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Foram encontradas 150 questões.

732907 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Caratinga-MG
O ladrão
Quem descobriu o ladrão na garagem foi o meu irmão mais moço. Veio correndo nos contar, e a princípio não queríamos acreditar, porque, embora nossa casa ficasse num bairro distante e fosse meio isolada, era uma quinta-feira à tarde e nós não podíamos admitir que um ladrão viesse nos roubar à luz do dia. Em todo caso fomos lá.
Espiamos por uma frincha da porta, e de fato lá estava o ladrão, um velhinho magro — mas não estava roubando nada, estava olhando os trastes da garagem (que era mais um depósito, porque há tempo não tínhamos mais carro). Rindo baixinho e nos entendendo por sinais nós o trancamos ali.
À noite voltou a mãe. Chegou cansada, como sempre — desde a morte do pai trabalhava como costureira — e resmungando. Que é que vocês andaram fazendo? — perguntou, desconfiada. — Vocês estão rindo muito. Não é nada, mãe, respondemos, nós os quatro (o mais velho com doze anos). Não estamos rindo de nada.
Naquela noite não deu para fazer nada com o ladrão, porque a mãe tinha o sono leve. Mas espiávamos pela janela do quarto, víamos que a porta da garagem continuava trancada — e aquilo nos animava barbaridade. Mal podíamos esperar que amanhecesse — mas enfim amanheceu, a mãe foi trabalhar e a casa ficou só para nós.
Corremos para a garagem. Olhamos pela frincha e ali estava o velho ladrão, sentado numa poltrona quebrada, muito desanimado. Aí, seu ladrão! — gritamos. Levantou-se, assustado. — Abram, gente — pediu, quase chorando. — Abram, me deixem sair, eu prometo que não volto mais aqui.
Claro que nós não íamos abrir e dissemos a ele, nós não vamos abrir. Me deem um pouco de comida, então — ele disse —, estou com muita fome, faz três dias que não como. O que é que tu nos dás em troca, perguntou o meu irmão mais velho.
Ficou em silêncio um tempo, depois disse: eu faço uma mágica para vocês. Mágica! Nos olhamos. Que mágica, perguntamos. Ele: eu transformo coisas no que vocês quiserem.
Meu irmão mais velho, que era muito desconfiado, resolveu tirar a limpo aquela história. Enfiou uma varinha pela frincha e disse: transforma esta varinha num bicho. Esperem um pouco — disse o velho, numa voz sumida.
Esperamos. Daí a pouco, espremendo-se pela frincha, apareceu um camundongo. É meu — gritou o caçula, e se apossou do ratinho. Rindo do guri, trouxemos uma fatia de pão para o velho.
Nos dias que se seguiram ele transformou muitas coisas — tampinhas de garrafa em moedas, um prego em relógio (velho, não funcionava) — e assim por diante. Mas veio o dia em que batemos à porta da garagem e ele não respondeu. Espiávamos pela frincha, não víamos ninguém. Meu irmão mais velho — esperem aqui, vocês — abriu a porta com toda a cautela. Entrou, pôs-se a procurar o ladrão entre os trastes:
— Pneu velho, não é ele... Colchão rasgado, não é ele...
Enfim, não o achou, e esquecemos a história. Eu, particularmente, fiquei com certas dúvidas: pneu velho, não era ele?
(In: Moacyr Scliar et alii. Acontece na cidade. São Paulo: Ática, 2005. p. 31-33. Col. Quero Ler.)
Assinale a alternativa em que todas as palavras apresentam dígrafo.
 

