Foram encontradas 575 questões.
Considere que a nota de um aluno em uma prova possa ser determinada de forma diretamente proporcional ao tempo em
que ele passou estudando. Assim, se um aluno que estudou para a prova por 25 minutos tirou 5 pontos na prova, quantos
pontos irá fazer, seguindo a regra de proporcionalidade, um aluno que estudou por 2 horas?
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Para esvaziar completamente os 18 mil litros de combustível do caminhão, o frentista de um posto deverá seguir as normas
de segurança que informam que a velocidade de descarga da mangueira deverá ser igual a 10 litros por segundo. Após 12 minutos
do início do descarregamento do combustível, qual a quantidade, em mil litros, ainda resta no caminhão para ser descarregada?
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Para escolher sua poltrona e desfrutar a melhor experiência em uma sala de cinema, Carlos usou como referência a distância
de 3 metros entre sua TV de 60 polegadas e o sofá de sua sala. Considere que a tela de projeção do cinema onde ele está é
de 500 polegadas e mantém a proporcionalidade entre as distâncias. Qual deve ser a distância de sua poltrona até a tela de
projeção do cinema?
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Durante um treino de corrida em uma pista de atletismo de 400 metros, três atletas –um iniciante, um intermediário e um avançado,
conseguem dar uma volta completa na pista em 3 minutos, 1,5 minuto e 40 segundos, respectivamente. Se os três atletas começarem o treino do mesmo ponto de partida às 18h, e se reencontrarem no ponto de partida novamente pela primeira vez quando o
atleta intermediário completar a 4ª volta, a que horas os três atletas se reencontrarão e quantas voltas o atleta iniciante e avançado
darão, respectivamente?
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Jorge comprou X quilogramas de carne para fazer um churrasco para
N
convidados no seu aniversário de 50 anos. Fazendo alguns
cálculos, ele chegou a duas conclusões:
I. Se cada um dos N convidados comer 300 gramas de carne, sobrarão 600 g de carne.
II. Se cada um dos N convidados comer 400 gramas de carne, ele terá de adicionar 400 g de carne aos X kg já comprados.
Podemos afirmar que número de convidados (N) para a festa de aniversário de 50 anos de Jorge é:
I. Se cada um dos N convidados comer 300 gramas de carne, sobrarão 600 g de carne.
II. Se cada um dos N convidados comer 400 gramas de carne, ele terá de adicionar 400 g de carne aos X kg já comprados.
Podemos afirmar que número de convidados (N) para a festa de aniversário de 50 anos de Jorge é:
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Em casos de surto de dengue em uma determinada cidade, o secretário de saúde deverá aguardar que um número mínimo de
pacientes infectados diagnosticados seja alcançado para declarar estado de emergência. Considere que no dia 06/03/2016 o
primeiro paciente com dengue foi diagnosticado e que, do segundo dia em diante, três novos pacientes eram diagnosticados. Se o
número mínimo de pacientes infectados para declarar estado de emergência for quatro vezes o número de pacientes acumulados
até o 7º dia, em que dia o secretário de saúde declarou estado de emergência?
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O
Frisbee
é um objeto em forma de disco, geralmente feito de plástico, cujo formato permite o voo quando é lançado em rotação.
Após vários experimentos em seu jardim com o seu
Frisbee
, Alex estimou sua trajetória com a função
em que
y é a altura, em metros, atingida pelo
Frisbee
e x é o tempo, em segundos. Considerando esta trajetória, qual é a altura
máxima, em metros, atingida pelo
Frisbee
?
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Eis tudo
Voltaram as chuvas e, com elas, o jardim ficou, de repente, antigo. Antigo e bom para mim, porque todas as coisas antigas
foram boas para mim. Ou, se não foram, o tempo as passou a limpo.
Tenho um jardim verde, entre muros velhos, como são os jardins da Madalena no Recife. Muros amarelos, lodosos, e o verde
do lodo resplandece assim que chove. A vida fica bonita quando começa a chover. Uma porção de lembranças, que não são de que
ou de quem. Lembranças sem forma e sem cor. Sem cheiro e sem sons. É. Deve ser a infância, toda ela, que se perdeu sem que eu
pudesse fazer nada. Um gesto sequer, de defesa. A infância que me visita. Pode entrar. A casa é sua.
