Magna Concursos

Foram encontradas 50 questões.

4158681 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: IDIB
Orgão: Pref. Duque Caxias-RJ
Provas:

Texto para a questão seguinte.

Confusão na certa

Venho caindo no golpe da esposa, muito praticado em casamentos longos, caracterizados pela confiança.

Eu fui quitar nossa viagem à vista, incluindo hospedagem e aéreo. Beatriz não deixou:

- Não faça isso, amor. É burrice. Coloque no meu cartão de crédito. Assim eu acumulo pontos e podemos viajar ainda mais. Depois você me passa.

No fim do mês, ela me especifica quanto devo. A questão é que o pagamento nunca termina, ou parece maior do que eu me lembrava.

Já fico com a sensação de que estou bancando os dispêndios dela.

Essa história de usar o cartão do outro dá confusão. Os valores são arredondados para cima.

Em vez de facilitar a comunicação, dificulta. Simplesmente por se importar unicamente com a sua fatura, e apagar da memória o trato firmado.

 

Não percebe o óbvio: sua fatura veio baixa porque gastou tudo na conta do seu par.

Na data do vencimento, ele festeja a boa notícia do seu boleto, numa miragem, numa ilusão, enquanto a má notícia corre ao lado. Sua alma gêmea sublinha com caneta hidrocor o que é a sua cota.

A verdade é que Beatriz sofre comigo. Sou pego de surpresa por aquilo que foi combinado previamente. É um defeito do software masculino.

Funciona assim para qualquer compromisso assumido. Ela marca um jantar com a família com um mês de antecedência. Só no dia, eu redescubro o jantar e tenho que desmarcar demandas que programei equivocadamente, como futebol ou bar com os amigos. Não anotei nada, apenas disse “sim” a ela.

O “sim” do homem é indefinido, profético, vago, sem prazo de validade, e serve para todas as ocasiões. Revela sua intenção de comparecer, não significa sua palavra empenhada.

Como não agenda horário no salão, não se arruma, acaba não conhecendo o poder das vésperas e dos preparativos. Não vive a contagem regressiva do evento.

Minha esposa não é malandra. Eu sou o malandro, mesmo que involuntário.

Posto que não reservo o dinheiro para honrar o acordo, eu chego ao cúmulo de parcelar o parcelamento feito no nome dela.

Reponho a conta-gotas sem juros e a perder de vista. Para se ter uma ideia do cambalacho, hoje ainda persiste um residual do mês de janeiro.

O que posso concluir é que o melhor empréstimo que existe no mercado tem sido permitir que a esposa pague as minhas despesas no seu cartão de crédito.

Fabrício Carpinejar – Texto Adaptado. Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2025/3/7/confusao-na-certa

Considerando as vozes verbais e suas implicações sintáticas e semânticas, assinale a alternativa correta sobre a estrutura do período “Sou pego de surpresa por aquilo que foi combinado previamente”.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4158680 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: IDIB
Orgão: Pref. Duque Caxias-RJ
Provas:

Texto para a questão seguinte.

Confusão na certa

Venho caindo no golpe da esposa, muito praticado em casamentos longos, caracterizados pela confiança.

Eu fui quitar nossa viagem à vista, incluindo hospedagem e aéreo. Beatriz não deixou:

- Não faça isso, amor. É burrice. Coloque no meu cartão de crédito. Assim eu acumulo pontos e podemos viajar ainda mais. Depois você me passa.

No fim do mês, ela me especifica quanto devo. A questão é que o pagamento nunca termina, ou parece maior do que eu me lembrava.

Já fico com a sensação de que estou bancando os dispêndios dela.

Essa história de usar o cartão do outro dá confusão. Os valores são arredondados para cima.

Em vez de facilitar a comunicação, dificulta. Simplesmente por se importar unicamente com a sua fatura, e apagar da memória o trato firmado.

 

Não percebe o óbvio: sua fatura veio baixa porque gastou tudo na conta do seu par.

Na data do vencimento, ele festeja a boa notícia do seu boleto, numa miragem, numa ilusão, enquanto a má notícia corre ao lado. Sua alma gêmea sublinha com caneta hidrocor o que é a sua cota.

A verdade é que Beatriz sofre comigo. Sou pego de surpresa por aquilo que foi combinado previamente. É um defeito do software masculino.

