Foram encontradas 75 questões.
O habeas corpus NÃO é admissível para
Provas
Questão presente nas seguintes provas
"As metrópoles são lugares de concentração, lugares complexos, manifestações particulares do fenômeno urbano".
(SANTOS e SILVEIRA, 2004).
Sobre o tema metrópoles no Brasil, estão corretas as afirmativas abaixo, EXCETO uma delas. Assinale-a.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.
O poder do palavrão
Como insultar e praguejar em português, com a ajuda de um dicionário
Luís Antônio Giron
Qualquer dia é dia de palavrão. Ele é necessário e insubstituível, como disse o sociólogo Gilberto Freyre. Há quem reclame que as palavras de baixo calão invadiram a vida cotidiana de forma irresistível. Jamais se pronunciou tanto palavrão como nos dias de hoje, e com tanta volúpia, afirmam tanto os safados como os guardiões da língua e dos bons costumes. E, de fato, o palavrão (ou "palavrada", "palavra obscena" ou "palavra-cabeluda") intrometeu-se em todos os registros de fala e todo tipo de conversação. Por que o fascínio pelo "submundo", pelos "esgotos" da linguagem? Vou tentar responder ao questionamento, recorrendo primeiramente a um livro.
Em 1974, o folclorista pernambucano Mário Souto Maior (1920-2001) concluiu o seu Dicionário do Palavrão e Termos Afins, agora republicado num caprichado volume da Editora Leitura, de Belo Horizonte.
Após um trabalho de dez anos, Souto Maior levantou 3 mil palavrões, entre vocábulos, locuções e expressões idiomáticas. A obra sofreu censura do regime militar e só foi publicada cinco anos depois, com o início da abertura política brasileira. Segundo o autor, a obra então já se afigurava incompleta, em virtude da criação constante de novos palavrões. Ao vir a público, já se tratava de um título ultrapassado. O que dirá hoje. Mas isso não importa. O dicionário é o flagrante de um tempo, que continua a ter validade trinta anos depois. No entanto, o malfadado Dicionário tornou-se uma espécie de catecismo pornográfico que circulou de mão em mão dos adolescentes no fim dos anos 70.
Talvez tenha chegado o momento de entronizar (sem trocadilhos de segundo sentido) Souto Maior como um pioneiro da lexicografia realista. Como ele próprio disse, os falantes da língua criam palavrões diariamente. É tamanha a produtividade fescenina da população que a criação de palavrões muitas vezes supera a das próprias palavras. Para chegar a seu dicionário, o pesquisador enviou questionários por carta a 3.620 pessoas. Agora seria muito mais fácil — e é curioso que não tenham aparecido desde então obras do mesmo fôlego. O amor pela descoberta era maior quando as dificuldades eram maiores ...
Curiosamente, Souto Maior demonstrou que a língua portuguesa é mais pobre em palavrões que outros idiomas. Ela perde para os palavrões em alemão (9 mil) e em francês (9 mil). Em inglês, palavrões e afins são mais usados do que pelos falantes em português, basta ligar a televisão. É preciso dizer que, quando o Dicionário foi publicado, havia menos palavrões em circulação.
Mesmo assim, o autor concluiu, com base nas respostas a seu questionário: "criança de hoje ganha da de ontem quanto ao uso do palavrão; e o aumento dos meios de comunicação, como a televisão, foi o motivo mais apontado".
Outras conclusões do nosso "folclorista" (termo igualmente fora de moda) merecem comentários e relativizações: "O homem, o jovem e o pobre falam mais palavrão do que a mulher, o velho e o rico". Hoje talvez isso não valha mais. A gente ouve cada palavrão dito por mulheres e ricos ...
"Quase todos falam palavrão; quando não falam, pensam", afirma Souto Maior, não sem razão. "Um palavrão do Nordeste é uma palavra educada no Sul e vice-versa".
Acho difícil apontar o palavrão mais falado. A variedade parece infinita. Afinal, qualquer palavrão hoje não pode mais ser denominado de tabu. Uma exceção é a palavra escrita. Publicação que se preze ainda hoje evita palavrões. Na internet, via blogs e redes sociais, o palavrão virou palavra qualquer — já se banalizou, como se fosse possível dizer assim para um tipo de termo que nasceu da própria banalidade da vida. Antigamente, ele vinha cercado de interditos, o palavrão "dito na hora certa" ostentava certa aura. Foi assim que virou moda na década de 60. O vocábulo grosseiro foi elevado à condição de troféu da contracultura. No Brasil, a moda foi coibida pela censura do regime militar.
