramática é considerada uma ferramenta que aumenta as possibilidades de usar uma língua.

Na linguística, essas três ferramentas são chamadas de tecnologias de linguagem. E elas

só surgiram com as revoluções urbanas que deram origem ___ cidades. A professora Carolina

Rodríguez-Alcalá, do Laboratório de Estudos Urbanos da Unicamp, explica que essas tecnologias

de linguagem são formas de fixar uma língua no tempo, do mesmo modo que as cidades fixam

as pessoas na cidade. E há uma “coincidência histórica” entre elas.

Os primeiros signos escritos (versões antigas de letras e palavras) ainda não apresentavam

um sistema bem articulado. Eles surgiram no período Neolítico, cerca de 8 mil anos atrás, na

região da Mesopotâmia. Esses registros coincidem com os primeiros assentamentos

permanentes, que também ainda não tinham exatamente as características de uma cidade.

Segundo Rodríguez, o desenvolvimento da escrita e de assentamentos urbanos passou por

um longo processo, que durou séculos ou milênios. “Até que houve um salto qualitativo o qual

chamamos de revolução da escrita e revolução urbana”, explica a pesquisadora. O exemplo mais

conhecido – por ser o mais antigo e bem preservado até então – é o da escrita cuneiforme em

Uruk, considerada a primeira cidade da História, há 5 mil anos.

“O surgimento da escrita está associado ___ cidade, mas a história urbana é também uma

história do Estado como forma política de organização estreitamente ligada ao mercado e ao

comércio”, continua Rodríguez. Com o aumento da concentração de pessoas nas cidades, houve

uma especialização do trabalho e crescimento das trocas comerciais, que exigiam alguma forma

de registro para driblar o esquecimento de quem estava em dívida com quem.

E essa é uma das características que diferenciam sociedades com e sem escrita: a

necessidade de anotar a posse, o acúmulo e a troca de bens. Em lugares com invernos mais

rigorosos, como é o caso de boa parte do hemisfério norte, essa forma de organização social

surge como uma estratégia de sobrevivência. Já nas regiões tropicais, como na América do Sul,

o clima mais constante e a alta biodiversidade tornam o estoque de alimentos dispensável.

“Não é porque certas sociedades foram mais inteligentes que elas desenvolveram a escrita”,

explica Rodríguez. “Mas é porque isso responde ___ uma necessidade colocada por essas formas

de vida”. E ainda que a Mesopotâmia seja o caso mais popular, outras sociedades se urbanizaram

e desenvolveram suas formas de registro e de escrita mais ou menos ao mesmo tempo, como o

Egito, a Índia, a China ou o México e o Peru, no caso das Américas.

Com o desenvolvimento dos Estados, surgiu a necessidade de regras de organização sociais,

como as leis, e a centralização do poder na figura dos reis e governantes. A partir daí, a escrita

deixa de ser uma ferramenta de memória e ganha também a função de mensagem e registro.

(Disponível em: https://super.abril.com.br/historia/como-as-cidades-criaram-a-escrita-e-a-gramatica/ – texto adaptado especialmente para esta prova)

Sobre o trecho a seguir, retirado do texto, assinale a alternativa INCORRETA.

“Já nas regiões tropicais, como na América do Sul, o clima mais constante e a alta biodiversidade tornam o estoque de alimentos dispensável”.
 

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Como as cidades criaram a escrita e a gramática

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Estamos tão acostumados a organizar palavras e frases de acordo com as regras do

português que muitas vezes esquecemos de um detalhe: a gramática não é algo intrínseco às

línguas. Um idioma pode existir muito bem sem ela. Assim como a escrita e os dicionários, a

gramática é considerada uma ferramenta que aumenta as possibilidades de usar uma língua.

