Foram encontradas 405 questões.
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Ervália-MG
Grande Sertão: Veredas – aos 65 anos, obra segue repleta de enigmas
Esse livro revolucionou na linguagem e tratou de seca, pobreza, dilemas religiosos e relações homoafetivas – do Brasil de ontem, hoje e sempre.
“No princípio, dez primeiras páginas, é meio assim-assim, custa um pouco a engrenar, mas de repente a gente se embala no ritmo dele e não larga mais”, escreveu o escritor Fernando Sabino em uma carta endereçada a Clarice Lispector sobre o livro. A carta é de julho 1956. Mas o “Grande Sertão: Veredas”, que completa hoje 65 anos, ainda pulsa. Desde seu lançamento, o livro se destaca tanto nos artigos da crítica especializada quanto as planilhas de vendas – feitos que se mantêm até hoje. Ele ocupa a sétima posição de livros mais vendidos de literatura brasileira no Estante Virtual, site que reúne 2.699 livreiros de todo o Brasil.
(Grande Sertão: Veredas – aos 65 anos, obra segue repleta de enigmas. Disponível em: cnnbrasil.com.br.)
O livro, conforme o enunciado ressalta, é considerado um ícone da literatura brasileira. Trata-se de uma obra de:
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Orgão: Pref. Ervália-MG
“Algum tempo atrás, carne era apenas carne, produto vindo da criação de animais para abate e da pesca. No final da década passada vieram as ‘carnes vegetais’. Agora é a vez das carnes criadas em laboratório. Reportagem publicada no ‘Jornal O Globo’ mostra os avanços da produção de um tipo de carne que tem como público-alvo consumidores preocupados com o bem-estar dos animais e os efeitos da criação deles no meio ambiente. [...]”
(Proteínas animais feitas em laboratório podem mudar o prato do brasileiro – Espaço Democrático. Disponível em: espacodemocratico.org.br.)
Sobre a carne cultivada (também conhecida como carne de laboratório, carne de cultura ou carne artificial), e que tem se tornado bastante procurada, podemos afirmar que:
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Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Ervália-MG
“Participantes do primeiro Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) digital relatam ter sido fácil usar o sistema de prova. Os relatos dos candidatos entrevistados pela Agência Brasil, no entanto, variam em relação a outros aspectos do exame. Alguns sentiram que olhar para a tela durante muitas horas foi cansativo. Outros relataram que fazer o exame pelo computador foi mais fácil do que fazer o Enem impresso. A qualidade da máquina também impactou. Quem fez o exame em computador antigo conta que a aplicação foi prejudicada.”
(Participantes contam como foi o Enem digital | Agência Brasil. Disponível em: ebc.com.br.)
O Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) teve, em 2021, uma aplicação em formato digital, feito no computador. A previsão do MEC (Ministério da Educação) é que as provas do Enem sejam 100% digitais até 2026. Até lá será feita uma transição gradual entre o modelo tradicional, impresso, e o formato digital. O órgão responsável pela organização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que realiza também outras funções, é:
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Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Ervália-MG
O ator Paulo José morreu, aos 84 anos. A notícia foi confirmada pelo hospital CopaStar. Ele estava internado há 20 dias e faleceu em decorrência de uma pneumonia. Há mais de 20 anos, ele sofria de Mal de Parkinson, segundo comunicado da Rede Globo, emissora na qual estreou como ator, na novela “Véu de Noiva”, de Janete Clair, em 1969. Nos anos 60, Paulo José atuou em diversos filmes importantes para o Cinema Novo, como “Macunaíma”, de Joaquim Pedro de Andrade, e “Todas as mulheres do mundo”, de Domingos Oliveira. Num dos seus personagens mais marcantes, ele, Paulo José, e seu amigo, viviam suas aventuras a bordo da “camicleta”, um veículo que funcionava como uma mistura de bicicleta com caminhão. Eles percorriam as estradas do país e se envolviam em várias aventuras, que acabavam desviando os dois do objetivo de encontrar uma peça mágica. Trata-se do seriado:
