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Foram encontradas 945 questões.

385249 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: GUALIMP
Orgão: Pref. Carmo-RJ
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TEXTO 2

Enunciado 385249-1

Fonte: https://www.espacoeducar.net/2012/07/tirinhas-da-mafalda-reflexoes-sobre.html.

Acesso em 30/01/2022.

Considerada a estrutura do texto, o tema que retrata e os elementos linguísticos e não linguísticos nele presentes, julgue os itens abaixo:

I. O texto exemplifica uma tirinha, também chamada de HQ (História em quadrinhos), gênero literário do tipo narrativo.

II. A fala de Manolito, no último quadrinho representa uma certa quebra da expectativa gerada pela professora.

III. Elementos não verbais, como movimentos corpóreos e expressões faciais, ajudam na compreensão da história narrada.

Estão corretos os itens:

 

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385248 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: GUALIMP
Orgão: Pref. Carmo-RJ
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TEXTO 2

Enunciado 385248-1

Fonte: https://www.espacoeducar.net/2012/07/tirinhas-da-mafalda-reflexoes-sobre.html.

Acesso em 30/01/2022.

Ainda sobre a fala de Manolito no último quadrinho: “Nada, desde março até agora”, a palavra destacada funciona sintaticamente como:

 

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385247 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: GUALIMP
Orgão: Pref. Carmo-RJ
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TEXTO 2

Enunciado 385247-1

Fonte: https://www.espacoeducar.net/2012/07/tirinhas-da-mafalda-reflexoes-sobre.html.

Acesso em 30/01/2022.

“Nada, desde março até agora”. Considerando que a resposta do personagem Manolito é um fragmento de sentença, isto é, um constituinte linguístico que completa sentença (nesse caso, a pergunta do quadrinho anterior) e que tal resposta poderia ser mais completa assim: “Eu não entendi nada, desde março até agora”, a expressão sublinhada tem valor sintático-semântico de:

 

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385246 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: GUALIMP
Orgão: Pref. Carmo-RJ
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TEXTO 2

Enunciado 385246-1

Fonte: https://www.espacoeducar.net/2012/07/tirinhas-da-mafalda-reflexoes-sobre.html.

Acesso em 30/01/2022.

No terceiro quadrinho, os termos “o que” e “Manolito” funcionam, respectivamente, como:

 

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385245 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: GUALIMP
Orgão: Pref. Carmo-RJ
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TEXTO 2

Enunciado 385245-1

Fonte: https://www.espacoeducar.net/2012/07/tirinhas-da-mafalda-reflexoes-sobre.html.

Acesso em 30/01/2022.

No primeiro quadrinho nota-se a ausência de pontuação adequada. Uma reescritura da fala da professora, já devidamente pontuada seria:

 

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385244 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: GUALIMP
Orgão: Pref. Carmo-RJ
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GRAMÁTICA E SEU CONCEITO

A gramática descritiva ou sincrônica é o estudo do mecanismo pelo qual uma dada língua funciona, num dado momento (do gr. syn- “reunião”, chrónos “tempo”), como meio de comunicação entre os seus falantes, e na análise da estrutura, ou configuração formal, que nesse momento a caracteriza.

Quando se emprega a expressão gramática descritiva, ou sincrônica, sem outro qualificativo a mais, se entende tal estudo e análise como referente ao momento atual, ou presente, em que é feita a gramática.

Já tinha em princípio esse objetivo a gramática tradicional, elaborada a partir da Antiguidade Clássica para a língua grega e em seguida a latina. Em português, desde Fernão de Oliveira e João de Barros no século XVI, vêm se multiplicando as gramáticas, pautadas pelo modelo greco-latino, intituladas quer descritivas, quer expositivas. Ora, mais propriamente normativas, se limitam a apresentar uma norma de comportamento linguístico, de acordo com a sempre repetida definição “arte de falar e escrever corretamente”. Ora, mais ambiciosas e melhor orientadas, procuram ascender a um plano que bem se pode chamar científico em seus propósitos, pois procuram explicar a organização e o funcionamento das formas linguísticas com objetividade e espírito de análise.

