Foram encontradas 40 questões.
Acerca do processo evolutivo de planejamentos urbanos,
analise os itens a seguir:
I. A Carta de Atenas, elaborada durante o IV Congresso Internacional de Arquitetura Moderna (CIAM), realizado na cidade de Atenas no ano de 1933, foi um grande marco para o urbanismo moderno, dendendo a separação da cidade em áreas distintas: áreas residenciais, de recreação e de trabalho, correspondentes a funções primordiais da cidade: residir, trabalhar, recrear, além de circular. II. A Carta do Planejamento Territorial, elaborada em 1952, na cidade de La Tourrete, França, em reunião do Grupo Economia e Humanismo, destacou a importância de que o planejamento deveria ser tratado como um processo, incluindo a preocupação com a participação popular. III. A Carta dos Andes, elaborada durante o Seminário de Técnicos e Funcionários em Planejamento Urbano, em 1958, em Bogotá, na Colômbia, se destaca por pensar no lazer como a quinta função da cidade, havendo a preocupação de integrá-la com o meio ambiente. IV. O Plano Piloto para Brasília mantém zonas urbanas bem definidas e separadas entre edifícios públicos, setor residencial, bancário, hoteleiro, etc., demonstrando influência da Carta de Atenas. V. Entre os avanços da Constituição de 1988 na seara da política urbana está a inclusão da população como corresponsável pela condução do planejamento das ações no município.
São corretos os itens:
I. A Carta de Atenas, elaborada durante o IV Congresso Internacional de Arquitetura Moderna (CIAM), realizado na cidade de Atenas no ano de 1933, foi um grande marco para o urbanismo moderno, dendendo a separação da cidade em áreas distintas: áreas residenciais, de recreação e de trabalho, correspondentes a funções primordiais da cidade: residir, trabalhar, recrear, além de circular. II. A Carta do Planejamento Territorial, elaborada em 1952, na cidade de La Tourrete, França, em reunião do Grupo Economia e Humanismo, destacou a importância de que o planejamento deveria ser tratado como um processo, incluindo a preocupação com a participação popular. III. A Carta dos Andes, elaborada durante o Seminário de Técnicos e Funcionários em Planejamento Urbano, em 1958, em Bogotá, na Colômbia, se destaca por pensar no lazer como a quinta função da cidade, havendo a preocupação de integrá-la com o meio ambiente. IV. O Plano Piloto para Brasília mantém zonas urbanas bem definidas e separadas entre edifícios públicos, setor residencial, bancário, hoteleiro, etc., demonstrando influência da Carta de Atenas. V. Entre os avanços da Constituição de 1988 na seara da política urbana está a inclusão da população como corresponsável pela condução do planejamento das ações no município.
São corretos os itens:
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3046540
Ano: 2023
Disciplina: Direito Urbanístico
Banca: IDHTEC
Orgão: Pref. Ilha Itamaracá-PE
Disciplina: Direito Urbanístico
Banca: IDHTEC
Orgão: Pref. Ilha Itamaracá-PE
Provas:
Ainda sobre a função social da propriedade urbana e o IPTU
progressivo, à luz da Lei nº 10.257, de 10 de julho de 2001, que
integra o Estatuto da Cidade, assinale a alternativa incorreta:
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3046539
Ano: 2023
Disciplina: Direito Urbanístico
Banca: IDHTEC
Orgão: Pref. Ilha Itamaracá-PE
Disciplina: Direito Urbanístico
Banca: IDHTEC
Orgão: Pref. Ilha Itamaracá-PE
Provas:
A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, em
seu artigo 182, define normas constitucionais de política urbana
que irradiam para todo o ordenamento jurídico brasileiro,
estabelecendo, entre outros aspectos, a necessidade de
atendimento da função social da propriedade urbana. Já a Lei nº
10.257, de 10 de julho de 2001, que integra o Estatuto da Cidade,
define ferramentas para que o poder público exija do proprietário
de imóveis urbanos o alcance da função social da propriedade.
