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3346536 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: IDIB
Orgão: Pref. Pitimbu-PB

Texto I

O cerco a Google e Facebook

Por Helio Gurovitz - 01/07/2020 07h35

Diretor de redação da revista Época por 9 anos.

  1. A pandemia do novo coronavírus contribuiu para deixar ainda mais evidente o papel nefasto da desinformação na
  2. sociedade contemporânea. Além da tragédia provocada pelas mortes, o mundo paga um preço altíssimo por aquilo que, logo no
  3. início, a Organização Mundial da Saúde (OMS) qualificou como uma “infodemia”.
  4. As redes sociais são há muito tempo o palco preferido de charlatães, teóricos da conspiração e políticos inescrupulosos.
  5. A Covid-19 só tornou isso mais evidente. Da cloroquina ao “isolamento vertical”, o negacionismo dos fatos e da ciência tem
  6. custado milhares de vidas. Não é a primeira vez. Basta lembrar o genocídio da minoria Rohingya em Mianmar, que começou com
  7. uma campanha no Facebook.
  8. Desde o início da década, ficou claro que o sonho de liberdade trazido pela internet se transformara em pesadelo.
  9. Facebook, WhatsApp, Instagram, YouTube, Twitter e quejandos se tornaram veículos para campanhas de desinformação que
  10. não apenas tornaram a politica refém do discurso de grupos extremistas, mas deram impulso ao preconceito, ao racismo e ao
  11. discurso de ódio. (...)
  12. Há, porém, vários sinais de que as sociedades democráticas não estão mais dispostas a tolerar o atual statu quo,
  13. representado pela atitude arrogante de Mark Zuckerberg — uma mistura de indiferença, oportunismo e irresponsabilidade. Um
  14. deles foi dado ontem pelo Senado, ao aprovar, por 44 votos a 32, o Projeto de Lei 2.630/2020, de combate a notícias falsas. (...)
  15. Não só o Brasil tem apertado o cerco contra Facebook e Google. Na Alemanha, desde 2017, são obrigados a retirar
  16. discurso de ódio do ar em questão de horas, sob pena de multas de até € 50 milhões. A França aprovou em maio uma lei em
  17. tons semelhantes, depois alterada pelo Conselho Constitucional, sob o argumento de que as redes sociais seriam incentivadas
  18. a retirar qualquer conteúdo do ar preventivamente — e de que isso ameaçava a liberdade de expressão. A decisão final, como no
  19. texto aprovado aqui, continuará cabendo à Justiça.
  20. A maior pressão contra as plataformas da internet tem vindo não apenas das autoridades, mas do mercado. E não só
  21. na Europa ou no Brasil, mas lá mesmo nos Estados Unidos — terra onde a liberdade de expressão é um valor constitucional
  22. sacrossanto, e empresas do Vale do Silício são endeusadas como ícones do empreendedorismo.
  23. Desde 2016, o Facebook tem sido acusado, pela direita, de restringir publicações conservadoras e, pela esquerda, de
  24. ser responsável pela desinformação que elegeu Donald Trump. A ameaça de regulação mais dura fez Zuckerberg, em contraste
  25. com a inclinação natural do Vale do Silício, se aproximar de Trump, com quem esteve duas vezes no ano passado (a última, em
  26. jantar reservado na Casa Branca).
  27. Os ventos da política têm soprado contra Zuckerberg. O favoritismo de Joe Biden nas eleições de novembro é único na
  28. história americana. O racismo se tornou um tema central na campanha depois do assassinato de George Floyd em Minneapolis.
  29. Facebook e YouTube se tornaram alvos imediatos, por funcionarem como veículos de propagação do discurso de ódio. (...)
  30. A “infodemia” deixou ainda mais claro para todos o preço da irresponsabilidade de Google e Facebook. A liberdade de
  31. expressão, que ambos dizem defender, sempre deve ser protegida como valor fundamental. Mas é preciso não cair na falácia
  32. de que tal liberdade implica o direito a uma plataforma de alcance global para propagar diante de uma audiência de milhões,
  33. não raro sob a proteção do anonimato, o racismo, o ódio, a mentira e a morte.

