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Poema de Sete Faces
[Carlos Drummond de Andrade]
Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.
As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.
O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.
O homem atrás do bigode
é sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos, raros amigos
o homem atrás dos óculos e do bigode,
Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus
se sabias que eu era fraco.
Mundo mundo vasto mundo,
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.
Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo.
Disponível em: https://www.culturagenial.com/poema-de-setefaces-drummond/
Com licença poética
[Adélia Prado]
Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
— dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.
Disponível em: https://www.pensador.com/frase/MTY4MzUz/
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Poema de Sete Faces
[Carlos Drummond de Andrade]
Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.
As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.
O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.
O homem atrás do bigode
é sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos, raros amigos
o homem atrás dos óculos e do bigode,
Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus
se sabias que eu era fraco.
Mundo mundo vasto mundo,
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.
Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo.
Disponível em: https://www.culturagenial.com/poema-de-setefaces-drummond/
Com licença poética
[Adélia Prado]
Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
— dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.
Disponível em: https://www.pensador.com/frase/MTY4MzUz/
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Poema de Sete Faces
[Carlos Drummond de Andrade]
Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.
As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.
O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.
O homem atrás do bigode
é sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos, raros amigos
o homem atrás dos óculos e do bigode,
Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus
se sabias que eu era fraco.
Mundo mundo vasto mundo,
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.
Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo.
Disponível em: https://www.culturagenial.com/poema-de-setefaces-drummond/
Com licença poética
[Adélia Prado]
Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
— dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.
Disponível em: https://www.pensador.com/frase/MTY4MzUz/
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MUDAS, MUDANÇAS E REFORMAS PROFUNDAS
Na passagem de ano, desejamos vida nova e realizações.
No mundo das aves, o ano novo ocorre antes, na primavera. Pouco
antes do início da estação, as aves passam pela fase de muda de
penas e ficam mais bonitas.
Creio que podemos seguir o exemplo das aves em nosso
ano novo, trocando nossas penas a começar pela “pena de mim”,
sentimento que todos temos quando nos sentimos injustiçados ou
preteridos, ou quando acreditamos que o que fazemos não tem
importância.
Quase sempre trabalhamos buscando o sustento sem
nos darmos conta que a nossa labuta também contribui para a
coletividade. Da mesma forma que um beija-flor ao se alimentar
do néctar das flores não percebe que ajuda as plantas a se
reproduzir.
Quantas vezes nos infligimos penas, punições às quais
acreditamos estar condenados por não nos julgarmos
merecedores de uma vida melhor, ou ainda por sermos
influenciados por tantas notícias negativas. Acreditar nisso é uma
pena severa demais que podemos e devemos trocar.
Penso que também podemos visitar o nosso interior, o
profundo de nossos corações. Lá dentro vamos encontrar outros
sentimentos de pena, mágoas, desgostos e tristezas que também
podemos trocar. Sejamos como as aves capazes de sacudir as
penas e recomeçar sem rancores.
Com a pena em punho, escrevemos o livro de nossas
vidas e temos o direito de escolher escrever a verdade ou
rascunhar a mentira. Basta largar o que não serve, o que atrapalha,
o que não precisa ser carregado.
Nós observadores de aves, admiramos o voo, mas só
conseguimos voar quando sonhamos e, para sonhar, precisamos
estar leves. Ao voar em um sonho, os riscos são maiores, mas basta
mudar a direção do voo e escolher um outro rumo diante do
amplo horizonte.
Se você trocar as suas penas vai se sentir não só mais
leve, mas também mais alegre, com mais entusiasmo em viver e,
por que não dizer, em servir. Assim como as aves, você terá criado,
ou melhor, terá encontrado um novo ser, o verdadeiro ser. Só
assim o ano novo será de fato, novo. E tenha a certeza, vale a pena.
Disponível em: https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/terra-dagente/especiais/noticia/2016/12/cronica-de-ano-novo-fala-sobreimportancia-da-renovacao-da-vida.html
Texto II

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MUDAS, MUDANÇAS E REFORMAS PROFUNDAS
Na passagem de ano, desejamos vida nova e realizações.
No mundo das aves, o ano novo ocorre antes, na primavera. Pouco
antes do início da estação, as aves passam pela fase de muda de
penas e ficam mais bonitas.
Creio que podemos seguir o exemplo das aves em nosso
ano novo, trocando nossas penas a começar pela “pena de mim”,
sentimento que todos temos quando nos sentimos injustiçados ou
preteridos, ou quando acreditamos que o que fazemos não tem
importância.
