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Da Mesopotâmia ao mundo
Por Maria Clara Rossini
O registro do mito diluvial é quase tão antigo quanto a própria escrita. Como você pode imaginar, as literaturas sumérias de Atrahasis e Gilgamesh não foram contadas em livros de papel. Elas estão imortalizadas em tábuas de uma espécie de barro, gravados com uma espécie de carimbo, o cunho. Em vez do abecedário, são riscos e triângulos que dão formato ao texto – é o alfabeto cuneiforme, considerado a forma de escrita mais antiga da humanidade.
A escrita surgiu a apenas mil quilômetros de onde Jesus viria a nascer, mas 32 séculos antes. Foi nas margens dos rios Tigre e Eufrates que alguns grupos humanos se acomodaram para criar o que viriam a ser as primeiras cidades da história: Ur, Eridu e Uruk – essa última, inclusive, inspirou o nome que a região tem hoje, o Iraque.
Pela primeira vez, o homem adaptava a natureza ao seu estilo de vida, e não o contrário. Se hoje você tem água encanada, consulta o horóscopo e consegue ler este texto, agradeça aos criadores dessas primeiras cidades, os sumérios.
Eles desenvolveram tecnologias revolucionárias, a começar pela escrita. Primeiro, ela era apenas uma representação literal daquilo que existia em volta – basicamente desenhos de animais e objetos. A vida urbana trouxe mais comércio, mais estoques, contas a pagar, mais exércitos a manejar. E os sumérios foram adaptando sua grafia de modo que ela representasse ideias cada vez mais complexas. Com o tempo, as figuras passaram a representar não objetos, mas sons. E podiam ser recombinadas, num código quase mágico, capaz de reproduzir toda a fala humana. Nascia a escrita.
O detalhe é que esse processo levou milhares de anos. Por isso, há um salto tão grande entre os primórdios da escrita e o registro das primeiras literaturas épicas e fantásticas. A narrativa do dilúvio contida no Épico de Atrahasis provavelmente já existia antes, mas era repassada oralmente. O surgimento da escrita só possibilitou que ela fosse passada para o papel – ou melhor, para a argila.
Aí não deu outra: a história se espalhou como um best-seller pelo mundo antigo. As grandes cidades da Mesopotâmia eram os principais eixos comerciais e econômicos de seu tempo. Gente de todas as regiões ia até lá para fazer comércio e acabava levando um pouco da cultura local para casa. Não é de se espantar que uma narrativa tão imponente como a do grande dilúvio universal fizesse sucesso na época.
A mesma narrativa foi traduzida, reinventada, recontada e ressignificada em diversas religiões e culturas. A mitologia grega possui Deucalião, o filho de Prometeu que constrói um barco para se salvar do dilúvio de Zeus. A mitologia nórdica também tem sua versão – é só trocar a água por sangue. Ela está presente até no hinduísmo, quando o deus Vishnu encarna na forma de um peixe para avisar a um humano que o dilúvio está por vir.
E, é claro, existe a versão que você bem conhece.
(Disponível em: https://super.abril.com.br/especiais/diluvio-a-verdade-por-tras-do-mais-universal-dos-mitos/ – texto adaptado especialmente para esta prova.)
Temos a palavra “comerciais”, cuja forma no singular é “comercial”. Assinale a alternativa que apresente sua forma plural com terminação DIFERENTE da palavra em destaque.
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Da Mesopotâmia ao mundo
Por Maria Clara Rossini
O registro do mito diluvial é quase tão antigo quanto a própria escrita. Como você pode imaginar, as literaturas sumérias de Atrahasis e Gilgamesh não foram contadas em livros de papel. Elas estão imortalizadas em tábuas de uma espécie de barro, gravados com uma espécie de carimbo, o cunho. Em vez do abecedário, são riscos e triângulos que dão formato ao texto – é o alfabeto cuneiforme, considerado a forma de escrita mais antiga da humanidade.
A escrita surgiu a apenas mil quilômetros de onde Jesus viria a nascer, mas 32 séculos antes. Foi nas margens dos rios Tigre e Eufrates que alguns grupos humanos se acomodaram para criar o que viriam a ser as primeiras cidades da história: Ur, Eridu e Uruk – essa última, inclusive, inspirou o nome que a região tem hoje, o Iraque.
