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Foram encontradas 90 questões.

4128683 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: PPS

Para responder à questão, leia o texto a seguir, parte de um artigo de Thiago Camelo sobre usos linguísticos.

 

Não tenho certeza se conscientemente já incorporei alguma mudança lexical ou sintática no que escrevo. Acho que é um processo mais natural. Os modernistas, Mário de Andrade especialmente, brigavam pela colocação do pronome à frente do verbo, a próclise. É de fato muito mais coerente com o modo de falar brasileiro – nossa dicção, estilo, lógica. Mário de Andrade conscientemente jogava o pronome para o início da frase. Eu simplesmente o coloco, sem pensar muito. Mas é certo que só faço isso porque sujeitos como Mário de Andrade se rebelaram contra a gramática portuguesa do início do século XX. Até hoje nos manuais é ensinado que não se deve começar frase com pronome átono. Isso não faz mais sentido.

 

(CAMELO, Thiago. Uso da língua dobra os manuais.

O Globo, 28.04.2008. Adaptado)

 

Conforme as ideias e informações apresentadas no artigo, a colocação pronominal defendida pelos modernistas e condenada pelos manuais de gramática encontra-se em:

 

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4128682 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: PPS

O texto a seguir é a introdução de uma resenha sobre o filme Barbie, lançado em 2023.

 

Me preparo para escrever sobre a Barbie. Para dizer que me emocionei com o filme. Que o achei esperto, corajoso, transgressor. Que, sim, gosto de rosa. Que talvez desaponte feministas. E machistas. Homens, mulheres. Amigos de esquerda, cinéfilos, intelectuais, amigas radicalmente contra a boneca. E toda a gente que torce o nariz para tudo o que é pop. E que está na moda.

 

(RIBEIRO, Maria. Talvez desaponte feministas, machistas e cinéfilos:

me emocionei com a Barbie. Universa UOL. Publicado em 25/7/2023.

Disponível em: https://www.uol.com.br/. Adaptado)

 

Na elaboração desse texto, vemos o uso de

 

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4128681 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: PPS

Considere os textos a seguir.

 

Enunciado 4654882-1

 

Texto II

 

procrastinar (verbo): transferir para outro dia ou deixar para depois; adiar, delongar, postergar.

 

(Dicionário Houaiss (versão online). Disponível em: https://houaiss.uol.com.br/

corporativo/apps/uol_www/v6-1/html/index.php#1. Adaptado)

 

A partir do exame dos dois textos, podemos analisar a palavra “procafeinar” como

 

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4128680 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: PPS

O texto seguinte foi publicado pela revista “Superinteressante” como resposta à dúvida de um leitor sobre o nível de complexidade das línguas.

 

A complexidade de uma língua tem a ver com

o número de palavras?

 

NÃO. Até porque um falante nativo usa uma fração minúscula do vocabulário da sua língua: o brasileiro médio sabe algo entre mil e 2 mil palavras, enquanto a 1a edição do dicionário Aurélio, de 1987, tinha 115 mil verbetes. Não existem línguas objetivamente mais complexas – apenas idiomas mais ou menos fáceis de aprender em relação a outros. Temos mais facilidade com o francês, por exemplo, do que com o japonês – já que a gramática, o vocabulário e a prosódia (musicalidade) dos francófonos é mais parecida com a nossa.

 

(Oráculo. Superinteressante. Edição 454, agosto de 2023,

Editora Abril, p. 63)

 

No texto, a palavra “objetivamente” é usada para indicar que

 

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4128679 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: PPS

O anúncio a seguir foi publicado no jornal O Farol Paulistano em 6 de agosto de 1828.

 

João Rost, Cirurgião Dentista, approvado por varias faculdades de Medicina tem a honra de avizar a este respeitavel publico, que ele tira, alimpa, chumba dentes, e os faz claros por sujos que elles sejão, e tambem transplanta os dente da frente como naturaes, ou ainda mais fortes, sendo a pessoa livre de molestias chrónicas. Tambem em sua casa se vende elixir antiscorbútico para tirar a dôr de dentes, a sua moradia é na Rua de Santa Thereza número 10, e também está prompto a ir a qualquer casa aonde o mandem chamar.

 

(Guedes, Marymarcia & Berlinck, Rosane (orgs). (2000)

E os preços eram commodos... Anúncios de jornais brasileiros – século XIX.

São Paulo: Humanitas – FFLCH/USP. p. 358. Adaptado)

 

Do exame do anúncio, pode-se depreender que

 

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4128678 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: PPS

Leia o texto a seguir, parte de uma matéria sobre o livro “Outlive: a arte e a ciência de viver melhor”, do cirurgião Petter Attia.

 

O que a Medicina 3.0 é capaz de fazer por nós?

