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A igualdade e a desigualdade das diversas existências
sagradas, todas opostas às coisas que são os puros objetos,
resolvem-se em uma hierarquia de espíritos. Os homens e o “Ser
supremo”, mas também, em uma representação primeira, os
animais, as plantas, os meteoros... são espíritos. Dá-se um
deslizamento nessa posição: o “Ser supremo” é, em certo sentido,
um puro espírito: da mesma forma, o espírito de um homem morto
não depende de uma clara realidade material, como o de um homem
vivo; enfim, o vínculo de um espírito de animal ou de planta com
um animal ou uma planta individuais é muito vago: trata-se de um
espírito mítico — independente das realidades dadas. Nessas
condições, a hierarquia dos espíritos tende a se fundar sobre uma
distinção fundamental entre os espíritos que dependem de um
corpo, como o dos homens, e os espíritos autônomos do “Ser
supremo”, dos animais, dos mortos etc., que tendem a formar um
mundo homogêneo, um mundo mítico, no interior do qual, na maior
parte do tempo, as diferenças hierárquicas são fracas. O “Ser
supremo”, o soberano dos deuses, o deus do céu, em geral não
passa de um deus mais poderoso, mas de mesma natureza que os
outros. Os deuses são simplesmente espíritos míticos, sem substrato
de realidade. E deus é puramente divino (sagrado), o espírito que
não está subordinado à realidade de um corpo mortal. Na medida
em que ele próprio é espírito, o homem é divino (sagrado), mas não
o é soberanamente, já que é real.
Georges Bataille. Teoria da religião. Editora Ática, 1993 (com adaptações).
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Até o período moderno, a religião permeava todos os
aspectos da vida, inclusive a política e a guerra, não porque os
eclesiásticos ambiciosos “misturaram” duas atividades
essencialmente distintas, mas porque as pessoas queriam dar sentido
a tudo o que faziam. Todas as ideologias estatais eram religiosas.
Os reis da Europa que lutaram para se libertar do controle papal não
eram “secularistas” e eram reverenciados como semidivinos. Todos
os impérios bem-sucedidos afirmaram ter uma missão divina;
consideraram os inimigos maus, perdidos ou tirânicos; tinham
certeza de que beneficiariam a humanidade. E como esses Estados
e impérios sempre foram criados e mantidos pela força, a religião
esteve implicada nessa violência. Foi só nos séculos XVII e XVIII
que a religião foi expulsa da vida política no Ocidente. Portanto,
quando as pessoas afirmam que a religião foi responsável por mais
guerras, opressão e sofrimento do que qualquer outra instituição
humana, é preciso perguntar: “Mais do que qual?”. Até as
revoluções americana e francesa, não havia sociedades “seculares”.
Nosso impulso de “santificar” nossas atividades políticas é tão
arraigado que, assim que os revolucionários franceses tiveram êxito
em marginalizar a Igreja Católica, eles criaram uma nova religião
nacional. Nos Estados Unidos da América, a primeira república
secular, o Estado sempre teve uma aura religiosa, um destino
manifesto e uma missão aprovada por Deus.
Karen Armstrong. Campos de sangue: religião e a história da violência. Tradução de
Rogério Galindo. São Paulo: Companhia das Letras, 2016 (com adaptações).
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- Planejamento na EducaçãoNíveis e tipos de planejamentoPlanejamento Educacional
- Tipos de Planos de Ensino
- Elaboração do Planejamento de Ensino
Ana, recém-formada em pedagogia, acaba de assumir uma turma de segundo ano do ensino fundamental. Ela ainda não teve a oportunidade de participar das reuniões de coordenação pedagógica e precisa fazer um plano de aula.
Com relação a essa situação hipotética, é correto afirmar que Ana
Com relação a essa situação hipotética, é correto afirmar que Ana
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1956149
Ano: 2020
Disciplina: Direito Educacional e Tecnológico
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Pref. Barra dos Coqueiros-SE
Disciplina: Direito Educacional e Tecnológico
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Pref. Barra dos Coqueiros-SE
A Constituição apenas reconhece a importância do ensino
religioso para a formação básica comum no período de maturação
da criança e do adolescente, que coincide com o ensino
fundamental, e permite uma colaboração entre as partes, desde que
estabelecida em vista do interesse público e respeitando-se opções
religiosas diferenciadas ou mesmo a dispensa de tal ensino na
escola.
