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Texto I
O cerco a Google e Facebook
Por Helio Gurovitz - 01/07/2020 07h35
Diretor de redação da revista Época por 9 anos.
- A pandemia do novo coronavírus contribuiu para deixar ainda mais evidente o papel nefasto da desinformação na
- sociedade contemporânea. Além da tragédia provocada pelas mortes, o mundo paga um preço altíssimo por aquilo que, logo no
- início, a Organização Mundial da Saúde (OMS) qualificou como uma “infodemia”.
- As redes sociais são há muito tempo o palco preferido de charlatães, teóricos da conspiração e políticos inescrupulosos.
- A Covid-19 só tornou isso mais evidente. Da cloroquina ao “isolamento vertical”, o negacionismo dos fatos e da ciência tem
- custado milhares de vidas. Não é a primeira vez. Basta lembrar o genocídio da minoria Rohingya em Mianmar, que começou com
- uma campanha no Facebook.
- Desde o início da década, ficou claro que o sonho de liberdade trazido pela internet se transformara em pesadelo.
- Facebook, WhatsApp, Instagram, YouTube, Twitter e quejandos se tornaram veículos para campanhas de desinformação que
- não apenas tornaram a politica refém do discurso de grupos extremistas, mas deram impulso ao preconceito, ao racismo e ao
- discurso de ódio. (...)
- Há, porém, vários sinais de que as sociedades democráticas não estão mais dispostas a tolerar o atual statu quo,
- representado pela atitude arrogante de Mark Zuckerberg — uma mistura de indiferença, oportunismo e irresponsabilidade. Um
- deles foi dado ontem pelo Senado, ao aprovar, por 44 votos a 32, o Projeto de Lei 2.630/2020, de combate a notícias falsas. (...)
- Não só o Brasil tem apertado o cerco contra Facebook e Google. Na Alemanha, desde 2017, são obrigados a retirar
- discurso de ódio do ar em questão de horas, sob pena de multas de até € 50 milhões. A França aprovou em maio uma lei em
- tons semelhantes, depois alterada pelo Conselho Constitucional, sob o argumento de que as redes sociais seriam incentivadas
- a retirar qualquer conteúdo do ar preventivamente — e de que isso ameaçava a liberdade de expressão. A decisão final, como no
- texto aprovado aqui, continuará cabendo à Justiça.
- A maior pressão contra as plataformas da internet tem vindo não apenas das autoridades, mas do mercado. E não só
- na Europa ou no Brasil, mas lá mesmo nos Estados Unidos — terra onde a liberdade de expressão é um valor constitucional
- sacrossanto, e empresas do Vale do Silício são endeusadas como ícones do empreendedorismo.
- Desde 2016, o Facebook tem sido acusado, pela direita, de restringir publicações conservadoras e, pela esquerda, de
- ser responsável pela desinformação que elegeu Donald Trump. A ameaça de regulação mais dura fez Zuckerberg, em contraste
- com a inclinação natural do Vale do Silício, se aproximar de Trump, com quem esteve duas vezes no ano passado (a última, em
- jantar reservado na Casa Branca).
- Os ventos da política têm soprado contra Zuckerberg. O favoritismo de Joe Biden nas eleições de novembro é único na
- história americana. O racismo se tornou um tema central na campanha depois do assassinato de George Floyd em Minneapolis.
- Facebook e YouTube se tornaram alvos imediatos, por funcionarem como veículos de propagação do discurso de ódio. (...)
- A “infodemia” deixou ainda mais claro para todos o preço da irresponsabilidade de Google e Facebook. A liberdade de
- expressão, que ambos dizem defender, sempre deve ser protegida como valor fundamental. Mas é preciso não cair na falácia
- de que tal liberdade implica o direito a uma plataforma de alcance global para propagar diante de uma audiência de milhões,
- não raro sob a proteção do anonimato, o racismo, o ódio, a mentira e a morte.
Disponível em https://g1.globo.com/mundo/blog/helio-gurovitz/post/2020/07/01/o-cerco-a-google-e-facebook.ghtml. Acesso em 01/07/2020
Na oração “Basta lembrar o genocídio da minoria Rohingya em Mianmar, que começou com uma campanha no Facebook” (linhas 6 e 7 do Texto I), a vírgula foi empregada corretamente, pois está
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Texto I
O cerco a Google e Facebook
Por Helio Gurovitz - 01/07/2020 07h35
Diretor de redação da revista Época por 9 anos.
