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O que é IA e como ela é utilizada na escola?
Por Ministério da Educação (Governo do Brasil)
A inteligência artificial (IA) pode ser definida como um conjunto de sistemas e modelos
computacionais voltado ___ simulação de determinadas operações cognitivas humanas,
constituindo-se historicamente a partir de contribuições de áreas como matemática,
cibernética, física, teorias da informação e comunicação, lógica, ciências da computação,
ciências cognitivas, linguística, neurociência, entre outras. Embora tenha ganhado grande
visibilidade pública recentemente, a IA resulta de um processo histórico mais longo, cujas bases
conceituais remontam ao século XIX e cuja formalização ocorreu ao longo do século XX.
A inteligência artificial (IA) na educação pode ser compreendida, simultaneamente,
como um campo de estudos e pesquisas (Colonna, 2025) e como um campo de aplicação de
sistemas de IA em contextos educacionais, com finalidades pedagógicas, administrativas ou de
gestão (Holmes et al., 2022). No debate contemporâneo, é frequente que a relação entre IA e
educação seja organizada em dois eixos analíticos: “aprender com IA” (uso de sistemas para
apoiar processos de ensino e aprendizagem) e “aprender sobre IA” (desenvolvimento de
conhecimentos e competências para compreender o funcionamento e os limites dos sistemas).
Essas dimensões são importantes porque evidenciam que a IA não se reduz a
ferramentas digitais aplicadas em sala de aula, mas envolve também disputas curriculares,
epistemológicas, regulatórias e políticas, relacionadas seja às formas de produzir
conhecimento, seja às formas de organizar práticas educativas e avaliar aprendizagens (Vicari
et al., 2023; Menezes et al., 2024). Organizações internacionais e documentos de referência
têm apontado que sistemas de IA — baseados em modelos preditivos, incluindo aqueles com
capacidade generativa — podem operar em diferentes dimensões da política educacional, com
aplicações que incluem apoio à aprendizagem (por exemplo, tutoria e personalização), apoio
ao ensino (preparação de atividades, sugestões de estratégias didáticas, produção de materiais
e feedback) e apoio à gestão (monitoramento de trajetórias escolares, planejamento e
automação de rotinas administrativas) (Centeno et al., 2025; CIEB, 2024a). Embora essas
aplicações já estejam em circulação no cotidiano de escolas e redes de ensino, sua expansão
ocorre em um cenário marcado por assimetrias de infraestrutura, dependência de plataformas
privadas, desafios relacionados à proteção de dados, riscos de viés algorítmico e incertezas
quanto ___ validade pedagógica de determinados usos, especialmente quando estes se
aproximam de funções avaliativas e de tomada de decisão (EUROPEAN COMMISSION; OECD;
CODE.ORG, 2025).
Em contextos educacionais marcados por desigualdades de infraestrutura digital, a
comunidade internacional também tem discutido abordagens voltadas ao desenvolvimento de
soluções moldadas a ambientes com conectividade limitada ou intermitente. Uma dessas
perspectivas é conhecida como IA Desplugada na Educação (do inglês, AIED Unplugged), que
propõe o desenho de aplicações de IA capazes de operar com poucos recursos tecnológicos,
utilizando dispositivos já disponíveis nas escolas e interfaces que demandem níveis reduzidos
de letramento digital por parte de professores e estudantes (Isotani et al., 2023; Portela et al.,
2024; Uema et al., 2025). Essa abordagem busca ampliar as oportunidades de uso pedagógico
da IA em contextos em que o acesso à internet, a equipamentos e a competências digitais
ainda é restrito, contribuindo para reduzir desigualdades no acesso às inovações educacionais
e favorecer soluções mais inclusivas e adaptadas ___ realidades locais.
(Disponível em: www.gov.br/mec/pt-br/escolas-conectadas/documentos/ia-educacao-basica.pdf — texto adaptado especialmente para esta prova).
I. Em “Embora tenha ganhado grande visibilidade pública recentemente, a IA resulta de um processo histórico mais longo”, caso as duas orações sejam invertidas, o uso da vírgula é facultativo. II. No trecho “Em contextos educacionais marcados por desigualdades de infraestrutura digital, a comunidade internacional também tem discutido abordagens”, é possível suprimir a vírgula, pois seu uso para separar locuções adverbiais é facultativo. III. A supressão das vírgulas em “Uma dessas perspectivas é conhecida como IA Desplugada na Educação (do inglês, AIED Unplugged), que propõe o desenho de aplicações de IA capazes de operar com poucos recursos tecnológicos, utilizando dispositivos já disponíveis” não acarreta alteração de sentido ou incorreção ao período.
Quais estão corretas?
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O que é IA e como ela é utilizada na escola?
Por Ministério da Educação (Governo do Brasil)
A inteligência artificial (IA) pode ser definida como um conjunto de sistemas e modelos
computacionais voltado ___ simulação de determinadas operações cognitivas humanas,
constituindo-se historicamente a partir de contribuições de áreas como matemática,
cibernética, física, teorias da informação e comunicação, lógica, ciências da computação,
ciências cognitivas, linguística, neurociência, entre outras. Embora tenha ganhado grande
visibilidade pública recentemente, a IA resulta de um processo histórico mais longo, cujas bases
conceituais remontam ao século XIX e cuja formalização ocorreu ao longo do século XX.
