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Foram encontradas 62 questões.

3178160 Ano: 2024
Disciplina: Informática
Banca: Instituto Legatus
Orgão: Pref. José Freitas-PI
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Um usuário, editando um texto na ferramenta Microsoft Word, irá executar a ação “Colocar Cada Palavra em Maiúscula”, conforme aponta a seta na imagem abaixo:

Enunciado 3430450-1

O usuário irá aplicar a ação anterior no texto selecionado abaixo:

Enunciado 3430450-2

O resultado da aplicação da ação anteriormente descrita será:

 

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3178159 Ano: 2024
Disciplina: Informática
Banca: Instituto Legatus
Orgão: Pref. José Freitas-PI
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Pode-se afirmar que:

 

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3178158 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: Instituto Legatus
Orgão: Pref. José Freitas-PI
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TEXTO 1 - Inteligência artificial não se compara à criatividade humana

Foi Galileu quem disse primeiro, no final do século 16, que todos os corpos caem na Terra com a mesma velocidade, ainda que tenham pesos diferentes. Teria constatado isso ao jogar objetos pesados e leves, ao mesmo tempo, do alto da torre de Pisa.

A historieta mostra a primazia da pesquisa empírica sobre as especulações metafísicas e, em decorrência, a superioridade do método científico sobre dogmas religiosos? Não. Mas a descoberta de Galileu serve de exemplo para algo de fato decisivo: a criatividade humana.

"Ele não soltou bolas das alturas da torre de Pisa", diz Noam Chomsky em "Os Segredos das Palavras", um livro com seu longo diálogo com o linguista italiano Andrea Moro, publicado pela editora Unesp. O que Galileu fez foram "experimentos mentais muito inteligentes".

Galileu então generalizou: todas as coisas caem na mesma velocidade, se desconsiderarmos o atrito com o ar, que depende de suas formas —como um objeto de dez quilos de algodão tem uma superfície maior que um de dez quilos de chumbo, o primeiro cairá mais devagar.

É com argumentos como esse, tirados da história da ciência, que Chomsky critica o "entusiasmo e a empolgação com a inteligência artificial", o "exagero e a propaganda sobre o quanto as conquistas são incríveis".

Ele compara a excitação atual com o fetiche da tecnologia surgido no pós-Guerra nas universidades ianques. A Europa estava devastada, enquanto nos Estados Unidos a guerra propiciara os avanços tecnológicos que fizeram a produção industrial quadruplicar.

Hoje em dia, diz Chomsky, os computadores "falam", mas não esclarecem como nasce e opera o instrumento vital ao pensamento: a linguagem. O que a inteligência artificial faz é simulá-la, enchendo-a com informações que abarrotam bancos de dados.

O ceticismo de Chomsky ecoa o método de Newton, que concebeu a teoria da gravitação, mas evitou várias perguntas. "Por exemplo: como é o mundo? Qual é a natureza dele? Talvez jamais consigamos compreender essa questão. Newton deixou-a de lado. Até onde sabemos, estava certo."

Contudo, a descoberta de Chomsky foi um avanço e tanto. Andrea Moro a explica assim: "a ligação entre a estrutura da linguagem e o cérebro é tão revolucionária que nos leva a uma surpreendente conclusão, que pode ser expressa de um modo que reverte a perspectiva tradicional de 2.000 anos. Foi a carne que se tornou logos, e não o contrário".

A inteligência artificial ordena o que está contido nos "big data", os zilhões de informações dos supercomputadores. Por reiterarem os discursos dominantes, as formulações feitas pela IA têm um limite evidente: não podem se equiparar à criatividade humana.

Texto de Mario Sérgio Conti (com adaptações), publicado em 22.dez.2023. Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/colunas/mariosergioconti/2023/12

Considerando os recursos expressivos da linguagem, no campo da semântica, está correto o que se afirma em:

 

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3178157 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: Instituto Legatus
Orgão: Pref. José Freitas-PI
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TEXTO 1 - Inteligência artificial não se compara à criatividade humana

Foi Galileu quem disse primeiro, no final do século 16, que todos os corpos caem na Terra com a mesma velocidade, ainda que tenham pesos diferentes. Teria constatado isso ao jogar objetos pesados e leves, ao mesmo tempo, do alto da torre de Pisa.

A historieta mostra a primazia da pesquisa empírica sobre as especulações metafísicas e, em decorrência, a superioridade do método científico sobre dogmas religiosos? Não. Mas a descoberta de Galileu serve de exemplo para algo de fato decisivo: a criatividade humana.

