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Leia o texto.
15 de novembro
Escrevo esta no dia seguinte ao do aniversário da proclamação da República. Não fui à cidade e deixei-me ficar pelos arredores da casa em que moro, num subúrbio distante. Não ouvi nem sequer as salvas da pragmática; e, hoje, nem sequer li a notícia das festas comemorativas que se realizaram. Entretanto, li com tristeza a notícia da morte da princesa Isabel. Embora eu não a julgue com o entusiasmo de panegírico dos jornais, não posso deixar de confessar que simpatizo com essa eminente senhora.
Veio, entretanto, vontade de lembrar-me o estado atual do Brasil, depois de trinta e dois anos de República.
O trecho adaptado do original que apresenta concordância e regência de acordo com a norma-padrão é:
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O canário e o morcego
Em uma gaiola suspensa a uma viga, havia um canário que cantava durante a noite. Um morcego ouviu de longe a sua voz e, aproximando-se, perguntou por que durante o dia ele se calava e cantava à noite. “Não é por mero capricho” – respondeu o canário, pois fora capturado de dia, por causa do seu canto. Por isso, desde então se tornara prudente. O morcego disse então: “Tuas precauções já não servem, são inúteis, mas devias ter tido cuidado antes de seres capturado”.
Moral: A fábula mostra que, depois do infortúnio, é inútil mudar de comportamento.
O trecho destacado está reescrito com coerência e citação de discurso adequada em:
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Leia o fragmento do conto “São Marcos”.
Sim, que, à parte o sentido prisco, valia o ileso gume do vocábulo pouco visto e menos ainda ouvido, raramente usado, melhor fora se jamais usado. Porque, diante de um gravatá, selva molhada em jarro jônico, dizer-se apenas drimirim ou amormeuzinho é justo; e, ao descobrir, no meio da mata, um angelim que atira para cima cinquenta metros de tronco e fronde, quem não terá o ímpeto de criar um vocativo absurdo e bradá-lo – Ó colossalidade! – na direção da altura?
Nesse fragmento, o narrador explora o potencial da língua para expressar sentimentos, no caso, a admiração diante da natureza que se contempla. Esse potencial é caracterizado, nos trechos em destaque, pela
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Se na década de 40 amadureceu a tradição literária nacionalista, nos anos que se lhe seguiram, a poesia brasileira percorrerá os meandros do extremo subjetivismo. Alguns poetas adolescentes, mortos antes de tocarem a plena juventude, darão exemplo de toda uma temática emotiva de amor e morte, dúvida e ironia, entusiasmo e tédio.
As considerações do crítico são referência para a identificação de textos característicos (I) da década de 40 e (II) dos anos seguintes, na alternativa:
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Leia o texto para responder à questão.
Sobre a crise ambiental canadense, apesar de seus impactos hemisféricos cada vez maiores, segue o apagão midiático, de artistas, ONGS e políticos. Como se ninguém tivesse nada a dizer. Imagine se fosse no Brasil.
Em dois meses, o Canadá calcinou e reduziu a cinzas uma área florestal superior às áreas desmatadas da Amazônia nos últimos dez anos, para se ter uma ideia da dimensão territorial do desastre. É como queimar em 60 dias uma área superior à totalidade dos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo ou um Portugal ou mais de duas Suíças. E a situação se agrava sob um silêncio midiático quase absoluto.
Entre os comentários enfumarados, alguns explicaram a dificuldade do Canadá com incêndios por ser uma situação nova: “o Canadá tem mais dificuldades do que nós em apagar incêndios porque nunca tiveram que fazer isso [sic]” ou “nunca as florestas do Canadá incendiaram antes”. Na realidade, há séculos as florestas canadenses sofrem incêndios. Nos último 40 anos (de 1983 a 2022), a média anual de incêndios foi de 7.102.
Para outro especialista, “isso está acontecendo porque estamos atingindo o ponto de não retorno do aquecimento planetário”. Aliás, nos raros artigos sobre o tema, os incêndios canadenses servem apenas para comprovar os efeitos das mudanças climáticas.
Outro especialista vaticinou: “Indiretamente, o desmatamento da Amazônia é responsável pelo que está acontecendo no Canadá”. Como analisar o alcance na física da atmosfera e na metafísica da noosfera desse “indiretamente”? É surrealista afirmar sobre uma troca inter-hemisférica “indireta” de calor e umidade entre o sul da Amazônia e o Canadá. O fator humano local, não o distante amazônico, é apontado pelos canadenses como principal causa de incêndios primaveris.
Leia o fragmento.
Um certo especialista vaticinou: “Indiretamente, o desmatamento da Amazônia é responsável pelo que está acontecendo no Canadá”. Como analisar o alcance na física da atmosfera e na metafísica da noosfera desse “indiretamente”? É surrealista afirmar que há uma troca inter- -hemisférica “indireta” de calor e umidade entre o sul da Amazônia e o Canadá.
Observando-se a sintaxe desse fragmento, constata-se que a relação entre os trechos destacados e suas respectivas sequências se caracteriza
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Leia o texto para responder à questão.
Sobre a crise ambiental canadense, apesar de seus impactos hemisféricos cada vez maiores, segue o apagão midiático, de artistas, ONGS e políticos. Como se ninguém tivesse nada a dizer. Imagine se fosse no Brasil.
Em dois meses, o Canadá calcinou e reduziu a cinzas uma área florestal superior às áreas desmatadas da Amazônia nos últimos dez anos, para se ter uma ideia da dimensão territorial do desastre. É como queimar em 60 dias uma área superior à totalidade dos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo ou um Portugal ou mais de duas Suíças. E a situação se agrava sob um silêncio midiático quase absoluto.
