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Foram encontradas 235 questões.

4284142 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FCPC
Orgão: Pref. Aracati-CE

A ideia de que uma nova tecnologia está estragando a língua reaparece sempre que nossos

hábitos de comunicação se transformam. Uma mensagem como “kd vc?” pode levar alguém a

imaginar que seu autor desaprendeu a escrever. Entretanto, a mesma pessoa que emprega essa

abreviação em uma conversa informal pode escrever de outra forma em um currículo, em um

trabalho acadêmico ou em uma solicitação profissional. Isso revela uma capacidade importante de

ajustar a linguagem às diferentes situações da vida.

A Linguística Aplicada procura compreender essas práticas antes de julgá-las. Nas redes

sociais e nos aplicativos, combinamos palavras, áudios, imagens, vídeos, emojis, GIFs e links.

Também aprendemos a interpretar sinais muito sutis. Um ponto final pode ser apenas um sinal de

pontuação em determinado texto e parecer frio, ríspido ou irritado em uma conversa pelo

WhatsApp. Um emoji pode suavizar uma frase, sugerir ironia ou alterar completamente o seu

sentido. Tudo isso exige competências comunicativas complexas.

O linguista Alastair Pennycook nos ajuda a perceber outra dimensão dessa discussão. Para ele,

as ideias que temos sobre a linguagem foram profundamente marcadas por uma tradição europeia

e colonial que transformou determinadas formas de falar e escrever em padrões supostamente

universais. Por isso, classificar uma prática linguística como pobre, errada ou inferior nunca é um

gesto completamente inocente. Precisamos perguntar quem estabeleceu o padrão, quais grupos

sociais são reconhecidos por ele e quais vozes acabam tratadas como menos legítimas.

A escrita digital torna essa disputa muito visível. Muitas práticas condenadas como sinais de

empobrecimento são, na verdade, demonstrações de criatividade, adaptação e pertencimento.

Memes, abreviações, variações ortográficas e combinações entre texto e imagem podem expressar

humor, identidade, intimidade e crítica social. Isso não significa que todas as formas de escrita

sirvam igualmente para qualquer situação. Significa reconhecer que saber uma língua envolve

circular entre diferentes registros e compreender os efeitos das escolhas realizadas.

Também precisamos considerar que as plataformas interferem nessas práticas. Elas promovem

algumas formas de expressão, reduzem a visibilidade de outras e estabelecem limites para aquilo

que pode circular. A linguagem digital, portanto, não se desenvolve em um espaço neutro. Ela está

atravessada por relações comerciais, raciais, culturais e políticas.

É importante salientar que não estamos assistindo ao empobrecimento da língua. Estamos

diante da ampliação e da diversificação de nossos recursos comunicativos. O desafio consiste em

garantir que essa ampliação venha acompanhada de formação crítica, para que as pessoas saibam

produzir sentidos, reconhecer desigualdades e compreender por que algumas formas de falar e

escrever recebem mais prestígio do que outras.

ARAÚJO, Júlio. “O feed é uma seleção orientada por interesses políticos, econômicos e ideológicos”. Entrevista. Entre, UFC, v.3, n.1, 2026. Disponível em: https://aentre.com.br/entrevistas/o-feed-e-uma-selecao-orientada-por-interesses-politicos-economicos-e-ideologicos/. Acesso em: 13 set. 2026.

No que concerne ao preconceito linguístico, a leitura do texto permite afirmar corretamente que:
 

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4284141 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FCPC
Orgão: Pref. Aracati-CE

A ideia de que uma nova tecnologia está estragando a língua reaparece sempre que nossos

hábitos de comunicação se transformam. Uma mensagem como “kd vc?” pode levar alguém a

imaginar que seu autor desaprendeu a escrever. Entretanto, a mesma pessoa que emprega essa

abreviação em uma conversa informal pode escrever de outra forma em um currículo, em um

trabalho acadêmico ou em uma solicitação profissional. Isso revela uma capacidade importante de

ajustar a linguagem às diferentes situações da vida.

