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Foram encontradas 98 questões.

1509927 Ano: 2019
Disciplina: Raciocínio Lógico
Banca: FACEPE
Orgão: Pref. Carvalhópolis-MG
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Na aula de matemática, a professora propôs o seguinte desafio aos alunos: com 24 palitos do mesmo tamanho, qual a quantidade máxima de quadrados é possível construir, sabendo que cada lado do quadrado é formado por apenas um palito?

 

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1509926 Ano: 2019
Disciplina: Raciocínio Lógico
Banca: FACEPE
Orgão: Pref. Carvalhópolis-MG
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Cinco amigos: Maria, Antônio, Marcos, José e Ana combinaram de ir ao supermercado. Porém, antes de chegar ao supermercado, combinaram o seguinte:

Se Maria comprar arroz, então Antônio comprará feijão.

Se Marcos não comprar bananas, então José comprará suco.

Se José comprar suco, então Ana comprará leite.

Se Marcos comprar chocolate, então Maria não comprará café.

Ao chegarem ao supermercado, descobriram que não havia feijão, nem leite e nem café. De acordo com o combinado pelos amigos, é correto apenas o que se afirma em:

 

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1509925 Ano: 2019
Disciplina: Matemática
Banca: FACEPE
Orgão: Pref. Carvalhópolis-MG
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Uma função pode modelar diversos problemas. Considere a função do segundo grau C(x)=x2 -14x+55 que é definida para todo número real. Esta função assume um valor mínimo para um determinado valor de x. Qual o valor mínimo desta função?

 

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1509924 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: FACEPE
Orgão: Pref. Carvalhópolis-MG
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Considere o texto abaixo para responder às questões de 1 a 10.


O intragrupo sempre encontra razões para considerar-se superior. O exemplo histórico mais extremo dessa tendência é, obviamente, a criação de um extragrupo por Adolf Hitler. Retratado como sub-humano, o extragrupo intensificava a solidariedade e a autoapreciação do intragrupo. É um truque tão velho quanto a humanidade, mas na verdade essa psicologia pode preceder nossa espécie. Além da mera identificação com o grupo, que é disseminada nos animais, existem duas outras características que temos em comum com os chimpanzés. A primeira, como vimos, é a aversão ao extragrupo a ponto de desumanizá-lo (ou “deschimpanzá-lo”). O abismo entre intragrupo e extragrupo é tão enorme que a agressão enquadra-se em categorias: uma, contida e ritualizada; a outra, generalizada, gratuita e letal.

O outro fenômeno extragrupo ainda mais perturbador que emergiu em Gombe envolveu chimpanzés que se conheciam. Ao longo dos anos, uma comunidade dividiu-se em duas facções, a norte e a sul, e por fim acabaram formando duas comunidades distintas. Esses chimpanzés haviam brincado juntos, (...) se reconciliado depois de brigas, partilhado carne e vivido em harmonia. Mesmo assim, as facções começaram a lutar. Os pesquisadores viram, chocados, antigos amigos beberem o sangue uns dos outros. Nem os membros mais velhos da comunidade foram deixados em paz. Um macho de aparência extremamente frágil, Goliath, foi arrastado e esmurrado durante vinte minutos. Qualquer associação com o inimigo motivava o ataque. Se chimpanzés em patrulha encontrassem ninhos de dormir recentes em uma árvore na região de fronteira, começavam a fazer demonstrações de agressividade, arrancavam os ramos e destruíam todos os ninhos do inimigo.

Portanto, o “nós contra eles” entre os chimpanzés é uma distinção socialmente construída, na qual até indivíduos bem conhecidos podem tornar-se inimigos se por acaso andarem com a turma errada ou viverem na área errada. Nos humanos, grupos étnicos que costumavam se dar relativamente bem podem repentinamente voltar-se uns contra os outros, como hutus e tutsis em Ruanda e sérvios, croatas e muçulmanos na Bósnia. Que tipo de comutador mental é acionado para mudar as atitudes das pessoas? E que tipo de comutador transforma chimpanzés colegas de grupo em inimigos mortais? Desconfio que os comutadores atuam de modo semelhante nos humanos e nos outros grandes primatas. E também que são controlados pela percepção dos interesses compartilhados versus interesses concorrentes. Enquanto os indivíduos veem um propósito comum, suprimem sentimentos negativos. Mas, assim que o propósito comum desaparece, as tensões afloram.

(DE WAAL, F. Eu, primata. São Paulo: Companhia das Letras, 2007, p. 170-171)

A conjunção que explicita o caráter de conclusão do terceiro parágrafo é:

 

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1509923 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: FACEPE
Orgão: Pref. Carvalhópolis-MG
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Considere o texto abaixo para responder às questões de 1 a 10.