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732868 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Caratinga-MG
Texto para responder à questão.
Vença a preguiça
Como dizia o inventor Thomas Edison, jogamos fora as boas oportunidades porque elas geralmente vêm vestidas com macacão de operário. Fazer mudanças dá mesmo trabalho. Precisamos olhar bem de frente para nossas dificuldades, assumi-las de vez, planejar nossas ações para ultrapassá-las, tomar atitudes, nos autocomprometer, sacudir a poeira e agir com determinação. Mas, às vezes, dá uma preguiça...
(ALVES, Liane. Vida Simples. Mudar é bom, jan. 2007.)
A autora do texto utiliza como recurso o argumento de autoridade, citando Thomas Edison. Nesse sentido, infere-se acerca da expressão “geralmente vêm vestidas com macacão de operário” referente às boas oportunidades que
 

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732676 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Caratinga-MG
Falta d'água põe em risco festas de Carnaval por todo o país
Crise hídrica provoca o cancelamento da folia em cidades de Minas Gerais e São Paulo. Palcos de
festas tradicionais, Ouro Preto (MG) e Olinda (PE) sofrem com racionamento. No Rio, estiagem altera
até alegoria de escola de samba.
“Olha, olha, olha, olha a água mineral...” Cantavam os baianos do Timbalada naquele que se tornou o hit do Carnaval de 2010 – e seguiu agitando foliões nos verões seguintes. A folia deste ano ainda não tem seu hit definido, mas uma coisa é certa: em tempos de crise hídrica, este será, de fato, o Carnaval da água mineral. A escassez de chuvas que castiga, sobretudo, o Sudeste não altera apenas a rotina dos moradores da região: vai atrapalhar também a festa. Dez cidades de Minas Gerais e São Paulo já cancelaram as comemorações do Carnaval 2015 por causa da falta d’água. E outras se preparam para a festa sob o fantasma do racionamento.
Palco de um dos mais tradicionais carnavais do país, Ouro Preto (MG) decretou racionamento de água quase um mês antes da festa. A expectativa é que o abastecimento seja normalizado até lá: a medida foi, na verdade, uma forma de prevenir que a cidade ficasse sem água durante as comemorações. Ainda assim, as famosas repúblicas onde se hospedam a maioria dos foliões em Ouro Preto podem ficar com as torneiras vazias em pleno Carnaval.
O quadro não é exclusividade do Sudeste: com um dos mais famosos carnavais do Brasil, a cidade histórica de Olinda, em Pernambuco, está em racionamento de água desde dezembro por causa do baixo nível da Barragem de Botafogo. Durante o Carnaval, quando são esperados 2 milhões de turistas, haverá um esquema especial para abastecimento do sítio histórico e das praias, onde há o maior fluxo de pessoas, segundo a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa).
Mas não são apenas as cidades onde o racionamento já está decretado que sentem os efeitos da crise hídrica no Carnaval. No Rio de Janeiro, o bloco Imprensa Que Eu Gamo optou por não utilizar caminhão-pipa para lançar água sobre os foliões para minimizar o calor. Já na Sapucaí, a escola de samba União da Ilha adaptou o desfile à estiagem: o último carro alegórico da agremiação, batizado de fonte da juventude, agora terá uma fonte seca, alimentada por efeitos especiais e produtos químicos. O presidente da escola, Ney Filardi, explica que 4.000 litros de água foram economizados com a alteração – que acresceu o preço do desfile em 25.000 reais. “Isso em nada afeta a concepção da alegoria, apenas contribui para evitar o desperdício. Estamos engajados na campanha por economia também na quadra, onde usamos água da chuva para limpeza”, explica Filardi.
(FARINA, Carolina. Disponível em: http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/falta-dagua-prejudica-festas-de-carnaval-por-todo-o-pais. Acesso em: 03/02/2014. Adaptado.)
Assinale, a seguir, a única palavra que se apresenta no aumentativo.
 