Pela primeira vez, o homem adaptava a natureza ao seu estilo de vida, e não o contrário. Se hoje você tem água encanada, consulta o horóscopo e consegue ler este texto, agradeça aos criadores dessas primeiras cidades, os sumérios.
Eles desenvolveram tecnologias revolucionárias, a começar pela escrita. Primeiro, ela era apenas uma representação literal daquilo que existia em volta – basicamente desenhos de animais e objetos. A vida urbana trouxe mais comércio, mais estoques, contas a pagar, mais exércitos a manejar. E os sumérios foram adaptando sua grafia de modo que ela representasse ideias cada vez mais complexas. Com o tempo, as figuras passaram a representar não objetos, mas sons. E podiam ser recombinadas, num código quase mágico, capaz de reproduzir toda a fala humana. Nascia a escrita.
O detalhe é que esse processo levou milhares de anos. Por isso, há um salto tão grande entre os primórdios da escrita e o registro das primeiras literaturas épicas e fantásticas. A narrativa do dilúvio contida no Épico de Atrahasis provavelmente já existia antes, mas era repassada oralmente. O surgimento da escrita só possibilitou que ela fosse passada para o papel – ou melhor, para a argila.
Aí não deu outra: a história se espalhou como um best-seller pelo mundo antigo. As grandes cidades da Mesopotâmia eram os principais eixos comerciais e econômicos de seu tempo. Gente de todas as regiões ia até lá para fazer comércio e acabava levando um pouco da cultura local para casa. Não é de se espantar que uma narrativa tão imponente como a do grande dilúvio universal fizesse sucesso na época.
A mesma narrativa foi traduzida, reinventada, recontada e ressignificada em diversas religiões e culturas. A mitologia grega possui Deucalião, o filho de Prometeu que constrói um barco para se salvar do dilúvio de Zeus. A mitologia nórdica também tem sua versão – é só trocar a água por sangue. Ela está presente até no hinduísmo, quando o deus Vishnu encarna na forma de um peixe para avisar a um humano que o dilúvio está por vir.
E, é claro, existe a versão que você bem conhece.
(Disponível em: https://super.abril.com.br/especiais/diluvio-a-verdade-por-tras-do-mais-universal-dos-mitos/ – texto adaptado especialmente para esta prova.)
Observe a charge a seguir:

À qual assunto desenvolvido no texto ela se refere?
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Da Mesopotâmia ao mundo
Por Maria Clara Rossini
O registro do mito diluvial é quase tão antigo quanto a própria escrita. Como você pode imaginar, as literaturas sumérias de Atrahasis e Gilgamesh não foram contadas em livros de papel. Elas estão imortalizadas em tábuas de uma espécie de barro, gravados com uma espécie de carimbo, o cunho. Em vez do abecedário, são riscos e triângulos que dão formato ao texto – é o alfabeto cuneiforme, considerado a forma de escrita mais antiga da humanidade.
A escrita surgiu a apenas mil quilômetros de onde Jesus viria a nascer, mas 32 séculos antes. Foi nas margens dos rios Tigre e Eufrates que alguns grupos humanos se acomodaram para criar o que viriam a ser as primeiras cidades da história: Ur, Eridu e Uruk – essa última, inclusive, inspirou o nome que a região tem hoje, o Iraque.
Pela primeira vez, o homem adaptava a natureza ao seu estilo de vida, e não o contrário. Se hoje você tem água encanada, consulta o horóscopo e consegue ler este texto, agradeça aos criadores dessas primeiras cidades, os sumérios.
Eles desenvolveram tecnologias revolucionárias, a começar pela escrita. Primeiro, ela era apenas uma representação literal daquilo que existia em volta – basicamente desenhos de animais e objetos. A vida urbana trouxe mais comércio, mais estoques, contas a pagar, mais exércitos a manejar. E os sumérios foram adaptando sua grafia de modo que ela representasse ideias cada vez mais complexas. Com o tempo, as figuras passaram a representar não objetos, mas sons. E podiam ser recombinadas, num código quase mágico, capaz de reproduzir toda a fala humana. Nascia a escrita.
O detalhe é que esse processo levou milhares de anos. Por isso, há um salto tão grande entre os primórdios da escrita e o registro das primeiras literaturas épicas e fantásticas. A narrativa do dilúvio contida no Épico de Atrahasis provavelmente já existia antes, mas era repassada oralmente. O surgimento da escrita só possibilitou que ela fosse passada para o papel – ou melhor, para a argila.