Tiveram este último propósito as chamadas “gramáticas filosóficas”, como em português a de Jerônimo Soares Barbosa no século XVIII. Embora tenha havido recentemente, com a escola norte-americana de Noam Chomsky, certo empenho em valorizar essas “gramáticas filosóficas” (Chomsky, 1966), deve se reconhecer que a crítica que a elas se fez, desde os princípios do século XIX até meados do séc. XX, era em essência procedente.

O fundamento para a ciência da gramática, por elas entendida, era a disciplina filosófica da lógica, como a delineara Aristóteles na Grécia Antiga e depois Descartes no séc. XVII. A gramática foi entendida como ancilar do estudo filosófico que trata das leis do raciocínio. A justificativa estava no pressuposto de que a língua, em sua organização e funcionamento, reflete fielmente essas leis.

Havia aí, antes de tudo um círculo vicioso. A língua servia para ilustrar a lógica, e a lógica para desenvolver a gramática. Depois, a lógica aristotélica e ainda a cartesiana, mesmo quando remodelada já nos meados do séc. XIX pelo filósofo inglês John Stuart Mill, está longe de satisfazer aos requisitos de uma análise rigorosa e precisa das leis do raciocínio. Tanto que a filosofia do séc. XX procurou recriar a disciplina em linhas matemáticas, sob o título de “lógica simbólica”, num afã em que se destacou especialmente o filósofo inglês Bertrand Russel. Finalmente, a base lógica que se pode depreender na organização e nos processos comunicativos das línguas é uma compreensão intuitiva das coisas, permeada por toda a vivência humana. Em vez de refletirem um exame objetivo e despersonalizado das coisas, as línguas refletem a maneira de as ver por parte de homens que se acham nelas interessados e até integrados.

(Câmara Jr., Joaquim Mattoso. Estrutura da Língua Portuguesa. Petrópolis: Editora Vozes, 1997. 26ª edição.)

Em “Já tinha em princípio esse objetivo a gramática tradicional”.

Quanto à classificação do sujeito dessa oração, é correto afirmar que:

 

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385243 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: GUALIMP
Orgão: Pref. Carmo-RJ
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GRAMÁTICA E SEU CONCEITO

A gramática descritiva ou sincrônica é o estudo do mecanismo pelo qual uma dada língua funciona, num dado momento (do gr. syn- “reunião”, chrónos “tempo”), como meio de comunicação entre os seus falantes, e na análise da estrutura, ou configuração formal, que nesse momento a caracteriza.

Quando se emprega a expressão gramática descritiva, ou sincrônica, sem outro qualificativo a mais, se entende tal estudo e análise como referente ao momento atual, ou presente, em que é feita a gramática.

Já tinha em princípio esse objetivo a gramática tradicional, elaborada a partir da Antiguidade Clássica para a língua grega e em seguida a latina. Em português, desde Fernão de Oliveira e João de Barros no século XVI, vêm se multiplicando as gramáticas, pautadas pelo modelo greco-latino, intituladas quer descritivas, quer expositivas. Ora, mais propriamente normativas, se limitam a apresentar uma norma de comportamento linguístico, de acordo com a sempre repetida definição “arte de falar e escrever corretamente”. Ora, mais ambiciosas e melhor orientadas, procuram ascender a um plano que bem se pode chamar científico em seus propósitos, pois procuram explicar a organização e o funcionamento das formas linguísticas com objetividade e espírito de análise.

Tiveram este último propósito as chamadas “gramáticas filosóficas”, como em português a de Jerônimo Soares Barbosa no século XVIII. Embora tenha havido recentemente, com a escola norte-americana de Noam Chomsky, certo empenho em valorizar essas “gramáticas filosóficas” (Chomsky, 1966), deve se reconhecer que a crítica que a elas se fez, desde os princípios do século XIX até meados do séc. XX, era em essência procedente.