Sobre o assunto, julgue os itens a seguir:
I. Os critérios mínimos de aproveitamento para que o imóvel seja considerado subutilizado são definidos no plano diretor ou em legislação dele decorrente. II. O Município poderá, mediante lei, determinar o parcelamento, a edificação, ou a utilização compulsórios do solo não edificado, subutilizado ou não utilizado, devendo fixar as condições e os prazos para implementação da referida obrigação. III. Após devidamente notificado, o proprietário terá prazo para protocolar o respectivo projeto no órgão municipal competente, não podendo o prazo assinalado ser inferior a dois anos. IV. Após a aprovação do projeto, o proprietário terá a concessão de novo prazo para início das obras do empreendimento, não podendo o prazo assinalado ser inferior a dois anos. V. Caso haja a transmissão do imóvel após a notificação para o cumprimento da obrigação imposta pelo Poder Executivo Municipal, haverá a transferência das obrigações de parcelamento, edificação ou utilização impostas, sem interrupção de quaisquer prazos, seja a transmissão do imóvel por ato inter vivos ou casa mortis.
São incorretos os itens:
I. Os critérios mínimos de aproveitamento para que o imóvel seja considerado subutilizado são definidos no plano diretor ou em legislação dele decorrente. II. O Município poderá, mediante lei, determinar o parcelamento, a edificação, ou a utilização compulsórios do solo não edificado, subutilizado ou não utilizado, devendo fixar as condições e os prazos para implementação da referida obrigação. III. Após devidamente notificado, o proprietário terá prazo para protocolar o respectivo projeto no órgão municipal competente, não podendo o prazo assinalado ser inferior a dois anos. IV. Após a aprovação do projeto, o proprietário terá a concessão de novo prazo para início das obras do empreendimento, não podendo o prazo assinalado ser inferior a dois anos. V. Caso haja a transmissão do imóvel após a notificação para o cumprimento da obrigação imposta pelo Poder Executivo Municipal, haverá a transferência das obrigações de parcelamento, edificação ou utilização impostas, sem interrupção de quaisquer prazos, seja a transmissão do imóvel por ato inter vivos ou casa mortis.
São incorretos os itens:
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3046538
Ano: 2023
Disciplina: Direito Urbanístico
Banca: IDHTEC
Orgão: Pref. Ilha Itamaracá-PE
Disciplina: Direito Urbanístico
Banca: IDHTEC
Orgão: Pref. Ilha Itamaracá-PE
Provas:
A Lei de Parcelamento do Solo Urbano, Lei nº 6.766, de 19 de
dezembro de 1979, define requisitos urbanísticos mínimos para
loteamentos. Sobre o assunto, julgue as proposições com V para
verdadeira e F para falsa:
( ) Os lotes deverão ter área mínima de cento e oitenta metros quadrados e frente mínima de seis metros, salvo quando o loteamento se destinar a urbanização específica ou edificação de conjuntos habitacionais de interesse social, previamente aprovados pelos órgãos públicos competentes. ( ) Ao longo da faixa de domínio das ferrovias, será obrigatória a reserva de uma faixa não edificável de, no mínimo, vinte metros de cada lado. ( ) Ao longo das faixas de domínio público das rodovias, a reserva de faixa não edificável de, no mínimo, dez metros de cada lado poderá ser reduzida por lei municipal ou distrital que aprovar o instrumento do planejamento territorial, até o limite mínimo de quatro metros de cada lado. ( ) A legislação federal definirá, para cada zona em que se divida o território dos Municípios, os usos permitidos e os índices urbanísticos de parcelamento e ocupação do solo, que incluirão, obrigatoriamente, as áreas mínimas e máximas de lotes e os coeficientes máximos de aproveitamento. ( ) No caso de lotes integrantes de condomínio de lotes, restarão vedadas as instituições de limitações administrativas e direitos reais sobre coisa alheia em benefício do poder público, da população em geral e da proteção da paisagem urbana, tais como servidões de passagem, usufrutos e restrições à construção de muros.
