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Foram encontradas 104 questões.

3280264 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: IPEM-SP

O número de domicílios com carro no Brasil quase dobrou nas duas últimas décadas. Saltou de 23% para 40% do total de moradias, ou seja, de cada mil residências, 400 têm um ou mais veículos nas garagens. Nos Estados Unidos, há um movimento oposto. No início dos anos 90, 5,7% dos lares não tinham automóveis, percentual que subiu para 9,3% no ano passado e deve chegar a 10% este ano.

As deficiências no transporte público – que recentemente desencadearam uma onda de protestos em várias partes do país – e o próprio desejo do brasileiro de ter um carro tendem a manter o mercado automobilístico aquecido nos próximos anos.

Mesmo com a falta de mobilidade nas grandes cidades e o alto custo para o consumidor manter um veículo, as montadoras apostam em vendas de 5 milhões de unidades ao ano a partir de 2017. No Brasil, “o carro ainda é um status e a deficiência do transporte público é um fator que incentiva a compra.” – diz Letícia Costa, sócia da Prada Assessoria. As áreas rurais e cidades menores são as que mais devem ampliar o volume de carros em circulação.

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) afirma: “o transporte coletivo não é nosso inimigo, ao contrário, defendemos a integração entre as várias modalidades de transporte. O que não é correto é impedir que as pessoas tenham carro.”

O brasileiro passou a ter mais acesso ao carro novo a partir das duas últimas décadas com a melhora da renda, queda no desemprego e aumento do crédito. Em 1990, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita no Brasil era de US$ 5,3 mil. Em 2010, estava em US$ 11,2 mil. Em igual período, a população aumentou de 147,6 milhões para 190,7 milhões.

Os números demonstram que a demanda por carros no Brasil ainda pode aumentar, já nos Estados Unidos, país, hoje, com a maior penetração de veículos por habitante do mundo, não há muito espaço para crescimento.

(O Estado de S. Paulo. 14.07.2013. Adaptado)

Analisando-se o penúltimo parágrafo, conclui-se que os números indicam

 

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3280263 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: IPEM-SP

O número de domicílios com carro no Brasil quase dobrou nas duas últimas décadas. Saltou de 23% para 40% do total de moradias, ou seja, de cada mil residências, 400 têm um ou mais veículos nas garagens. Nos Estados Unidos, há um movimento oposto. No início dos anos 90, 5,7% dos lares não tinham automóveis, percentual que subiu para 9,3% no ano passado e deve chegar a 10% este ano.

As deficiências no transporte público – que recentemente desencadearam uma onda de protestos em várias partes do país – e o próprio desejo do brasileiro de ter um carro tendem a manter o mercado automobilístico aquecido nos próximos anos.

Mesmo com a falta de mobilidade nas grandes cidades e o alto custo para o consumidor manter um veículo, as montadoras apostam em vendas de 5 milhões de unidades ao ano a partir de 2017. No Brasil, “o carro ainda é um status e a deficiência do transporte público é um fator que incentiva a compra.” – diz Letícia Costa, sócia da Prada Assessoria. As áreas rurais e cidades menores são as que mais devem ampliar o volume de carros em circulação.

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) afirma: “o transporte coletivo não é nosso inimigo, ao contrário, defendemos a integração entre as várias modalidades de transporte. O que não é correto é impedir que as pessoas tenham carro.”

O brasileiro passou a ter mais acesso ao carro novo a partir das duas últimas décadas com a melhora da renda, queda no desemprego e aumento do crédito. Em 1990, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita no Brasil era de US$ 5,3 mil. Em 2010, estava em US$ 11,2 mil. Em igual período, a população aumentou de 147,6 milhões para 190,7 milhões.

Os números demonstram que a demanda por carros no Brasil ainda pode aumentar, já nos Estados Unidos, país, hoje, com a maior penetração de veículos por habitante do mundo, não há muito espaço para crescimento.