Entre os comentários enfumarados, alguns explicaram a dificuldade do Canadá com incêndios por ser uma situação nova: “o Canadá tem mais dificuldades do que nós em apagar incêndios porque nunca tiveram que fazer isso [sic]” ou “nunca as florestas do Canadá incendiaram antes”. Na realidade, há séculos as florestas canadenses sofrem incêndios. Nos último 40 anos (de 1983 a 2022), a média anual de incêndios foi de 7.102.
Para outro especialista, “isso está acontecendo porque estamos atingindo o ponto de não retorno do aquecimento planetário”. Aliás, nos raros artigos sobre o tema, os incêndios canadenses servem apenas para comprovar os efeitos das mudanças climáticas.
Outro especialista vaticinou: “Indiretamente, o desmatamento da Amazônia é responsável pelo que está acontecendo no Canadá”. Como analisar o alcance na física da atmosfera e na metafísica da noosfera desse “indiretamente”? É surrealista afirmar sobre uma troca inter-hemisférica “indireta” de calor e umidade entre o sul da Amazônia e o Canadá. O fator humano local, não o distante amazônico, é apontado pelos canadenses como principal causa de incêndios primaveris.
Observe o trecho destacado no texto.
Sobre a crise ambiental canadense, apesar de seus impactos hemisféricos cada vez maiores, segue o apagão midiático, de artistas, ONGS e políticos. Como se ninguém tivesse nada a dizer. Imagine se fosse no Brasil.
O trecho destacado se coloca no contexto como
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Leia o texto para responder à questão.
Sobre a crise ambiental canadense, apesar de seus impactos hemisféricos cada vez maiores, segue o apagão midiático, de artistas, ONGS e políticos. Como se ninguém tivesse nada a dizer. Imagine se fosse no Brasil.
Em dois meses, o Canadá calcinou e reduziu a cinzas uma área florestal superior às áreas desmatadas da Amazônia nos últimos dez anos, para se ter uma ideia da dimensão territorial do desastre. É como queimar em 60 dias uma área superior à totalidade dos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo ou um Portugal ou mais de duas Suíças. E a situação se agrava sob um silêncio midiático quase absoluto.
Entre os comentários enfumarados, alguns explicaram a dificuldade do Canadá com incêndios por ser uma situação nova: “o Canadá tem mais dificuldades do que nós em apagar incêndios porque nunca tiveram que fazer isso [sic]” ou “nunca as florestas do Canadá incendiaram antes”. Na realidade, há séculos as florestas canadenses sofrem incêndios. Nos último 40 anos (de 1983 a 2022), a média anual de incêndios foi de 7.102.
Para outro especialista, “isso está acontecendo porque estamos atingindo o ponto de não retorno do aquecimento planetário”. Aliás, nos raros artigos sobre o tema, os incêndios canadenses servem apenas para comprovar os efeitos das mudanças climáticas.
Outro especialista vaticinou: “Indiretamente, o desmatamento da Amazônia é responsável pelo que está acontecendo no Canadá”. Como analisar o alcance na física da atmosfera e na metafísica da noosfera desse “indiretamente”? É surrealista afirmar sobre uma troca inter-hemisférica “indireta” de calor e umidade entre o sul da Amazônia e o Canadá. O fator humano local, não o distante amazônico, é apontado pelos canadenses como principal causa de incêndios primaveris.
No texto, a abordagem da crise ambiental no Canadá provocada pelos incêndios, na primavera de 2023, tem foco
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A sociedade
Salvatore Melli alinhou algarismos torcendo a bigodeira. Falou como homem de negócios que enxerga longe. Demonstrou cabalmente as vantagens econômicas de sua proposta.
– O doutor...
– Eu não sou doutor, Senhor Melli.
– Parlo assim para facilitar. Non é para ofender. Primo o doutor pense bem. E poi me dê a sua resposta. Ma pense bem!
Renovou a proposta e repetiu os argumentos pró. O Conselheiro José Bonifácio de Matos e Arruda possuía uns terrenos em São Caetano. Cousas de herança. Não lhe davam renda alguma. Melli tinha a sua fábrica ao lado. 1.200 teares. 36.000 fusos. Constituíam uma sociedade. O conselheiro entrava com os terrenos. Melli com o capital. Arruavam os trinta alqueires e vendiam logo grande parte para os operários da fábrica. Lucro certo, mais que certo, garantidíssimo.
– É. Eu já pensei nisso. Mas sem capital o senhor compreende é impossível...
– Per Bacco, doutor! Mas io tenho o capital. O capital sono io. O senhor entra com o terreno e mais nada. E o lucro se divide no meio.
O capital acendeu um charuto. O conselheiro coçou os joelhos disfarçando a emoção.
– Dopo o doutor me dá a resposta. Io só digo isto: Pense bem.
Nesse texto do período modernista, Alcântara Machado aborda a mescla de línguas decorrente da imigração no Brasil, no final do século XIX, e o processo de integração entre os aristocratas paulistanos e os imigrantes, no caso, os italianos. Designando a personagem Salvatore Melli com a expressão “O capital” (“O capital acendeu um charuto...”), o enunciador se vale de um recurso estilístico cujo efeito de sentido é,
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No terceiro quadrinho da tira, está indicada a sequência cronológica em que se deram as discussões durante a reunião do clube. Observando-se a relação entre o item “Discussão filosófica” e o item seguinte, deduz-se que
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O texto verbal da tira possui elementos que caracterizam
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