Disponível em https://g1.globo.com/mundo/blog/helio-gurovitz/post/2020/07/01/o-cerco-a-google-e-facebook.ghtml. Acesso em 01/07/2020

Na oração “Basta lembrar o genocídio da minoria Rohingya em Mianmar, que começou com uma campanha no Facebook” (linhas 6 e 7 do Texto I), a vírgula foi empregada corretamente, pois está

 

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3346535 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: IDIB
Orgão: Pref. Pitimbu-PB

Texto I

O cerco a Google e Facebook

Por Helio Gurovitz - 01/07/2020 07h35

Diretor de redação da revista Época por 9 anos.

  1. A pandemia do novo coronavírus contribuiu para deixar ainda mais evidente o papel nefasto da desinformação na
  2. sociedade contemporânea. Além da tragédia provocada pelas mortes, o mundo paga um preço altíssimo por aquilo que, logo no
  3. início, a Organização Mundial da Saúde (OMS) qualificou como uma “infodemia”.
  4. As redes sociais são há muito tempo o palco preferido de charlatães, teóricos da conspiração e políticos inescrupulosos.
  5. A Covid-19 só tornou isso mais evidente. Da cloroquina ao “isolamento vertical”, o negacionismo dos fatos e da ciência tem
  6. custado milhares de vidas. Não é a primeira vez. Basta lembrar o genocídio da minoria Rohingya em Mianmar, que começou com
  7. uma campanha no Facebook.
  8. Desde o início da década, ficou claro que o sonho de liberdade trazido pela internet se transformara em pesadelo.
  9. Facebook, WhatsApp, Instagram, YouTube, Twitter e quejandos se tornaram veículos para campanhas de desinformação que
  10. não apenas tornaram a politica refém do discurso de grupos extremistas, mas deram impulso ao preconceito, ao racismo e ao
  11. discurso de ódio. (...)
  12. Há, porém, vários sinais de que as sociedades democráticas não estão mais dispostas a tolerar o atual statu quo,
  13. representado pela atitude arrogante de Mark Zuckerberg — uma mistura de indiferença, oportunismo e irresponsabilidade. Um
  14. deles foi dado ontem pelo Senado, ao aprovar, por 44 votos a 32, o Projeto de Lei 2.630/2020, de combate a notícias falsas. (...)
  15. Não só o Brasil tem apertado o cerco contra Facebook e Google. Na Alemanha, desde 2017, são obrigados a retirar
  16. discurso de ódio do ar em questão de horas, sob pena de multas de até € 50 milhões. A França aprovou em maio uma lei em
  17. tons semelhantes, depois alterada pelo Conselho Constitucional, sob o argumento de que as redes sociais seriam incentivadas
  18. a retirar qualquer conteúdo do ar preventivamente — e de que isso ameaçava a liberdade de expressão. A decisão final, como no
  19. texto aprovado aqui, continuará cabendo à Justiça.
  20. A maior pressão contra as plataformas da internet tem vindo não apenas das autoridades, mas do mercado. E não só
  21. na Europa ou no Brasil, mas lá mesmo nos Estados Unidos — terra onde a liberdade de expressão é um valor constitucional
  22. sacrossanto, e empresas do Vale do Silício são endeusadas como ícones do empreendedorismo.
  23. Desde 2016, o Facebook tem sido acusado, pela direita, de restringir publicações conservadoras e, pela esquerda, de
  24. ser responsável pela desinformação que elegeu Donald Trump. A ameaça de regulação mais dura fez Zuckerberg, em contraste
  25. com a inclinação natural do Vale do Silício, se aproximar de Trump, com quem esteve duas vezes no ano passado (a última, em
  26. jantar reservado na Casa Branca).
  27. Os ventos da política têm soprado contra Zuckerberg. O favoritismo de Joe Biden nas eleições de novembro é único na
  28. história americana. O racismo se tornou um tema central na campanha depois do assassinato de George Floyd em Minneapolis.
  29. Facebook e YouTube se tornaram alvos imediatos, por funcionarem como veículos de propagação do discurso de ódio. (...)
  30. A “infodemia” deixou ainda mais claro para todos o preço da irresponsabilidade de Google e Facebook. A liberdade de
  31. expressão, que ambos dizem defender, sempre deve ser protegida como valor fundamental. Mas é preciso não cair na falácia
  32. de que tal liberdade implica o direito a uma plataforma de alcance global para propagar diante de uma audiência de milhões,
  33. não raro sob a proteção do anonimato, o racismo, o ódio, a mentira e a morte.

