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O saneamento básico ambiental deveria ocorrer, praticamente, em todas as residências no Brasil, diminuindo a propagação de algumas doenças. Mas, isso não é a realidade exercida por alguns gestores públicos. Nesse caso, existe, na maioria das vezes, a insensibilidade à saúde do povo. Lixões entulhados são abrigos propícios para os ratos, um dos transmissores da leptospirose, uma zoonose de elevada incidência no país, com mais de 10.000 casos notificados por ano e letalidade média de 10,8%. Ela atinge, em sua maioria, pessoas na faixa etária produtiva, dos 20 aos 49 anos. O contato com as mucosas e ferimentos na pele facilitam a contaminação pela urina do rato com a Leptospira interrogans, um tipo de
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Terra, planeta único
Marcelo Gleiser
Hoje, escrevo sobre nossa casa cósmica. Vivendo em cidades, na correria do dia a dia, a gente pouco se dá conta do que ocorre ao nível planetário, ou de como nosso planeta é especial. Mas a terra é única, e devemos nossa existência a ela.
Primeiro, temos uma cumplicidade com o Sol, nossa estrela-mãe. A energia que vem de lá, e que vem chegando aqui por quase cinco bilhões de ano, é fundamental para a vida. A Terra fica no que chamamos de zona de habitabilidade, a faixa de distância duma estrela onde a água, se houver, tem chance de ser líquida. A premissa, aqui, é que, sem água, a vida é impossível. Mas vemos Vênus e Marte, nossos planetas vizinhos também na zona de habitabilidade do Sol, e a história lá é bem diferente. Como no futebol, estar bem posicionado não é suficiente para marcar um gol. O que, num jogador, chamamos de talento, num planeta chamamos de prioridades adequadas.
Vênus é um verdadeiro inferno, tão quente que as rochas, lá, são incandescentes. Além do mais, sua atmosfera ultradensa é rica em muitos compostos de enxofre, incluindo o que dá o fedor dos ovos podres. Marte, o oposto, é um deserto gelado, com cânions de rios e outras estruturas geológicas que mostram que seu passado foi diferente. Acreditamos que, na sua infância, o Planeta Vermelho tinha água em abundância e até, quem sabe, algum tipo de vida rudimentar. Mas sua atmosfera foi desaparecendo aos poucos, vítima da gravidade mais fraca e dos ventos solares, radiação que sai do Sol e se espalha pelo Sistema Solar.
A Terra tem uma idade aproximada de 4,53 bilhões de anos. Nos primeiros 600 milhões de anos, a situação foi bem dramática, com bombardeios constantes vindos dos céus, asteroides e cometas que "sobraram" durante a formação dos planetas e suas luas. Esses visitantes trouxeram uma gama de compostos químicos e muita água, ingredientes da sopa que, em torno de 3,5 bilhões de anos atrás ou mesmo antes disso, daria origem às primeiras formas vivas.
Essas criaturas, muito simples, eram seres unicelulares do tipo procariotas. Vemos fósseis deles em algumas rochas bem antigas, como as descobertas na costa oeste da Austrália, na Baía do Tubarão. Durante um bilhão de anos, pouco aconteceu. Mas a Terra foi se resfriando, os oceanos já bem formados, e regiões com terra firme foram cobrindo pequenas partes da superfície.
Foi então que, em torno de 2,4 bilhões de anos atrás, esses seres unicelulares passaram por uma mutação fundamental: descobriram a fotossíntese, a capacidade de transformar a energia solar em energia metabólica, consumindo gás carbônico e produzindo oxigênio. Aos poucos, essas criaturas foram mudando a composição da atmosfera, que foi ficando cada vez mais rica em oxigênio.
Devemos, em grande parte, nossa existência a essas bactérias e a essa mutação. Mas formas de vida só podem se transformar quando o planeta em que existem oferece condições para tal. Apesar das grandes transformações no decorrer de sua existência, a Terra permaneceu relativamente estável nos últimos dois bilhões de anos, permitindo que as formas de vida primitivas pudessem passar por suas mutações.
Os cataclismos que ocorreram – enormes erupções vulcânicas, emissão de metano, bombardeios de asteroides e cometas – mudaram as condições planetárias e, portanto, renegociaram as formas de vida que podiam existir aqui. Mas nunca a ponto de eliminar a vida por completo. (Se bem que a grande extinção do Permiano-Triássico chegou perto, eliminando cerca de 95% das formas de vida na Terra.)
Comparada aos outros mundos que conhecemos, a Terra se distingue por ser um oásis para a vida. Sua atmosfera protege a superfície dos raios ultravioleta letais que vêm do Sol. O campo magnético – resultado da circulação de ferro e níquel líquidos no centro do planeta – funciona também como um escudo contra radiação nociva que vem do espaço, principalmente partículas oriundas do Sol. (...)
