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Foram encontradas 235 questões.

4284152 Ano: 2026
Disciplina: Matemática
Banca: FCPC
Orgão: Pref. Aracati-CE
Um quadrado tem diagonal medindo 18 cm. Um círculo é inscrito nesse quadrado. Qual é, aproximadamente, a área desse círculo? (Use π = 3,14)
 

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4284151 Ano: 2026
Disciplina: Matemática
Banca: FCPC
Orgão: Pref. Aracati-CE

Considere uma sequência numérica infinita definida por:

a₁ = 3

aₙ = aₙ₋₁ + (n + 1), para todo n ≥ 2

Qual é o valor exato do termo a₅ dessa sequência?

 

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4284150 Ano: 2026
Disciplina: Matemática
Banca: FCPC
Orgão: Pref. Aracati-CE
Em um triângulo ABC, o ângulo A mede 30° e o ângulo B mede 45°. Sabendo que o lado AB (oposto ao ângulo C) mede 12 cm, qual é a medida aproximada do lado BC (oposto ao ângulo A)? Se necessário, utilize √2≈ 1,41.
 

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4284149 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FCPC
Orgão: Pref. Aracati-CE
A correlação entre os tempos das formas verbais está correta somente no item:
 

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4284148 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FCPC
Orgão: Pref. Aracati-CE

A ideia de que uma nova tecnologia está estragando a língua reaparece sempre que nossos

hábitos de comunicação se transformam. Uma mensagem como “kd vc?” pode levar alguém a

imaginar que seu autor desaprendeu a escrever. Entretanto, a mesma pessoa que emprega essa

abreviação em uma conversa informal pode escrever de outra forma em um currículo, em um

trabalho acadêmico ou em uma solicitação profissional. Isso revela uma capacidade importante de

ajustar a linguagem às diferentes situações da vida.

A Linguística Aplicada procura compreender essas práticas antes de julgá-las. Nas redes

sociais e nos aplicativos, combinamos palavras, áudios, imagens, vídeos, emojis, GIFs e links.

Também aprendemos a interpretar sinais muito sutis. Um ponto final pode ser apenas um sinal de

pontuação em determinado texto e parecer frio, ríspido ou irritado em uma conversa pelo

WhatsApp. Um emoji pode suavizar uma frase, sugerir ironia ou alterar completamente o seu

sentido. Tudo isso exige competências comunicativas complexas.

O linguista Alastair Pennycook nos ajuda a perceber outra dimensão dessa discussão. Para ele,

as ideias que temos sobre a linguagem foram profundamente marcadas por uma tradição europeia

e colonial que transformou determinadas formas de falar e escrever em padrões supostamente

universais. Por isso, classificar uma prática linguística como pobre, errada ou inferior nunca é um

gesto completamente inocente. Precisamos perguntar quem estabeleceu o padrão, quais grupos

sociais são reconhecidos por ele e quais vozes acabam tratadas como menos legítimas.

A escrita digital torna essa disputa muito visível. Muitas práticas condenadas como sinais de

empobrecimento são, na verdade, demonstrações de criatividade, adaptação e pertencimento.

Memes, abreviações, variações ortográficas e combinações entre texto e imagem podem expressar

humor, identidade, intimidade e crítica social. Isso não significa que todas as formas de escrita

sirvam igualmente para qualquer situação. Significa reconhecer que saber uma língua envolve

circular entre diferentes registros e compreender os efeitos das escolhas realizadas.

Também precisamos considerar que as plataformas interferem nessas práticas. Elas promovem

algumas formas de expressão, reduzem a visibilidade de outras e estabelecem limites para aquilo

que pode circular. A linguagem digital, portanto, não se desenvolve em um espaço neutro. Ela está

atravessada por relações comerciais, raciais, culturais e políticas.

É importante salientar que não estamos assistindo ao empobrecimento da língua. Estamos

diante da ampliação e da diversificação de nossos recursos comunicativos. O desafio consiste em

garantir que essa ampliação venha acompanhada de formação crítica, para que as pessoas saibam

produzir sentidos, reconhecer desigualdades e compreender por que algumas formas de falar e

escrever recebem mais prestígio do que outras.

ARAÚJO, Júlio. “O feed é uma seleção orientada por interesses políticos, econômicos e ideológicos”. Entrevista. Entre, UFC, v.3, n.1, 2026. Disponível em: https://aentre.com.br/entrevistas/o-feed-e-uma-selecao-orientada-por-interesses-politicos-economicos-e-ideologicos/. Acesso em: 13 set. 2026.

