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Leia o texto para responder à questão.
Contam os velhos sábios Karajá que, no início dos tempos, a Terra era um lugar muito escuro, muito frio. Isso acontecia porque não havia sol, lua ou estrelas para trazer claridade. Por causa disso, os Karajá precisavam manter um pequeno braseiro aceso dentro de casa. Mas isso era muito trabalhoso, pois exigia que os homens saíssem para a mata atrás de lenha. Como tudo era escuro e frio, todo mundo sentia uma grande indisposição para ir até lá. Aliada à preguiça que sentiam, havia também o fato de sentirem muito medo de permanecerem fora de sua hetó, pois os perigos eram muitos e grandes.
Nesta época, dizem os velhos, a preguiça tomava conta de todo mundo, mesmo de um grande herói do povo Karajá. Este herói, de nome Cananxiuê, morava na casa do pai de sua esposa, como é o costume desse povo. Por isso, sempre ouvia o velho homem lhe dizer:
— Oh, meu genro. Você precisa arranjar luz para todos nós. Você é um herói e como herói você tem que resolver este problema que fará muito bem para os Karajá.
— Tá bom meu sogro, um dia eu vou!
Mas o herói não queria nem saber de levantar-se de sua rede. Como todos os homens do lugar, preferia ficar ali a enfrentar a noite escura e fria da mata. Nem lenha ele queria ir buscar, deixando a tarefa para sua esposa.
Na passagem – Mas isso era muito trabalhoso, pois exigia que os homens saíssem para a mata atrás de lenha. –, a forma verbal destacada indica
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Contam os velhos sábios Karajá que, no início dos tempos, a Terra era um lugar muito escuro, muito frio. Isso acontecia porque não havia sol, lua ou estrelas para trazer claridade. Por causa disso, os Karajá precisavam manter um pequeno braseiro aceso dentro de casa. Mas isso era muito trabalhoso, pois exigia que os homens saíssem para a mata atrás de lenha. Como tudo era escuro e frio, todo mundo sentia uma grande indisposição para ir até lá. Aliada à preguiça que sentiam, havia também o fato de sentirem muito medo de permanecerem fora de sua hetó, pois os perigos eram muitos e grandes.
Nesta época, dizem os velhos, a preguiça tomava conta de todo mundo, mesmo de um grande herói do povo Karajá. Este herói, de nome Cananxiuê, morava na casa do pai de sua esposa, como é o costume desse povo. Por isso, sempre ouvia o velho homem lhe dizer:
— Oh, meu genro. Você precisa arranjar luz para todos nós. Você é um herói e como herói você tem que resolver este problema que fará muito bem para os Karajá.
— Tá bom meu sogro, um dia eu vou!
Mas o herói não queria nem saber de levantar-se de sua rede. Como todos os homens do lugar, preferia ficar ali a enfrentar a noite escura e fria da mata. Nem lenha ele queria ir buscar, deixando a tarefa para sua esposa.
Nas passagens – Como tudo era escuro e frio, todo mundo sentia uma grande indisposição para ir até lá. (1º parágrafo) – e – Nesta época, dizem os velhos, a preguiça tomava conta de todo mundo... (2º parágrafo) –, as expressões destacadas referem-se, correta e respectivamente:
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Contam os velhos sábios Karajá que, no início dos tempos, a Terra era um lugar muito escuro, muito frio. Isso acontecia porque não havia sol, lua ou estrelas para trazer claridade. Por causa disso, os Karajá precisavam manter um pequeno braseiro aceso dentro de casa. Mas isso era muito trabalhoso, pois exigia que os homens saíssem para a mata atrás de lenha. Como tudo era escuro e frio, todo mundo sentia uma grande indisposição para ir até lá. Aliada à preguiça que sentiam, havia também o fato de sentirem muito medo de permanecerem fora de sua hetó, pois os perigos eram muitos e grandes.
Nesta época, dizem os velhos, a preguiça tomava conta de todo mundo, mesmo de um grande herói do povo Karajá. Este herói, de nome Cananxiuê, morava na casa do pai de sua esposa, como é o costume desse povo. Por isso, sempre ouvia o velho homem lhe dizer:
— Oh, meu genro. Você precisa arranjar luz para todos nós. Você é um herói e como herói você tem que resolver este problema que fará muito bem para os Karajá.
— Tá bom meu sogro, um dia eu vou!
Mas o herói não queria nem saber de levantar-se de sua rede. Como todos os homens do lugar, preferia ficar ali a enfrentar a noite escura e fria da mata. Nem lenha ele queria ir buscar, deixando a tarefa para sua esposa.
Sobre a herança cultural indígena, o texto de Daniel Mundukuru ressalta
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Leia a charge.