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Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Ervália-MG
“Enquanto atletas e equipes buscam impor novos recordes olímpicos, os países que sediam os jogos também procuram superar seus antecessores na implementação de novas tecnologias e, mais recentemente, na defesa da sustentabilidade.” Por essa razão, Tóquio 2020 se apresenta como a olimpíada mais sustentável da história. Dentre as medidas efetivas adotadas pelo Japão em torno da sustentabilidade no evento, podemos destacar:
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Poesia expressa na era da pressa
Se quase não temos mais tempo para ler romances no mundo da pressa, da TV, do cinema e dos videogames, então é tempo de ler poesia? Viveríamos hoje a vingança da poesia, o seu dia D, o momento propício para seu retorno a um mundo tão violentamente prosaico? A questão foi lançada pela ensaísta americana Camille Paglia, numa animada entrevista publicada pelo caderno “Mais!”, da Folha de São Paulo, e a revista Cláudia me repassa inesperadamente a bola, perguntando: a poesia ganha uma importância nova na era da internet? Ela tem mais chance num mundo como o nosso? De fato, de um ponto de vista puramente quantitativo, como diz Camille, um romance consome dias ou semanas de nosso tempo, exigindo uma atenção continuada, num mundo em que tudo em volta faz com que nossa atenção se interrompa e se disperse em mil assuntos. Já um poema pode ser lido em minutos, às vezes em segundos. O poema é uma autêntica pílula literária, em cuja concentração Camille Paglia vê a possibilidade de uma revitalização da literatura em nosso tempo.
Considero que exaltar a poesia é sempre bom, assim como apostar na força dela: por que não? E o que a ensaísta americana está fazendo é, de fato, mais uma aposta muito afirmativa no poder da poesia do que um raciocínio automático e simplório que dissesse: como não temos tempo para ler romances, leremos poemas!
A questão que ela está colocando, na verdade, é: precisamos aprender – ou reaprender – hoje a ler poesia. Lembremos que no Brasil a questão é ainda mais embaixo, porque lemos muito pouco, pouquíssimo, seja poesia, seja prosa, e precisamos, portanto, aprender a ler, no sentido mais amplo da palavra. Mas, dito isso, vamos voltar ao começo e retomar a pergunta: de quanto tempo precisamos, de fato, para ler um poema? Quanto tempo ele nos pede?
Aqui a resposta tem que ser parecida à daquele pintor que, perguntado sobre quanto tempo levara para pintar um determinado quadro, respondeu, cheio de razão: a vida inteira. Não nos enganemos, portanto, sobre a rapidez da poesia: um poema pede que a gente dê a ele a nossa vida inteira naquele instante. Em outras palavras, um poema exige pouco do nosso tempo horizontal, cronológico e linear. Ele exige tudo do nosso tempo vertical, aquele que vai bater lá no sem fundo da lembrança, na aura sutil dos afetos, na dor e no espanto de existir, e na descoberta de que as palavras, que nos parecem naturais, não param de dançar um jogo infinito. O poema exige um tempo intenso, em outra dimensão – por isso ele não é óbvio nem fácil, embora se entregue com súbita facilidade a quem se entrega a ele e o descobre de repente. [...]
(WISNIK, José Miguel. A poesia expressa na era da pressa. São Paulo: Revista Claudia. Ed. Abril. Julho 2005. Adaptado.)
