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Foram encontradas 118 questões.

2486958 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: FEPESE
Orgão: MPE-SC

Ordene numericamente os fragmentos abaixo de modo a constituir um parágrafo coeso e coerente.

Adaptado de FARACO, C. A. Guerras em torno da língua. http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mais/fs2503200118.htm

( ) Há, inclusive, uma reverência quase religiosa ao texto das gramáticas.

( ) Essa ciência, a linguística, já está solidamente estabelecida nas universidades do mundo todo e vem acumulando um saldo apreciável de observações e análises que corroem até o cerne tanto a reverência quase religiosa às velhas gramáticas quanto o discurso mítico do senso comum.

( ) No entanto, desde o fim do século XVIII, vem-se construindo um saber científico sobre as línguas humanas.

( ) Talvez não seja exagero dizer que para boa parte das pessoas soa estranha a afirmação de que as línguas humanas são objeto de ciência.

( ) Ao mesmo tempo, o senso comum recobre a língua com um conjunto de enunciados categóricos (não demonstrados) que constituem um poderoso discurso mítico de ampla circulação social.

( ) Normalmente acredita-se que os velhos compêndios gramaticais contêm tudo o que há para dizer sobre uma língua.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.

 

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O texto abaixo deverá ser utilizado para responder a questão.

O que você tem a ver com a corrupção?

Dann Toledo

Enunciado 2486514-1

No dia 21 de abril de 2012, foi dado um minúsculo grande passo em direção à liberdade política em nosso país. O Dia do Basta, como a mobilização foi denominada, levou às ruas de todo o país milhares de pessoas. Em todos os estados da Federação, em diversas cidades, o povo saiu às ruas. Caras foram pintadas, músicas foram entoadas, faixas levantadas e assim foi dado um “peteleco” nas orelhas da nossa sociedade.

Todavia, ainda não conseguimos alcançar a tão sonhada e utópica mudança em nosso cenário político. Ao pensarmos em corrupção, normalmente pensamos em escândalos com nossos legisladores e com os que ocupam os cargos executivos.

Devemos levar em consideração que a corrupção, assim como a moralidade, começa dentro de nosso próprio self. Somos seres políticos e sociais, com isso, é nosso dever nos policiar em nossos pequenos atos para que assim possamos cobrar dos outros uma mudança que dantes já tenhamos, no mínimo, começado a internalizar.

Todas as vezes que pedimos favores de formas obscuras, mesmo que pensamos não haver nada de mais nisso, estamos sim sendo corruptos. O nosso tão amado jeitinho brasileiro nada mais é do que uma forma de burlarmos o sistema de regras e, com isso, nos tornarmos aquilo que dizemos repudiar; corruptos.

Uma campanha do Ministério Público, denominada “O que você tem a ver com a corrupção?”, trata justamente sobre isso: como nossos atos mais simples e muitas vezes ditos inocentes e normais podem ser atos corruptos. Pedir que o guarda de trânsito libere o carro numa blitz mesmo estando irregular, levar um atestado médico no trabalho sem que realmente tenha estado doente, falar para um colega assinar a lista de presença no colégio, faculdade ou bater teu cartão no trabalho. Tudo isso nada mais é do que corrupção.

Com tudo isso, se queremos realmente mudar o cenário de corrupção que toma conta do Brasil, devemos primeiro começar por nós mesmos, pelas nossas casas, pelos nossos atos!

Disponível em: <http://psicologia-ro.blogspot.com.br/2012/04/

o-que-voce-tem-ver-com-corrupcao.html>. Acesso em: 28 maio 2014. (Adaptado)

Analise as afirmativas abaixo.

1. A palavra corruptos (parágrafo 4) está no masculino porque o autor do texto é um homem.

2. Justifica-se a ausência de crase em alcançar a tão sonhada (parágrafo 2) porque, neste contexto, o verbo alcançar não exige preposição.