(O Estado de S. Paulo. 14.07.2013. Adaptado)

De acordo com o texto, pode-se afirmar que as montadoras estão

 

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3280262 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: IPEM-SP

O número de domicílios com carro no Brasil quase dobrou nas duas últimas décadas. Saltou de 23% para 40% do total de moradias, ou seja, de cada mil residências, 400 têm um ou mais veículos nas garagens. Nos Estados Unidos, há um movimento oposto. No início dos anos 90, 5,7% dos lares não tinham automóveis, percentual que subiu para 9,3% no ano passado e deve chegar a 10% este ano.

As deficiências no transporte público – que recentemente desencadearam uma onda de protestos em várias partes do país – e o próprio desejo do brasileiro de ter um carro tendem a manter o mercado automobilístico aquecido nos próximos anos.

Mesmo com a falta de mobilidade nas grandes cidades e o alto custo para o consumidor manter um veículo, as montadoras apostam em vendas de 5 milhões de unidades ao ano a partir de 2017. No Brasil, “o carro ainda é um status e a deficiência do transporte público é um fator que incentiva a compra.” – diz Letícia Costa, sócia da Prada Assessoria. As áreas rurais e cidades menores são as que mais devem ampliar o volume de carros em circulação.

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) afirma: “o transporte coletivo não é nosso inimigo, ao contrário, defendemos a integração entre as várias modalidades de transporte. O que não é correto é impedir que as pessoas tenham carro.”

O brasileiro passou a ter mais acesso ao carro novo a partir das duas últimas décadas com a melhora da renda, queda no desemprego e aumento do crédito. Em 1990, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita no Brasil era de US$ 5,3 mil. Em 2010, estava em US$ 11,2 mil. Em igual período, a população aumentou de 147,6 milhões para 190,7 milhões.

Os números demonstram que a demanda por carros no Brasil ainda pode aumentar, já nos Estados Unidos, país, hoje, com a maior penetração de veículos por habitante do mundo, não há muito espaço para crescimento.

(O Estado de S. Paulo. 14.07.2013. Adaptado)

Assinale a alternativa que contém a afirmação condizente com as ideias expressas no texto.

 

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3280261 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: IPEM-SP

Por que labutar no campo, na cidade? A máquina o fará por nós. Por que pensar, imaginar? A máquina o fará por nós. Por que fazer um poema? A máquina o fará por nós. Por que subir a escada de Jacó? A máquina o fará por nós. Ó máquina, orai por nós.

(Cassiano Ricardo)

Enunciado 3591672-1

A regra que determina o uso da vírgula no verso – Ó máquina, orai por nós –, repete-se em:

 

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3280260 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: IPEM-SP

Por que labutar no campo, na cidade?
A máquina o fará por nós.
Por que pensar, imaginar?
A máquina o fará por nós.
Por que fazer um poema?
A máquina o fará por nós.
Por que subir a escada de Jacó?
A máquina o fará por nós.
Ó máquina, orai por nós.

(Cassiano Ricardo)

Enunciado 3591671-1

Pode-se afirmar que tanto o poema como a charge exploram as consequências do uso da tecnologia, identificadas, respectivamente, como

 

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3280259 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: IPEM-SP

Que será do mundo com o avanço exponencial da informática e da robótica tomando de assalto todas as áreas, da comunicação à política, em todos os países, da economia e das finanças à guerra entre nações? Como será esse mundo em que a maioria das pessoas estará conectada, por computadores ou telefones, às redes de comunicação, com notícias em tempo real, com possibilidade de interferir na política de seu país?

Que mundo será o de amanhã, quando hoje, segundo o secretário-geral adjunto da ONU, já existem 6 bilhões de telefones celulares, enquanto apenas 4,5 bilhões dos 7 bilhões de habitantes do planeta dispõem de instalações sanitárias em suas casas?

Há poucos dias, entraram em vigor no Brasil as primeiras leis que tratam de “crimes cibernéticos”, contra condutas ilícitas mediante uso de sistemas eletrônicos, digitalizados ou similares, assim como invasões de computadores, roubo de senhas conectadas a redes de computadores.