Assinale a alternativa que apresenta adequação à norma culta da língua portuguesa.
 

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4284147 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FCPC
Orgão: Pref. Aracati-CE

A ideia de que uma nova tecnologia está estragando a língua reaparece sempre que nossos

hábitos de comunicação se transformam. Uma mensagem como “kd vc?” pode levar alguém a

imaginar que seu autor desaprendeu a escrever. Entretanto, a mesma pessoa que emprega essa

abreviação em uma conversa informal pode escrever de outra forma em um currículo, em um

trabalho acadêmico ou em uma solicitação profissional. Isso revela uma capacidade importante de

ajustar a linguagem às diferentes situações da vida.

A Linguística Aplicada procura compreender essas práticas antes de julgá-las. Nas redes

sociais e nos aplicativos, combinamos palavras, áudios, imagens, vídeos, emojis, GIFs e links.

Também aprendemos a interpretar sinais muito sutis. Um ponto final pode ser apenas um sinal de

pontuação em determinado texto e parecer frio, ríspido ou irritado em uma conversa pelo

WhatsApp. Um emoji pode suavizar uma frase, sugerir ironia ou alterar completamente o seu

sentido. Tudo isso exige competências comunicativas complexas.

O linguista Alastair Pennycook nos ajuda a perceber outra dimensão dessa discussão. Para ele,

as ideias que temos sobre a linguagem foram profundamente marcadas por uma tradição europeia

e colonial que transformou determinadas formas de falar e escrever em padrões supostamente

universais. Por isso, classificar uma prática linguística como pobre, errada ou inferior nunca é um

gesto completamente inocente. Precisamos perguntar quem estabeleceu o padrão, quais grupos

sociais são reconhecidos por ele e quais vozes acabam tratadas como menos legítimas.

A escrita digital torna essa disputa muito visível. Muitas práticas condenadas como sinais de

empobrecimento são, na verdade, demonstrações de criatividade, adaptação e pertencimento.

Memes, abreviações, variações ortográficas e combinações entre texto e imagem podem expressar

humor, identidade, intimidade e crítica social. Isso não significa que todas as formas de escrita

sirvam igualmente para qualquer situação. Significa reconhecer que saber uma língua envolve

circular entre diferentes registros e compreender os efeitos das escolhas realizadas.

Também precisamos considerar que as plataformas interferem nessas práticas. Elas promovem

algumas formas de expressão, reduzem a visibilidade de outras e estabelecem limites para aquilo

que pode circular. A linguagem digital, portanto, não se desenvolve em um espaço neutro. Ela está

atravessada por relações comerciais, raciais, culturais e políticas.

É importante salientar que não estamos assistindo ao empobrecimento da língua. Estamos

diante da ampliação e da diversificação de nossos recursos comunicativos. O desafio consiste em

garantir que essa ampliação venha acompanhada de formação crítica, para que as pessoas saibam

produzir sentidos, reconhecer desigualdades e compreender por que algumas formas de falar e

escrever recebem mais prestígio do que outras.

ARAÚJO, Júlio. “O feed é uma seleção orientada por interesses políticos, econômicos e ideológicos”. Entrevista. Entre, UFC, v.3, n.1, 2026. Disponível em: https://aentre.com.br/entrevistas/o-feed-e-uma-selecao-orientada-por-interesses-politicos-economicos-e-ideologicos/. Acesso em: 13 set. 2026.

Assinale a alternativa que reescreve o trecho destacado em “...para que as pessoas saibam produzir sentidos, reconhecer desigualdades e compreender por que algumas formas de falar e escrever recebem mais prestígio do que outras.” (linhas 31-33), mantendo a correção gramatical.
 

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4284146 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FCPC
Orgão: Pref. Aracati-CE

A ideia de que uma nova tecnologia está estragando a língua reaparece sempre que nossos

hábitos de comunicação se transformam. Uma mensagem como “kd vc?” pode levar alguém a

imaginar que seu autor desaprendeu a escrever. Entretanto, a mesma pessoa que emprega essa

abreviação em uma conversa informal pode escrever de outra forma em um currículo, em um

trabalho acadêmico ou em uma solicitação profissional. Isso revela uma capacidade importante de

ajustar a linguagem às diferentes situações da vida.