"Ele não soltou bolas das alturas da torre de Pisa", diz Noam Chomsky em "Os Segredos das Palavras", um livro com seu longo diálogo com o linguista italiano Andrea Moro, publicado pela editora Unesp. O que Galileu fez foram "experimentos mentais muito inteligentes".

Galileu então generalizou: todas as coisas caem na mesma velocidade, se desconsiderarmos o atrito com o ar, que depende de suas formas —como um objeto de dez quilos de algodão tem uma superfície maior que um de dez quilos de chumbo, o primeiro cairá mais devagar.

É com argumentos como esse, tirados da história da ciência, que Chomsky critica o "entusiasmo e a empolgação com a inteligência artificial", o "exagero e a propaganda sobre o quanto as conquistas são incríveis".

Ele compara a excitação atual com o fetiche da tecnologia surgido no pós-Guerra nas universidades ianques. A Europa estava devastada, enquanto nos Estados Unidos a guerra propiciara os avanços tecnológicos que fizeram a produção industrial quadruplicar.

Hoje em dia, diz Chomsky, os computadores "falam", mas não esclarecem como nasce e opera o instrumento vital ao pensamento: a linguagem. O que a inteligência artificial faz é simulá-la, enchendo-a com informações que abarrotam bancos de dados.

O ceticismo de Chomsky ecoa o método de Newton, que concebeu a teoria da gravitação, mas evitou várias perguntas. "Por exemplo: como é o mundo? Qual é a natureza dele? Talvez jamais consigamos compreender essa questão. Newton deixou-a de lado. Até onde sabemos, estava certo."

Contudo, a descoberta de Chomsky foi um avanço e tanto. Andrea Moro a explica assim: "a ligação entre a estrutura da linguagem e o cérebro é tão revolucionária que nos leva a uma surpreendente conclusão, que pode ser expressa de um modo que reverte a perspectiva tradicional de 2.000 anos. Foi a carne que se tornou logos, e não o contrário".

A inteligência artificial ordena o que está contido nos "big data", os zilhões de informações dos supercomputadores. Por reiterarem os discursos dominantes, as formulações feitas pela IA têm um limite evidente: não podem se equiparar à criatividade humana.

Texto de Mario Sérgio Conti (com adaptações), publicado em 22.dez.2023. Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/colunas/mariosergioconti/2023/12

Julgue os itens desse excerto:

O que a inteligência artificial faz é simulá-la, enchendo-a com informações que abarrotam bancos de dados.

I. Os vocábulos formais –la e “a” (de enchendo-a) são pronomes pessoais e são ambos anafóricos.

II. “enchendo” e “bancos” não possuem o mesmo número de letras, mas possuem o mesmo número de fonemas.

III. Os ditongos existentes nas palavras “abarrotam” e “informações” são, exatamente, decrescentes nasais.

IV. Em “que” e “artificial” há encontros vocálicos distintos: ditongo e hiato, respectivamente.

Está(ão) correto(s) apenas o(s) item(ns):

 

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3178156 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: Instituto Legatus
Orgão: Pref. José Freitas-PI
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TEXTO 1 - Inteligência artificial não se compara à criatividade humana

Foi Galileu quem disse primeiro, no final do século 16, que todos os corpos caem na Terra com a mesma velocidade, ainda que tenham pesos diferentes. Teria constatado isso ao jogar objetos pesados e leves, ao mesmo tempo, do alto da torre de Pisa.

A historieta mostra a primazia da pesquisa empírica sobre as especulações metafísicas e, em decorrência, a superioridade do método científico sobre dogmas religiosos? Não. Mas a descoberta de Galileu serve de exemplo para algo de fato decisivo: a criatividade humana.

"Ele não soltou bolas das alturas da torre de Pisa", diz Noam Chomsky em "Os Segredos das Palavras", um livro com seu longo diálogo com o linguista italiano Andrea Moro, publicado pela editora Unesp. O que Galileu fez foram "experimentos mentais muito inteligentes".

Galileu então generalizou: todas as coisas caem na mesma velocidade, se desconsiderarmos o atrito com o ar, que depende de suas formas —como um objeto de dez quilos de algodão tem uma superfície maior que um de dez quilos de chumbo, o primeiro cairá mais devagar.

É com argumentos como esse, tirados da história da ciência, que Chomsky critica o "entusiasmo e a empolgação com a inteligência artificial", o "exagero e a propaganda sobre o quanto as conquistas são incríveis".

