Foram encontradas 348 questões.
Para responder à questão, leia o texto abaixo.
Mas, fosse eu a dona da escola, corromperia o
currículo padrão: os alunos aprenderiam a viver
Fui uma aluna apenas razoável. Gostava de aprender
nosso idioma e amava Geografia - as capitais, fusos,
cordilheiras, desertos. O resto, levava na base da decoreba.
Cheguei ate aqui, deu para o gasto.
Mas, fosse eu a dona da escola, corromperia o
currículo padrão: os alunos aprenderiam a viver. O ensino
de Português, por exemplo, seria associado à Literatura,
mas sem obrigar a leitura de clássicos: transformaria a sala
num grande sarau e numa empolgante oficina, onde todos
produziriam os próprios poemas e autoficções. Elisa
Lucinda seria a professora.
Matemática, o mínimo necessário, e muitas aulas de
teatro. Texto, interpretação, dança, canto, choro, riso,
circo. Cada aluno teria a oportunidade de se expressar
para além do obvio, em contato direto com as próprias
emoções. Neco Piccolo, você assume a turma.
Ninguém se formaria sem saber tocar piano - ou
violão, guitarra, violino, berimbau. E a manejar a arte da
escultura - ou pintura, cerâmica, bordado. Além disso,
inglês e espanhol na ponta da língua.
Esporte teria horário expandido. Vôlei, futebol,
ginástica, natação (sendo um sonho, orçamento ilimitado:
piscinas!). Nenhum aluno parado. E yoga, pilates,
exercícios de baixo impacto. Atividade física seria mais
importante do que a tabela periódica.
Culinária. O valor dos nutrientes, a relação do
alimento com saúde e longevidade. A escola teria pomar
e horta. A garotada descascaria batata, provaria Írutas
exóticas, criaria as próprias receitas. Bela Gil, Rita Lobo,
Carla Pernambuco, nem precisam mandar currículo, o
emprego é de vocês.
Filosofia seria indispensável (Viviane Mosé, te
convoco). E aulas sobre política. O que é comunismo,
fascismo, capitalismo, socialismo, democracia, tirania.
Lições de ética e humanidade. A escola também discutiria
escravidão, racismo, machismo, transfobia, já que alguns
pais acham difícil (ou chato) falar sobre isso na hora do
jantar.
Aulas sobre todas as religiões - todas - num contexto
de cultura geral. Sem a obrigatoriedade da prática de
nenhuma delas no ambiente da escola.
Para fechar o currículo, surpresa: haveria um período
em que os alunos é que ensinariam os professores.
Matéria: tecnologia. Desde o básico: uso de totens em
aeroportos e manejo de três controles remotos ao mesmo
tempo.
Os estudantes teriam que frequentar as aulas de
manhã e à tarde, pois haveria também Educação sexual,
Educação financeira, Ambientalismo, Psicologia. Os cursos técnicos e as faculdades se encarregariam, depois, dos
conteúdos especializados.
Então eu acordei. Escutei alguém negando o
aquecimento global, outro naturalizando feminicídios,
outro ainda pedindo a volta da ditadura, e voltei a dormir.
Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).
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Mas, fosse eu a dona da escola, corromperia o
currículo padrão: os alunos aprenderiam a viver
Fui uma aluna apenas razoável. Gostava de aprender
nosso idioma e amava Geografia - as capitais, fusos,
cordilheiras, desertos. O resto, levava na base da decoreba.
Cheguei ate aqui, deu para o gasto.
Mas, fosse eu a dona da escola, corromperia o
currículo padrão: os alunos aprenderiam a viver. O ensino
de Português, por exemplo, seria associado à Literatura,
mas sem obrigar a leitura de clássicos: transformaria a sala
num grande sarau e numa empolgante oficina, onde todos
produziriam os próprios poemas e autoficções. Elisa
Lucinda seria a professora.
Matemática, o mínimo necessário, e muitas aulas de
teatro. Texto, interpretação, dança, canto, choro, riso,
circo. Cada aluno teria a oportunidade de se expressar
para além do obvio, em contato direto com as próprias
emoções. Neco Piccolo, você assume a turma.
Ninguém se formaria sem saber tocar piano - ou
violão, guitarra, violino, berimbau. E a manejar a arte da
escultura - ou pintura, cerâmica, bordado. Além disso,
inglês e espanhol na ponta da língua.