Não é necessário abusar dos palavrões, pois eles se desgastam e perdem o valor como qualquer outra palavra demasiadamente empregada. O palavrão veio para ficar, até porque veio antes de qualquer outro vocábulo.
E aqui respondo à pergunta que me fiz no primeiro parágrafo. Ele exerce fascínio por ser inevitável. O usuário da língua vive em um mundo precário e imperfeito, vive situações cotidianas em que as emanações dos corpos, a sujeira, os crimes e as tentações aparecem, mesmo que ele queira evitá-las. Ele sente desprezo, ele é tomado de preconceito, ele tem vontade de dizer palavras que talvez não pronuncie, mas pensa. O palavrão é senhor do nosso inconsciente.
Mesmo assim, apesar de seu carisma, até ele cai em desuso. É para esse aspecto que quero chamar a atenção. O Dicionário de Palavrões e Termos Afins está coalhado de deliciosas expressões que se tornaram arcaísmos. E o desuso as faz soar quase sublimes. No Nordeste se dizia antigamente "Amália chegou", quando uma mulher ficava menstruada., e "roer um couro" quando alguém sentia ciúmes. Os sinônimos para órgãos sexuais abundam no dicionário.
O palavrão é fascinante porque gira historicamente em torno do ato sexual. Pertence ao domínio púbico (sic). Examinado perto, o palavrão é igual a qualquer outro termo de uma determinada língua. Diria mais, é talvez o mais fiel e castiço dos vocábulos de um idioma, porque ele vem do fundo dos tempos. Não por outro motivo, um dos sinônimos para ele é o substantivo "palavra".
(Texto adaptado da revista Época, 13 de julho de 2010.)
Em qual das frases abaixo o termo "como" tem valor conformativo?
Provas
Questão presente nas seguintes provas
- Lei 9.099/1995: Juizados Especiais Cíveis e CriminaisDa Execução, das Despesas Processuais e Disposições Finais (arts. 84 a 92)
Conforme os termos da Lei nº 9.099/95, que criou os Juizados Especiais Criminais, a representação do ofendido passou a ser exigida como condição de procedibilidade para a ação penal
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Analise as afirmações a seguir sobre o painel de controle do Windows XP.
I - Para incluir um componente do Windows, pode-se, no menu Iniciar, escolher Painel de controle, clicar em Adicionar ou remover programas, escolher Adicionar / remover componentes do Windows e clicar na caixa de seleção para habilitar o componente.
II - Para alterar o papel de parede do computador, pode-se clicar com o botão direito do mouse em uma área vazia da Área de Trabalho, escolher a opção Propriedades e, na guia Configurações, escolher o novo papel.
III - Para que o Windows use o formato de data e hora, bem como o símbolo monetário brasileiro, deve-se configurar, na guia Idioma, em Opções regionais e de idioma do Painel de controle, o idioma Português (Brasil).
Quais estão corretas?
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.
O poder do palavrão
Como insultar e praguejar em português, com a ajuda de um dicionário
Luís Antônio Giron
Qualquer dia é dia de palavrão. Ele é necessário e insubstituível, como disse o sociólogo Gilberto Freyre. Há quem reclame que as palavras de baixo calão invadiram a vida cotidiana de forma irresistível. Jamais se pronunciou tanto palavrão como nos dias de hoje, e com tanta volúpia, afirmam tanto os safados como os guardiões da língua e dos bons costumes. E, de fato, o palavrão (ou "palavrada", "palavra obscena" ou "palavra-cabeluda") intrometeu-se em todos os registros de fala e todo tipo de conversação. Por que o fascínio pelo "submundo", pelos "esgotos" da linguagem? Vou tentar responder ao questionamento, recorrendo primeiramente a um livro.
Em 1974, o folclorista pernambucano Mário Souto Maior (1920-2001) concluiu o seu Dicionário do Palavrão e Termos Afins, agora republicado num caprichado volume da Editora Leitura, de Belo Horizonte.
