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3270615 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Itaara-RS
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Depois dos 80 anos dos pais

Por Fabrício Carpinejar

Depois que os pais completam oitenta anos, não se deve mais brigar com eles. Não se

deve mais querer mudá-los ou ter razão. Eles são daquele jeito, entenda e respeite.

Tomei essa decisão definitiva. Não discuto mais com os meus pais. Não importa o que

aconteça, não importa se concordo ou discordo deles, não importa se passam pano para um

irmão que errou feio, não importa se me posiciono contra a sua orientação política ou sua opinião

estapafúrdia, não importa se preciso tolerar disparates do quanto o passado era melhor.

Eu me calo na mais funda paciência. Não me pre_ipito, não permito que a ansiedade vire

falta de tato, não aceito que a pressa desemboque na grosseria, não facilito ressentimentos.

Eu transformei o meu silêncio em cuidado. Apenas observo e agradeço a bênção.

Minha mãe tem 84 anos. Meu pai tem 85 anos. Nenhum desentendimento será maior do

que o meu amor por eles. O amor prevalece e reina pela paz.

Tudo com que eu poderia me indispor, tudo o que eu poderia apontar, tudo de que eu

poderia reclamar: já fiz antes. Minha carência da infância acabou, minha revolta da adolescência

findou, sou adulto para não ser mais levado pela mão nervosa da passionalidade.

Agora é o momento da cristalização de nossos laços, a colheita daquilo que foi plantado,

a reverência aos dois pelos exemplos oferecidos ao longo de riquíssima existência.

Assim como os pais se aposentam do serviço, também merecem a aposentadoria de

nossas críticas, de nossas restrições, de nossos senões.

Deixo que errem, deixo que bradem, deixo que transpareçam insatisfações, deixo que

xinguem as minhas limitações e meus defeitos. Eles têm o direito de ficar de mal comigo, eu não

tenho mais esse privilégio.

Eu me farei de louco quando eles se mostrarem estreme_idos, não aprofundarei o mal-

estar, esquecerei possíveis tensões, seguirei adiante, trocarei de assunto, confiarei a eles a

minha risada mais honesta de quem acolhe e reparte as imperfeições.

O que me cabe é me manter próximo, atento e acessível a qualquer necessidade. Ninguém

escuta pedido de socorro permanecendo longe.

Darei presentes, pagarei almoços e jantares, surgirei imediatamente sempre que for

chamado. Não se brinca com o tempo. Não se debocha do destino. Todo dia é uma eternidade

para quem ultrapassou os oitenta anos.

O que não desejo, de modo nenhum, é perdê-los durante uma ruptura emocional, estando

brigado, estando sem falar com eles. A culpa costuma aparecer nas nossas distrações, o remorso

se aproveita dos nossos pequenos atos egoístas de i_olamento. Uma distância momentânea hoje

é fatal.

Você julga que interrompeu a comunicação ocasionalmente e não percebe que se trata de

um instante decisivo. Jamais vou parar de conversar com eles, jamais cairei na tentação da birra,

jamais agirei com chantagem, jamais bloquearei o contato como se fosse um ex-relacionamento,

jamais ignorarei alguma ligação.

Não é medo da morte, é medo da vida, de não valorizar a vida que resta. Será assim até

nosso último dia juntos, até sermos cobertos pela saudade.



(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/04/depois-dos-80-anos-dos-paisclv196kic004m01dz745pake2.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o fragmento “Uma distância momentânea hoje é fatal”, retirado do texto, o termo sublinhado é um verbo:
 

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3270614 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Itaara-RS
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Depois dos 80 anos dos pais

Por Fabrício Carpinejar

Depois que os pais completam oitenta anos, não se deve mais brigar com eles. Não se

deve mais querer mudá-los ou ter razão. Eles são daquele jeito, entenda e respeite.

Tomei essa decisão definitiva. Não discuto mais com os meus pais. Não importa o que

aconteça, não importa se concordo ou discordo deles, não importa se passam pano para um

irmão que errou feio, não importa se me posiciono contra a sua orientação política ou sua opinião

estapafúrdia, não importa se preciso tolerar disparates do quanto o passado era melhor.

Eu me calo na mais funda paciência. Não me pre_ipito, não permito que a ansiedade vire

falta de tato, não aceito que a pressa desemboque na grosseria, não facilito ressentimentos.