Quase sempre trabalhamos buscando o sustento sem
nos darmos conta que a nossa labuta também contribui para a
coletividade. Da mesma forma que um beija-flor ao se alimentar
do néctar das flores não percebe que ajuda as plantas a se
reproduzir.
Quantas vezes nos infligimos penas, punições às quais
acreditamos estar condenados por não nos julgarmos
merecedores de uma vida melhor, ou ainda por sermos
influenciados por tantas notícias negativas. Acreditar nisso é uma
pena severa demais que podemos e devemos trocar.
Penso que também podemos visitar o nosso interior, o
profundo de nossos corações. Lá dentro vamos encontrar outros
sentimentos de pena, mágoas, desgostos e tristezas que também
podemos trocar. Sejamos como as aves capazes de sacudir as
penas e recomeçar sem rancores.
Com a pena em punho, escrevemos o livro de nossas
vidas e temos o direito de escolher escrever a verdade ou
rascunhar a mentira. Basta largar o que não serve, o que atrapalha,
o que não precisa ser carregado.
Nós observadores de aves, admiramos o voo, mas só
conseguimos voar quando sonhamos e, para sonhar, precisamos
estar leves. Ao voar em um sonho, os riscos são maiores, mas basta
mudar a direção do voo e escolher um outro rumo diante do
amplo horizonte.
Se você trocar as suas penas vai se sentir não só mais
leve, mas também mais alegre, com mais entusiasmo em viver e,
por que não dizer, em servir. Assim como as aves, você terá criado,
ou melhor, terá encontrado um novo ser, o verdadeiro ser. Só
assim o ano novo será de fato, novo. E tenha a certeza, vale a pena.
Disponível em: https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/terra-dagente/especiais/noticia/2016/12/cronica-de-ano-novo-fala-sobreimportancia-da-renovacao-da-vida.html
No trecho destacado acima, as vírgulas foram utilizadas para
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MUDAS, MUDANÇAS E REFORMAS PROFUNDAS
Na passagem de ano, desejamos vida nova e realizações.
No mundo das aves, o ano novo ocorre antes, na primavera. Pouco
antes do início da estação, as aves passam pela fase de muda de
penas e ficam mais bonitas.
Creio que podemos seguir o exemplo das aves em nosso
ano novo, trocando nossas penas a começar pela “pena de mim”,
sentimento que todos temos quando nos sentimos injustiçados ou
preteridos, ou quando acreditamos que o que fazemos não tem
importância.
Quase sempre trabalhamos buscando o sustento sem
nos darmos conta que a nossa labuta também contribui para a
coletividade. Da mesma forma que um beija-flor ao se alimentar
do néctar das flores não percebe que ajuda as plantas a se
reproduzir.
Quantas vezes nos infligimos penas, punições às quais
acreditamos estar condenados por não nos julgarmos
merecedores de uma vida melhor, ou ainda por sermos
influenciados por tantas notícias negativas. Acreditar nisso é uma
pena severa demais que podemos e devemos trocar.
Penso que também podemos visitar o nosso interior, o
profundo de nossos corações. Lá dentro vamos encontrar outros
sentimentos de pena, mágoas, desgostos e tristezas que também
podemos trocar. Sejamos como as aves capazes de sacudir as
penas e recomeçar sem rancores.
Com a pena em punho, escrevemos o livro de nossas
vidas e temos o direito de escolher escrever a verdade ou
rascunhar a mentira. Basta largar o que não serve, o que atrapalha,
o que não precisa ser carregado.
Nós observadores de aves, admiramos o voo, mas só
conseguimos voar quando sonhamos e, para sonhar, precisamos
estar leves. Ao voar em um sonho, os riscos são maiores, mas basta
mudar a direção do voo e escolher um outro rumo diante do
amplo horizonte.
Se você trocar as suas penas vai se sentir não só mais
leve, mas também mais alegre, com mais entusiasmo em viver e,
por que não dizer, em servir. Assim como as aves, você terá criado,
ou melhor, terá encontrado um novo ser, o verdadeiro ser. Só
assim o ano novo será de fato, novo. E tenha a certeza, vale a pena.
Disponível em: https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/terra-dagente/especiais/noticia/2016/12/cronica-de-ano-novo-fala-sobreimportancia-da-renovacao-da-vida.html
Analisando a oração sublinhada, pode-se afirmar:
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