Esporte teria horário expandido. Vôlei, futebol,
ginástica, natação (sendo um sonho, orçamento ilimitado:
piscinas!). Nenhum aluno parado. E yoga, pilates,
exercícios de baixo impacto. Atividade física seria mais
importante do que a tabela periódica.
Culinária. O valor dos nutrientes, a relação do
alimento com saúde e longevidade. A escola teria pomar
e horta. A garotada descascaria batata, provaria Írutas
exóticas, criaria as próprias receitas. Bela Gil, Rita Lobo,
Carla Pernambuco, nem precisam mandar currículo, o
emprego é de vocês.
Filosofia seria indispensável (Viviane Mosé, te
convoco). E aulas sobre política. O que é comunismo,
fascismo, capitalismo, socialismo, democracia, tirania.
Lições de ética e humanidade. A escola também discutiria
escravidão, racismo, machismo, transfobia, já que alguns
pais acham difícil (ou chato) falar sobre isso na hora do
jantar.
Aulas sobre todas as religiões - todas - num contexto
de cultura geral. Sem a obrigatoriedade da prática de
nenhuma delas no ambiente da escola.
Para fechar o currículo, surpresa: haveria um período
em que os alunos é que ensinariam os professores.
Matéria: tecnologia. Desde o básico: uso de totens em
aeroportos e manejo de três controles remotos ao mesmo
tempo.
Os estudantes teriam que frequentar as aulas de
manhã e à tarde, pois haveria também Educação sexual,
Educação financeira, Ambientalismo, Psicologia. Os cursos técnicos e as faculdades se encarregariam, depois, dos
conteúdos especializados.
Então eu acordei. Escutei alguém negando o
aquecimento global, outro naturalizando feminicídios,
outro ainda pedindo a volta da ditadura, e voltei a dormir.
Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).
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Mas, fosse eu a dona da escola, corromperia o
currículo padrão: os alunos aprenderiam a viver
Fui uma aluna apenas razoável. Gostava de aprender
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cordilheiras, desertos. O resto, levava na base da decoreba.
Cheguei ate aqui, deu para o gasto.
Mas, fosse eu a dona da escola, corromperia o
currículo padrão: os alunos aprenderiam a viver. O ensino
de Português, por exemplo, seria associado à Literatura,
mas sem obrigar a leitura de clássicos: transformaria a sala
num grande sarau e numa empolgante oficina, onde todos
produziriam os próprios poemas e autoficções. Elisa
Lucinda seria a professora.
Matemática, o mínimo necessário, e muitas aulas de
teatro. Texto, interpretação, dança, canto, choro, riso,
circo. Cada aluno teria a oportunidade de se expressar
para além do obvio, em contato direto com as próprias
emoções. Neco Piccolo, você assume a turma.
Ninguém se formaria sem saber tocar piano - ou
violão, guitarra, violino, berimbau. E a manejar a arte da
escultura - ou pintura, cerâmica, bordado. Além disso,
inglês e espanhol na ponta da língua.
Esporte teria horário expandido. Vôlei, futebol,
ginástica, natação (sendo um sonho, orçamento ilimitado:
piscinas!). Nenhum aluno parado. E yoga, pilates,
exercícios de baixo impacto. Atividade física seria mais
importante do que a tabela periódica.
Culinária. O valor dos nutrientes, a relação do
alimento com saúde e longevidade. A escola teria pomar
e horta. A garotada descascaria batata, provaria Írutas
exóticas, criaria as próprias receitas. Bela Gil, Rita Lobo,
Carla Pernambuco, nem precisam mandar currículo, o
emprego é de vocês.
Filosofia seria indispensável (Viviane Mosé, te
convoco). E aulas sobre política. O que é comunismo,
fascismo, capitalismo, socialismo, democracia, tirania.
Lições de ética e humanidade. A escola também discutiria
escravidão, racismo, machismo, transfobia, já que alguns
pais acham difícil (ou chato) falar sobre isso na hora do
jantar.
Aulas sobre todas as religiões - todas - num contexto
de cultura geral. Sem a obrigatoriedade da prática de
nenhuma delas no ambiente da escola.
Para fechar o currículo, surpresa: haveria um período
em que os alunos é que ensinariam os professores.
Matéria: tecnologia. Desde o básico: uso de totens em
aeroportos e manejo de três controles remotos ao mesmo
tempo.