A inteligência artificial (IA) na educação pode ser compreendida, simultaneamente,
como um campo de estudos e pesquisas (Colonna, 2025) e como um campo de aplicação de
sistemas de IA em contextos educacionais, com finalidades pedagógicas, administrativas ou de
gestão (Holmes et al., 2022). No debate contemporâneo, é frequente que a relação entre IA e
educação seja organizada em dois eixos analíticos: “aprender com IA” (uso de sistemas para
apoiar processos de ensino e aprendizagem) e “aprender sobre IA” (desenvolvimento de
conhecimentos e competências para compreender o funcionamento e os limites dos sistemas).
Essas dimensões são importantes porque evidenciam que a IA não se reduz a
ferramentas digitais aplicadas em sala de aula, mas envolve também disputas curriculares,
epistemológicas, regulatórias e políticas, relacionadas seja às formas de produzir
conhecimento, seja às formas de organizar práticas educativas e avaliar aprendizagens (Vicari
et al., 2023; Menezes et al., 2024). Organizações internacionais e documentos de referência
têm apontado que sistemas de IA — baseados em modelos preditivos, incluindo aqueles com
capacidade generativa — podem operar em diferentes dimensões da política educacional, com
aplicações que incluem apoio à aprendizagem (por exemplo, tutoria e personalização), apoio
ao ensino (preparação de atividades, sugestões de estratégias didáticas, produção de materiais
e feedback) e apoio à gestão (monitoramento de trajetórias escolares, planejamento e
automação de rotinas administrativas) (Centeno et al., 2025; CIEB, 2024a). Embora essas
aplicações já estejam em circulação no cotidiano de escolas e redes de ensino, sua expansão
ocorre em um cenário marcado por assimetrias de infraestrutura, dependência de plataformas
privadas, desafios relacionados à proteção de dados, riscos de viés algorítmico e incertezas
quanto ___ validade pedagógica de determinados usos, especialmente quando estes se
aproximam de funções avaliativas e de tomada de decisão (EUROPEAN COMMISSION; OECD;
CODE.ORG, 2025).
Em contextos educacionais marcados por desigualdades de infraestrutura digital, a
comunidade internacional também tem discutido abordagens voltadas ao desenvolvimento de
soluções moldadas a ambientes com conectividade limitada ou intermitente. Uma dessas
perspectivas é conhecida como IA Desplugada na Educação (do inglês, AIED Unplugged), que
propõe o desenho de aplicações de IA capazes de operar com poucos recursos tecnológicos,
utilizando dispositivos já disponíveis nas escolas e interfaces que demandem níveis reduzidos
de letramento digital por parte de professores e estudantes (Isotani et al., 2023; Portela et al.,
2024; Uema et al., 2025). Essa abordagem busca ampliar as oportunidades de uso pedagógico
da IA em contextos em que o acesso à internet, a equipamentos e a competências digitais
ainda é restrito, contribuindo para reduzir desigualdades no acesso às inovações educacionais
e favorecer soluções mais inclusivas e adaptadas ___ realidades locais.
(Disponível em: www.gov.br/mec/pt-br/escolas-conectadas/documentos/ia-educacao-basica.pdf — texto adaptado especialmente para esta prova).
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- SintaxeTermos Integrantes da Oração
- SintaxePalavras com Múltiplas FunçõesFunções da Palavra “que”
- SintaxeFrase, Oração e PeríodoOração SubordinadaSubordinada Substantiva
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constituindo-se historicamente a partir de contribuições de áreas como matemática,
cibernética, física, teorias da informação e comunicação, lógica, ciências da computação,
ciências cognitivas, linguística, neurociência, entre outras. Embora tenha ganhado grande
visibilidade pública recentemente, a IA resulta de um processo histórico mais longo, cujas bases
conceituais remontam ao século XIX e cuja formalização ocorreu ao longo do século XX.
A inteligência artificial (IA) na educação pode ser compreendida, simultaneamente,
como um campo de estudos e pesquisas (Colonna, 2025) e como um campo de aplicação de
sistemas de IA em contextos educacionais, com finalidades pedagógicas, administrativas ou de
gestão (Holmes et al., 2022). No debate contemporâneo, é frequente que a relação entre IA e
educação seja organizada em dois eixos analíticos: “aprender com IA” (uso de sistemas para
apoiar processos de ensino e aprendizagem) e “aprender sobre IA” (desenvolvimento de
conhecimentos e competências para compreender o funcionamento e os limites dos sistemas).