Disponível em https://g1.globo.com/mundo/blog/helio-gurovitz/post/2020/07/01/o-cerco-a-google-e-facebook.ghtml. Acesso em 01/07/2020

O Texto I pode ser classificado, de acordo com suas características, como sendo

 

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3346534 Ano: 2021
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Orgão: Pref. Pitimbu-PB

Texto I

O cerco a Google e Facebook

Por Helio Gurovitz - 01/07/2020 07h35

Diretor de redação da revista Época por 9 anos.

  1. A pandemia do novo coronavírus contribuiu para deixar ainda mais evidente o papel nefasto da desinformação na
  2. sociedade contemporânea. Além da tragédia provocada pelas mortes, o mundo paga um preço altíssimo por aquilo que, logo no
  3. início, a Organização Mundial da Saúde (OMS) qualificou como uma “infodemia”.
  4. As redes sociais são há muito tempo o palco preferido de charlatães, teóricos da conspiração e políticos inescrupulosos.
  5. A Covid-19 só tornou isso mais evidente. Da cloroquina ao “isolamento vertical”, o negacionismo dos fatos e da ciência tem
  6. custado milhares de vidas. Não é a primeira vez. Basta lembrar o genocídio da minoria Rohingya em Mianmar, que começou com
  7. uma campanha no Facebook.
  8. Desde o início da década, ficou claro que o sonho de liberdade trazido pela internet se transformara em pesadelo.
  9. Facebook, WhatsApp, Instagram, YouTube, Twitter e quejandos se tornaram veículos para campanhas de desinformação que
  10. não apenas tornaram a politica refém do discurso de grupos extremistas, mas deram impulso ao preconceito, ao racismo e ao
  11. discurso de ódio. (...)
  12. Há, porém, vários sinais de que as sociedades democráticas não estão mais dispostas a tolerar o atual statu quo,
  13. representado pela atitude arrogante de Mark Zuckerberg — uma mistura de indiferença, oportunismo e irresponsabilidade. Um
  14. deles foi dado ontem pelo Senado, ao aprovar, por 44 votos a 32, o Projeto de Lei 2.630/2020, de combate a notícias falsas. (...)
  15. Não só o Brasil tem apertado o cerco contra Facebook e Google. Na Alemanha, desde 2017, são obrigados a retirar
  16. discurso de ódio do ar em questão de horas, sob pena de multas de até € 50 milhões. A França aprovou em maio uma lei em
  17. tons semelhantes, depois alterada pelo Conselho Constitucional, sob o argumento de que as redes sociais seriam incentivadas
  18. a retirar qualquer conteúdo do ar preventivamente — e de que isso ameaçava a liberdade de expressão. A decisão final, como no
  19. texto aprovado aqui, continuará cabendo à Justiça.
  20. A maior pressão contra as plataformas da internet tem vindo não apenas das autoridades, mas do mercado. E não só
  21. na Europa ou no Brasil, mas lá mesmo nos Estados Unidos — terra onde a liberdade de expressão é um valor constitucional
  22. sacrossanto, e empresas do Vale do Silício são endeusadas como ícones do empreendedorismo.
  23. Desde 2016, o Facebook tem sido acusado, pela direita, de restringir publicações conservadoras e, pela esquerda, de
  24. ser responsável pela desinformação que elegeu Donald Trump. A ameaça de regulação mais dura fez Zuckerberg, em contraste
  25. com a inclinação natural do Vale do Silício, se aproximar de Trump, com quem esteve duas vezes no ano passado (a última, em
  26. jantar reservado na Casa Branca).
  27. Os ventos da política têm soprado contra Zuckerberg. O favoritismo de Joe Biden nas eleições de novembro é único na
  28. história americana. O racismo se tornou um tema central na campanha depois do assassinato de George Floyd em Minneapolis.
  29. Facebook e YouTube se tornaram alvos imediatos, por funcionarem como veículos de propagação do discurso de ódio. (...)
  30. A “infodemia” deixou ainda mais claro para todos o preço da irresponsabilidade de Google e Facebook. A liberdade de
  31. expressão, que ambos dizem defender, sempre deve ser protegida como valor fundamental. Mas é preciso não cair na falácia
  32. de que tal liberdade implica o direito a uma plataforma de alcance global para propagar diante de uma audiência de milhões,
  33. não raro sob a proteção do anonimato, o racismo, o ódio, a mentira e a morte.

