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Assinale a alternativa INCORRETA com base nas disposições da Lei Estadual nº 15.142/2018, que trata sobre o Regime Próprio de Previdência Social do Estado do Rio Grande do Sul.
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Alguém tinha contado a David a história do sujeito diagnosticado com uma doença grave a quem o médico só havia dado um ano de vida: o doente pediu demissão do emprego, vendeu tudo o que tinha e foi gastar numa farra de dimensões épicas. Pouco depoisa, descobriu-se que o diagnóstico estava errado. Parece que o médico teve que enfrentar um processo, mas daí em diante a história perdia o interesse para David.
Ele pensava nisso ao observar o oncologista pegando um pequeno elefante de pedra verde que tinha em sua estante. Revirava-o entre as mãos enquanto falava. Era como se estivessem ali discutindo o caso do pequeno elefante de pedra, não o de David. Tratamentos disponíveis. Meses a mais, meses a menos, dependendo disso ou daquilo. O médico examinou a tromba do elefante, as patas. Virou o animal para um lado, para outro. Disse qualquer coisa sobre quimioterapia (e que no caso dele não recomendava, e por quê não) e radioterapia (e que no caso dele recomendava, e por que ).
Lá do fundo do oceano de silêncio onde David estava mergulhado, por um instante ele teve a impressão de que o elefante ia responder. Seu novo porta-voz de pedra verde, que falaria por ele, com uma voz pequena, mineral e ponderada. Já que as palavras de David pareciam estar enfiadas dentro de alguma gaveta, num canto do seu cérebro doente. Em meio à pressa e à desordem, ele não conseguia encontrá-las.
David tinha lido numa revista, muitos anos antes, que os elefantes abandonam sua manada ao sentir que a morte está próxima e vão sozinhos procurar um lugar onde não seja difícil encontrar água e abrigo. Os dentes se fragilizam, perdem a eficiência, e os animais vão buscar áreas pantanosas, onde encontram o alimento já amolecido. Parecia ser essa a origem do mito do cemitério de elefantes: era só uma coincidência geográfica, um lugar onde tentavam aliviar as dificuldades de enfrentar por si a última fase da vida. Era ali que, solitários, viam seu último dia e davam seu último suspiro, abandonando aquele colosso de corpo que antes parecia indestrutível. Elefantes não deveriam morrer. Masb morriam. Sobrava os ossos.
Terminada a consulta, ele apertou com sua mão fria a mão morna e segura do médico. A enfermeira, profissionalíssima, levou-o para tratar de todas as formalidades que continuavam existindo, a mesma teia de ordem, o mesmo seguir adiante. Havia papéis que devia assinar, agradecimentos que devia fazer, com sorrisos que não eram sorrisos, eram só contrações dos músculos do rosto. Ele pensou na embocadura do trompete. Ajeite os músculosc desse jeito, coloque a pressão correta, nem mais, nem menos, e sopre.
Não arrancou as roupas e saiu gritando pelas ruas, parte de um grupo de pessoas às quais finalmente se permitia certa falta de juízo. Não passou a mão na bunda da enfermeira que faziad o possível para fingir que não era bonita. Não subiu no telhado da clínica. Só o que fez foi procurar um café ali perto, surpreso com o modo como tudo continuava igual. O céuc não tinha ficado cor de abóbora, nem o chão tremia, nem godzillas pisoteavam os carros.
(Extraído e adaptado de Adriana Lisboa, Hanói. Rio de Janeiro: Objetiva, 2013. p.9-11. 522 palavras.)
Assinale a alteração referente a sinal de pontuação que seria INCORRETA no texto (desconsiderando as alterações necessárias de letras maiúsculas e minúsculas).
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Alguém tinha contado a David a história do sujeito diagnosticado com uma doença grave a quem o médico só havia dado um ano de vida: o doente pediu demissão do emprego, vendeu tudo o que tinha e foi gastar numa farra de dimensões épicas. Pouco depois, descobriu-se que o diagnóstico estava errado. Parece que o médico teve que enfrentar um processo, mas daí em diante a história perdia o interesse para David.