Assinale a alternativa que indique corretamente a sequência de respostas:
( ) Os lotes deverão ter área mínima de cento e oitenta metros quadrados e frente mínima de seis metros, salvo quando o loteamento se destinar a urbanização específica ou edificação de conjuntos habitacionais de interesse social, previamente aprovados pelos órgãos públicos competentes. ( ) Ao longo da faixa de domínio das ferrovias, será obrigatória a reserva de uma faixa não edificável de, no mínimo, vinte metros de cada lado. ( ) Ao longo das faixas de domínio público das rodovias, a reserva de faixa não edificável de, no mínimo, dez metros de cada lado poderá ser reduzida por lei municipal ou distrital que aprovar o instrumento do planejamento territorial, até o limite mínimo de quatro metros de cada lado. ( ) A legislação federal definirá, para cada zona em que se divida o território dos Municípios, os usos permitidos e os índices urbanísticos de parcelamento e ocupação do solo, que incluirão, obrigatoriamente, as áreas mínimas e máximas de lotes e os coeficientes máximos de aproveitamento. ( ) No caso de lotes integrantes de condomínio de lotes, restarão vedadas as instituições de limitações administrativas e direitos reais sobre coisa alheia em benefício do poder público, da população em geral e da proteção da paisagem urbana, tais como servidões de passagem, usufrutos e restrições à construção de muros.
Assinale a alternativa que indique corretamente a sequência de respostas:
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3046537
Ano: 2023
Disciplina: Direito Urbanístico
Banca: IDHTEC
Orgão: Pref. Ilha Itamaracá-PE
Disciplina: Direito Urbanístico
Banca: IDHTEC
Orgão: Pref. Ilha Itamaracá-PE
Provas:
De acordo com a Lei de Parcelamento do Solo Urbano, Lei nº
6.766, de 19 de dezembro de 1979, o parcelamento do solo urbano
pode se dá através de loteamento ou desmembramento,
observadas as disposições da própria lei e as das legislações
estaduais e municipais pertinentes. Todavia, a referida lei já define
algumas hipóteses em que o parcelamento do solo urbano resta
proibido, são elas, exceto:
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Dia da Consciência Negra: desigualdade, resistência e muita
luta
Hoje, 20 de novembro, é Dia da Consciência Negra. A data é utilizada para reforçarmos toda a luta da população negra para garantir seu espaço na sociedade, que tem sido conquistado em meio
a tantas desigualdades. O dia faz menção à morte de Zumbi dos
Palmares, que morreu em luta pela liberdade do povo negro. Nesse
cenário, uma notícia positiva: por unanimidade, o Senado Federal
aprovou na última quinta-feira (18) Projeto de Lei que tipifica a
injúria racial como racismo. A proposta, que segue para análise da
Câmara dos Deputados, alinha a legislação ao entendimento do
Supremo Tribunal Federal (STF) que, em julgamento, já decidiu
dessa forma.
Em Sergipe, dados da Coordenadoria de Estatística e Análise Criminal da Secretaria da Segurança Pública apontam que entre os
meses de janeiro a outubro deste ano foram registrados 161 casos
de injúria racial e 33 situações relacionadas ao racismo. Os números revelam que as denúncias estão ocorrendo, mas também sabemos que nem todo negro que sofre racismo ou injúria racial procura seus direitos. Não podemos normalizar a discriminação, nem
levar na brincadeira e nem minimizar o sofrimento de quem sente
o preconceito diário simplesmente pelo tom da pele. A exclusão
racial entristece, revolta e traumatiza, mas também pode encorajar
e motivar para novas lutas e futuras conquistas.