Analisando o contexto do diálogo, conclui-se que a fala do paciente expressa
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De fato* e gravata
Exemplo desses hábitos ou manias [que contribuem com o seu pequeno quinhão para a futura miséria do planeta] é o de se usar fato e gravata, por vezes colete mesmo, nos climas mais tórridos do mundo. Um calor de morrer, humidade no máximo, e lá andamos nós de pescoço apertado a escorrer suor, casacos mesmo que de verão, meias e sapatos apertados. Não aguentamos a temperatura, corremos a refugiar-nos nos gabinetes e salas refrescadas por aparelhos de ar-condicionado, ficamos ainda assim uma meia hora a arrefecer e sem pensar em mais nada senão nos nossos corpos pegajosos, até finalmente nos sentirmos mais confortáveis. Mas não abdicamos do fato e da gravata. Sem fato que seria do burocrata chefe de serviço? Nem parecia um chefe de serviço. E então, que dizer do responsável a nível mais elevado que aparecesse com uma simples camisa? Ninguém o respeitava, parecia um falhado.
Alguns países adotaram como traje oficial (ou pelo menos recomendado) roupas leves e largas, como é o caso de alguns da África Ocidental ou da América Latina. Para não falar já do célebre e elegante safari à Nyerere ou das camisas coloridas e sóbrias de Nelson Mandela. Eis homens que não fizeram concessões aos preconceitos ocidentais e se vestiram sempre de acordo com o clima, antecipando uma luta que hoje é de todos. Muitos africanos só usam fato e gravata para se parecerem com os europeus que os colonizaram. Nunca foram capazes de ultrapassar esse complexo de inferioridade e se sentem nus se não tiverem um casaco escuro, de preferência vindo de um estilista famoso de Londres ou Paris. Uma maneira de exibirem a importância que por vezes não têm.
A palavra do texto cuja escrita é diferente da usualmente utilizada no português do Brasil está destacada em:
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De fato* e gravata
Exemplo desses hábitos ou manias [que contribuem com o seu pequeno quinhão para a futura miséria do planeta] é o de se usar fato e gravata, por vezes colete mesmo, nos climas mais tórridos do mundo. Um calor de morrer, humidade no máximo, e lá andamos nós de pescoço apertado a escorrer suor, casacos mesmo que de verão, meias e sapatos apertados. Não aguentamos a temperatura, corremos a refugiar-nos nos gabinetes e salas refrescadas por aparelhos de ar-condicionado, ficamos ainda assim uma meia hora a arrefecer e sem pensar em mais nada senão nos nossos corpos pegajosos, até finalmente nos sentirmos mais confortáveis. Mas não abdicamos do fato e da gravata. Sem fato que seria do burocrata chefe de serviço? Nem parecia um chefe de serviço. E então, que dizer do responsável a nível mais elevado que aparecesse com uma simples camisa? Ninguém o respeitava, parecia um falhado.
Alguns países adotaram como traje oficial (ou pelo menos recomendado) roupas leves e largas, como é o caso de alguns da África Ocidental ou da América Latina. Para não falar já do célebre e elegante safari à Nyerere ou das camisas coloridas e sóbrias de Nelson Mandela. Eis homens que não fizeram concessões aos preconceitos ocidentais e se vestiram sempre de acordo com o clima, antecipando uma luta que hoje é de todos. Muitos africanos só usam fato e gravata para se parecerem com os europeus que os colonizaram. Nunca foram capazes de ultrapassar esse complexo de inferioridade e se sentem nus se não tiverem um casaco escuro, de preferência vindo de um estilista famoso de Londres ou Paris. Uma maneira de exibirem a importância que por vezes não têm.
A reescrita de informações textuais está em conformidade com a norma-padrão de regência em:
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De fato* e gravata
Exemplo desses hábitos ou manias [que contribuem com o seu pequeno quinhão para a futura miséria do planeta] é o de se usar fato e gravata, por vezes colete mesmo, nos climas mais tórridos do mundo. Um calor de morrer, humidade no máximo, e lá andamos nós de pescoço apertado a escorrer suor, casacos mesmo que de verão, meias e sapatos apertados. Não aguentamos a temperatura, corremos a refugiar-nos nos gabinetes e salas refrescadas por aparelhos de ar-condicionado, ficamos ainda assim uma meia hora a arrefecer e sem pensar em mais nada senão nos nossos corpos pegajosos, até finalmente nos sentirmos mais confortáveis. Mas não abdicamos do fato e da gravata. Sem fato que seria do burocrata chefe de serviço? Nem parecia um chefe de serviço. E então, que dizer do responsável a nível mais elevado que aparecesse com uma simples camisa? Ninguém o respeitava, parecia um falhado.
