Foram encontradas 195 questões.
Após a leitura do texto, verifique o que se pede acerca do emprego dos operadores argumentativos sublinhados.
3 pontos de atenção para ter sono de qualidade
O sono é um dos pilares da saúde física e mental e da beleza. Contudo, para conquistar seus benefícios, é preciso qualidade no descanso. No entanto, essa tarefa simples pode ser desafiadora para muitas pessoas que sofrem de insônia. Especialistas orientam noites de sono contínuo de 6 a 8 horas, para que os benefícios à saúde sejam devidamente aproveitados. Sendo assim, aquelas que sofrem para manter tal rotina devem procurar métodos alternativos para melhorar esse aspecto. A principal regra é: não se automedique. Invista em métodos práticos, listados abaixo, que prometem promover a qualidade do sono. Caso sinta necessidade, procure ajuda médica.
Disponível em: https://istoe.com.br/3-pontos-de-atencao-para-ter-sono-de-qualidade/. Acesso em: 03 out. 2023. (grifos do/a autor/a).
Quanto ao uso dos operadores argumentativos no texto entende-se que:
3 pontos de atenção para ter sono de qualidade
O sono é um dos pilares da saúde física e mental e da beleza. Contudo, para conquistar seus benefícios, é preciso qualidade no descanso. No entanto, essa tarefa simples pode ser desafiadora para muitas pessoas que sofrem de insônia. Especialistas orientam noites de sono contínuo de 6 a 8 horas, para que os benefícios à saúde sejam devidamente aproveitados. Sendo assim, aquelas que sofrem para manter tal rotina devem procurar métodos alternativos para melhorar esse aspecto. A principal regra é: não se automedique. Invista em métodos práticos, listados abaixo, que prometem promover a qualidade do sono. Caso sinta necessidade, procure ajuda médica.
Disponível em: https://istoe.com.br/3-pontos-de-atencao-para-ter-sono-de-qualidade/. Acesso em: 03 out. 2023. (grifos do/a autor/a).
Quanto ao uso dos operadores argumentativos no texto entende-se que:
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Leia o texto abaixo para analisar o que se pede quanto ao processo sintático de subordinação na sentença sublinhada.
Lei que cria o Dia Nacional das Tradições das Raízes Africanas é sancionada
06/01/2023 - 10:36
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Sila, sancionou a Lei 14.519/23, que institui o Dia Nacional das Tradições das Raízes de Matrizes Africanas e Nações do Candomblé, a ser comemorado anualmente no dia 21 de março. A última votação da proposta (PL2053/22) pela Câmara dos Deputados foi em dezembro do no passado.
Inicialmente projeto, do deputado Vicentinho (PT-SP), previa a celebração em 30 de setembro. A nova data, 21 de março, foi proposta pelo Senado, e coincide com o marco escolhido pela Organização das Nações Unidas (ONU) para, anualmente, instalar uma rede intercontinental de conscientização pelo Dia Internacional contra a Discriminação Racial.Adata foi escolhida pela ONU em 1966 em memória às 69 vítimas do massacre de Sharpeville, bairro negro da África do Sul.
Ao apresentar a proposta Vicentinho destacou que Candomblé foi bastante marginalizado. “Inicialmente proibida e considerada como ato criminoso, a prática do Candomblé chegou a ser impedida por vários governos, sendo seus adeptos perseguidos e presos pela polícia”, afirmou.
Disponível em: https://www.camara.leg.br/noticias/933101-lei-que-cria-o-dia-nacional-das-tradicoes-das-raizes-africanas-e-sancionada/. Acesso em: 26 set. 2023.
Podemos destacar na fala do deputado citado na notícia o processo sintático de subordinação, que incide na:
Lei que cria o Dia Nacional das Tradições das Raízes Africanas é sancionada
06/01/2023 - 10:36
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Sila, sancionou a Lei 14.519/23, que institui o Dia Nacional das Tradições das Raízes de Matrizes Africanas e Nações do Candomblé, a ser comemorado anualmente no dia 21 de março. A última votação da proposta (PL2053/22) pela Câmara dos Deputados foi em dezembro do no passado.
