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Entre ciência e afeto: por que os nossos animais também cuidam
Por Arthur Guerra
Outro dia, vi um vídeo que me emocionou. Uma mulher idosa, internada em um hospital
havia semanas, recebe uma visita inesperada: seus gatos, trazidos pelo filho dela. As cenas me
desarmaram: o rosto dela, antes sério e cansado, se iluminou. Por algum tempo, a doença
pareceu perder espaço para dar lugar ao cuidado e ao vínculo com aqueles animais.
Em minha prática clínica, aprendi que nem todo cuidado se resume a uma prescrição
médica. Meu cão Franc foi treinado para dar suporte emocional a pacientes internados no
Instituto HC Perdizes, muitos deles, em estado terminal, afastados de seus familiares e, não
raro, sozinhos no quarto. Já pude testemunhar, de perto, o que esses encontros produzem. O
isolamento se rompe, a emoção toma conta, a ansiedade e o medo diminuem e os pacientes
voltam a se sentir amados.
A ciência vem confirmando algo que, intuitivamente, já sabemos: o contato com animais
reduz níveis de cortisol, diminui a percepção de estresse e pode aumentar a liberação de um
hormônio associado ao vínculo e ao bem-estar, como a ocitocina. Ou seja, esse é um recurso
com efeitos terapêuticos.
Não por acaso, esse efeito tem sido incorporado ao cuidado de pessoas com depressão,
ansiedade, fobias ou em situações de isolamento prolongado, como internações. Cresce também
o número de profissionais que incorporam animais de apoio emocional ao cuidado clínico da
ansiedade e da depressão. Em 2023, só nos Estados Unidos, havia mais de 115 mil animais de
suporte emocional registrados – em sua maioria cães, mas há de tudo, até pavões e cobras.
Animais de suporte emocional não substituem tratamentos. Mas eles reforçam a sensação
de não estar sozinho. Em saúde mental, isso pode mudar tudo.
Talvez seja por isso que aquele vídeo tenha me marcado tanto. Afinal de contas ▲ ele mostra
algo simples e poderoso ■ o vínculo com um animal que nos dá amor incondicional pode nos
devolver a sensação de estar vivos ★ E isso é muito.
(Disponível em: https://forbes.com.br/colunas/2026/05/dr-arthur-guerra-entre-ciencia-e-afeto-por-que-os-nossos-animais-tambem-cuidam/ – texto adaptado especialmente para esta prova)
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Entre ciência e afeto: por que os nossos animais também cuidam
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havia semanas, recebe uma visita inesperada: seus gatos, trazidos pelo filho dela. As cenas me
desarmaram: o rosto dela, antes sério e cansado, se iluminou. Por algum tempo, a doença
pareceu perder espaço para dar lugar ao cuidado e ao vínculo com aqueles animais.
Em minha prática clínica, aprendi que nem todo cuidado se resume a uma prescrição
médica. Meu cão Franc foi treinado para dar suporte emocional a pacientes internados no
Instituto HC Perdizes, muitos deles, em estado terminal, afastados de seus familiares e, não
raro, sozinhos no quarto. Já pude testemunhar, de perto, o que esses encontros produzem. O
isolamento se rompe, a emoção toma conta, a ansiedade e o medo diminuem e os pacientes
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A ciência vem confirmando algo que, intuitivamente, já sabemos: o contato com animais
reduz níveis de cortisol, diminui a percepção de estresse e pode aumentar a liberação de um
hormônio associado ao vínculo e ao bem-estar, como a ocitocina. Ou seja, esse é um recurso
com efeitos terapêuticos.
Não por acaso, esse efeito tem sido incorporado ao cuidado de pessoas com depressão,
ansiedade, fobias ou em situações de isolamento prolongado, como internações. Cresce também
o número de profissionais que incorporam animais de apoio emocional ao cuidado clínico da
ansiedade e da depressão. Em 2023, só nos Estados Unidos, havia mais de 115 mil animais de
suporte emocional registrados – em sua maioria cães, mas há de tudo, até pavões e cobras.