O intragrupo sempre encontra razões para considerar-se superior. O exemplo histórico mais extremo dessa tendência é, obviamente, a criação de um extragrupo por Adolf Hitler. Retratado como sub-humano, o extragrupo intensificava a solidariedade e a autoapreciação do intragrupo. É um truque tão velho quanto a humanidade, mas na verdade essa psicologia pode preceder nossa espécie. Além da mera identificação com o grupo, que é disseminada nos animais, existem duas outras características que temos em comum com os chimpanzés. A primeira, como vimos, é a aversão ao extragrupo a ponto de desumanizá-lo (ou “deschimpanzá-lo”). O abismo entre intragrupo e extragrupo é tão enorme que a agressão enquadra-se em categorias: uma, contida e ritualizada; a outra, generalizada, gratuita e letal.

O outro fenômeno extragrupo ainda mais perturbador que emergiu em Gombe envolveu chimpanzés que se conheciam. Ao longo dos anos, uma comunidade dividiu-se em duas facções, a norte e a sul, e por fim acabaram formando duas comunidades distintas. Esses chimpanzés haviam brincado juntos, (...) se reconciliado depois de brigas, partilhado carne e vivido em harmonia. Mesmo assim, as facções começaram a lutar. Os pesquisadores viram, chocados, antigos amigos beberem o sangue uns dos outros. Nem os membros mais velhos da comunidade foram deixados em paz. Um macho de aparência extremamente frágil, Goliath, foi arrastado e esmurrado durante vinte minutos. Qualquer associação com o inimigo motivava o ataque. Se chimpanzés em patrulha encontrassem ninhos de dormir recentes em uma árvore na região de fronteira, começavam a fazer demonstrações de agressividade, arrancavam os ramos e destruíam todos os ninhos do inimigo.

Portanto, o “nós contra eles” entre os chimpanzés é uma distinção socialmente construída, na qual até indivíduos bem conhecidos podem tornar-se inimigos se por acaso andarem com a turma errada ou viverem na área errada. Nos humanos, grupos étnicos que costumavam se dar relativamente bem podem repentinamente voltar-se uns contra os outros, como hutus e tutsis em Ruanda e sérvios, croatas e muçulmanos na Bósnia. Que tipo de comutador mental é acionado para mudar as atitudes das pessoas? E que tipo de comutador transforma chimpanzés colegas de grupo em inimigos mortais? Desconfio que os comutadores atuam de modo semelhante nos humanos e nos outros grandes primatas. E também que são controlados pela percepção dos interesses compartilhados versus interesses concorrentes. Enquanto os indivíduos veem um propósito comum, suprimem sentimentos negativos. Mas, assim que o propósito comum desaparece, as tensões afloram.

(DE WAAL, F. Eu, primata. São Paulo: Companhia das Letras, 2007, p. 170-171)

No último parágrafo, a expressão entre os chimpanzés tem seu equivalente, quanto à construção dos períodos, em:

 

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1509922 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: FACEPE
Orgão: Pref. Carvalhópolis-MG
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Considere o texto abaixo para responder às questões de 1 a 10.


O intragrupo sempre encontra razões para considerar-se superior. O exemplo histórico mais extremo dessa tendência é, obviamente, a criação de um extragrupo por Adolf Hitler. Retratado como sub-humano, o extragrupo intensificava a solidariedade e a autoapreciação do intragrupo. É um truque tão velho quanto a humanidade, mas na verdade essa psicologia pode preceder nossa espécie. Além da mera identificação com o grupo, que é disseminada nos animais, existem duas outras características que temos em comum com os chimpanzés. A primeira, como vimos, é a aversão ao extragrupo a ponto de desumanizá-lo (ou “deschimpanzá-lo”). O abismo entre intragrupo e extragrupo é tão enorme que a agressão enquadra-se em categorias: uma, contida e ritualizada; a outra, generalizada, gratuita e letal.

O outro fenômeno extragrupo ainda mais perturbador que emergiu em Gombe envolveu chimpanzés que se conheciam. Ao longo dos anos, uma comunidade dividiu-se em duas facções, a norte e a sul, e por fim acabaram formando duas comunidades distintas. Esses chimpanzés haviam brincado juntos, (...) se reconciliado depois de brigas, partilhado carne e vivido em harmonia. Mesmo assim, as facções começaram a lutar. Os pesquisadores viram, chocados, antigos amigos beberem o sangue uns dos outros. Nem os membros mais velhos da comunidade foram deixados em paz. Um macho de aparência extremamente frágil, Goliath, foi arrastado e esmurrado durante vinte minutos. Qualquer associação com o inimigo motivava o ataque. Se chimpanzés em patrulha encontrassem ninhos de dormir recentes em uma árvore na região de fronteira, começavam a fazer demonstrações de agressividade, arrancavam os ramos e destruíam todos os ninhos do inimigo.