Ele pensava nisso ao observar o oncologista pegando um pequeno elefante de pedra verde que tinha em sua estante. Revirava-o entre as mãos enquanto falava. Era como se estivessem ali discutindo o caso do pequeno elefante de pedra, não o de David. Tratamentos disponíveis. Meses a mais, meses a menos, dependendo disso ou daquilo. O médico examinou a tromba do elefante, as patas. Virou o animal para um lado, para outro. Disse qualquer coisa sobre quimioterapia (e que no caso dele não recomendava, e por quê não) e radioterapia (e que no caso dele recomendava, e por que ).
Lá do fundo do oceano de silêncio onde David estava mergulhadoI, por um instante ele teve a impressão de que o elefante ia responder. Seu novo porta-voz de pedra verde, que falaria por ele, com uma voz pequena, mineral e ponderada. Já que as palavras de David pareciam estar enfiadas dentro de alguma gavetaII, num canto do seu cérebro doente. Em meio à pressa e à desordem, ele não conseguia encontrá-las.
David tinha lido numa revista, muitos anos antes, que os elefantes abandonam sua manada ao sentir que a morte está próxima e vão sozinhos procurar um lugar onde não seja difícil encontrar água e abrigo. Os dentes se fragilizam, perdem a eficiência, e os animais vão buscar áreas pantanosas, onde encontram o alimento já amolecido. Parecia ser essa a origem do mito do cemitério de elefantes: era só uma coincidência geográfica, um lugar onde tentavam aliviar as dificuldades de enfrentar por si a última fase da vida. Era ali que, solitários, viam seu último dia e davam seu último suspiro, abandonando aquele colosso de corpo que antes parecia indestrutível. Elefantes não deveriam morrer. Mas morriam. Sobrava os ossos.
Terminada a consulta, ele apertou com sua mão fria a mão morna e segura do médico. A enfermeira, profissionalíssima, levou-o para tratar de todas as formalidades que continuavam existindo, a mesma teia de ordem, o mesmo seguir adiante. Havia papéis que devia assinar, agradecimentos que devia fazer, com sorrisos que não eram sorrisos, eram só contrações dos músculos do rosto. Ele pensou na embocadura do trompete. Ajeite os músculos desse jeito, coloque a pressão correta, nem mais, nem menos, e sopre.
Não arrancou as roupas e saiu gritando pelas ruas, parte de um grupo de pessoas às quais finalmente se permitia certa falta de juízo. Não passou a mão na bunda da enfermeira que fazia o possível para fingir que não era bonita. Não subiu no telhado da clínica. Só o que fez foi procurar um café ali perto, surpreso com o modo como tudo continuava igual. O céu não tinha ficado cor de abóbora, nem o chão tremia, nem godzillas pisoteavam os carrosIII.
(Extraído e adaptado de Adriana Lisboa, Hanói. Rio de Janeiro: Objetiva, 2013. p.9-11. 522 palavras.)
O texto usa, como recursos expressivos, elementos de linguagem figurada e elementos da imaginação e das reflexões de David. Quanto a esses recursos, analise as assertivas abaixo:
I. O trecho Lá do fundo do oceano de silêncio onde David estava mergulhado contém elementos imaginados por David.
II. O trecho as palavras de David pareciam estar enfiadas dentro de alguma gaveta contém elementos de linguagem figurada.
III. O trecho O céu não tinha ficado cor de abóbora, nem o chão tremia, nem godzillas pisoteavam os carros contém elementos das reflexões de David.
Quais estão corretas?
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Alguém tinha contado a David a história do sujeito diagnosticado com uma doença grave a quem o médico só havia dado um ano de vida: o doente pediu demissão do emprego, vendeu tudo o que tinha e foi gastar numa farra de dimensões épicas. Pouco depois, descobriu-se que o diagnóstico estava errado. Parece que o médico teve que enfrentar um processo, mas daí em diante a história perdia o interesse para David.
Ele pensava nisso ao observar o oncologista pegando um pequeno elefante de pedra verde que tinha em sua estante. Revirava-o entre as mãos enquanto falava. Era como se estivessem ali discutindo o caso do pequeno elefante de pedra, não o de David. Tratamentos disponíveisa. Meses a mais, meses a menos, dependendo disso ou daquilob. O médico examinou a tromba do elefante, as patas. Virou o animal para um lado, para outro. Disse qualquer coisa sobre quimioterapia (e que no caso dele não recomendava, e por quê não) e radioterapia (e que no caso dele recomendava, e por que ).