Essas dimensões são importantes porque evidenciam que a IA não se reduz a
ferramentas digitais aplicadas em sala de aula, mas envolve também disputas curriculares,
epistemológicas, regulatórias e políticas, relacionadas seja às formas de produzir
conhecimento, seja às formas de organizar práticas educativas e avaliar aprendizagens (Vicari
et al., 2023; Menezes et al., 2024). Organizações internacionais e documentos de referência
têm apontado que sistemas de IA — baseados em modelos preditivos, incluindo aqueles com
capacidade generativa — podem operar em diferentes dimensões da política educacional, com
aplicações que incluem apoio à aprendizagem (por exemplo, tutoria e personalização), apoio
ao ensino (preparação de atividades, sugestões de estratégias didáticas, produção de materiais
e feedback) e apoio à gestão (monitoramento de trajetórias escolares, planejamento e
automação de rotinas administrativas) (Centeno et al., 2025; CIEB, 2024a). Embora essas
aplicações já estejam em circulação no cotidiano de escolas e redes de ensino, sua expansão
ocorre em um cenário marcado por assimetrias de infraestrutura, dependência de plataformas
privadas, desafios relacionados à proteção de dados, riscos de viés algorítmico e incertezas
quanto ___ validade pedagógica de determinados usos, especialmente quando estes se
aproximam de funções avaliativas e de tomada de decisão (EUROPEAN COMMISSION; OECD;
CODE.ORG, 2025).
Em contextos educacionais marcados por desigualdades de infraestrutura digital, a
comunidade internacional também tem discutido abordagens voltadas ao desenvolvimento de
soluções moldadas a ambientes com conectividade limitada ou intermitente. Uma dessas
perspectivas é conhecida como IA Desplugada na Educação (do inglês, AIED Unplugged), que
propõe o desenho de aplicações de IA capazes de operar com poucos recursos tecnológicos,
utilizando dispositivos já disponíveis nas escolas e interfaces que demandem níveis reduzidos
de letramento digital por parte de professores e estudantes (Isotani et al., 2023; Portela et al.,
2024; Uema et al., 2025). Essa abordagem busca ampliar as oportunidades de uso pedagógico
da IA em contextos em que o acesso à internet, a equipamentos e a competências digitais
ainda é restrito, contribuindo para reduzir desigualdades no acesso às inovações educacionais
e favorecer soluções mais inclusivas e adaptadas ___ realidades locais.
(Disponível em: www.gov.br/mec/pt-br/escolas-conectadas/documentos/ia-educacao-basica.pdf — texto adaptado especialmente para esta prova).
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A inteligência artificial (IA) pode ser definida como um conjunto de sistemas e modelos
computacionais voltado ___ simulação de determinadas operações cognitivas humanas,
constituindo-se historicamente a partir de contribuições de áreas como matemática,
cibernética, física, teorias da informação e comunicação, lógica, ciências da computação,
ciências cognitivas, linguística, neurociência, entre outras. Embora tenha ganhado grande
visibilidade pública recentemente, a IA resulta de um processo histórico mais longo, cujas bases
conceituais remontam ao século XIX e cuja formalização ocorreu ao longo do século XX.
A inteligência artificial (IA) na educação pode ser compreendida, simultaneamente,
como um campo de estudos e pesquisas (Colonna, 2025) e como um campo de aplicação de
sistemas de IA em contextos educacionais, com finalidades pedagógicas, administrativas ou de
gestão (Holmes et al., 2022). No debate contemporâneo, é frequente que a relação entre IA e
educação seja organizada em dois eixos analíticos: “aprender com IA” (uso de sistemas para
apoiar processos de ensino e aprendizagem) e “aprender sobre IA” (desenvolvimento de
conhecimentos e competências para compreender o funcionamento e os limites dos sistemas).
Essas dimensões são importantes porque evidenciam que a IA não se reduz a
ferramentas digitais aplicadas em sala de aula, mas envolve também disputas curriculares,
epistemológicas, regulatórias e políticas, relacionadas seja às formas de produzir
conhecimento, seja às formas de organizar práticas educativas e avaliar aprendizagens (Vicari
et al., 2023; Menezes et al., 2024). Organizações internacionais e documentos de referência
têm apontado que sistemas de IA — baseados em modelos preditivos, incluindo aqueles com
capacidade generativa — podem operar em diferentes dimensões da política educacional, com
aplicações que incluem apoio à aprendizagem (por exemplo, tutoria e personalização), apoio
ao ensino (preparação de atividades, sugestões de estratégias didáticas, produção de materiais
e feedback) e apoio à gestão (monitoramento de trajetórias escolares, planejamento e
automação de rotinas administrativas) (Centeno et al., 2025; CIEB, 2024a). Embora essas
aplicações já estejam em circulação no cotidiano de escolas e redes de ensino, sua expansão
ocorre em um cenário marcado por assimetrias de infraestrutura, dependência de plataformas
privadas, desafios relacionados à proteção de dados, riscos de viés algorítmico e incertezas
quanto ___ validade pedagógica de determinados usos, especialmente quando estes se
aproximam de funções avaliativas e de tomada de decisão (EUROPEAN COMMISSION; OECD;
CODE.ORG, 2025).
