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O primeiro salário
Por Fabrício Carpinejar
O que você fez com seu primeiro salário?
No primeiro emprego, experimentamos a sensação de que estamos ricos. Não importa a
natureza do ofício. Partimos do zero para dispor de recursos próprios. Pode ser uma ninharia,
mas você conquista um valor finalmente seu, com a liberdade de aplicar onde quiser.
Há aqueles que nem esperam o dinheiro pingar na conta e, com a confiança nova de
assalariados, já abrem a torneira, assumindo compras a prazo. Minha irmã Carla Nejar recém
havia ido morar sozinha, só contava com a sua mala e seu travesseiro num espaço vazio. Ela
olhou aquele travesseiro solitário em cima da bagagem e parcelou um colchão de casal. Não mais
dormiria apertada numa cama de solteiro, apenas apertaria o orçamento.
Há quem seja grato com os pais, que sempre arcaram com o sustento da casa, e repassam
o montante inteiro a eles como um ________ simbólico pelas despesas da vida. Minha esposa
tomou essa atitude altruísta.
Eu fui quase na mesma linha. Realizei um rancho no melhor supermercado do bairro. Não
consegui levar tudo o que eu queria, mas me senti, de modo inédito, um provedor. Ainda me
lembro da cara desconcertada da minha mãe quando comecei a desempacotar os produtos e
________ a geladeira.
Ela somente me perguntou:
— Você assaltou algum banco?
Eu lhe respondi com bom humor:
— Sim, me ajude a guardar tudo antes que a polícia chegue.
Aliás, a minha mãe utilizou seu vencimento inicial de seu trabalho na Reitoria da UFRGS,
em que redigia ofícios e correspondências, para pagar um curso de datilografia. Ela privilegiou a
sua formação. Meu pai também destacou a sua carreira, financiando seu livro de estreia, Sélesis.
Há quem coloque em prática um desejo reprimido de consumo, adquirindo um item pessoal
que jamais receberia no Natal ou no aniversário. Caro ou supérfluo, é um artigo desdenhado
pelos mais próximos, que não entendem a sua importância.
Minha amiga Débora Tessler, em sua estreia na Carteira de Trabalho, gastou os 350 pilas
do contracheque em uma carteira de couro classuda, na cor preta, na antiga loja de joias Natan.
Ela namorou a vitrine por longos meses, rezando para que ninguém a antecipasse.
Eduardo Nasi, meu compadre que mora em São Paulo, arrebatou todos os gibis de uma
banca de revista. Vingou a sua infância.
Vinicius Veloso, hoje dono de uma rede de restaurantes, teve seu dia de Fantástica Fábrica
de Chocolate na loja Kopenhagen. Sua gula aconteceu no balcão, em que abria caixas e
saboreava as barras e os tabletes diante de atônita vendedora. Jamais esqueceu a ________ do
bombom de cereja na boca. Acredita que o gosto do sucesso é um bombom de cereja
(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/04/o-primeiro-salarioclv2wo7ed00az01cqwesov8jy.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
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No primeiro emprego, experimentamos a sensação de que estamos ricos. Não importa a
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mas você conquista um valor finalmente seu, com a liberdade de aplicar onde quiser.
Há aqueles que nem esperam o dinheiro pingar na conta e, com a confiança nova de
assalariados, já abrem a torneira, assumindo compras a prazo. Minha irmã Carla Nejar recém
havia ido morar sozinha, só contava com a sua mala e seu travesseiro num espaço vazio. Ela
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o montante inteiro a eles como um ________ simbólico pelas despesas da vida. Minha esposa
tomou essa atitude altruísta.
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consegui levar tudo o que eu queria, mas me senti, de modo inédito, um provedor. Ainda me
lembro da cara desconcertada da minha mãe quando comecei a desempacotar os produtos e
________ a geladeira.
Ela somente me perguntou:
— Você assaltou algum banco?
Eu lhe respondi com bom humor:
— Sim, me ajude a guardar tudo antes que a polícia chegue.
Aliás, a minha mãe utilizou seu vencimento inicial de seu trabalho na Reitoria da UFRGS,
em que redigia ofícios e correspondências, para pagar um curso de datilografia. Ela privilegiou a
sua formação. Meu pai também destacou a sua carreira, financiando seu livro de estreia, Sélesis.