A Linguística Aplicada procura compreender essas práticas antes de julgá-las. Nas redes

sociais e nos aplicativos, combinamos palavras, áudios, imagens, vídeos, emojis, GIFs e links.

Também aprendemos a interpretar sinais muito sutis. Um ponto final pode ser apenas um sinal de

pontuação em determinado texto e parecer frio, ríspido ou irritado em uma conversa pelo

WhatsApp. Um emoji pode suavizar uma frase, sugerir ironia ou alterar completamente o seu

sentido. Tudo isso exige competências comunicativas complexas.

O linguista Alastair Pennycook nos ajuda a perceber outra dimensão dessa discussão. Para ele,

as ideias que temos sobre a linguagem foram profundamente marcadas por uma tradição europeia

e colonial que transformou determinadas formas de falar e escrever em padrões supostamente

universais. Por isso, classificar uma prática linguística como pobre, errada ou inferior nunca é um

gesto completamente inocente. Precisamos perguntar quem estabeleceu o padrão, quais grupos

sociais são reconhecidos por ele e quais vozes acabam tratadas como menos legítimas.

A escrita digital torna essa disputa muito visível. Muitas práticas condenadas como sinais de

empobrecimento são, na verdade, demonstrações de criatividade, adaptação e pertencimento.

Memes, abreviações, variações ortográficas e combinações entre texto e imagem podem expressar

humor, identidade, intimidade e crítica social. Isso não significa que todas as formas de escrita

sirvam igualmente para qualquer situação. Significa reconhecer que saber uma língua envolve

circular entre diferentes registros e compreender os efeitos das escolhas realizadas.

Também precisamos considerar que as plataformas interferem nessas práticas. Elas promovem

algumas formas de expressão, reduzem a visibilidade de outras e estabelecem limites para aquilo

que pode circular. A linguagem digital, portanto, não se desenvolve em um espaço neutro. Ela está

atravessada por relações comerciais, raciais, culturais e políticas.

É importante salientar que não estamos assistindo ao empobrecimento da língua. Estamos

diante da ampliação e da diversificação de nossos recursos comunicativos. O desafio consiste em

garantir que essa ampliação venha acompanhada de formação crítica, para que as pessoas saibam

produzir sentidos, reconhecer desigualdades e compreender por que algumas formas de falar e

escrever recebem mais prestígio do que outras.

ARAÚJO, Júlio. “O feed é uma seleção orientada por interesses políticos, econômicos e ideológicos”. Entrevista. Entre, UFC, v.3, n.1, 2026. Disponível em: https://aentre.com.br/entrevistas/o-feed-e-uma-selecao-orientada-por-interesses-politicos-economicos-e-ideologicos/. Acesso em: 13 set. 2026.

A propósito da organização do texto, é correto afirmar que, no quinto parágrafo, o autor:
 

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4284140 Ano: 2026
Disciplina: Português
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A ideia de que uma nova tecnologia está estragando a língua reaparece sempre que nossos

hábitos de comunicação se transformam. Uma mensagem como “kd vc?” pode levar alguém a

imaginar que seu autor desaprendeu a escrever. Entretanto, a mesma pessoa que emprega essa

abreviação em uma conversa informal pode escrever de outra forma em um currículo, em um

trabalho acadêmico ou em uma solicitação profissional. Isso revela uma capacidade importante de

ajustar a linguagem às diferentes situações da vida.

A Linguística Aplicada procura compreender essas práticas antes de julgá-las. Nas redes

sociais e nos aplicativos, combinamos palavras, áudios, imagens, vídeos, emojis, GIFs e links.

Também aprendemos a interpretar sinais muito sutis. Um ponto final pode ser apenas um sinal de

pontuação em determinado texto e parecer frio, ríspido ou irritado em uma conversa pelo

WhatsApp. Um emoji pode suavizar uma frase, sugerir ironia ou alterar completamente o seu

sentido. Tudo isso exige competências comunicativas complexas.

