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A análise estilística reconhece que determinadas construções linguísticas produzem efeitos expressivos ao deslocar sentidos, intensificar ideias ou estabelecer associações implícitas. Tais recursos não configuram meros desvios arbitrários, mas estratégias discursivas que ampliam o potencial significativo do enunciado em contextos específicos (CUNHA; CINTRA, 2021).
Considerando a classificação das figuras de linguagem e seus efeitos de sentido, assinale a alternativa CORRETA.
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As formas de inserção da fala de personagens no texto narrativo interferem na organização da enunciação e na construção do ponto de vista. A tradição gramatical reconhece modalidades distintas de representação do discurso, cuja escolha produz efeitos específicos na relação entre narrador e personagem (CUNHA; CINTRA, 2021).
Considerando as modalidades de discurso, assinale a alternativa CORRETA.
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Os estudos pragmáticos investigam como sentidos são construídos nas interações, considerando contexto, intenções e inferências compartilhadas entre interlocutores. A interpretação de um enunciado ultrapassa o significado literal das palavras e envolve efeitos produzidos pela situação comunicativa (KOCH, 2015).
Considerando a perspectiva pragmática e os efeitos de sentido no texto, assinale a alternativa CORRETA.
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A reflexão sociolinguística evidencia que diferentes formas de uso coexistem em uma mesma comunidade, sendo condicionadas por fatores sociais, históricos e situacionais. A norma-padrão corresponde a variedade institucionalizada, associada a contextos formais e práticas escolares específicas (BORTONI-RICARDO, 2004).
Considerando a relação entre variação linguística e norma-padrão, assinale a alternativa CORRETA.
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Os estudos sobre textualidade reconhecem que os usos da linguagem se organizam em formas relativamente estáveis, vinculadas a práticas sociais específicas. Essas formas apresentam características estruturais recorrentes e cumprem finalidades comunicativas historicamente situadas nas interações humanas (BAKHTIN, 2011).
Considerando os conceitos de gêneros textuais, estrutura, função social e tipologia, assinale a alternativa CORRETA.
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A reflexão linguística distingue dimensões do fenômeno comunicativo, considerando tanto o sistema compartilhado socialmente quanto suas realizações concretas. Essa distinção fundamenta a compreensão das variações que atravessam os usos da linguagem nas práticas sociais (SAUSSURE, 2012).
Considerando os conceitos de linguagem, língua e fala, bem como a noção de variação linguística, assinale a alternativa CORRETA.
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A ortografia oficial da língua portuguesa organiza-se por princípios convencionais que procuram conciliar tradição, sistematização gráfica e critérios fonológicos compartilhados entre países lusófonos. Alterações normativas visam ajustar a escrita sem modificar o funcionamento estrutural da língua (BRASIL, 2009).
Considerando as disposições do Acordo Ortográfico em vigor, assinale a alternativa CORRETA.
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A análise da textualidade contemporânea considera que a produção e a interpretação de textos envolvem fatores cognitivos, sociais e interacionais, ultrapassando a simples organização formal das estruturas linguísticas. Esses critérios articulam-se às condições de uso e às expectativas construídas entre produtores e leitores no processo comunicativo (KOCH; ELIAS, 2012).
Considerando os elementos da textualidade — intencionalidade, aceitabilidade, informatividade, situacionalidade e intertextualidade — assinale a alternativa CORRETA.
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A produção escrita envolve operações cognitivas e linguísticas que ultrapassam a mera combinação de frases gramaticalmente corretas. Estudos sobre textualidade destacam que a construção de sentido depende de fatores macroestruturais e microestruturais, relacionados tanto à organização global quanto às relações internas entre segmentos do texto (KOCH; ELIAS, 2012).
Considerando os princípios de planejamento, coesão, coerência e reescrita, assinale a alternativa CORRETA.
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O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 21 a 31.
Mulheres são mais empáticas que os homens? O que diz a ciência
Durante séculos, grandes realizações femininas foram vistas como exceções àquilo que se supunha ser a natureza das mulheres, como se liderança e exercício do poder pertencessem essencialmente ao universo masculino. Embora transformações sociais tenham ocorrido, persistem estereótipos que associam a empatia à feminilidade e a dominância ou assertividade ao masculino. Assim, comportamentos semelhantes continuam a receber avaliações distintas conforme o gênero de quem os manifesta.