Na linguística, essas três ferramentas são chamadas de tecnologias de linguagem. E elas

só surgiram com as revoluções urbanas que deram origem ___ cidades. A professora Carolina

Rodríguez-Alcalá, do Laboratório de Estudos Urbanos da Unicamp, explica que essas tecnologias

de linguagem são formas de fixar uma língua no tempo, do mesmo modo que as cidades fixam

as pessoas na cidade. E há uma “coincidência histórica” entre elas.

Os primeiros signos escritos (versões antigas de letras e palavras) ainda não apresentavam

um sistema bem articulado. Eles surgiram no período Neolítico, cerca de 8 mil anos atrás, na

região da Mesopotâmia. Esses registros coincidem com os primeiros assentamentos

permanentes, que também ainda não tinham exatamente as características de uma cidade.

Segundo Rodríguez, o desenvolvimento da escrita e de assentamentos urbanos passou por

um longo processo, que durou séculos ou milênios. “Até que houve um salto qualitativo o qual

chamamos de revolução da escrita e revolução urbana”, explica a pesquisadora. O exemplo mais

conhecido – por ser o mais antigo e bem preservado até então – é o da escrita cuneiforme em

Uruk, considerada a primeira cidade da História, há 5 mil anos.

“O surgimento da escrita está associado ___ cidade, mas a história urbana é também uma

história do Estado como forma política de organização estreitamente ligada ao mercado e ao

comércio”, continua Rodríguez. Com o aumento da concentração de pessoas nas cidades, houve

uma especialização do trabalho e crescimento das trocas comerciais, que exigiam alguma forma

de registro para driblar o esquecimento de quem estava em dívida com quem.

E essa é uma das características que diferenciam sociedades com e sem escrita: a

necessidade de anotar a posse, o acúmulo e a troca de bens. Em lugares com invernos mais

rigorosos, como é o caso de boa parte do hemisfério norte, essa forma de organização social

surge como uma estratégia de sobrevivência. Já nas regiões tropicais, como na América do Sul,

o clima mais constante e a alta biodiversidade tornam o estoque de alimentos dispensável.

“Não é porque certas sociedades foram mais inteligentes que elas desenvolveram a escrita”,

explica Rodríguez. “Mas é porque isso responde ___ uma necessidade colocada por essas formas

de vida”. E ainda que a Mesopotâmia seja o caso mais popular, outras sociedades se urbanizaram

e desenvolveram suas formas de registro e de escrita mais ou menos ao mesmo tempo, como o

Egito, a Índia, a China ou o México e o Peru, no caso das Américas.

Com o desenvolvimento dos Estados, surgiu a necessidade de regras de organização sociais,

como as leis, e a centralização do poder na figura dos reis e governantes. A partir daí, a escrita

deixa de ser uma ferramenta de memória e ganha também a função de mensagem e registro.

(Disponível em: https://super.abril.com.br/historia/como-as-cidades-criaram-a-escrita-e-a-gramatica/ – texto adaptado especialmente para esta prova)

Considerando a norma-padrão da Língua Portuguesa, analise as seguintes propostas de alteração em trechos retirados do texto:

I. Em “a gramática não é algo intrínseco às línguas”, é possível substituir “intrínseco” por “inerente”.
II. Em “Eles surgiram no período Neolítico, cerca de 8 mil anos atrás, na região da Mesopotâmia”, é possível substituir “cerca de” por “há aproximadamente”.
III. Em “por ser o mais antigo e bem preservado até então”, é possível substituir “bem” por “melhor”.

Quais propostas NÃO acarretam alterações de sentido ou incorreções ao período?
 

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Como as cidades criaram a escrita e a gramática

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Estamos tão acostumados a organizar palavras e frases de acordo com as regras do

português que muitas vezes esquecemos de um detalhe: a gramática não é algo intrínseco às

línguas. Um idioma pode existir muito bem sem ela. Assim como a escrita e os dicionários, a

gramática é considerada uma ferramenta que aumenta as possibilidades de usar uma língua.

