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TEXTO
Espalhou-se, é o caso, que nessa festa o jovem pernambucano pegou de namoro rijo com a menina Eulália, interessante e mimosa filha do Juiz de Direito, educada na capital.
A Margarida, quando lho disseram, chegou o beiço ao nariz, fumegou:
– Que está dizendo? Uma lambisgoia daquelas! O Juiz de Direito anda por toda parte, amostrando as duas bonecas... Pudera! Encontra um nenê como o Secundino... Menino há de gostar de vadiar com boneca...
– Menino de vinte e seis anos, Guidinha! – Exclamou o marido.
– Só vendo... A Eulália! Ora, senhores, a Senhora Dona Eulália!
– Que tem isso? Homem! Que quer você dizer? São as meninas mais aquele que há por estes sertões. Sabem vestir, sabem conversar, pronunciam bem o português, sabem pisar...
– Ora, bravos! Muito bem, Senhor Major! Sabem... Sabem... Não tem destões de dote cada uma! Umas retirantes!
O modo e o sentido insultuoso com que a mulher pronunciou a expressão retirante foram aviso ao Quim a que não prosseguisse. Ouvira algumas vezes essa palavra, à má parte, a ele dirigida por ser de outra província. A perversidade humana, implacável, cria dessas injustiças. Retirante se tornou por isso uma palavra maldita, como se a miséria casual por que uma vez na vida passou um indivíduo lhe impregnasse o moral do repelente aspecto da mulambeira e da magreza faminta. E, daí, retirante a qualquer que sendo de um lugar mudou para outro em tempo de seca. E daqui, ainda, quando se quer mesmo insultar a qualquer estranho.
Oliveira Paiva. Dona Guidinha do Poço. P. 65-6
No diminutivo, o substantivo “sertões” , fica
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TEXTO
O Papel Subalterno da Gramática
A gramática precisa ser ensinada na escola de uma forma mais moderna, mas, se você ainda não encontrou esse jeito, continue com a antiga, desde que ela não seja tratada como a soberana do ensino da língua. Ensinar gramática não é fazer o aluno decorar nomenclaturas, mas mostrar-lhe que há uma gramaticalidade, para que o texto seja assim denominado. Ela é ferramenta para ler e escrever bem, do contrário, é gramatiquice, ensino estéril. A ortografia tem o seu valor, mas não pode desqualificar uma redação, porque há alguns erros gráficos, embora o texto esteja bem organizado. A falta de coesão, coerência, a desorganização dos parágrafos são erros gravíssimos num texto. Eles devem preocupar seriamente o professor, porque o aluno, nesse caso, não consegue pensar logicamente, não sabe usar conectivos para relacionar ideias. Está produzindo um texto confuso, com partes incoerentes entre si, ou melhor, não escreve textos.
A conversa do professor com esse aluno sempre resolve: explicar-lhe como fazer para resolver os problemas, exigir rascunho, como revisá-lo, a importância dele. Dar para a classe exercícios estruturais, unindo períodos simples num só período composto, como usar o tópico frasal. Dar esquemas prévios e como montar o texto (ou planejar isso com a classe). Há alunos que precisam desse monitoramento; depois, voam sozinhos.
Língua Portuguesa. N. 15, p. 44-5
O constituinte oracional “sozinhos”, exerce a função sintática de
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TEXTO
Professor de Redação não é Revisor
O aluno de nível universitário faz sua dissertação de final de curso, na graduação, mestrado ou doutorado. A pesquisa é feita sob a orientação de um professor. Quando este professor lê o texto final, aponta as imperfeições dele, pede que o próprio aluno faça uma correção. Caso houver muitos erros de português, solicitará ao orientando que procure um revisor. O revisor não está preocupado com o processo ensino-aprendizagem: seu objetivo é melhorar aquele texto. Por isso ele faz intervenções, às vezes, drásticas. Essa não é a função do professor de Português, ao avaliar o texto de um aluno, pois sua preocupação é ensinar, conversar com o aluno, deixar um recado na folha de redação.
Na tradição escolar, corrigir é colocar certo ou errado nas questões, apontar erros gramaticais, em síntese, encher a prova ou o texto do aluno de rabiscos vermelhos. E descontar tudo isso na nota. Atualmente, recomenda-se que professores de outras matérias levem em consideração, na avaliação de sua matéria, a variável formal da língua portuguesa, porque isso não é tarefa exclusiva do professor de Português. Quando se fala isso, o professor de História, de Geografia ou de qualquer outra disciplina estrila, dizendo que é injusto descontar nota do aluno por causa de erros de português em suas provas. Tal resposta demonstra a estreiteza de tais professores em sua visão pedagógica, pois confundem medir com avaliar e consideram que avaliar seja punir. Pedir que o professor de outra matéria aponte o erro, converse com o aluno e estabeleça uma comunicação de educador com ele não é para diminuir sua nota. A relação aluno-professor não pode ser burocratizada.
