Foram encontradas 540 questões.
Para responder à questão, leia o soneto do poeta árcade Silva Alvarenga (1749-1814).
Eu vi Marfida sobre a mão formosa
Estar em doce sono descansando,
Quando o sol para a terra ia inclinando
Os brandos lírios, a vermelha rosa.
Eu vi Cupido a aljava¹ vigorosa
Prostrar²-lhe aos pés e, as asas levantando,
Com leve som está-la adormentando³
E refrescar-lhe a maçã calmosa4.
“Ó quanto injusto és, cruel Cupido!”,
Então clamei, de pranto lastimoso
Deixando o triste rosto umedecido.
“A quem zomba de ti buscas repouso,
E a mim, que ao teu poder estou rendido,
Fazes que viva triste e cuidadoso6.”
¹ Cupido: deus do amor, representado com asas e provido de arco e flechas,
para acertar os corações.
² aljava: estojo em que se guardam flechas.
3 prostrar: lançar.
4 adormentando: fazendo dormir.
5 maçã calmosa: rosto aquecido.
6 cuidadoso: angustiado.
Depreende-se do soneto que
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Examine a tirinha do cartunista Jean Galvão, publicada em sua conta no Instagram em 25.07.2024.

Para produzir o efeito de humor da tirinha, o cartunista explora o seguinte recurso expressivo:
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Para responder à questão, leia o trecho do romance O guarani, do escritor José de Alencar.
Tudo era água e céu. A inundação tinha coberto as margens do rio até onde a vista podia alcançar. A tempestade continuava ainda ao longo de toda a cordilheira, que aparecia coberta por um nevoeiro escuro; mas o céu, azul e límpido, sorria mirando-se no espelho das águas. A cúpula da palmeira, em que se achavam Peri e Cecília, parecia uma ilha de verdura¹ banhando-se nas águas da corrente; as palmas² que se abriam formavam no centro um berço mimoso³, onde os dois amigos, estreitando-se, pediam ao céu para ambos uma só morte, pois uma só era a sua vida.
— Podemos morrer, meu amigo! disse ela com uma expressão sublime.
Peri estremeceu; ainda nessa hora suprema seu espírito revoltava-se contra aquela ideia, e não podia conceber que a vida de sua senhora tivesse de perecer como a de um simples mortal.
— Não! exclamou ele. Tu não podes morrer.
A menina sorriu docemente.
— Olha! disse ela com a sua voz maviosa4, a água sobe, sobe...
— Que importa!
— Se fosse um inimigo, tu o vencerias, Peri. Mas é Deus... É o seu poder infinito!
Então passou-se sobre esse vasto deserto de água e céu uma cena estupenda, heroica, sobre-humana. Peri alucinado suspendeu-se aos cipós que se entrelaçavam pelos ramos das árvores já cobertas de água, e com esforço desesperado cingindo5 o tronco da palmeira nos seus braços hirtos6, abalou-o até as raízes. Luta terrível, espantosa: luta da vida contra a matéria; luta do homem contra a terra; luta da força contra a imobilidade. Ambos, árvore e homem, embalançaram-se no seio das águas: a haste oscilou; as raízes desprenderam-se da terra já minada profundamente pela torrente. Peri estava de novo sentado junto de sua senhora quase inanimada: e, tomando-a nos braços, disse-lhe com um acento de ventura suprema: — Tu viverás!...
Cecília abriu os olhos, e vendo seu amigo junto dela, ouvindo ainda suas palavras, sentiu o enlevo que deve ser o gozo da vida eterna. Ela embebeu os olhos nos olhos de seu amigo, e lânguida7 reclinou a loura fronte. O hálito ardente de Peri bafejou-lhe a face. Fez-se no semblante da virgem um ninho de castos8 rubores e límpidos sorrisos:os lábios abriram como as asas purpúreas de um beijo soltando o voo. A palmeira arrastada pela torrente impetuosa fugia... E sumiu-se no horizonte.