A coesão textual é construída, entre outros, a partir do estabelecimento de uma relação entre o vocábulo e o seu referente. Assim, os termos destacados a seguir indicam vocábulos que possuem o mesmo referente no texto, com EXCEÇÃO de:
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Poesia expressa na era da pressa
Se quase não temos mais tempo para ler romances no mundo da pressa, da TV, do cinema e dos videogames, então é tempo de ler poesia? Viveríamos hoje a vingança da poesia, o seu dia D, o momento propício para seu retorno a um mundo tão violentamente prosaico? A questão foi lançada pela ensaísta americana Camille Paglia, numa animada entrevista publicada pelo caderno “Mais!”, da Folha de São Paulo, e a revista Cláudia me repassa inesperadamente a bola, perguntando: a poesia ganha uma importância nova na era da internet? Ela tem mais chance num mundo como o nosso? De fato, de um ponto de vista puramente quantitativo, como diz Camille, um romance consome dias ou semanas de nosso tempo, exigindo uma atenção continuada, num mundo em que tudo em volta faz com que nossa atenção se interrompa e se disperse em mil assuntos. Já um poema pode ser lido em minutos, às vezes em segundos. O poema é uma autêntica pílula literária, em cuja concentração Camille Paglia vê a possibilidade de uma revitalização da literatura em nosso tempo.
Considero que exaltar a poesia é sempre bom, assim como apostar na força dela: por que não? E o que a ensaísta americana está fazendo é, de fato, mais uma aposta muito afirmativa no poder da poesia do que um raciocínio automático e simplório que dissesse: como não temos tempo para ler romances, leremos poemas!
A questão que ela está colocando, na verdade, é: precisamos aprender – ou reaprender – hoje a ler poesia. Lembremos que no Brasil a questão é ainda mais embaixo, porque lemos muito pouco, pouquíssimo, seja poesia, seja prosa, e precisamos, portanto, aprender a ler, no sentido mais amplo da palavra. Mas, dito isso, vamos voltar ao começo e retomar a pergunta: de quanto tempo precisamos, de fato, para ler um poema? Quanto tempo ele nos pede?
Aqui a resposta tem que ser parecida à daquele pintor que, perguntado sobre quanto tempo levara para pintar um determinado quadro, respondeu, cheio de razão: a vida inteira. Não nos enganemos, portanto, sobre a rapidez da poesia: um poema pede que a gente dê a ele a nossa vida inteira naquele instante. Em outras palavras, um poema exige pouco do nosso tempo horizontal, cronológico e linear. Ele exige tudo do nosso tempo vertical, aquele que vai bater lá no sem fundo da lembrança, na aura sutil dos afetos, na dor e no espanto de existir, e na descoberta de que as palavras, que nos parecem naturais, não param de dançar um jogo infinito. O poema exige um tempo intenso, em outra dimensão – por isso ele não é óbvio nem fácil, embora se entregue com súbita facilidade a quem se entrega a ele e o descobre de repente. [...]
(WISNIK, José Miguel. A poesia expressa na era da pressa. São Paulo: Revista Claudia. Ed. Abril. Julho 2005. Adaptado.)
De acordo com os recursos empregados para a produção desse tipo de texto, pode-se afirmar que a referência à americana Camille Paglia:
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Poesia expressa na era da pressa
Se quase não temos mais tempo para ler romances no mundo da pressa, da TV, do cinema e dos videogames, então é tempo de ler poesia? Viveríamos hoje a vingança da poesia, o seu dia D, o momento propício para seu retorno a um mundo tão violentamente prosaico? A questão foi lançada pela ensaísta americana Camille Paglia, numa animada entrevista publicada pelo caderno “Mais!”, da Folha de São Paulo, e a revista Cláudia me repassa inesperadamente a bola, perguntando: a poesia ganha uma importância nova na era da internet? Ela tem mais chance num mundo como o nosso? De fato, de um ponto de vista puramente quantitativo, como diz Camille, um romance consome dias ou semanas de nosso tempo, exigindo uma atenção continuada, num mundo em que tudo em volta faz com que nossa atenção se interrompa e se disperse em mil assuntos. Já um poema pode ser lido em minutos, às vezes em segundos. O poema é uma autêntica pílula literária, em cuja concentração Camille Paglia vê a possibilidade de uma revitalização da literatura em nosso tempo.
Considero que exaltar a poesia é sempre bom, assim como apostar na força dela: por que não? E o que a ensaísta americana está fazendo é, de fato, mais uma aposta muito afirmativa no poder da poesia do que um raciocínio automático e simplório que dissesse: como não temos tempo para ler romances, leremos poemas!