O linguista Alastair Pennycook nos ajuda a perceber outra dimensão dessa discussão. Para ele,

as ideias que temos sobre a linguagem foram profundamente marcadas por uma tradição europeia

e colonial que transformou determinadas formas de falar e escrever em padrões supostamente

universais. Por isso, classificar uma prática linguística como pobre, errada ou inferior nunca é um

gesto completamente inocente. Precisamos perguntar quem estabeleceu o padrão, quais grupos

sociais são reconhecidos por ele e quais vozes acabam tratadas como menos legítimas.

A escrita digital torna essa disputa muito visível. Muitas práticas condenadas como sinais de

empobrecimento são, na verdade, demonstrações de criatividade, adaptação e pertencimento.

Memes, abreviações, variações ortográficas e combinações entre texto e imagem podem expressar

humor, identidade, intimidade e crítica social. Isso não significa que todas as formas de escrita

sirvam igualmente para qualquer situação. Significa reconhecer que saber uma língua envolve

circular entre diferentes registros e compreender os efeitos das escolhas realizadas.

Também precisamos considerar que as plataformas interferem nessas práticas. Elas promovem

algumas formas de expressão, reduzem a visibilidade de outras e estabelecem limites para aquilo

que pode circular. A linguagem digital, portanto, não se desenvolve em um espaço neutro. Ela está

atravessada por relações comerciais, raciais, culturais e políticas.

É importante salientar que não estamos assistindo ao empobrecimento da língua. Estamos

diante da ampliação e da diversificação de nossos recursos comunicativos. O desafio consiste em

garantir que essa ampliação venha acompanhada de formação crítica, para que as pessoas saibam

produzir sentidos, reconhecer desigualdades e compreender por que algumas formas de falar e

escrever recebem mais prestígio do que outras.

ARAÚJO, Júlio. “O feed é uma seleção orientada por interesses políticos, econômicos e ideológicos”. Entrevista. Entre, UFC, v.3, n.1, 2026. Disponível em: https://aentre.com.br/entrevistas/o-feed-e-uma-selecao-orientada-por-interesses-politicos-economicos-e-ideologicos/. Acesso em: 13 set. 2026.

A propósito das estratégias de construção de sentido do texto, é correto afirmar que:
 

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4284139 Ano: 2026
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A ideia de que uma nova tecnologia está estragando a língua reaparece sempre que nossos

hábitos de comunicação se transformam. Uma mensagem como “kd vc?” pode levar alguém a

imaginar que seu autor desaprendeu a escrever. Entretanto, a mesma pessoa que emprega essa

abreviação em uma conversa informal pode escrever de outra forma em um currículo, em um

trabalho acadêmico ou em uma solicitação profissional. Isso revela uma capacidade importante de

ajustar a linguagem às diferentes situações da vida.

A Linguística Aplicada procura compreender essas práticas antes de julgá-las. Nas redes

sociais e nos aplicativos, combinamos palavras, áudios, imagens, vídeos, emojis, GIFs e links.

Também aprendemos a interpretar sinais muito sutis. Um ponto final pode ser apenas um sinal de

pontuação em determinado texto e parecer frio, ríspido ou irritado em uma conversa pelo

WhatsApp. Um emoji pode suavizar uma frase, sugerir ironia ou alterar completamente o seu

sentido. Tudo isso exige competências comunicativas complexas.

O linguista Alastair Pennycook nos ajuda a perceber outra dimensão dessa discussão. Para ele,

as ideias que temos sobre a linguagem foram profundamente marcadas por uma tradição europeia

e colonial que transformou determinadas formas de falar e escrever em padrões supostamente

universais. Por isso, classificar uma prática linguística como pobre, errada ou inferior nunca é um

gesto completamente inocente. Precisamos perguntar quem estabeleceu o padrão, quais grupos

sociais são reconhecidos por ele e quais vozes acabam tratadas como menos legítimas.