Funciona assim para qualquer compromisso assumido. Ela marca um jantar com a família com um mês de antecedência. Só no dia, eu redescubro o jantar e tenho que desmarcar demandas que programei equivocadamente, como futebol ou bar com os amigos. Não anotei nada, apenas disse “sim” a ela.

O “sim” do homem é indefinido, profético, vago, sem prazo de validade, e serve para todas as ocasiões. Revela sua intenção de comparecer, não significa sua palavra empenhada.

Como não agenda horário no salão, não se arruma, acaba não conhecendo o poder das vésperas e dos preparativos. Não vive a contagem regressiva do evento.

Minha esposa não é malandra. Eu sou o malandro, mesmo que involuntário.

Posto que não reservo o dinheiro para honrar o acordo, eu chego ao cúmulo de parcelar o parcelamento feito no nome dela.

Reponho a conta-gotas sem juros e a perder de vista. Para se ter uma ideia do cambalacho, hoje ainda persiste um residual do mês de janeiro.

O que posso concluir é que o melhor empréstimo que existe no mercado tem sido permitir que a esposa pague as minhas despesas no seu cartão de crédito.

Fabrício Carpinejar – Texto Adaptado. Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2025/3/7/confusao-na-certa

Assinale a alternativa que justifica corretamente o uso do pronome “se” em “Como não agenda horário no salão, não se arruma, acaba não conhecendo o poder das vésperas e dos preparativos”, conforme as regras de colocação pronominal.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4158679 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: IDIB
Orgão: Pref. Duque Caxias-RJ
Provas:

Texto para a questão seguinte.

Confusão na certa

Venho caindo no golpe da esposa, muito praticado em casamentos longos, caracterizados pela confiança.

Eu fui quitar nossa viagem à vista, incluindo hospedagem e aéreo. Beatriz não deixou:

- Não faça isso, amor. É burrice. Coloque no meu cartão de crédito. Assim eu acumulo pontos e podemos viajar ainda mais. Depois você me passa.

No fim do mês, ela me especifica quanto devo. A questão é que o pagamento nunca termina, ou parece maior do que eu me lembrava.

Já fico com a sensação de que estou bancando os dispêndios dela.

Essa história de usar o cartão do outro dá confusão. Os valores são arredondados para cima.

Em vez de facilitar a comunicação, dificulta. Simplesmente por se importar unicamente com a sua fatura, e apagar da memória o trato firmado.

 

Não percebe o óbvio: sua fatura veio baixa porque gastou tudo na conta do seu par.

Na data do vencimento, ele festeja a boa notícia do seu boleto, numa miragem, numa ilusão, enquanto a má notícia corre ao lado. Sua alma gêmea sublinha com caneta hidrocor o que é a sua cota.

A verdade é que Beatriz sofre comigo. Sou pego de surpresa por aquilo que foi combinado previamente. É um defeito do software masculino.

Funciona assim para qualquer compromisso assumido. Ela marca um jantar com a família com um mês de antecedência. Só no dia, eu redescubro o jantar e tenho que desmarcar demandas que programei equivocadamente, como futebol ou bar com os amigos. Não anotei nada, apenas disse “sim” a ela.

O “sim” do homem é indefinido, profético, vago, sem prazo de validade, e serve para todas as ocasiões. Revela sua intenção de comparecer, não significa sua palavra empenhada.

Como não agenda horário no salão, não se arruma, acaba não conhecendo o poder das vésperas e dos preparativos. Não vive a contagem regressiva do evento.

Minha esposa não é malandra. Eu sou o malandro, mesmo que involuntário.

Posto que não reservo o dinheiro para honrar o acordo, eu chego ao cúmulo de parcelar o parcelamento feito no nome dela.

Reponho a conta-gotas sem juros e a perder de vista. Para se ter uma ideia do cambalacho, hoje ainda persiste um residual do mês de janeiro.

O que posso concluir é que o melhor empréstimo que existe no mercado tem sido permitir que a esposa pague as minhas despesas no seu cartão de crédito.

Fabrício Carpinejar – Texto Adaptado. Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2025/3/7/confusao-na-certa

No trecho “Na data do vencimento, ele festeja a boa notícia do seu boleto, numa miragem, numa ilusão, enquanto a má notícia corre ao lado”, o autor faz uso do sentido figurado das palavras. Com base nesse recurso expressivo, assinale a alternativa que apresenta corretamente o emprego do sentido figurado.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4158678 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: IDIB
Orgão: Pref. Duque Caxias-RJ
Provas:

Texto para a questão seguinte.