Aí não deu outra: a história se espalhou como um best-seller pelo mundo antigo. As grandes cidades da Mesopotâmia eram os principais eixos comerciais e econômicos de seu tempo. Gente de todas as regiões ia até lá para fazer comércio e acabava levando um pouco da cultura local para casa. Não é de se espantar que uma narrativa tão imponente como a do grande dilúvio universal fizesse sucesso na época.
A mesma narrativa foi traduzida, reinventada, recontada e ressignificada em diversas religiões e culturas. A mitologia grega possui Deucalião, o filho de Prometeu que constrói um barco para se salvar do dilúvio de Zeus. A mitologia nórdica também tem sua versão – é só trocar a água por sangue. Ela está presente até no hinduísmo, quando o deus Vishnu encarna na forma de um peixe para avisar a um humano que o dilúvio está por vir.
E, é claro, existe a versão que você bem conhece.
(Disponível em: https://super.abril.com.br/especiais/diluvio-a-verdade-por-tras-do-mais-universal-dos-mitos/ – texto adaptado especialmente para esta prova.)
A qual palavra se refere a expressão “essa última”?
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Da Mesopotâmia ao mundo
Por Maria Clara Rossini
O registro do mito diluvial é quase tão antigo quanto a própria escrita. Como você pode imaginar, as literaturas sumérias de Atrahasis e Gilgamesh não foram contadas em livros de papel. Elas estão imortalizadas em tábuas de uma espécie de barro, gravados com uma espécie de carimbo, o cunho. Em vez do abecedário, são riscos e triângulos que dão formato ao texto – é o alfabeto cuneiforme, considerado a forma de escrita mais antiga da humanidade.
A escrita surgiu a apenas mil quilômetros de onde Jesus viria a nascer, mas 32 séculos antes. Foi nas margens dos rios Tigre e Eufrates que alguns grupos humanos se acomodaram para criar o que viriam a ser as primeiras cidades da história: Ur, Eridu e Uruk – essa última, inclusive, inspirou o nome que a região tem hoje, o Iraque.
Pela primeira vez, o homem adaptava a natureza ao seu estilo de vida, e não o contrário. Se hoje você tem água encanada, consulta o horóscopo e consegue ler este texto, agradeça aos criadores dessas primeiras cidades, os sumérios.
Eles desenvolveram tecnologias revolucionárias, a começar pela escrita. Primeiro, ela era apenas uma representação literal daquilo que existia em volta – basicamente desenhos de animais e objetos. A vida urbana trouxe mais comércio, mais estoques, contas a pagar, mais exércitos a manejar. E os sumérios foram adaptando sua grafia de modo que ela representasse ideias cada vez mais complexas. Com o tempo, as figuras passaram a representar não objetos, mas sons. E podiam ser recombinadas, num código quase mágico, capaz de reproduzir toda a fala humana. Nascia a escrita.
O detalhe é que esse processo levou milhares de anos. Por isso, há um salto tão grande entre os primórdios da escrita e o registro das primeiras literaturas épicas e fantásticas. A narrativa do dilúvio contida no Épico de Atrahasis provavelmente já existia antes, mas era repassada oralmente. O surgimento da escrita só possibilitou que ela fosse passada para o papel – ou melhor, para a argila.
Aí não deu outra: a história se espalhou como um best-seller pelo mundo antigo. As grandes cidades da Mesopotâmia eram os principais eixos comerciais e econômicos de seu tempo. Gente de todas as regiões ia até lá para fazer comércio e acabava levando um pouco da cultura local para casa. Não é de se espantar que uma narrativa tão imponente como a do grande dilúvio universal fizesse sucesso na época.
A mesma narrativa foi traduzida, reinventada, recontada e ressignificada em diversas religiões e culturas. A mitologia grega possui Deucalião, o filho de Prometeu que constrói um barco para se salvar do dilúvio de Zeus. A mitologia nórdica também tem sua versão – é só trocar a água por sangue. Ela está presente até no hinduísmo, quando o deus Vishnu encarna na forma de um peixe para avisar a um humano que o dilúvio está por vir.
E, é claro, existe a versão que você bem conhece.
(Disponível em: https://super.abril.com.br/especiais/diluvio-a-verdade-por-tras-do-mais-universal-dos-mitos/ – texto adaptado especialmente para esta prova.)
