Foram encontradas 110 questões.
Ao se comprar um título de valores mobiliários, supõe-se
que a situação ideal é mantê-lo até a data futura fixada para
resgate. Um investidor sabe que pode vender seus títulos
por valores mais baixos que o final estipulado, conforme o
prazo decorrido. Após certo tempo, ele consegue vender
seu título com rendimento de 25%. Acrescentando-se mais
um período, o novo valor do título rende mais 20%. Neste
momento o título passa a ser vendido por R$ 12.750,00.
Assinale a alternativa que apresenta CORRETAMENTE o valor inicial dos títulos adquiridos:
Assinale a alternativa que apresenta CORRETAMENTE o valor inicial dos títulos adquiridos:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Os gráficos a seguir apresentam dados sobre o montante
investido em debêntures de uma empresa e o lucro por
ela obtido com esses títulos ao longo de três anos:
Com base na análise dos gráficos, a alternativa que apresenta de maneira CORRETA a diferença, em milhares de reais, do lucro entre o ano de 2016 e 2017 é:
Com base na análise dos gráficos, a alternativa que apresenta de maneira CORRETA a diferença, em milhares de reais, do lucro entre o ano de 2016 e 2017 é:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Uma prefeitura colocou como condicional para
assinatura de uma Parceria Público-Privada (PPP) na
área de saneamento que os equipamentos principais
fossem trocados a cada 8 anos, os equipamentos
auxiliares a cada 6 anos e os equipamentos de
mobilidade a cada 4 anos.
Sabendo-se que os equipamentos iniciaram no mesmo dia, esses serão trocados simultaneamente em:
Sabendo-se que os equipamentos iniciaram no mesmo dia, esses serão trocados simultaneamente em:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Com base no gráfico, assinale a
alternativa que apresenta o ano que teve o MAIOR
valor monetário de lucro.


Provas
Questão presente nas seguintes provas
Com o intuído de planejar novas Parcerias Público-Privadas
(PPP) para seu mandato, o Prefeito solicitou que
os fornecedores cadastrados na prefeitura fossem
classificados em 3 áreas de interesse de PPP’s, obtendo-se
o seguinte resultado com o total das empresas:
→ 32 empresas para PPP de Educação
→ 48 empresas para PPP de Iluminação Pública. → 60 empresas para PPP de Hospital Metropolitano. → 14 empresas que atendem às 3 áreas.
Em relação ao número total de empresas cadastradas, o gráfico que representa essas informações em percentual é o de número:
→ 32 empresas para PPP de Educação
→ 48 empresas para PPP de Iluminação Pública. → 60 empresas para PPP de Hospital Metropolitano. → 14 empresas que atendem às 3 áreas.
Em relação ao número total de empresas cadastradas, o gráfico que representa essas informações em percentual é o de número:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
As ciências sociais e o inglês
O inglês é a língua da ciência. As razões para isso estão relacionadas às profundas transformações que ocorreram
no pós-Guerra. A ciência e a tecnologia, que até então evoluíam em esferas relativamente separadas de conhecimento,
se integram num único sistema. [...] As tecnologias pressupõem um investimento contínuo de capital, a formação de
quadros especializados e a constituição de laboratórios de pesquisa. No início, isso se concentra nos Estados Unidos,
pois quando termina a Segunda Guerra Mundial, trata-se do único país industrializado onde a infraestrutura educacional
e tecnológica permanece intacta. Com a expansão do ensino superior e o desenvolvimento dos institutos de pesquisa,
assiste-se a um florescimento científico sem precedentes, aliado a uma política tecnológica na qual as criações científicas
estão vinculadas às descobertas e ao aperfeiçoamento das técnicas. A história do computador é um bom exemplo do
imbricamento das dimensões econômica, militar e científica num mesmo projeto. Como processador de dados e
informações, irá impulsionar todo um campo de atividades, desde as experiências de laboratório até a administração das
empresas (cujo raio de ação é, muitas vezes, transnacional). Ciência, tecnologia e administração – esferas diferenciadas
de práticas e saberes – aproximam-se assim como unidades que se alimentam e se reproduzem a partir da manipulação,
do controle e do processamento da informação. Creio que não seria exagero dizer que os elementos-chave do que
entendemos por sociedade de informação foram inicialmente preparados em inglês (conceitos, modelos, fórmulas e
procedimentos).