Em contextos educacionais marcados por desigualdades de infraestrutura digital, a
comunidade internacional também tem discutido abordagens voltadas ao desenvolvimento de
soluções moldadas a ambientes com conectividade limitada ou intermitente. Uma dessas
perspectivas é conhecida como IA Desplugada na Educação (do inglês, AIED Unplugged), que
propõe o desenho de aplicações de IA capazes de operar com poucos recursos tecnológicos,
utilizando dispositivos já disponíveis nas escolas e interfaces que demandem níveis reduzidos
de letramento digital por parte de professores e estudantes (Isotani et al., 2023; Portela et al.,
2024; Uema et al., 2025). Essa abordagem busca ampliar as oportunidades de uso pedagógico
da IA em contextos em que o acesso à internet, a equipamentos e a competências digitais
ainda é restrito, contribuindo para reduzir desigualdades no acesso às inovações educacionais
e favorecer soluções mais inclusivas e adaptadas ___ realidades locais.
(Disponível em: www.gov.br/mec/pt-br/escolas-conectadas/documentos/ia-educacao-basica.pdf — texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
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constituindo-se historicamente a partir de contribuições de áreas como matemática,
cibernética, física, teorias da informação e comunicação, lógica, ciências da computação,
ciências cognitivas, linguística, neurociência, entre outras. Embora tenha ganhado grande
visibilidade pública recentemente, a IA resulta de um processo histórico mais longo, cujas bases
conceituais remontam ao século XIX e cuja formalização ocorreu ao longo do século XX.
A inteligência artificial (IA) na educação pode ser compreendida, simultaneamente,
como um campo de estudos e pesquisas (Colonna, 2025) e como um campo de aplicação de
sistemas de IA em contextos educacionais, com finalidades pedagógicas, administrativas ou de
gestão (Holmes et al., 2022). No debate contemporâneo, é frequente que a relação entre IA e
educação seja organizada em dois eixos analíticos: “aprender com IA” (uso de sistemas para
apoiar processos de ensino e aprendizagem) e “aprender sobre IA” (desenvolvimento de
conhecimentos e competências para compreender o funcionamento e os limites dos sistemas).
Essas dimensões são importantes porque evidenciam que a IA não se reduz a
ferramentas digitais aplicadas em sala de aula, mas envolve também disputas curriculares,
epistemológicas, regulatórias e políticas, relacionadas seja às formas de produzir
conhecimento, seja às formas de organizar práticas educativas e avaliar aprendizagens (Vicari
et al., 2023; Menezes et al., 2024). Organizações internacionais e documentos de referência
têm apontado que sistemas de IA — baseados em modelos preditivos, incluindo aqueles com
capacidade generativa — podem operar em diferentes dimensões da política educacional, com
aplicações que incluem apoio à aprendizagem (por exemplo, tutoria e personalização), apoio
ao ensino (preparação de atividades, sugestões de estratégias didáticas, produção de materiais
e feedback) e apoio à gestão (monitoramento de trajetórias escolares, planejamento e
automação de rotinas administrativas) (Centeno et al., 2025; CIEB, 2024a). Embora essas
aplicações já estejam em circulação no cotidiano de escolas e redes de ensino, sua expansão
ocorre em um cenário marcado por assimetrias de infraestrutura, dependência de plataformas
privadas, desafios relacionados à proteção de dados, riscos de viés algorítmico e incertezas
quanto ___ validade pedagógica de determinados usos, especialmente quando estes se
aproximam de funções avaliativas e de tomada de decisão (EUROPEAN COMMISSION; OECD;
CODE.ORG, 2025).
Em contextos educacionais marcados por desigualdades de infraestrutura digital, a
comunidade internacional também tem discutido abordagens voltadas ao desenvolvimento de
soluções moldadas a ambientes com conectividade limitada ou intermitente. Uma dessas
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propõe o desenho de aplicações de IA capazes de operar com poucos recursos tecnológicos,
utilizando dispositivos já disponíveis nas escolas e interfaces que demandem níveis reduzidos
de letramento digital por parte de professores e estudantes (Isotani et al., 2023; Portela et al.,
2024; Uema et al., 2025). Essa abordagem busca ampliar as oportunidades de uso pedagógico
da IA em contextos em que o acesso à internet, a equipamentos e a competências digitais
ainda é restrito, contribuindo para reduzir desigualdades no acesso às inovações educacionais
e favorecer soluções mais inclusivas e adaptadas ___ realidades locais.
(Disponível em: www.gov.br/mec/pt-br/escolas-conectadas/documentos/ia-educacao-basica.pdf — texto adaptado especialmente para esta prova).
I. Substituição da preposição “a” por “de” no trecho “apoio à gestão” (l. 24). II. Substituição da preposição “a” por “para” em “soluções moldadas a ambientes com conectividade limitada” (l. 34). III. Substituição de “já” por “ainda” em “utilizando dispositivos já disponíveis nas escolas” (l. 37).
Quais NÃO causam alterações significativas ao sentido original do trecho?
