Foram encontradas 50 questões.
“A articulação entre as disciplinas escolares e as disciplinas acadêmicas é complexa e não pode ser entendida como um processo mecânico e linear. “
(Circe Bittencourt, Ensino de História: fundamentos e métodos. Adaptado)
Tal formulação se contrapõe à ideia de que
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“O ‘efeito de realidade’, sem maiores sofisticações semióticas, pode ser definido como a aptidão ou capacidade que a imagem tem para não aparecer como tal. Uma das funções do ilusionismo das imagens é dissolver as diferenças, ocultar a prática e encobrir a realidade através de um sentimento de identidade social: valores, símbolos, gestos e estigmas culturais são apresentados como naturais, universais e usuais.”
(Elias Thomé Saliba, Experiências e representações sociais: reflexões sobre o uso e o consumo das imagens. Em: Circe Bittencourt (org.), O saber histórico na sala de aula. Adaptado)
No cotidiano da sala de aula, uma das formas de desmistificar esse imaginário é
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“Mesmo defendendo a liberdade de escolha no processo didático e nele reconhecendo uma área importante de embates políticos, devemos admitir que um sentido maior deve orientar nossa prática no rumo da sociedade democrática e que este dificilmente se realizará se abandonarmos o estudo do passado público. Talvez muito da indiferença que se nota atualmente pela vida política de nosso país esteja relacionado ao desprezo do passado de nossa vida pública institucional, obscurecido pela prioridade da atualidade cotidiana.”
(Maria de Lourdes Monaco Janotti, História, política e ensino. Em: Circe Bittencourt (org.), O saber histórico na sala de aula. Adaptado)
A crítica ao ensino de História presente no texto questiona a utilização
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“Foram mulheres rebeldes, insubordinadas, agindo fora das regras e das normas, que ganharam respeitabilidade, transformadas em modelos de esposa e mãe, glorificadas por todas as virtudes cristãs intimamente trançadas com as virtudes patrióticas. Enfim, biografias domesticadas, descarnadas e liberadas de qualquer dimensão de conflito senão aquele entre o bem maior - a pátria - e o mal absoluto - a opressão colonial. Ainda que não cultuadas ou entronizadas, pelo menos até o presente, alcançaram nessas biografias o altar de santas da pátria. Os biógrafos retiraram-nas do espaço público, onde efetivamente se deu sua atuação política, e recolheram-nas ao espaço privado, já consagrado como “o lugar da mulher”.
(Maria Ligia Coelho Prado, América Latina no século XIX: tramas, telas e textos. Adaptado)
Ao discutir a participação das mulheres nas lutas pela independência política da América Latina, o texto defende que
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- História da América LatinaIndependências das regiões hispano-americanas: México, América Central e América do Sul
“A independência dos países hispano-americanos aparece como uma frustração, como proclamaram tantos de seus protagonistas, porque antes de tudo abriu a possibilidade de um desenlace diferente e despertou os sonhos adormecidos de muitos. Tempos de transformação trazem em si grandes esperanças e sua outra face, as inevitáveis frustrações.”
(Maria Ligia Coelho Prado, América Latina no século XIX: tramas, telas e textos. Adaptado)
Entre as frustrações discutidas pelo texto, é correto identificar a frustração
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“As alterações nas formas de exploração feudal sobrevindas no final da época medieval estavam, naturalmente, longe de serem insignificantes. Na verdade, foram precisamente essas mudanças que modificaram as formas do Estado. Essencialmente, o absolutismo era apenas isto: um aparelho de dominação feudal recolocado e reforçado, destinado a sujeitar as massas camponesas à sua posição social tradicional — não obstante e contra os benefícios que elas tinham conquistado com a comutação generalizada de suas obrigações.”
(Perry Anderson, Linhagens do Estado Absolutista. Adaptado)
O texto se contrapõe a uma tese hoje considerada ultrapassada na historiografia, que considerava o Estado absolutista
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“A mais forte monarquia medieval do Ocidente foi justamente aquela que produziu o absolutismo mais fraco e de menor duração, experimentando uma variante do governo absolutista particularmente acanhada, em todos os sentidos, enquanto o outro país se tornou a terra natal do mais formidável Estado absolutista da Europa.”
(Perry Anderson, Linhagens do Estado Absolutista. Adaptado)
O texto trata, respectivamente, das monarquias da
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“Entre os séculos XV e XVI na Inglaterra, a falta de mão de obra era ainda tão grave na agricultura que a área cultivada se reduzia, os arrendamentos agrários declinavam, o preço dos cereais caía e os salários subiam: uma conjuntura afortunada para o produtor direto. A nobreza reagiu voltando-se cada vez mais para a atividade pastoril, para abastecer a indústria da lã que se desenvolvera nas novas cidades dedicadas à tecelagem, introduzindo um complexo sistema de escoltas mercenárias e violência paga.”
(Perry Anderson, Passagens [...]. Adaptado)
O processo descrito no texto está relacionado
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“Os predecessores foram naturalmente o modo de produção escravo em decomposição, sobre cujos fundamentos todo o enorme edifício do Império Romano fora construído outrora, e os primitivos modos de produção distendidos e deformados dos invasores germânicos, que sobreviveram em suas novas pátrias, depois das conquistas bárbaras.”
(Perry Anderson, Passagens [...]. Adaptado.)
O texto descreve a gênese
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“O imperialismo surgiu do colonialismo e foi gerado pela incompatibilidade do sistema de Estados nacionais com o desenvolvimento econômico e industrial do último terço do século XIX.”
(Hannah Arendt, Origens do Totalitarismo. Adaptado)
De acordo com a obra citada, a contradição entre o imperialismo e os Estados nacionais, apontada pelo texto, reside no fato de que
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