Hoje, há outros métodos de corrigir redação de aluno, mas, se numa escola particular, onde os pais pagam e exigem (às vezes, optam pelo pior), se o professor de redação apontar apenas erros estruturais do texto na avaliação da redação de seu filho, que são muito mais graves do que os erros ortográficos, a reclamação é geral. Até dizem que o professor é preguiçoso. O aluno aprende a redigir, se toda semana compuser um texto e tiver um professor para orientá-lo e não para devolver um texto cheio de anotações em vermelho. Essa situação de escrever para alguém corrigir é artificial, pois não leva em consideração a função social do texto. Por isso, distribuir as redações, para que os colegas leiam, traz muito mais prazer e resultado.
Aquela correção tradicional produz poucos resultados. Adolescentes que têm o hábito de fazer diário, por isso redigem com frequência, são melhores em redação do que os outros.
E ninguém corrige os textos deles. Corrigir, sim, mas de uma forma diferente, com mais diálogo e interação.
Língua Portuguesa. N. 15, p. 43-4.
As informações que sucedem o elemento de coesão “se”, em aprende a redigir, se toda semana compuser, estabelecem, com a oração anterior, uma relação de
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TEXTO
Espalhou-se, é o caso, que nessa festa o jovem pernambucano pegou de namoro rijo com a menina Eulália, interessante e mimosa filha do Juiz de Direito, educada na capital.
A Margarida, quando lho disseram, chegou o beiço ao nariz, fumegou:
– Que está dizendo? Uma lambisgoia daquelas! O Juiz de Direito anda por toda parte, amostrando as duas bonecas... Pudera! Encontra um nenê como o Secundino... Menino há de gostar de vadiar com boneca...
– Menino de vinte e seis anos, Guidinha! – Exclamou o marido.
– Só vendo... A Eulália! Ora, senhores, a Senhora Dona Eulália!
– Que tem isso? Homem! Que quer você dizer? São as meninas mais aquele que há por estes sertões. Sabem vestir, sabem conversar, pronunciam bem o português, sabem pisar...
– Ora, bravos! Muito bem, Senhor Major! Sabem... Sabem... Não tem destões de dote cada uma! Umas retirantes!
O modo e o sentido insultuoso com que a mulher pronunciou a expressão retirante foram aviso ao Quim a que não prosseguisse. Ouvira algumas vezes essa palavra, à má parte, a ele dirigida por ser de outra província. A perversidade humana, implacável, cria dessas injustiças. Retirante se tornou por isso uma palavra maldita, como se a miséria casual por que uma vez na vida passou um indivíduo lhe impregnasse o moral do repelente aspecto da mulambeira e da magreza faminta. E, daí, retirante a qualquer que sendo de um lugar mudou para outro em tempo de seca. E daqui, ainda, quando se quer mesmo insultar a qualquer estranho.
Oliveira Paiva. Dona Guidinha do Poço. P. 65-6
A passagem “quando lho disseram”, corresponde a
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TEXTO
Feche a Porta para a Dengue
A dengue é uma doença febril aguda causada por vírus. A expansão urbana rápida e desordenada, aliada a fatores como condições climáticas e saneamento, tem ocasionado diversos surtos no Brasil desde a década de 1980. De acordo com dados do Ministério da Saúde, 634.458 pessoas contraíram dengue em todo o País no primeiro semestre de 2008. E só será possível combatê-la com a participação de toda a comunidade, mesmo nos períodos de baixa incidência da doença. Portanto, é importante que o tema seja tratado em sala de aula, para que os alunos divulguem as informações em casa e no bairro.
Nova Escola. Ano XXIII, n. 216, out. 2008, p. 44.
De acordo com o texto, é correto afirmar-se que
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Um dos mais graves problemas do sistema escolar brasileiro é o fracasso escolar, que se evidencia pelo grande número de reprovações nas séries iniciais do ensino fundamental, alfabetização insuficiente, exclusão da escola ao longo dos anos, e outras dificuldades escolares que comprometem a continuidade dos estudos.
Com relação ao fracasso escolar, analise as seguintes afirmações.
