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Disciplina: Direito da Criança e do Adolescente
Banca: Máxima
Orgão: Pref. Lambari-MG
Leia o seguinte Art. 18, da Lei nº 13.010, de 26 de junho de 2014, que alterou a Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA).
“Art. 18-A. A criança e o adolescente têm o direito de ser educados e cuidados sem o uso de castigo físico ou de tratamento cruel ou degradante, como formas de correção, disciplina, educação ou qualquer outro pretexto, pelos pais, pelos integrantes da família ampliada, pelos responsáveis, pelos agentes públicos executores de medidas socioeducativas ou por qualquer pessoa encarregada de cuidar deles, tratá-los, educá-los ou protegê-los”.
Essa Lei ficou conhecida como:
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Leia o texto a seguir.
“Eu tinha 6 anos ou menos quando a rede em que eu estava deitado começou a balançar sozinha. Comecei a chorar compulsivamente, e logo minha mãe foi ao meu encontro. Por alguns minutos, a casa balançou e a gente pensou que ia desmoronar.
Depois que cresci e me tornei adulto, a imagem de minha rede balançando sempre me acompanhou. Algumas vezes, cheguei a perguntar sobre o ocorrido, mas meus pais diziam que não se lembravam disso. O interessante é que meus irmãos também não se lembram do ocorrido. Cheguei a pensar que tinha vivido um sonho naquela época. Eu também não procurei maiores explicações. Afinal, para que ficar lembrando coisas amargas, não é? Uma coisa é certa, porém: eu nunca, jamais, me esqueci do dia em que um terremoto rasgou o coração da Terra...e quase me levou junto com ele”.
MUNDURUKU, Daniel – Memórias de um índio – uma quase
autobiografia
O trecho lido faz referência ao livro “Memórias de um índio – uma quase autobiografia”. De acordo com a última frase do texto, pode-se inferir:
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Flores
Titãs, Os Paralamas do Sucesso
Olhei até ficar cansado
De ver os meus olhos no espelho
Chorei por ter despedaçado
As flores que estão no canteiro
Os punhos e os pulsos cortados
E o resto do meu corpo inteiro
Há flores cobrindo o telhado
E embaixo do meu travesseiro
Há flores por todos os lados
Há flores em tudo que eu vejo
A dor vai curar essas lástimas
O soro tem gosto de lágrimas
As flores têm cheiro de morte
A dor vai fechar esses cortes
Flores, Flores
As flores de plástico não morrem
(...)
Olhei até ficar cansado
De ver os meus olhos no espelho
Chorei por ter despedaçado
As flores que estão no canteiro
Quanto às palavras destacadas, morfologicamente, são, respectivamente:
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Flores
Titãs, Os Paralamas do Sucesso
Olhei até ficar cansado
De ver os meus olhos no espelho
Chorei por ter despedaçado
As flores que estão no canteiro
Os punhos e os pulsos cortados
E o resto do meu corpo inteiro
Há flores cobrindo o telhado
E embaixo do meu travesseiro
Há flores por todos os lados
Há flores em tudo que eu vejo
A dor vai curar essas lástimas
O soro tem gosto de lágrimas
As flores têm cheiro de morte
A dor vai fechar esses cortes
Flores, Flores
As flores de plástico não morrem
(...)
“Olhei até ficar cansado
De ver os meus olhos no espelho
Chorei por ter despedaçado
As flores que estão no canteiro”
Os versos destacados exprimem:
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Leia o texto a seguir.
Uma coisa simples
Cerca de uma hora depois, estávamos todos sentados no imenso auditório esperando que o Sr. Buzanfa fizesse seu discurso. O lugar era ainda maior do que eu imaginava que seria – maior até que na escola da Via. Olhei em volta e devia haver um milhão de pessoas na plateia. Certo, talvez não um milhão, mas com certeza, muitas.
___
– Obrigado, Reitor Jansen, por suas gentis palavras de apresentação – disse o Sr. Buzanfa, pondo-se de pé atrás do púlpito no palco e pegando o microfone. – Sejam bem-vindos, amigos professores e membros do corpo docente... Sejam bem-vindos, pais, avós, amigos e convidados de honra, e, sobretudo, sejam bem-vindos, meus alunos do quinto e do sexto anos... Sejam bem-vindos à cerimônia de formatura do ensino fundamental da Beecher Prep!!!