Eu transformei o meu silêncio em cuidado. Apenas observo e agradeço a bênção.

Minha mãe tem 84 anos. Meu pai tem 85 anos. Nenhum desentendimento será maior do

que o meu amor por eles. O amor prevalece e reina pela paz.

Tudo com que eu poderia me indispor, tudo o que eu poderia apontar, tudo de que eu

poderia reclamar: já fiz antes. Minha carência da infância acabou, minha revolta da adolescência

findou, sou adulto para não ser mais levado pela mão nervosa da passionalidade.

Agora é o momento da cristalização de nossos laços, a colheita daquilo que foi plantado,

a reverência aos dois pelos exemplos oferecidos ao longo de riquíssima existência.

Assim como os pais se aposentam do serviço, também merecem a aposentadoria de

nossas críticas, de nossas restrições, de nossos senões.

Deixo que errem, deixo que bradem, deixo que transpareçam insatisfações, deixo que

xinguem as minhas limitações e meus defeitos. Eles têm o direito de ficar de mal comigo, eu não

tenho mais esse privilégio.

Eu me farei de louco quando eles se mostrarem estreme_idos, não aprofundarei o mal-

estar, esquecerei possíveis tensões, seguirei adiante, trocarei de assunto, confiarei a eles a

minha risada mais honesta de quem acolhe e reparte as imperfeições.

O que me cabe é me manter próximo, atento e acessível a qualquer necessidade. Ninguém

escuta pedido de socorro permanecendo longe.

Darei presentes, pagarei almoços e jantares, surgirei imediatamente sempre que for

chamado. Não se brinca com o tempo. Não se debocha do destino. Todo dia é uma eternidade

para quem ultrapassou os oitenta anos.

O que não desejo, de modo nenhum, é perdê-los durante uma ruptura emocional, estando

brigado, estando sem falar com eles. A culpa costuma aparecer nas nossas distrações, o remorso

se aproveita dos nossos pequenos atos egoístas de i_olamento. Uma distância momentânea hoje

é fatal.

Você julga que interrompeu a comunicação ocasionalmente e não percebe que se trata de

um instante decisivo. Jamais vou parar de conversar com eles, jamais cairei na tentação da birra,

jamais agirei com chantagem, jamais bloquearei o contato como se fosse um ex-relacionamento,

jamais ignorarei alguma ligação.

Não é medo da morte, é medo da vida, de não valorizar a vida que resta. Será assim até

nosso último dia juntos, até sermos cobertos pela saudade.



(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/04/depois-dos-80-anos-dos-paisclv196kic004m01dz745pake2.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Tendo em vista o fragmento “Não é medo da morte, é medo da vida, de não valorizar a vida que resta. Será assim até nosso último dia juntos, até sermos cobertos pela saudade”, retirado do texto, infere-se predominantemente que o autor:
 

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3270613 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Itaara-RS
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Depois dos 80 anos dos pais

Por Fabrício Carpinejar

Depois que os pais completam oitenta anos, não se deve mais brigar com eles. Não se

deve mais querer mudá-los ou ter razão. Eles são daquele jeito, entenda e respeite.

Tomei essa decisão definitiva. Não discuto mais com os meus pais. Não importa o que

aconteça, não importa se concordo ou discordo deles, não importa se passam pano para um

irmão que errou feio, não importa se me posiciono contra a sua orientação política ou sua opinião

estapafúrdia, não importa se preciso tolerar disparates do quanto o passado era melhor.

Eu me calo na mais funda paciência. Não me pre_ipito, não permito que a ansiedade vire

falta de tato, não aceito que a pressa desemboque na grosseria, não facilito ressentimentos.

Eu transformei o meu silêncio em cuidado. Apenas observo e agradeço a bênção.

Minha mãe tem 84 anos. Meu pai tem 85 anos. Nenhum desentendimento será maior do

que o meu amor por eles. O amor prevalece e reina pela paz.

Tudo com que eu poderia me indispor, tudo o que eu poderia apontar, tudo de que eu

poderia reclamar: já fiz antes. Minha carência da infância acabou, minha revolta da adolescência

findou, sou adulto para não ser mais levado pela mão nervosa da passionalidade.

Agora é o momento da cristalização de nossos laços, a colheita daquilo que foi plantado,

a reverência aos dois pelos exemplos oferecidos ao longo de riquíssima existência.