Inicialmente projeto, do deputado Vicentinho (PT-SP), previa a celebração em 30 de setembro. A nova data, 21 de março, foi proposta pelo Senado, e coincide com o marco escolhido pela Organização das Nações Unidas (ONU) para, anualmente, instalar uma rede intercontinental de conscientização pelo Dia Internacional contra a Discriminação Racial.Adata foi escolhida pela ONU em 1966 em memória às 69 vítimas do massacre de Sharpeville, bairro negro da África do Sul.
Ao apresentar a proposta Vicentinho destacou que Candomblé foi bastante marginalizado. “Inicialmente proibida e considerada como ato criminoso, a prática do Candomblé chegou a ser impedida por vários governos, sendo seus adeptos perseguidos e presos pela polícia”, afirmou.
Disponível em: https://www.camara.leg.br/noticias/933101-lei-que-cria-o-dia-nacional-das-tradicoes-das-raizes-africanas-e-sancionada/. Acesso em: 26 set. 2023.
Podemos destacar na fala do deputado citado na notícia o processo sintático de subordinação, que incide na:
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Após a leitura do verbete abaixo transcrito, responda ao que se pede.
Cultura popular: A cultura popular, como expressão cultural dos segmentos menos favorecidos, apartados do poder político e econômico, manteve-se em foco durante muito tempo, gerando contraposições, tais como erudito x popular, moderno x tradicional, hegemônico x subalterno. Canclini (2013) acrescenta a cultura de massa nessa discussão, associando o termo 'popular' tanto à noção de povo quanto à noção de popularidade, referindo-se ao que agrada a muitos e alcança altos índices de venda, principalmente em decorrência das ações promocionais da indústria cultural. Essas acepções divergentes em torno do termo concorrem para o debate tradição x inovação. O popular atribuído aos segmentos sociais não afetados pelo cosmopolitismo das elites e pautados na preservação das tradições repousa sobre a permanência das expressões culturais, memória e testemunho da uma identidade cultural. Já o popular produzido pela indústria cultural padece de uma rápida obsolescência, privilegiando sempre o novo.
COSTA, Maria Elisabeth de Andrade. Cultura popular. Dicionário IPHAN do Patrimônio Cultural. Brasília: Instituto Nacional do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, S/d. Disponível em: http://portal.iphan.gov.br/dicionarioPatrimonioCultural/detalhes/26/cultura-popular. Acesso em: 21 set. 2023. (trecho adaptado).
O conceito de cultura popular que se depreende da leitura do texto é o de:
Cultura popular: A cultura popular, como expressão cultural dos segmentos menos favorecidos, apartados do poder político e econômico, manteve-se em foco durante muito tempo, gerando contraposições, tais como erudito x popular, moderno x tradicional, hegemônico x subalterno. Canclini (2013) acrescenta a cultura de massa nessa discussão, associando o termo 'popular' tanto à noção de povo quanto à noção de popularidade, referindo-se ao que agrada a muitos e alcança altos índices de venda, principalmente em decorrência das ações promocionais da indústria cultural. Essas acepções divergentes em torno do termo concorrem para o debate tradição x inovação. O popular atribuído aos segmentos sociais não afetados pelo cosmopolitismo das elites e pautados na preservação das tradições repousa sobre a permanência das expressões culturais, memória e testemunho da uma identidade cultural. Já o popular produzido pela indústria cultural padece de uma rápida obsolescência, privilegiando sempre o novo.
COSTA, Maria Elisabeth de Andrade. Cultura popular. Dicionário IPHAN do Patrimônio Cultural. Brasília: Instituto Nacional do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, S/d. Disponível em: http://portal.iphan.gov.br/dicionarioPatrimonioCultural/detalhes/26/cultura-popular. Acesso em: 21 set. 2023. (trecho adaptado).