A escrita digital torna essa disputa muito visível. Muitas práticas condenadas como sinais de

empobrecimento são, na verdade, demonstrações de criatividade, adaptação e pertencimento.

Memes, abreviações, variações ortográficas e combinações entre texto e imagem podem expressar

humor, identidade, intimidade e crítica social. Isso não significa que todas as formas de escrita

sirvam igualmente para qualquer situação. Significa reconhecer que saber uma língua envolve

circular entre diferentes registros e compreender os efeitos das escolhas realizadas.

Também precisamos considerar que as plataformas interferem nessas práticas. Elas promovem

algumas formas de expressão, reduzem a visibilidade de outras e estabelecem limites para aquilo

que pode circular. A linguagem digital, portanto, não se desenvolve em um espaço neutro. Ela está

atravessada por relações comerciais, raciais, culturais e políticas.

É importante salientar que não estamos assistindo ao empobrecimento da língua. Estamos

diante da ampliação e da diversificação de nossos recursos comunicativos. O desafio consiste em

garantir que essa ampliação venha acompanhada de formação crítica, para que as pessoas saibam

produzir sentidos, reconhecer desigualdades e compreender por que algumas formas de falar e

escrever recebem mais prestígio do que outras.

ARAÚJO, Júlio. “O feed é uma seleção orientada por interesses políticos, econômicos e ideológicos”. Entrevista. Entre, UFC, v.3, n.1, 2026. Disponível em: https://aentre.com.br/entrevistas/o-feed-e-uma-selecao-orientada-por-interesses-politicos-economicos-e-ideologicos/. Acesso em: 13 set. 2026.

Acerca dos propósitos gerais ou específicos do texto, é correto afirmar que o professor Júlio Araújo:
 

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4284138 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FCPC
Orgão: Pref. Aracati-CE

A ideia de que uma nova tecnologia está estragando a língua reaparece sempre que nossos

hábitos de comunicação se transformam. Uma mensagem como “kd vc?” pode levar alguém a

imaginar que seu autor desaprendeu a escrever. Entretanto, a mesma pessoa que emprega essa

abreviação em uma conversa informal pode escrever de outra forma em um currículo, em um

trabalho acadêmico ou em uma solicitação profissional. Isso revela uma capacidade importante de

ajustar a linguagem às diferentes situações da vida.

A Linguística Aplicada procura compreender essas práticas antes de julgá-las. Nas redes

sociais e nos aplicativos, combinamos palavras, áudios, imagens, vídeos, emojis, GIFs e links.

Também aprendemos a interpretar sinais muito sutis. Um ponto final pode ser apenas um sinal de

pontuação em determinado texto e parecer frio, ríspido ou irritado em uma conversa pelo

WhatsApp. Um emoji pode suavizar uma frase, sugerir ironia ou alterar completamente o seu

sentido. Tudo isso exige competências comunicativas complexas.

O linguista Alastair Pennycook nos ajuda a perceber outra dimensão dessa discussão. Para ele,

as ideias que temos sobre a linguagem foram profundamente marcadas por uma tradição europeia

e colonial que transformou determinadas formas de falar e escrever em padrões supostamente

universais. Por isso, classificar uma prática linguística como pobre, errada ou inferior nunca é um

gesto completamente inocente. Precisamos perguntar quem estabeleceu o padrão, quais grupos

sociais são reconhecidos por ele e quais vozes acabam tratadas como menos legítimas.

A escrita digital torna essa disputa muito visível. Muitas práticas condenadas como sinais de

empobrecimento são, na verdade, demonstrações de criatividade, adaptação e pertencimento.

Memes, abreviações, variações ortográficas e combinações entre texto e imagem podem expressar

humor, identidade, intimidade e crítica social. Isso não significa que todas as formas de escrita

sirvam igualmente para qualquer situação. Significa reconhecer que saber uma língua envolve

circular entre diferentes registros e compreender os efeitos das escolhas realizadas.