Portanto, o “nós contra eles” entre os chimpanzés é uma distinção socialmente construída, na qual até indivíduos bem conhecidos podem tornar-se inimigos se por acaso andarem com a turma errada ou viverem na área errada. Nos humanos, grupos étnicos que costumavam se dar relativamente bem podem repentinamente voltar-se uns contra os outros, como hutus e tutsis em Ruanda e sérvios, croatas e muçulmanos na Bósnia. Que tipo de comutador mental é acionado para mudar as atitudes das pessoas? E que tipo de comutador transforma chimpanzés colegas de grupo em inimigos mortais? Desconfio que os comutadores atuam de modo semelhante nos humanos e nos outros grandes primatas. E também que são controlados pela percepção dos interesses compartilhados versus interesses concorrentes. Enquanto os indivíduos veem um propósito comum, suprimem sentimentos negativos. Mas, assim que o propósito comum desaparece, as tensões afloram.

(DE WAAL, F. Eu, primata. São Paulo: Companhia das Letras, 2007, p. 170-171)

No período “É um truque tão velho quanto a humanidade, mas na verdade essa psicologia pode preceder nossa espécie.”, o termo grifado significa o mesmo que:

 

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1509921 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: FACEPE
Orgão: Pref. Carvalhópolis-MG
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Considere o texto abaixo para responder às questões de 1 a 10.


O intragrupo sempre encontra razões para considerar-se superior. O exemplo histórico mais extremo dessa tendência é, obviamente, a criação de um extragrupo por Adolf Hitler. Retratado como sub-humano, o extragrupo intensificava a solidariedade e a autoapreciação do intragrupo. É um truque tão velho quanto a humanidade, mas na verdade essa psicologia pode preceder nossa espécie. Além da mera identificação com o grupo, que é disseminada nos animais, existem duas outras características que temos em comum com os chimpanzés. A primeira, como vimos, é a aversão ao extragrupo a ponto de desumanizá-lo (ou “deschimpanzá-lo”). O abismo entre intragrupo e extragrupo é tão enorme que a agressão enquadra-se em categorias: uma, contida e ritualizada; a outra, generalizada, gratuita e letal.

O outro fenômeno extragrupo ainda mais perturbador que emergiu em Gombe envolveu chimpanzés que se conheciam. Ao longo dos anos, uma comunidade dividiu-se em duas facções, a norte e a sul, e por fim acabaram formando duas comunidades distintas. Esses chimpanzés haviam brincado juntos, (...) se reconciliado depois de brigas, partilhado carne e vivido em harmonia. Mesmo assim, as facções começaram a lutar. Os pesquisadores viram, chocados, antigos amigos beberem o sangue uns dos outros. Nem os membros mais velhos da comunidade foram deixados em paz. Um macho de aparência extremamente frágil, Goliath, foi arrastado e esmurrado durante vinte minutos. Qualquer associação com o inimigo motivava o ataque. Se chimpanzés em patrulha encontrassem ninhos de dormir recentes em uma árvore na região de fronteira, começavam a fazer demonstrações de agressividade, arrancavam os ramos e destruíam todos os ninhos do inimigo.

Portanto, o “nós contra eles” entre os chimpanzés é uma distinção socialmente construída, na qual até indivíduos bem conhecidos podem tornar-se inimigos se por acaso andarem com a turma errada ou viverem na área errada. Nos humanos, grupos étnicos que costumavam se dar relativamente bem podem repentinamente voltar-se uns contra os outros, como hutus e tutsis em Ruanda e sérvios, croatas e muçulmanos na Bósnia. Que tipo de comutador mental é acionado para mudar as atitudes das pessoas? E que tipo de comutador transforma chimpanzés colegas de grupo em inimigos mortais? Desconfio que os comutadores atuam de modo semelhante nos humanos e nos outros grandes primatas. E também que são controlados pela percepção dos interesses compartilhados versus interesses concorrentes. Enquanto os indivíduos veem um propósito comum, suprimem sentimentos negativos. Mas, assim que o propósito comum desaparece, as tensões afloram.

(DE WAAL, F. Eu, primata. São Paulo: Companhia das Letras, 2007, p. 170-171)

A oração que é disseminada nos animais funciona, em relação a um termo da oração principal, como:

 

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1509920 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: FACEPE
Orgão: Pref. Carvalhópolis-MG
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Considere o texto abaixo para responder às questões de 1 a 10.