Há quem coloque em prática um desejo reprimido de consumo, adquirindo um item pessoal
que jamais receberia no Natal ou no aniversário. Caro ou supérfluo, é um artigo desdenhado
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do contracheque em uma carteira de couro classuda, na cor preta, na antiga loja de joias Natan.
Ela namorou a vitrine por longos meses, rezando para que ninguém a antecipasse.
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saboreava as barras e os tabletes diante de atônita vendedora. Jamais esqueceu a ________ do
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(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/04/o-primeiro-salarioclv2wo7ed00az01cqwesov8jy.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
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No primeiro emprego, experimentamos a sensação de que estamos ricos. Não importa a
natureza do ofício. Partimos do zero para dispor de recursos próprios. Pode ser uma ninharia,
mas você conquista um valor finalmente seu, com a liberdade de aplicar onde quiser.
Há aqueles que nem esperam o dinheiro pingar na conta e, com a confiança nova de
assalariados, já abrem a torneira, assumindo compras a prazo. Minha irmã Carla Nejar recém
havia ido morar sozinha, só contava com a sua mala e seu travesseiro num espaço vazio. Ela
olhou aquele travesseiro solitário em cima da bagagem e parcelou um colchão de casal. Não mais
dormiria apertada numa cama de solteiro, apenas apertaria o orçamento.
Há quem seja grato com os pais, que sempre arcaram com o sustento da casa, e repassam
o montante inteiro a eles como um ________ simbólico pelas despesas da vida. Minha esposa
tomou essa atitude altruísta.
Eu fui quase na mesma linha. Realizei um rancho no melhor supermercado do bairro. Não
consegui levar tudo o que eu queria, mas me senti, de modo inédito, um provedor. Ainda me
lembro da cara desconcertada da minha mãe quando comecei a desempacotar os produtos e
________ a geladeira.
Ela somente me perguntou:
— Você assaltou algum banco?
Eu lhe respondi com bom humor:
— Sim, me ajude a guardar tudo antes que a polícia chegue.
Aliás, a minha mãe utilizou seu vencimento inicial de seu trabalho na Reitoria da UFRGS,
em que redigia ofícios e correspondências, para pagar um curso de datilografia. Ela privilegiou a
sua formação. Meu pai também destacou a sua carreira, financiando seu livro de estreia, Sélesis.
Há quem coloque em prática um desejo reprimido de consumo, adquirindo um item pessoal
que jamais receberia no Natal ou no aniversário. Caro ou supérfluo, é um artigo desdenhado
pelos mais próximos, que não entendem a sua importância.
Minha amiga Débora Tessler, em sua estreia na Carteira de Trabalho, gastou os 350 pilas
do contracheque em uma carteira de couro classuda, na cor preta, na antiga loja de joias Natan.
Ela namorou a vitrine por longos meses, rezando para que ninguém a antecipasse.
Eduardo Nasi, meu compadre que mora em São Paulo, arrebatou todos os gibis de uma
banca de revista. Vingou a sua infância.
Vinicius Veloso, hoje dono de uma rede de restaurantes, teve seu dia de Fantástica Fábrica
de Chocolate na loja Kopenhagen. Sua gula aconteceu no balcão, em que abria caixas e
saboreava as barras e os tabletes diante de atônita vendedora. Jamais esqueceu a ________ do
bombom de cereja na boca. Acredita que o gosto do sucesso é um bombom de cereja
(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/04/o-primeiro-salarioclv2wo7ed00az01cqwesov8jy.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
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natureza do ofício. Partimos do zero para dispor de recursos próprios. Pode ser uma ninharia,
mas você conquista um valor finalmente seu, com a liberdade de aplicar onde quiser.
Há aqueles que nem esperam o dinheiro pingar na conta e, com a confiança nova de
assalariados, já abrem a torneira, assumindo compras a prazo. Minha irmã Carla Nejar recém
havia ido morar sozinha, só contava com a sua mala e seu travesseiro num espaço vazio. Ela
olhou aquele travesseiro solitário em cima da bagagem e parcelou um colchão de casal. Não mais
dormiria apertada numa cama de solteiro, apenas apertaria o orçamento.
Há quem seja grato com os pais, que sempre arcaram com o sustento da casa, e repassam
o montante inteiro a eles como um ________ simbólico pelas despesas da vida. Minha esposa
tomou essa atitude altruísta.