Na linguística, essas três ferramentas são chamadas de tecnologias de linguagem. E elas

só surgiram com as revoluções urbanas que deram origem ___ cidades. A professora Carolina

Rodríguez-Alcalá, do Laboratório de Estudos Urbanos da Unicamp, explica que essas tecnologias

de linguagem são formas de fixar uma língua no tempo, do mesmo modo que as cidades fixam

as pessoas na cidade. E há uma “coincidência histórica” entre elas.

Os primeiros signos escritos (versões antigas de letras e palavras) ainda não apresentavam

um sistema bem articulado. Eles surgiram no período Neolítico, cerca de 8 mil anos atrás, na

região da Mesopotâmia. Esses registros coincidem com os primeiros assentamentos

permanentes, que também ainda não tinham exatamente as características de uma cidade.

Segundo Rodríguez, o desenvolvimento da escrita e de assentamentos urbanos passou por

um longo processo, que durou séculos ou milênios. “Até que houve um salto qualitativo o qual

chamamos de revolução da escrita e revolução urbana”, explica a pesquisadora. O exemplo mais

conhecido – por ser o mais antigo e bem preservado até então – é o da escrita cuneiforme em

Uruk, considerada a primeira cidade da História, há 5 mil anos.

“O surgimento da escrita está associado ___ cidade, mas a história urbana é também uma

história do Estado como forma política de organização estreitamente ligada ao mercado e ao

comércio”, continua Rodríguez. Com o aumento da concentração de pessoas nas cidades, houve

uma especialização do trabalho e crescimento das trocas comerciais, que exigiam alguma forma

de registro para driblar o esquecimento de quem estava em dívida com quem.

E essa é uma das características que diferenciam sociedades com e sem escrita: a

necessidade de anotar a posse, o acúmulo e a troca de bens. Em lugares com invernos mais

rigorosos, como é o caso de boa parte do hemisfério norte, essa forma de organização social

surge como uma estratégia de sobrevivência. Já nas regiões tropicais, como na América do Sul,

o clima mais constante e a alta biodiversidade tornam o estoque de alimentos dispensável.

“Não é porque certas sociedades foram mais inteligentes que elas desenvolveram a escrita”,

explica Rodríguez. “Mas é porque isso responde ___ uma necessidade colocada por essas formas

de vida”. E ainda que a Mesopotâmia seja o caso mais popular, outras sociedades se urbanizaram

e desenvolveram suas formas de registro e de escrita mais ou menos ao mesmo tempo, como o

Egito, a Índia, a China ou o México e o Peru, no caso das Américas.

Com o desenvolvimento dos Estados, surgiu a necessidade de regras de organização sociais,

como as leis, e a centralização do poder na figura dos reis e governantes. A partir daí, a escrita

deixa de ser uma ferramenta de memória e ganha também a função de mensagem e registro.

(Disponível em: https://super.abril.com.br/historia/como-as-cidades-criaram-a-escrita-e-a-gramatica/ – texto adaptado especialmente para esta prova)

Considerando a norma-padrão da Língua Portuguesa no que diz respeito à regência, analise as seguintes propostas de alteração em trechos retirados do texto:

I. Em “a gramática é considerada uma ferramenta que aumenta as possibilidades de usar uma língua”, substituir “possibilidades” por “formas”.
II. Em “o desenvolvimento da escrita e de assentamentos urbanos passou por um longo processo, que durou séculos ou milênios”, substituir a forma verbal “durou” por “perdurou”.
III. Em “para driblar o esquecimento de quem estava em dívida com quem”, substituir “estava em dívida” por “tinha dívida”.

Quais propostas NÃO acarretam alteração de regência no trecho?
 

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Estamos tão acostumados a organizar palavras e frases de acordo com as regras do

português que muitas vezes esquecemos de um detalhe: a gramática não é algo intrínseco às

línguas. Um idioma pode existir muito bem sem ela. Assim como a escrita e os dicionários, a

gramática é considerada uma ferramenta que aumenta as possibilidades de usar uma língua.