Confusão na certa

Venho caindo no golpe da esposa, muito praticado em casamentos longos, caracterizados pela confiança.

Eu fui quitar nossa viagem à vista, incluindo hospedagem e aéreo. Beatriz não deixou:

- Não faça isso, amor. É burrice. Coloque no meu cartão de crédito. Assim eu acumulo pontos e podemos viajar ainda mais. Depois você me passa.

No fim do mês, ela me especifica quanto devo. A questão é que o pagamento nunca termina, ou parece maior do que eu me lembrava.

Já fico com a sensação de que estou bancando os dispêndios dela.

Essa história de usar o cartão do outro dá confusão. Os valores são arredondados para cima.

Em vez de facilitar a comunicação, dificulta. Simplesmente por se importar unicamente com a sua fatura, e apagar da memória o trato firmado.

 

Não percebe o óbvio: sua fatura veio baixa porque gastou tudo na conta do seu par.

Na data do vencimento, ele festeja a boa notícia do seu boleto, numa miragem, numa ilusão, enquanto a má notícia corre ao lado. Sua alma gêmea sublinha com caneta hidrocor o que é a sua cota.

A verdade é que Beatriz sofre comigo. Sou pego de surpresa por aquilo que foi combinado previamente. É um defeito do software masculino.

Funciona assim para qualquer compromisso assumido. Ela marca um jantar com a família com um mês de antecedência. Só no dia, eu redescubro o jantar e tenho que desmarcar demandas que programei equivocadamente, como futebol ou bar com os amigos. Não anotei nada, apenas disse “sim” a ela.

O “sim” do homem é indefinido, profético, vago, sem prazo de validade, e serve para todas as ocasiões. Revela sua intenção de comparecer, não significa sua palavra empenhada.

Como não agenda horário no salão, não se arruma, acaba não conhecendo o poder das vésperas e dos preparativos. Não vive a contagem regressiva do evento.

Minha esposa não é malandra. Eu sou o malandro, mesmo que involuntário.

Posto que não reservo o dinheiro para honrar o acordo, eu chego ao cúmulo de parcelar o parcelamento feito no nome dela.

Reponho a conta-gotas sem juros e a perder de vista. Para se ter uma ideia do cambalacho, hoje ainda persiste um residual do mês de janeiro.

O que posso concluir é que o melhor empréstimo que existe no mercado tem sido permitir que a esposa pague as minhas despesas no seu cartão de crédito.

Fabrício Carpinejar – Texto Adaptado. Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2025/3/7/confusao-na-certa

No período “A verdade é que Beatriz sofre comigo”, o termo “que” exerce a função de

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4158677 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: IDIB
Orgão: Pref. Duque Caxias-RJ
Provas:

Texto para a questão seguinte.

Confusão na certa

Venho caindo no golpe da esposa, muito praticado em casamentos longos, caracterizados pela confiança.

Eu fui quitar nossa viagem à vista, incluindo hospedagem e aéreo. Beatriz não deixou:

- Não faça isso, amor. É burrice. Coloque no meu cartão de crédito. Assim eu acumulo pontos e podemos viajar ainda mais. Depois você me passa.

No fim do mês, ela me especifica quanto devo. A questão é que o pagamento nunca termina, ou parece maior do que eu me lembrava.

Já fico com a sensação de que estou bancando os dispêndios dela.

Essa história de usar o cartão do outro dá confusão. Os valores são arredondados para cima.

Em vez de facilitar a comunicação, dificulta. Simplesmente por se importar unicamente com a sua fatura, e apagar da memória o trato firmado.

 

Não percebe o óbvio: sua fatura veio baixa porque gastou tudo na conta do seu par.

Na data do vencimento, ele festeja a boa notícia do seu boleto, numa miragem, numa ilusão, enquanto a má notícia corre ao lado. Sua alma gêmea sublinha com caneta hidrocor o que é a sua cota.

A verdade é que Beatriz sofre comigo. Sou pego de surpresa por aquilo que foi combinado previamente. É um defeito do software masculino.

Funciona assim para qualquer compromisso assumido. Ela marca um jantar com a família com um mês de antecedência. Só no dia, eu redescubro o jantar e tenho que desmarcar demandas que programei equivocadamente, como futebol ou bar com os amigos. Não anotei nada, apenas disse “sim” a ela.