Por ensino religioso se entende o espaço que a escola
pública abre para que estudantes, facultativamente, se iniciem ou se
aperfeiçoem em determinada religião. Desse ponto de vista,
somente as igrejas, individualmente ou associadas, poderão
credenciar seus representantes para ocupar o espaço como resposta
à demanda dos alunos de uma escola. Foi a interpretação que a nova
Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional adotou no art. 33.
Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Parecer n.º 97,
de 6 de abril de 1999. Diário Oficial da União. Distrito Federal,
18/5/1999. Internet: <http://portal.mec.gov.br> (com adaptações).
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De acordo com o Estatuto do Magistério do Município de Barra dos Coqueiros, cabe aos profissionais da educação pública municipal levar o aluno a desenvolver-se de forma independente, nas suas dimensões intelectual, cultural e técnica. No que se refere a esse pressuposto, assinale a opção correta.
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O art. 33 da Lei n.º 9.394/1996 dispõe que “O ensino religioso, de
matrícula facultativa, é parte integrante da formação básica do
cidadão e constitui disciplina dos horários normais das escolas
públicas de ensino fundamental, assegurado o respeito à diversidade
cultural religiosa do Brasil, vedadas quaisquer formas de
proselitismo”. Nos termos desse dispositivo legal, a matrícula
facultativa no ensino religioso corresponde à
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Os professores têm várias responsabilidades profissionais:
conhecer bem a matéria, saber ensiná-la, ligar o ensino à realidade
do seu aluno e a seu contexto social, ter uma prática de investigação
sobre seu próprio trabalho. Há, todavia, outra importante tarefa,
nem sempre valorizada: a de participar de forma consciente
e eficaz nas práticas de organização e de gestão da escola.
José Carlos Libâneo et al. Educação escolar: políticas, estrutura e organização. São Paulo: Cortez, 2003, p. 289 (com adaptações).
Considerando-se o texto precedente, bem como o papel político-pedagógico e a organicidade do ensinar e do aprender, é correto afirmar que
José Carlos Libâneo et al. Educação escolar: políticas, estrutura e organização. São Paulo: Cortez, 2003, p. 289 (com adaptações).
Considerando-se o texto precedente, bem como o papel político-pedagógico e a organicidade do ensinar e do aprender, é correto afirmar que
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Acerca das tendências pedagógicas, que compreendem diferentemente as relações entre ensino e aprendizagem, professor e aluno, escola e sociedade, assinale a opção correta.
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O ensino religioso (ER), com diferentes concepções, está
presente na história da educação e nas legislações brasileiras, mais
significativamente a partir do governo provisório de Getúlio
Vargas, que, pelo Decreto n.º 19.941/1931, introduziu o ensino
religioso facultativo nas escolas públicas, nos cursos primário,
secundário e normal. Em toda a trajetória na educação brasileira, o
ensino religioso tem-se deparado com questões relativas à
compreensão da própria expressão ensino religioso escolar, a seus
conteúdos, ao currículo manifesto, à falta de professores na
docência de cursos de formação e no cotidiano da sala de aula, ao
gerenciamento administrativo para a prática e a efetivação da
docência nas escolas e da própria manutenção da disciplina de ER
no projeto pedagógico da escola. Independentemente dos trâmites
e das concepções de ensino religioso, esse componente curricular,
presente na história da educação até a década de 60 do século XX,
ficou marcado por conteúdos doutrinários segundo a tradição cristã,
de modo especial, sob o predomínio da Igreja Católica Apostólica
Romana. A partir da década de 70, ele continuou a existir, acrescido
de reflexão quanto à diferença entre ensino religioso, catequese,
pastoral da educação e pastoral escolar. As práticas adotadas se
diversificaram. Estados implantaram propostas de ER ecumênico e
interconfessional cristão. Nas décadas de 70, 80 e 90 do século
passado, cada estado organizava seus programas de ensino
religioso.
Lurdes Caron. Ensino Religioso: currículo, programas e formação. In: Revista Pistis Praxis –Teologia e Pastoral, Curitiba, v. 6, n.º 2, p. 627-647, maio/ago. 2014 (com adaptações).
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1955827
Ano: 2020
Disciplina: Geografia
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Pref. Barra dos Coqueiros-SE
Disciplina: Geografia
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Pref. Barra dos Coqueiros-SE
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Com base nos gráficos apresentados, que correspondem às pirâmides etárias dos anos 2000 e 2010 do município de Barra dos Coqueiros – SE, é correto afirmar que
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