Lá do fundo do oceano de silêncio onde David estava mergulhado, por um instante ele teve a impressão de que o elefante ia responder. Seu novo porta-voz de pedra verde, que falaria por ele, com uma voz pequena, mineral e ponderadac. Já que as palavras de David pareciam estar enfiadas dentro de alguma gaveta, num canto do seu cérebro doented. Em meio à pressa e à desordem, ele não conseguia encontrá-lase.
David tinha lido numa revista, muitos anos antes, que os elefantes abandonam sua manada ao sentir que a morte está próxima e vão sozinhos procurar um lugar onde não seja difícil encontrar água e abrigo. Os dentes se fragilizam, perdem a eficiência, e os animais vão buscar áreas pantanosas, onde encontram o alimento já amolecido. Parecia ser essa a origem do mito do cemitério de elefantes: era só uma coincidência geográfica, um lugar onde tentavam aliviar as dificuldades de enfrentar por si a última fase da vida. Era ali que, solitários, viam seu último dia e davam seu último suspiro, abandonando aquele colosso de corpo que antes parecia indestrutível. Elefantes não deveriam morrer. Mas morriam. Sobrava os ossos.
Terminada a consulta, ele apertou com sua mão fria a mão morna e segura do médico. A enfermeira, profissionalíssima, levou-o para tratar de todas as formalidades que continuavam existindo, a mesma teia de ordem, o mesmo seguir adiante. Havia papéis que devia assinar, agradecimentos que devia fazer, com sorrisos que não eram sorrisos, eram só contrações dos músculos do rosto. Ele pensou na embocadura do trompete. Ajeite os músculos desse jeito, coloque a pressão correta, nem mais, nem menos, e sopre.
Não arrancou as roupas e saiu gritando pelas ruas, parte de um grupo de pessoas às quais finalmente se permitia certa falta de juízo. Não passou a mão na bunda da enfermeira que fazia o possível para fingir que não era bonita. Não subiu no telhado da clínica. Só o que fez foi procurar um café ali perto, surpreso com o modo como tudo continuava igual. O céu não tinha ficado cor de abóbora, nem o chão tremia, nem godzillas pisoteavam os carros.
(Extraído e adaptado de Adriana Lisboa, Hanói. Rio de Janeiro: Objetiva, 2013. p.9-11. 522 palavras.)
O texto também faz uso expressivo de fragmentos de período – segmentos terminados em ponto final que não são períodos completos. Qual alternativa NÃO contém um fragmento de período?
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Em julho de 1948, Nelson Rodrigues lançou mais uma novela de “Suzana Flag”: “Núpcias de fogo”. O primeiro capítulo saiu simultaneamente em “O Cruzeiro” e “O Jornal”, e o folhetim seguiu depois no matutino. Os leitores pareciam não se cansar de “Suzana Flag” – Nelson é que já não a tolerava mais. Estava com a cabeça definitivamente no teatro e só continuava escrevendo folhetins ....porque......... precisava sustentar-se. Em 1949, Freddy Chateaubriand trocou sua função de diretor de “O Jornal” pelo comando no “Diário da Noite” e levou Nelson com ele. A pedido de Nelson, deixaram “Suzana Flag” para trás, congelada e morta.
Mas Nelson não ficou livre. Em lugar de “Suzana Flag”, Freddy inventou “Myrna”, a nova máscara feminina de Nelson Rodrigues. Dava na mesma, exceto que “Myrna” teria um concorrente à altura no “Diário da Noite”: o folhetim “Giselle, a espiã nua que abalou Paris”, assinado por “Giselle de Monfort” – na verdade, David Nasser – e ilustrado com fotos moderadamente eróticas de Jean Manzon, com modelos cariocas. Talvez por essaa, talvez por outras razões, “Myrna” não conheceu a glória longeva de “Suzana Flag”b. Viveu apenas um ano, durante o qual produziub “A mulher que amou demais” – e propiciou a Freddy Chateaubriand uma ideia que ele não tivera em “O Jornal”.