Considerando a expressão “os primórdios da escrita”, assinale a alternativa que NÃO poderia substitui-la corretamente, pois causaria alteração do sentido original do texto.
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Da Mesopotâmia ao mundo
Por Maria Clara Rossini
O registro do mito diluvial é quase tão antigo quanto a própria escrita. Como você pode imaginar, as literaturas sumérias de Atrahasis e Gilgamesh não foram contadas em livros de papel. Elas estão imortalizadas em tábuas de uma espécie de barro, gravados com uma espécie de carimbo, o cunho. Em vez do abecedário, são riscos e triângulos que dão formato ao texto – é o alfabeto cuneiforme, considerado a forma de escrita mais antiga da humanidade.
A escrita surgiu a apenas mil quilômetros de onde Jesus viria a nascer, mas 32 séculos antes. Foi nas margens dos rios Tigre e Eufrates que alguns grupos humanos se acomodaram para criar o que viriam a ser as primeiras cidades da história: Ur, Eridu e Uruk – essa última, inclusive, inspirou o nome que a região tem hoje, o Iraque.
Pela primeira vez, o homem adaptava a natureza ao seu estilo de vida, e não o contrário. Se hoje você tem água encanada, consulta o horóscopo e consegue ler este texto, agradeça aos criadores dessas primeiras cidades, os sumérios.
Eles desenvolveram tecnologias revolucionárias, a começar pela escrita. Primeiro, ela era apenas uma representação literal daquilo que existia em volta – basicamente desenhos de animais e objetos. A vida urbana trouxe mais comércio, mais estoques, contas a pagar, mais exércitos a manejar. E os sumérios foram adaptando sua grafia de modo que ela representasse ideias cada vez mais complexas. Com o tempo, as figuras passaram a representar não objetos, mas sons. E podiam ser recombinadas, num código quase mágico, capaz de reproduzir toda a fala humana. Nascia a escrita.
O detalhe é que esse processo levou milhares de anos. Por isso, há um salto tão grande entre os primórdios da escrita e o registro das primeiras literaturas épicas e fantásticas. A narrativa do dilúvio contida no Épico de Atrahasis provavelmente já existia antes, mas era repassada oralmente. O surgimento da escrita só possibilitou que ela fosse passada para o papel – ou melhor, para a argila.
Aí não deu outra: a história se espalhou como um best-seller pelo mundo antigo. As grandes cidades da Mesopotâmia eram os principais eixos comerciais e econômicos de seu tempo. Gente de todas as regiões ia até lá para fazer comércio e acabava levando um pouco da cultura local para casa. Não é de se espantar que uma narrativa tão imponente como a do grande dilúvio universal fizesse sucesso na época.
A mesma narrativa foi traduzida, reinventada, recontada e ressignificada em diversas religiões e culturas. A mitologia grega possui Deucalião, o filho de Prometeu que constrói um barco para se salvar do dilúvio de Zeus. A mitologia nórdica também tem sua versão – é só trocar a água por sangue. Ela está presente até no hinduísmo, quando o deus Vishnu encarna na forma de um peixe para avisar a um humano que o dilúvio está por vir.
E, é claro, existe a versão que você bem conhece.
(Disponível em: https://super.abril.com.br/especiais/diluvio-a-verdade-por-tras-do-mais-universal-dos-mitos/ – texto adaptado especialmente para esta prova.)
Assinale a alternativa que apresenta um sinônimo correto para o verbo “manejar”.
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Da Mesopotâmia ao mundo
Por Maria Clara Rossini
O registro do mito diluvial é quase tão antigo quanto a própria escrita. Como você pode imaginar, as literaturas sumérias de Atrahasis e Gilgamesh não foram contadas em livros de papel. Elas estão imortalizadas em tábuas de uma espécie de barro, gravados com uma espécie de carimbo, o cunho. Em vez do abecedário, são riscos e triângulos que dão formato ao texto – é o alfabeto cuneiforme, considerado a forma de escrita mais antiga da humanidade.
A escrita surgiu a apenas mil quilômetros de onde Jesus viria a nascer, mas 32 séculos antes. Foi nas margens dos rios Tigre e Eufrates que alguns grupos humanos se acomodaram para criar o que viriam a ser as primeiras cidades da história: Ur, Eridu e Uruk – essa última, inclusive, inspirou o nome que a região tem hoje, o Iraque.