Ele compara a excitação atual com o fetiche da tecnologia surgido no pós-Guerra nas universidades ianques. A Europa estava devastada, enquanto nos Estados Unidos a guerra propiciara os avanços tecnológicos que fizeram a produção industrial quadruplicar.

Hoje em dia, diz Chomsky, os computadores "falam", mas não esclarecem como nasce e opera o instrumento vital ao pensamento: a linguagem. O que a inteligência artificial faz é simulá-la, enchendo-a com informações que abarrotam bancos de dados.

O ceticismo de Chomsky ecoa o método de Newton, que concebeu a teoria da gravitação, mas evitou várias perguntas. "Por exemplo: como é o mundo? Qual é a natureza dele? Talvez jamais consigamos compreender essa questão. Newton deixou-a de lado. Até onde sabemos, estava certo."

Contudo, a descoberta de Chomsky foi um avanço e tanto. Andrea Moro a explica assim: "a ligação entre a estrutura da linguagem e o cérebro é tão revolucionária que nos leva a uma surpreendente conclusão, que pode ser expressa de um modo que reverte a perspectiva tradicional de 2.000 anos. Foi a carne que se tornou logos, e não o contrário".

A inteligência artificial ordena o que está contido nos "big data", os zilhões de informações dos supercomputadores. Por reiterarem os discursos dominantes, as formulações feitas pela IA têm um limite evidente: não podem se equiparar à criatividade humana.

Texto de Mario Sérgio Conti (com adaptações), publicado em 22.dez.2023. Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/colunas/mariosergioconti/2023/12

Assinale a alternativa cujos termos ou orações estejam classificados corretamente do ponto de vista da sintaxe da língua portuguesa.

 

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3178155 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: Instituto Legatus
Orgão: Pref. José Freitas-PI
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TEXTO 1 - Inteligência artificial não se compara à criatividade humana

Foi Galileu quem disse primeiro, no final do século 16, que todos os corpos caem na Terra com a mesma velocidade, ainda que tenham pesos diferentes. Teria constatado isso ao jogar objetos pesados e leves, ao mesmo tempo, do alto da torre de Pisa.

A historieta mostra a primazia da pesquisa empírica sobre as especulações metafísicas e, em decorrência, a superioridade do método científico sobre dogmas religiosos? Não. Mas a descoberta de Galileu serve de exemplo para algo de fato decisivo: a criatividade humana.

"Ele não soltou bolas das alturas da torre de Pisa", diz Noam Chomsky em "Os Segredos das Palavras", um livro com seu longo diálogo com o linguista italiano Andrea Moro, publicado pela editora Unesp. O que Galileu fez foram "experimentos mentais muito inteligentes".

Galileu então generalizou: todas as coisas caem na mesma velocidade, se desconsiderarmos o atrito com o ar, que depende de suas formas —como um objeto de dez quilos de algodão tem uma superfície maior que um de dez quilos de chumbo, o primeiro cairá mais devagar.

É com argumentos como esse, tirados da história da ciência, que Chomsky critica o "entusiasmo e a empolgação com a inteligência artificial", o "exagero e a propaganda sobre o quanto as conquistas são incríveis".

Ele compara a excitação atual com o fetiche da tecnologia surgido no pós-Guerra nas universidades ianques. A Europa estava devastada, enquanto nos Estados Unidos a guerra propiciara os avanços tecnológicos que fizeram a produção industrial quadruplicar.

Hoje em dia, diz Chomsky, os computadores "falam", mas não esclarecem como nasce e opera o instrumento vital ao pensamento: a linguagem. O que a inteligência artificial faz é simulá-la, enchendo-a com informações que abarrotam bancos de dados.

O ceticismo de Chomsky ecoa o método de Newton, que concebeu a teoria da gravitação, mas evitou várias perguntas. "Por exemplo: como é o mundo? Qual é a natureza dele? Talvez jamais consigamos compreender essa questão. Newton deixou-a de lado. Até onde sabemos, estava certo."

Contudo, a descoberta de Chomsky foi um avanço e tanto. Andrea Moro a explica assim: "a ligação entre a estrutura da linguagem e o cérebro é tão revolucionária que nos leva a uma surpreendente conclusão, que pode ser expressa de um modo que reverte a perspectiva tradicional de 2.000 anos. Foi a carne que se tornou logos, e não o contrário".

A inteligência artificial ordena o que está contido nos "big data", os zilhões de informações dos supercomputadores. Por reiterarem os discursos dominantes, as formulações feitas pela IA têm um limite evidente: não podem se equiparar à criatividade humana.