Os estudantes teriam que frequentar as aulas de
manhã e à tarde, pois haveria também Educação sexual,
Educação financeira, Ambientalismo, Psicologia. Os cursos técnicos e as faculdades se encarregariam, depois, dos
conteúdos especializados.
Então eu acordei. Escutei alguém negando o
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outro ainda pedindo a volta da ditadura, e voltei a dormir.
Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).
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Mas, fosse eu a dona da escola, corromperia o
currículo padrão: os alunos aprenderiam a viver
Fui uma aluna apenas razoável. Gostava de aprender
nosso idioma e amava Geografia - as capitais, fusos,
cordilheiras, desertos. O resto, levava na base da decoreba.
Cheguei ate aqui, deu para o gasto.
Mas, fosse eu a dona da escola, corromperia o
currículo padrão: os alunos aprenderiam a viver. O ensino
de Português, por exemplo, seria associado à Literatura,
mas sem obrigar a leitura de clássicos: transformaria a sala
num grande sarau e numa empolgante oficina, onde todos
produziriam os próprios poemas e autoficções. Elisa
Lucinda seria a professora.
Matemática, o mínimo necessário, e muitas aulas de
teatro. Texto, interpretação, dança, canto, choro, riso,
circo. Cada aluno teria a oportunidade de se expressar
para além do obvio, em contato direto com as próprias
emoções. Neco Piccolo, você assume a turma.
Ninguém se formaria sem saber tocar piano - ou
violão, guitarra, violino, berimbau. E a manejar a arte da
escultura - ou pintura, cerâmica, bordado. Além disso,
inglês e espanhol na ponta da língua.
Esporte teria horário expandido. Vôlei, futebol,
ginástica, natação (sendo um sonho, orçamento ilimitado:
piscinas!). Nenhum aluno parado. E yoga, pilates,
exercícios de baixo impacto. Atividade física seria mais
importante do que a tabela periódica.
Culinária. O valor dos nutrientes, a relação do
alimento com saúde e longevidade. A escola teria pomar
e horta. A garotada descascaria batata, provaria Írutas
exóticas, criaria as próprias receitas. Bela Gil, Rita Lobo,
Carla Pernambuco, nem precisam mandar currículo, o
emprego é de vocês.
Filosofia seria indispensável (Viviane Mosé, te
convoco). E aulas sobre política. O que é comunismo,
fascismo, capitalismo, socialismo, democracia, tirania.
Lições de ética e humanidade. A escola também discutiria
escravidão, racismo, machismo, transfobia, já que alguns
pais acham difícil (ou chato) falar sobre isso na hora do
jantar.
Aulas sobre todas as religiões - todas - num contexto
de cultura geral. Sem a obrigatoriedade da prática de
nenhuma delas no ambiente da escola.
Para fechar o currículo, surpresa: haveria um período
em que os alunos é que ensinariam os professores.
Matéria: tecnologia. Desde o básico: uso de totens em
aeroportos e manejo de três controles remotos ao mesmo
tempo.
Os estudantes teriam que frequentar as aulas de
manhã e à tarde, pois haveria também Educação sexual,
Educação financeira, Ambientalismo, Psicologia. Os cursos técnicos e as faculdades se encarregariam, depois, dos
conteúdos especializados.
Então eu acordei. Escutei alguém negando o
aquecimento global, outro naturalizando feminicídios,
outro ainda pedindo a volta da ditadura, e voltei a dormir.
Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).
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Mas, fosse eu a dona da escola, corromperia o
currículo padrão: os alunos aprenderiam a viver
Fui uma aluna apenas razoável. Gostava de aprender
nosso idioma e amava Geografia - as capitais, fusos,
cordilheiras, desertos. O resto, levava na base da decoreba.
Cheguei ate aqui, deu para o gasto.
Mas, fosse eu a dona da escola, corromperia o
currículo padrão: os alunos aprenderiam a viver. O ensino
de Português, por exemplo, seria associado à Literatura,
mas sem obrigar a leitura de clássicos: transformaria a sala
num grande sarau e numa empolgante oficina, onde todos
produziriam os próprios poemas e autoficções. Elisa
Lucinda seria a professora.
Matemática, o mínimo necessário, e muitas aulas de
teatro. Texto, interpretação, dança, canto, choro, riso,
circo. Cada aluno teria a oportunidade de se expressar
para além do obvio, em contato direto com as próprias
emoções. Neco Piccolo, você assume a turma.