O Brasil tem a maior população negra fora da África e a superação
da desigualdade tornou-se uma exigência moral. A consciência
antirracista vem se consolidando, de maneira lenta, mas estamos
no caminho. Foram quase quatro séculos caçando, vendendo e
comprando seres humanos, por isso é tão relevante praticar uma
frase há tempos anunciada pelo movimento negro: “Nossos passos
vêm de longe”. Entender a nossa ancestralidade como ponto de
partida para os avanços que hoje presenciamos é necessário para
dar seguimento à luta. É inaceitável a naturalização da violência
social, marcada pela estigmatização da pessoa negra e pela imposição de características negativas e de subalternidade. Se todas as
vidas importassem, nós não precisaríamos proclamar enfaticamente que a vida dos negros importa.
Quando eu era criança, queria muito ver na televisão super-heróis
negros e hoje compreendo a importância da representatividade, da
ocupação de espaços, da necessidade que temos em nos reconhecer nos lugares aonde chegamos. Precisamos quebrar paradigmas
e questionar o sistema todos os dias, pois enquanto houver racismo
não haverá democracia. É necessário reconhecer que o racismo
existe na sociedade atual e que não se manifesta somente por meio
de atos isolados e da discriminação direta.
Temos que dar protagonismo aos intelectuais negros que estudam
o tema, além de fomentar o ingresso e a permanência de pessoas
negras nas instituições e no cenário político, aumentando sua representatividade e diversidade. Nós negros não recuaremos nas
conquistas que foram alcançadas ao longo da história, por isso estamos sempre preparados para resistir e lutar contra todo tipo de
discriminação. Precisamos romper as barreiras da desigualdade e
do silenciamento negro. A jornada é longa e árdua, mas terá valido
a pena.
(https://sinpolsergipe.org.br/nossa-opiniao-dia-da-consciencia-negra-desigualdade-resistencia-e-muita-luta-por-adriano-bandeira/ Acesso em
23/11/2023)
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Dia da Consciência Negra: desigualdade, resistência e muita
luta
Hoje, 20 de novembro, é Dia da Consciência Negra. A data é utilizada para reforçarmos toda a luta da população negra para garantir seu espaço na sociedade, que tem sido conquistado em meio
a tantas desigualdades. O dia faz menção à morte de Zumbi dos
Palmares, que morreu em luta pela liberdade do povo negro. Nesse
cenário, uma notícia positiva: por unanimidade, o Senado Federal
aprovou na última quinta-feira (18) Projeto de Lei que tipifica a
injúria racial como racismo. A proposta, que segue para análise da
Câmara dos Deputados, alinha a legislação ao entendimento do
Supremo Tribunal Federal (STF) que, em julgamento, já decidiu
dessa forma.
Em Sergipe, dados da Coordenadoria de Estatística e Análise Criminal da Secretaria da Segurança Pública apontam que entre os
meses de janeiro a outubro deste ano foram registrados 161 casos
de injúria racial e 33 situações relacionadas ao racismo. Os números revelam que as denúncias estão ocorrendo, mas também sabemos que nem todo negro que sofre racismo ou injúria racial procura seus direitos. Não podemos normalizar a discriminação, nem
levar na brincadeira e nem minimizar o sofrimento de quem sente
o preconceito diário simplesmente pelo tom da pele. A exclusão
racial entristece, revolta e traumatiza, mas também pode encorajar
e motivar para novas lutas e futuras conquistas.
O Brasil tem a maior população negra fora da África e a superação
da desigualdade tornou-se uma exigência moral. A consciência
antirracista vem se consolidando, de maneira lenta, mas estamos
no caminho. Foram quase quatro séculos caçando, vendendo e
comprando seres humanos, por isso é tão relevante praticar uma
frase há tempos anunciada pelo movimento negro: “Nossos passos
vêm de longe”. Entender a nossa ancestralidade como ponto de
partida para os avanços que hoje presenciamos é necessário para
dar seguimento à luta. É inaceitável a naturalização da violência
social, marcada pela estigmatização da pessoa negra e pela imposição de características negativas e de subalternidade. Se todas as
vidas importassem, nós não precisaríamos proclamar enfaticamente que a vida dos negros importa.