___
Todos aplaudiram.
___
– Todos os anos – continuou o Sr. Buzanfa, lendo suas anotações com os óculos de leitura na ponta do nariz –, tenho a incumbência de escrever dois discursos: um para a cerimônia de formatura do quinto e do sexto anos, que acontece hoje, e outro para a do sétimo e do oitavo, amanhã. E todos os anos digo a mim mesmo que deveria poupar trabalho e escrever um único discurso que servisse para as duas ocasiões. Não deveria ser tão difícil, não é? E, mesmo assim, apesar das minhas intenções, sempre acabo com dois discursos diferentes, e este ano descobri por quê. Não é, como vocês podem estar imaginando, simplesmente porque amanhã vou falar para uma plateia mais velha, com mais experiência nesta escola, enquanto a maior parte do que vocês viverão aqui ainda está por vir. Não, acho que tem mais a ver com essa idade específica que têm agora, este momento especial na vida de vocês, que ainda me emociona, mesmo vinte anos depois de eu ter sido um aluno com essa idade. Porque vocês estão no limite, crianças, na fronteira entre a infância e tudo o que vem depois. Estão em transição.
___
O Sr. Buzanfa tirou os óculos e usou-os para apontar para todos nós na plateia.
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– Estamos todos reunidos aqui hoje – continuou –, seus parentes, amigos e professores, para celebrar não só suas conquistas deste último ano, mas suas infinitas possibilidades. Quando refletirem sobre este ano, quero que vejam onde estão agora e onde estiveram antes. Todos ficaram um pouco mais altos, um pouco mais fortes, um pouco mais inteligentes... espero.
___
Algumas pessoas da plateia riram.
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– Mas a melhor maneira de medir quanto vocês cresceram não é por centímetros, nem por quantas voltas conseguem dar na pista, ou mesmo por sua média de notas, embora essas coisas, sem dúvida, sejam importantes. A melhor medida é o que vocês fizeram com seu tempo, como escolheram passar os dias e quem cativaram. Para mim, essa é a melhor medida do sucesso. Há uma frase maravilhosa em um livro de J. M. Barrie... e não, não é Peter Pan, e não vou pedir que batam palmas se acreditam em fadas...
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Todos riram mais uma vez.
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– Mas em outro livro de J. M. Barrie, chamado O pequeno pássaro branco, ele escreve… – O Sr. Buzanfa começou a folhear um pequeno livro até encontrar a página que estava procurando, e então voltou a pôr os óculos. – “Vamos criar uma nova regra de vida... sempre tentar ser um pouco mais gentil que o necessário?”
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Então ele olhou para a plateia.
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– “Mais gentil que o necessário” – repetiu. – Que frase maravilhosa, não é? Mais gentil que o necessário. Porque não basta ser gentil. Devemos ser mais gentis do que precisamos. Adoro essa frase, essa ideia, porque ela me lembra que carregamos conosco, como seres humanos, não apenas a capacidade de ser gentil, mas a opção pela gentileza. O que isso significa? Como isso é medido? Não podemos usar uma régua. É como eu estava dizendo antes: a questão não é medir quanto vocês cresceram este ano. Não dá para quantificar com precisão, não é? Como sabemos que fomos gentis? O que é ser gentil, a propósito?
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(PALACIO, R.J. – Extraordinário -p.301-302)
“Olhei em volta e devia haver um milhão de pessoas na plateia. Certo, talvez não um milhão, mas com certeza, muitas”. No trecho destacado, o narrador demonstra seu impacto com o momento em si utilizando:
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Leia o texto a seguir.
Uma coisa simples
Cerca de uma hora depois, estávamos todos sentados no imenso auditório esperando que o Sr. Buzanfa fizesse seu discurso. O lugar era ainda maior do que eu imaginava que seria – maior até que na escola da Via. Olhei em volta e devia haver um milhão de pessoas na plateia. Certo, talvez não um milhão, mas com certeza, muitas.