Pela primeira vez, o homem adaptava a natureza ao seu estilo de vida, e não o contrário. Se hoje você tem água encanada, consulta o horóscopo e consegue ler este texto, agradeça aos criadores dessas primeiras cidades, os sumérios.
Eles desenvolveram tecnologias revolucionárias, a começar pela escrita. Primeiro, ela era apenas uma representação literal daquilo que existia em volta – basicamente desenhos de animais e objetos. A vida urbana trou e mais comércio, mais estoques, contas a pagar, mais exércitos a manejar. E os sumérios foram adaptando sua grafia de modo que ela representa e ideias cada vez mais complexas. Com o tempo, as figuras passaram a representar não objetos, mas sons. E podiam ser recombinadas, num código quase mágico, capaz de reproduzir toda a fala humana. Nascia a escrita.
O detalhe é que esse processo levou milhares de anos. Por isso, há um salto tão grande entre os primórdios da escrita e o registro das primeiras literaturas épicas e fantásticas. A narrativa do dilúvio contida no Épico de Atrahasis provavelmente já existia antes, mas era repassada oralmente. O surgimento da escrita só possibilitou que ela fosse passada para o papel – ou melhor, para a ar ila.
Aí não deu outra: a história se espalhou como um best-seller pelo mundo antigo. As grandes cidades da Mesopotâmia eram os principais eixos comerciais e econômicos de seu tempo. Gente de todas as regiões ia até lá para fazer comércio e acabava levando um pouco da cultura local para casa. Não é de se espantar que uma narrativa tão imponente como a do grande dilúvio universal fizesse sucesso na época.
A mesma narrativa foi traduzida, reinventada, recontada e ressignificada em diversas religiões e culturas. A mitologia grega possui Deucalião, o filho de Prometeu que constrói um barco para se salvar do dilúvio de Zeus. A mitologia nórdica também tem sua versão – é só trocar a água por sangue. Ela está presente até no hinduísmo, quando o deus Vishnu encarna na forma de um peixe para avisar a um humano que o dilúvio está por vir.
E, é claro, existe a versão que você bem conhece.
(Disponível em: https://super.abril.com.br/especiais/diluvio-a-verdade-por-tras-do-mais-universal-dos-mitos/ – texto adaptado especialmente para esta prova.)
Considerando a correta ortografia das palavras em Língua Portuguesa, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas.
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Da Mesopotâmia ao mundo
Por Maria Clara Rossini
O registro do mito diluvial é quase tão antigo quanto a própria escrita. Como você pode imaginar, as literaturas sumérias de Atrahasis e Gilgamesh não foram contadas em livros de papel. Elas estão imortalizadas em tábuas de uma espécie de barro, gravados com uma espécie de carimbo, o cunho. Em vez do abecedário, são riscos e triângulos que dão formato ao texto – é o alfabeto cuneiforme, considerado a forma de escrita mais antiga da humanidade.
A escrita surgiu a apenas mil quilômetros de onde Jesus viria a nascer, mas 32 séculos antes. Foi nas margens dos rios Tigre e Eufrates que alguns grupos humanos se acomodaram para criar o que viriam a ser as primeiras cidades da história: Ur, Eridu e Uruk – essa última, inclusive, inspirou o nome que a região tem hoje, o Iraque.
Pela primeira vez, o homem adaptava a natureza ao seu estilo de vida, e não o contrário. Se hoje você tem água encanada, consulta o horóscopo e consegue ler este texto, agradeça aos criadores dessas primeiras cidades, os sumérios.
Eles desenvolveram tecnologias revolucionárias, a começar pela escrita. Primeiro, ela era apenas uma representação literal daquilo que existia em volta – basicamente desenhos de animais e objetos. A vida urbana trouxe mais comércio, mais estoques, contas a pagar, mais exércitos a manejar. E os sumérios foram adaptando sua grafia de modo que ela representasse ideias cada vez mais complexas. Com o tempo, as figuras passaram a representar não objetos, mas sons. E podiam ser recombinadas, num código quase mágico, capaz de reproduzir toda a fala humana. Nascia a escrita.
O detalhe é que esse processo levou milhares de anos. Por isso, há um salto tão grande entre os primórdios da escrita e o registro das primeiras literaturas épicas e fantásticas. A narrativa do dilúvio contida no Épico de Atrahasis provavelmente já existia antes, mas era repassada oralmente. O surgimento da escrita só possibilitou que ela fosse passada para o papel – ou melhor, para a argila.