Ninguém se formaria sem saber tocar piano - ou
violão, guitarra, violino, berimbau. E a manejar a arte da
escultura - ou pintura, cerâmica, bordado. Além disso,
inglês e espanhol na ponta da língua.
Esporte teria horário expandido. Vôlei, futebol,
ginástica, natação (sendo um sonho, orçamento ilimitado:
piscinas!). Nenhum aluno parado. E yoga, pilates,
exercícios de baixo impacto. Atividade física seria mais
importante do que a tabela periódica.
Culinária. O valor dos nutrientes, a relação do
alimento com saúde e longevidade. A escola teria pomar
e horta. A garotada descascaria batata, provaria Írutas
exóticas, criaria as próprias receitas. Bela Gil, Rita Lobo,
Carla Pernambuco, nem precisam mandar currículo, o
emprego é de vocês.
Filosofia seria indispensável (Viviane Mosé, te
convoco). E aulas sobre política. O que é comunismo,
fascismo, capitalismo, socialismo, democracia, tirania.
Lições de ética e humanidade. A escola também discutiria
escravidão, racismo, machismo, transfobia, já que alguns
pais acham difícil (ou chato) falar sobre isso na hora do
jantar.
Aulas sobre todas as religiões - todas - num contexto
de cultura geral. Sem a obrigatoriedade da prática de
nenhuma delas no ambiente da escola.
Para fechar o currículo, surpresa: haveria um período
em que os alunos é que ensinariam os professores.
Matéria: tecnologia. Desde o básico: uso de totens em
aeroportos e manejo de três controles remotos ao mesmo
tempo.
Os estudantes teriam que frequentar as aulas de
manhã e à tarde, pois haveria também Educação sexual,
Educação financeira, Ambientalismo, Psicologia. Os cursos técnicos e as faculdades se encarregariam, depois, dos
conteúdos especializados.
Então eu acordei. Escutei alguém negando o
aquecimento global, outro naturalizando feminicídios,
outro ainda pedindo a volta da ditadura, e voltei a dormir.
Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).
I. Em Fui uma aluna apenas razoável, a forma verbal fui atua como verbo de ligação.
II. Em O resto, levava na base da decoreba, a expressão na base da decoreba exerce valor adverbial, indicando modo.
III. Em A escola também discutiria escravidão, racismo, machismo, transfobia, os termos enumerados exercem função de objeto direto da forma verbal discutiria.
Está(ão) CORRETA(S):
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Mas, fosse eu a dona da escola, corromperia o
currículo padrão: os alunos aprenderiam a viver
Fui uma aluna apenas razoável. Gostava de aprender
nosso idioma e amava Geografia - as capitais, fusos,
cordilheiras, desertos. O resto, levava na base da decoreba.
Cheguei ate aqui, deu para o gasto.
Mas, fosse eu a dona da escola, corromperia o
currículo padrão: os alunos aprenderiam a viver. O ensino
de Português, por exemplo, seria associado à Literatura,
mas sem obrigar a leitura de clássicos: transformaria a sala
num grande sarau e numa empolgante oficina, onde todos
produziriam os próprios poemas e autoficções. Elisa
Lucinda seria a professora.
Matemática, o mínimo necessário, e muitas aulas de
teatro. Texto, interpretação, dança, canto, choro, riso,
circo. Cada aluno teria a oportunidade de se expressar
para além do obvio, em contato direto com as próprias
emoções. Neco Piccolo, você assume a turma.
Ninguém se formaria sem saber tocar piano - ou
violão, guitarra, violino, berimbau. E a manejar a arte da
escultura - ou pintura, cerâmica, bordado. Além disso,
inglês e espanhol na ponta da língua.
Esporte teria horário expandido. Vôlei, futebol,
ginástica, natação (sendo um sonho, orçamento ilimitado:
piscinas!). Nenhum aluno parado. E yoga, pilates,
exercícios de baixo impacto. Atividade física seria mais
importante do que a tabela periódica.
Culinária. O valor dos nutrientes, a relação do
alimento com saúde e longevidade. A escola teria pomar
e horta. A garotada descascaria batata, provaria Írutas
exóticas, criaria as próprias receitas. Bela Gil, Rita Lobo,
Carla Pernambuco, nem precisam mandar currículo, o
emprego é de vocês.