Também precisamos considerar que as plataformas interferem nessas práticas. Elas promovem

algumas formas de expressão, reduzem a visibilidade de outras e estabelecem limites para aquilo

que pode circular. A linguagem digital, portanto, não se desenvolve em um espaço neutro. Ela está

atravessada por relações comerciais, raciais, culturais e políticas.

É importante salientar que não estamos assistindo ao empobrecimento da língua. Estamos

diante da ampliação e da diversificação de nossos recursos comunicativos. O desafio consiste em

garantir que essa ampliação venha acompanhada de formação crítica, para que as pessoas saibam

produzir sentidos, reconhecer desigualdades e compreender por que algumas formas de falar e

escrever recebem mais prestígio do que outras.

ARAÚJO, Júlio. “O feed é uma seleção orientada por interesses políticos, econômicos e ideológicos”. Entrevista. Entre, UFC, v.3, n.1, 2026. Disponível em: https://aentre.com.br/entrevistas/o-feed-e-uma-selecao-orientada-por-interesses-politicos-economicos-e-ideologicos/. Acesso em: 13 set. 2026.

O texto acima consiste no trecho de uma entrevista concedida pelo professor Júlio Araújo à revista Entre. A partir da leitura do trecho, é correto afirmar que o professor defende que:
 

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4284137 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FCPC
Orgão: Pref. Aracati-CE
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Chega-me do Japão, por essas correntes que atravessam o mundo mais depressa que

qualquer vírus que já estudei, a notícia de que o psicólogo Hideki Wada escreveu um livro

chamado "A parede dos 80 Anos" e vendeu, num sopro, meio milhão de exemplares. Caminha

para o milhão. O Japão inteiro, ao que parece, quer aprender a envelhecer. Como se já não

fossem experts no assunto.

[...] Fui ler as frases com a desconfiança profissional de quem sempre duvida de gurus. [...]

E eis que descubro que o best-seller japonês foi escrito, na verdade, pela minha avó em Ibiá, por

volta de 1958. Atualmente, contribui para a obra a avó da Joana, Maria Helena Andrés (1

anos) [...].

"Quanto mais você mastigar, mais ativos estarão seu cérebro e seu corpo". Minha avó dizia

isso à mesa, sem cobrar nada, enquanto o frango caipira esfriava no prato. "Tomar sol traz

felicidade" — descoberta que qualquer lagartixa do quintal da fazenda já havia patenteado.

"Continue caminhando" — em Ibiá não havia alternativa: caminhava-se para a escola, para a

missa, para a venda, para lugar nenhum, que era o destino mais frequentado da cidade.

O doutor Wada recomenda ainda: "Estar sozinho não é solidão; é passar o tempo em paz".

Isso, no interior de Minas, chama-se sentar no banco da praça ao entardecer. Não precisou de

livro. Precisou de banco.

[...] Tenho posto em prática o primeiro mandamento — continue caminhando — sob a

supervisão rigorosa do Sushi, meu cãozinho salsicha, personal trainer mais baixo e mais

implacável de que se tem notícia. Todo fim de tarde ele me olha com aqueles olhos de quem já

leu Hideki Wada no original e me arrasta para a rua. Caminhamos os dois, cada um no seu

ritmo, ele farejando o mundo, eu ruminando crônicas. O doutor Wada aprovaria: exercício, sol,

alegria e uma companhia que não discute política.

[...] Se algum dia eu chegar à tal parede dos 80, não pretendo escalá-la, nem derrubá-la.

Pretendo encostar nela como quem encosta no muro da infância ao entardecer, esperando o

vizinho aparecer do outro lado para uma prosa. Porque envelhecer, aprendi com o doutor Wada,

com minha avó de Ibiá, Vó Helena e com nosso presidente, não é bater na parede. É descobrir

que a parede, bem olhada, sempre foi janela.