Aí não deu outra: a história se espalhou como um best-seller pelo mundo antigo. As grandes cidades da Mesopotâmia eram os principais eixos comerciais e econômicos de seu tempo. Gente de todas as regiões ia até lá para fazer comércio e acabava levando um pouco da cultura local para casa. Não é de se espantar que uma narrativa tão imponente como a do grande dilúvio universal fizesse sucesso na época.
A mesma narrativa foi traduzida, reinventada, recontada e ressignificada em diversas religiões e culturas. A mitologia grega possui Deucalião, o filho de Prometeu que constrói um barco para se salvar do dilúvio de Zeus. A mitologia nórdica também tem sua versão – é só trocar a água por sangue. Ela está presente até no hinduísmo, quando o deus Vishnu encarna na forma de um peixe para avisar a um humano que o dilúvio está por vir.
E, é claro, existe a versão que você bem conhece.
(Disponível em: https://super.abril.com.br/especiais/diluvio-a-verdade-por-tras-do-mais-universal-dos-mitos/ – texto adaptado especialmente para esta prova.)
Assinale a alternativa que NÃO apresenta uma invenção dos sumérios.
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Da Mesopotâmia ao mundo
Por Maria Clara Rossini
O registro do mito diluvial é quase tão antigo quanto a própria escrita. Como você pode imaginar, as literaturas sumérias de Atrahasis e Gilgamesh não foram contadas em livros de papel. Elas estão imortalizadas em tábuas de uma espécie de barro, gravados com uma espécie de carimbo, o cunho. Em vez do abecedário, são riscos e triângulos que dão formato ao texto – é o alfabeto cuneiforme, considerado a forma de escrita mais antiga da humanidade.
A escrita surgiu a apenas mil quilômetros de onde Jesus viria a nascer, mas 32 séculos antes. Foi nas margens dos rios Tigre e Eufrates que alguns grupos humanos se acomodaram para criar o que viriam a ser as primeiras cidades da história: Ur, Eridu e Uruk – essa última, inclusive, inspirou o nome que a região tem hoje, o Iraque.
Pela primeira vez, o homem adaptava a natureza ao seu estilo de vida, e não o contrário. Se hoje você tem água encanada, consulta o horóscopo e consegue ler este texto, agradeça aos criadores dessas primeiras cidades, os sumérios.
Eles desenvolveram tecnologias revolucionárias, a começar pela escrita. Primeiro, ela era apenas uma representação literal daquilo que existia em volta – basicamente desenhos de animais e objetos. A vida urbana trouxe mais comércio, mais estoques, contas a pagar, mais exércitos a manejar. E os sumérios foram adaptando sua grafia de modo que ela representasse ideias cada vez mais complexas. Com o tempo, as figuras passaram a representar não objetos, mas sons. E podiam ser recombinadas, num código quase mágico, capaz de reproduzir toda a fala humana. Nascia a escrita.
O detalhe é que esse processo levou milhares de anos. Por isso, há um salto tão grande entre os primórdios da escrita e o registro das primeiras literaturas épicas e fantásticas. A narrativa do dilúvio contida no Épico de Atrahasis provavelmente já existia antes, mas era repassada oralmente. O surgimento da escrita só possibilitou que ela fosse passada para o papel – ou melhor, para a argila.
Aí não deu outra: a história se espalhou como um best-seller pelo mundo antigo. As grandes cidades da Mesopotâmia eram os principais eixos comerciais e econômicos de seu tempo. Gente de todas as regiões ia até lá para fazer comércio e acabava levando um pouco da cultura local para casa. Não é de se espantar que uma narrativa tão imponente como a do grande dilúvio universal fizesse sucesso na época.
A mesma narrativa foi traduzida, reinventada, recontada e ressignificada em diversas religiões e culturas. A mitologia grega possui Deucalião, o filho de Prometeu que constrói um barco para se salvar do dilúvio de Zeus. A mitologia nórdica também tem sua versão – é só trocar a água por sangue. Ela está presente até no hinduísmo, quando o deus Vishnu encarna na forma de um peixe para avisar a um humano que o dilúvio está por vir.
E, é claro, existe a versão que você bem conhece.