O “sim” do homem é indefinido, profético, vago, sem prazo de validade, e serve para todas as ocasiões. Revela sua intenção de comparecer, não significa sua palavra empenhada.

Como não agenda horário no salão, não se arruma, acaba não conhecendo o poder das vésperas e dos preparativos. Não vive a contagem regressiva do evento.

Minha esposa não é malandra. Eu sou o malandro, mesmo que involuntário.

Posto que não reservo o dinheiro para honrar o acordo, eu chego ao cúmulo de parcelar o parcelamento feito no nome dela.

Reponho a conta-gotas sem juros e a perder de vista. Para se ter uma ideia do cambalacho, hoje ainda persiste um residual do mês de janeiro.

O que posso concluir é que o melhor empréstimo que existe no mercado tem sido permitir que a esposa pague as minhas despesas no seu cartão de crédito.

Fabrício Carpinejar – Texto Adaptado. Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2025/3/7/confusao-na-certa

Com base nos conhecimentos de regência nominal e verbal, analise o trecho “Já fico com a sensação de que estou bancando os dispêndios dela”, e assinale a alternativa que apresenta corretamente a análise sintática da estrutura em destaque.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4158676 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: IDIB
Orgão: Pref. Duque Caxias-RJ
Provas:

Texto para a questão seguinte.

Confusão na certa

Venho caindo no golpe da esposa, muito praticado em casamentos longos, caracterizados pela confiança.

Eu fui quitar nossa viagem à vista, incluindo hospedagem e aéreo. Beatriz não deixou:

- Não faça isso, amor. É burrice. Coloque no meu cartão de crédito. Assim eu acumulo pontos e podemos viajar ainda mais. Depois você me passa.

No fim do mês, ela me especifica quanto devo. A questão é que o pagamento nunca termina, ou parece maior do que eu me lembrava.

Já fico com a sensação de que estou bancando os dispêndios dela.

Essa história de usar o cartão do outro dá confusão. Os valores são arredondados para cima.

Em vez de facilitar a comunicação, dificulta. Simplesmente por se importar unicamente com a sua fatura, e apagar da memória o trato firmado.

 

Não percebe o óbvio: sua fatura veio baixa porque gastou tudo na conta do seu par.

Na data do vencimento, ele festeja a boa notícia do seu boleto, numa miragem, numa ilusão, enquanto a má notícia corre ao lado. Sua alma gêmea sublinha com caneta hidrocor o que é a sua cota.

A verdade é que Beatriz sofre comigo. Sou pego de surpresa por aquilo que foi combinado previamente. É um defeito do software masculino.

Funciona assim para qualquer compromisso assumido. Ela marca um jantar com a família com um mês de antecedência. Só no dia, eu redescubro o jantar e tenho que desmarcar demandas que programei equivocadamente, como futebol ou bar com os amigos. Não anotei nada, apenas disse “sim” a ela.

O “sim” do homem é indefinido, profético, vago, sem prazo de validade, e serve para todas as ocasiões. Revela sua intenção de comparecer, não significa sua palavra empenhada.

Como não agenda horário no salão, não se arruma, acaba não conhecendo o poder das vésperas e dos preparativos. Não vive a contagem regressiva do evento.

Minha esposa não é malandra. Eu sou o malandro, mesmo que involuntário.

Posto que não reservo o dinheiro para honrar o acordo, eu chego ao cúmulo de parcelar o parcelamento feito no nome dela.

Reponho a conta-gotas sem juros e a perder de vista. Para se ter uma ideia do cambalacho, hoje ainda persiste um residual do mês de janeiro.

O que posso concluir é que o melhor empréstimo que existe no mercado tem sido permitir que a esposa pague as minhas despesas no seu cartão de crédito.

Fabrício Carpinejar – Texto Adaptado. Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2025/3/7/confusao-na-certa

Em relação às frases adaptadas a seguir, cada uma derivada de um trecho do texto “Confusão na certa”, assinale a alternativa em que as substituições por sinônimos preservam integralmente o sentido original.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4158675 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: IDIB
Orgão: Pref. Duque Caxias-RJ
Provas:

Texto para a questão seguinte.

Confusão na certa

Venho caindo no golpe da esposa, muito praticado em casamentos longos, caracterizados pela confiança.