STARLING, Carlos. Estado de Minas. 04/08/2026. Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/carlos-starling/2026/08/7473216-bem-viver-o-muro-dos-80-anos.html. Acesso em 12 set. 20

Assinale a alternativa que apresenta o sentido expresso pela oração reduzida destacada no trecho "É descobrir que a parede, bem olhada, sempre foi janela" (linhas 27-28).
 

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4284136 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FCPC
Orgão: Pref. Aracati-CE
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Chega-me do Japão, por essas correntes que atravessam o mundo mais depressa que

qualquer vírus que já estudei, a notícia de que o psicólogo Hideki Wada escreveu um livro

chamado "A parede dos 80 Anos" e vendeu, num sopro, meio milhão de exemplares. Caminha

para o milhão. O Japão inteiro, ao que parece, quer aprender a envelhecer. Como se já não

fossem experts no assunto.

[...] Fui ler as frases com a desconfiança profissional de quem sempre duvida de gurus. [...]

E eis que descubro que o best-seller japonês foi escrito, na verdade, pela minha avó em Ibiá, por

volta de 1958. Atualmente, contribui para a obra a avó da Joana, Maria Helena Andrés (1

anos) [...].

"Quanto mais você mastigar, mais ativos estarão seu cérebro e seu corpo". Minha avó dizia

isso à mesa, sem cobrar nada, enquanto o frango caipira esfriava no prato. "Tomar sol traz

felicidade" — descoberta que qualquer lagartixa do quintal da fazenda já havia patenteado.

"Continue caminhando" — em Ibiá não havia alternativa: caminhava-se para a escola, para a

missa, para a venda, para lugar nenhum, que era o destino mais frequentado da cidade.

O doutor Wada recomenda ainda: "Estar sozinho não é solidão; é passar o tempo em paz".

Isso, no interior de Minas, chama-se sentar no banco da praça ao entardecer. Não precisou de

livro. Precisou de banco.

[...] Tenho posto em prática o primeiro mandamento — continue caminhando — sob a

supervisão rigorosa do Sushi, meu cãozinho salsicha, personal trainer mais baixo e mais

implacável de que se tem notícia. Todo fim de tarde ele me olha com aqueles olhos de quem já

leu Hideki Wada no original e me arrasta para a rua. Caminhamos os dois, cada um no seu

ritmo, ele farejando o mundo, eu ruminando crônicas. O doutor Wada aprovaria: exercício, sol,

alegria e uma companhia que não discute política.

[...] Se algum dia eu chegar à tal parede dos 80, não pretendo escalá-la, nem derrubá-la.

Pretendo encostar nela como quem encosta no muro da infância ao entardecer, esperando o

vizinho aparecer do outro lado para uma prosa. Porque envelhecer, aprendi com o doutor Wada,

com minha avó de Ibiá, Vó Helena e com nosso presidente, não é bater na parede. É descobrir

que a parede, bem olhada, sempre foi janela.

STARLING, Carlos. Estado de Minas. 04/08/2026. Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/carlos-starling/2026/08/7473216-bem-viver-o-muro-dos-80-anos.html. Acesso em 12 set. 20

Assinale a alternativa cujo sinal indicativo de crase está corretamente empregado como em: "Minha avó dizia isso à mesa..." (linhas 10-11).
 

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4284135 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FCPC
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Chega-me do Japão, por essas correntes que atravessam o mundo mais depressa que

qualquer vírus que já estudei, a notícia de que o psicólogo Hideki Wada escreveu um livro

chamado "A parede dos 80 Anos" e vendeu, num sopro, meio milhão de exemplares. Caminha

para o milhão. O Japão inteiro, ao que parece, quer aprender a envelhecer. Como se já não

fossem experts no assunto.

[...] Fui ler as frases com a desconfiança profissional de quem sempre duvida de gurus. [...]

E eis que descubro que o best-seller japonês foi escrito, na verdade, pela minha avó em Ibiá, por

volta de 1958. Atualmente, contribui para a obra a avó da Joana, Maria Helena Andrés (1

anos) [...].