Assim como os pais se aposentam do serviço, também merecem a aposentadoria de

nossas críticas, de nossas restrições, de nossos senões.

Deixo que errem, deixo que bradem, deixo que transpareçam insatisfações, deixo que

xinguem as minhas limitações e meus defeitos. Eles têm o direito de ficar de mal comigo, eu não

tenho mais esse privilégio.

Eu me farei de louco quando eles se mostrarem estreme_idos, não aprofundarei o mal-

estar, esquecerei possíveis tensões, seguirei adiante, trocarei de assunto, confiarei a eles a

minha risada mais honesta de quem acolhe e reparte as imperfeições.

O que me cabe é me manter próximo, atento e acessível a qualquer necessidade. Ninguém

escuta pedido de socorro permanecendo longe.

Darei presentes, pagarei almoços e jantares, surgirei imediatamente sempre que for

chamado. Não se brinca com o tempo. Não se debocha do destino. Todo dia é uma eternidade

para quem ultrapassou os oitenta anos.

O que não desejo, de modo nenhum, é perdê-los durante uma ruptura emocional, estando

brigado, estando sem falar com eles. A culpa costuma aparecer nas nossas distrações, o remorso

se aproveita dos nossos pequenos atos egoístas de i_olamento. Uma distância momentânea hoje

é fatal.

Você julga que interrompeu a comunicação ocasionalmente e não percebe que se trata de

um instante decisivo. Jamais vou parar de conversar com eles, jamais cairei na tentação da birra,

jamais agirei com chantagem, jamais bloquearei o contato como se fosse um ex-relacionamento,

jamais ignorarei alguma ligação.

Não é medo da morte, é medo da vida, de não valorizar a vida que resta. Será assim até

nosso último dia juntos, até sermos cobertos pela saudade.



(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/04/depois-dos-80-anos-dos-paisclv196kic004m01dz745pake2.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o fragmento “Agora é o momento da cristalização de nossos laços, a colheita daquilo que foi plantado, a reverência aos dois pelos exemplos oferecidos ao longo de riquíssima existência”, retirado do texto, infere-se predominantemente que a relação do autor com os pais:
 

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3270612 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Itaara-RS
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Depois dos 80 anos dos pais

Por Fabrício Carpinejar

Depois que os pais completam oitenta anos, não se deve mais brigar com eles. Não se

deve mais querer mudá-los ou ter razão. Eles são daquele jeito, entenda e respeite.

Tomei essa decisão definitiva. Não discuto mais com os meus pais. Não importa o que

aconteça, não importa se concordo ou discordo deles, não importa se passam pano para um

irmão que errou feio, não importa se me posiciono contra a sua orientação política ou sua opinião

estapafúrdia, não importa se preciso tolerar disparates do quanto o passado era melhor.

Eu me calo na mais funda paciência. Não me pre_ipito, não permito que a ansiedade vire

falta de tato, não aceito que a pressa desemboque na grosseria, não facilito ressentimentos.

Eu transformei o meu silêncio em cuidado. Apenas observo e agradeço a bênção.

Minha mãe tem 84 anos. Meu pai tem 85 anos. Nenhum desentendimento será maior do

que o meu amor por eles. O amor prevalece e reina pela paz.

Tudo com que eu poderia me indispor, tudo o que eu poderia apontar, tudo de que eu

poderia reclamar: já fiz antes. Minha carência da infância acabou, minha revolta da adolescência

findou, sou adulto para não ser mais levado pela mão nervosa da passionalidade.

Agora é o momento da cristalização de nossos laços, a colheita daquilo que foi plantado,

a reverência aos dois pelos exemplos oferecidos ao longo de riquíssima existência.

Assim como os pais se aposentam do serviço, também merecem a aposentadoria de

nossas críticas, de nossas restrições, de nossos senões.

Deixo que errem, deixo que bradem, deixo que transpareçam insatisfações, deixo que

xinguem as minhas limitações e meus defeitos. Eles têm o direito de ficar de mal comigo, eu não

tenho mais esse privilégio.

Eu me farei de louco quando eles se mostrarem estreme_idos, não aprofundarei o mal-

estar, esquecerei possíveis tensões, seguirei adiante, trocarei de assunto, confiarei a eles a

minha risada mais honesta de quem acolhe e reparte as imperfeições.

O que me cabe é me manter próximo, atento e acessível a qualquer necessidade. Ninguém

escuta pedido de socorro permanecendo longe.