O volume de informações que circula na internet é brutal, estimado pela IBM em 2,5 quintilhões de bytes de dados por dia, o equivalente a 450 bibliotecas do Congresso norte-americano a cada 24 horas. No Brasil já são 53,5 milhões de usuários da internet. Em cada um dos pontos, a média diária de uso é de quase dez horas e meia. Em cinco favelas do Rio de Janeiro, outro levantamento indicou que mais de 80% dos habitantes têm acesso a esse meio de informação.

Tudo isso quer dizer que há mais possibilidades de participação na vida política e nas decisões? Não necessariamente. Pode depender da qualidade da informação e até da repressão. Significará mais segurança? Pouco provável, pois as gigantes do setor já recorrem a “arquivos nas nuvens”, desligados dos computadores físicos, para se livrarem de ataques.

São rumos incertos – até mesmo porque ninguém consegue prognosticar os próximos estágios. Porém pode ser complicada a trajetória, que não avaliamos no todo, quando optamos por um mundo de tecnologias sem fronteiras e sem limites. Não se trata de ser “contra o progresso.” Nem de manter a informação controlada apenas por uma “elite.” Mas vem a tentação de citar o pensamento do filósofo, físico e matemático René Descartes, citado por Jorge Luis Borges (O Livro dos Seres Imaginários): “Os macacos poderiam falar, se quisessem; mas resolveram guardar silêncio para não serem obrigados a trabalhar.”

(Washington Novaes, O Estado de S.Paulo, 12.04.2013. Adaptado)

As conjunções em destaque, no último parágrafo do texto, indicam no contexto, respectivamente, ideia de

 

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3280258 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: IPEM-SP

Que será do mundo com o avanço exponencial da informática e da robótica tomando de assalto todas as áreas, da comunicação à política, em todos os países, da economia e das finanças à guerra entre nações? Como será esse mundo em que a maioria das pessoas estará conectada, por computadores ou telefones, às redes de comunicação, com notícias em tempo real, com possibilidade de interferir na política de seu país?

Que mundo será o de amanhã, quando hoje, segundo o secretário-geral adjunto da ONU, já existem 6 bilhões de telefones celulares, enquanto apenas 4,5 bilhões dos 7 bilhões de habitantes do planeta dispõem de instalações sanitárias em suas casas?

Há poucos dias, entraram em vigor no Brasil as primeiras leis que tratam de “crimes cibernéticos”, contra condutas ilícitas mediante uso de sistemas eletrônicos, digitalizados ou similares, assim como invasões de computadores, roubo de senhas conectadas a redes de computadores.

O volume de informações que circula na internet é brutal, estimado pela IBM em 2,5 quintilhões de bytes de dados por dia, o equivalente a 450 bibliotecas do Congresso norte-americano a cada 24 horas. No Brasil já são 53,5 milhões de usuários da internet. Em cada um dos pontos, a média diária de uso é de quase dez horas e meia. Em cinco favelas do Rio de Janeiro, outro levantamento indicou que mais de 80% dos habitantes têm acesso a esse meio de informação.

Tudo isso quer dizer que há mais possibilidades de participação na vida política e nas decisões? Não necessariamente. Pode depender da qualidade da informação e até da repressão. Significará mais segurança? Pouco provável, pois as gigantes do setor já recorrem a “arquivos nas nuvens”, desligados dos computadores físicos, para se livrarem de ataques.

São rumos incertos – até mesmo porque ninguém consegue prognosticar os próximos estágios. Porém pode ser complicada a trajetória, que não avaliamos no todo, quando optamos por um mundo de tecnologias sem fronteiras e sem limites. Não se trata de ser “contra o progresso.” Nem de manter a informação controlada apenas por uma “elite.” Mas vem a tentação de citar o pensamento do filósofo, físico e matemático René Descartes, citado por Jorge Luis Borges (O Livro dos Seres Imaginários): “Os macacos poderiam falar, se quisessem; mas resolveram guardar silêncio para não serem obrigados a trabalhar.”