Texto de Mario Sérgio Conti (com adaptações), publicado em 22.dez.2023. Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/colunas/mariosergioconti/2023/12

Analise “as formulações feitas pela IA têm um limite evidente: não podem se equiparar à criatividade humana.” Assinale a alternativa cujo acento indicador da crase está empregado, exatamente, seguindo a mesma regra desse excerto retirado do texto.

 

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3178154 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: Instituto Legatus
Orgão: Pref. José Freitas-PI
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TEXTO 1 - Inteligência artificial não se compara à criatividade humana

Foi Galileu quem disse primeiro, no final do século 16, que todos os corpos caem na Terra com a mesma velocidade, ainda que tenham pesos diferentes. Teria constatado isso ao jogar objetos pesados e leves, ao mesmo tempo, do alto da torre de Pisa.

A historieta mostra a primazia da pesquisa empírica sobre as especulações metafísicas e, em decorrência, a superioridade do método científico sobre dogmas religiosos? Não. Mas a descoberta de Galileu serve de exemplo para algo de fato decisivo: a criatividade humana.

"Ele não soltou bolas das alturas da torre de Pisa", diz Noam Chomsky em "Os Segredos das Palavras", um livro com seu longo diálogo com o linguista italiano Andrea Moro, publicado pela editora Unesp. O que Galileu fez foram "experimentos mentais muito inteligentes".

Galileu então generalizou: todas as coisas caem na mesma velocidade, se desconsiderarmos o atrito com o ar, que depende de suas formas —como um objeto de dez quilos de algodão tem uma superfície maior que um de dez quilos de chumbo, o primeiro cairá mais devagar.

É com argumentos como esse, tirados da história da ciência, que Chomsky critica o "entusiasmo e a empolgação com a inteligência artificial", o "exagero e a propaganda sobre o quanto as conquistas são incríveis".

Ele compara a excitação atual com o fetiche da tecnologia surgido no pós-Guerra nas universidades ianques. A Europa estava devastada, enquanto nos Estados Unidos a guerra propiciara os avanços tecnológicos que fizeram a produção industrial quadruplicar.

Hoje em dia, diz Chomsky, os computadores "falam", mas não esclarecem como nasce e opera o instrumento vital ao pensamento: a linguagem. O que a inteligência artificial faz é simulá-la, enchendo-a com informações que abarrotam bancos de dados.

O ceticismo de Chomsky ecoa o método de Newton, que concebeu a teoria da gravitação, mas evitou várias perguntas. "Por exemplo: como é o mundo? Qual é a natureza dele? Talvez jamais consigamos compreender essa questão. Newton deixou-a de lado. Até onde sabemos, estava certo."

Contudo, a descoberta de Chomsky foi um avanço e tanto. Andrea Moro a explica assim: "a ligação entre a estrutura da linguagem e o cérebro é tão revolucionária que nos leva a uma surpreendente conclusão, que pode ser expressa de um modo que reverte a perspectiva tradicional de 2.000 anos. Foi a carne que se tornou logos, e não o contrário".

A inteligência artificial ordena o que está contido nos "big data", os zilhões de informações dos supercomputadores. Por reiterarem os discursos dominantes, as formulações feitas pela IA têm um limite evidente: não podem se equiparar à criatividade humana.

Texto de Mario Sérgio Conti (com adaptações), publicado em 22.dez.2023. Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/colunas/mariosergioconti/2023/12

O “que” pode apresentar funções morfossintáticas distintas e também funcionar como um elemento coesivo formal. Em todos os excertos em que esse vocábulo está destacado ele é um coesivo formal anafórico e apresenta ainda uma função sintática dentro da oração que ele estrutura, EXCETO:

 

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3178153 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: Instituto Legatus
Orgão: Pref. José Freitas-PI
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TEXTO 1 - Inteligência artificial não se compara à criatividade humana

Foi Galileu quem disse primeiro, no final do século 16, que todos os corpos caem na Terra com a mesma velocidade, ainda que tenham pesos diferentes. Teria constatado isso ao jogar objetos pesados e leves, ao mesmo tempo, do alto da torre de Pisa.

A historieta mostra a primazia da pesquisa empírica sobre as especulações metafísicas e, em decorrência, a superioridade do método científico sobre dogmas religiosos? Não. Mas a descoberta de Galileu serve de exemplo para algo de fato decisivo: a criatividade humana.