A correspondência de “Myrna”c era tão descomunal que era uma pena não transformá-lac num “correio sentimental”. Ei, e .....por...que.... não? As leitoras acreditavam em “Myrna” e escreviam contando suas brigas com a mãe ou com o namorado, pedindo conselhosd. Nelson poderia responder-lhesc, com a solidariedade que sempre dispensara ....às.... mulheres – e faturando mais alguma grana. A seção se chamaria “Myrna escreve” e teria a ilustração de uma mulher com os olhos tarjados; Nelson escreveria na primeira pessoa do feminino.
Numa das cartas, a leitora contava que, mal conhecera um rapaz, apaixonou-se por ele e lhe emprestou um valioso anel; o namorado pôs o anel no prego, jogou nos cavalos e ficou sem dinheiro para resgatar a cautela; a mãe obrigou-a a largar o rapaz e lhe raspou a cabeça, para que tão cedo não saísse de casa. A moça perguntava a “Myrna”: “Pode-se amar um ladrão?”
Nelson, lixando unhas invisíveis, respondeu: “Ai de nós, Fulana! Uma mulher pode, perfeitamente, gostar de um ladrão. Por um motivo: o coração não enxerga um palmo adiante do nariz. Se ele só se inclinasse por rapazes direitos, estaria tudo salvo. De onde resultam as tragédias amorosas? Precisamente, do fato de que ninguém escolhe certo, mas escolhe, quase sempre, errado. Vou mais longe: a gente não escolhe certo, nem errado. A gente não escolhe.
“Gostamos e deixamos de gostar, por uma série de fatores estranhos à nossa vontade. De forma que, em realidade, tudo é uma pura e simples questão de sorte. Às vezes coincide que o nosso amor seja um cidadão seríssimo, respeitadore, cumpridor dos deveres. Foi o quê? Uma escolha consciente? Uma seleção hábil? Não, em absoluto. Foi sortee, nada mais que sorte. A mulher pode amar, segundo sua estrela, um escafandrista, um domador, um trocador de ônibus ou um príncipe. A você, Fulana, coube a seguinte sorte: amar um ladrão.”
(Extraído e adaptado de Rui Castro, O Anjo Pornográfico:
A Vida de Nelson Rodrigues. São Paulo: Companhia das Letras, 1992. p.219-220. 517 palavras.)
Assinale a alternativa em que a relação de referência está correta.
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Em julho de 1948, Nelson Rodrigues lançou mais uma novela de “Suzana Flag”: “Núpcias de fogo”. O primeiro capítulo saiu simultaneamente em “O Cruzeiro” e “O Jornal”, e o folhetim seguiu depois no matutino. Os leitores pareciam não se cansar de “Suzana Flag” – Nelson é que já não a tolerava mais. Estavaa com a cabeça definitivamente no teatro e só continuava escrevendo folhetins ....porque......... precisava sustentar-se. Em 1949, Freddy Chateaubriand trocou sua função de diretor de “O Jornal” pelo comando no “Diário da Noite” e levou Nelson com ele. A pedido de Nelson, deixaram “Suzana Flag” para trás, congelada e morta.
Mas Nelson não ficou livre. Em lugar de “Suzana Flag”, Freddy inventou “Myrna”, a nova máscara feminina de Nelson Rodrigues. Dava na mesma, exceto que “Myrna” teria um concorrente à altura no “Diário da Noite”: o folhetimb “Giselle, a espiã nua que abalou Paris”, assinado por “Giselle de Monfort” – na verdade, David Nasser – e ilustrado com fotos moderadamente eróticas de Jean Manzon, com modelos cariocas. Talvez por essa, talvez por outras razões, “Myrna” não conheceu a glória longeva de “Suzana Flag”. Viveu apenas um ano, durante o qual produziu “A mulher que amou demais” – e propiciou a Freddy Chateaubriand uma ideia que ele não tivera em “O Jornal”.
A correspondência de “Myrna” era tão descomunal que era uma pena não transformá-la num “correio sentimental”. Ei, e .....por...que.... não? As leitoras acreditavam em “Myrna” e escreviam contando suas brigas com a mãe ou com o namorado, pedindo conselhos. Nelson poderia responder-lhes, com a solidariedade que sempre dispensara ....às.... mulheres – e faturando mais alguma grana. A seção se chamaria “Myrna escreve” e teria a ilustração de uma mulher com os olhos tarjados; Nelsonc escreveria na primeira pessoa do feminino.