3. Na frase “No dia 21 de abril de 2012, foi dado um minúsculo grande passo em direção à liberdade política em nosso país.” as palavras destacadas são numerais.

4. Se, no parágrafo 1, as palavras liberdade e ruas fossem substituídas por liberação e rua a crase seria facultativa.

Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.

 

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O texto abaixo deverá ser utilizado para responder a questão.

O que você tem a ver com a corrupção?

Dann Toledo

Enunciado 2486249-1

No dia 21 de abril de 2012, foi dado um minúsculo grande passo em direção à liberdade política em nosso país. O Dia do Basta, como a mobilização foi denominada, levou às ruas de todo o país milhares de pessoas. Em todos os estados da Federação, em diversas cidades, o povo saiu às ruas. Caras foram pintadas, músicas foram entoadas, faixas levantadas e assim foi dado um “peteleco” nas orelhas da nossa sociedade.

Todavia, ainda não conseguimos alcançar a tão sonhada e utópica mudança em nosso cenário político. Ao pensarmos em corrupção, normalmente pensamos em escândalos com nossos legisladores e com os que ocupam os cargos executivos.

Devemos levar em consideração que a corrupção, assim como a moralidade, começa dentro de nosso próprio self. Somos seres políticos e sociais, com isso, é nosso dever nos policiar em nossos pequenos atos para que assim possamos cobrar dos outros uma mudança que dantes já tenhamos, no mínimo, começado a internalizar.

Todas as vezes que pedimos favores de formas obscuras, mesmo que pensamos não haver nada de mais nisso, estamos sim sendo corruptos. O nosso tão amado jeitinho brasileiro nada mais é do que uma forma de burlarmos o sistema de regras e, com isso, nos tornarmos aquilo que dizemos repudiar; corruptos.

Uma campanha do Ministério Público, denominada “O que você tem a ver com a corrupção?”, trata justamente sobre isso: como nossos atos mais simples e muitas vezes ditos inocentes e normais podem ser atos corruptos. Pedir que o guarda de trânsito libere o carro numa blitz mesmo estando irregular, levar um atestado médico no trabalho sem que realmente tenha estado doente, falar para um colega assinar a lista de presença no colégio, faculdade ou bater teu cartão no trabalho. Tudo isso nada mais é do que corrupção.

Com tudo isso, se queremos realmente mudar o cenário de corrupção que toma conta do Brasil, devemos primeiro começar por nós mesmos, pelas nossas casas, pelos nossos atos!

Disponível em: <http://psicologia-ro.blogspot.com.br/2012/04/

o-que-voce-tem-ver-com-corrupcao.html>. Acesso em: 28 maio 2014. (Adaptado)

Com base no texto, assinale a alternativa correta.

 

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O texto abaixo deverá ser utilizado para responder a questão.

O que você tem a ver com a corrupção?

Dann Toledo

Enunciado 2486243-1

No dia 21 de abril de 2012, foi dado um minúsculo grande passo em direção à liberdade política em nosso país. O Dia do Basta, como a mobilização foi denominada, levou às ruas de todo o país milhares de pessoas. Em todos os estados da Federação, em diversas cidades, o povo saiu às ruas. Caras foram pintadas, músicas foram entoadas, faixas levantadas e assim foi dado um “peteleco” nas orelhas da nossa sociedade.

Todavia, ainda não conseguimos alcançar a tão sonhada e utópica mudança em nosso cenário político. Ao pensarmos em corrupção, normalmente pensamos em escândalos com nossos legisladores e com os que ocupam os cargos executivos.

Devemos levar em consideração que a corrupção, assim como a moralidade, começa dentro de nosso próprio self. Somos seres políticos e sociais, com isso, é nosso dever nos policiar em nossos pequenos atos para que assim possamos cobrar dos outros uma mudança que dantes já tenhamos, no mínimo, começado a internalizar.