O fundamento para a ciência da gramática, por elas entendida, era a disciplina filosófica da lógica, como a delineara Aristóteles na Grécia Antiga e depois Descartes no séc. XVII. A gramática foi entendida como ancilar do estudo filosófico que trata das leis do raciocínio. A justificativa estava no pressuposto de que a língua, em sua organização e funcionamento, reflete fielmente essas leis.

Havia aí, antes de tudo um círculo vicioso. A língua servia para ilustrar a lógica, e a lógica para desenvolver a gramática. Depois, a lógica aristotélica e ainda a cartesiana, mesmo quando remodelada já nos meados do séc. XIX pelo filósofo inglês John Stuart Mill, está longe de satisfazer aos requisitos de uma análise rigorosa e precisa das leis do raciocínio. Tanto que a filosofia do séc. XX procurou recriar a disciplina em linhas matemáticas, sob o título de “lógica simbólica”, num afã em que se destacou especialmente o filósofo inglês Bertrand Russel. Finalmente, a base lógica que se pode depreender na organização e nos processos comunicativos das línguas é uma compreensão intuitiva das coisas, permeada por toda a vivência humana. Em vez de refletirem um exame objetivo e despersonalizado das coisas, as línguas refletem a maneira de as ver por parte de homens que se acham nelas interessados e até integrados.

(Câmara Jr., Joaquim Mattoso. Estrutura da Língua Portuguesa. Petrópolis: Editora Vozes, 1997. 26ª edição.)

Observe o trecho do quarto parágrafo: “deve se reconhecer que a crítica que a elas se fez, desde os princípios do século XIX até meados do séc. XX, era em essência procedente”. Pode-se reescrever esse trecho, mantendo-se a correção gramatical e o sentido original da seguinte maneira:

 

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385242 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: GUALIMP
Orgão: Pref. Carmo-RJ
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GRAMÁTICA E SEU CONCEITO

A gramática descritiva ou sincrônica é o estudo do mecanismo pelo qual uma dada língua funciona, num dado momento (do gr. syn- “reunião”, chrónos “tempo”), como meio de comunicação entre os seus falantes, e na análise da estrutura, ou configuração formal, que nesse momento a caracteriza.

Quando se emprega a expressão gramática descritiva, ou sincrônica, sem outro qualificativo a mais, se entende tal estudo e análise como referente ao momento atual, ou presente, em que é feita a gramática.

Já tinha em princípio esse objetivo a gramática tradicional, elaborada a partir da Antiguidade Clássica para a língua grega e em seguida a latina. Em português, desde Fernão de Oliveira e João de Barros no século XVI, vêm se multiplicando as gramáticas, pautadas pelo modelo greco-latino, intituladas quer descritivas, quer expositivas. Ora, mais propriamente normativas, se limitam a apresentar uma norma de comportamento linguístico, de acordo com a sempre repetida definição “arte de falar e escrever corretamente”. Ora, mais ambiciosas e melhor orientadas, procuram ascender a um plano que bem se pode chamar científico em seus propósitos, pois procuram explicar a organização e o funcionamento das formas linguísticas com objetividade e espírito de análise.

Tiveram este último propósito as chamadas “gramáticas filosóficas”, como em português a de Jerônimo Soares Barbosa no século XVIII. Embora tenha havido recentemente, com a escola norte-americana de Noam Chomsky, certo empenho em valorizar essas “gramáticas filosóficas” (Chomsky, 1966), deve se reconhecer que a crítica que a elas se fez, desde os princípios do século XIX até meados do séc. XX, era em essência procedente.

O fundamento para a ciência da gramática, por elas entendida, era a disciplina filosófica da lógica, como a delineara Aristóteles na Grécia Antiga e depois Descartes no séc. XVII. A gramática foi entendida como ancilar do estudo filosófico que trata das leis do raciocínio. A justificativa estava no pressuposto de que a língua, em sua organização e funcionamento, reflete fielmente essas leis.