Eu fui quitar nossa viagem à vista, incluindo hospedagem e aéreo. Beatriz não deixou:

- Não faça isso, amor. É burrice. Coloque no meu cartão de crédito. Assim eu acumulo pontos e podemos viajar ainda mais. Depois você me passa.

No fim do mês, ela me especifica quanto devo. A questão é que o pagamento nunca termina, ou parece maior do que eu me lembrava.

Já fico com a sensação de que estou bancando os dispêndios dela.

Essa história de usar o cartão do outro dá confusão. Os valores são arredondados para cima.

Em vez de facilitar a comunicação, dificulta. Simplesmente por se importar unicamente com a sua fatura, e apagar da memória o trato firmado.

 

Não percebe o óbvio: sua fatura veio baixa porque gastou tudo na conta do seu par.

Na data do vencimento, ele festeja a boa notícia do seu boleto, numa miragem, numa ilusão, enquanto a má notícia corre ao lado. Sua alma gêmea sublinha com caneta hidrocor o que é a sua cota.

A verdade é que Beatriz sofre comigo. Sou pego de surpresa por aquilo que foi combinado previamente. É um defeito do software masculino.

Funciona assim para qualquer compromisso assumido. Ela marca um jantar com a família com um mês de antecedência. Só no dia, eu redescubro o jantar e tenho que desmarcar demandas que programei equivocadamente, como futebol ou bar com os amigos. Não anotei nada, apenas disse “sim” a ela.

O “sim” do homem é indefinido, profético, vago, sem prazo de validade, e serve para todas as ocasiões. Revela sua intenção de comparecer, não significa sua palavra empenhada.

Como não agenda horário no salão, não se arruma, acaba não conhecendo o poder das vésperas e dos preparativos. Não vive a contagem regressiva do evento.

Minha esposa não é malandra. Eu sou o malandro, mesmo que involuntário.

Posto que não reservo o dinheiro para honrar o acordo, eu chego ao cúmulo de parcelar o parcelamento feito no nome dela.

Reponho a conta-gotas sem juros e a perder de vista. Para se ter uma ideia do cambalacho, hoje ainda persiste um residual do mês de janeiro.

O que posso concluir é que o melhor empréstimo que existe no mercado tem sido permitir que a esposa pague as minhas despesas no seu cartão de crédito.

Fabrício Carpinejar – Texto Adaptado. Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2025/3/7/confusao-na-certa

No trecho “Eu fui quitar nossa viagem à vista, incluindo hospedagem e aéreo”, o uso do acento indicativo de crase justifica-se porque

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4158674 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: IDIB
Orgão: Pref. Duque Caxias-RJ
Provas:

Texto para a questão seguinte.

Confusão na certa

Venho caindo no golpe da esposa, muito praticado em casamentos longos, caracterizados pela confiança.

Eu fui quitar nossa viagem à vista, incluindo hospedagem e aéreo. Beatriz não deixou:

- Não faça isso, amor. É burrice. Coloque no meu cartão de crédito. Assim eu acumulo pontos e podemos viajar ainda mais. Depois você me passa.

No fim do mês, ela me especifica quanto devo. A questão é que o pagamento nunca termina, ou parece maior do que eu me lembrava.

Já fico com a sensação de que estou bancando os dispêndios dela.

Essa história de usar o cartão do outro dá confusão. Os valores são arredondados para cima.

Em vez de facilitar a comunicação, dificulta. Simplesmente por se importar unicamente com a sua fatura, e apagar da memória o trato firmado.

 

Não percebe o óbvio: sua fatura veio baixa porque gastou tudo na conta do seu par.

Na data do vencimento, ele festeja a boa notícia do seu boleto, numa miragem, numa ilusão, enquanto a má notícia corre ao lado. Sua alma gêmea sublinha com caneta hidrocor o que é a sua cota.

A verdade é que Beatriz sofre comigo. Sou pego de surpresa por aquilo que foi combinado previamente. É um defeito do software masculino.

Funciona assim para qualquer compromisso assumido. Ela marca um jantar com a família com um mês de antecedência. Só no dia, eu redescubro o jantar e tenho que desmarcar demandas que programei equivocadamente, como futebol ou bar com os amigos. Não anotei nada, apenas disse “sim” a ela.

O “sim” do homem é indefinido, profético, vago, sem prazo de validade, e serve para todas as ocasiões. Revela sua intenção de comparecer, não significa sua palavra empenhada.