(Disponível em: https://super.abril.com.br/especiais/diluvio-a-verdade-por-tras-do-mais-universal-dos-mitos/ – texto adaptado especialmente para esta prova.)
Assinale a alternativa que apresenta uma pergunta que NÃO pode ser respondida através das informações apresentadas no texto.
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Da Mesopotâmia ao mundo
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O registro do mito diluvial é quase tão antigo quanto a própria escrita. Como você pode imaginar, as literaturas sumérias de Atrahasis e Gilgamesh não foram contadas em livros de papel. Elas estão imortalizadas em tábuas de uma espécie de barro, gravados com uma espécie de carimbo, o cunho. Em vez do abecedário, são riscos e triângulos que dão formato ao texto – é o alfabeto cuneiforme, considerado a forma de escrita mais antiga da humanidade.
A escrita surgiu a apenas mil quilômetros de onde Jesus viria a nascer, mas 32 séculos antes. Foi nas margens dos rios Tigre e Eufrates que alguns grupos humanos se acomodaram para criar o que viriam a ser as primeiras cidades da história: Ur, Eridu e Uruk – essa última, inclusive, inspirou o nome que a região tem hoje, o Iraque.
Pela primeira vez, o homem adaptava a natureza ao seu estilo de vida, e não o contrário. Se hoje você tem água encanada, consulta o horóscopo e consegue ler este texto, agradeça aos criadores dessas primeiras cidades, os sumérios.
Eles desenvolveram tecnologias revolucionárias, a começar pela escrita. Primeiro, ela era apenas uma representação literal daquilo que existia em volta – basicamente desenhos de animais e objetos. A vida urbana trouxe mais comércio, mais estoques, contas a pagar, mais exércitos a manejar. E os sumérios foram adaptando sua grafia de modo que ela representasse ideias cada vez mais complexas. Com o tempo, as figuras passaram a representar não objetos, mas sons. E podiam ser recombinadas, num código quase mágico, capaz de reproduzir toda a fala humana. Nascia a escrita.
O detalhe é que esse processo levou milhares de anos. Por isso, há um salto tão grande entre os primórdios da escrita e o registro das primeiras literaturas épicas e fantásticas. A narrativa do dilúvio contida no Épico de Atrahasis provavelmente já existia antes, mas era repassada oralmente. O surgimento da escrita só possibilitou que ela fosse passada para o papel – ou melhor, para a argila.
Aí não deu outra: a história se espalhou como um best-seller pelo mundo antigo. As grandes cidades da Mesopotâmia eram os principais eixos comerciais e econômicos de seu tempo. Gente de todas as regiões ia até lá para fazer comércio e acabava levando um pouco da cultura local para casa. Não é de se espantar que uma narrativa tão imponente como a do grande dilúvio universal fizesse sucesso na época.
A mesma narrativa foi traduzida, reinventada, recontada e ressignificada em diversas religiões e culturas. A mitologia grega possui Deucalião, o filho de Prometeu que constrói um barco para se salvar do dilúvio de Zeus. A mitologia nórdica também tem sua versão – é só trocar a água por sangue. Ela está presente até no hinduísmo, quando o deus Vishnu encarna na forma de um peixe para avisar a um humano que o dilúvio está por vir.
E, é claro, existe a versão que você bem conhece.
(Disponível em: https://super.abril.com.br/especiais/diluvio-a-verdade-por-tras-do-mais-universal-dos-mitos/ – texto adaptado especialmente para esta prova.)
Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas a seguir:
I. O texto afirma que uma das primeiras narrativas sobre o dilúvio existia primeiro na forma escrita e depois foi transmitida oralmente.
II. De acordo com o texto, existem outras culturas que contam a história do dilúvio além da Bíblia.
III. Segundo o autor, o comércio ajudava a espalhar a cultura de uma região para outra.
Quais estão corretas?
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Disciplina: Direito Processual Civil
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Caçapava Sul-RS
De acordo com o Código de Processo Civil, analise as afirmações abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) A incompetência absoluta deve ser alegada em qualquer tempo e grau de jurisdição e deve ser declarada de ofício.
( ) Prorrogar-se-á a competência relativa se o réu não alegar a incompetência em preliminar de contestação.
( ) A incompetência relativa pode ser alegada pelo ministério público nas causas em que atuar.
( ) Não serão mantidos os efeitos de decisão proferida pelo juízo incompetente até que outra seja proferida pelo juízo competente.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
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