O conceito de cultura popular que se depreende da leitura do texto é o de:
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Leia o texto com atenção considerando os recursos verbais e não-verbais:

No texto apresentado, estabelece-se a relação entre palavras e imagens de modo que essas:

No texto apresentado, estabelece-se a relação entre palavras e imagens de modo que essas:
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Leia o texto abaixo para responder a questão.
Literatura indígena – a voz da ancestralidade
Tiago Hakiy
A cultura dos povos indígenas, ao longo dos tempos, tem sido tratada com certo desdém – vivendo em um hiato de
esquecimento abissal. Poucas pessoas despertam no meio da multidão para cantar e declamar a poucos ouvidos o universo
multicultural dos povos da floresta. O Brasil necessita se conhecer, é impossível pensar em nossa história sem levar em consideração os
povos aqui existentes, sem louvar a ancestralidade presente no canto dos pássaros e nas brisas do passado. Por isso, e muito mais,
devemos encontrar mecanismos para a manutenção da cultura indígena, primordial para o surgimento da nação brasileira.
Não podemos mais pensar em um indígena da época da invasão colonizadora, uma figura petrificada no tempo, que foi
estereotipada ao longo de todo o processo de formação de nossa nação brasileira. O indígena de hoje deve também ser pensado como
um indivíduo que está inserido no meio da sociedade – logicamente sem deslembrar que faz parte de uma cultura que tem sua
singularidade –, que pode ser e agir como qualquer outro indivíduo, sem esquecer sua cultura originária. E sua cultura é riquíssima e
esta deve ser preservada, usando também, quando possível, os mecanismos tecnológicos, pois somente assim estaremos criando
profilaxias necessárias para a manutenção do legado indígena, legado este que muitas vezes, em noites de lua cheia, ao redor das
fogueiras acesas, quando ouvia-se apenas o canto dos pássaros e o silêncio ensurdecedor da floresta, era repassado pelo contador de
histórias.
O contador de histórias sempre ocupou um papel primordial dentro do povo, era centro das atenções, ele era o portador do
conhecimento, e cabia a ele a missão de transmitir às novas gerações o legado cultural dos seus ancestrais. Foi desta forma que parte do
conhecimento dos nossos antepassados chegou até nós, mostrando-nos um caleidoscópio ímpar, fortalecendo em nós o sentido de ser
indígena. Em sua essência o indígena brasileiro sempre usou a oralidade para transmitir seus saberes, e agora ele pode usar outras
tecnologias como mecanismos de transmissão.Aí está o papel da literatura indígena, produzida por escritores indígenas, que nasceram
dentro da tradição oral, que podem não viver mais em aldeias, mas que carregam em seu cerne criador um vasto sentido de
pertencimento. Esta literatura tem contornos de oralidade, com ritos de grafismos e sons de floresta, que tem em suas entrelinhas um
sentido de ancestralidade, que encontrou nas palavras escritas, transpostas em livros, não só um meio para sua perpetuação, mas
também para servir de mecanismo para que os não indígenas conheçam um pouco mais da riqueza cultural dos povos originários.
HAKIY, Tiago. Literatura indígena – a voz da ancestralidade. DORRICO, Julie . (org.). In: et al Literatura indígena brasileira contemporânea: criação, crítica e
recepção. Porto Alegre, RS: Editora Fi, 2018, p. 37-38. Disponível em: http://atempa.org.br/wp-content/uploads/2020/09/Literatura-ind%C3%ADgenacontempor%C3%A2nea-Livro-.pdf. Acesso em: 13 set. 2023.
“Foi desta forma que parte do conhecimento dos nossos antepassados chegou até nós, mostrando-nos um caleidoscópio ímpar, fortalecendo em nós o sentido de ser indígena.”