Não se deve imaginar que toda a produção científica, ou mesmo a sua maioria, se faça em inglês. Embora não
existam dados disponíveis em escala mundial, pode-se argumentar, e com boa parte de razão, que a literatura científica
em língua não inglesa tenha aumentado. Basta ver a proliferação de revistas nos mais diferentes países e a participação
dos cientistas em reuniões e congressos especializados. No entanto, como sublinha Baldauf, sua representação na
literatura recenseada nas principais bases de dados declinou. [...] Grande parte do que é produzido é simplesmente
ignorado pelo fato de não estar formalizado e formatado em informação imediatamente disponível, ou seja,
compreensível para um conjunto amplo de pessoas. [...] Entretanto, importa entender que um corpus literário,
funcionando como padrão de referência, é legitimado mundialmente somente quando disponível em inglês. Daí a
estratégia de vários grupos de dividir suas atividades em “locais” e “universais”. As primeiras são escritas em idioma
nacional e têm como veículo as revistas existentes no país; as outras concentram os cientistas de “elite”, cuja ambição é
conseguir uma maior visibilidade na cena mundial; interessa-lhes publicar nas revistas internacionais já consagradas.
[...]
Barthes (1984, p.15) diz que, para a ciência, “a linguagem é apenas um instrumento, aprisionado à matéria
científica (operações, hipóteses, resultados) que se diz, a antecede e existe fora dela, e que se tem o interesse de tornála
o mais transparente e neutra possível: há, de um lado, num primeiro plano, o conteúdo da mensagem científica, que é
tudo; de outro, num segundo plano, a forma verbal, que exprime esse conteúdo e que é nada […]. A ciência tem
certamente necessidade da linguagem, mas ela não está, como a literatura, na linguagem”. É preciso ter em mente que a
qualidade de ser instrumental não deve ser vista como algo negativo. Trata-se de uma opção deliberada em utilizar a
linguagem como uma ferramenta, cujo resultado é altamente compensador – o discurso científico. Resulta disso o amplo
consenso (embora sem unanimidade) existente entre os cientistas em relação ao uso do inglês, qual seja, o fato de ele
ser instrumental e eficiente. Mas qual seria a razão dessa instrumentalidade?
Richard Harris e Paul Mattick, trabalhando com as propriedades da linguagem e sua relação com a informação,
têm um argumento interessante. Consideram que cada domínio científico utiliza a linguagem de maneira limitada, por
isso é mais fácil traduzir textos científicos do que literários. Isso significa que a informação provida na mensagem é
dada não apenas pelo significado individual das palavras, mas também pela relação entre elas, sua combinação. Por
exemplo, podemos enunciar as sentenças “para mim, é preferível sair por último” e “eu prefiro sair por último”; há aí
uma variação da forma, mas não da informação transmitida. [...]
As ciências sociais estão demasiadamente amarradas aos contextos, daí a dificuldade de universalização de seus
discursos, porém, essa universalização nunca é inteira, emancipada, pois as notações se encontram aprisionadas à
“literalidade dos enunciados”. O pensamento sociológico é sempre uma tradução, algo intermediário entre o ideal de
universalidade (que é necessário) e o enraizamento dos fenômenos sociais. Ora, contexto e língua conjugam-se
mutuamente. O discurso das ciências da natureza se justifica porque consegue reduzir a linguagem, depurá-la de sua
malha sociocultural, algo impensável quando se deseja compreender a sociedade. Nesse caso, o inglês não pode
funcionar como língua franca, não por uma questão de princípio, ou de orgulho nacional, mas devido à própria natureza
do saber construído.
ORTIZ, Renato. As Ciências Sociais e o inglês. Revista Brasileira de Ciências Sociais, vol. 19, n. 54, fev/2004. Disponível em:
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-69092004000100001&lng=en&nrm=iso&tlng=pt.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Milhares de imóveis da União estão vagos para uso
21 de junho de 2018
No centro do Rio de Janeiro, a dois quarteirões da Igreja da Candelária, um edifício de 11 andares permanece
vazio há cerca de oito anos. Conhecido como Palácio dos Esportes, o prédio serviu de sede para a Fundação Centro
Brasileiro para a Infância e Adolescência (FCBIA), extinta em 1998, e, depois, para diversas associações esportivas que
o ocuparam esporadicamente. O edifício chegou a ser cotado para servir de sede do Porto Maravilha. A reforma do
Palácio dos Esportes, contudo, foi descartada, pois considerou-se inviável a obra: somente o custo inicial do projeto de
readequação das instalações era de R$ 4,2 milhões.