O intragrupo sempre encontra razões para considerar-se superior. O exemplo histórico mais extremo dessa tendência é, obviamente, a criação de um extragrupo por Adolf Hitler. Retratado como sub-humano, o extragrupo intensificava a solidariedade e a autoapreciação do intragrupo. É um truque tão velho quanto a humanidade, mas na verdade essa psicologia pode preceder nossa espécie. Além da mera identificação com o grupo, que é disseminada nos animais, existem duas outras características que temos em comum com os chimpanzés. A primeira, como vimos, é a aversão ao extragrupo a ponto de desumanizá-lo (ou “deschimpanzá-lo”). O abismo entre intragrupo e extragrupo é tão enorme que a agressão enquadra-se em categorias: uma, contida e ritualizada; a outra, generalizada, gratuita e letal.

O outro fenômeno extragrupo ainda mais perturbador que emergiu em Gombe envolveu chimpanzés que se conheciam. Ao longo dos anos, uma comunidade dividiu-se em duas facções, a norte e a sul, e por fim acabaram formando duas comunidades distintas. Esses chimpanzés haviam brincado juntos, (...) se reconciliado depois de brigas, partilhado carne e vivido em harmonia. Mesmo assim, as facções começaram a lutar. Os pesquisadores viram, chocados, antigos amigos beberem o sangue uns dos outros. Nem os membros mais velhos da comunidade foram deixados em paz. Um macho de aparência extremamente frágil, Goliath, foi arrastado e esmurrado durante vinte minutos. Qualquer associação com o inimigo motivava o ataque. Se chimpanzés em patrulha encontrassem ninhos de dormir recentes em uma árvore na região de fronteira, começavam a fazer demonstrações de agressividade, arrancavam os ramos e destruíam todos os ninhos do inimigo.

Portanto, o “nós contra eles” entre os chimpanzés é uma distinção socialmente construída, na qual até indivíduos bem conhecidos podem tornar-se inimigos se por acaso andarem com a turma errada ou viverem na área errada. Nos humanos, grupos étnicos que costumavam se dar relativamente bem podem repentinamente voltar-se uns contra os outros, como hutus e tutsis em Ruanda e sérvios, croatas e muçulmanos na Bósnia. Que tipo de comutador mental é acionado para mudar as atitudes das pessoas? E que tipo de comutador transforma chimpanzés colegas de grupo em inimigos mortais? Desconfio que os comutadores atuam de modo semelhante nos humanos e nos outros grandes primatas. E também que são controlados pela percepção dos interesses compartilhados versus interesses concorrentes. Enquanto os indivíduos veem um propósito comum, suprimem sentimentos negativos. Mas, assim que o propósito comum desaparece, as tensões afloram.

(DE WAAL, F. Eu, primata. São Paulo: Companhia das Letras, 2007, p. 170-171)

A expressão “comutador mental” é uma:

 

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Questão presente nas seguintes provas
1509919 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: FACEPE
Orgão: Pref. Carvalhópolis-MG
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Considere o texto abaixo para responder às questões de 1 a 10.


O intragrupo sempre encontra razões para considerar-se superior. O exemplo histórico mais extremo dessa tendência é, obviamente, a criação de um extragrupo por Adolf Hitler. Retratado como sub-humano, o extragrupo intensificava a solidariedade e a autoapreciação do intragrupo. É um truque tão velho quanto a humanidade, mas na verdade essa psicologia pode preceder nossa espécie. Além da mera identificação com o grupo, que é disseminada nos animais, existem duas outras características que temos em comum com os chimpanzés. A primeira, como vimos, é a aversão ao extragrupo a ponto de desumanizá-lo (ou “deschimpanzá-lo”). O abismo entre intragrupo e extragrupo é tão enorme que a agressão enquadra-se em categorias: uma, contida e ritualizada; a outra, generalizada, gratuita e letal.

O outro fenômeno extragrupo ainda mais perturbador que emergiu em Gombe envolveu chimpanzés que se conheciam. Ao longo dos anos, uma comunidade dividiu-se em duas facções, a norte e a sul, e por fim acabaram formando duas comunidades distintas. Esses chimpanzés haviam brincado juntos, (...) se reconciliado depois de brigas, partilhado carne e vivido em harmonia. Mesmo assim, as facções começaram a lutar. Os pesquisadores viram, chocados, antigos amigos beberem o sangue uns dos outros. Nem os membros mais velhos da comunidade foram deixados em paz. Um macho de aparência extremamente frágil, Goliath, foi arrastado e esmurrado durante vinte minutos. Qualquer associação com o inimigo motivava o ataque. Se chimpanzés em patrulha encontrassem ninhos de dormir recentes em uma árvore na região de fronteira, começavam a fazer demonstrações de agressividade, arrancavam os ramos e destruíam todos os ninhos do inimigo.