Na linguística, essas três ferramentas são chamadas de tecnologias de linguagem. E elas

só surgiram com as revoluções urbanas que deram origem ___ cidades. A professora Carolina

Rodríguez-Alcalá, do Laboratório de Estudos Urbanos da Unicamp, explica que essas tecnologias

de linguagem são formas de fixar uma língua no tempo, do mesmo modo que as cidades fixam

as pessoas na cidade. E há uma “coincidência histórica” entre elas.

Os primeiros signos escritos (versões antigas de letras e palavras) ainda não apresentavam

um sistema bem articulado. Eles surgiram no período Neolítico, cerca de 8 mil anos atrás, na

região da Mesopotâmia. Esses registros coincidem com os primeiros assentamentos

permanentes, que também ainda não tinham exatamente as características de uma cidade.

Segundo Rodríguez, o desenvolvimento da escrita e de assentamentos urbanos passou por

um longo processo, que durou séculos ou milênios. “Até que houve um salto qualitativo o qual

chamamos de revolução da escrita e revolução urbana”, explica a pesquisadora. O exemplo mais

conhecido – por ser o mais antigo e bem preservado até então – é o da escrita cuneiforme em

Uruk, considerada a primeira cidade da História, há 5 mil anos.

“O surgimento da escrita está associado ___ cidade, mas a história urbana é também uma

história do Estado como forma política de organização estreitamente ligada ao mercado e ao

comércio”, continua Rodríguez. Com o aumento da concentração de pessoas nas cidades, houve

uma especialização do trabalho e crescimento das trocas comerciais, que exigiam alguma forma

de registro para driblar o esquecimento de quem estava em dívida com quem.

E essa é uma das características que diferenciam sociedades com e sem escrita: a

necessidade de anotar a posse, o acúmulo e a troca de bens. Em lugares com invernos mais

rigorosos, como é o caso de boa parte do hemisfério norte, essa forma de organização social

surge como uma estratégia de sobrevivência. Já nas regiões tropicais, como na América do Sul,

o clima mais constante e a alta biodiversidade tornam o estoque de alimentos dispensável.

“Não é porque certas sociedades foram mais inteligentes que elas desenvolveram a escrita”,

explica Rodríguez. “Mas é porque isso responde ___ uma necessidade colocada por essas formas

de vida”. E ainda que a Mesopotâmia seja o caso mais popular, outras sociedades se urbanizaram

e desenvolveram suas formas de registro e de escrita mais ou menos ao mesmo tempo, como o

Egito, a Índia, a China ou o México e o Peru, no caso das Américas.

Com o desenvolvimento dos Estados, surgiu a necessidade de regras de organização sociais,

como as leis, e a centralização do poder na figura dos reis e governantes. A partir daí, a escrita

deixa de ser uma ferramenta de memória e ganha também a função de mensagem e registro.

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Considerando o emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas dos trechos a seguir, retirados do texto.

•  “E elas só surgiram com as revoluções urbanas que deram origem ___ cidades”.
• “O surgimento da escrita está associado ___ cidade”.
• “Mas é porque isso responde ___ uma necessidade colocada por essas formas de vida”.
 

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Por Mayra Trinca

Estamos tão acostumados a organizar palavras e frases de acordo com as regras do

português que muitas vezes esquecemos de um detalhe: a gramática não é algo intrínseco às

línguas. Um idioma pode existir muito bem sem ela. Assim como a escrita e os dicionários, a

gramática é considerada uma ferramenta que aumenta as possibilidades de usar uma língua.

Na linguística, essas três ferramentas são chamadas de tecnologias de linguagem. E elas

só surgiram com as revoluções urbanas que deram origem ___ cidades. A professora Carolina

Rodríguez-Alcalá, do Laboratório de Estudos Urbanos da Unicamp, explica que essas tecnologias

de linguagem são formas de fixar uma língua no tempo, do mesmo modo que as cidades fixam

as pessoas na cidade. E há uma “coincidência histórica” entre elas.