Após um trabalho de dez anos, Souto Maior levantou 3 mil palavrões, entre vocábulos, locuções e expressões idiomáticas. A obra sofreu censura do regime militar e só foi publicada cinco anos depois, com o início da abertura política brasileira. Segundo o autor, a obra então já se afigurava incompleta, em virtude da criação constante de novos palavrões. Ao vir a público, já se tratava de um título ultrapassado. O que dirá hoje. Mas isso não importa. O dicionário é o flagrante de um tempo, que continua a ter validade trinta anos depois. No entanto, o malfadado Dicionário tornou-se uma espécie de catecismo pornográfico que circulou de mão em mão dos adolescentes no fim dos anos 70.
Talvez tenha chegado o momento de entronizar (sem trocadilhos de segundo sentido) Souto Maior como um pioneiro da lexicografia realista. Como ele próprio disse, os falantes da língua criam palavrões diariamente. É tamanha a produtividade fescenina da população que a criação de palavrões muitas vezes supera a das próprias palavras. Para chegar a seu dicionário, o pesquisador enviou questionários por carta a 3.620 pessoas. Agora seria muito mais fácil — e é curioso que não tenham aparecido desde então obras do mesmo fôlego. O amor pela descoberta era maior quando as dificuldades eram maiores ...
Curiosamente, Souto Maior demonstrou que a língua portuguesa é mais pobre em palavrões que outros idiomas. Ela perde para os palavrões em alemão (9 mil) e em francês (9 mil). Em inglês, palavrões e afins são mais usados do que pelos falantes em português, basta ligar a televisão. É preciso dizer que, quando o Dicionário foi publicado, havia menos palavrões em circulação.
Mesmo assim, o autor concluiu, com base nas respostas a seu questionário: "criança de hoje ganha da de ontem quanto ao uso do palavrão; e o aumento dos meios de comunicação, como a televisão, foi o motivo mais apontado".
Outras conclusões do nosso "folclorista" (termo igualmente fora de moda) merecem comentários e relativizações: "O homem, o jovem e o pobre falam mais palavrão do que a mulher, o velho e o rico". Hoje talvez isso não valha mais. A gente ouve cada palavrão dito por mulheres e ricos ...
"Quase todos falam palavrão; quando não falam, pensam", afirma Souto Maior, não sem razão. "Um palavrão do Nordeste é uma palavra educada no Sul e vice-versa".
Acho difícil apontar o palavrão mais falado. A variedade parece infinita. Afinal, qualquer palavrão hoje não pode mais ser denominado de tabu. Uma exceção é a palavra escrita. Publicação que se preze ainda hoje evita palavrões. Na internet, via blogs e redes sociais, o palavrão virou palavra qualquer — já se banalizou, como se fosse possível dizer assim para um tipo de termo que nasceu da própria banalidade da vida. Antigamente, ele vinha cercado de interditos, o palavrão "dito na hora certa" ostentava certa aura. Foi assim que virou moda na década de 60. O vocábulo grosseiro foi elevado à condição de troféu da contracultura. No Brasil, a moda foi coibida pela censura do regime militar.
Não é necessário abusar dos palavrões, pois eles se desgastam e perdem o valor como qualquer outra palavra demasiadamente empregada. O palavrão veio para ficar, até porque veio antes de qualquer outro vocábulo.
E aqui respondo à pergunta que me fiz no primeiro parágrafo. Ele exerce fascínio por ser inevitável. O usuário da língua vive em um mundo precário e imperfeito, vive situações cotidianas em que as emanações dos corpos, a sujeira, os crimes e as tentações aparecem, mesmo que ele queira evitá-las. Ele sente desprezo, ele é tomado de preconceito, ele tem vontade de dizer palavras que talvez não pronuncie, mas pensa. O palavrão é senhor do nosso inconsciente.
Mesmo assim, apesar de seu carisma, até ele cai em desuso. É para esse aspecto que quero chamar a atenção. O Dicionário de Palavrões e Termos Afins está coalhado de deliciosas expressões que se tornaram arcaísmos. E o desuso as faz soar quase sublimes. No Nordeste se dizia antigamente "Amália chegou", quando uma mulher ficava menstruada., e "roer um couro" quando alguém sentia ciúmes. Os sinônimos para órgãos sexuais abundam no dicionário.