A Linguística Aplicada procura compreender essas práticas antes de julgá-las. Nas redes

sociais e nos aplicativos, combinamos palavras, áudios, imagens, vídeos, emojis, GIFs e links.

Também aprendemos a interpretar sinais muito sutis. Um ponto final pode ser apenas um sinal de

pontuação em determinado texto e parecer frio, ríspido ou irritado em uma conversa pelo

WhatsApp. Um emoji pode suavizar uma frase, sugerir ironia ou alterar completamente o seu

sentido. Tudo isso exige competências comunicativas complexas.

O linguista Alastair Pennycook nos ajuda a perceber outra dimensão dessa discussão. Para ele,

as ideias que temos sobre a linguagem foram profundamente marcadas por uma tradição europeia

e colonial que transformou determinadas formas de falar e escrever em padrões supostamente

universais. Por isso, classificar uma prática linguística como pobre, errada ou inferior nunca é um

gesto completamente inocente. Precisamos perguntar quem estabeleceu o padrão, quais grupos

sociais são reconhecidos por ele e quais vozes acabam tratadas como menos legítimas.

A escrita digital torna essa disputa muito visível. Muitas práticas condenadas como sinais de

empobrecimento são, na verdade, demonstrações de criatividade, adaptação e pertencimento.

Memes, abreviações, variações ortográficas e combinações entre texto e imagem podem expressar

humor, identidade, intimidade e crítica social. Isso não significa que todas as formas de escrita

sirvam igualmente para qualquer situação. Significa reconhecer que saber uma língua envolve

circular entre diferentes registros e compreender os efeitos das escolhas realizadas.

Também precisamos considerar que as plataformas interferem nessas práticas. Elas promovem

algumas formas de expressão, reduzem a visibilidade de outras e estabelecem limites para aquilo

que pode circular. A linguagem digital, portanto, não se desenvolve em um espaço neutro. Ela está

atravessada por relações comerciais, raciais, culturais e políticas.

É importante salientar que não estamos assistindo ao empobrecimento da língua. Estamos

diante da ampliação e da diversificação de nossos recursos comunicativos. O desafio consiste em

garantir que essa ampliação venha acompanhada de formação crítica, para que as pessoas saibam

produzir sentidos, reconhecer desigualdades e compreender por que algumas formas de falar e

escrever recebem mais prestígio do que outras.

ARAÚJO, Júlio. “O feed é uma seleção orientada por interesses políticos, econômicos e ideológicos”. Entrevista. Entre, UFC, v.3, n.1, 2026. Disponível em: https://aentre.com.br/entrevistas/o-feed-e-uma-selecao-orientada-por-interesses-politicos-economicos-e-ideologicos/. Acesso em: 13 set. 2026.

Assinale a alternativa em que o pronome destacado exerce a função de substantivo.
 

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4284145 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FCPC
Orgão: Pref. Aracati-CE

A ideia de que uma nova tecnologia está estragando a língua reaparece sempre que nossos

hábitos de comunicação se transformam. Uma mensagem como “kd vc?” pode levar alguém a

imaginar que seu autor desaprendeu a escrever. Entretanto, a mesma pessoa que emprega essa

abreviação em uma conversa informal pode escrever de outra forma em um currículo, em um

trabalho acadêmico ou em uma solicitação profissional. Isso revela uma capacidade importante de

ajustar a linguagem às diferentes situações da vida.

A Linguística Aplicada procura compreender essas práticas antes de julgá-las. Nas redes

sociais e nos aplicativos, combinamos palavras, áudios, imagens, vídeos, emojis, GIFs e links.

Também aprendemos a interpretar sinais muito sutis. Um ponto final pode ser apenas um sinal de

pontuação em determinado texto e parecer frio, ríspido ou irritado em uma conversa pelo

WhatsApp. Um emoji pode suavizar uma frase, sugerir ironia ou alterar completamente o seu

sentido. Tudo isso exige competências comunicativas complexas.

O linguista Alastair Pennycook nos ajuda a perceber outra dimensão dessa discussão. Para ele,

as ideias que temos sobre a linguagem foram profundamente marcadas por uma tradição europeia

e colonial que transformou determinadas formas de falar e escrever em padrões supostamente

universais. Por isso, classificar uma prática linguística como pobre, errada ou inferior nunca é um

gesto completamente inocente. Precisamos perguntar quem estabeleceu o padrão, quais grupos

sociais são reconhecidos por ele e quais vozes acabam tratadas como menos legítimas.