Havia aí, antes de tudo um círculo vicioso. A língua servia para ilustrar a lógica, e a lógica para desenvolver a gramática. Depois, a lógica aristotélica e ainda a cartesiana, mesmo quando remodelada já nos meados do séc. XIX pelo filósofo inglês John Stuart Mill, está longe de satisfazer aos requisitos de uma análise rigorosa e precisa das leis do raciocínio. Tanto que a filosofia do séc. XX procurou recriar a disciplina em linhas matemáticas, sob o título de “lógica simbólica”, num afã em que se destacou especialmente o filósofo inglês Bertrand Russel. Finalmente, a base lógica que se pode depreender na organização e nos processos comunicativos das línguas é uma compreensão intuitiva das coisas, permeada por toda a vivência humana. Em vez de refletirem um exame objetivo e despersonalizado das coisas, as línguas refletem a maneira de as ver por parte de homens que se acham nelas interessados e até integrados.

(Câmara Jr., Joaquim Mattoso. Estrutura da Língua Portuguesa. Petrópolis: Editora Vozes, 1997. 26ª edição.)

No último parágrafo do texto 1, o autor faz uma conclusão de um raciocínio crítico sobre as gramáticas filosóficas. Nessa conclusão, surge o trecho “Em vez de refletirem um exame objetivo e despersonalizado das coisas, as línguas refletem a maneira de as ver por parte de homens que se acham nelas interessados e até integrados”.

A leitura desse trecho permite inferir que há uma espécie de pressuposto adotado pelo autor:

 

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385241 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: GUALIMP
Orgão: Pref. Carmo-RJ
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GRAMÁTICA E SEU CONCEITO

A gramática descritiva ou sincrônica é o estudo do mecanismo pelo qual uma dada língua funciona, num dado momento (do gr. syn- “reunião”, chrónos “tempo”), como meio de comunicação entre os seus falantes, e na análise da estrutura, ou configuração formal, que nesse momento a caracteriza.

Quando se emprega a expressão gramática descritiva, ou sincrônica, sem outro qualificativo a mais, se entende tal estudo e análise como referente ao momento atual, ou presente, em que é feita a gramática.

Já tinha em princípio esse objetivo a gramática tradicional, elaborada a partir da Antiguidade Clássica para a língua grega e em seguida a latina. Em português, desde Fernão de Oliveira e João de Barros no século XVI, vêm se multiplicando as gramáticas, pautadas pelo modelo greco-latino, intituladas quer descritivas, quer expositivas. Ora, mais propriamente normativas, se limitam a apresentar uma norma de comportamento linguístico, de acordo com a sempre repetida definição “arte de falar e escrever corretamente”. Ora, mais ambiciosas e melhor orientadas, procuram ascender a um plano que bem se pode chamar científico em seus propósitos, pois procuram explicar a organização e o funcionamento das formas linguísticas com objetividade e espírito de análise.

Tiveram este último propósito as chamadas “gramáticas filosóficas”, como em português a de Jerônimo Soares Barbosa no século XVIII. Embora tenha havido recentemente, com a escola norte-americana de Noam Chomsky, certo empenho em valorizar essas “gramáticas filosóficas” (Chomsky, 1966), deve se reconhecer que a crítica que a elas se fez, desde os princípios do século XIX até meados do séc. XX, era em essência procedente.

O fundamento para a ciência da gramática, por elas entendida, era a disciplina filosófica da lógica, como a delineara Aristóteles na Grécia Antiga e depois Descartes no séc. XVII. A gramática foi entendida como ancilar do estudo filosófico que trata das leis do raciocínio. A justificativa estava no pressuposto de que a língua, em sua organização e funcionamento, reflete fielmente essas leis.

Havia aí, antes de tudo um círculo vicioso. A língua servia para ilustrar a lógica, e a lógica para desenvolver a gramática. Depois, a lógica aristotélica e ainda a cartesiana, mesmo quando remodelada já nos meados do séc. XIX pelo filósofo inglês John Stuart Mill, está longe de satisfazer aos requisitos de uma análise rigorosa e precisa das leis do raciocínio. Tanto que a filosofia do séc. XX procurou recriar a disciplina em linhas matemáticas, sob o título de “lógica simbólica”, num afã em que se destacou especialmente o filósofo inglês Bertrand Russel. Finalmente, a base lógica que se pode depreender na organização e nos processos comunicativos das línguas é uma compreensão intuitiva das coisas, permeada por toda a vivência humana. Em vez de refletirem um exame objetivo e despersonalizado das coisas, as línguas refletem a maneira de as ver por parte de homens que se acham nelas interessados e até integrados.