Filosofia seria indispensável (Viviane Mosé, te
convoco). E aulas sobre política. O que é comunismo,
fascismo, capitalismo, socialismo, democracia, tirania.
Lições de ética e humanidade. A escola também discutiria
escravidão, racismo, machismo, transfobia, já que alguns
pais acham difícil (ou chato) falar sobre isso na hora do
jantar.
Aulas sobre todas as religiões - todas - num contexto
de cultura geral. Sem a obrigatoriedade da prática de
nenhuma delas no ambiente da escola.
Para fechar o currículo, surpresa: haveria um período
em que os alunos é que ensinariam os professores.
Matéria: tecnologia. Desde o básico: uso de totens em
aeroportos e manejo de três controles remotos ao mesmo
tempo.
Os estudantes teriam que frequentar as aulas de
manhã e à tarde, pois haveria também Educação sexual,
Educação financeira, Ambientalismo, Psicologia. Os cursos técnicos e as faculdades se encarregariam, depois, dos
conteúdos especializados.
Então eu acordei. Escutei alguém negando o
aquecimento global, outro naturalizando feminicídios,
outro ainda pedindo a volta da ditadura, e voltei a dormir.
Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).
Qual alternativa preenche, CORRETA e respectivamente, as lacunas acima?
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Mas, fosse eu a dona da escola, corromperia o
currículo padrão: os alunos aprenderiam a viver
Fui uma aluna apenas razoável. Gostava de aprender
nosso idioma e amava Geografia - as capitais, fusos,
cordilheiras, desertos. O resto, levava na base da decoreba.
Cheguei ate aqui, deu para o gasto.
Mas, fosse eu a dona da escola, corromperia o
currículo padrão: os alunos aprenderiam a viver. O ensino
de Português, por exemplo, seria associado à Literatura,
mas sem obrigar a leitura de clássicos: transformaria a sala
num grande sarau e numa empolgante oficina, onde todos
produziriam os próprios poemas e autoficções. Elisa
Lucinda seria a professora.
Matemática, o mínimo necessário, e muitas aulas de
teatro. Texto, interpretação, dança, canto, choro, riso,
circo. Cada aluno teria a oportunidade de se expressar
para além do obvio, em contato direto com as próprias
emoções. Neco Piccolo, você assume a turma.
Ninguém se formaria sem saber tocar piano - ou
violão, guitarra, violino, berimbau. E a manejar a arte da
escultura - ou pintura, cerâmica, bordado. Além disso,
inglês e espanhol na ponta da língua.
Esporte teria horário expandido. Vôlei, futebol,
ginástica, natação (sendo um sonho, orçamento ilimitado:
piscinas!). Nenhum aluno parado. E yoga, pilates,
exercícios de baixo impacto. Atividade física seria mais
importante do que a tabela periódica.
Culinária. O valor dos nutrientes, a relação do
alimento com saúde e longevidade. A escola teria pomar
e horta. A garotada descascaria batata, provaria Írutas
exóticas, criaria as próprias receitas. Bela Gil, Rita Lobo,
Carla Pernambuco, nem precisam mandar currículo, o
emprego é de vocês.
Filosofia seria indispensável (Viviane Mosé, te
convoco). E aulas sobre política. O que é comunismo,
fascismo, capitalismo, socialismo, democracia, tirania.
Lições de ética e humanidade. A escola também discutiria
escravidão, racismo, machismo, transfobia, já que alguns
pais acham difícil (ou chato) falar sobre isso na hora do
jantar.
Aulas sobre todas as religiões - todas - num contexto
de cultura geral. Sem a obrigatoriedade da prática de
nenhuma delas no ambiente da escola.
Para fechar o currículo, surpresa: haveria um período
em que os alunos é que ensinariam os professores.
Matéria: tecnologia. Desde o básico: uso de totens em
aeroportos e manejo de três controles remotos ao mesmo
tempo.
Os estudantes teriam que frequentar as aulas de
manhã e à tarde, pois haveria também Educação sexual,
Educação financeira, Ambientalismo, Psicologia. Os cursos técnicos e as faculdades se encarregariam, depois, dos
conteúdos especializados.
Então eu acordei. Escutei alguém negando o
aquecimento global, outro naturalizando feminicídios,
outro ainda pedindo a volta da ditadura, e voltei a dormir.
Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).