A escrita digital torna essa disputa muito visível. Muitas práticas condenadas como sinais de

empobrecimento são, na verdade, demonstrações de criatividade, adaptação e pertencimento.

Memes, abreviações, variações ortográficas e combinações entre texto e imagem podem expressar

humor, identidade, intimidade e crítica social. Isso não significa que todas as formas de escrita

sirvam igualmente para qualquer situação. Significa reconhecer que saber uma língua envolve

circular entre diferentes registros e compreender os efeitos das escolhas realizadas.

Também precisamos considerar que as plataformas interferem nessas práticas. Elas promovem

algumas formas de expressão, reduzem a visibilidade de outras e estabelecem limites para aquilo

que pode circular. A linguagem digital, portanto, não se desenvolve em um espaço neutro. Ela está

atravessada por relações comerciais, raciais, culturais e políticas.

É importante salientar que não estamos assistindo ao empobrecimento da língua. Estamos

diante da ampliação e da diversificação de nossos recursos comunicativos. O desafio consiste em

garantir que essa ampliação venha acompanhada de formação crítica, para que as pessoas saibam

produzir sentidos, reconhecer desigualdades e compreender por que algumas formas de falar e

escrever recebem mais prestígio do que outras.

ARAÚJO, Júlio. “O feed é uma seleção orientada por interesses políticos, econômicos e ideológicos”. Entrevista. Entre, UFC, v.3, n.1, 2026. Disponível em: https://aentre.com.br/entrevistas/o-feed-e-uma-selecao-orientada-por-interesses-politicos-economicos-e-ideologicos/. Acesso em: 13 set. 2026.

Assinale a alternativa em que a expressão destacada exerce a mesma função sintática que a oração em destaque no trecho: “A Linguística Aplicada procura compreender essas práticas” (linha 07).
 

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4284144 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FCPC
Orgão: Pref. Aracati-CE

A ideia de que uma nova tecnologia está estragando a língua reaparece sempre que nossos

hábitos de comunicação se transformam. Uma mensagem como “kd vc?” pode levar alguém a

imaginar que seu autor desaprendeu a escrever. Entretanto, a mesma pessoa que emprega essa

abreviação em uma conversa informal pode escrever de outra forma em um currículo, em um

trabalho acadêmico ou em uma solicitação profissional. Isso revela uma capacidade importante de

ajustar a linguagem às diferentes situações da vida.

A Linguística Aplicada procura compreender essas práticas antes de julgá-las. Nas redes

sociais e nos aplicativos, combinamos palavras, áudios, imagens, vídeos, emojis, GIFs e links.

Também aprendemos a interpretar sinais muito sutis. Um ponto final pode ser apenas um sinal de

pontuação em determinado texto e parecer frio, ríspido ou irritado em uma conversa pelo

WhatsApp. Um emoji pode suavizar uma frase, sugerir ironia ou alterar completamente o seu

sentido. Tudo isso exige competências comunicativas complexas.

O linguista Alastair Pennycook nos ajuda a perceber outra dimensão dessa discussão. Para ele,

as ideias que temos sobre a linguagem foram profundamente marcadas por uma tradição europeia

e colonial que transformou determinadas formas de falar e escrever em padrões supostamente

universais. Por isso, classificar uma prática linguística como pobre, errada ou inferior nunca é um

gesto completamente inocente. Precisamos perguntar quem estabeleceu o padrão, quais grupos

sociais são reconhecidos por ele e quais vozes acabam tratadas como menos legítimas.

A escrita digital torna essa disputa muito visível. Muitas práticas condenadas como sinais de

empobrecimento são, na verdade, demonstrações de criatividade, adaptação e pertencimento.

Memes, abreviações, variações ortográficas e combinações entre texto e imagem podem expressar

humor, identidade, intimidade e crítica social. Isso não significa que todas as formas de escrita

sirvam igualmente para qualquer situação. Significa reconhecer que saber uma língua envolve

circular entre diferentes registros e compreender os efeitos das escolhas realizadas.

Também precisamos considerar que as plataformas interferem nessas práticas. Elas promovem

algumas formas de expressão, reduzem a visibilidade de outras e estabelecem limites para aquilo

que pode circular. A linguagem digital, portanto, não se desenvolve em um espaço neutro. Ela está

atravessada por relações comerciais, raciais, culturais e políticas.