O palavrão é fascinante porque gira historicamente em torno do ato sexual. Pertence ao domínio púbico (sic). Examinado perto, o palavrão é igual a qualquer outro termo de uma determinada língua. Diria mais, é talvez o mais fiel e castiço dos vocábulos de um idioma, porque ele vem do fundo dos tempos. Não por outro motivo, um dos sinônimos para ele é o substantivo "palavra".
(Texto adaptado da revista Época, 13 de julho de 2010.)
A única palavra que forma o plural da mesma maneira que alemão é
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Analise a tabela que segue.
POPULAÇÃO RESIDENTE, PARTICIPAÇÃO RELATIVA, TAXA MÉDIA GEOMÉTRICA DE CRESCIMENTO ANUAL - 1991/2000
| População Residente | População Relativa (%) | Taxa Média Geométrica Cresc. Anual (%) | |||
| 1991 | 2000 | 1991 | 2000 | 1991-2000 | |
| Estado | 9.138.670 | 10.179.801 | 100,00 | 100,00 | 1,22 |
| Região Metropolitana | 3.147.000 | 3.655.072 | 33,13 | 35,90 | 1,69 |
| Núcleo (Porto Alegre) | 1.251.885 | 1.359.932 | 13,70 | 13,35 | 0,93 |
| Periferia | 1.895.125 | 2.295.140 | 19,43 | 22,54 | 2,17 |
| Espaço Não Metropolitano | 5.991.660 | 6.524.660 | 66,87 | 64,09 | 0,96 |
Fonte: Tendências Demográficas: uma análise dos censos demográficos e da contagem da população.
IBGE,1999, e Dados Brutos da Sinopse Preliminar do Censo 2000. IBGE, 2000.
Com base na análise da tabela, é correto afirmar que
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Relacione as colunas, classificando os componentes de hardware de acordo com o seu propósito.
( 1 ) Dispositivo de entrada
( 2 ) Dispositivo de saída
( 3 ) Dispositivo de comunicação
( 4 ) Dispositivo de armazenamento
( ) Scanner
( ) Placa de vídeo
( ) Disco rígido
( ) Placa de rede
( ) Monitor
( ) Pen drive
A ordem correta da numeração, de cima para baixo, é
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.
O poder do palavrão
Como insultar e praguejar em português, com a ajuda de um dicionário
Luís Antônio Giron
Qualquer dia é dia de palavrão. Ele é necessário e insubstituível, como disse o sociólogo Gilberto Freyre. Há quem reclame que as palavras de baixo calão invadiram a vida cotidiana de forma irresistível. Jamais se pronunciou tanto palavrão como nos dias de hoje, e com tanta volúpia, afirmam tanto os safados como os guardiões da língua e dos bons costumes. E, de fato, o palavrão (ou "palavrada", "palavra obscena" ou "palavra-cabeluda") intrometeu-se em todos os registros de fala e todo tipo de conversação. Por que o fascínio pelo "submundo", pelos "esgotos" da linguagem? Vou tentar responder ao questionamento, recorrendo primeiramente a um livro.
Em 1974, o folclorista pernambucano Mário Souto Maior (1920-2001) concluiu o seu Dicionário do Palavrão e Termos Afins, agora republicado num caprichado volume da Editora Leitura, de Belo Horizonte.
Após um trabalho de dez anos, Souto Maior levantou 3 mil palavrões, entre vocábulos, locuções e expressões idiomáticas. A obra sofreu censura do regime militar e só foi publicada cinco anos depois, com o início da abertura política brasileira. Segundo o autor, a obra então já se afigurava incompleta, em virtude da criação constante de novos palavrões. Ao vir a público, já se tratava de um título ultrapassado. O que dirá hoje. Mas isso não importa. O dicionário é o flagrante de um tempo, que continua a ter validade trinta anos depois. No entanto, o malfadado Dicionário tornou-se uma espécie de catecismo pornográfico que circulou de mão em mão dos adolescentes no fim dos anos 70.
