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O carro parou em frente a uma casa em Duque de Caxias, na região metropolitana do Rio de Janeiro. Janyra Oliveira-Costa atravessou o quintal e entrou pela porta dos fundos, que dava direto para a cozinha de azulejos brancos. Seu olhar foi imediatamente atraído para um canto do ambiente. Pendurado pelo pescoço numa viga do teto, um homem inerte a encarava. Tinha uns 30 anos, vestia calça jeans e regata branca bastante sujas.

Janyra aproximou-se do corpo para examinar os sinais de putrefação no enforcado. Sacou uma câmera, fotografou o rosto já mole e deformado e coletou vestígios, interessada nas larvas e pupas que jaziam no chão. Estava ansiosa para voltar ao laboratório, onde submeteria aqueles rastros à análise para tentar reconstituir a morte.

Janyra é uma bióloga carioca de 48 anos, especializada no estudo de insetos, a entomologia. É funcionária da Polícia Civil há 26 anos. Coordena um laboratório de perícia entomológica no Instituto de Criminalística Carlos Éboli, no centro do Rio. Em uma manhã recente, vestia um tubinho de algodão laranja sob o jaleco, equilibrada sem esforço sobre tamancos com quase 7 centímetros de salto.

Moscas, borboletas, besouros e baratas de borracha enfeitam a porta da geladeira de seu laboratório. A equipe de sete pessoas que trabalha ali estuda insetos encontrados em cenas de homicídio, no cativeiro de sequestros e em asilos com suspeita de maus-tratos a idosos. Os bichos recolhidos ajudam a esclarecer detalhes sobre o crime e, em alguns casos, permitem até apontar o culpado.

No caso do crime de Caxias, a perita analisou as larvas coletadas sob o cadáver e calculou seu tempo de vida. O resultado permitiu determinar quanto tempo havia que o homem estava morto: quinze dias. “Quando o cadáver é pendurado, a decomposição é mais lenta, porque a gravidade não deixa os insetos se segurarem para comer a pele”, explicou Janyra.

A bióloga guarda com nitidez a imagem das larvas observadas no microscópio, mas não se lembra da fisionomia do cadáver. Interessada pelo estudo entomológico, ela não 40 acompanhou o desfecho do caso. “Nem sei o que se deu depois”, admitiu. “O cadáver para mim é só uma ferramenta de trabalho.”

Luiza Miguez. Insetos legistas. In: Piauí, n.º 76, jan./2013 (com adaptações).

A respeito das ideias e das estruturas linguísticas do texto acima, julgue o item.

Dada a presença do termo “não” no período, o deslocamento da partícula “se” para logo depois da forma verbal “lembra” prejudicaria a correção gramatical do período.

 

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Jovens e inteligentes, os membros dessa verdadeira tropa de elite da polícia brasileira, para resolver alguns dos casos mais misteriosos do país, usam o cérebro, e não a força física. Ainda que todos carreguem armas na cintura, o principal instrumento de trabalho dos peritos são potentes microscópios, lanternas, computadores, lupas e outros equipamentos que chegam a custar R$ 3 milhões — um kit que não ficaria atrás dos utilizados por James Bond.
Grupos parecidos com esses fazem parte da polícia em quase todos os estados do Brasil e, nos últimos anos, passaram a dispor de investimentos maiores e equipamentos como os usados por investigadores do seriado CSI, um fenômeno que chega a reunir 25 milhões de americanos em frente à TV a cada episódio. O seriado, em que policiais coletam provas na cena do crime e as levam para laboratórios superequipados, vem atraindo gente para a profissão de perito também no Brasil. Os peritos lidam com procedimentos científicos avançados e tecnologia de ponta e usam a lógica para reconstruir a cena do crime.
Entretanto, nem sempre a vida imita a arte. Mesmo os laboratórios mais bem equipados do país não se parecem com os cenários do CSI e os peritos não conseguem chegar ao local do crime em minutos — às vezes demoram horas — nem emitem laudos de DNA em apenas um dia. O próximo passo desses profissionais no Brasil, porém, assemelha-se, novamente, a uma criação da TV: Cold Case, em que investigadores reabrem casos antigos para encontrar culpados usando procedimentos que não existiam na época do crime. Recentemente, a polícia de São Paulo reabriu processos para identificar autores de crimes cometidos desde 1999. Com a ajuda de exames de DNA, mais de mil casos já foram resolvidos, em sua maioria, crimes sexuais. Os novos equipamentos permitem reprocessar evidências e finalmente colocar na prisão os culpados. Prova de que a tecnologia pode ser mais poderosa que o crime.
Fabiana Corrêa e Jones Rossi. A nova tropa de elite. In: Galileu, jun./2010 (com adaptações).
Julgue o item, referente às ideias e aos aspectos linguísticos do texto acima.
O texto, visa informar o leitor a respeito da atividade de perícia criminal.
 