Eu fui quase na mesma linha. Realizei um rancho no melhor supermercado do bairro. Não
consegui levar tudo o que eu queria, mas me senti, de modo inédito, um provedor. Ainda me
lembro da cara desconcertada da minha mãe quando comecei a desempacotar os produtos e
________ a geladeira.
Ela somente me perguntou:
— Você assaltou algum banco?
Eu lhe respondi com bom humor:
— Sim, me ajude a guardar tudo antes que a polícia chegue.
Aliás, a minha mãe utilizou seu vencimento inicial de seu trabalho na Reitoria da UFRGS,
em que redigia ofícios e correspondências, para pagar um curso de datilografia. Ela privilegiou a
sua formação. Meu pai também destacou a sua carreira, financiando seu livro de estreia, Sélesis.
Há quem coloque em prática um desejo reprimido de consumo, adquirindo um item pessoal
que jamais receberia no Natal ou no aniversário. Caro ou supérfluo, é um artigo desdenhado
pelos mais próximos, que não entendem a sua importância.
Minha amiga Débora Tessler, em sua estreia na Carteira de Trabalho, gastou os 350 pilas
do contracheque em uma carteira de couro classuda, na cor preta, na antiga loja de joias Natan.
Ela namorou a vitrine por longos meses, rezando para que ninguém a antecipasse.
Eduardo Nasi, meu compadre que mora em São Paulo, arrebatou todos os gibis de uma
banca de revista. Vingou a sua infância.
Vinicius Veloso, hoje dono de uma rede de restaurantes, teve seu dia de Fantástica Fábrica
de Chocolate na loja Kopenhagen. Sua gula aconteceu no balcão, em que abria caixas e
saboreava as barras e os tabletes diante de atônita vendedora. Jamais esqueceu a ________ do
bombom de cereja na boca. Acredita que o gosto do sucesso é um bombom de cereja
(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/04/o-primeiro-salarioclv2wo7ed00az01cqwesov8jy.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
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No primeiro emprego, experimentamos a sensação de que estamos ricos. Não importa a
natureza do ofício. Partimos do zero para dispor de recursos próprios. Pode ser uma ninharia,
mas você conquista um valor finalmente seu, com a liberdade de aplicar onde quiser.
Há aqueles que nem esperam o dinheiro pingar na conta e, com a confiança nova de
assalariados, já abrem a torneira, assumindo compras a prazo. Minha irmã Carla Nejar recém
havia ido morar sozinha, só contava com a sua mala e seu travesseiro num espaço vazio. Ela
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dormiria apertada numa cama de solteiro, apenas apertaria o orçamento.
Há quem seja grato com os pais, que sempre arcaram com o sustento da casa, e repassam
o montante inteiro a eles como um ________ simbólico pelas despesas da vida. Minha esposa
tomou essa atitude altruísta.
Eu fui quase na mesma linha. Realizei um rancho no melhor supermercado do bairro. Não
consegui levar tudo o que eu queria, mas me senti, de modo inédito, um provedor. Ainda me
lembro da cara desconcertada da minha mãe quando comecei a desempacotar os produtos e
________ a geladeira.
Ela somente me perguntou:
— Você assaltou algum banco?
Eu lhe respondi com bom humor:
— Sim, me ajude a guardar tudo antes que a polícia chegue.
Aliás, a minha mãe utilizou seu vencimento inicial de seu trabalho na Reitoria da UFRGS,
em que redigia ofícios e correspondências, para pagar um curso de datilografia. Ela privilegiou a
sua formação. Meu pai também destacou a sua carreira, financiando seu livro de estreia, Sélesis.
Há quem coloque em prática um desejo reprimido de consumo, adquirindo um item pessoal
que jamais receberia no Natal ou no aniversário. Caro ou supérfluo, é um artigo desdenhado
pelos mais próximos, que não entendem a sua importância.
Minha amiga Débora Tessler, em sua estreia na Carteira de Trabalho, gastou os 350 pilas
do contracheque em uma carteira de couro classuda, na cor preta, na antiga loja de joias Natan.
Ela namorou a vitrine por longos meses, rezando para que ninguém a antecipasse.
Eduardo Nasi, meu compadre que mora em São Paulo, arrebatou todos os gibis de uma
banca de revista. Vingou a sua infância.