Eu era um menino de cócoras, no fundo do quintal, brincando com os meus carrinhos. Chovia, em setembro, principalmente no
dia dos anos do meu irmão. Eu tinha carrinhos de lata, pintados de vermelho e amarelo. Outros feitos por mim, com rodas de carretel.
Eu era grande em relação a eles, e era um deus, porque fazia seus destinos. De cócoras, imensamente maior que eles, falando sozinho,
para dar um enredo à brincadeira. Chovia. Minha mãe e as empregadas gritavam, chamando-me. E eu respondia:
– Já vooouuu!
– Mas você não vê que está chovendo?!
– Ah, aqui está tão bonzinho!
Daí a pouco, vinha lá de dentro uma pessoa maior que eu, muito maior que os carrinhos consequentemente, maior que
um deus, e me arrastava pelo braço. Os carrinhos ficavam na chuva, morrendo.
É triste a morte dos brinquedos. Todos os meus brinquedos morreram na chuva. Uns de ferrugem, outros se descolaram.
Todos os meus brinquedos viveram pouco, em setembro, sob a chuva morna do Recife, principalmente no dia dos anos do meu
irmão.
Hoje está chovendo e eu não tenho um só brinquedo. Não quero continuar penetrando essas lembranças e as aceito, como
um todo, certo apenas de que fui menino. Da minha vida, o que foi que eu fiz? As minhas palavras, os meus gestos, os meus
silêncios, as minhas iras, a minha tristeza – ninguém ouve, ninguém entende. Perdi a razão e todas as mortes me cercam, muito
atentas. Estou pleno de um mistério vão, que não serve a ninguém, nem me salva, nem me redime, nem atenua meus defeitos.
Paciência. Precisava ser banhado em águas sagradas.
Está chovendo reminiscentemente no jardim da minha casa alugada, na Lagoa. Onde e como encontrarei outra vez aquele
grito interior da alegria?
O menino foi proibido de ir à festa. Eis tudo.
(Antônia Maria: Vento vadio: as crônicas de Antônio Maria. Pesquisa, organização e introdução de Guilherme Tauil, Todavia, 2021, pp. 184-185.
Publicada, originalmente, em O Jornal, de 22/11/1963.)
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- OrtografiaPontuaçãoPonto de Exclamação e Interrogação
- MorfologiaVerbosConjugaçãoFlexão Verbal de Modo
Eis tudo
Voltaram as chuvas e, com elas, o jardim ficou, de repente, antigo. Antigo e bom para mim, porque todas as coisas antigas
foram boas para mim. Ou, se não foram, o tempo as passou a limpo.
Tenho um jardim verde, entre muros velhos, como são os jardins da Madalena no Recife. Muros amarelos, lodosos, e o verde
do lodo resplandece assim que chove. A vida fica bonita quando começa a chover. Uma porção de lembranças, que não são de que
ou de quem. Lembranças sem forma e sem cor. Sem cheiro e sem sons. É. Deve ser a infância, toda ela, que se perdeu sem que eu
pudesse fazer nada. Um gesto sequer, de defesa. A infância que me visita. Pode entrar. A casa é sua.
Eu era um menino de cócoras, no fundo do quintal, brincando com os meus carrinhos. Chovia, em setembro, principalmente no
dia dos anos do meu irmão. Eu tinha carrinhos de lata, pintados de vermelho e amarelo. Outros feitos por mim, com rodas de carretel.
Eu era grande em relação a eles, e era um deus, porque fazia seus destinos. De cócoras, imensamente maior que eles, falando sozinho,
para dar um enredo à brincadeira. Chovia. Minha mãe e as empregadas gritavam, chamando-me. E eu respondia:
– Já vooouuu!
– Mas você não vê que está chovendo?!
– Ah, aqui está tão bonzinho!
Daí a pouco, vinha lá de dentro uma pessoa maior que eu, muito maior que os carrinhos consequentemente, maior que
um deus, e me arrastava pelo braço. Os carrinhos ficavam na chuva, morrendo.
É triste a morte dos brinquedos. Todos os meus brinquedos morreram na chuva. Uns de ferrugem, outros se descolaram.