Talvez tenha chegado o momento de entronizar (sem trocadilhos de segundo sentido) Souto Maior como um pioneiro da lexicografia realista. Como ele próprio disse, os falantes da língua criam palavrões diariamente. É tamanha a produtividade fescenina da população que a criação de palavrões muitas vezes supera a das próprias palavras. Para chegar a seu dicionário, o pesquisador enviou questionários por carta a 3.620 pessoas. Agora seria muito mais fácil — e é curioso que não tenham aparecido desde então obras do mesmo fôlego. O amor pela descoberta era maior quando as dificuldades eram maiores ...
Curiosamente, Souto Maior demonstrou que a língua portuguesa é mais pobre em palavrões que outros idiomas. Ela perde para os palavrões em alemão (9 mil) e em francês (9 mil). Em inglês, palavrões e afins são mais usados do que pelos falantes em português, basta ligar a televisão. É preciso dizer que, quando o Dicionário foi publicado, havia menos palavrões em circulação.
Mesmo assim, o autor concluiu, com base nas respostas a seu questionário: "criança de hoje ganha da de ontem quanto ao uso do palavrão; e o aumento dos meios de comunicação, como a televisão, foi o motivo mais apontado".
Outras conclusões do nosso "folclorista" (termo igualmente fora de moda) merecem comentários e relativizações: "O homem, o jovem e o pobre falam mais palavrão do que a mulher, o velho e o rico". Hoje talvez isso não valha mais. A gente ouve cada palavrão dito por mulheres e ricos ...
"Quase todos falam palavrão; quando não falam, pensam", afirma Souto Maior, não sem razão. "Um palavrão do Nordeste é uma palavra educada no Sul e vice-versa".
Acho difícil apontar o palavrão mais falado. A variedade parece infinita. Afinal, qualquer palavrão hoje não pode mais ser denominado de tabu. Uma exceção é a palavra escrita. Publicação que se preze ainda hoje evita palavrões. Na internet, via blogs e redes sociais, o palavrão virou palavra qualquer — já se banalizou, como se fosse possível dizer assim para um tipo de termo que nasceu da própria banalidade da vida. Antigamente, ele vinha cercado de interditos, o palavrão "dito na hora certa" ostentava certa aura. Foi assim que virou moda na década de 60. O vocábulo grosseiro foi elevado à condição de troféu da contracultura. No Brasil, a moda foi coibida pela censura do regime militar.
Não é necessário abusar dos palavrões, pois eles se desgastam e perdem o valor como qualquer outra palavra demasiadamente empregada. O palavrão veio para ficar, até porque veio antes de qualquer outro vocábulo.
E aqui respondo à pergunta que me fiz no primeiro parágrafo. Ele exerce fascínio por ser inevitável. O usuário da língua vive em um mundo precário e imperfeito, vive situações cotidianas em que as emanações dos corpos, a sujeira, os crimes e as tentações aparecem, mesmo que ele queira evitá-las. Ele sente desprezo, ele é tomado de preconceito, ele tem vontade de dizer palavras que talvez não pronuncie, mas pensa. O palavrão é senhor do nosso inconsciente.
Mesmo assim, apesar de seu carisma, até ele cai em desuso. É para esse aspecto que quero chamar a atenção. O Dicionário de Palavrões e Termos Afins está coalhado de deliciosas expressões que se tornaram arcaísmos. E o desuso as faz soar quase sublimes. No Nordeste se dizia antigamente "Amália chegou", quando uma mulher ficava menstruada., e "roer um couro" quando alguém sentia ciúmes. Os sinônimos para órgãos sexuais abundam no dicionário.
O palavrão é fascinante porque gira historicamente em torno do ato sexual. Pertence ao domínio púbico (sic). Examinado perto, o palavrão é igual a qualquer outro termo de uma determinada língua. Diria mais, é talvez o mais fiel e castiço dos vocábulos de um idioma, porque ele vem do fundo dos tempos. Não por outro motivo, um dos sinônimos para ele é o substantivo "palavra".
(Texto adaptado da revista Época, 13 de julho de 2010.)
O vocábulo entronizar tem, no texto, na frase em que se encontra, o mesmo sentido que o da alternativa:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
A cidade, inicialmente construída como espaço de proteção intramuros, hoje está mais associada a situações de perigo. De acordo com Bauman (1999), "os medos urbanos ( ... ) concentram-se no inimigo interior".
Com base nessa assertiva, é INCORRETO afirmar que
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Cadernos
Caderno Container