- A pandemia do novo coronavírus contribuiu para deixar ainda mais evidente o papel nefasto da desinformação na
- sociedade contemporânea. Além da tragédia provocada pelas mortes, o mundo paga um preço altíssimo por aquilo que, logo no
- início, a Organização Mundial da Saúde (OMS) qualificou como uma “infodemia”.
- As redes sociais são há muito tempo o palco preferido de charlatães, teóricos da conspiração e políticos inescrupulosos.
- A Covid-19 só tornou isso mais evidente. Da cloroquina ao “isolamento vertical”, o negacionismo dos fatos e da ciência tem
- custado milhares de vidas. Não é a primeira vez. Basta lembrar o genocídio da minoria Rohingya em Mianmar, que começou com
- uma campanha no Facebook.
- Desde o início da década, ficou claro que o sonho de liberdade trazido pela internet se transformara em pesadelo.
- Facebook, WhatsApp, Instagram, YouTube, Twitter e quejandos se tornaram veículos para campanhas de desinformação que
- não apenas tornaram a politica refém do discurso de grupos extremistas, mas deram impulso ao preconceito, ao racismo e ao
- discurso de ódio. (...)
- Há, porém, vários sinais de que as sociedades democráticas não estão mais dispostas a tolerar o atual statu quo,
- representado pela atitude arrogante de Mark Zuckerberg — uma mistura de indiferença, oportunismo e irresponsabilidade. Um
- deles foi dado ontem pelo Senado, ao aprovar, por 44 votos a 32, o Projeto de Lei 2.630/2020, de combate a notícias falsas. (...)
- Não só o Brasil tem apertado o cerco contra Facebook e Google. Na Alemanha, desde 2017, são obrigados a retirar
- discurso de ódio do ar em questão de horas, sob pena de multas de até € 50 milhões. A França aprovou em maio uma lei em
- tons semelhantes, depois alterada pelo Conselho Constitucional, sob o argumento de que as redes sociais seriam incentivadas
- a retirar qualquer conteúdo do ar preventivamente — e de que isso ameaçava a liberdade de expressão. A decisão final, como no
- texto aprovado aqui, continuará cabendo à Justiça.
- A maior pressão contra as plataformas da internet tem vindo não apenas das autoridades, mas do mercado. E não só
- na Europa ou no Brasil, mas lá mesmo nos Estados Unidos — terra onde a liberdade de expressão é um valor constitucional
- sacrossanto, e empresas do Vale do Silício são endeusadas como ícones do empreendedorismo.
- Desde 2016, o Facebook tem sido acusado, pela direita, de restringir publicações conservadoras e, pela esquerda, de
- ser responsável pela desinformação que elegeu Donald Trump. A ameaça de regulação mais dura fez Zuckerberg, em contraste
- com a inclinação natural do Vale do Silício, se aproximar de Trump, com quem esteve duas vezes no ano passado (a última, em
- jantar reservado na Casa Branca).
- Os ventos da política têm soprado contra Zuckerberg. O favoritismo de Joe Biden nas eleições de novembro é único na
- história americana. O racismo se tornou um tema central na campanha depois do assassinato de George Floyd em Minneapolis.
- Facebook e YouTube se tornaram alvos imediatos, por funcionarem como veículos de propagação do discurso de ódio. (...)
- A “infodemia” deixou ainda mais claro para todos o preço da irresponsabilidade de Google e Facebook. A liberdade de
- expressão, que ambos dizem defender, sempre deve ser protegida como valor fundamental. Mas é preciso não cair na falácia
- de que tal liberdade implica o direito a uma plataforma de alcance global para propagar diante de uma audiência de milhões,
- não raro sob a proteção do anonimato, o racismo, o ódio, a mentira e a morte.
Disponível em https://g1.globo.com/mundo/blog/helio-gurovitz/post/2020/07/01/o-cerco-a-google-e-facebook.ghtml. Acesso em 01/07/2020
O Texto I pode ser classificado, de acordo com suas características, como sendo
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Texto I
O cerco a Google e Facebook
Por Helio Gurovitz - 01/07/2020 07h35
Diretor de redação da revista Época por 9 anos.