Numa das cartas, a leitora contava que, mal conhecera um rapaz, apaixonou-se por ele e lhe emprestou um valioso anel; o namorado pôs o anel no prego, jogou nos cavalos e ficou sem dinheiro para resgatar a cautela; a mãe obrigou-a a largar o rapaz e lhe raspou a cabeça, para que tão cedo não saísse de casa. A moça perguntava a “Myrna”: “Pode-se amar um ladrão?”
Nelson, lixando unhas invisíveis, respondeu: “Ai de nós, Fulana! Uma mulher pode, perfeitamente, gostar de um ladrão. Por um motivo:d o coração não enxerga um palmo adiante do nariz. Se ele só se inclinasse por rapazes direitos, estaria tudo salvo. De onde resultam as tragédias amorosas? Precisamente, do fato de que ninguém escolhe certo, mas escolhe, quase sempre, errado. Vou mais longe: a gente não escolhe certo, nem errado. A gente não escolhe.
“Gostamos e deixamos de gostar, por uma série de fatores estranhos à nossa vontade. De forma quee, em realidade, tudo é uma pura e simples questão de sorte. Às vezes coincide que o nosso amor seja um cidadão seríssimo, respeitador, cumpridor dos deveres. Foi o quê? Uma escolha consciente? Uma seleção hábil? Não, em absoluto. Foi sorte, nada mais que sorte. A mulher pode amar, segundo sua estrela, um escafandrista, um domador, um trocador de ônibus ou um príncipe. A você, Fulana, coube a seguinte sorte: amar um ladrão.”
(Extraído e adaptado de Rui Castro, O Anjo Pornográfico:
A Vida de Nelson Rodrigues. São Paulo: Companhia das Letras, 1992. p.219-220. 517 palavras.)
Assinale a alteração referente a sinal de pontuação que seria INCORRETA no texto.
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Quanto aos prazos processuais no processo do trabalho, nos termos da legislação vigente, analise as assertivas abaixo e assinale a alternativa correta.
I. Os prazos são contínuos, com exclusão do dia do começo e inclusão do dia do vencimento, com possibilidade de prorrogação nas seguintes hipóteses: quando o juiz entender necessário ou em virtude de força maior, devidamente comprovada.
II. Os prazos são contados em dias úteis, com exclusão do dia do começo e inclusão do dia do vencimento, sem possibilidade de prorrogação, considerando o caráter peremptório dos prazos processuais trabalhistas.
III. Constituem privilégio da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e das autarquias ou fundações de direito público federais, estaduais ou municipais que não explorem atividade econômica: o prazo em quádruplo para recurso e em dobro para contestação.
IV. Não há em qualquer hipótese de distinção nos prazos processuais concedidos à Fazenda Pública, ao Ministério Público e à Pessoa Jurídica de Direito Privado, considerando o princípio processual da igualdade das partes.
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Analise as assertivas abaixo transcritas:
I. Segundo entendimento consolidado do Superior Tribunal de Justiça, dada a taxatividade mitigada do rol de hipóteses de cabimento do agravo de instrumento, é admissível a interposição de tal recurso nos casos em que verificada a urgência decorrente da inutilidade do julgamento da questão no recurso de apelação.
II. Tanto nos processos que tramitam em autos físicos quanto naqueles que tramitam em autos eletrônicos, são dispensados de preparo, inclusive porte de remessa e de retorno, os recursos interpostos pelo Estado do Rio Grande do Sul.
III. A desistência do recurso anteriormente interposto depende da anuência daqueles que figurem em litisconsórcio com o recorrente.
Quais estão corretas?
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Após as alterações levadas a cabo pela Emenda Constitucional nº 103/2019, o texto permanente da Constituição Federal autoriza excepcionalmente a adoção facultativa de requisitos e critérios diferenciados para a concessão de benefícios previdenciários do Regime Próprio de Previdência Social, nos seguintes termos:
I. Por meio de edição de lei complementar do ente federativo, idade e tempo de contribuição diferenciados para aposentadoria de servidores cujas atividades sejam exercidas com efetiva exposição a agentes químicos, físicos e biológicos prejudiciais à saúde, ou associação desses agentes, permitida a caracterização por categoria profissional ou ocupação.