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computacionais voltado ___ simulação de determinadas operações cognitivas humanas,
constituindo-se historicamente a partir de contribuições de áreas como matemática,
cibernética, física, teorias da informação e comunicação, lógica, ciências da computação,
ciências cognitivas, linguística, neurociência, entre outras. Embora tenha ganhado grande
visibilidade pública recentemente, a IA resulta de um processo histórico mais longo, cujas bases
conceituais remontam ao século XIX e cuja formalização ocorreu ao longo do século XX.
A inteligência artificial (IA) na educação pode ser compreendida, simultaneamente,
como um campo de estudos e pesquisas (Colonna, 2025) e como um campo de aplicação de
sistemas de IA em contextos educacionais, com finalidades pedagógicas, administrativas ou de
gestão (Holmes et al., 2022). No debate contemporâneo, é frequente que a relação entre IA e
educação seja organizada em dois eixos analíticos: “aprender com IA” (uso de sistemas para
apoiar processos de ensino e aprendizagem) e “aprender sobre IA” (desenvolvimento de
conhecimentos e competências para compreender o funcionamento e os limites dos sistemas).
Essas dimensões são importantes porque evidenciam que a IA não se reduz a
ferramentas digitais aplicadas em sala de aula, mas envolve também disputas curriculares,
epistemológicas, regulatórias e políticas, relacionadas seja às formas de produzir
conhecimento, seja às formas de organizar práticas educativas e avaliar aprendizagens (Vicari
et al., 2023; Menezes et al., 2024). Organizações internacionais e documentos de referência
têm apontado que sistemas de IA — baseados em modelos preditivos, incluindo aqueles com
capacidade generativa — podem operar em diferentes dimensões da política educacional, com
aplicações que incluem apoio à aprendizagem (por exemplo, tutoria e personalização), apoio
ao ensino (preparação de atividades, sugestões de estratégias didáticas, produção de materiais
e feedback) e apoio à gestão (monitoramento de trajetórias escolares, planejamento e
automação de rotinas administrativas) (Centeno et al., 2025; CIEB, 2024a). Embora essas
aplicações já estejam em circulação no cotidiano de escolas e redes de ensino, sua expansão
ocorre em um cenário marcado por assimetrias de infraestrutura, dependência de plataformas
privadas, desafios relacionados à proteção de dados, riscos de viés algorítmico e incertezas
quanto ___ validade pedagógica de determinados usos, especialmente quando estes se
aproximam de funções avaliativas e de tomada de decisão (EUROPEAN COMMISSION; OECD;
CODE.ORG, 2025).
Em contextos educacionais marcados por desigualdades de infraestrutura digital, a
comunidade internacional também tem discutido abordagens voltadas ao desenvolvimento de
soluções moldadas a ambientes com conectividade limitada ou intermitente. Uma dessas
perspectivas é conhecida como IA Desplugada na Educação (do inglês, AIED Unplugged), que
propõe o desenho de aplicações de IA capazes de operar com poucos recursos tecnológicos,
utilizando dispositivos já disponíveis nas escolas e interfaces que demandem níveis reduzidos
de letramento digital por parte de professores e estudantes (Isotani et al., 2023; Portela et al.,
2024; Uema et al., 2025). Essa abordagem busca ampliar as oportunidades de uso pedagógico
da IA em contextos em que o acesso à internet, a equipamentos e a competências digitais
ainda é restrito, contribuindo para reduzir desigualdades no acesso às inovações educacionais
e favorecer soluções mais inclusivas e adaptadas ___ realidades locais.
(Disponível em: www.gov.br/mec/pt-br/escolas-conectadas/documentos/ia-educacao-basica.pdf — texto adaptado especialmente para esta prova).
“ambientes com conectividade limitada ou intermitente”.
( ) Trata-se de um adjetivo que não apresenta flexão de gênero. ( ) Um sinônimo possível é “irregular”. ( ) Contém um dígrafo consonantal.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
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A inteligência artificial (IA) pode ser definida como um conjunto de sistemas e modelos
computacionais voltado ___ simulação de determinadas operações cognitivas humanas,
constituindo-se historicamente a partir de contribuições de áreas como matemática,
cibernética, física, teorias da informação e comunicação, lógica, ciências da computação,
ciências cognitivas, linguística, neurociência, entre outras. Embora tenha ganhado grande
visibilidade pública recentemente, a IA resulta de um processo histórico mais longo, cujas bases
conceituais remontam ao século XIX e cuja formalização ocorreu ao longo do século XX.
A inteligência artificial (IA) na educação pode ser compreendida, simultaneamente,
como um campo de estudos e pesquisas (Colonna, 2025) e como um campo de aplicação de
sistemas de IA em contextos educacionais, com finalidades pedagógicas, administrativas ou de
gestão (Holmes et al., 2022). No debate contemporâneo, é frequente que a relação entre IA e
educação seja organizada em dois eixos analíticos: “aprender com IA” (uso de sistemas para
apoiar processos de ensino e aprendizagem) e “aprender sobre IA” (desenvolvimento de
conhecimentos e competências para compreender o funcionamento e os limites dos sistemas).