Portanto, o “nós contra eles” entre os chimpanzés é uma distinção socialmente construída, na qual até indivíduos bem conhecidos podem tornar-se inimigos se por acaso andarem com a turma errada ou viverem na área errada. Nos humanos, grupos étnicos que costumavam se dar relativamente bem podem repentinamente voltar-se uns contra os outros, como hutus e tutsis em Ruanda e sérvios, croatas e muçulmanos na Bósnia. Que tipo de comutador mental é acionado para mudar as atitudes das pessoas? E que tipo de comutador transforma chimpanzés colegas de grupo em inimigos mortais? Desconfio que os comutadores atuam de modo semelhante nos humanos e nos outros grandes primatas. E também que são controlados pela percepção dos interesses compartilhados versus interesses concorrentes. Enquanto os indivíduos veem um propósito comum, suprimem sentimentos negativos. Mas, assim que o propósito comum desaparece, as tensões afloram.

(DE WAAL, F. Eu, primata. São Paulo: Companhia das Letras, 2007, p. 170-171)

No trecho “que a agressão enquadra-se em categorias: uma, contida e ritualizada; a outra, generalizada, gratuita e letal”, o ponto-e-vírgula:

 

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1509918 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: FACEPE
Orgão: Pref. Carvalhópolis-MG
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Considere o texto abaixo para responder às questões de 1 a 10.


O intragrupo sempre encontra razões para considerar-se superior. O exemplo histórico mais extremo dessa tendência é, obviamente, a criação de um extragrupo por Adolf Hitler. Retratado como sub-humano, o extragrupo intensificava a solidariedade e a autoapreciação do intragrupo. É um truque tão velho quanto a humanidade, mas na verdade essa psicologia pode preceder nossa espécie. Além da mera identificação com o grupo, que é disseminada nos animais, existem duas outras características que temos em comum com os chimpanzés. A primeira, como vimos, é a aversão ao extragrupo a ponto de desumanizá-lo (ou “deschimpanzá-lo”). O abismo entre intragrupo e extragrupo é tão enorme que a agressão enquadra-se em categorias: uma, contida e ritualizada; a outra, generalizada, gratuita e letal.

O outro fenômeno extragrupo ainda mais perturbador que emergiu em Gombe envolveu chimpanzés que se conheciam. Ao longo dos anos, uma comunidade dividiu-se em duas facções, a norte e a sul, e por fim acabaram formando duas comunidades distintas. Esses chimpanzés haviam brincado juntos, (...) se reconciliado depois de brigas, partilhado carne e vivido em harmonia. Mesmo assim, as facções começaram a lutar. Os pesquisadores viram, chocados, antigos amigos beberem o sangue uns dos outros. Nem os membros mais velhos da comunidade foram deixados em paz. Um macho de aparência extremamente frágil, Goliath, foi arrastado e esmurrado durante vinte minutos. Qualquer associação com o inimigo motivava o ataque. Se chimpanzés em patrulha encontrassem ninhos de dormir recentes em uma árvore na região de fronteira, começavam a fazer demonstrações de agressividade, arrancavam os ramos e destruíam todos os ninhos do inimigo.

Portanto, o “nós contra eles” entre os chimpanzés é uma distinção socialmente construída, na qual até indivíduos bem conhecidos podem tornar-se inimigos se por acaso andarem com a turma errada ou viverem na área errada. Nos humanos, grupos étnicos que costumavam se dar relativamente bem podem repentinamente voltar-se uns contra os outros, como hutus e tutsis em Ruanda e sérvios, croatas e muçulmanos na Bósnia. Que tipo de comutador mental é acionado para mudar as atitudes das pessoas? E que tipo de comutador transforma chimpanzés colegas de grupo em inimigos mortais? Desconfio que os comutadores atuam de modo semelhante nos humanos e nos outros grandes primatas. E também que são controlados pela percepção dos interesses compartilhados versus interesses concorrentes. Enquanto os indivíduos veem um propósito comum, suprimem sentimentos negativos. Mas, assim que o propósito comum desaparece, as tensões afloram.

(DE WAAL, F. Eu, primata. São Paulo: Companhia das Letras, 2007, p. 170-171)

Quanto à linguagem empregada pelo autor, é correto classificá-la como:

 

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