Animais de suporte emocional não substituem tratamentos. Mas eles reforçam a sensação
de não estar sozinho. Em saúde mental, isso pode mudar tudo.
Talvez seja por isso que aquele vídeo tenha me marcado tanto. Afinal de contas ▲ ele mostra
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pareceu perder espaço para dar lugar ao cuidado e ao vínculo com aqueles animais.
Em minha prática clínica, aprendi que nem todo cuidado se resume a uma prescrição
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Instituto HC Perdizes, muitos deles, em estado terminal, afastados de seus familiares e, não
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A ciência vem confirmando algo que, intuitivamente, já sabemos: o contato com animais
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ansiedade, fobias ou em situações de isolamento prolongado, como internações. Cresce também
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ansiedade e da depressão. Em 2023, só nos Estados Unidos, havia mais de 115 mil animais de
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Animais de suporte emocional não substituem tratamentos. Mas eles reforçam a sensação
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- FonologiaEncontros Consonantais: Dígrafos
- FonologiaEncontros Vocálicos: Ditongo, Tritongo, Hiato
- FonologiaFonemas e Letras
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Outro dia, vi um vídeo que me emocionou. Uma mulher idosa, internada em um hospital
havia semanas, recebe uma visita inesperada: seus gatos, trazidos pelo filho dela. As cenas me
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isolamento se rompe, a emoção toma conta, a ansiedade e o medo diminuem e os pacientes
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A ciência vem confirmando algo que, intuitivamente, já sabemos: o contato com animais
reduz níveis de cortisol, diminui a percepção de estresse e pode aumentar a liberação de um
hormônio associado ao vínculo e ao bem-estar, como a ocitocina. Ou seja, esse é um recurso
com efeitos terapêuticos.
Não por acaso, esse efeito tem sido incorporado ao cuidado de pessoas com depressão,
ansiedade, fobias ou em situações de isolamento prolongado, como internações. Cresce também
o número de profissionais que incorporam animais de apoio emocional ao cuidado clínico da
ansiedade e da depressão. Em 2023, só nos Estados Unidos, havia mais de 115 mil animais de
suporte emocional registrados – em sua maioria cães, mas há de tudo, até pavões e cobras.
Animais de suporte emocional não substituem tratamentos. Mas eles reforçam a sensação
de não estar sozinho. Em saúde mental, isso pode mudar tudo.
Talvez seja por isso que aquele vídeo tenha me marcado tanto. Afinal de contas ▲ ele mostra
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(Disponível em: https://forbes.com.br/colunas/2026/05/dr-arthur-guerra-entre-ciencia-e-afeto-por-que-os-nossos-animais-tambem-cuidam/ – texto adaptado especialmente para esta prova)
Sobre palavras retiradas do texto, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) Por ter um dígrafo consonantal, a palavra “aqueles” apresenta mais letras do que fonemas.
( ) A palavra “trazidos” não apresenta encontro consonantal.
( ) Em “hormônio”, o h inicial não representa um fonema.
( ) A palavra “ansiedade” não apresenta hiato em nenhuma de suas sílabas.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
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desarmaram: o rosto dela, antes sério e cansado, se iluminou. Por algum tempo, a doença
pareceu perder espaço para dar lugar ao cuidado e ao vínculo com aqueles animais.
Em minha prática clínica, aprendi que nem todo cuidado se resume a uma prescrição
médica. Meu cão Franc foi treinado para dar suporte emocional a pacientes internados no
Instituto HC Perdizes, muitos deles, em estado terminal, afastados de seus familiares e, não
raro, sozinhos no quarto. Já pude testemunhar, de perto, o que esses encontros produzem. O
isolamento se rompe, a emoção toma conta, a ansiedade e o medo diminuem e os pacientes
voltam a se sentir amados.