Essas dimensões são importantes porque evidenciam que a IA não se reduz a
ferramentas digitais aplicadas em sala de aula, mas envolve também disputas curriculares,
epistemológicas, regulatórias e políticas, relacionadas seja às formas de produzir
conhecimento, seja às formas de organizar práticas educativas e avaliar aprendizagens (Vicari
et al., 2023; Menezes et al., 2024). Organizações internacionais e documentos de referência
têm apontado que sistemas de IA — baseados em modelos preditivos, incluindo aqueles com
capacidade generativa — podem operar em diferentes dimensões da política educacional, com
aplicações que incluem apoio à aprendizagem (por exemplo, tutoria e personalização), apoio
ao ensino (preparação de atividades, sugestões de estratégias didáticas, produção de materiais
e feedback) e apoio à gestão (monitoramento de trajetórias escolares, planejamento e
automação de rotinas administrativas) (Centeno et al., 2025; CIEB, 2024a). Embora essas
aplicações já estejam em circulação no cotidiano de escolas e redes de ensino, sua expansão
ocorre em um cenário marcado por assimetrias de infraestrutura, dependência de plataformas
privadas, desafios relacionados à proteção de dados, riscos de viés algorítmico e incertezas
quanto ___ validade pedagógica de determinados usos, especialmente quando estes se
aproximam de funções avaliativas e de tomada de decisão (EUROPEAN COMMISSION; OECD;
CODE.ORG, 2025).
Em contextos educacionais marcados por desigualdades de infraestrutura digital, a
comunidade internacional também tem discutido abordagens voltadas ao desenvolvimento de
soluções moldadas a ambientes com conectividade limitada ou intermitente. Uma dessas
perspectivas é conhecida como IA Desplugada na Educação (do inglês, AIED Unplugged), que
propõe o desenho de aplicações de IA capazes de operar com poucos recursos tecnológicos,
utilizando dispositivos já disponíveis nas escolas e interfaces que demandem níveis reduzidos
de letramento digital por parte de professores e estudantes (Isotani et al., 2023; Portela et al.,
2024; Uema et al., 2025). Essa abordagem busca ampliar as oportunidades de uso pedagógico
da IA em contextos em que o acesso à internet, a equipamentos e a competências digitais
ainda é restrito, contribuindo para reduzir desigualdades no acesso às inovações educacionais
e favorecer soluções mais inclusivas e adaptadas ___ realidades locais.
(Disponível em: www.gov.br/mec/pt-br/escolas-conectadas/documentos/ia-educacao-basica.pdf — texto adaptado especialmente para esta prova).
“sua expansão ocorre em um cenário marcado por assimetrias de infraestrutura”.
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Por Ministério da Educação (Governo do Brasil)
A inteligência artificial (IA) pode ser definida como um conjunto de sistemas e modelos
computacionais voltado ___ simulação de determinadas operações cognitivas humanas,
constituindo-se historicamente a partir de contribuições de áreas como matemática,
cibernética, física, teorias da informação e comunicação, lógica, ciências da computação,
ciências cognitivas, linguística, neurociência, entre outras. Embora tenha ganhado grande
visibilidade pública recentemente, a IA resulta de um processo histórico mais longo, cujas bases
conceituais remontam ao século XIX e cuja formalização ocorreu ao longo do século XX.
A inteligência artificial (IA) na educação pode ser compreendida, simultaneamente,
como um campo de estudos e pesquisas (Colonna, 2025) e como um campo de aplicação de
sistemas de IA em contextos educacionais, com finalidades pedagógicas, administrativas ou de
gestão (Holmes et al., 2022). No debate contemporâneo, é frequente que a relação entre IA e
educação seja organizada em dois eixos analíticos: “aprender com IA” (uso de sistemas para
apoiar processos de ensino e aprendizagem) e “aprender sobre IA” (desenvolvimento de
conhecimentos e competências para compreender o funcionamento e os limites dos sistemas).
Essas dimensões são importantes porque evidenciam que a IA não se reduz a
ferramentas digitais aplicadas em sala de aula, mas envolve também disputas curriculares,
epistemológicas, regulatórias e políticas, relacionadas seja às formas de produzir
conhecimento, seja às formas de organizar práticas educativas e avaliar aprendizagens (Vicari
et al., 2023; Menezes et al., 2024). Organizações internacionais e documentos de referência
têm apontado que sistemas de IA — baseados em modelos preditivos, incluindo aqueles com
capacidade generativa — podem operar em diferentes dimensões da política educacional, com
aplicações que incluem apoio à aprendizagem (por exemplo, tutoria e personalização), apoio
ao ensino (preparação de atividades, sugestões de estratégias didáticas, produção de materiais
e feedback) e apoio à gestão (monitoramento de trajetórias escolares, planejamento e
automação de rotinas administrativas) (Centeno et al., 2025; CIEB, 2024a). Embora essas
aplicações já estejam em circulação no cotidiano de escolas e redes de ensino, sua expansão
ocorre em um cenário marcado por assimetrias de infraestrutura, dependência de plataformas
privadas, desafios relacionados à proteção de dados, riscos de viés algorítmico e incertezas
quanto ___ validade pedagógica de determinados usos, especialmente quando estes se
aproximam de funções avaliativas e de tomada de decisão (EUROPEAN COMMISSION; OECD;
CODE.ORG, 2025).