Quando eu era criança, queria muito ver na televisão super-heróis
negros e hoje compreendo a importância da representatividade, da
ocupação de espaços, da necessidade que temos em nos reconhecer nos lugares aonde chegamos. Precisamos quebrar paradigmas
e questionar o sistema todos os dias, pois enquanto houver racismo
não haverá democracia. É necessário reconhecer que o racismo
existe na sociedade atual e que não se manifesta somente por meio
de atos isolados e da discriminação direta.
Temos que dar protagonismo aos intelectuais negros que estudam
o tema, além de fomentar o ingresso e a permanência de pessoas
negras nas instituições e no cenário político, aumentando sua representatividade e diversidade. Nós negros não recuaremos nas
conquistas que foram alcançadas ao longo da história, por isso estamos sempre preparados para resistir e lutar contra todo tipo de
discriminação. Precisamos romper as barreiras da desigualdade e
do silenciamento negro. A jornada é longa e árdua, mas terá valido
a pena.
(https://sinpolsergipe.org.br/nossa-opiniao-dia-da-consciencia-negra-desigualdade-resistencia-e-muita-luta-por-adriano-bandeira/ Acesso em
23/11/2023)
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Dia da Consciência Negra: desigualdade, resistência e muita
luta
Hoje, 20 de novembro, é Dia da Consciência Negra. A data é utilizada para reforçarmos toda a luta da população negra para garantir seu espaço na sociedade, que tem sido conquistado em meio
a tantas desigualdades. O dia faz menção à morte de Zumbi dos
Palmares, que morreu em luta pela liberdade do povo negro. Nesse
cenário, uma notícia positiva: por unanimidade, o Senado Federal
aprovou na última quinta-feira (18) Projeto de Lei que tipifica a
injúria racial como racismo. A proposta, que segue para análise da
Câmara dos Deputados, alinha a legislação ao entendimento do
Supremo Tribunal Federal (STF) que, em julgamento, já decidiu
dessa forma.
Em Sergipe, dados da Coordenadoria de Estatística e Análise Criminal da Secretaria da Segurança Pública apontam que entre os
meses de janeiro a outubro deste ano foram registrados 161 casos
de injúria racial e 33 situações relacionadas ao racismo. Os números revelam que as denúncias estão ocorrendo, mas também sabemos que nem todo negro que sofre racismo ou injúria racial procura seus direitos. Não podemos normalizar a discriminação, nem
levar na brincadeira e nem minimizar o sofrimento de quem sente
o preconceito diário simplesmente pelo tom da pele. A exclusão
racial entristece, revolta e traumatiza, mas também pode encorajar
e motivar para novas lutas e futuras conquistas.
O Brasil tem a maior população negra fora da África e a superação
da desigualdade tornou-se uma exigência moral. A consciência
antirracista vem se consolidando, de maneira lenta, mas estamos
no caminho. Foram quase quatro séculos caçando, vendendo e
comprando seres humanos, por isso é tão relevante praticar uma
frase há tempos anunciada pelo movimento negro: “Nossos passos
vêm de longe”. Entender a nossa ancestralidade como ponto de
partida para os avanços que hoje presenciamos é necessário para
dar seguimento à luta. É inaceitável a naturalização da violência
social, marcada pela estigmatização da pessoa negra e pela imposição de características negativas e de subalternidade. Se todas as
vidas importassem, nós não precisaríamos proclamar enfaticamente que a vida dos negros importa.