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– Obrigado, Reitor Jansen, por suas gentis palavras de apresentação – disse o Sr. Buzanfa, pondo-se de pé atrás do púlpito no palco e pegando o microfone. – Sejam bem-vindos, amigos professores e membros do corpo docente... Sejam bem-vindos, pais, avós, amigos e convidados de honra, e, sobretudo, sejam bem-vindos, meus alunos do quinto e do sexto anos... Sejam bem-vindos à cerimônia de formatura do ensino fundamental da Beecher Prep!!!
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Todos aplaudiram.
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– Todos os anos – continuou o Sr. Buzanfa, lendo suas anotações com os óculos de leitura na ponta do nariz –, tenho a incumbência de escrever dois discursos: um para a cerimônia de formatura do quinto e do sexto anos, que acontece hoje, e outro para a do sétimo e do oitavo, amanhã. E todos os anos digo a mim mesmo que deveria poupar trabalho e escrever um único discurso que servisse para as duas ocasiões. Não deveria ser tão difícil, não é? E, mesmo assim, apesar das minhas intenções, sempre acabo com dois discursos diferentes, e este ano descobri por quê. Não é, como vocês podem estar imaginando, simplesmente porque amanhã vou falar para uma plateia mais velha, com mais experiência nesta escola, enquanto a maior parte do que vocês viverão aqui ainda está por vir. Não, acho que tem mais a ver com essa idade específica que têm agora, este momento especial na vida de vocês, que ainda me emociona, mesmo vinte anos depois de eu ter sido um aluno com essa idade. Porque vocês estão no limite, crianças, na fronteira entre a infância e tudo o que vem depois. Estão em transição.
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O Sr. Buzanfa tirou os óculos e usou-os para apontar para todos nós na plateia.
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– Estamos todos reunidos aqui hoje – continuou –, seus parentes, amigos e professores, para celebrar não só suas conquistas deste último ano, mas suas infinitas possibilidades. Quando refletirem sobre este ano, quero que vejam onde estão agora e onde estiveram antes. Todos ficaram um pouco mais altos, um pouco mais fortes, um pouco mais inteligentes... espero.
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Algumas pessoas da plateia riram.
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– Mas a melhor maneira de medir quanto vocês cresceram não é por centímetros, nem por quantas voltas conseguem dar na pista, ou mesmo por sua média de notas, embora essas coisas, sem dúvida, sejam importantes. A melhor medida é o que vocês fizeram com seu tempo, como escolheram passar os dias e quem cativaram. Para mim, essa é a melhor medida do sucesso. Há uma frase maravilhosa em um livro de J. M. Barrie... e não, não é Peter Pan, e não vou pedir que batam palmas se acreditam em fadas...
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Todos riram mais uma vez.
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– Mas em outro livro de J. M. Barrie, chamado O pequeno pássaro branco, ele escreve… – O Sr. Buzanfa começou a folhear um pequeno livro até encontrar a página que estava procurando, e então voltou a pôr os óculos. – “Vamos criar uma nova regra de vida... sempre tentar ser um pouco mais gentil que o necessário?”
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Então ele olhou para a plateia.
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– “Mais gentil que o necessário” – repetiu. – Que frase maravilhosa, não é? Mais gentil que o necessário. Porque não basta ser gentil. Devemos ser mais gentis do que precisamos. Adoro essa frase, essa ideia, porque ela me lembra que carregamos conosco, como seres humanos, não apenas a capacidade de ser gentil, mas a opção pela gentileza. O que isso significa? Como isso é medido? Não podemos usar uma régua. É como eu estava dizendo antes: a questão não é medir quanto vocês cresceram este ano. Não dá para quantificar com precisão, não é? Como sabemos que fomos gentis? O que é ser gentil, a propósito?
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(PALACIO, R.J. – Extraordinário -p.301-302)
Atente-se para as assertivas a seguir.
I. O Sr Buzanfa utilizou da estratégia do humor em algumas colocações fazendo algumas observações a ponto de provocar risos.
II. O Sr Buzanfa utilizou de citação de um autor para reforçar o tema a que se propôs em seu discurso.
III. O Sr Buzanfa fez comparações entre alunos que obtiveram mais êxitos com outros menos favorecidos, usando de expressões como “mais inteligentes”.
Estão CORRETOS:
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Leia o texto a seguir.