(Washington Novaes, O Estado de S.Paulo, 12.04.2013. Adaptado)

A frase – Os macacos poderiam falar, se quisessem … – está corretamente reescrita, de acordo com os tempos verbais, em:

 

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3280257 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: IPEM-SP

Que será do mundo com o avanço exponencial da informática e da robótica tomando de assalto todas as áreas, da comunicação à política, em todos os países, da economia e das finanças à guerra entre nações? Como será esse mundo em que a maioria das pessoas estará conectada, por computadores ou telefones, às redes de comunicação, com notícias em tempo real, com possibilidade de interferir na política de seu país?

Que mundo será o de amanhã, quando hoje, segundo o secretário-geral adjunto da ONU, já existem 6 bilhões de telefones celulares, enquanto apenas 4,5 bilhões dos 7 bilhões de habitantes do planeta dispõem de instalações sanitárias em suas casas?

Há poucos dias, entraram em vigor no Brasil as primeiras leis que tratam de “crimes cibernéticos”, contra condutas ilícitas mediante uso de sistemas eletrônicos, digitalizados ou similares, assim como invasões de computadores, roubo de senhas conectadas a redes de computadores.

O volume de informações que circula na internet é brutal, estimado pela IBM em 2,5 quintilhões de bytes de dados por dia, o equivalente a 450 bibliotecas do Congresso norte-americano a cada 24 horas. No Brasil já são 53,5 milhões de usuários da internet. Em cada um dos pontos, a média diária de uso é de quase dez horas e meia. Em cinco favelas do Rio de Janeiro, outro levantamento indicou que mais de 80% dos habitantes têm acesso a esse meio de informação.

Tudo isso quer dizer que há mais possibilidades de participação na vida política e nas decisões? Não necessariamente. Pode depender da qualidade da informação e até da repressão. Significará mais segurança? Pouco provável, pois as gigantes do setor já recorrem a “arquivos nas nuvens”, desligados dos computadores físicos, para se livrarem de ataques.

São rumos incertos – até mesmo porque ninguém consegue prognosticar os próximos estágios. Porém pode ser complicada a trajetória, que não avaliamos no todo, quando optamos por um mundo de tecnologias sem fronteiras e sem limites. Não se trata de ser “contra o progresso.” Nem de manter a informação controlada apenas por uma “elite.” Mas vem a tentação de citar o pensamento do filósofo, físico e matemático René Descartes, citado por Jorge Luis Borges (O Livro dos Seres Imaginários): “Os macacos poderiam falar, se quisessem; mas resolveram guardar silêncio para não serem obrigados a trabalhar.”

(Washington Novaes, O Estado de S.Paulo, 12.04.2013. Adaptado)

No trecho – Que será do mundo com o avanço exponencial da informática e da robótica tomando de assalto todas as áreas? São rumos incertos – até mesmo porque ninguém consegue prognosticar os próximos estágios. – as expressões em destaque podem ser, correta e respectivamente substituídas, por:

 

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3280256 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: IPEM-SP

Que será do mundo com o avanço exponencial da informática e da robótica tomando de assalto todas as áreas, da comunicação à política, em todos os países, da economia e das finanças à guerra entre nações? Como será esse mundo em que a maioria das pessoas estará conectada, por computadores ou telefones, às redes de comunicação, com notícias em tempo real, com possibilidade de interferir na política de seu país?

Que mundo será o de amanhã, quando hoje, segundo o secretário-geral adjunto da ONU, já existem 6 bilhões de telefones celulares, enquanto apenas 4,5 bilhões dos 7 bilhões de habitantes do planeta dispõem de instalações sanitárias em suas casas?

Há poucos dias, entraram em vigor no Brasil as primeiras leis que tratam de “crimes cibernéticos”, contra condutas ilícitas mediante uso de sistemas eletrônicos, digitalizados ou similares, assim como invasões de computadores, roubo de senhas conectadas a redes de computadores.

O volume de informações que circula na internet é brutal, estimado pela IBM em 2,5 quintilhões de bytes de dados por dia, o equivalente a 450 bibliotecas do Congresso norte-americano a cada 24 horas. No Brasil já são 53,5 milhões de usuários da internet. Em cada um dos pontos, a média diária de uso é de quase dez horas e meia. Em cinco favelas do Rio de Janeiro, outro levantamento indicou que mais de 80% dos habitantes têm acesso a esse meio de informação.