Em contextos educacionais marcados por desigualdades de infraestrutura digital, a
comunidade internacional também tem discutido abordagens voltadas ao desenvolvimento de
soluções moldadas a ambientes com conectividade limitada ou intermitente. Uma dessas
perspectivas é conhecida como IA Desplugada na Educação (do inglês, AIED Unplugged), que
propõe o desenho de aplicações de IA capazes de operar com poucos recursos tecnológicos,
utilizando dispositivos já disponíveis nas escolas e interfaces que demandem níveis reduzidos
de letramento digital por parte de professores e estudantes (Isotani et al., 2023; Portela et al.,
2024; Uema et al., 2025). Essa abordagem busca ampliar as oportunidades de uso pedagógico
da IA em contextos em que o acesso à internet, a equipamentos e a competências digitais
ainda é restrito, contribuindo para reduzir desigualdades no acesso às inovações educacionais
e favorecer soluções mais inclusivas e adaptadas ___ realidades locais.
(Disponível em: www.gov.br/mec/pt-br/escolas-conectadas/documentos/ia-educacao-basica.pdf — texto adaptado especialmente para esta prova).
“A inteligência artificial (IA) pode ser definida como um conjunto de sistemas e modelos computacionais voltado ___ simulação de determinadas operações cognitivas”. “riscos de viés algorítmico e incertezas quanto ___ validade pedagógica de determinados usos”. “contribuindo para reduzir desigualdades no acesso às inovações educacionais e favorecer soluções mais inclusivas e adaptadas ___ realidades locais”.
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O que é IA e como ela é utilizada na escola?
Por Ministério da Educação (Governo do Brasil)
A inteligência artificial (IA) pode ser definida como um conjunto de sistemas e modelos
computacionais voltado ___ simulação de determinadas operações cognitivas humanas,
constituindo-se historicamente a partir de contribuições de áreas como matemática,
cibernética, física, teorias da informação e comunicação, lógica, ciências da computação,
ciências cognitivas, linguística, neurociência, entre outras. Embora tenha ganhado grande
visibilidade pública recentemente, a IA resulta de um processo histórico mais longo, cujas bases
conceituais remontam ao século XIX e cuja formalização ocorreu ao longo do século XX.
A inteligência artificial (IA) na educação pode ser compreendida, simultaneamente,
como um campo de estudos e pesquisas (Colonna, 2025) e como um campo de aplicação de
sistemas de IA em contextos educacionais, com finalidades pedagógicas, administrativas ou de
gestão (Holmes et al., 2022). No debate contemporâneo, é frequente que a relação entre IA e
educação seja organizada em dois eixos analíticos: “aprender com IA” (uso de sistemas para
apoiar processos de ensino e aprendizagem) e “aprender sobre IA” (desenvolvimento de
conhecimentos e competências para compreender o funcionamento e os limites dos sistemas).
Essas dimensões são importantes porque evidenciam que a IA não se reduz a
ferramentas digitais aplicadas em sala de aula, mas envolve também disputas curriculares,
epistemológicas, regulatórias e políticas, relacionadas seja às formas de produzir
conhecimento, seja às formas de organizar práticas educativas e avaliar aprendizagens (Vicari
et al., 2023; Menezes et al., 2024). Organizações internacionais e documentos de referência
têm apontado que sistemas de IA — baseados em modelos preditivos, incluindo aqueles com
capacidade generativa — podem operar em diferentes dimensões da política educacional, com
aplicações que incluem apoio à aprendizagem (por exemplo, tutoria e personalização), apoio
ao ensino (preparação de atividades, sugestões de estratégias didáticas, produção de materiais
e feedback) e apoio à gestão (monitoramento de trajetórias escolares, planejamento e
automação de rotinas administrativas) (Centeno et al., 2025; CIEB, 2024a). Embora essas
aplicações já estejam em circulação no cotidiano de escolas e redes de ensino, sua expansão
ocorre em um cenário marcado por assimetrias de infraestrutura, dependência de plataformas
privadas, desafios relacionados à proteção de dados, riscos de viés algorítmico e incertezas
quanto ___ validade pedagógica de determinados usos, especialmente quando estes se
aproximam de funções avaliativas e de tomada de decisão (EUROPEAN COMMISSION; OECD;
CODE.ORG, 2025).
Em contextos educacionais marcados por desigualdades de infraestrutura digital, a
comunidade internacional também tem discutido abordagens voltadas ao desenvolvimento de
soluções moldadas a ambientes com conectividade limitada ou intermitente. Uma dessas
perspectivas é conhecida como IA Desplugada na Educação (do inglês, AIED Unplugged), que
propõe o desenho de aplicações de IA capazes de operar com poucos recursos tecnológicos,
utilizando dispositivos já disponíveis nas escolas e interfaces que demandem níveis reduzidos
de letramento digital por parte de professores e estudantes (Isotani et al., 2023; Portela et al.,
2024; Uema et al., 2025). Essa abordagem busca ampliar as oportunidades de uso pedagógico
da IA em contextos em que o acesso à internet, a equipamentos e a competências digitais
ainda é restrito, contribuindo para reduzir desigualdades no acesso às inovações educacionais
e favorecer soluções mais inclusivas e adaptadas ___ realidades locais.