"Quanto mais você mastigar, mais ativos estarão seu cérebro e seu corpo". Minha avó dizia

isso à mesa, sem cobrar nada, enquanto o frango caipira esfriava no prato. "Tomar sol traz

felicidade" — descoberta que qualquer lagartixa do quintal da fazenda já havia patenteado.

"Continue caminhando" — em Ibiá não havia alternativa: caminhava-se para a escola, para a

missa, para a venda, para lugar nenhum, que era o destino mais frequentado da cidade.

O doutor Wada recomenda ainda: "Estar sozinho não é solidão; é passar o tempo em paz".

Isso, no interior de Minas, chama-se sentar no banco da praça ao entardecer. Não precisou de

livro. Precisou de banco.

[...] Tenho posto em prática o primeiro mandamento — continue caminhando — sob a

supervisão rigorosa do Sushi, meu cãozinho salsicha, personal trainer mais baixo e mais

implacável de que se tem notícia. Todo fim de tarde ele me olha com aqueles olhos de quem já

leu Hideki Wada no original e me arrasta para a rua. Caminhamos os dois, cada um no seu

ritmo, ele farejando o mundo, eu ruminando crônicas. O doutor Wada aprovaria: exercício, sol,

alegria e uma companhia que não discute política.

[...] Se algum dia eu chegar à tal parede dos 80, não pretendo escalá-la, nem derrubá-la.

Pretendo encostar nela como quem encosta no muro da infância ao entardecer, esperando o

vizinho aparecer do outro lado para uma prosa. Porque envelhecer, aprendi com o doutor Wada,

com minha avó de Ibiá, Vó Helena e com nosso presidente, não é bater na parede. É descobrir

que a parede, bem olhada, sempre foi janela.

STARLING, Carlos. Estado de Minas. 04/08/2026. Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/carlos-starling/2026/08/7473216-bem-viver-o-muro-dos-80-anos.html. Acesso em 12 set. 20

Assinale a alternativa cujo verbo está no mesmo tempo do verbo destacado em "Minha avó dizia isso à mesa" (linhas 10-11).
 

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4284134 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FCPC
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Chega-me do Japão, por essas correntes que atravessam o mundo mais depressa que

qualquer vírus que já estudei, a notícia de que o psicólogo Hideki Wada escreveu um livro

chamado "A parede dos 80 Anos" e vendeu, num sopro, meio milhão de exemplares. Caminha

para o milhão. O Japão inteiro, ao que parece, quer aprender a envelhecer. Como se já não

fossem experts no assunto.

[...] Fui ler as frases com a desconfiança profissional de quem sempre duvida de gurus. [...]

E eis que descubro que o best-seller japonês foi escrito, na verdade, pela minha avó em Ibiá, por

volta de 1958. Atualmente, contribui para a obra a avó da Joana, Maria Helena Andrés (1

anos) [...].

"Quanto mais você mastigar, mais ativos estarão seu cérebro e seu corpo". Minha avó dizia

isso à mesa, sem cobrar nada, enquanto o frango caipira esfriava no prato. "Tomar sol traz

felicidade" — descoberta que qualquer lagartixa do quintal da fazenda já havia patenteado.

"Continue caminhando" — em Ibiá não havia alternativa: caminhava-se para a escola, para a

missa, para a venda, para lugar nenhum, que era o destino mais frequentado da cidade.

O doutor Wada recomenda ainda: "Estar sozinho não é solidão; é passar o tempo em paz".

Isso, no interior de Minas, chama-se sentar no banco da praça ao entardecer. Não precisou de

livro. Precisou de banco.