I. As famílias são as responsáveis pelo fracasso das crianças na escola.
II. A inadequada organização pedagógica, didática e administrativa face às características sociais da maioria dos que frequentam a escola pública têm levado muitas crianças à marginalização e, assim, ao fracasso escolar.
III. O ensino contribui para a superação do fracasso escolar, se os objetivos e conteúdos forem acessíveis, socialmente significativos e assumidos pelos alunos.
IV. O trabalho docente que não compatibiliza conteúdos e métodos com o nível de conhecimentos, experiências e desenvolvimento mental dos alunos contribui para o fracasso escolar.
É correto o que se afirma em
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TEXTO
Espalhou-se, é o caso, que nessa festa o jovem pernambucano pegou de namoro rijo com a menina Eulália, interessante e mimosa filha do Juiz de Direito, educada na capital.
A Margarida, quando lho disseram, chegou o beiço ao nariz, fumegou:
– Que está dizendo? Uma lambisgoia daquelas! O Juiz de Direito anda por toda parte, amostrando as duas bonecas... Pudera! Encontra um nenê como o Secundino... Menino há de gostar de vadiar com boneca...
– Menino de vinte e seis anos, Guidinha! – Exclamou o marido.
– Só vendo... A Eulália! Ora, senhores, a Senhora Dona Eulália!
– Que tem isso? Homem! Que quer você dizer? São as meninas mais aquele que há por estes sertões. Sabem vestir, sabem conversar, pronunciam bem o português, sabem pisar...
– Ora, bravos! Muito bem, Senhor Major! Sabem... Sabem... Não tem destões de dote cada uma! Umas retirantes!
O modo e o sentido insultuoso com que a mulher pronunciou a expressão retirante foram aviso ao Quim a que não prosseguisse. Ouvira algumas vezes essa palavra, à má parte, a ele dirigida por ser de outra província. A perversidade humana, implacável, cria dessas injustiças. Retirante se tornou por isso uma palavra maldita, como se a miséria casual por que uma vez na vida passou um indivíduo lhe impregnasse o moral do repelente aspecto da mulambeira e da magreza faminta. E, daí, retirante a qualquer que sendo de um lugar mudou para outro em tempo de seca. E daqui, ainda, quando se quer mesmo insultar a qualquer estranho.
Oliveira Paiva. Dona Guidinha do Poço. P. 65-6
Há desinência nominal de gênero na palavra
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Segundo Libâneo (1994), o ensino dos conteúdos deve ser visto como ação recíproca entre a matéria, o ensino e o estudo dos alunos.
Sobre os conteúdos e seu ensino, assinale o correto.
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O Papel Subalterno da Gramática
A gramática precisa ser ensinada na escola de uma forma mais moderna, mas, se você ainda não encontrou esse jeito, continue com a antiga, desde que ela não seja tratada como a soberana do ensino da língua. Ensinar gramática não é fazer o aluno decorar nomenclaturas, mas mostrar-lhe que há uma gramaticalidade, para que o texto seja assim denominado. Ela é ferramenta para ler e escrever bem, do contrário, é gramatiquice, ensino estéril. A ortografia tem o seu valor, mas não pode desqualificar uma redação, porque há alguns erros gráficos, embora o texto esteja bem organizado. A falta de coesão, coerência, a desorganização dos parágrafos são erros gravíssimos num texto. Eles devem preocupar seriamente o professor, porque o aluno, nesse caso, não consegue pensar logicamente, não sabe usar conectivos para relacionar ideias. Está produzindo um texto confuso, com partes incoerentes entre si, ou melhor, não escreve textos.
A conversa do professor com esse aluno sempre resolve: explicar-lhe como fazer para resolver os problemas, exigir rascunho, como revisá-lo, a importância dele. Dar para a classe exercícios estruturais, unindo períodos simples num só período composto, como usar o tópico frasal. Dar esquemas prévios e como montar o texto (ou planejar isso com a classe). Há alunos que precisam desse monitoramento; depois, voam sozinhos.
Língua Portuguesa. N. 15, p. 44-5
A palavra “gramatiquice”, significa
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TEXTO
Transmissão
A dengue não é transmitida de pessoa para pessoa. O vetor da doença é a fêmea do Aedes aegypti, que se infecta, ao picar uma pessoa com dengue. Após o contato com sangue infectado, o mosquito está apto a transmitir o vírus depois de 8 a 12 dias. Eventualmente, pode acontecer de ela também transmitir o vírus para seus ovos.
Nova Escola. Ano XXIII, n. 216, out. 2008, p. 45.
O agente de transmissão da dengue é
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