(Disponível em: www.gov.br/mec/pt-br/escolas-conectadas/documentos/ia-educacao-basica.pdf — texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas a seguir:
I. Pensar a IA na educação tem como propósito viabilizar seus usos didáticos em sala de aula nas escolas, sendo esse o objetivo primordial das pesquisas e dos estudos nesse campo do conhecimento.
II. A possibilidade de vazamento de informações pessoais e de geração de dados tendenciosos pelas plataformas de IA são alguns dos problemas que marcam o cenário de expansão dessa tecnologia.
III. Quando se fala nas possibilidades de geração de conhecimento a partir do uso da IA, não se está transitando em um terreno pacificado, seja no campo legal, seja em relação às abordagens teóricas no que tange ao tema.
Quais estão corretas?
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O que é IA e como ela é utilizada na escola?
Por Ministério da Educação (Governo do Brasil)
A inteligência artificial (IA) pode ser definida como um conjunto de sistemas e modelos
computacionais voltado ___ simulação de determinadas operações cognitivas humanas,
constituindo-se historicamente a partir de contribuições de áreas como matemática,
cibernética, física, teorias da informação e comunicação, lógica, ciências da computação,
ciências cognitivas, linguística, neurociência, entre outras. Embora tenha ganhado grande
visibilidade pública recentemente, a IA resulta de um processo histórico mais longo, cujas bases
conceituais remontam ao século XIX e cuja formalização ocorreu ao longo do século XX.
A inteligência artificial (IA) na educação pode ser compreendida, simultaneamente,
como um campo de estudos e pesquisas (Colonna, 2025) e como um campo de aplicação de
sistemas de IA em contextos educacionais, com finalidades pedagógicas, administrativas ou de
gestão (Holmes et al., 2022). No debate contemporâneo, é frequente que a relação entre IA e
educação seja organizada em dois eixos analíticos: “aprender com IA” (uso de sistemas para
apoiar processos de ensino e aprendizagem) e “aprender sobre IA” (desenvolvimento de
conhecimentos e competências para compreender o funcionamento e os limites dos sistemas).
Essas dimensões são importantes porque evidenciam que a IA não se reduz a
ferramentas digitais aplicadas em sala de aula, mas envolve também disputas curriculares,
epistemológicas, regulatórias e políticas, relacionadas seja às formas de produzir
conhecimento, seja às formas de organizar práticas educativas e avaliar aprendizagens (Vicari
et al., 2023; Menezes et al., 2024). Organizações internacionais e documentos de referência
têm apontado que sistemas de IA — baseados em modelos preditivos, incluindo aqueles com
capacidade generativa — podem operar em diferentes dimensões da política educacional, com
aplicações que incluem apoio à aprendizagem (por exemplo, tutoria e personalização), apoio
ao ensino (preparação de atividades, sugestões de estratégias didáticas, produção de materiais
e feedback) e apoio à gestão (monitoramento de trajetórias escolares, planejamento e
automação de rotinas administrativas) (Centeno et al., 2025; CIEB, 2024a). Embora essas
aplicações já estejam em circulação no cotidiano de escolas e redes de ensino, sua expansão
ocorre em um cenário marcado por assimetrias de infraestrutura, dependência de plataformas
privadas, desafios relacionados à proteção de dados, riscos de viés algorítmico e incertezas
quanto ___ validade pedagógica de determinados usos, especialmente quando estes se
aproximam de funções avaliativas e de tomada de decisão (EUROPEAN COMMISSION; OECD;
CODE.ORG, 2025).
Em contextos educacionais marcados por desigualdades de infraestrutura digital, a
comunidade internacional também tem discutido abordagens voltadas ao desenvolvimento de
soluções moldadas a ambientes com conectividade limitada ou intermitente. Uma dessas
perspectivas é conhecida como IA Desplugada na Educação (do inglês, AIED Unplugged), que
propõe o desenho de aplicações de IA capazes de operar com poucos recursos tecnológicos,
utilizando dispositivos já disponíveis nas escolas e interfaces que demandem níveis reduzidos
de letramento digital por parte de professores e estudantes (Isotani et al., 2023; Portela et al.,
2024; Uema et al., 2025). Essa abordagem busca ampliar as oportunidades de uso pedagógico
da IA em contextos em que o acesso à internet, a equipamentos e a competências digitais
ainda é restrito, contribuindo para reduzir desigualdades no acesso às inovações educacionais
e favorecer soluções mais inclusivas e adaptadas ___ realidades locais.
(Disponível em: www.gov.br/mec/pt-br/escolas-conectadas/documentos/ia-educacao-basica.pdf — texto adaptado especialmente para esta prova).
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