[...] Tenho posto em prática o primeiro mandamento — continue caminhando — sob a

supervisão rigorosa do Sushi, meu cãozinho salsicha, personal trainer mais baixo e mais

implacável de que se tem notícia. Todo fim de tarde ele me olha com aqueles olhos de quem já

leu Hideki Wada no original e me arrasta para a rua. Caminhamos os dois, cada um no seu

ritmo, ele farejando o mundo, eu ruminando crônicas. O doutor Wada aprovaria: exercício, sol,

alegria e uma companhia que não discute política.

[...] Se algum dia eu chegar à tal parede dos 80, não pretendo escalá-la, nem derrubá-la.

Pretendo encostar nela como quem encosta no muro da infância ao entardecer, esperando o

vizinho aparecer do outro lado para uma prosa. Porque envelhecer, aprendi com o doutor Wada,

com minha avó de Ibiá, Vó Helena e com nosso presidente, não é bater na parede. É descobrir

que a parede, bem olhada, sempre foi janela.

STARLING, Carlos. Estado de Minas. 04/08/2026. Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/carlos-starling/2026/08/7473216-bem-viver-o-muro-dos-80-anos.html. Acesso em 12 set. 20

Assinale a alternativa em que o pronome em destaque exerce a mesma função sintática que o destacado em: "...ele me olha com aqueles olhos..." (linha 20)
 

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4284133 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FCPC
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Chega-me do Japão, por essas correntes que atravessam o mundo mais depressa que

qualquer vírus que já estudei, a notícia de que o psicólogo Hideki Wada escreveu um livro

chamado "A parede dos 80 Anos" e vendeu, num sopro, meio milhão de exemplares. Caminha

para o milhão. O Japão inteiro, ao que parece, quer aprender a envelhecer. Como se já não

fossem experts no assunto.

[...] Fui ler as frases com a desconfiança profissional de quem sempre duvida de gurus. [...]

E eis que descubro que o best-seller japonês foi escrito, na verdade, pela minha avó em Ibiá, por

volta de 1958. Atualmente, contribui para a obra a avó da Joana, Maria Helena Andrés (1

anos) [...].

"Quanto mais você mastigar, mais ativos estarão seu cérebro e seu corpo". Minha avó dizia

isso à mesa, sem cobrar nada, enquanto o frango caipira esfriava no prato. "Tomar sol traz

felicidade" — descoberta que qualquer lagartixa do quintal da fazenda já havia patenteado.

"Continue caminhando" — em Ibiá não havia alternativa: caminhava-se para a escola, para a

missa, para a venda, para lugar nenhum, que era o destino mais frequentado da cidade.

O doutor Wada recomenda ainda: "Estar sozinho não é solidão; é passar o tempo em paz".

Isso, no interior de Minas, chama-se sentar no banco da praça ao entardecer. Não precisou de

livro. Precisou de banco.

[...] Tenho posto em prática o primeiro mandamento — continue caminhando — sob a

supervisão rigorosa do Sushi, meu cãozinho salsicha, personal trainer mais baixo e mais

implacável de que se tem notícia. Todo fim de tarde ele me olha com aqueles olhos de quem já

leu Hideki Wada no original e me arrasta para a rua. Caminhamos os dois, cada um no seu

ritmo, ele farejando o mundo, eu ruminando crônicas. O doutor Wada aprovaria: exercício, sol,

alegria e uma companhia que não discute política.

[...] Se algum dia eu chegar à tal parede dos 80, não pretendo escalá-la, nem derrubá-la.

Pretendo encostar nela como quem encosta no muro da infância ao entardecer, esperando o

vizinho aparecer do outro lado para uma prosa. Porque envelhecer, aprendi com o doutor Wada,

com minha avó de Ibiá, Vó Helena e com nosso presidente, não é bater na parede. É descobrir

que a parede, bem olhada, sempre foi janela.

STARLING, Carlos. Estado de Minas. 04/08/2026. Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/carlos-starling/2026/08/7473216-bem-viver-o-muro-dos-80-anos.html. Acesso em 12 set. 20

Assinale a alternativa cujo verbo deriva de um adjetivo, como "envelhecer" (linha 04).
 

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