O elemento grifado possui valor:
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Leia o texto abaixo para responder a questão.
Literatura indígena – a voz da ancestralidade
Tiago Hakiy
A cultura dos povos indígenas, ao longo dos tempos, tem sido tratada com certo desdém – vivendo em um hiato de
esquecimento abissal. Poucas pessoas despertam no meio da multidão para cantar e declamar a poucos ouvidos o universo
multicultural dos povos da floresta. O Brasil necessita se conhecer, é impossível pensar em nossa história sem levar em consideração os
povos aqui existentes, sem louvar a ancestralidade presente no canto dos pássaros e nas brisas do passado. Por isso, e muito mais,
devemos encontrar mecanismos para a manutenção da cultura indígena, primordial para o surgimento da nação brasileira.
Não podemos mais pensar em um indígena da época da invasão colonizadora, uma figura petrificada no tempo, que foi
estereotipada ao longo de todo o processo de formação de nossa nação brasileira. O indígena de hoje deve também ser pensado como
um indivíduo que está inserido no meio da sociedade – logicamente sem deslembrar que faz parte de uma cultura que tem sua
singularidade –, que pode ser e agir como qualquer outro indivíduo, sem esquecer sua cultura originária. E sua cultura é riquíssima e
esta deve ser preservada, usando também, quando possível, os mecanismos tecnológicos, pois somente assim estaremos criando
profilaxias necessárias para a manutenção do legado indígena, legado este que muitas vezes, em noites de lua cheia, ao redor das
fogueiras acesas, quando ouvia-se apenas o canto dos pássaros e o silêncio ensurdecedor da floresta, era repassado pelo contador de
histórias.
O contador de histórias sempre ocupou um papel primordial dentro do povo, era centro das atenções, ele era o portador do
conhecimento, e cabia a ele a missão de transmitir às novas gerações o legado cultural dos seus ancestrais. Foi desta forma que parte do
conhecimento dos nossos antepassados chegou até nós, mostrando-nos um caleidoscópio ímpar, fortalecendo em nós o sentido de ser
indígena. Em sua essência o indígena brasileiro sempre usou a oralidade para transmitir seus saberes, e agora ele pode usar outras
tecnologias como mecanismos de transmissão.Aí está o papel da literatura indígena, produzida por escritores indígenas, que nasceram
dentro da tradição oral, que podem não viver mais em aldeias, mas que carregam em seu cerne criador um vasto sentido de
pertencimento. Esta literatura tem contornos de oralidade, com ritos de grafismos e sons de floresta, que tem em suas entrelinhas um
sentido de ancestralidade, que encontrou nas palavras escritas, transpostas em livros, não só um meio para sua perpetuação, mas
também para servir de mecanismo para que os não indígenas conheçam um pouco mais da riqueza cultural dos povos originários.
HAKIY, Tiago. Literatura indígena – a voz da ancestralidade. DORRICO, Julie . (org.). In: et al Literatura indígena brasileira contemporânea: criação, crítica e
recepção. Porto Alegre, RS: Editora Fi, 2018, p. 37-38. Disponível em: http://atempa.org.br/wp-content/uploads/2020/09/Literatura-ind%C3%ADgenacontempor%C3%A2nea-Livro-.pdf. Acesso em: 13 set. 2023.
Não podemos mais pensar em um indígena da época da invasão colonizadora, uma figura petrificada no tempo, que foi estereotipada ao longo de todo o processo de formação de nossa nação brasileira.”
Os termos destacados ligam-se, considerando o processo de concordância:
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Leia o texto abaixo para responder a questão.
Literatura indígena – a voz da ancestralidade
Tiago Hakiy
A cultura dos povos indígenas, ao longo dos tempos, tem sido tratada com certo desdém – vivendo em um hiato de
esquecimento abissal. Poucas pessoas despertam no meio da multidão para cantar e declamar a poucos ouvidos o universo
multicultural dos povos da floresta. O Brasil necessita se conhecer, é impossível pensar em nossa história sem levar em consideração os
povos aqui existentes, sem louvar a ancestralidade presente no canto dos pássaros e nas brisas do passado. Por isso, e muito mais,
devemos encontrar mecanismos para a manutenção da cultura indígena, primordial para o surgimento da nação brasileira.