Quando eu era criança, queria muito ver na televisão super-heróis
negros e hoje compreendo a importância da representatividade, da
ocupação de espaços, da necessidade que temos em nos reconhecer nos lugares aonde chegamos. Precisamos quebrar paradigmas
e questionar o sistema todos os dias, pois enquanto houver racismo
não haverá democracia. É necessário reconhecer que o racismo
existe na sociedade atual e que não se manifesta somente por meio
de atos isolados e da discriminação direta.
Temos que dar protagonismo aos intelectuais negros que estudam
o tema, além de fomentar o ingresso e a permanência de pessoas
negras nas instituições e no cenário político, aumentando sua representatividade e diversidade. Nós negros não recuaremos nas
conquistas que foram alcançadas ao longo da história, por isso estamos sempre preparados para resistir e lutar contra todo tipo de
discriminação. Precisamos romper as barreiras da desigualdade e
do silenciamento negro. A jornada é longa e árdua, mas terá valido
a pena.
(https://sinpolsergipe.org.br/nossa-opiniao-dia-da-consciencia-negra-desigualdade-resistencia-e-muita-luta-por-adriano-bandeira/ Acesso em
23/11/2023)
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Hoje, 20 de novembro, é Dia da Consciência Negra. A data é utilizada para reforçarmos toda a luta da população negra para garantir seu espaço na sociedade, que tem sido conquistado em meio
a tantas desigualdades. O dia faz menção à morte de Zumbi dos
Palmares, que morreu em luta pela liberdade do povo negro. Nesse
cenário, uma notícia positiva: por unanimidade, o Senado Federal
aprovou na última quinta-feira (18) Projeto de Lei que tipifica a
injúria racial como racismo. A proposta, que segue para análise da
Câmara dos Deputados, alinha a legislação ao entendimento do
Supremo Tribunal Federal (STF) que, em julgamento, já decidiu
dessa forma.
Em Sergipe, dados da Coordenadoria de Estatística e Análise Criminal da Secretaria da Segurança Pública apontam que entre os
meses de janeiro a outubro deste ano foram registrados 161 casos
de injúria racial e 33 situações relacionadas ao racismo. Os números revelam que as denúncias estão ocorrendo, mas também sabemos que nem todo negro que sofre racismo ou injúria racial procura seus direitos. Não podemos normalizar a discriminação, nem
levar na brincadeira e nem minimizar o sofrimento de quem sente
o preconceito diário simplesmente pelo tom da pele. A exclusão
racial entristece, revolta e traumatiza, mas também pode encorajar
e motivar para novas lutas e futuras conquistas.
O Brasil tem a maior população negra fora da África e a superação
da desigualdade tornou-se uma exigência moral. A consciência
antirracista vem se consolidando, de maneira lenta, mas estamos
no caminho. Foram quase quatro séculos caçando, vendendo e
comprando seres humanos, por isso é tão relevante praticar uma
frase há tempos anunciada pelo movimento negro: “Nossos passos
vêm de longe”. Entender a nossa ancestralidade como ponto de
partida para os avanços que hoje presenciamos é necessário para
dar seguimento à luta. É inaceitável a naturalização da violência
social, marcada pela estigmatização da pessoa negra e pela imposição de características negativas e de subalternidade. Se todas as
vidas importassem, nós não precisaríamos proclamar enfaticamente que a vida dos negros importa.
Quando eu era criança, queria muito ver na televisão super-heróis
negros e hoje compreendo a importância da representatividade, da
ocupação de espaços, da necessidade que temos em nos reconhecer nos lugares aonde chegamos. Precisamos quebrar paradigmas
e questionar o sistema todos os dias, pois enquanto houver racismo
não haverá democracia. É necessário reconhecer que o racismo
existe na sociedade atual e que não se manifesta somente por meio
de atos isolados e da discriminação direta.