A ciência vem confirmando algo que, intuitivamente, já sabemos: o contato com animais
reduz níveis de cortisol, diminui a percepção de estresse e pode aumentar a liberação de um
hormônio associado ao vínculo e ao bem-estar, como a ocitocina. Ou seja, esse é um recurso
com efeitos terapêuticos.
Não por acaso, esse efeito tem sido incorporado ao cuidado de pessoas com depressão,
ansiedade, fobias ou em situações de isolamento prolongado, como internações. Cresce também
o número de profissionais que incorporam animais de apoio emocional ao cuidado clínico da
ansiedade e da depressão. Em 2023, só nos Estados Unidos, havia mais de 115 mil animais de
suporte emocional registrados – em sua maioria cães, mas há de tudo, até pavões e cobras.
Animais de suporte emocional não substituem tratamentos. Mas eles reforçam a sensação
de não estar sozinho. Em saúde mental, isso pode mudar tudo.
Talvez seja por isso que aquele vídeo tenha me marcado tanto. Afinal de contas ▲ ele mostra
algo simples e poderoso ■ o vínculo com um animal que nos dá amor incondicional pode nos
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(Disponível em: https://forbes.com.br/colunas/2026/05/dr-arthur-guerra-entre-ciencia-e-afeto-por-que-os-nossos-animais-tambem-cuidam/ – texto adaptado especialmente para esta prova)
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havia semanas, recebe uma visita inesperada: seus gatos, trazidos pelo filho dela. As cenas me
desarmaram: o rosto dela, antes sério e cansado, se iluminou. Por algum tempo, a doença
pareceu perder espaço para dar lugar ao cuidado e ao vínculo com aqueles animais.
Em minha prática clínica, aprendi que nem todo cuidado se resume a uma prescrição
médica. Meu cão Franc foi treinado para dar suporte emocional a pacientes internados no
Instituto HC Perdizes, muitos deles, em estado terminal, afastados de seus familiares e, não
raro, sozinhos no quarto. Já pude testemunhar, de perto, o que esses encontros produzem. O
isolamento se rompe, a emoção toma conta, a ansiedade e o medo diminuem e os pacientes
voltam a se sentir amados.
A ciência vem confirmando algo que, intuitivamente, já sabemos: o contato com animais
reduz níveis de cortisol, diminui a percepção de estresse e pode aumentar a liberação de um
hormônio associado ao vínculo e ao bem-estar, como a ocitocina. Ou seja, esse é um recurso
com efeitos terapêuticos.
Não por acaso, esse efeito tem sido incorporado ao cuidado de pessoas com depressão,
ansiedade, fobias ou em situações de isolamento prolongado, como internações. Cresce também
o número de profissionais que incorporam animais de apoio emocional ao cuidado clínico da
ansiedade e da depressão. Em 2023, só nos Estados Unidos, havia mais de 115 mil animais de
suporte emocional registrados – em sua maioria cães, mas há de tudo, até pavões e cobras.
Animais de suporte emocional não substituem tratamentos. Mas eles reforçam a sensação
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Considerando o sentido das palavras no contexto em que foram empregadas no texto, relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando as palavras sublinhadas nos trechos abaixo, retirados do texto, a seus respectivos sinônimos.
Coluna 1
1. “para dar lugar ao cuidado e ao vínculo com aqueles animais”.
2. “Meu cão Franc foi treinado para dar suporte emocional a pacientes internados”.
3. “Mas eles reforçam a sensação de não estar sozinho”.
Coluna 2
( ) Impressão.
( ) Ligação.
( ) Amparo.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
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- SintaxeFrase, Oração e PeríodoOração CoordenadaOrações Coordenadas Sindéticas
- SintaxeConectivos
- MorfologiaPronomesPronomes Demonstrativos
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pareceu perder espaço para dar lugar ao cuidado e ao vínculo com aqueles animais.