¹ ilha de verdura: ilha verde.
2 palmas: folhas da palmeira.
3 mimoso: gracioso.
4 maviosa: comovente.
5 cingindo: envolvendo fortemente.
6 hirtos: fortes.
7 lânguida: debilitada.
8 castos: inocentes, puros.
“Peri vencerá a água”.
Transposto para a voz passiva, o trecho acima assume a seguinte redação:
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Para responder à questão, leia o trecho do romance O guarani, do escritor José de Alencar.
Tudo era água e céu.
—
Peri estremeceu; ainda nessa hora suprema seu espírito revoltava-se contra aquela ideia, e não podia conceber que a vida de sua senhora tivesse de perecer como a de um simples mortal.
— Não! exclamou ele. Tu não podes morrer.
A menina sorriu docemente.
— Olha! disse ela com a sua voz maviosa4, a água sobe, sobe...
—
— Se fosse um inimigo, tu o vencerias, Peri. Mas é Deus... É o seu poder infinito!
Então passou-se sobre esse vasto deserto de água e céu uma cena estupenda, heroica, sobre-humana. Peri alucinado suspendeu-se aos cipós que se entrelaçavam pelos ramos das árvores já cobertas de água, e com esforço desesperado cingindo5 o tronco da palmeira nos seus braços hirtos6, abalou-o até as raízes. Luta terrível, espantosa: luta da vida contra a matéria; luta do homem contra a terra; luta da força contra a imobilidade. Ambos, árvore e homem, embalançaram-se no seio das águas: a haste oscilou; as raízes desprenderam-se da terra já minada profundamente pela torrente. Peri estava de novo sentado junto de sua senhora quase inanimada: e, tomando-a nos braços, disse-lhe com um acento de ventura suprema: — Tu viverás!...
Cecília abriu os olhos, e vendo seu amigo junto dela, ouvindo ainda suas palavras, sentiu o enlevo que deve ser o gozo da vida eterna. Ela embebeu os olhos nos olhos de seu amigo, e lânguida7 reclinou a loura fronte.
¹ ilha de verdura: ilha verde.
2 palmas: folhas da palmeira.
3 mimoso: gracioso.
4 maviosa: comovente.
5 cingindo: envolvendo fortemente.
6 hirtos: fortes.
7 lânguida: debilitada.
8 castos: inocentes, puros.
Verificam-se as vozes do narrador e de um dos personagens no seguinte trecho:
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Para responder à questão, leia o trecho do romance O guarani, do escritor José de Alencar.
Tudo era água e céu. A inundação tinha coberto as margens do rio até onde a vista podia alcançar. A tempestade continuava ainda ao longo de toda a cordilheira, que aparecia coberta por um nevoeiro escuro; mas
— Podemos morrer, meu amigo! disse ela com uma expressão sublime.
Peri estremeceu; ainda nessa hora suprema seu espírito revoltava-se contra aquela ideia, e não podia conceber que a vida de sua senhora tivesse de perecer como a de um simples mortal.
— Não! exclamou ele. Tu não podes morrer.
A menina sorriu docemente.
— Olha! disse ela com a sua voz maviosa4, a água sobe, sobe...
— Que importa! Peri vencerá a água, como venceu a todos os teus inimigos.
— Se fosse um inimigo, tu o vencerias, Peri. Mas é Deus... É o seu poder infinito!
Então passou-se sobre esse vasto deserto de água e céu uma cena estupenda, heroica, sobre-humana. Peri alucinado suspendeu-se aos
Cecília abriu os olhos, e vendo seu amigo junto dela, ouvindo ainda suas palavras, sentiu o
¹ ilha de verdura: ilha verde.
2 palmas: folhas da palmeira.
3 mimoso: gracioso.
4 maviosa: comovente.
5 cingindo: envolvendo fortemente.
6 hirtos: fortes.
7 lânguida: debilitada.
8 castos: inocentes, puros.