Abandonado, o prédio, propriedade da União, foi ocupado por um grupo não identificado em agosto de 2015 e
esvaziado, no dia seguinte, pela Polícia Militar. Hoje, segue com as portas fechadas e deve ser destinado à Marinha, que
assumirá o ônus da recuperação e manutenção das instalações.
Principais tipos de imóveis vazios

Além dos comprovadamente vagos, podem existir muitos outros, já que propriedades cedidas a outros órgãos,
como governos e prefeituras, podem estar sob a descrição de “em guarda provisória”.
Em Brasília, condomínio privado disputa terra pública
Segundo os registros da SPU, a cidade brasileira que mais possui imóveis da União vagos para uso é Brasília.
Lá, a secretaria aponta 173 terrenos ociosos, a maioria deles, 96, na região administrativa de Santa Maria, antiga área de
assentamento de famílias de baixa renda no sul do Distrito Federal.
Nessa região está o Residencial Santos Dumont, loteamento privado de casas envolvido em uma disputa com a
Agência de Fiscalização do Governo do Distrito Federal (Agefis). Construído inicialmente como moradia para militares
da aeronáutica, o condomínio passou a ser residência de civis – cerca de 14 mil pessoas vivem no local.
Em 2015, o residencial foi notificado pela Agefis por ter cercado irregularmente o seu entorno, isolando terrenos
e serviços públicos, como uma escola e um posto policial. A Agefis ordenou a derrubada de 2 quilômetros do
cercamento, mas, contestada pelos moradores, a decisão não foi levada adiante. Segundo a Agefis, o residencial “não é
um local de prioridade de fiscalização neste momento”. Já a administração do condomínio afirma que a cerca sempre
existiu e negou ocupar terreno público.
Além dos imóveis ociosos em Santa Maria, Brasília possui terrenos vagos em áreas nobres do Plano Piloto,
como nas asas Norte e Sul. A Asa Norte é a campeã, com 38 terrenos vagos para uso; já na Asa Sul são seis. Fora os
terrenos, as duas asas juntas possuem 49 apartamentos vagos. Há, ainda, dois andares em edifícios, três salas e duas
residências vagas.
O segundo município brasileiro com mais imóveis vagos para uso é outra capital: Campo Grande, no Mato
Grosso do Sul. Na cidade, a maior parte dos imóveis vagos são terrenos, sobretudo os lotes do Jardim Imá, área ao redor
do aeroporto e da base aérea da Força Aérea Brasileira (FAB).
A terceira cidade na lista também fica no Mato Grosso do Sul: Ponta Porã, na divisa do estado com o Paraguai.
O município possui 112 imóveis vagos para uso, a maioria deles terrenos vagos na Vila Militar, bairro próximo ao centro
da cidade.

Provas
Questão presente nas seguintes provas
As ciências sociais e o inglês
O inglês é a língua da ciência. As razões para isso estão relacionadas às profundas transformações que ocorreram
no pós-Guerra. A ciência e a tecnologia, que até então evoluíam em esferas relativamente separadas de conhecimento,
se integram num único sistema. [...] As tecnologias pressupõem um investimento contínuo de capital, a formação de
quadros especializados e a constituição de laboratórios de pesquisa. No início, isso se concentra nos Estados Unidos,
pois quando termina a Segunda Guerra Mundial, trata-se do único país industrializado onde a infraestrutura educacional
e tecnológica permanece intacta. Com a expansão do ensino superior e o desenvolvimento dos institutos de pesquisa,
assiste-se a um florescimento científico sem precedentes, aliado a uma política tecnológica na qual as criações científicas
estão vinculadas às descobertas e ao aperfeiçoamento das técnicas. A história do computador é um bom exemplo do
imbricamento das dimensões econômica, militar e científica num mesmo projeto. Como processador de dados e
informações, irá impulsionar todo um campo de atividades, desde as experiências de laboratório até a administração das
empresas (cujo raio de ação é, muitas vezes, transnacional). Ciência, tecnologia e administração – esferas diferenciadas
de práticas e saberes – aproximam-se assim como unidades que se alimentam e se reproduzem a partir da manipulação,
do controle e do processamento da informação. Creio que não seria exagero dizer que os elementos-chave do que
entendemos por sociedade de informação foram inicialmente preparados em inglês (conceitos, modelos, fórmulas e
procedimentos).