Não podemos mais pensar em um indígena da época da invasão colonizadora, uma figura petrificada no tempo, que foi
estereotipada ao longo de todo o processo de formação de nossa nação brasileira. O indígena de hoje deve também ser pensado como
um indivíduo que está inserido no meio da sociedade – logicamente sem deslembrar que faz parte de uma cultura que tem sua
singularidade –, que pode ser e agir como qualquer outro indivíduo, sem esquecer sua cultura originária. E sua cultura é riquíssima e
esta deve ser preservada, usando também, quando possível, os mecanismos tecnológicos, pois somente assim estaremos criando
profilaxias necessárias para a manutenção do legado indígena, legado este que muitas vezes, em noites de lua cheia, ao redor das
fogueiras acesas, quando ouvia-se apenas o canto dos pássaros e o silêncio ensurdecedor da floresta, era repassado pelo contador de
histórias.
O contador de histórias sempre ocupou um papel primordial dentro do povo, era centro das atenções, ele era o portador do
conhecimento, e cabia a ele a missão de transmitir às novas gerações o legado cultural dos seus ancestrais. Foi desta forma que parte do
conhecimento dos nossos antepassados chegou até nós, mostrando-nos um caleidoscópio ímpar, fortalecendo em nós o sentido de ser
indígena. Em sua essência o indígena brasileiro sempre usou a oralidade para transmitir seus saberes, e agora ele pode usar outras
tecnologias como mecanismos de transmissão.Aí está o papel da literatura indígena, produzida por escritores indígenas, que nasceram
dentro da tradição oral, que podem não viver mais em aldeias, mas que carregam em seu cerne criador um vasto sentido de
pertencimento. Esta literatura tem contornos de oralidade, com ritos de grafismos e sons de floresta, que tem em suas entrelinhas um
sentido de ancestralidade, que encontrou nas palavras escritas, transpostas em livros, não só um meio para sua perpetuação, mas
também para servir de mecanismo para que os não indígenas conheçam um pouco mais da riqueza cultural dos povos originários.
HAKIY, Tiago. Literatura indígena – a voz da ancestralidade. DORRICO, Julie . (org.). In: et al Literatura indígena brasileira contemporânea: criação, crítica e
recepção. Porto Alegre, RS: Editora Fi, 2018, p. 37-38. Disponível em: http://atempa.org.br/wp-content/uploads/2020/09/Literatura-ind%C3%ADgenacontempor%C3%A2nea-Livro-.pdf. Acesso em: 13 set. 2023.
“A cultura dos povos indígenas, ao longo dos tempos, tem sido tratada com certo desdém – vivendo em um hiato de esquecimento ao longo dos tempos abissal.”
Os termos destacados exercem função sintática de:
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Leia o texto abaixo para responder a questão.
Literatura indígena – a voz da ancestralidade
Tiago Hakiy
A cultura dos povos indígenas, ao longo dos tempos, tem sido tratada com certo desdém – vivendo em um hiato de
esquecimento abissal. Poucas pessoas despertam no meio da multidão para cantar e declamar a poucos ouvidos o universo
multicultural dos povos da floresta. O Brasil necessita se conhecer, é impossível pensar em nossa história sem levar em consideração os
povos aqui existentes, sem louvar a ancestralidade presente no canto dos pássaros e nas brisas do passado. Por isso, e muito mais,
devemos encontrar mecanismos para a manutenção da cultura indígena, primordial para o surgimento da nação brasileira.