A empatia é compreendida como a capacidade de perceber pensamentos e sentimentos alheios e de responder a eles de modo adequado. Pode assumir dimensão cognitiva, relacionada ao reconhecimento das emoções e à adoção da perspectiva do outro, e dimensão afetiva, que envolve reação emocional diante das experiências de alguém. Pesquisas mostram que, em média, mulheres tendem a obter pontuações mais altas em instrumentos que buscam mensurar essa habilidade, o que levou parte da comunidade científica a investigar possíveis fundamentos biológicos para tal diferença.
Alguns estudos sugerem que a exposição a hormônios durante a gestação influenciaria o desenvolvimento de determinadas competências. Níveis mais elevados de certos hormônios no período pré-natal foram associados a melhor desempenho em tarefas de identificação de padrões e, de forma inversa, a resultados mais baixos em testes de empatia. Ainda assim, admite-se que habilidades como empatia e sistematização resultam de interação complexa entre fatores biológicos e sociais, não podendo ser explicadas por um único elemento.
Outros pesquisadores contestam interpretações deterministas. Levantamentos realizados em diversos países indicam que as diferenças médias entre homens e mulheres são relativamente pequenas e variam conforme o contexto cultural. Além disso, a variação interna de cada grupo costuma ser maior do que a diferença entre eles. Análises com bebês não identificaram distinções significativas quanto à atenção às expressões faciais ou à sensibilidade ao choro alheio, o que enfraquece a ideia de predisposição inata diferenciada por sexo.
Estudos genéticos de grande escala apontam que fatores hereditários explicam apenas parte reduzida da variação empática entre indivíduos e não apresentam vínculo direto com o sexo. Esses achados reforçam a importância do ambiente e das experiências sociais no desenvolvimento dessa capacidade.
Desde a infância, meninas frequentemente são incentivadas a valorizar emoções e a priorizar necessidades alheias, enquanto meninos tendem a ser orientados para atividades técnicas ou instrumentais. A repetição dessas expectativas ao longo do tempo contribui para moldar comportamentos. Pesquisas também indicam que o exercício do poder pode diminuir a sensibilidade empática, aspecto relevante em contextos marcados por desigualdades históricas de autoridade.
A empatia, contudo, mostra-se uma habilidade passível de desenvolvimento. Estudos neurológicos demonstram que homens e mulheres apresentam respostas cerebrais semelhantes diante de estímulos emocionais, embora diferenças apareçam quando avaliam a si próprios por meio de questionários. Quando informados de que homens também podem ser sensíveis e cuidadosos, seus resultados tendem a se aproximar dos das mulheres. Incentivos externos igualmente aumentam o desempenho empático em ambos os grupos, o que indica influência das expectativas sociais e da motivação.
Experimentos revelam que diferenças desaparecem conforme as condições de estímulo. Em determinadas tarefas de inferência emocional, mulheres apresentam maior precisão sobretudo quando são estimuladas a refletir previamente sobre seus próprios sentimentos; na ausência desse estímulo, a discrepância não se mantém. Esses dados sugerem que avaliações baseadas em autorrelato estão sujeitas a vieses sociais.
Observa-se, entretanto, mudança gradual na valorização das habilidades emocionais. A ampliação da participação masculina em responsabilidades de cuidado e a revisão de modelos tradicionais de masculinidade indicam transformações em curso. O conjunto das evidências sugere que a empatia não constitui atributo rigidamente determinado pelo sexo, mas capacidade desenvolvida ao longo da vida, influenciada por fatores biológicos, sociais e culturais, bem como pelas expectativas presentes e cada contexto.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5yqxp9v87go.adaptado.
Embora transformações sociais tenham ocorrido, persistem estereótipos que associam a empatia à feminilidade e a dominância ou assertividade ao masculino.
Quanto ao emprego do acento indicativo de crase no trecho, assinale a alternativa CORRETA.
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