Verifica-se o emprego de palavra formada com prefixo que exprime ideia de reciprocidade no seguinte trecho:
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Para responder à questão, leia o trecho do romance O guarani, do escritor José de Alencar.
Tudo era água e céu. A inundação tinha coberto as margens do rio até onde a vista podia alcançar. A tempestade continuava ainda ao longo de toda a cordilheira, que aparecia coberta por um nevoeiro escuro; mas o céu, azul e límpido, sorria mirando-se no espelho das águas. A cúpula da palmeira, em que se achavam Peri e Cecília, parecia uma ilha de verdura¹ banhando-se nas águas da corrente; as palmas² que se abriam formavam no centro um berço mimoso³, onde os dois amigos, estreitando-se, pediam ao céu para ambos uma só morte, pois uma só era a sua vida.
— Podemos morrer, meu amigo! disse ela com uma expressão sublime.
— Não! exclamou ele. Tu não podes morrer.
A menina sorriu docemente.
— Olha! disse ela com a sua voz maviosa4, a água sobe, sobe...
— Que importa! Peri vencerá a água, como venceu a todos os teus inimigos.
— Se fosse um inimigo, tu o vencerias, Peri. Mas é Deus... É o seu poder infinito!
Então passou-se sobre esse vasto deserto de água e céu uma cena estupenda, heroica, sobre-humana. Peri alucinado suspendeu-se aos cipós que se entrelaçavam pelos ramos das árvores já cobertas de água, e com esforço desesperado cingindo5 o tronco da palmeira nos seus braços hirtos6, abalou-o até as raízes. Luta terrível, espantosa: luta da vida contra a matéria; luta do homem contra a terra; luta da força contra a imobilidade. Ambos, árvore e homem, embalançaram-se no seio das águas: a haste oscilou; as raízes desprenderam-se da terra já minada profundamente pela torrente. Peri estava de novo sentado junto de sua senhora quase inanimada: e, tomando-a nos braços, disse-lhe com um acento de ventura suprema: — Tu viverás!...
Cecília abriu os olhos, e vendo seu amigo junto dela, ouvindo ainda suas palavras, sentiu o enlevo que deve ser o gozo da vida eterna. Ela embebeu os olhos nos olhos de seu amigo, e lânguida7 reclinou a loura fronte. O hálito ardente de Peri bafejou-lhe a face. Fez-se no semblante da virgem um ninho de castos8 rubores e límpidos sorrisos:os lábios abriram como as asas purpúreas de um beijo soltando o voo. A palmeira arrastada pela torrente impetuosa fugia... E sumiu-se no horizonte.
¹ ilha de verdura: ilha verde.
2 palmas: folhas da palmeira.
3 mimoso: gracioso.
4 maviosa: comovente.
5 cingindo: envolvendo fortemente.
6 hirtos: fortes.
7 lânguida: debilitada.
8 castos: inocentes, puros.
“Peri estremeceu; ainda nessa hora suprema seu espírito revoltava-se contra aquela ideia, e não podia conceber que a vida de sua senhora tivesse de perecer como a de um simples mortal.” Para evitar a sua repetição, José de Alencar omite nesse parágrafo um substantivo, que pode facilmente ser subentendido pelo contexto. Trata-se do substantivo
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Para responder à questão, leia o trecho do romance O guarani, do escritor José de Alencar.
Tudo era água e céu. A inundação tinha coberto as margens do rio até onde a vista podia alcançar.
— Podemos morrer, meu amigo! disse ela com uma expressão sublime.
Peri estremeceu; ainda nessa hora suprema seu espírito revoltava-se contra aquela ideia, e não podia conceber que a vida de sua senhora tivesse de perecer como a de um simples mortal.
— Não! exclamou ele. Tu não podes morrer.
A menina sorriu docemente.
— Olha! disse ela com a sua voz maviosa4, a água sobe, sobe...
— Que importa! Peri vencerá a água, como venceu a todos os teus inimigos.