Darei presentes, pagarei almoços e jantares, surgirei imediatamente sempre que for

chamado. Não se brinca com o tempo. Não se debocha do destino. Todo dia é uma eternidade

para quem ultrapassou os oitenta anos.

O que não desejo, de modo nenhum, é perdê-los durante uma ruptura emocional, estando

brigado, estando sem falar com eles. A culpa costuma aparecer nas nossas distrações, o remorso

se aproveita dos nossos pequenos atos egoístas de i_olamento. Uma distância momentânea hoje

é fatal.

Você julga que interrompeu a comunicação ocasionalmente e não percebe que se trata de

um instante decisivo. Jamais vou parar de conversar com eles, jamais cairei na tentação da birra,

jamais agirei com chantagem, jamais bloquearei o contato como se fosse um ex-relacionamento,

jamais ignorarei alguma ligação.

Não é medo da morte, é medo da vida, de não valorizar a vida que resta. Será assim até

nosso último dia juntos, até sermos cobertos pela saudade.



(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/04/depois-dos-80-anos-dos-paisclv196kic004m01dz745pake2.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Segundo o exposto pelo texto entre as linhas 01 a 09, analise as assertivas a seguir:
I. O autor defende que os filhos devem confrontar seus pais idosos sempre que discordarem de suas opiniões ou comportamentos.
II. O trecho sugere que é aceitável ignorar totalmente os pais idosos, desde que se mantenha um silêncio respeitoso.
III. O fragmento aborda a importância de cultivar paciência e respeito em relação aos pais idosos, independentemente das discordâncias e dificuldades.
Quais estão corretas?
 

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3270611 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Itaara-RS
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Depois dos 80 anos dos pais

Por Fabrício Carpinejar

Depois que os pais completam oitenta anos, não se deve mais brigar com eles. Não se

deve mais querer mudá-los ou ter razão. Eles são daquele jeito, entenda e respeite.

Tomei essa decisão definitiva. Não discuto mais com os meus pais. Não importa o que

aconteça, não importa se concordo ou discordo deles, não importa se passam pano para um

irmão que errou feio, não importa se me posiciono contra a sua orientação política ou sua opinião

estapafúrdia, não importa se preciso tolerar disparates do quanto o passado era melhor.

Eu me calo na mais funda paciência. Não me pre_ipito, não permito que a ansiedade vire

falta de tato, não aceito que a pressa desemboque na grosseria, não facilito ressentimentos.

Eu transformei o meu silêncio em cuidado. Apenas observo e agradeço a bênção.

Minha mãe tem 84 anos. Meu pai tem 85 anos. Nenhum desentendimento será maior do

que o meu amor por eles. O amor prevalece e reina pela paz.

Tudo com que eu poderia me indispor, tudo o que eu poderia apontar, tudo de que eu

poderia reclamar: já fiz antes. Minha carência da infância acabou, minha revolta da adolescência

findou, sou adulto para não ser mais levado pela mão nervosa da passionalidade.

Agora é o momento da cristalização de nossos laços, a colheita daquilo que foi plantado,

a reverência aos dois pelos exemplos oferecidos ao longo de riquíssima existência.

Assim como os pais se aposentam do serviço, também merecem a aposentadoria de

nossas críticas, de nossas restrições, de nossos senões.

Deixo que errem, deixo que bradem, deixo que transpareçam insatisfações, deixo que

xinguem as minhas limitações e meus defeitos. Eles têm o direito de ficar de mal comigo, eu não

tenho mais esse privilégio.

Eu me farei de louco quando eles se mostrarem estreme_idos, não aprofundarei o mal-

estar, esquecerei possíveis tensões, seguirei adiante, trocarei de assunto, confiarei a eles a

minha risada mais honesta de quem acolhe e reparte as imperfeições.

O que me cabe é me manter próximo, atento e acessível a qualquer necessidade. Ninguém

escuta pedido de socorro permanecendo longe.

Darei presentes, pagarei almoços e jantares, surgirei imediatamente sempre que for

chamado. Não se brinca com o tempo. Não se debocha do destino. Todo dia é uma eternidade

para quem ultrapassou os oitenta anos.

O que não desejo, de modo nenhum, é perdê-los durante uma ruptura emocional, estando

brigado, estando sem falar com eles. A culpa costuma aparecer nas nossas distrações, o remorso

se aproveita dos nossos pequenos atos egoístas de i_olamento. Uma distância momentânea hoje

é fatal.