Vinicius Veloso, hoje dono de uma rede de restaurantes, teve seu dia de Fantástica Fábrica
de Chocolate na loja Kopenhagen. Sua gula aconteceu no balcão, em que abria caixas e
saboreava as barras e os tabletes diante de atônita vendedora. Jamais esqueceu a ________ do
bombom de cereja na boca. Acredita que o gosto do sucesso é um bombom de cereja
(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/04/o-primeiro-salarioclv2wo7ed00az01cqwesov8jy.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Segundo o exposto pelo texto entre as linhas 10 e 23, analise as assertivas abaixo, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) A esposa do autor demonstrou gratidão aos pais por meio de um gesto simbólico, ou seja, repassou o primeiro salário como ressarcimento pelas despesas da vida, mostrando reconhecimento pela contribuição dos pais em seu sustento.
( ) A mãe do autor não utilizou seu primeiro salário para investir em sua formação, mas sim para aprimorar os cômodos da sua casa.
( ) O autor conseguiu comprar todos os itens que desejava em seu primeiro rancho no supermercado, destacando-se como um provedor completo desde o início de sua vida financeira independente.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
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No primeiro emprego, experimentamos a sensação de que estamos ricos. Não importa a
natureza do ofício. Partimos do zero para dispor de recursos próprios. Pode ser uma ninharia,
mas você conquista um valor finalmente seu, com a liberdade de aplicar onde quiser.
Há aqueles que nem esperam o dinheiro pingar na conta e, com a confiança nova de
assalariados, já abrem a torneira, assumindo compras a prazo. Minha irmã Carla Nejar recém
havia ido morar sozinha, só contava com a sua mala e seu travesseiro num espaço vazio. Ela
olhou aquele travesseiro solitário em cima da bagagem e parcelou um colchão de casal. Não mais
dormiria apertada numa cama de solteiro, apenas apertaria o orçamento.
Há quem seja grato com os pais, que sempre arcaram com o sustento da casa, e repassam
o montante inteiro a eles como um ________ simbólico pelas despesas da vida. Minha esposa
tomou essa atitude altruísta.
Eu fui quase na mesma linha. Realizei um rancho no melhor supermercado do bairro. Não
consegui levar tudo o que eu queria, mas me senti, de modo inédito, um provedor. Ainda me
lembro da cara desconcertada da minha mãe quando comecei a desempacotar os produtos e
________ a geladeira.
Ela somente me perguntou:
— Você assaltou algum banco?
Eu lhe respondi com bom humor:
— Sim, me ajude a guardar tudo antes que a polícia chegue.
Aliás, a minha mãe utilizou seu vencimento inicial de seu trabalho na Reitoria da UFRGS,
em que redigia ofícios e correspondências, para pagar um curso de datilografia. Ela privilegiou a
sua formação. Meu pai também destacou a sua carreira, financiando seu livro de estreia, Sélesis.
Há quem coloque em prática um desejo reprimido de consumo, adquirindo um item pessoal
que jamais receberia no Natal ou no aniversário. Caro ou supérfluo, é um artigo desdenhado
pelos mais próximos, que não entendem a sua importância.
Minha amiga Débora Tessler, em sua estreia na Carteira de Trabalho, gastou os 350 pilas
do contracheque em uma carteira de couro classuda, na cor preta, na antiga loja de joias Natan.
Ela namorou a vitrine por longos meses, rezando para que ninguém a antecipasse.
Eduardo Nasi, meu compadre que mora em São Paulo, arrebatou todos os gibis de uma
banca de revista. Vingou a sua infância.
Vinicius Veloso, hoje dono de uma rede de restaurantes, teve seu dia de Fantástica Fábrica
de Chocolate na loja Kopenhagen. Sua gula aconteceu no balcão, em que abria caixas e
saboreava as barras e os tabletes diante de atônita vendedora. Jamais esqueceu a ________ do
bombom de cereja na boca. Acredita que o gosto do sucesso é um bombom de cereja
(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/04/o-primeiro-salarioclv2wo7ed00az01cqwesov8jy.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
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O primeiro salário
Por Fabrício Carpinejar
O que você fez com seu primeiro salário?
No primeiro emprego, experimentamos a sensação de que estamos ricos. Não importa a
natureza do ofício. Partimos do zero para dispor de recursos próprios. Pode ser uma ninharia,
mas você conquista um valor finalmente seu, com a liberdade de aplicar onde quiser.