— Se fosse um inimigo, tu o vencerias, Peri. Mas é Deus... É o seu poder infinito!
Cecília abriu os olhos, e vendo seu amigo junto dela, ouvindo ainda suas palavras, sentiu o enlevo que deve ser o gozo da vida eterna. Ela embebeu os olhos nos olhos de seu amigo, e lânguida7 reclinou a loura fronte. O hálito ardente de Peri bafejou-lhe a face.
¹ ilha de verdura: ilha verde.
2 palmas: folhas da palmeira.
3 mimoso: gracioso.
4 maviosa: comovente.
5 cingindo: envolvendo fortemente.
6 hirtos: fortes.
7 lânguida: debilitada.
8 castos: inocentes, puros.
A descrição idealizada da figura feminina, traço recorrente da estética romântica, está bem exemplificada no seguinte trecho:
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Para responder à questão, leia um trecho do livro A terra dos mil povos, do escritor e pensador indígena Kaká Werá Jecupé.
Segundo os historiadores, quando Cristóvão Colombo saiu da Espanha com destino à Índia e chegou à América, enganou-se, chamando os filhos desta terra de índios. E o termo “índio” acabou sendo, com o tempo, adotado para designar todos os habitantes das Américas.
No Brasil, no entanto, no início do chamado “descobrimento”, os povos daqui eram chamados “negros” – por não serem brancos como os portugueses, franceses, holandeses e espanhóis que aqui transitavam e por lembrarem os africanos, já conhecidos daqueles povos. Eram os negros da terra, assim conhecidos nos primeiros séculos após a chegada dos portugueses, principalmente na região de São Paulo. Contudo, a nomeação variava de lugar para lugar. Na região baiana, onde eram escravizados ou aliciados para extrair o pau-brasil, ficaram conhecidos como “brasis” ou “brasilienses”. Ou seja, gente da terra do pau-brasil. Os nomes variavam também de acordo com o povo, a etnia.
Os termos destacados em negrito no início do 2º parágrafo do texto referem-se, respectivamente, a
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Para responder à questão, leia um trecho do livro A terra dos mil povos, do escritor e pensador indígena Kaká Werá Jecupé.
Segundo os historiadores, quando Cristóvão Colombo saiu da Espanha com destino à Índia e chegou à América, enganou-se, chamando os filhos desta terra de índios. E o termo “índio” acabou sendo, com o tempo, adotado para designar todos os habitantes das Américas.
“No Brasil, no entanto, no início do chamado “descobrimento”, os povos daqui eram chamados “negros” – por não serem brancos como os portugueses, franceses, holandeses e espanhóis que aqui transitavam e por lembrarem os africanos, já conhecidos daqueles povos.” Considerando o contexto, a locução conjuntiva destacada pode ser substituída, sem prejuízo para o sentido do texto, por:
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Para responder à questão, leia um trecho do livro A terra dos mil povos, do escritor e pensador indígena Kaká Werá Jecupé.
Segundo os historiadores, quando Cristóvão Colombo saiu da Espanha com destino à Índia e chegou à América, enganou-se, chamando os filhos desta terra de índios. E o termo “índio” acabou sendo, com o tempo, adotado para designar todos os habitantes das Américas.
No Brasil, no entanto, no início do chamado “descobrimento”, os povos daqui eram chamados “negros” – por não serem brancos como os portugueses, franceses, holandeses e espanhóis que aqui transitavam e por lembrarem os africanos, já conhecidos daqueles povos. Eram os negros da terra, assim conhecidos nos primeiros séculos após a chegada dos portugueses, principalmente na região de São Paulo. Contudo, a nomeação variava de lugar para lugar. Na região baiana, onde eram escravizados ou aliciados para extrair o pau-brasil, ficaram conhecidos como “brasis” ou “brasilienses”. Ou seja, gente da terra do pau-brasil. Os nomes variavam também de acordo com o povo, a etnia.
De acordo com Kaká Werá Jecupé,
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