Todos os meus brinquedos viveram pouco, em setembro, sob a chuva morna do Recife, principalmente no dia dos anos do meu
irmão.
Hoje está chovendo e eu não tenho um só brinquedo. Não quero continuar penetrando essas lembranças e as aceito, como
um todo, certo apenas de que fui menino. Da minha vida, o que foi que eu fiz? As minhas palavras, os meus gestos, os meus
silêncios, as minhas iras, a minha tristeza – ninguém ouve, ninguém entende. Perdi a razão e todas as mortes me cercam, muito
atentas. Estou pleno de um mistério vão, que não serve a ninguém, nem me salva, nem me redime, nem atenua meus defeitos.
Paciência. Precisava ser banhado em águas sagradas.
Está chovendo reminiscentemente no jardim da minha casa alugada, na Lagoa. Onde e como encontrarei outra vez aquele
grito interior da alegria?
O menino foi proibido de ir à festa. Eis tudo.
(Antônia Maria: Vento vadio: as crônicas de Antônio Maria. Pesquisa, organização e introdução de Guilherme Tauil, Todavia, 2021, pp. 184-185.
Publicada, originalmente, em O Jornal, de 22/11/1963.)
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Eis tudo
Voltaram as chuvas e, com elas, o jardim ficou, de repente, antigo. Antigo e bom para mim, porque todas as coisas antigas
foram boas para mim. Ou, se não foram, o tempo as passou a limpo.
Tenho um jardim verde, entre muros velhos, como são os jardins da Madalena no Recife. Muros amarelos, lodosos, e o verde
do lodo resplandece assim que chove. A vida fica bonita quando começa a chover. Uma porção de lembranças, que não são de que
ou de quem. Lembranças sem forma e sem cor. Sem cheiro e sem sons. É. Deve ser a infância, toda ela, que se perdeu sem que eu
pudesse fazer nada. Um gesto sequer, de defesa. A infância que me visita. Pode entrar. A casa é sua.
Eu era um menino de cócoras, no fundo do quintal, brincando com os meus carrinhos. Chovia, em setembro, principalmente no
dia dos anos do meu irmão. Eu tinha carrinhos de lata, pintados de vermelho e amarelo. Outros feitos por mim, com rodas de carretel.
Eu era grande em relação a eles, e era um deus, porque fazia seus destinos. De cócoras, imensamente maior que eles, falando sozinho,
para dar um enredo à brincadeira. Chovia. Minha mãe e as empregadas gritavam, chamando-me. E eu respondia:
– Já vooouuu!
– Mas você não vê que está chovendo?!
– Ah, aqui está tão bonzinho!
Daí a pouco, vinha lá de dentro uma pessoa maior que eu, muito maior que os carrinhos consequentemente, maior que
um deus, e me arrastava pelo braço. Os carrinhos ficavam na chuva, morrendo.
É triste a morte dos brinquedos. Todos os meus brinquedos morreram na chuva. Uns de ferrugem, outros se descolaram.
Todos os meus brinquedos viveram pouco, em setembro, sob a chuva morna do Recife, principalmente no dia dos anos do meu
irmão.
Hoje está chovendo e eu não tenho um só brinquedo. Não quero continuar penetrando essas lembranças e as aceito, como
um todo, certo apenas de que fui menino. Da minha vida, o que foi que eu fiz? As minhas palavras, os meus gestos, os meus
silêncios, as minhas iras, a minha tristeza – ninguém ouve, ninguém entende. Perdi a razão e todas as mortes me cercam, muito
atentas. Estou pleno de um mistério vão, que não serve a ninguém, nem me salva, nem me redime, nem atenua meus defeitos.
Paciência. Precisava ser banhado em águas sagradas.
Está chovendo reminiscentemente no jardim da minha casa alugada, na Lagoa. Onde e como encontrarei outra vez aquele
grito interior da alegria?
O menino foi proibido de ir à festa. Eis tudo.
(Antônia Maria: Vento vadio: as crônicas de Antônio Maria. Pesquisa, organização e introdução de Guilherme Tauil, Todavia, 2021, pp. 184-185.
Publicada, originalmente, em O Jornal, de 22/11/1963.)
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