Você julga que interrompeu a comunicação ocasionalmente e não percebe que se trata de

um instante decisivo. Jamais vou parar de conversar com eles, jamais cairei na tentação da birra,

jamais agirei com chantagem, jamais bloquearei o contato como se fosse um ex-relacionamento,

jamais ignorarei alguma ligação.

Não é medo da morte, é medo da vida, de não valorizar a vida que resta. Será assim até

nosso último dia juntos, até sermos cobertos pela saudade.



(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/04/depois-dos-80-anos-dos-paisclv196kic004m01dz745pake2.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas das linhas 07, 22 e 32.
 

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3270610 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Itaara-RS
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Depois dos 80 anos dos pais

Por Fabrício Carpinejar

Depois que os pais completam oitenta anos, não se deve mais brigar com eles. Não se

deve mais querer mudá-los ou ter razão. Eles são daquele jeito, entenda e respeite.

Tomei essa decisão definitiva. Não discuto mais com os meus pais. Não importa o que

aconteça, não importa se concordo ou discordo deles, não importa se passam pano para um

irmão que errou feio, não importa se me posiciono contra a sua orientação política ou sua opinião

estapafúrdia, não importa se preciso tolerar disparates do quanto o passado era melhor.

Eu me calo na mais funda paciência. Não me pre_ipito, não permito que a ansiedade vire

falta de tato, não aceito que a pressa desemboque na grosseria, não facilito ressentimentos.

Eu transformei o meu silêncio em cuidado. Apenas observo e agradeço a bênção.

Minha mãe tem 84 anos. Meu pai tem 85 anos. Nenhum desentendimento será maior do

que o meu amor por eles. O amor prevalece e reina pela paz.

Tudo com que eu poderia me indispor, tudo o que eu poderia apontar, tudo de que eu

poderia reclamar: já fiz antes. Minha carência da infância acabou, minha revolta da adolescência

findou, sou adulto para não ser mais levado pela mão nervosa da passionalidade.

Agora é o momento da cristalização de nossos laços, a colheita daquilo que foi plantado,

a reverência aos dois pelos exemplos oferecidos ao longo de riquíssima existência.

Assim como os pais se aposentam do serviço, também merecem a aposentadoria de

nossas críticas, de nossas restrições, de nossos senões.

Deixo que errem, deixo que bradem, deixo que transpareçam insatisfações, deixo que

xinguem as minhas limitações e meus defeitos. Eles têm o direito de ficar de mal comigo, eu não

tenho mais esse privilégio.

Eu me farei de louco quando eles se mostrarem estreme_idos, não aprofundarei o mal-

estar, esquecerei possíveis tensões, seguirei adiante, trocarei de assunto, confiarei a eles a

minha risada mais honesta de quem acolhe e reparte as imperfeições.

O que me cabe é me manter próximo, atento e acessível a qualquer necessidade. Ninguém

escuta pedido de socorro permanecendo longe.

Darei presentes, pagarei almoços e jantares, surgirei imediatamente sempre que for

chamado. Não se brinca com o tempo. Não se debocha do destino. Todo dia é uma eternidade

para quem ultrapassou os oitenta anos.

O que não desejo, de modo nenhum, é perdê-los durante uma ruptura emocional, estando

brigado, estando sem falar com eles. A culpa costuma aparecer nas nossas distrações, o remorso

se aproveita dos nossos pequenos atos egoístas de i_olamento. Uma distância momentânea hoje

é fatal.

Você julga que interrompeu a comunicação ocasionalmente e não percebe que se trata de

um instante decisivo. Jamais vou parar de conversar com eles, jamais cairei na tentação da birra,

jamais agirei com chantagem, jamais bloquearei o contato como se fosse um ex-relacionamento,

jamais ignorarei alguma ligação.

Não é medo da morte, é medo da vida, de não valorizar a vida que resta. Será assim até

nosso último dia juntos, até sermos cobertos pela saudade.



(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/04/depois-dos-80-anos-dos-paisclv196kic004m01dz745pake2.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que poderia substituir o vocábulo “disparates” (l. 06), sem causar alterações significativas no sentido original do trecho em que o termo aparece.
 

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3795850 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Itaara-RS

Texto 1

Enunciado 4668050-1

Fonte: www.fotografia.folha.uol.com.br/galerias/27431-tiras-de-armandinho.