II. Por meio de edição de lei complementar do ente federativo, redução da idade mínima em até 5 (cinco) anos em relação a 62 (sessenta e dois) de idade, se mulher, e 65 (sessenta e cinco) de idade, se homem, para os ocupantes do cargo de professor, desde que comprovem efetivo exercício do magistério na educação infantil, no ensino fundamental, médio e superior.
III. Por meio de edição de lei complementar do ente federativo, idade e tempo de contribuição diferenciado para aposentadoria de servidores com deficiência, desde que previamente submetidos à avaliação biopsicossocial realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar.
Quais estão corretas?
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Alguém tinha contado a David a história do sujeito diagnosticado com uma doença grave a quem o médico só havia dado um ano de vida: o doente pediu demissão do emprego, vendeu tudo o que tinha e foi gastar numa farra de dimensões épicas. Pouco depois, descobriu-se que o diagnóstico estava errado. Parece que o médico teve que enfrentar um processo, mas daí em diante a história perdia o interesse para David.
Ele pensava nisso ao observar o oncologista pegando um pequeno elefante de pedra verde que tinha em sua estante. Revirava-o entre as mãos enquanto falava. Era como se estivessem ali discutindo o caso do pequeno elefantea de pedra, não o de David. Tratamentos disponíveis. Meses a mais, meses a menos, dependendo disso ou daquilo. O médico examinou a tromba do elefante, as patas. Virou o animalb para um lado, para outro. Disse qualquer coisa sobre quimioterapia (e que no caso deleb não recomendava, e por que não) e radioterapia (e que no caso dele recomendava, e por quê ).
Lá do fundo do oceano de silêncio onde David estava mergulhado, por um instante ele teve a impressão de que o elefante ia responder. Seu novo porta-vozc de pedra verde, que falaria por ele, com uma voz pequena, mineral e ponderada. Já que as palavras de David pareciam estar enfiadas dentro de alguma gaveta, num canto do seu cérebro doente. Em meio à pressa e à desordem, elec não conseguia encontrá-las.
David tinha lido numa revista, muitos anos antes, que os elefantes abandonam sua manada ao sentir que a morte está próxima e vão sozinhos procurar um lugar onde não seja difícil encontrar água e abrigo. Os dentes se fragilizam, perdem a eficiência, e os animais vão buscar áreas pantanosas,d onde encontram o alimento já amolecido. Parecia ser essad a origem do mito do cemitério de elefantes: era só uma coincidência geográfica, um lugar onde tentavam aliviar as dificuldades de enfrentar por si a última fase da vida. Era ali que, solitários, viam seu último dia e davam seu último suspiro, abandonando aquele colosso de corpo que antes parecia indestrutível. Elefantes não deveriam morrer. Mas morriam. Sobravam os ossos.
Terminada a consulta, ele apertou com sua mão fria a mão morna e segura do médico. A enfermeirae, profissionalíssima, levou-o para tratar de todas as formalidades que continuavam existindo, a mesma teia de ordem, o mesmo seguir adiante. Havia papéis que devia assinar,e agradecimentos que devia fazer, com sorrisos que não eram sorrisos, eram só contrações dos músculos do rosto. Ele pensou na embocadura do trompete. Ajeite os músculos desse jeito, coloque a pressão correta, nem mais, nem menos, e sopre.
Não arrancou as roupas e saiu gritando pelas ruas, parte de um grupo de pessoas às quais finalmente se permitia certa falta de juízo. Não passou a mão na bunda da enfermeira que fazia o possível para fingir que não era bonita. Não subiu no telhado da clínica. Só o que fez foi procurar um café ali perto, surpreso com o modo como tudo continuava igual. O céu não tinha ficado cor de abóbora, nem o chão tremia, nem godzillas pisoteavam os carros.
(Extraído e adaptado de Adriana Lisboa, Hanói. Rio de Janeiro: Objetiva, 2013. p.9-11. 522 palavras.)
Assinale a alternativa em que a relação de referência está correta.
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