Em minha prática clínica, aprendi que nem todo cuidado se resume a uma prescrição
médica. Meu cão Franc foi treinado para dar suporte emocional a pacientes internados no
Instituto HC Perdizes, muitos deles, em estado terminal, afastados de seus familiares e, não
raro, sozinhos no quarto. Já pude testemunhar, de perto, o que esses encontros produzem. O
isolamento se rompe, a emoção toma conta, a ansiedade e o medo diminuem e os pacientes
voltam a se sentir amados.
A ciência vem confirmando algo que, intuitivamente, já sabemos: o contato com animais
reduz níveis de cortisol, diminui a percepção de estresse e pode aumentar a liberação de um
hormônio associado ao vínculo e ao bem-estar, como a ocitocina. Ou seja, esse é um recurso
com efeitos terapêuticos.
Não por acaso, esse efeito tem sido incorporado ao cuidado de pessoas com depressão,
ansiedade, fobias ou em situações de isolamento prolongado, como internações. Cresce também
o número de profissionais que incorporam animais de apoio emocional ao cuidado clínico da
ansiedade e da depressão. Em 2023, só nos Estados Unidos, havia mais de 115 mil animais de
suporte emocional registrados – em sua maioria cães, mas há de tudo, até pavões e cobras.
Animais de suporte emocional não substituem tratamentos. Mas eles reforçam a sensação
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Talvez seja por isso que aquele vídeo tenha me marcado tanto. Afinal de contas ▲ ele mostra
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desarmaram: o rosto dela, antes sério e cansado, se iluminou. Por algum tempo, a doença
pareceu perder espaço para dar lugar ao cuidado e ao vínculo com aqueles animais.
Em minha prática clínica, aprendi que nem todo cuidado se resume a uma prescrição
médica. Meu cão Franc foi treinado para dar suporte emocional a pacientes internados no
Instituto HC Perdizes, muitos deles, em estado terminal, afastados de seus familiares e, não
raro, sozinhos no quarto. Já pude testemunhar, de perto, o que esses encontros produzem. O
isolamento se rompe, a emoção toma conta, a ansiedade e o medo diminuem e os pacientes
voltam a se sentir amados.
A ciência vem confirmando algo que, intuitivamente, já sabemos: o contato com animais
reduz níveis de cortisol, diminui a percepção de estresse e pode aumentar a liberação de um
hormônio associado ao vínculo e ao bem-estar, como a ocitocina. Ou seja, esse é um recurso
com efeitos terapêuticos.
Não por acaso, esse efeito tem sido incorporado ao cuidado de pessoas com depressão,
ansiedade, fobias ou em situações de isolamento prolongado, como internações. Cresce também
o número de profissionais que incorporam animais de apoio emocional ao cuidado clínico da
ansiedade e da depressão. Em 2023, só nos Estados Unidos, havia mais de 115 mil animais de
suporte emocional registrados – em sua maioria cães, mas há de tudo, até pavões e cobras.
Animais de suporte emocional não substituem tratamentos. Mas eles reforçam a sensação
de não estar sozinho. Em saúde mental, isso pode mudar tudo.
Talvez seja por isso que aquele vídeo tenha me marcado tanto. Afinal de contas ▲ ele mostra
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havia semanas, recebe uma visita inesperada: seus gatos, trazidos pelo filho dela. As cenas me
desarmaram: o rosto dela, antes sério e cansado, se iluminou. Por algum tempo, a doença
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Em minha prática clínica, aprendi que nem todo cuidado se resume a uma prescrição
médica. Meu cão Franc foi treinado para dar suporte emocional a pacientes internados no
Instituto HC Perdizes, muitos deles, em estado terminal, afastados de seus familiares e, não
raro, sozinhos no quarto. Já pude testemunhar, de perto, o que esses encontros produzem. O
isolamento se rompe, a emoção toma conta, a ansiedade e o medo diminuem e os pacientes
voltam a se sentir amados.
A ciência vem confirmando algo que, intuitivamente, já sabemos: o contato com animais
reduz níveis de cortisol, diminui a percepção de estresse e pode aumentar a liberação de um
hormônio associado ao vínculo e ao bem-estar, como a ocitocina. Ou seja, esse é um recurso
com efeitos terapêuticos.