- A pandemia do novo coronavírus contribuiu para deixar ainda mais evidente o papel nefasto da desinformação na
- sociedade contemporânea. Além da tragédia provocada pelas mortes, o mundo paga um preço altíssimo por aquilo que, logo no
- início, a Organização Mundial da Saúde (OMS) qualificou como uma “infodemia”.
- As redes sociais são há muito tempo o palco preferido de charlatães, teóricos da conspiração e políticos inescrupulosos.
- A Covid-19 só tornou isso mais evidente. Da cloroquina ao “isolamento vertical”, o negacionismo dos fatos e da ciência tem
- custado milhares de vidas. Não é a primeira vez. Basta lembrar o genocídio da minoria Rohingya em Mianmar, que começou com
- uma campanha no Facebook.
- Desde o início da década, ficou claro que o sonho de liberdade trazido pela internet se transformara em pesadelo.
- Facebook, WhatsApp, Instagram, YouTube, Twitter e quejandos se tornaram veículos para campanhas de desinformação que
- não apenas tornaram a politica refém do discurso de grupos extremistas, mas deram impulso ao preconceito, ao racismo e ao
- discurso de ódio. (...)
- Há, porém, vários sinais de que as sociedades democráticas não estão mais dispostas a tolerar o atual statu quo,
- representado pela atitude arrogante de Mark Zuckerberg — uma mistura de indiferença, oportunismo e irresponsabilidade. Um
- deles foi dado ontem pelo Senado, ao aprovar, por 44 votos a 32, o Projeto de Lei 2.630/2020, de combate a notícias falsas. (...)
- Não só o Brasil tem apertado o cerco contra Facebook e Google. Na Alemanha, desde 2017, são obrigados a retirar
- discurso de ódio do ar em questão de horas, sob pena de multas de até € 50 milhões. A França aprovou em maio uma lei em
- tons semelhantes, depois alterada pelo Conselho Constitucional, sob o argumento de que as redes sociais seriam incentivadas
- a retirar qualquer conteúdo do ar preventivamente — e de que isso ameaçava a liberdade de expressão. A decisão final, como no
- texto aprovado aqui, continuará cabendo à Justiça.
- A maior pressão contra as plataformas da internet tem vindo não apenas das autoridades, mas do mercado. E não só
- na Europa ou no Brasil, mas lá mesmo nos Estados Unidos — terra onde a liberdade de expressão é um valor constitucional
- sacrossanto, e empresas do Vale do Silício são endeusadas como ícones do empreendedorismo.
- Desde 2016, o Facebook tem sido acusado, pela direita, de restringir publicações conservadoras e, pela esquerda, de
- ser responsável pela desinformação que elegeu Donald Trump. A ameaça de regulação mais dura fez Zuckerberg, em contraste
- com a inclinação natural do Vale do Silício, se aproximar de Trump, com quem esteve duas vezes no ano passado (a última, em
- jantar reservado na Casa Branca).
- Os ventos da política têm soprado contra Zuckerberg. O favoritismo de Joe Biden nas eleições de novembro é único na
- história americana. O racismo se tornou um tema central na campanha depois do assassinato de George Floyd em Minneapolis.
- Facebook e YouTube se tornaram alvos imediatos, por funcionarem como veículos de propagação do discurso de ódio. (...)
- A “infodemia” deixou ainda mais claro para todos o preço da irresponsabilidade de Google e Facebook. A liberdade de
- expressão, que ambos dizem defender, sempre deve ser protegida como valor fundamental. Mas é preciso não cair na falácia
- de que tal liberdade implica o direito a uma plataforma de alcance global para propagar diante de uma audiência de milhões,
- não raro sob a proteção do anonimato, o racismo, o ódio, a mentira e a morte.
Disponível em https://g1.globo.com/mundo/blog/helio-gurovitz/post/2020/07/01/o-cerco-a-google-e-facebook.ghtml. Acesso em 01/07/2020
“Facebook, WhatsApp, Instagram, YouTube, Twitter e quejandos se tornaram veículos para campanhas de desinformação que não apenas tornaram a política refém do discurso de grupos extremistas, mas deram impulso ao preconceito, ao racismo e ao discurso de ódio" (linhas 9 a 11 do Texto I). A expressão grifada no período poderia ser substituída por qual outra expressão, que mantivesse o mesmo sentido com que foi empregada no texto?