Todas as vezes que pedimos favores de formas obscuras, mesmo que pensamos não haver nada de mais nisso, estamos sim sendo corruptos. O nosso tão amado jeitinho brasileiro nada mais é do que uma forma de burlarmos o sistema de regras e, com isso, nos tornarmos aquilo que dizemos repudiar; corruptos.

Uma campanha do Ministério Público, denominada “O que você tem a ver com a corrupção?”, trata justamente sobre isso: como nossos atos mais simples e muitas vezes ditos inocentes e normais podem ser atos corruptos. Pedir que o guarda de trânsito libere o carro numa blitz mesmo estando irregular, levar um atestado médico no trabalho sem que realmente tenha estado doente, falar para um colega assinar a lista de presença no colégio, faculdade ou bater teu cartão no trabalho. Tudo isso nada mais é do que corrupção.

Com tudo isso, se queremos realmente mudar o cenário de corrupção que toma conta do Brasil, devemos primeiro começar por nós mesmos, pelas nossas casas, pelos nossos atos!

Disponível em: <http://psicologia-ro.blogspot.com.br/2012/04/

o-que-voce-tem-ver-com-corrupcao.html>. Acesso em: 28 maio 2014. (Adaptado)

Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) com base no texto.

( ) A corrupção é um ato humano e, para acabar com ela, é preciso que todas as pessoas revejam seus atos e atitudes.

( ) Não temos uma sociedade menos corrupta, porque nos é permitido burlar as regras do sistema.

( ) O Dia do Basta foi o dia do lançamento da campanha “O que você tem a ver com a corrupção?”.

( ) Há diferentes níveis de corrupção: as pessoas que ocupam cargos políticos são as menos corruptas.

( ) As pessoas que ocupam cargos no legislativo e no executivo são as responsáveis por todos os tipos de corrupção existentes em nossa sociedade.

Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.

 

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2486145 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: FEPESE
Orgão: MPE-SC

Os gêneros do discurso

A competência sociocomunicativa dos falantes/ ouvintes leva-os à detecção do que é adequado ou inadequado em cada uma das práticas sociais. Essa competência leva ainda à diferenciação de determinados gêneros de textos, como saber se se está perante uma anedota, um poema, um enigma, uma explicação, uma conversa telefônica etc. Há o conhecimento, pelo menos intuitivo, de estratégias de construção e interpretação de um texto. A competência textual de um falante permite-lhe, ainda, averiguar se em um texto predominam sequências de caráter narrativo, descritivo, expositivo e/ou argumentativo.

O contato com os textos da vida quotidiana exercita a nossa capacidade metatextual para a construção e intelecção de textos.

Bakhtin [1953] (1992, p. 179) escreve:

Todas as esferas da atividade humana, por mais variadas que sejam, estão relacionadas com a utilização da língua. Não é de surpreender que o caráter e os modos dessa utilização sejam tão variados como as próprias esferas da atividade humana […]. O enunciado reflete as condições específicas e as finalidades de cada uma dessas esferas, não só por seu conteúdo temático e por seu estilo verbal, ou seja, pela seleção operada nos recursos da língua – recursos lexicais, fraseológicos e gramaticais – mas também, e sobretudo, por sua construção composicional.

KOCH, Ingedore G. Villaça. Desvendando os segredos do texto. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2003. p. 53-54.

Considere o trecho extraído do texto.

“Todas as esferas da atividade humana, por mais variadas que sejam, estão relacionadas com a utilização da língua. Não é de surpreender que o caráter e os modos dessa utilização sejam tão variados como as próprias esferas da atividade humana […]. O enunciado reflete as condições específicas e as finalidades de cada uma dessas esferas, não só por seu conteúdo temático e por seu estilo verbal, ou seja, pela seleção operada nos recursos da língua – recursos lexicais, fraseológicos e gramaticais – mas também, e sobretudo, por sua construção composicional.”

Em relação aos aspectos linguísticos, assinale a alternativa correta.