A questão que ela está colocando, na verdade, é: precisamos aprender – ou reaprender – hoje a ler poesia. Lembremos que no Brasil a questão é ainda mais embaixo, porque lemos muito pouco, pouquíssimo, seja poesia, seja prosa, e precisamos, portanto, aprender a ler, no sentido mais amplo da palavra. Mas, dito isso, vamos voltar ao começo e retomar a pergunta: de quanto tempo precisamos, de fato, para ler um poema? Quanto tempo ele nos pede?
Aqui a resposta tem que ser parecida à daquele pintor que, perguntado sobre quanto tempo levara para pintar um determinado quadro, respondeu, cheio de razão: a vida inteira. Não nos enganemos, portanto, sobre a rapidez da poesia: um poema pede que a gente dê a ele a nossa vida inteira naquele instante. Em outras palavras, um poema exige pouco do nosso tempo horizontal, cronológico e linear. Ele exige tudo do nosso tempo vertical, aquele que vai bater lá no sem fundo da lembrança, na aura sutil dos afetos, na dor e no espanto de existir, e na descoberta de que as palavras, que nos parecem naturais, não param de dançar um jogo infinito. O poema exige um tempo intenso, em outra dimensão – por isso ele não é óbvio nem fácil, embora se entregue com súbita facilidade a quem se entrega a ele e o descobre de repente. [...]
(WISNIK, José Miguel. A poesia expressa na era da pressa. São Paulo: Revista Claudia. Ed. Abril. Julho 2005. Adaptado.)
O emprego das vírgulas em “Se quase não temos mais tempo para ler romances no mundo da pressa, da TV, do cinema e dos videogames, então é tempo de ler poesia?” (1º§) tem o mesmo objetivo visto em:
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Poesia expressa na era da pressa
Se quase não temos mais tempo para ler romances no mundo da pressa, da TV, do cinema e dos videogames, então é tempo de ler poesia? Viveríamos hoje a vingança da poesia, o seu dia D, o momento propício para seu retorno a um mundo tão violentamente prosaico? A questão foi lançada pela ensaísta americana Camille Paglia, numa animada entrevista publicada pelo caderno “Mais!”, da Folha de São Paulo, e a revista Cláudia me repassa inesperadamente a bola, perguntando: a poesia ganha uma importância nova na era da internet? Ela tem mais chance num mundo como o nosso? De fato, de um ponto de vista puramente quantitativo, como diz Camille, um romance consome dias ou semanas de nosso tempo, exigindo uma atenção continuada, num mundo em que tudo em volta faz com que nossa atenção se interrompa e se disperse em mil assuntos. Já um poema pode ser lido em minutos, às vezes em segundos. O poema é uma autêntica pílula literária, em cuja concentração Camille Paglia vê a possibilidade de uma revitalização da literatura em nosso tempo.
Considero que exaltar a poesia é sempre bom, assim como apostar na força dela: por que não? E o que a ensaísta americana está fazendo é, de fato, mais uma aposta muito afirmativa no poder da poesia do que um raciocínio automático e simplório que dissesse: como não temos tempo para ler romances, leremos poemas!
A questão que ela está colocando, na verdade, é: precisamos aprender – ou reaprender – hoje a ler poesia. Lembremos que no Brasil a questão é ainda mais embaixo, porque lemos muito pouco, pouquíssimo, seja poesia, seja prosa, e precisamos, portanto, aprender a ler, no sentido mais amplo da palavra. Mas, dito isso, vamos voltar ao começo e retomar a pergunta: de quanto tempo precisamos, de fato, para ler um poema? Quanto tempo ele nos pede?