 

Era uma vez a Medicina 1.0: se você tivesse enxaquecas frequentes, poderia receber uma trepanação craniana (sim, uma perfuração no crânio). A sangria era amplamente utilizada, mesmo para quem sofresse de anemia. E, desconhecendo os micro-organismos que nos rodeiam – e inclusive nos habitam – médicos estudavam cadáveres de manhã e realizavam partos à tarde, infectando jovens mães. A Medicina 2.0 descobriu as bactérias, criou as vacinas e abriu caminho para o aumento da longevidade. No entanto, para o cirurgião oncológico Peter Attia, cujo livro “Outlive: a arte e a ciência de viver mais e melhor” acaba de ser lançado em português, não avançaremos sem a Medicina 3.0, fundamentada na prevenção. “A Medicina 2.0 erradicou doenças mortais, mas a Medicina 3.0 foca na saúde a longo prazo, com uma abordagem personalizada, porque cada pessoa é única. Nossa longevidade é mais maleável do que pensamos e prevenção é a chave”, afirma o cirurgião.

 

(TAVARES, Maria. O que a Medicina 3.0 é capaz de fazer por nós?

G1 – Bem estar. 31.08.2023. Disponível em: https://g1.globo.com/. Adaptado)

 

Do ponto de vista sintático-semântico, o uso de caracteres numéricos no texto tem a função de

 

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4128677 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: PPS

Para responder à questão, leia a tira a seguir.

 

Enunciado 4654878-1

Na construção do sentido da tira, é possível afirmar que os itens antes e depois servem para

 

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4128676 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: PPS

Leia o texto a seguir, parte introdutória de uma crônica da Martha Medeiros, para responder à questão.

 

Você tem o direito de discordar do que penso. Talvez tenha se decepcionado com algum texto do passado e nunca mais tenha restabelecido contato comigo nas redes sociais. [...] Mas você não tem o poder de me cancelar. Ninguém cancela ninguém, é só um verbo da moda.

 

Se não foi comigo, foi com outra pessoa. Você discordou das posições de um humorista, de uma influencer, de um jornalista. Só que eles continuam existindo à sua e à nossa revelia, pois você e eu não temos o poder de aniquilar a carreira de ninguém, a não ser que a própria pessoa tenha colaborado muito para isso – sendo negligente, mentirosa, corrupta, sei lá. Uma opinião atravessada não é suficiente, e deixar de segui-la nas redes gera apenas uma falsa ilusão de fracasso. Realidade: a maioria dos seguidores volta, porque a razão de seguir era mais forte do que o desdém temporário.

 

(MEDEIROS, Martha. Só quem pode me cancelar sou eu.

O Globo, Revista Ela, 03.09.2023, p. 9. Adaptado)

 

No texto, o verbo “cancelar” assume o seguinte sentido:

 

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4128675 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: PPS

Leia o texto a seguir, parte introdutória de uma crônica da Martha Medeiros, para responder à questão.

 

Você tem o direito de discordar do que penso. Talvez tenha se decepcionado com algum texto do passado e nunca mais tenha restabelecido contato comigo nas redes sociais. [...] Mas você não tem o poder de me cancelar. Ninguém cancela ninguém, é só um verbo da moda.

 

Se não foi comigo, foi com outra pessoa. Você discordou das posições de um humorista, de uma influencer, de um jornalista. Só que eles continuam existindo à sua e à nossa revelia, pois você e eu não temos o poder de aniquilar a carreira de ninguém, a não ser que a própria pessoa tenha colaborado muito para isso – sendo negligente, mentirosa, corrupta, sei lá. Uma opinião atravessada não é suficiente, e deixar de segui-la nas redes gera apenas uma falsa ilusão de fracasso. Realidade: a maioria dos seguidores volta, porque a razão de seguir era mais forte do que o desdém temporário.

 

(MEDEIROS, Martha. Só quem pode me cancelar sou eu.

O Globo, Revista Ela, 03.09.2023, p. 9. Adaptado)

 

A locução “só que” poderia ser substituída, sem alterar o sentido do texto, por:

 

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4128674 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: PPS

Leia o texto a seguir, parte introdutória de uma crônica da Martha Medeiros, para responder à questão.

 

Você tem o direito de discordar do que penso. Talvez tenha se decepcionado com algum texto do passado e nunca mais tenha restabelecido contato comigo nas redes sociais. [...] Mas você não tem o poder de me cancelar. Ninguém cancela ninguém, é só um verbo da moda.

 

Se não foi comigo, foi com outra pessoa. Você discordou das posições de um humorista, de uma influencer, de um jornalista. Só que eles continuam existindo à sua e à nossa revelia, pois você e eu não temos o poder de aniquilar a carreira de ninguém, a não ser que a própria pessoa tenha colaborado muito para isso – sendo negligente, mentirosa, corrupta, sei lá. Uma opinião atravessada não é suficiente, e deixar de segui-la nas redes gera apenas uma falsa ilusão de fracasso. Realidade: a maioria dos seguidores volta, porque a razão de seguir era mais forte do que o desdém temporário.

 

(MEDEIROS, Martha. Só quem pode me cancelar sou eu.

O Globo, Revista Ela, 03.09.2023, p. 9. Adaptado)

 

No segundo parágrafo do texto, o emprego da locução “só que” contribui para construir a ideia de que

 

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