Uma coisa simples
Cerca de uma hora depois, estávamos todos sentados no imenso auditório esperando que o Sr. Buzanfa fizesse seu discurso. O lugar era ainda maior do que eu imaginava que seria – maior até que na escola da Via. Olhei em volta e devia haver um milhão de pessoas na plateia. Certo, talvez não um milhão, mas com certeza, muitas.
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– Obrigado, Reitor Jansen, por suas gentis palavras de apresentação – disse o Sr. Buzanfa, pondo-se de pé atrás do púlpito no palco e pegando o microfone. – Sejam bem-vindos, amigos professores e membros do corpo docente... Sejam bem-vindos, pais, avós, amigos e convidados de honra, e, sobretudo, sejam bem-vindos, meus alunos do quinto e do sexto anos... Sejam bem-vindos à cerimônia de formatura do ensino fundamental da Beecher Prep!!!
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Todos aplaudiram.
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– Todos os anos – continuou o Sr. Buzanfa, lendo suas anotações com os óculos de leitura na ponta do nariz –, tenho a incumbência de escrever dois discursos: um para a cerimônia de formatura do quinto e do sexto anos, que acontece hoje, e outro para a do sétimo e do oitavo, amanhã. E todos os anos digo a mim mesmo que deveria poupar trabalho e escrever um único discurso que servisse para as duas ocasiões. Não deveria ser tão difícil, não é? E, mesmo assim, apesar das minhas intenções, sempre acabo com dois discursos diferentes, e este ano descobri por quê. Não é, como vocês podem estar imaginando, simplesmente porque amanhã vou falar para uma plateia mais velha, com mais experiência nesta escola, enquanto a maior parte do que vocês viverão aqui ainda está por vir. Não, acho que tem mais a ver com essa idade específica que têm agora, este momento especial na vida de vocês, que ainda me emociona, mesmo vinte anos depois de eu ter sido um aluno com essa idade. Porque vocês estão no limite, crianças, na fronteira entre a infância e tudo o que vem depois. Estão em transição.
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O Sr. Buzanfa tirou os óculos e usou-os para apontar para todos nós na plateia.
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– Estamos todos reunidos aqui hoje – continuou –, seus parentes, amigos e professores, para celebrar não só suas conquistas deste último ano, mas suas infinitas possibilidades. Quando refletirem sobre este ano, quero que vejam onde estão agora e onde estiveram antes. Todos ficaram um pouco mais altos, um pouco mais fortes, um pouco mais inteligentes... espero.
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Algumas pessoas da plateia riram.
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– Mas a melhor maneira de medir quanto vocês cresceram não é por centímetros, nem por quantas voltas conseguem dar na pista, ou mesmo por sua média de notas, embora essas coisas, sem dúvida, sejam importantes. A melhor medida é o que vocês fizeram com seu tempo, como escolheram passar os dias e quem cativaram. Para mim, essa é a melhor medida do sucesso. Há uma frase maravilhosa em um livro de J. M. Barrie... e não, não é Peter Pan, e não vou pedir que batam palmas se acreditam em fadas...
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Todos riram mais uma vez.
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– Mas em outro livro de J. M. Barrie, chamado O pequeno pássaro branco, ele escreve… – O Sr. Buzanfa começou a folhear um pequeno livro até encontrar a página que estava procurando, e então voltou a pôr os óculos. – “Vamos criar uma nova regra de vida... sempre tentar ser um pouco mais gentil que o necessário?”
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Então ele olhou para a plateia.
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– “Mais gentil que o necessário” – repetiu. – Que frase maravilhosa, não é? Mais gentil que o necessário. Porque não basta ser gentil. Devemos ser mais gentis do que precisamos. Adoro essa frase, essa ideia, porque ela me lembra que carregamos conosco, como seres humanos, não apenas a capacidade de ser gentil, mas a opção pela gentileza. O que isso significa? Como isso é medido? Não podemos usar uma régua. É como eu estava dizendo antes: a questão não é medir quanto vocês cresceram este ano. Não dá para quantificar com precisão, não é? Como sabemos que fomos gentis? O que é ser gentil, a propósito?
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(PALACIO, R.J. – Extraordinário -p.301-302)
O texto lido é uma parte de um dos capítulos finais do livro Extraordinário, que também se tornou filme. Nele, o “Sr Buzanfa” profere um discurso. E como todo discurso, ele traz em evidência um tema, um assunto central para seu discurso, sendo este:
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