Tal procedimento contribui principalmente para:
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Mas, fosse eu a dona da escola, corromperia o
currículo padrão: os alunos aprenderiam a viver
Fui uma aluna apenas razoável. Gostava de aprender
nosso idioma e amava Geografia - as capitais, fusos,
cordilheiras, desertos. O resto, levava na base da decoreba.
Cheguei ate aqui, deu para o gasto.
Mas, fosse eu a dona da escola, corromperia o
currículo padrão: os alunos aprenderiam a viver. O ensino
de Português, por exemplo, seria associado à Literatura,
mas sem obrigar a leitura de clássicos: transformaria a sala
num grande sarau e numa empolgante oficina, onde todos
produziriam os próprios poemas e autoficções. Elisa
Lucinda seria a professora.
Matemática, o mínimo necessário, e muitas aulas de
teatro. Texto, interpretação, dança, canto, choro, riso,
circo. Cada aluno teria a oportunidade de se expressar
para além do obvio, em contato direto com as próprias
emoções. Neco Piccolo, você assume a turma.
Ninguém se formaria sem saber tocar piano - ou
violão, guitarra, violino, berimbau. E a manejar a arte da
escultura - ou pintura, cerâmica, bordado. Além disso,
inglês e espanhol na ponta da língua.
Esporte teria horário expandido. Vôlei, futebol,
ginástica, natação (sendo um sonho, orçamento ilimitado:
piscinas!). Nenhum aluno parado. E yoga, pilates,
exercícios de baixo impacto. Atividade física seria mais
importante do que a tabela periódica.
Culinária. O valor dos nutrientes, a relação do
alimento com saúde e longevidade. A escola teria pomar
e horta. A garotada descascaria batata, provaria Írutas
exóticas, criaria as próprias receitas. Bela Gil, Rita Lobo,
Carla Pernambuco, nem precisam mandar currículo, o
emprego é de vocês.
Filosofia seria indispensável (Viviane Mosé, te
convoco). E aulas sobre política. O que é comunismo,
fascismo, capitalismo, socialismo, democracia, tirania.
Lições de ética e humanidade. A escola também discutiria
escravidão, racismo, machismo, transfobia, já que alguns
pais acham difícil (ou chato) falar sobre isso na hora do
jantar.
Aulas sobre todas as religiões - todas - num contexto
de cultura geral. Sem a obrigatoriedade da prática de
nenhuma delas no ambiente da escola.
Para fechar o currículo, surpresa: haveria um período
em que os alunos é que ensinariam os professores.
Matéria: tecnologia. Desde o básico: uso de totens em
aeroportos e manejo de três controles remotos ao mesmo
tempo.
Os estudantes teriam que frequentar as aulas de
manhã e à tarde, pois haveria também Educação sexual,
Educação financeira, Ambientalismo, Psicologia. Os cursos técnicos e as faculdades se encarregariam, depois, dos
conteúdos especializados.
Então eu acordei. Escutei alguém negando o
aquecimento global, outro naturalizando feminicídios,
outro ainda pedindo a volta da ditadura, e voltei a dormir.
Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).
Nesse sentido, a organização argumentativa do texto permite concluir que a cronista defende, sobretudo:
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A Mata Atlantica é um dos biomas mais
biodiversos e ameaçados do mundo, estendendo-se pela
costa leste brasileira, partes da Argentina e Paraguai
Originalmente cobria 15% do Brasil, mas hoje restam
poucas areas da vegetação nativa, sendo um “hotspot' de
biodiversidade com milhares de espécies endêmicas e
70% da população brasileira vivendo na sua área. Em
relação a isso, assinale a alternativa que caracteriza,
CORRETAMENTE, o termo “espécie endêmica”.
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4139958
Ano: 2026
Disciplina: Direito Urbanístico
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Dom Feliciano-RS
Disciplina: Direito Urbanístico
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Dom Feliciano-RS
Provas:
A Lei nº 6.766/1979 é a norma federal
brasileira que regula o parcelamento do solo para fins
urbanos, estabelecendo regras para loteamentos e
desmembramentos. Ela define requisitos técnicos,
ambientais e registrais, além de proibir parcelamentos em
áreas de risco ou preservação, exigindo infraestrutura
básica, como áreas verdes e viárias. Nesse sentido, qual é
a metragem minima estabelecida pela lei para os lotes,
salvo casos específicos?
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