É importante salientar que não estamos assistindo ao empobrecimento da língua. Estamos

diante da ampliação e da diversificação de nossos recursos comunicativos. O desafio consiste em

garantir que essa ampliação venha acompanhada de formação crítica, para que as pessoas saibam

produzir sentidos, reconhecer desigualdades e compreender por que algumas formas de falar e

escrever recebem mais prestígio do que outras.

ARAÚJO, Júlio. “O feed é uma seleção orientada por interesses políticos, econômicos e ideológicos”. Entrevista. Entre, UFC, v.3, n.1, 2026. Disponível em: https://aentre.com.br/entrevistas/o-feed-e-uma-selecao-orientada-por-interesses-politicos-economicos-e-ideologicos/. Acesso em: 13 set. 2026.

Assinale a alternativa em que foram mantidos os sentidos originais e a correção gramatical do trecho: “...as ideias que temos sobre a linguagem foram profundamente marcadas por uma tradição europeia e colonial que transformou determinadas formas de falar e escrever em padrões supostamente universais” (linhas 14-16).
 

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Questão presente nas seguintes provas
4284143 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FCPC
Orgão: Pref. Aracati-CE

A ideia de que uma nova tecnologia está estragando a língua reaparece sempre que nossos

hábitos de comunicação se transformam. Uma mensagem como “kd vc?” pode levar alguém a

imaginar que seu autor desaprendeu a escrever. Entretanto, a mesma pessoa que emprega essa

abreviação em uma conversa informal pode escrever de outra forma em um currículo, em um

trabalho acadêmico ou em uma solicitação profissional. Isso revela uma capacidade importante de

ajustar a linguagem às diferentes situações da vida.

A Linguística Aplicada procura compreender essas práticas antes de julgá-las. Nas redes

sociais e nos aplicativos, combinamos palavras, áudios, imagens, vídeos, emojis, GIFs e links.

Também aprendemos a interpretar sinais muito sutis. Um ponto final pode ser apenas um sinal de

pontuação em determinado texto e parecer frio, ríspido ou irritado em uma conversa pelo

WhatsApp. Um emoji pode suavizar uma frase, sugerir ironia ou alterar completamente o seu

sentido. Tudo isso exige competências comunicativas complexas.

O linguista Alastair Pennycook nos ajuda a perceber outra dimensão dessa discussão. Para ele,

as ideias que temos sobre a linguagem foram profundamente marcadas por uma tradição europeia

e colonial que transformou determinadas formas de falar e escrever em padrões supostamente

universais. Por isso, classificar uma prática linguística como pobre, errada ou inferior nunca é um

gesto completamente inocente. Precisamos perguntar quem estabeleceu o padrão, quais grupos

sociais são reconhecidos por ele e quais vozes acabam tratadas como menos legítimas.

A escrita digital torna essa disputa muito visível. Muitas práticas condenadas como sinais de

empobrecimento são, na verdade, demonstrações de criatividade, adaptação e pertencimento.

Memes, abreviações, variações ortográficas e combinações entre texto e imagem podem expressar

humor, identidade, intimidade e crítica social. Isso não significa que todas as formas de escrita

sirvam igualmente para qualquer situação. Significa reconhecer que saber uma língua envolve

circular entre diferentes registros e compreender os efeitos das escolhas realizadas.

Também precisamos considerar que as plataformas interferem nessas práticas. Elas promovem

algumas formas de expressão, reduzem a visibilidade de outras e estabelecem limites para aquilo

que pode circular. A linguagem digital, portanto, não se desenvolve em um espaço neutro. Ela está

atravessada por relações comerciais, raciais, culturais e políticas.

É importante salientar que não estamos assistindo ao empobrecimento da língua. Estamos

diante da ampliação e da diversificação de nossos recursos comunicativos. O desafio consiste em

garantir que essa ampliação venha acompanhada de formação crítica, para que as pessoas saibam

produzir sentidos, reconhecer desigualdades e compreender por que algumas formas de falar e

escrever recebem mais prestígio do que outras.

ARAÚJO, Júlio. “O feed é uma seleção orientada por interesses políticos, econômicos e ideológicos”. Entrevista. Entre, UFC, v.3, n.1, 2026. Disponível em: https://aentre.com.br/entrevistas/o-feed-e-uma-selecao-orientada-por-interesses-politicos-economicos-e-ideologicos/. Acesso em: 13 set. 2026.

A partir da leitura do texto, é possível inferir que:
 

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