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730369 Ano: 2015
Disciplina: Administração Financeira e Orçamentária
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Caratinga-MG
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O ciclo orçamentário é a sequência de etapas desenvolvidas pelo processo orçamentário. É correto afirmar que a etapa que compreende a fixação de objetivos concretos para o período considerado, bem como o cálculo dos recursos humanos, materiais e financeiros, necessários à sua materialização e concretização é
 

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730204 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Caratinga-MG
Falta d'água põe em risco festas de Carnaval por todo o país
Crise hídrica provoca o cancelamento da folia em cidades de Minas Gerais e São Paulo. Palcos de
festas tradicionais, Ouro Preto (MG) e Olinda (PE) sofrem com racionamento. No Rio, estiagem altera
até alegoria de escola de samba.
“Olha, olha, olha, olha a água mineral...” Cantavam os baianos do Timbalada naquele que se tornou o hit do Carnaval de 2010 – e seguiu agitando foliões nos verões seguintes. A folia deste ano ainda não tem seu hit definido, mas uma coisa é certa: em tempos de crise hídrica, este será, de fato, o Carnaval da água mineral. A escassez de chuvas que castiga, sobretudo, o Sudeste não altera apenas a rotina dos moradores da região: vai atrapalhar também a festa. Dez cidades de Minas Gerais e São Paulo já cancelaram as comemorações do Carnaval 2015 por causa da falta d’água. E outras se preparam para a festa sob o fantasma do racionamento.
Palco de um dos mais tradicionais carnavais do país, Ouro Preto (MG) decretou racionamento de água quase um mês antes da festa. A expectativa é que o abastecimento seja normalizado até lá: a medida foi, na verdade, uma forma de prevenir que a cidade ficasse sem água durante as comemorações. Ainda assim, as famosas repúblicas onde se hospedam a maioria dos foliões em Ouro Preto podem ficar com as torneiras vazias em pleno Carnaval.
O quadro não é exclusividade do Sudeste: com um dos mais famosos carnavais do Brasil, a cidade histórica de Olinda, em Pernambuco, está em racionamento de água desde dezembro por causa do baixo nível da Barragem de Botafogo. Durante o Carnaval, quando são esperados 2 milhões de turistas, haverá um esquema especial para abastecimento do sítio histórico e das praias, onde há o maior fluxo de pessoas, segundo a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa).
Mas não são apenas as cidades onde o racionamento já está decretado que sentem os efeitos da crise hídrica no Carnaval. No Rio de Janeiro, o bloco Imprensa Que Eu Gamo optou por não utilizar caminhão-pipa para lançar água sobre os foliões para minimizar o calor. Já na Sapucaí, a escola de samba União da Ilha adaptou o desfile à estiagem: o último carro alegórico da agremiação, batizado de fonte da juventude, agora terá uma fonte seca, alimentada por efeitos especiais e produtos químicos. O presidente da escola, Ney Filardi, explica que 4.000 litros de água foram economizados com a alteração – que acresceu o preço do desfile em 25.000 reais. “Isso em nada afeta a concepção da alegoria, apenas contribui para evitar o desperdício. Estamos engajados na campanha por economia também na quadra, onde usamos água da chuva para limpeza”, explica Filardi.
(FARINA, Carolina. Disponível em: http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/falta-dagua-prejudica-festas-de-carnaval-por-todo-o-pais. Acesso em: 03/02/2014. Adaptado.)
No trecho “A expectativa é que o abastecimento seja normalizado até lá: a medida foi, na verdade, uma forma de prevenir que a cidade ficasse sem água durante as comemorações.” (2º§), a palavra destacada anteriormente pode ser substituída, sem alteração de sentido, por
 

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729672 Ano: 2015
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Caratinga-MG
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Acerca das normas constitucionais disciplinadoras da administração pública, assinale a afirmativa correta.

 

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“Em 2014, o mundo se chocou com a violência do grupo armado ________________ que já assumiu o controle de uma larga região no Oriente Médio, que envolve parte da(o) ____________ e da Síria e vem apresentando vídeos com ameaças e execuções por decapitação de cidadãos dos Estados Unidos ou de países aliados à nação norte-americana.”
Assinale a alternativa que completa correta e sequencialmente a afirmativa anterior.
 