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Uma tecnologia desenvolvida pelo Instituto de Química da Universidade de Brasília (UnB) aumenta a precisão da perícia criminal e baixa seus custos. O grupo, formado por pesquisadores, alunos e peritos da Polícia Federal, desenvolveu marcadores visuais que possibilitam rastrear um projétil, identificar a distância de um tiro em até 12 metros do local do disparo e apontar a estatura do atirador.
O sistema usa uma substância luminescente misturada à pólvora da bala, que, exposta à luz ultravioleta, marca toda a cena do crime e facilita o trabalho dos peritos. Os testes com os marcadores apresentam índices próximos a 100% de acerto e podem revolucionar os sistemas periciais adotados internacionalmente.
A tecnologia começou a ser estudada em 2008, na Universidade Federal de Pernambuco, e, posteriormente, na UnB. Desde então, foram firmadas parcerias com diversas áreas da Polícia Federal, entre elas o Instituto Nacional de Criminalística (INC). “Parte dos testes são feitos dentro do INC, e outra nos laboratórios da UnB. Temos resultados precisos e mais eficazes que os métodos realizados atualmente pelas polícias do Brasil e do mundo”, ressaltou um dos pesquisadores do grupo.
Na realidade brasileira, um perito criminal faz o exame de detecção de tiros por métodos colorimétricos. Ele utiliza substâncias que reagem ao entrar em contato com o chumbo, o bário e o antimônio (componentes de um projétil), mas não diferenciam a origem desses elementos. “Não é possível saber se veio do tiro ou de uma contaminação ocupacional. Ou seja, se um mecânico entrou em contato com essas substâncias no trabalho, não será possível diferenciá-las das dos disparos”, explicou o pesquisador.
Manoela Alcântara. Tecnologia da UnB
revoluciona perícias. 18/1/2013 Internet: <www.correiobraziliense.com.br> (com adaptações).
Acerca das estruturas linguísticas do texto acima, julgue o item que se segue
No texto, o termo “projétil” está empregado como sinônimo de “bala”
 

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2468365 Ano: 2013
Disciplina: Física
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: POLC-AL
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Enunciado 2468365-1
Um carro de massa M que se desloca com velocidade original v sofreu uma frenagem e percorreu uma distância d até parar, conforme representado na figura I. Para se testar o travamento das rodas desse carro, utilizaram-se os diferentes mecanismos hidráulicos representados na figura II, os quais se constituem de êmbolos com pistões circulares de raios múltiplos de R, com os condutos preenchidos com um óleo incompressível. O menor êmbolo é pressionado pelo motorista e o óleo confinado atua transmitindo a força para a extremidade de maior área.
Considerando o conjunto de informações acima, julgue o item a seguir.
Para se determinar a velocidade original em função da distância de frenagem, a seguinte relação é válida: !$ \sqrt{2g \mu d} !$ , em que !$ \mu !$ é o coeficiente de atrito entre os pneus e o chão.
 

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2468361 Ano: 2013
Disciplina: Física
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: POLC-AL
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Enunciado 2468361-1
A figura acima apresenta um capacitor de placas circulares metálicas paralelas de área !$ A = \pi r^2 !$, em que !$ r !$ é o raio de cada placa, separadas por uma distância d e um fio que transporta uma corrente I responsável pelo carregamento do capacitor. Nessa figura, G1, G2 e G3 são superfícies de Gauss, consideradas cilíndricas, de área de base !$ \triangle A !$, colocadas em diferentes posições do capacitor. Considerando as informações acima, julgue o item a seguir.
Os efeitos de borda podem ser desprezados se !$ d\,\, \ge\,\,r !$
 

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2467969 Ano: 2013
Disciplina: Física
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: POLC-AL
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O estudo das ondas em uma corda de comprimento finito e presa nas extremidades, esticada ao longo do eixo x, revela que a corda só comporta um número discreto de frequências de oscilação. Um resultado análogo é obtido quando se estuda as ondas de matéria, descritas pela mecânica quântica.
Considerando as informações acima apresentadas e as propriedades da onda de matéria associada a um elétron não relativístico, confinado a uma região do espaço em um poço de potencial unidimensional infinito, descrito pela energia potencial !$ U(x) !$, dada por !$ U = 0 !$ para !$ 0>x>L !$ e !$ U \rightarrow \infty !$, para !$ x <0 !$ e !$ x>L !$, julgue o item a seguir.
Resolvendo a equação de onda para o potencial U(x), conclui-se que não é permitido ao elétron possuir qualquer energia, mas apenas um conjunto discreto de energias.
 

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2467800 Ano: 2013
Disciplina: Física
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: POLC-AL
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Considere uma onda eletromagnética cujo campo elétrico é descrito por !$ \vec{E} = E_0 sen( Kx - \omega t) \hat{j} !$, em que e !$ \vec{K} = K \vec{i} !$, !$ | \vec{K}| = 6,28 x10^7 m^{-1} !$ e !$ E_0 6\,V/m !$ e que !$ \vec{i} !$ e !$ \vec{j} !$ sejam vetores unitários nas direções x e y, respectivamente. Considere, ainda, que a velocidade da luz seja igual a !$ c = 3 x 10^8 m/s !$. Com nessas informações, julgue o item que se segue.
A intensidade da onda corresponde ao valor médio no tempo do módulo do vetor de Poynting.
 

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2467687 Ano: 2013
Disciplina: Física
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: POLC-AL
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Considere que um bloco de 0,5 kg oscile ao longo do eixo x sobre uma superfície sem atrito, preso a uma mola ideal. Considere, ainda, que a equação !$ v_x (t) = 4sen(8 \pi t - \pi /2) !$ descreva a velocidade do bloco em função do tempo, em que o comprimento é dado em metros e o tempo em segundos. Acerca do movimento desse bloco, julgue o item seguinte.
A constante elástica da mola é igual a !$ 32 \pi^2 N/m !$
 

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2467673 Ano: 2013
Disciplina: Física
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: POLC-AL
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Acerca das propriedades térmicas de um dado sistema, julgue o item subsecutivo.
As propriedades que são funções do estado de equilíbrio termodinâmico de um dado sistema não dependem da maneira pela qual tal equilíbrio é atingido.
 

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2467196 Ano: 2013
Disciplina: Física
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: POLC-AL
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Acerca das propriedades térmicas de um dado sistema, julgue o item subsecutivo.
Em um sistema que opera segundo o ciclo de Carnot, a razão entre o trabalho realizado e o calor recebido pelo referido sistema depende unicamente das temperaturas dos reservatórios térmicos a que o sistema está ligado.
 

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