 

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2486079 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: FEPESE
Orgão: MPE-SC

Considere a citação abaixo:

“As orações adjetivas podem apresentar cumulativamente um conteúdo circunstancial de causa, concessão, condição, finalidade, resultado.”

(AZEREDO, 2008. p. 321.)

Identifique se são verdadeiras ( V ) ou falsas ( F ) as relações semânticas indicadas a seguir.

( ) João, que se encontra atualmente desempregado, talvez se interesse em trabalhar como freelancer para a revista de esportes. (causa)

( ) Prenderam o cãozinho, que não tinha sido vacinado, para proteger a criança. (finalidade)

( ) Eles fariam qualquer negócio que lhes rendesse lucros imediatos. (condição)

( ) A chuva de ontem, que foi torrencial, alagou o terreno. (resultado)

( ) O filho mais velho, que estudou tanto para a prova, não foi classificado. (concessivo)

Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.

 

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Assinale a alternativa correta.
 

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2485532 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: FEPESE
Orgão: MPE-SC

Planejando seu texto: falado e escrito

Vamos supor que começássemos a escrever usando a mesma variedade da língua que se usa na fala: chamei ela, a casa que eu moro, tá bem etc. Isso não significaria, em absoluto, que os textos escritos ficariam idênticos ao que vou chamar, por comodidade, de textos falados. Acontece que há outras diferenças, que acabam sendo mais importantes do que as diferenças gramaticais, e que são impossíveis de eliminar, porque não decorrem de convenção social, mas das limitações e recursos do meio empregado: a fala ou a escrita.

Para dar um exemplo: um leitor pode diminuir a velocidade de leitura, e pode reler um trecho se achar que não entendeu direito. Mas um ouvinte não tem esses recursos: se não entendeu, precisa pedir ao falante que repita – e não pode ficar fazendo isso o tempo todo, para não perturbar a própria situação de comunicação, e acabarem os dois se confundindo na conversa. Isso tem consequências para a estruturação do texto. Um autor pode escrever de maneira muito mais sintética, sem repetições e construindo suas frases em um plano amplo, como por exemplo:

O Durval, que toma conta da escola, saiu correndo atrás dos meninos da terceira série, que tinham ido para a rua, a fim de vigiá-los.

Essa frase funciona perfeitamente na escrita. Mas se for falada desse jeito – e principalmente se as outras frases do texto forem todas estruturadas assim – vai ficar difícil de entender. O ouvinte, que não pode voltar atrás, pode não se lembrar de quem é que vai “vigiar”, ou quem são “-los”, ou quem é que tinha ido para a rua. Essa passagem apareceria (e, na verdade, apareceu) em um texto falado com a seguinte forma:

aí, saiu o Durval saiu correndo atrás dos menino, né, o que toma conta lá da escola, pra poder, saiu correndo atrás dos menino, poder tomar conta dos menino. Os menino tinha ido pra rua, menino da terceira série.

PERINI, Mário A. A língua do Brasil amanhã e outros mistérios.

São Paulo: Parábola Editorial, 2004. p. 65-67.

Considerando o emprego do gerúndio, identifique se são verdadeiras ( V ) ou falsas ( F ) as relações sintáticas e os valores semânticos indicados a seguir.

( ) Tendo livres as mãos, poderia fugir do cativeiro. (adverbial/condição)

( ) Meu irmão, conhecendo o histórico do pai, alterou o itinerário do passeio. (adjetiva/ causalidade)

( ) Todos os dias, Maria subia o morro cantando. (adverbial/modo)

( ) Os brados de guerra começavam a soar ao longe como um trovão ribombando no vale. (adjetiva/atividade passageira)

( ) Pensando bem, tudo aquilo era muito estranho. (adverbial/concessão)

Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.