Há aqueles que nem esperam o dinheiro pingar na conta e, com a confiança nova de
assalariados, já abrem a torneira, assumindo compras a prazo. Minha irmã Carla Nejar recém
havia ido morar sozinha, só contava com a sua mala e seu travesseiro num espaço vazio. Ela
olhou aquele travesseiro solitário em cima da bagagem e parcelou um colchão de casal. Não mais
dormiria apertada numa cama de solteiro, apenas apertaria o orçamento.
Há quem seja grato com os pais, que sempre arcaram com o sustento da casa, e repassam
o montante inteiro a eles como um ________ simbólico pelas despesas da vida. Minha esposa
tomou essa atitude altruísta.
Eu fui quase na mesma linha. Realizei um rancho no melhor supermercado do bairro. Não
consegui levar tudo o que eu queria, mas me senti, de modo inédito, um provedor. Ainda me
lembro da cara desconcertada da minha mãe quando comecei a desempacotar os produtos e
________ a geladeira.
Ela somente me perguntou:
— Você assaltou algum banco?
Eu lhe respondi com bom humor:
— Sim, me ajude a guardar tudo antes que a polícia chegue.
Aliás, a minha mãe utilizou seu vencimento inicial de seu trabalho na Reitoria da UFRGS,
em que redigia ofícios e correspondências, para pagar um curso de datilografia. Ela privilegiou a
sua formação. Meu pai também destacou a sua carreira, financiando seu livro de estreia, Sélesis.
Há quem coloque em prática um desejo reprimido de consumo, adquirindo um item pessoal
que jamais receberia no Natal ou no aniversário. Caro ou supérfluo, é um artigo desdenhado
pelos mais próximos, que não entendem a sua importância.
Minha amiga Débora Tessler, em sua estreia na Carteira de Trabalho, gastou os 350 pilas
do contracheque em uma carteira de couro classuda, na cor preta, na antiga loja de joias Natan.
Ela namorou a vitrine por longos meses, rezando para que ninguém a antecipasse.
Eduardo Nasi, meu compadre que mora em São Paulo, arrebatou todos os gibis de uma
banca de revista. Vingou a sua infância.
Vinicius Veloso, hoje dono de uma rede de restaurantes, teve seu dia de Fantástica Fábrica
de Chocolate na loja Kopenhagen. Sua gula aconteceu no balcão, em que abria caixas e
saboreava as barras e os tabletes diante de atônita vendedora. Jamais esqueceu a ________ do
bombom de cereja na boca. Acredita que o gosto do sucesso é um bombom de cereja
(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/04/o-primeiro-salarioclv2wo7ed00az01cqwesov8jy.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Segundo o exposto pelo texto entre as linhas 01 a 09, analise as assertivas a seguir:
I. O ser humano sente uma sensação de riqueza ao receber seu primeiro salário, independentemente do valor, pois ele representa o início de ter recursos próprios.
II. Algumas pessoas, ao receberem seu primeiro salário, optam por fazer compras parceladas para adquirirem itens que antes não podiam ter, como no caso da irmã Carla Nejar.
III. Todos os jovens que conseguem seu primeiro emprego sabem exatamente como administrar seu dinheiro e evitam compras impulsivas, preocupando-se desde o início com o planejamento financeiro a longo prazo.
Quais estão corretas?
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( ) Aquele que, por ação ou omissão, causar lesão, violência física, sexual ou psicológica e dano moral ou patrimonial à mulher fica obrigado a ressarcir todos os danos causados, inclusive ressarcir ao Sistema Único de Saúde (SUS), de acordo com a tabela SUS, os custos relativos aos serviços de saúde prestados para o total tratamento das vítimas em situação de violência doméstica e familiar, recolhidos os recursos assim arrecadados ao Fundo de Saúde do ente federado responsável pelas unidades de saúde que prestarem os serviços.
( ) Nos casos de violência doméstica e familiar não há vedação de aplicação de penas.
( ) A ofendida deverá ser notificada dos atos processuais relativos ao agressor, especialmente dos pertinentes ao ingresso e à saída da prisão, sem prejuízo da intimação do advogado constituído ou do defensor público.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Provas
I. Proibição temporária para a celebração de atos e contratos de compra, venda e locação de propriedade em comum, salvo expressa autorização judicial.
II. Venda de bens indevidamente subtraídos pelo agressor à ofendida.
III. Suspensão das procurações conferidas pela ofendida ao agressor.
Quais estão corretas?
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Caderno Container