(Câmara Jr., Joaquim Mattoso. Estrutura da Língua Portuguesa. Petrópolis: Editora Vozes, 1997. 26ª edição.)

Considerada a conjunção que a introduz, a oração “pois procuram explicar a organização e o funcionamento das formas linguísticas com objetividade e espírito de análise”, deve ser classificada, no contexto em que se encontra, como:

 

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385240 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: GUALIMP
Orgão: Pref. Carmo-RJ
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GRAMÁTICA E SEU CONCEITO

A gramática descritiva ou sincrônica é o estudo do mecanismo pelo qual uma dada língua funciona, num dado momento (do gr. syn- “reunião”, chrónos “tempo”), como meio de comunicação entre os seus falantes, e na análise da estrutura, ou configuração formal, que nesse momento a caracteriza.

Quando se emprega a expressão gramática descritiva, ou sincrônica, sem outro qualificativo a mais, se entende tal estudo e análise como referente ao momento atual, ou presente, em que é feita a gramática.

Já tinha em princípio esse objetivo a gramática tradicional, elaborada a partir da Antiguidade Clássica para a língua grega e em seguida a latina. Em português, desde Fernão de Oliveira e João de Barros no século XVI, vêm se multiplicando as gramáticas, pautadas pelo modelo greco-latino, intituladas quer descritivas, quer expositivas. Ora, mais propriamente normativas, se limitam a apresentar uma norma de comportamento linguístico, de acordo com a sempre repetida definição “arte de falar e escrever corretamente”. Ora, mais ambiciosas e melhor orientadas, procuram ascender a um plano que bem se pode chamar científico em seus propósitos, pois procuram explicar a organização e o funcionamento das formas linguísticas com objetividade e espírito de análise.

Tiveram este último propósito as chamadas “gramáticas filosóficas”, como em português a de Jerônimo Soares Barbosa no século XVIII. Embora tenha havido recentemente, com a escola norte-americana de Noam Chomsky, certo empenho em valorizar essas “gramáticas filosóficas” (Chomsky, 1966), deve se reconhecer que a crítica que a elas se fez, desde os princípios do século XIX até meados do séc. XX, era em essência procedente.

O fundamento para a ciência da gramática, por elas entendida, era a disciplina filosófica da lógica, como a delineara Aristóteles na Grécia Antiga e depois Descartes no séc. XVII. A gramática foi entendida como ancilar do estudo filosófico que trata das leis do raciocínio. A justificativa estava no pressuposto de que a língua, em sua organização e funcionamento, reflete fielmente essas leis.

Havia aí, antes de tudo um círculo vicioso. A língua servia para ilustrar a lógica, e a lógica para desenvolver a gramática. Depois, a lógica aristotélica e ainda a cartesiana, mesmo quando remodelada já nos meados do séc. XIX pelo filósofo inglês John Stuart Mill, está longe de satisfazer aos requisitos de uma análise rigorosa e precisa das leis do raciocínio. Tanto que a filosofia do séc. XX procurou recriar a disciplina em linhas matemáticas, sob o título de “lógica simbólica”, num afã em que se destacou especialmente o filósofo inglês Bertrand Russel. Finalmente, a base lógica que se pode depreender na organização e nos processos comunicativos das línguas é uma compreensão intuitiva das coisas, permeada por toda a vivência humana. Em vez de refletirem um exame objetivo e despersonalizado das coisas, as línguas refletem a maneira de as ver por parte de homens que se acham nelas interessados e até integrados.

(Câmara Jr., Joaquim Mattoso. Estrutura da Língua Portuguesa. Petrópolis: Editora Vozes, 1997. 26ª edição.)

“Havia aí, antes de tudo um círculo vicioso. A língua servia para ilustrar a lógica, e a lógica para desenvolver a gramática”.

Nesse período composto do texto, identificamos que:

 

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