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Texto I
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Por Helio Gurovitz - 01/07/2020 07h35
Diretor de redação da revista Época por 9 anos.
- A pandemia do novo coronavírus contribuiu para deixar ainda mais evidente o papel nefasto da desinformação na
- sociedade contemporânea. Além da tragédia provocada pelas mortes, o mundo paga um preço altíssimo por aquilo que, logo no
- início, a Organização Mundial da Saúde (OMS) qualificou como uma “infodemia”.
- As redes sociais são há muito tempo o palco preferido de charlatães, teóricos da conspiração e políticos inescrupulosos.
- A Covid-19 só tornou isso mais evidente. Da cloroquina ao “isolamento vertical”, o negacionismo dos fatos e da ciência tem
- custado milhares de vidas. Não é a primeira vez. Basta lembrar o genocídio da minoria Rohingya em Mianmar, que começou com
- uma campanha no Facebook.
- Desde o início da década, ficou claro que o sonho de liberdade trazido pela internet se transformara em pesadelo.
- Facebook, WhatsApp, Instagram, YouTube, Twitter e quejandos se tornaram veículos para campanhas de desinformação que
- não apenas tornaram a politica refém do discurso de grupos extremistas, mas deram impulso ao preconceito, ao racismo e ao
- discurso de ódio. (...)
- Há, porém, vários sinais de que as sociedades democráticas não estão mais dispostas a tolerar o atual statu quo,
- representado pela atitude arrogante de Mark Zuckerberg — uma mistura de indiferença, oportunismo e irresponsabilidade. Um
- deles foi dado ontem pelo Senado, ao aprovar, por 44 votos a 32, o Projeto de Lei 2.630/2020, de combate a notícias falsas. (...)
- Não só o Brasil tem apertado o cerco contra Facebook e Google. Na Alemanha, desde 2017, são obrigados a retirar
- discurso de ódio do ar em questão de horas, sob pena de multas de até € 50 milhões. A França aprovou em maio uma lei em
- tons semelhantes, depois alterada pelo Conselho Constitucional, sob o argumento de que as redes sociais seriam incentivadas
- a retirar qualquer conteúdo do ar preventivamente — e de que isso ameaçava a liberdade de expressão. A decisão final, como no
- texto aprovado aqui, continuará cabendo à Justiça.
- A maior pressão contra as plataformas da internet tem vindo não apenas das autoridades, mas do mercado. E não só
- na Europa ou no Brasil, mas lá mesmo nos Estados Unidos — terra onde a liberdade de expressão é um valor constitucional
- sacrossanto, e empresas do Vale do Silício são endeusadas como ícones do empreendedorismo.
- Desde 2016, o Facebook tem sido acusado, pela direita, de restringir publicações conservadoras e, pela esquerda, de
- ser responsável pela desinformação que elegeu Donald Trump. A ameaça de regulação mais dura fez Zuckerberg, em contraste
- com a inclinação natural do Vale do Silício, se aproximar de Trump, com quem esteve duas vezes no ano passado (a última, em
- jantar reservado na Casa Branca).
- Os ventos da política têm soprado contra Zuckerberg. O favoritismo de Joe Biden nas eleições de novembro é único na
- história americana. O racismo se tornou um tema central na campanha depois do assassinato de George Floyd em Minneapolis.
- Facebook e YouTube se tornaram alvos imediatos, por funcionarem como veículos de propagação do discurso de ódio. (...)
- A “infodemia” deixou ainda mais claro para todos o preço da irresponsabilidade de Google e Facebook. A liberdade de
- expressão, que ambos dizem defender, sempre deve ser protegida como valor fundamental. Mas é preciso não cair na falácia
- de que tal liberdade implica o direito a uma plataforma de alcance global para propagar diante de uma audiência de milhões,
- não raro sob a proteção do anonimato, o racismo, o ódio, a mentira e a morte.
Disponível em https://g1.globo.com/mundo/blog/helio-gurovitz/post/2020/07/01/o-cerco-a-google-e-facebook.ghtml. Acesso em 01/07/2020
No Texto I, o jornalista Helio Gurovitz tem o objetivo principal de
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