Como não agenda horário no salão, não se arruma, acaba não conhecendo o poder das vésperas e dos preparativos. Não vive a contagem regressiva do evento.

Minha esposa não é malandra. Eu sou o malandro, mesmo que involuntário.

Posto que não reservo o dinheiro para honrar o acordo, eu chego ao cúmulo de parcelar o parcelamento feito no nome dela.

Reponho a conta-gotas sem juros e a perder de vista. Para se ter uma ideia do cambalacho, hoje ainda persiste um residual do mês de janeiro.

O que posso concluir é que o melhor empréstimo que existe no mercado tem sido permitir que a esposa pague as minhas despesas no seu cartão de crédito.

Fabrício Carpinejar – Texto Adaptado. Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2025/3/7/confusao-na-certa

No trecho “Na data do vencimento, ele festeja a boa notícia do seu boleto, numa miragem, numa ilusão, enquanto a má notícia corre ao lado”, a vírgula após “vencimento” e a entre “numa miragem, numa ilusão” justificam-se, respectivamente, por

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4158673 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: IDIB
Orgão: Pref. Duque Caxias-RJ
Provas:

Texto para a questão seguinte.

Confusão na certa

 

Venho caindo no golpe da esposa, muito praticado em casamentos longos, caracterizados pela confiança.

 

Eu fui quitar nossa viagem à vista, incluindo hospedagem e aéreo. Beatriz não deixou:

 

- Não faça isso, amor. É burrice. Coloque no meu cartão de crédito. Assim eu acumulo pontos e podemos viajar ainda mais. Depois você me passa.

 

No fim do mês, ela me especifica quanto devo. A questão é que o pagamento nunca termina, ou parece maior do que eu me lembrava.

 

Já fico com a sensação de que estou bancando os dispêndios dela.

 

Essa história de usar o cartão do outro dá confusão. Os valores são arredondados para cima.

 

Em vez de facilitar a comunicação, dificulta. Simplesmente por se importar unicamente com a sua fatura, e apagar da memória o trato firmado.

 

Não percebe o óbvio: sua fatura veio baixa porque gastou tudo na conta do seu par.

 

Na data do vencimento, ele festeja a boa notícia do seu boleto, numa miragem, numa ilusão, enquanto a má notícia corre ao lado. Sua alma gêmea sublinha com caneta hidrocor o que é a sua cota.

 

A verdade é que Beatriz sofre comigo. Sou pego de surpresa por aquilo que foi combinado previamente. É um defeito do software masculino.

 

Funciona assim para qualquer compromisso assumido. Ela marca um jantar com a família com um mês de antecedência. Só no dia, eu redescubro o jantar e tenho que desmarcar demandas que programei equivocadamente, como futebol ou bar com os amigos. Não anotei nada, apenas disse “sim” a ela.

 

O “sim” do homem é indefinido, profético, vago, sem prazo de validade, e serve para todas as ocasiões. Revela sua intenção de comparecer, não significa sua palavra empenhada.

 

Como não agenda horário no salão, não se arruma, acaba não conhecendo o poder das vésperas e dos preparativos. Não vive a contagem regressiva do evento.

 

Minha esposa não é malandra. Eu sou o malandro, mesmo que involuntário.

 

Posto que não reservo o dinheiro para honrar o acordo, eu chego ao cúmulo de parcelar o parcelamento feito no nome dela.

 

Reponho a conta-gotas sem juros e a perder de vista. Para se ter uma ideia do cambalacho, hoje ainda persiste um residual do mês de janeiro.

 

O que posso concluir é que o melhor empréstimo que existe no mercado tem sido permitir que a esposa pague as minhas despesas no seu cartão de crédito.

 

Fabrício Carpinejar – Texto Adaptado. Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2025/3/7/confusao-na-certa

 

A partir das observações feitas pelo narrador ao longo do texto, conclui-se que a relação conjugal retratada é marcada por uma convivência que

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4158722 Ano: 2025
Disciplina: Matemática
Banca: IDIB
Orgão: Pref. Duque Caxias-RJ
Provas:

Em uma determinada experiência realizada com plantas, observou-se que o tempo necessário para que elas brotassem era dado pela função \( f (t) = (5 + \dfrac {8} {t}) \) horas. Considerando que a função está definida dentro de um contexto, o seu domínio é:

Questão Anulada

Provas

Questão presente nas seguintes provas