Não se deve imaginar que toda a produção científica, ou mesmo a sua maioria, se faça em inglês. Embora não
existam dados disponíveis em escala mundial, pode-se argumentar, e com boa parte de razão, que a literatura científica
em língua não inglesa tenha aumentado. Basta ver a proliferação de revistas nos mais diferentes países e a participação
dos cientistas em reuniões e congressos especializados. No entanto, como sublinha Baldauf, sua representação na
literatura recenseada nas principais bases de dados declinou. [...] Grande parte do que é produzido é simplesmente
ignorado pelo fato de não estar formalizado e formatado em informação imediatamente disponível, ou seja,
compreensível para um conjunto amplo de pessoas. [...] Entretanto, importa entender que um corpus literário,
funcionando como padrão de referência, é legitimado mundialmente somente quando disponível em inglês. Daí a
estratégia de vários grupos de dividir suas atividades em “locais” e “universais”. As primeiras são escritas em idioma
nacional e têm como veículo as revistas existentes no país; as outras concentram os cientistas de “elite”, cuja ambição é
conseguir uma maior visibilidade na cena mundial; interessa-lhes publicar nas revistas internacionais já consagradas.
[...]
Barthes (1984, p.15) diz que, para a ciência, “a linguagem é apenas um instrumento, aprisionado à matéria
científica (operações, hipóteses, resultados) que se diz, a antecede e existe fora dela, e que se tem o interesse de tornála
o mais transparente e neutra possível: há, de um lado, num primeiro plano, o conteúdo da mensagem científica, que é
tudo; de outro, num segundo plano, a forma verbal, que exprime esse conteúdo e que é nada […]. A ciência tem
certamente necessidade da linguagem, mas ela não está, como a literatura, na linguagem”. É preciso ter em mente que a
qualidade de ser instrumental não deve ser vista como algo negativo. Trata-se de uma opção deliberada em utilizar a
linguagem como uma ferramenta, cujo resultado é altamente compensador – o discurso científico. Resulta disso o amplo
consenso (embora sem unanimidade) existente entre os cientistas em relação ao uso do inglês, qual seja, o fato de ele
ser instrumental e eficiente. Mas qual seria a razão dessa instrumentalidade?
Richard Harris e Paul Mattick, trabalhando com as propriedades da linguagem e sua relação com a informação,
têm um argumento interessante. Consideram que cada domínio científico utiliza a linguagem de maneira limitada, por
isso é mais fácil traduzir textos científicos do que literários. Isso significa que a informação provida na mensagem é
dada não apenas pelo significado individual das palavras, mas também pela relação entre elas, sua combinação. Por
exemplo, podemos enunciar as sentenças “para mim, é preferível sair por último” e “eu prefiro sair por último”; há aí
uma variação da forma, mas não da informação transmitida. [...]
As ciências sociais estão demasiadamente amarradas aos contextos, daí a dificuldade de universalização de seus
discursos, porém, essa universalização nunca é inteira, emancipada, pois as notações se encontram aprisionadas à
“literalidade dos enunciados”. O pensamento sociológico é sempre uma tradução, algo intermediário entre o ideal de
universalidade (que é necessário) e o enraizamento dos fenômenos sociais. Ora, contexto e língua conjugam-se
mutuamente. O discurso das ciências da natureza se justifica porque consegue reduzir a linguagem, depurá-la de sua
malha sociocultural, algo impensável quando se deseja compreender a sociedade. Nesse caso, o inglês não pode
funcionar como língua franca, não por uma questão de princípio, ou de orgulho nacional, mas devido à própria natureza
do saber construído.
ORTIZ, Renato. As Ciências Sociais e o inglês. Revista Brasileira de Ciências Sociais, vol. 19, n. 54, fev/2004. Disponível em:
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-69092004000100001&lng=en&nrm=iso&tlng=pt.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Tijolos do corpo
Assim que você começa a ler esta reportagem, três
substâncias dentro do seu corpo trabalham para ajudá-lo.
A hemoglobina corre pelo sangue para pegar oxigênio nos
pulmões e levá-lo às células dos olhos e do cérebro, dandolhes
energia necessária à leitura. Ao mesmo tempo, a
miosina estica e encolhe os músculos da cabeça para que
sua vista possa seguir as palavras. Enfim, um composto
chamado receptor de serotonina controla a entrada e a
saída de sinais dos neurônios, por meio dos quais você
compreende as frases.
Energia, movimento e raciocínio – nada mal para
simples moléculas, certo? Pois assim são as proteínas,
nome da categoria química à qual pertence o trio que você
acaba de conhecer. Espertas e habilidosas, compostas de
dezenas de milhares de átomos cada uma, as substâncias
dessa categoria não são fragmentos inertes de matéria. Elas
funcionam como micromáquinas biológicas e tomam
conta de tudo no organismo.