"Ele não soltou bolas das alturas da torre de Pisa", diz Noam Chomsky em "Os Segredos das Palavras", um livro com seu longo diálogo com o linguista italiano Andrea Moro, publicado pela editora Unesp. O que Galileu fez foram "experimentos mentais muito inteligentes".

Galileu então generalizou: todas as coisas caem na mesma velocidade, se desconsiderarmos o atrito com o ar, que depende de suas formas —como um objeto de dez quilos de algodão tem uma superfície maior que um de dez quilos de chumbo, o primeiro cairá mais devagar.

É com argumentos como esse, tirados da história da ciência, que Chomsky critica o "entusiasmo e a empolgação com a inteligência artificial", o "exagero e a propaganda sobre o quanto as conquistas são incríveis".

Ele compara a excitação atual com o fetiche da tecnologia surgido no pós-Guerra nas universidades ianques. A Europa estava devastada, enquanto nos Estados Unidos a guerra propiciara os avanços tecnológicos que fizeram a produção industrial quadruplicar.

Hoje em dia, diz Chomsky, os computadores "falam", mas não esclarecem como nasce e opera o instrumento vital ao pensamento: a linguagem. O que a inteligência artificial faz é simulá-la, enchendo-a com informações que abarrotam bancos de dados.

O ceticismo de Chomsky ecoa o método de Newton, que concebeu a teoria da gravitação, mas evitou várias perguntas. "Por exemplo: como é o mundo? Qual é a natureza dele? Talvez jamais consigamos compreender essa questão. Newton deixou-a de lado. Até onde sabemos, estava certo."

Contudo, a descoberta de Chomsky foi um avanço e tanto. Andrea Moro a explica assim: "a ligação entre a estrutura da linguagem e o cérebro é tão revolucionária que nos leva a uma surpreendente conclusão, que pode ser expressa de um modo que reverte a perspectiva tradicional de 2.000 anos. Foi a carne que se tornou logos, e não o contrário".

A inteligência artificial ordena o que está contido nos "big data", os zilhões de informações dos supercomputadores. Por reiterarem os discursos dominantes, as formulações feitas pela IA têm um limite evidente: não podem se equiparar à criatividade humana.

Texto de Mario Sérgio Conti (com adaptações), publicado em 22.dez.2023. Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/colunas/mariosergioconti/2023/12

Analise as formas verbais destacadas e responda ao que se pede “A Europa estava devastada, enquanto nos Estados Unidos a guerra propiciara os avanços tecnológicos que fizeram a produção industrial quadruplicar.” Se substituirmos essas formas verbais pelo mesmo tempo composto correspondente a elas, obteremos, respectivamente, as formas:

 

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3178152 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: Instituto Legatus
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TEXTO 1 - Inteligência artificial não se compara à criatividade humana

Foi Galileu quem disse primeiro, no final do século 16, que todos os corpos caem na Terra com a mesma velocidade, ainda que tenham pesos diferentes. Teria constatado isso ao jogar objetos pesados e leves, ao mesmo tempo, do alto da torre de Pisa.

A historieta mostra a primazia da pesquisa empírica sobre as especulações metafísicas e, em decorrência, a superioridade do método científico sobre dogmas religiosos? Não. Mas a descoberta de Galileu serve de exemplo para algo de fato decisivo: a criatividade humana.

"Ele não soltou bolas das alturas da torre de Pisa", diz Noam Chomsky em "Os Segredos das Palavras", um livro com seu longo diálogo com o linguista italiano Andrea Moro, publicado pela editora Unesp. O que Galileu fez foram "experimentos mentais muito inteligentes".

Galileu então generalizou: todas as coisas caem na mesma velocidade, se desconsiderarmos o atrito com o ar, que depende de suas formas —como um objeto de dez quilos de algodão tem uma superfície maior que um de dez quilos de chumbo, o primeiro cairá mais devagar.

É com argumentos como esse, tirados da história da ciência, que Chomsky critica o "entusiasmo e a empolgação com a inteligência artificial", o "exagero e a propaganda sobre o quanto as conquistas são incríveis".

Ele compara a excitação atual com o fetiche da tecnologia surgido no pós-Guerra nas universidades ianques. A Europa estava devastada, enquanto nos Estados Unidos a guerra propiciara os avanços tecnológicos que fizeram a produção industrial quadruplicar.

Hoje em dia, diz Chomsky, os computadores "falam", mas não esclarecem como nasce e opera o instrumento vital ao pensamento: a linguagem. O que a inteligência artificial faz é simulá-la, enchendo-a com informações que abarrotam bancos de dados.