Alguns países adotaram como traje oficial (ou pelo menos recomendado) roupas leves e largas, como é o caso de alguns da África Ocidental ou da América Latina. Para não falar já do célebre e elegante safari à Nyerere ou das camisas coloridas e sóbrias de Nelson Mandela. Eis homens que não fizeram concessões aos preconceitos ocidentais e se vestiram sempre de acordo com o clima, antecipando uma luta que hoje é de todos. Muitos africanos só usam fato e gravata para se parecerem com os europeus que os colonizaram. Nunca foram capazes de ultrapassar esse complexo de inferioridade e se sentem nus se não tiverem um casaco escuro, de preferência vindo de um estilista famoso de Londres ou Paris. Uma maneira de exibirem a importância que por vezes não têm.
Na passagem do primeiro parágrafo – Exemplo desses hábitos ou manias [...] é o de se usar fato e gravata, por vezes colete mesmo, nos climas mais tórridos do mundo. Um calor de morrer, humidade no máximo, e lá andamos nós de pescoço apertado a escorrer suor, casacos mesmo que de verão, meias e sapatos apertados. –, as expressões destacadas veiculam, correta e respectivamente, sentidos de
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De fato* e gravata
Exemplo desses hábitos ou manias [que contribuem com o seu pequeno quinhão para a futura miséria do planeta] é o de se usar fato e gravata, por vezes colete mesmo, nos climas mais tórridos do mundo. Um calor de morrer, humidade no máximo, e lá andamos nós de pescoço apertado a escorrer suor, casacos mesmo que de verão, meias e sapatos apertados. Não aguentamos a temperatura, corremos a refugiar-nos nos gabinetes e salas refrescadas por aparelhos de ar-condicionado, ficamos ainda assim uma meia hora a arrefecer e sem pensar em mais nada senão nos nossos corpos pegajosos, até finalmente nos sentirmos mais confortáveis. Mas não abdicamos do fato e da gravata. Sem fato que seria do burocrata chefe de serviço? Nem parecia um chefe de serviço. E então, que dizer do responsável a nível mais elevado que aparecesse com uma simples camisa? Ninguém o respeitava, parecia um falhado.
Alguns países adotaram como traje oficial (ou pelo menos recomendado) roupas leves e largas, como é o caso de alguns da África Ocidental ou da América Latina. Para não falar já do célebre e elegante safari à Nyerere ou das camisas coloridas e sóbrias de Nelson Mandela. Eis homens que não fizeram concessões aos preconceitos ocidentais e se vestiram sempre de acordo com o clima, antecipando uma luta que hoje é de todos. Muitos africanos só usam fato e gravata para se parecerem com os europeus que os colonizaram. Nunca foram capazes de ultrapassar esse complexo de inferioridade e se sentem nus se não tiverem um casaco escuro, de preferência vindo de um estilista famoso de Londres ou Paris. Uma maneira de exibirem a importância que por vezes não têm.
Na passagem do primeiro parágrafo – Sem fato que seria do burocrata chefe de serviço? Nem parecia um chefe de serviço. E então, que dizer do responsável a nível mais elevado que aparecesse com uma simples camisa? Ninguém o respeitava, parecia um falhado. –, o autor exprime
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De fato* e gravata
Exemplo desses hábitos ou manias [que contribuem com o seu pequeno quinhão para a futura miséria do planeta] é o de se usar fato e gravata, por vezes colete mesmo, nos climas mais tórridos do mundo. Um calor de morrer, humidade no máximo, e lá andamos nós de pescoço apertado a escorrer suor, casacos mesmo que de verão, meias e sapatos apertados. Não aguentamos a temperatura, corremos a refugiar-nos nos gabinetes e salas refrescadas por aparelhos de ar-condicionado, ficamos ainda assim uma meia hora a arrefecer e sem pensar em mais nada senão nos nossos corpos pegajosos, até finalmente nos sentirmos mais confortáveis. Mas não abdicamos do fato e da gravata. Sem fato que seria do burocrata chefe de serviço? Nem parecia um chefe de serviço. E então, que dizer do responsável a nível mais elevado que aparecesse com uma simples camisa? Ninguém o respeitava, parecia um falhado.
Alguns países adotaram como traje oficial (ou pelo menos recomendado) roupas leves e largas, como é o caso de alguns da África Ocidental ou da América Latina. Para não falar já do célebre e elegante safari à Nyerere ou das camisas coloridas e sóbrias de Nelson Mandela. Eis homens que não fizeram concessões aos preconceitos ocidentais e se vestiram sempre de acordo com o clima, antecipando uma luta que hoje é de todos. Muitos africanos só usam fato e gravata para se parecerem com os europeus que os colonizaram. Nunca foram capazes de ultrapassar esse complexo de inferioridade e se sentem nus se não tiverem um casaco escuro, de preferência vindo de um estilista famoso de Londres ou Paris. Uma maneira de exibirem a importância que por vezes não têm.
Em sua análise sobre o uso de terno (fato) e gravata, o narrador pondera que esse costume
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Leia a charge.

Analisando-se a relação entre os elementos verbais e não verbais, conclui-se corretamente que o autor evidencia
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