Tudo isso quer dizer que há mais possibilidades de participação na vida política e nas decisões? Não necessariamente. Pode depender da qualidade da informação e até da repressão. Significará mais segurança? Pouco provável, pois as gigantes do setor já recorrem a “arquivos nas nuvens”, desligados dos computadores físicos, para se livrarem de ataques.

São rumos incertos – até mesmo porque ninguém consegue prognosticar os próximos estágios. Porém pode ser complicada a trajetória, que não avaliamos no todo, quando optamos por um mundo de tecnologias sem fronteiras e sem limites. Não se trata de ser “contra o progresso.” Nem de manter a informação controlada apenas por uma “elite.” Mas vem a tentação de citar o pensamento do filósofo, físico e matemático René Descartes, citado por Jorge Luis Borges (O Livro dos Seres Imaginários): “Os macacos poderiam falar, se quisessem; mas resolveram guardar silêncio para não serem obrigados a trabalhar.”

(Washington Novaes, O Estado de S.Paulo, 12.04.2013. Adaptado)

As lacunas da frase:

poucos dias, no Brasil as primeiras leis que tratam de “crimes cibernéticos,” condutas ilícitas mediante uso de sistemas eletrônicos, digitalizados ou similares…

podem ser, correta e respectivamente, preenchidas por:

 

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3280255 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: IPEM-SP

Que será do mundo com o avanço exponencial da informática e da robótica tomando de assalto todas as áreas, da comunicação à política, em todos os países, da economia e das finanças à guerra entre nações? Como será esse mundo em que a maioria das pessoas estará conectada, por computadores ou telefones, às redes de comunicação, com notícias em tempo real, com possibilidade de interferir na política de seu país?

Que mundo será o de amanhã, quando hoje, segundo o secretário-geral adjunto da ONU, já existem 6 bilhões de telefones celulares, enquanto apenas 4,5 bilhões dos 7 bilhões de habitantes do planeta dispõem de instalações sanitárias em suas casas?

Há poucos dias, entraram em vigor no Brasil as primeiras leis que tratam de “crimes cibernéticos”, contra condutas ilícitas mediante uso de sistemas eletrônicos, digitalizados ou similares, assim como invasões de computadores, roubo de senhas conectadas a redes de computadores.

O volume de informações que circula na internet é brutal, estimado pela IBM em 2,5 quintilhões de bytes de dados por dia, o equivalente a 450 bibliotecas do Congresso norte-americano a cada 24 horas. No Brasil já são 53,5 milhões de usuários da internet. Em cada um dos pontos, a média diária de uso é de quase dez horas e meia. Em cinco favelas do Rio de Janeiro, outro levantamento indicou que mais de 80% dos habitantes têm acesso a esse meio de informação.

Tudo isso quer dizer que há mais possibilidades de participação na vida política e nas decisões? Não necessariamente. Pode depender da qualidade da informação e até da repressão. Significará mais segurança? Pouco provável, pois as gigantes do setor já recorrem a “arquivos nas nuvens”, desligados dos computadores físicos, para se livrarem de ataques.

São rumos incertos – até mesmo porque ninguém consegue prognosticar os próximos estágios. Porém pode ser complicada a trajetória, que não avaliamos no todo, quando optamos por um mundo de tecnologias sem fronteiras e sem limites. Não se trata de ser “contra o progresso.” Nem de manter a informação controlada apenas por uma “elite.” Mas vem a tentação de citar o pensamento do filósofo, físico e matemático René Descartes, citado por Jorge Luis Borges (O Livro dos Seres Imaginários): “Os macacos poderiam falar, se quisessem; mas resolveram guardar silêncio para não serem obrigados a trabalhar.”

(Washington Novaes, O Estado de S.Paulo, 12.04.2013. Adaptado)

Analisando-se os números mencionados por Washington Novaes, jornalista especializado em impactos sobre o meio ambiente, conclui-se que se trata de

 

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