Os primeiros signos escritos (versões antigas de letras e palavras) ainda não apresentavam

um sistema bem articulado. Eles surgiram no período Neolítico, cerca de 8 mil anos atrás, na

região da Mesopotâmia. Esses registros coincidem com os primeiros assentamentos

permanentes, que também ainda não tinham exatamente as características de uma cidade.

Segundo Rodríguez, o desenvolvimento da escrita e de assentamentos urbanos passou por

um longo processo, que durou séculos ou milênios. “Até que houve um salto qualitativo o qual

chamamos de revolução da escrita e revolução urbana”, explica a pesquisadora. O exemplo mais

conhecido – por ser o mais antigo e bem preservado até então – é o da escrita cuneiforme em

Uruk, considerada a primeira cidade da História, há 5 mil anos.

“O surgimento da escrita está associado ___ cidade, mas a história urbana é também uma

história do Estado como forma política de organização estreitamente ligada ao mercado e ao

comércio”, continua Rodríguez. Com o aumento da concentração de pessoas nas cidades, houve

uma especialização do trabalho e crescimento das trocas comerciais, que exigiam alguma forma

de registro para driblar o esquecimento de quem estava em dívida com quem.

E essa é uma das características que diferenciam sociedades com e sem escrita: a

necessidade de anotar a posse, o acúmulo e a troca de bens. Em lugares com invernos mais

rigorosos, como é o caso de boa parte do hemisfério norte, essa forma de organização social

surge como uma estratégia de sobrevivência. Já nas regiões tropicais, como na América do Sul,

o clima mais constante e a alta biodiversidade tornam o estoque de alimentos dispensável.

“Não é porque certas sociedades foram mais inteligentes que elas desenvolveram a escrita”,

explica Rodríguez. “Mas é porque isso responde ___ uma necessidade colocada por essas formas

de vida”. E ainda que a Mesopotâmia seja o caso mais popular, outras sociedades se urbanizaram

e desenvolveram suas formas de registro e de escrita mais ou menos ao mesmo tempo, como o

Egito, a Índia, a China ou o México e o Peru, no caso das Américas.

Com o desenvolvimento dos Estados, surgiu a necessidade de regras de organização sociais,

como as leis, e a centralização do poder na figura dos reis e governantes. A partir daí, a escrita

deixa de ser uma ferramenta de memória e ganha também a função de mensagem e registro.

(Disponível em: https://super.abril.com.br/historia/como-as-cidades-criaram-a-escrita-e-a-gramatica/ – texto adaptado especialmente para esta prova)

Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas a seguir:

I. Já nos primeiros assentamentos permanentes surgiram os primeiros sistemas de escrita estruturados.
II. É possível inferir que existe uma relação entre o nível de organização e complexidade da língua e o nível de organização e complexidade da comunidade em que ela é utilizada.
III. As sociedades com e sem escrita não são diferenciadas por sua capacidade intelectual, mas pelas estratégias necessárias, em muitos casos, para garantir a sobrevivência.

Quais estão corretas?
 

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4260522 Ano: 2026
Disciplina: Segurança e Saúde no Trabalho (SST)
Banca: IF-SUL Minas
Orgão: IF-SUL Minas
De acordo com as previsões da NR-15, analise as seguintes asserções e a relação proposta entre elas:

I. A caracterização da insalubridade pela exposição a agentes químicos previstos no Quadro I do Anexo 11 e não previstos nos demais Anexos pode ocorrer tanto pela avaliação quantitativa, com comparação a limites de tolerância, quanto pela avaliação qualitativa, nos casos em que estejam assinalados com “Absorção também pela pele”.

PORQUE

II. Os agentes químicos presentes no Quadro I do Anexo 11 assinalados com “Absorção também pela pele” exigem o uso da luvas adequadas em sua manipulação.

A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.
 

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