Portanto, viva a Terra! Não estamos aqui por acaso. Somos produto disso tudo, das inúmeras mutações que transformaram bactérias em pessoas, dos acidentes cataclísmicos que redefiniram as condições planetárias, das inúmeras mudanças que ocorreram no decorrer de bilhões de anos de história.
Saber disso não nos diminui; pelo contrário, nos remete ao topo dessa cadeia de vida, nós que somos as criaturas capazes de reconstruir nosso passado com tanto detalhe e, a mesmo tempo, nos questionar sobre o futuro. Por outro lado, devemos lembrar que estar no topo não significa desprezar o que está por baixo. Do poder vem a responsabilidade, no caso, de guardar a vida e o planeta, entendendo que somos parte dessa dinâmica planetária, na verdade, completamente dependentes dela. Somos poderosos no nosso conhecimento, mas frágeis quando comparamos forças com a natureza. Tratar a Terra e suas formas de vida com humildade e respeito é a única opção que temos, se queremos continuar por aqui, por outros tantos milhares de anos.
Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/marcelogleiser/2017/11/
1932441 -terra-planeta-unico.shtml?loggedpaywall. Acesso em: 11 maio 2018. Adaptado.
No trecho: “Vênus é um verdadeiro inferno, tão quente que as rochas, lá, são incandescentes.” (3º parágrafo), observa-se uma relação sintático-semântica de
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Considerando a realização da citologia oncótica para prevenção do câncer de colo de útero, em mulheres nas situações especiais descritas abaixo, assinale a alternativa CORRETA.
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A aferição dos Sinais Vitais (SSVV) deve ser realizada em “todos os pacientes em atendimento por equipes do SAMU, logo após a avaliação primária e sempre que necessário para a avaliação e monitoramento do resultado das intervenções realizadas e da evolução do quadro clínico” (BRASIL, 2016).
Sobre a avaliação dos SSVV, assinale a alternativa CORRETA.
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Sobre a epidemiologia das doenças periodontais, NÃO é correto afirmar que
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1536935
Ano: 2018
Disciplina: Terapia Ocupacional
Banca: UPENET/IAUPE
Orgão: Pref. Paulista-PE
Disciplina: Terapia Ocupacional
Banca: UPENET/IAUPE
Orgão: Pref. Paulista-PE
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Na análise de atividades, o Terapeuta Ocupacional deverá ser capaz de
I. Listar necessidades e/ou dificuldades de ordem física e/ou motora, psicológica e ambiental para executar determinada atividade, incluindo precauções e contraindicações.
II. Propor objetivos a serem alcançados ou itens a serem avaliados durante a execução da atividade.
III. Compreender que o processo de análise de atividades pode ser realizado por meio de uma observação rigorosa, de conceitos de anatomia, fisiologia, teoria de aprendizagem e das interações humanas.
Está(ão) CORRETO(S) o(s) item(ns)
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A ventilação mecânica consiste em um método de suporte para o tratamento de pacientes com insuficiência respiratória aguda ou crônica agudizada. Para ajustar o paciente a essa alternativa terapêutica, é necessária a regulagem inicial dos parâmetros ventilatórios de maneira adequada.
Sobre os ajustes iniciais da ventilação mecânica invasiva, assinale a alternativa INCORRETA.
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Qual das alterativas abaixo NÃO corresponde a alimentos fontes de zinco?
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A Insuficiência Respiratória Aguda (IRA) é uma das causas clínicas comuns no acionamento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Isso exige do técnico de enfermagem socorrista a qualificação necessária para, precocemente, identificar e intervir nas situações de IRA, durante o atendimento pré-hospitalar.
Sobre o tema, analise as afirmativas abaixo e coloque V nas Verdadeiras F nas Falsas.
( ) São considerados casos suspeitos de IRA os pacientes com quadro de dificuldade respiratória ou alteração de ritmo e/ou frequência ventilatória de início súbito e de gravidade variável.
( ) São considerados sinais e sintomas de IRA grave: alteração do nível de consciência (agitação, confusão, sonolência, inconsciência); cianose; uso de musculatura acessória, retrações subcostais e/ou de fúrcula; dificuldade na fala (frases curtas e monossilábicas) e hipoxemia (SatO2 < 90%).
( ) Diante de um caso de IRA, o técnico de enfermagem socorrista deverá realizar avaliação primária com ênfase para o nível de consciência; manter o decúbito elevado e considerar possibilidade de obstrução de vias aéreas por corpo estranho (OVACE).
( ) O técnico de enfermagem socorrista deverá ofertar oxigênio (O2) suplementar por máscara não reinalante (10 a 15 L/min), se o paciente apresentar saturação de oxigênio (SatO2) < 94%.
Assinale a alternativa que indica a sequência CORRETA.
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“É um distúrbio da fluência, caracterizada por interrupções no fluxo da fala do indivíduo, impossibilitando, em alguns momentos, a produção da fala contínua, suave e sem esforço. Essa desordem apresenta maior prevalência durante a infância”
(Oliveira qt al, 2010).
Essa citação acima refere-se ao seguinte distúrbio de linguagem:
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