Aqui a resposta tem que ser parecida à daquele pintor que, perguntado sobre quanto tempo levara para pintar um determinado quadro, respondeu, cheio de razão: a vida inteira. Não nos enganemos, portanto, sobre a rapidez da poesia: um poema pede que a gente dê a ele a nossa vida inteira naquele instante. Em outras palavras, um poema exige pouco do nosso tempo horizontal, cronológico e linear. Ele exige tudo do nosso tempo vertical, aquele que vai bater lá no sem fundo da lembrança, na aura sutil dos afetos, na dor e no espanto de existir, e na descoberta de que as palavras, que nos parecem naturais, não param de dançar um jogo infinito. O poema exige um tempo intenso, em outra dimensão – por isso ele não é óbvio nem fácil, embora se entregue com súbita facilidade a quem se entrega a ele e o descobre de repente. [...]
(WISNIK, José Miguel. A poesia expressa na era da pressa. São Paulo: Revista Claudia. Ed. Abril. Julho 2005. Adaptado.)
Considerando que em relação ao significado das palavras há uma variedade de sentido de acordo com o contexto, pode-se inferir acerca do título do texto que:
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Poesia expressa na era da pressa
Se quase não temos mais tempo para ler romances no mundo da pressa, da TV, do cinema e dos videogames, então é tempo de ler poesia? Viveríamos hoje a vingança da poesia, o seu dia D, o momento propício para seu retorno a um mundo tão violentamente prosaico? A questão foi lançada pela ensaísta americana Camille Paglia, numa animada entrevista publicada pelo caderno “Mais!”, da Folha de São Paulo, e a revista Cláudia me repassa inesperadamente a bola, perguntando: a poesia ganha uma importância nova na era da internet? Ela tem mais chance num mundo como o nosso? De fato, de um ponto de vista puramente quantitativo, como diz Camille, um romance consome dias ou semanas de nosso tempo, exigindo uma atenção continuada, num mundo em que tudo em volta faz com que nossa atenção se interrompa e se disperse em mil assuntos. Já um poema pode ser lido em minutos, às vezes em segundos. O poema é uma autêntica pílula literária, em cuja concentração Camille Paglia vê a possibilidade de uma revitalização da literatura em nosso tempo.
Considero que exaltar a poesia é sempre bom, assim como apostar na força dela: por que não? E o que a ensaísta americana está fazendo é, de fato, mais uma aposta muito afirmativa no poder da poesia do que um raciocínio automático e simplório que dissesse: como não temos tempo para ler romances, leremos poemas!
A questão que ela está colocando, na verdade, é: precisamos aprender – ou reaprender – hoje a ler poesia. Lembremos que no Brasil a questão é ainda mais embaixo, porque lemos muito pouco, pouquíssimo, seja poesia, seja prosa, e precisamos, portanto, aprender a ler, no sentido mais amplo da palavra. Mas, dito isso, vamos voltar ao começo e retomar a pergunta: de quanto tempo precisamos, de fato, para ler um poema? Quanto tempo ele nos pede?
Aqui a resposta tem que ser parecida à daquele pintor que, perguntado sobre quanto tempo levara para pintar um determinado quadro, respondeu, cheio de razão: a vida inteira. Não nos enganemos, portanto, sobre a rapidez da poesia: um poema pede que a gente dê a ele a nossa vida inteira naquele instante. Em outras palavras, um poema exige pouco do nosso tempo horizontal, cronológico e linear. Ele exige tudo do nosso tempo vertical, aquele que vai bater lá no sem fundo da lembrança, na aura sutil dos afetos, na dor e no espanto de existir, e na descoberta de que as palavras, que nos parecem naturais, não param de dançar um jogo infinito. O poema exige um tempo intenso, em outra dimensão – por isso ele não é óbvio nem fácil, embora se entregue com súbita facilidade a quem se entrega a ele e o descobre de repente. [...]
(WISNIK, José Miguel. A poesia expressa na era da pressa. São Paulo: Revista Claudia. Ed. Abril. Julho 2005. Adaptado.)
A linguagem empregada no último parágrafo do texto em “Não nos enganemos, portanto, sobre a rapidez da poesia: um poema pede que a gente dê a ele a nossa vida inteira naquele instante.” demonstra:
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