 

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2484589 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: FEPESE
Orgão: MPE-SC

Texto 6

Fala e escrita

Uma primeira observação a ser feita é a que diz respeito ....1... própria visão comparativa da relação entre fala e escrita. Quando se olha para ...2.... escrita tem-se a impressão de que se está contemplando algo naturalmente claro e definido. Tudo se passa como se ao nos referirmos ...3... escrita estivéssemos apontando para um fenômeno se não homogêneo, pelo menos bastante estável e com pouca variação. O contrário ocorre com a consciência espontânea que se desenvolveu ....4... respeito da fala. Esta se apresenta como variada e, curiosamente, não nos vem ...5... mente em primeira mão a fala padrão. É o caso de dizer que fala e escrita são intuitivamente construídas como tipos ideais concebidos com princípios opostos e que não correspondem ...6.... realidade alguma, a menos que identifiquemos um fenômeno que as realize.

A hipótese que defendemos supõe que: as diferenças entre fala e escrita se dão dentro do continuum tipológico das práticas sociais de produção textual e não na relação dicotômica de dois polos opostos. [grifos do autor]

MARCUSCHI, Luiz Antônio. Da fala para a escrita:

atividades de retextualização. 8. ed. São Paulo: Cortez, 2007. p. 37.

No texto 6, há seis lacunas. Assinale a alternativa que as preenche corretamente, de acordo com a ordem em que aparecem no texto.

 

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2483765 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: FEPESE
Orgão: MPE-SC

Texto 1

A questão da(s) norma(s)

A expressão norma culta/comum/standard designa o conjunto de fenômenos linguísticos que ocorrem habitualmente no uso dos falantes letrados em situações mais monitoradas de fala e escrita. Já a norma-padrão é um construto sócio- -histórico que serve de referência para estimular um processo de uniformização. Enquanto a primeira é a expressão viva de certos segmentos sociais em determinadas situações, a segunda é uma codificação relativamente abstrata, uma baliza extraída do uso real para servir de referência, em sociedades marcadas por acentuada dialetação, a projetos políticos de uniformização linguística.

Embora o padrão não se confunda com a norma culta/comum/standard, está mais próximo dela do que das demais normas, porque os codificadores e os que assumem o papel de seus guardiões e cultores saem dos estratos sociais usuários dessa norma. Se esse é um fator de aproximação, é também um fator de tensão porque o inexorável movimento histórico da norma culta/comum/standard tende a criar um fosso entre ela e o padrão, ficando este cada vez mais artificial e anacrônico, se não houver mecanismos socioculturais para realizar os necessários ajustes.

Cabe perguntar se o Brasil, neste início do século XXI, necessita, de fato, definir uma norma-padrão. A questão é saber se a natural diversidade linguística nacional está pondo em risco a relativa unidade das variedades cultas/comuns/standard faladas. A resposta parece ser bem clara: não há qualquer indício de risco à relativa unidade dessas variedades. Bem ao contrário: as circunstâncias históricas – ou seja, a intensa urbanização da população brasileira, as novas redes de relações que se estabelecem no espaço urbano e suas respectivas pressões niveladoras, a presença quase universal dos meios de comunicação social e a própria expansão da escolaridade – em boa medida favorecem a manutenção da relativa unidade das nossas variedades cultas/comuns/standard e criam condições para sua expansão social.

Diante desses fatos, talvez possamos abrir mão de projetos padronizadores, direcionando nossas energias para o que efetivamente interessa: de um lado a descrição e a difusão das variedades cultas/comuns/standard faladas e escritas; e, de outro, o combate sistemático aos preceitos da norma curta – preceitos dogmáticos que não encontram respaldo nem nos fatos, nem nos bons instrumentos normativos – que, em nome de uma norma padrão artificialmente fixada, ainda circula entre nós, quer na desqualificação da língua portuguesa do Brasil, quer na desqualificação dos seus falantes.

FARACO, Carlos Alberto. A. Norma culta brasileira:

desatando alguns nós. São Paulo: Parábola Editorial, 2008. p. 73-94. [Adaptado].

Assinale a alternativa correta, de acordo com o texto 1.

 

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