Texto 2

Enunciado 4668050-2

Fonte:www.fotografia.folha.uol.com.br/galerias/27431-tiras-de-armandinho.

Assinale a alternativa que apresenta o correto tipo de linguagem apresentado no Texto 2.
Questão Anulada

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3795849 Ano: 2024
Disciplina: Contabilidade Geral
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Itaara-RS
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Analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.

( ) Na demonstração do balanço patrimonial, o grupo que contém os bens e direitos da instituição é o do Passivo.

( ) A demonstração do fluxo de caixa não é uma demonstração obrigatória, mas ela fornece números importantes para análise da situação financeira da empresa e por isso é solicitada.

( ) DVA significa Dividendos, Valuation e Ativo Não Circulante.

( ) O DMPL demonstra as alterações sofridas no patrimônio da instituição.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

Questão Anulada

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3795848 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Itaara-RS

O primeiro salário

Por Fabrício Carpinejar

O que você fez com seu primeiro salário?

No primeiro emprego, experimentamos a sensação de que estamos ricos. Não importa a

natureza do ofício. Partimos do zero para dispor de recursos próprios. Pode ser uma ninharia,

mas você conquista um valor finalmente seu, com a liberdade de aplicar onde quiser.

Há aqueles que nem esperam o dinheiro pingar na conta e, com a confiança nova de

assalariados, já abrem a torneira, assumindo compras a prazo. Minha irmã Carla Nejar recém

havia ido morar sozinha, só contava com a sua mala e seu travesseiro num espaço vazio. Ela

olhou aquele travesseiro solitário em cima da bagagem e parcelou um colchão de casal. Não mais

dormiria apertada numa cama de solteiro, apenas apertaria o orçamento.

Há quem seja grato com os pais, que sempre arcaram com o sustento da casa, e repassam

o montante inteiro a eles como um ________ simbólico pelas despesas da vida. Minha esposa

tomou essa atitude altruísta.

Eu fui quase na mesma linha. Realizei um rancho no melhor supermercado do bairro. Não

consegui levar tudo o que eu queria, mas me senti, de modo inédito, um provedor. Ainda me

lembro da cara desconcertada da minha mãe quando comecei a desempacotar os produtos e

________ a geladeira.

Ela somente me perguntou:

— Você assaltou algum banco?

Eu lhe respondi com bom humor:

— Sim, me ajude a guardar tudo antes que a polícia chegue.

Aliás, a minha mãe utilizou seu vencimento inicial de seu trabalho na Reitoria da UFRGS,

em que redigia ofícios e correspondências, para pagar um curso de datilografia. Ela privilegiou a

sua formação. Meu pai também destacou a sua carreira, financiando seu livro de estreia, Sélesis.

Há quem coloque em prática um desejo reprimido de consumo, adquirindo um item pessoal

que jamais receberia no Natal ou no aniversário. Caro ou supérfluo, é um artigo desdenhado

pelos mais próximos, que não entendem a sua importância.

Minha amiga Débora Tessler, em sua estreia na Carteira de Trabalho, gastou os 350 pilas

do contracheque em uma carteira de couro classuda, na cor preta, na antiga loja de joias Natan.

Ela namorou a vitrine por longos meses, rezando para que ninguém a antecipasse.

Eduardo Nasi, meu compadre que mora em São Paulo, arrebatou todos os gibis de uma

banca de revista. Vingou a sua infância.

Vinicius Veloso, hoje dono de uma rede de restaurantes, teve seu dia de Fantástica Fábrica

de Chocolate na loja Kopenhagen. Sua gula aconteceu no balcão, em que abria caixas e

saboreava as barras e os tabletes diante de atônita vendedora. Jamais esqueceu a ________ do

bombom de cereja na boca. Acredita que o gosto do sucesso é um bombom de cereja

(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/04/o-primeiro-salarioclv2wo7ed00az01cqwesov8jy.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o fragmento “Partimos do zero para dispor de recursos próprios”, retirado do texto, analise o trecho abaixo:

O trecho apresenta predominantemente a figura de linguagem denominada _________, pois apresenta ideias _________. Logo, a frase apresenta um efeito _________.

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
Questão Anulada

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Questão presente nas seguintes provas
3270609 Ano: 2024
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Itaara-RS
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São fatos que ocorreram no ano de 2024, EXCETO:
Questão Anulada

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