Não podemos mais pensar em um indígena da época da invasão colonizadora, uma figura petrificada no tempo, que foi
estereotipada ao longo de todo o processo de formação de nossa nação brasileira. O indígena de hoje deve também ser pensado como
um indivíduo que está inserido no meio da sociedade – logicamente sem deslembrar que faz parte de uma cultura que tem sua
singularidade –, que pode ser e agir como qualquer outro indivíduo, sem esquecer sua cultura originária. E sua cultura é riquíssima e
esta deve ser preservada, usando também, quando possível, os mecanismos tecnológicos, pois somente assim estaremos criando
profilaxias necessárias para a manutenção do legado indígena, legado este que muitas vezes, em noites de lua cheia, ao redor das
fogueiras acesas, quando ouvia-se apenas o canto dos pássaros e o silêncio ensurdecedor da floresta, era repassado pelo contador de
histórias.
O contador de histórias sempre ocupou um papel primordial dentro do povo, era centro das atenções, ele era o portador do
conhecimento, e cabia a ele a missão de transmitir às novas gerações o legado cultural dos seus ancestrais. Foi desta forma que parte do
conhecimento dos nossos antepassados chegou até nós, mostrando-nos um caleidoscópio ímpar, fortalecendo em nós o sentido de ser
indígena. Em sua essência o indígena brasileiro sempre usou a oralidade para transmitir seus saberes, e agora ele pode usar outras
tecnologias como mecanismos de transmissão.Aí está o papel da literatura indígena, produzida por escritores indígenas, que nasceram
dentro da tradição oral, que podem não viver mais em aldeias, mas que carregam em seu cerne criador um vasto sentido de
pertencimento. Esta literatura tem contornos de oralidade, com ritos de grafismos e sons de floresta, que tem em suas entrelinhas um
sentido de ancestralidade, que encontrou nas palavras escritas, transpostas em livros, não só um meio para sua perpetuação, mas
também para servir de mecanismo para que os não indígenas conheçam um pouco mais da riqueza cultural dos povos originários.
HAKIY, Tiago. Literatura indígena – a voz da ancestralidade. DORRICO, Julie . (org.). In: et al Literatura indígena brasileira contemporânea: criação, crítica e
recepção. Porto Alegre, RS: Editora Fi, 2018, p. 37-38. Disponível em: http://atempa.org.br/wp-content/uploads/2020/09/Literatura-ind%C3%ADgenacontempor%C3%A2nea-Livro-.pdf. Acesso em: 13 set. 2023.
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As questões sobre identidades marcaram as últimas décadas do século XX e chegaram ao século XXI. E, na perspectiva dos estudos
culturais, filósofos, sociólogos, linguistas, romancistas e poetas discutiram a temática. Nesse cenário, considere o poema Identidade,
do escritor e poeta moçambicano Mia Couto.
Identidade
Preciso ser um outro
para ser eu mesmo.
Sou grão de rocha
sou o vento que a desgasta.
Sou pólen sem inseto
sou areia sustentando
o sexo das árvores.
Existo onde me desconheço
aguardando pelo meu passado
ansiando a esperança do futuro.
No mundo que combato morro
no mundo por que luto, nasço.
(COUTO, 2001, p.25).
Sobre esta obra, responda a questão.
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As questões sobre identidades marcaram as últimas décadas do século XX e chegaram ao século XXI. E, na perspectiva dos estudos
culturais, filósofos, sociólogos, linguistas, romancistas e poetas discutiram a temática. Nesse cenário, considere o poema Identidade,
do escritor e poeta moçambicano Mia Couto.
Identidade
Preciso ser um outro
para ser eu mesmo.
Sou grão de rocha
sou o vento que a desgasta.
Sou pólen sem inseto
sou areia sustentando
o sexo das árvores.
Existo onde me desconheço
aguardando pelo meu passado
ansiando a esperança do futuro.
No mundo que combato morro
no mundo por que luto, nasço.
(COUTO, 2001, p.25).
Sobre esta obra, responda a questão.
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