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729374 Ano: 2015
Disciplina: Legislação de Trânsito
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Caratinga-MG
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Segundo o Código de Trânsito Brasileiro NÃO é considerada via urbana:
 

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729286 Ano: 2015
Disciplina: Matemática
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Caratinga-MG
Assinale a alternativa que apresenta o resultado INCORRETO.
 

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729273 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Caratinga-MG
O ladrão
Quem descobriu o ladrão na garagem foi o meu irmão mais moço. Veio correndo nos contar, e a princípio não queríamos acreditar, porque, embora nossa casa ficasse num bairro distante e fosse meio isolada, era uma quinta-feira à tarde e nós não podíamos admitir que um ladrão viesse nos roubar à luz do dia. Em todo caso fomos lá.
Espiamos por uma frincha da porta, e de fato lá estava o ladrão, um velhinho magro — mas não estava roubando nada, estava olhando os trastes da garagem (que era mais um depósito, porque há tempo não tínhamos mais carro). Rindo baixinho e nos entendendo por sinais nós o trancamos ali.
À noite voltou a mãe. Chegou cansada, como sempre — desde a morte do pai trabalhava como costureira — e resmungando. Que é que vocês andaram fazendo? — perguntou, desconfiada. — Vocês estão rindo muito. Não é nada, mãe, respondemos, nós os quatro (o mais velho com doze anos). Não estamos rindo de nada.
Naquela noite não deu para fazer nada com o ladrão, porque a mãe tinha o sono leve. Mas espiávamos pela janela do quarto, víamos que a porta da garagem continuava trancada — e aquilo nos animava barbaridade. Mal podíamos esperar que amanhecesse — mas enfim amanheceu, a mãe foi trabalhar e a casa ficou só para nós.
Corremos para a garagem. Olhamos pela frincha e ali estava o velho ladrão, sentado numa poltrona quebrada, muito desanimado. Aí, seu ladrão! — gritamos. Levantou-se, assustado. — Abram, gente — pediu, quase chorando. — Abram, me deixem sair, eu prometo que não volto mais aqui.
Claro que nós não íamos abrir e dissemos a ele, nós não vamos abrir. Me deem um pouco de comida, então — ele disse —, estou com muita fome, faz três dias que não como. O que é que tu nos dás em troca, perguntou o meu irmão mais velho.
Ficou em silêncio um tempo, depois disse: eu faço uma mágica para vocês. Mágica! Nos olhamos. Que mágica, perguntamos. Ele: eu transformo coisas no que vocês quiserem.
Meu irmão mais velho, que era muito desconfiado, resolveu tirar a limpo aquela história. Enfiou uma varinha pela frincha e disse: transforma esta varinha num bicho. Esperem um pouco — disse o velho, numa voz sumida.
Esperamos. Daí a pouco, espremendo-se pela frincha, apareceu um camundongo. É meu — gritou o caçula, e se apossou do ratinho. Rindo do guri, trouxemos uma fatia de pão para o velho.
Nos dias que se seguiram ele transformou muitas coisas — tampinhas de garrafa em moedas, um prego em relógio (velho, não funcionava) — e assim por diante. Mas veio o dia em que batemos à porta da garagem e ele não respondeu. Espiávamos pela frincha, não víamos ninguém. Meu irmão mais velho — esperem aqui, vocês — abriu a porta com toda a cautela. Entrou, pôs-se a procurar o ladrão entre os trastes:
— Pneu velho, não é ele... Colchão rasgado, não é ele...
Enfim, não o achou, e esquecemos a história. Eu, particularmente, fiquei com certas dúvidas: pneu velho, não era ele?
(In: Moacyr Scliar et alii. Acontece na cidade. São Paulo: Ática, 2005. p. 31-33. Col. Quero Ler.)
Olhamos pela frincha e ali estava o velho ladrão,...” (5º§). A palavra sublinhada, nessa frase, faz o plural da mesma forma que
 

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