O ceticismo de Chomsky ecoa o método de Newton, que concebeu a teoria da gravitação, mas evitou várias perguntas. "Por exemplo: como é o mundo? Qual é a natureza dele? Talvez jamais consigamos compreender essa questão. Newton deixou-a de lado. Até onde sabemos, estava certo."

Contudo, a descoberta de Chomsky foi um avanço e tanto. Andrea Moro a explica assim: "a ligação entre a estrutura da linguagem e o cérebro é tão revolucionária que nos leva a uma surpreendente conclusão, que pode ser expressa de um modo que reverte a perspectiva tradicional de 2.000 anos. Foi a carne que se tornou logos, e não o contrário".

A inteligência artificial ordena o que está contido nos "big data", os zilhões de informações dos supercomputadores. Por reiterarem os discursos dominantes, as formulações feitas pela IA têm um limite evidente: não podem se equiparar à criatividade humana.

Texto de Mario Sérgio Conti (com adaptações), publicado em 22.dez.2023. Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/colunas/mariosergioconti/2023/12

No enunciado “Foi Galileu quem disse primeiro, no final do século 16, que todos os corpos caem na Terra com a mesma velocidade, ainda que tenham pesos diferentes.”, o operador argumentativo destacado pode ser substituído, sem perda do sentido da relação semântica que apresenta no contexto por

 

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3178151 Ano: 2024
Disciplina: Português
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TEXTO 1 - Inteligência artificial não se compara à criatividade humana

Foi Galileu quem disse primeiro, no final do século 16, que todos os corpos caem na Terra com a mesma velocidade, ainda que tenham pesos diferentes. Teria constatado isso ao jogar objetos pesados e leves, ao mesmo tempo, do alto da torre de Pisa.

A historieta mostra a primazia da pesquisa empírica sobre as especulações metafísicas e, em decorrência, a superioridade do método científico sobre dogmas religiosos? Não. Mas a descoberta de Galileu serve de exemplo para algo de fato decisivo: a criatividade humana.

"Ele não soltou bolas das alturas da torre de Pisa", diz Noam Chomsky em "Os Segredos das Palavras", um livro com seu longo diálogo com o linguista italiano Andrea Moro, publicado pela editora Unesp. O que Galileu fez foram "experimentos mentais muito inteligentes".

Galileu então generalizou: todas as coisas caem na mesma velocidade, se desconsiderarmos o atrito com o ar, que depende de suas formas —como um objeto de dez quilos de algodão tem uma superfície maior que um de dez quilos de chumbo, o primeiro cairá mais devagar.

É com argumentos como esse, tirados da história da ciência, que Chomsky critica o "entusiasmo e a empolgação com a inteligência artificial", o "exagero e a propaganda sobre o quanto as conquistas são incríveis".

Ele compara a excitação atual com o fetiche da tecnologia surgido no pós-Guerra nas universidades ianques. A Europa estava devastada, enquanto nos Estados Unidos a guerra propiciara os avanços tecnológicos que fizeram a produção industrial quadruplicar.

Hoje em dia, diz Chomsky, os computadores "falam", mas não esclarecem como nasce e opera o instrumento vital ao pensamento: a linguagem. O que a inteligência artificial faz é simulá-la, enchendo-a com informações que abarrotam bancos de dados.

O ceticismo de Chomsky ecoa o método de Newton, que concebeu a teoria da gravitação, mas evitou várias perguntas. "Por exemplo: como é o mundo? Qual é a natureza dele? Talvez jamais consigamos compreender essa questão. Newton deixou-a de lado. Até onde sabemos, estava certo."

Contudo, a descoberta de Chomsky foi um avanço e tanto. Andrea Moro a explica assim: "a ligação entre a estrutura da linguagem e o cérebro é tão revolucionária que nos leva a uma surpreendente conclusão, que pode ser expressa de um modo que reverte a perspectiva tradicional de 2.000 anos. Foi a carne que se tornou logos, e não o contrário".

A inteligência artificial ordena o que está contido nos "big data", os zilhões de informações dos supercomputadores. Por reiterarem os discursos dominantes, as formulações feitas pela IA têm um limite evidente: não podem se equiparar à criatividade humana.

Texto de Mario Sérgio Conti (com adaptações), publicado em 22.dez.2023. Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/colunas/mariosergioconti/2023/12

O ceticismo de Chomsky acerca dos avanços da tecnologia e da IA se sustentam na ideia de comparação com Newton sobre

 

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