Algumas fazem o papel de tijolos. Servem para
montar os órgãos, os ossos, a pele ou os cabelos. Outras,
como operárias, executam as tarefas vitais – carregar
oxigênio, abrir portas das células ou acionar músculos são
apenas três das atividades que elas administram,
incansáveis. Para se ter uma ideia, o corpo dispõe de
100.000 moléculas diferentes, uma para cada função
essencial. No total, tirando a água, elas representam três
quartos do seu peso, ficando apenas um quarto para o
resto, como açúcares, gorduras, ácidos, sais minerais etc.
Sem exagero, as proteínas são você, leitor.
LUCÍRIO, Ivonete D. e DIEGUEZ, Flávio.
SUPERINTERESSANTE. São Paulo: Editora Abril, 31 out 2016.
SUPERINTERESSANTE. São Paulo: Editora Abril, 31 out 2016.
Disponível em https://super.abril.com.br/ciencia/tijolos-do-corpo/.
Acesso em: 2 jul. 2018 [Fragmento]
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Milhares de imóveis da União estão vagos para uso
21 de junho de 2018
No centro do Rio de Janeiro, a dois quarteirões da Igreja da Candelária, um edifício de 11 andares permanece
vazio há cerca de oito anos. Conhecido como Palácio dos Esportes, o prédio serviu de sede para a Fundação Centro
Brasileiro para a Infância e Adolescência (FCBIA), extinta em 1998, e, depois, para diversas associações esportivas que
o ocuparam esporadicamente. O edifício chegou a ser cotado para servir de sede do Porto Maravilha. A reforma do
Palácio dos Esportes, contudo, foi descartada, pois considerou-se inviável a obra: somente o custo inicial do projeto de
readequação das instalações era de R$ 4,2 milhões.
Abandonado, o prédio, propriedade da União, foi ocupado por um grupo não identificado em agosto de 2015 e
esvaziado, no dia seguinte, pela Polícia Militar. Hoje, segue com as portas fechadas e deve ser destinado à Marinha, que
assumirá o ônus da recuperação e manutenção das instalações.
Principais tipos de imóveis vazios

Além dos comprovadamente vagos, podem existir muitos outros, já que propriedades cedidas a outros órgãos,
como governos e prefeituras, podem estar sob a descrição de “em guarda provisória”.
Em Brasília, condomínio privado disputa terra pública
Segundo os registros da SPU, a cidade brasileira que mais possui imóveis da União vagos para uso é Brasília.
Lá, a secretaria aponta 173 terrenos ociosos, a maioria deles, 96, na região administrativa de Santa Maria, antiga área de
assentamento de famílias de baixa renda no sul do Distrito Federal.
Nessa região está o Residencial Santos Dumont, loteamento privado de casas envolvido em uma disputa com a
Agência de Fiscalização do Governo do Distrito Federal (Agefis). Construído inicialmente como moradia para militares
da aeronáutica, o condomínio passou a ser residência de civis – cerca de 14 mil pessoas vivem no local.
Em 2015, o residencial foi notificado pela Agefis por ter cercado irregularmente o seu entorno, isolando terrenos
e serviços públicos, como uma escola e um posto policial. A Agefis ordenou a derrubada de 2 quilômetros do
cercamento, mas, contestada pelos moradores, a decisão não foi levada adiante. Segundo a Agefis, o residencial “não é
um local de prioridade de fiscalização neste momento”. Já a administração do condomínio afirma que a cerca sempre
existiu e negou ocupar terreno público.
Além dos imóveis ociosos em Santa Maria, Brasília possui terrenos vagos em áreas nobres do Plano Piloto,
como nas asas Norte e Sul. A Asa Norte é a campeã, com 38 terrenos vagos para uso; já na Asa Sul são seis. Fora os
terrenos, as duas asas juntas possuem 49 apartamentos vagos. Há, ainda, dois andares em edifícios, três salas e duas
residências vagas.
O segundo município brasileiro com mais imóveis vagos para uso é outra capital: Campo Grande, no Mato
Grosso do Sul. Na cidade, a maior parte dos imóveis vagos são terrenos, sobretudo os lotes do Jardim Imá, área ao redor
do aeroporto e da base aérea da Força Aérea Brasileira (FAB).
A terceira cidade na lista também fica no Mato Grosso do Sul: Ponta Porã, na divisa do estado com o Paraguai.
O município possui 112 imóveis vagos para uso, a maioria deles terrenos vagos na Vila Militar, bairro próximo ao centro
da cidade.

Provas
Questão presente nas seguintes provas
Cadernos
Caderno Container