Não por acaso, esse efeito tem sido incorporado ao cuidado de pessoas com depressão,
ansiedade, fobias ou em situações de isolamento prolongado, como internações. Cresce também
o número de profissionais que incorporam animais de apoio emocional ao cuidado clínico da
ansiedade e da depressão. Em 2023, só nos Estados Unidos, havia mais de 115 mil animais de
suporte emocional registrados – em sua maioria cães, mas há de tudo, até pavões e cobras.
Animais de suporte emocional não substituem tratamentos. Mas eles reforçam a sensação
de não estar sozinho. Em saúde mental, isso pode mudar tudo.
Talvez seja por isso que aquele vídeo tenha me marcado tanto. Afinal de contas ▲ ele mostra
algo simples e poderoso ■ o vínculo com um animal que nos dá amor incondicional pode nos
devolver a sensação de estar vivos ★ E isso é muito.
(Disponível em: https://forbes.com.br/colunas/2026/05/dr-arthur-guerra-entre-ciencia-e-afeto-por-que-os-nossos-animais-tambem-cuidam/ – texto adaptado especialmente para esta prova)
Com base no texto, analise as assertivas a seguir:
I. A inserção de experiências pessoais na construção do texto produz um efeito de aproximação com o leitor.
II. Entre os objetivos do autor está o de convencer o leitor da relevância do vínculo entre seres humanos e animais para o bem-estar emocional.
III. Pode-se inferir que o vínculo afetivo é apresentado como um elemento relevante para a promoção do bem-estar emocional.
Quais estão corretas?
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Por Arthur Guerra
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havia semanas, recebe uma visita inesperada: seus gatos, trazidos pelo filho dela. As cenas me
desarmaram: o rosto dela, antes sério e cansado, se iluminou. Por algum tempo, a doença
pareceu perder espaço para dar lugar ao cuidado e ao vínculo com aqueles animais.
Em minha prática clínica, aprendi que nem todo cuidado se resume a uma prescrição
médica. Meu cão Franc foi treinado para dar suporte emocional a pacientes internados no
Instituto HC Perdizes, muitos deles, em estado terminal, afastados de seus familiares e, não
raro, sozinhos no quarto. Já pude testemunhar, de perto, o que esses encontros produzem. O
isolamento se rompe, a emoção toma conta, a ansiedade e o medo diminuem e os pacientes
voltam a se sentir amados.
A ciência vem confirmando algo que, intuitivamente, já sabemos: o contato com animais
reduz níveis de cortisol, diminui a percepção de estresse e pode aumentar a liberação de um
hormônio associado ao vínculo e ao bem-estar, como a ocitocina. Ou seja, esse é um recurso
com efeitos terapêuticos.
Não por acaso, esse efeito tem sido incorporado ao cuidado de pessoas com depressão,
ansiedade, fobias ou em situações de isolamento prolongado, como internações. Cresce também
o número de profissionais que incorporam animais de apoio emocional ao cuidado clínico da
ansiedade e da depressão. Em 2023, só nos Estados Unidos, havia mais de 115 mil animais de
suporte emocional registrados – em sua maioria cães, mas há de tudo, até pavões e cobras.
Animais de suporte emocional não substituem tratamentos. Mas eles reforçam a sensação
de não estar sozinho. Em saúde mental, isso pode mudar tudo.
Talvez seja por isso que aquele vídeo tenha me marcado tanto. Afinal de contas ▲ ele mostra
algo simples e poderoso ■ o vínculo com um animal que nos dá amor incondicional pode nos
devolver a sensação de estar vivos ★ E isso é muito.
(Disponível em: https://forbes.com.br/colunas/2026/05/dr-arthur-guerra-entre-ciencia-e-afeto-por-que-os-nossos-animais-tambem-cuidam/ – texto adaptado especialmente para esta prova)
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