Temos que dar protagonismo aos intelectuais negros que estudam
o tema, além de fomentar o ingresso e a permanência de pessoas
negras nas instituições e no cenário político, aumentando sua representatividade e diversidade. Nós negros não recuaremos nas
conquistas que foram alcançadas ao longo da história, por isso estamos sempre preparados para resistir e lutar contra todo tipo de
discriminação. Precisamos romper as barreiras da desigualdade e
do silenciamento negro. A jornada é longa e árdua, mas terá valido
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(https://sinpolsergipe.org.br/nossa-opiniao-dia-da-consciencia-negra-desigualdade-resistencia-e-muita-luta-por-adriano-bandeira/ Acesso em
23/11/2023)
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Dia da Consciência Negra: desigualdade, resistência e muita
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Hoje, 20 de novembro, é Dia da Consciência Negra. A data é utilizada para reforçarmos toda a luta da população negra para garantir seu espaço na sociedade, que tem sido conquistado em meio
a tantas desigualdades. O dia faz menção à morte de Zumbi dos
Palmares, que morreu em luta pela liberdade do povo negro. Nesse
cenário, uma notícia positiva: por unanimidade, o Senado Federal
aprovou na última quinta-feira (18) Projeto de Lei que tipifica a
injúria racial como racismo. A proposta, que segue para análise da
Câmara dos Deputados, alinha a legislação ao entendimento do
Supremo Tribunal Federal (STF) que, em julgamento, já decidiu
dessa forma.
Em Sergipe, dados da Coordenadoria de Estatística e Análise Criminal da Secretaria da Segurança Pública apontam que entre os
meses de janeiro a outubro deste ano foram registrados 161 casos
de injúria racial e 33 situações relacionadas ao racismo. Os números revelam que as denúncias estão ocorrendo, mas também sabemos que nem todo negro que sofre racismo ou injúria racial procura seus direitos. Não podemos normalizar a discriminação, nem
levar na brincadeira e nem minimizar o sofrimento de quem sente
o preconceito diário simplesmente pelo tom da pele. A exclusão
racial entristece, revolta e traumatiza, mas também pode encorajar
e motivar para novas lutas e futuras conquistas.
O Brasil tem a maior população negra fora da África e a superação
da desigualdade tornou-se uma exigência moral. A consciência
antirracista vem se consolidando, de maneira lenta, mas estamos
no caminho. Foram quase quatro séculos caçando, vendendo e
comprando seres humanos, por isso é tão relevante praticar uma
frase há tempos anunciada pelo movimento negro: “Nossos passos
vêm de longe”. Entender a nossa ancestralidade como ponto de
partida para os avanços que hoje presenciamos é necessário para
dar seguimento à luta. É inaceitável a naturalização da violência
social, marcada pela estigmatização da pessoa negra e pela imposição de características negativas e de subalternidade. Se todas as
vidas importassem, nós não precisaríamos proclamar enfaticamente que a vida dos negros importa.
Quando eu era criança, queria muito ver na televisão super-heróis
negros e hoje compreendo a importância da representatividade, da
ocupação de espaços, da necessidade que temos em nos reconhecer nos lugares aonde chegamos. Precisamos quebrar paradigmas
e questionar o sistema todos os dias, pois enquanto houver racismo
não haverá democracia. É necessário reconhecer que o racismo
existe na sociedade atual e que não se manifesta somente por meio
de atos isolados e da discriminação direta.
Temos que dar protagonismo aos intelectuais negros que estudam
o tema, além de fomentar o ingresso e a permanência de pessoas
negras nas instituições e no cenário político, aumentando sua representatividade e diversidade. Nós negros não recuaremos nas
conquistas que foram alcançadas ao longo da história, por isso estamos sempre preparados para resistir e lutar contra todo tipo de
discriminação. Precisamos romper as barreiras da desigualdade e
do silenciamento negro. A jornada é longa e árdua, mas terá valido
a pena.
(https://sinpolsergipe.org.br/nossa-opiniao-dia-da-consciencia-negra-desigualdade-resistencia-e-muita-luta-por-adriano-bandeira/ Acesso em
23/11/2023)
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