Disponível em https://g1.globo.com/mundo/blog/helio-gurovitz/post/2020/07/01/o-cerco-a-google-e-facebook.ghtml. Acesso em 01/07/2020

Facebook, WhatsApp, Instagram, YouTube, Twitter e quejandos se tornaram veículos para campanhas de desinformação que não apenas tornaram a política refém do discurso de grupos extremistas, mas deram impulso ao preconceito, ao racismo e ao discurso de ódio" (linhas 9 a 11 do Texto I). A expressão grifada no período poderia ser substituída por qual outra expressão, que mantivesse o mesmo sentido com que foi empregada no texto?

 

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Por Helio Gurovitz - 01/07/2020 07h35

Diretor de redação da revista Época por 9 anos.

  1. A pandemia do novo coronavírus contribuiu para deixar ainda mais evidente o papel nefasto da desinformação na
  2. sociedade contemporânea. Além da tragédia provocada pelas mortes, o mundo paga um preço altíssimo por aquilo que, logo no
  3. início, a Organização Mundial da Saúde (OMS) qualificou como uma “infodemia”.
  4. As redes sociais são há muito tempo o palco preferido de charlatães, teóricos da conspiração e políticos inescrupulosos.
  5. A Covid-19 só tornou isso mais evidente. Da cloroquina ao “isolamento vertical”, o negacionismo dos fatos e da ciência tem
  6. custado milhares de vidas. Não é a primeira vez. Basta lembrar o genocídio da minoria Rohingya em Mianmar, que começou com
  7. uma campanha no Facebook.
  8. Desde o início da década, ficou claro que o sonho de liberdade trazido pela internet se transformara em pesadelo.
  9. Facebook, WhatsApp, Instagram, YouTube, Twitter e quejandos se tornaram veículos para campanhas de desinformação que
  10. não apenas tornaram a politica refém do discurso de grupos extremistas, mas deram impulso ao preconceito, ao racismo e ao
  11. discurso de ódio. (...)
  12. Há, porém, vários sinais de que as sociedades democráticas não estão mais dispostas a tolerar o atual statu quo,
  13. representado pela atitude arrogante de Mark Zuckerberg — uma mistura de indiferença, oportunismo e irresponsabilidade. Um
  14. deles foi dado ontem pelo Senado, ao aprovar, por 44 votos a 32, o Projeto de Lei 2.630/2020, de combate a notícias falsas. (...)
  15. Não só o Brasil tem apertado o cerco contra Facebook e Google. Na Alemanha, desde 2017, são obrigados a retirar
  16. discurso de ódio do ar em questão de horas, sob pena de multas de até € 50 milhões. A França aprovou em maio uma lei em
  17. tons semelhantes, depois alterada pelo Conselho Constitucional, sob o argumento de que as redes sociais seriam incentivadas
  18. a retirar qualquer conteúdo do ar preventivamente — e de que isso ameaçava a liberdade de expressão. A decisão final, como no
  19. texto aprovado aqui, continuará cabendo à Justiça.
  20. A maior pressão contra as plataformas da internet tem vindo não apenas das autoridades, mas do mercado. E não só
  21. na Europa ou no Brasil, mas lá mesmo nos Estados Unidos — terra onde a liberdade de expressão é um valor constitucional
  22. sacrossanto, e empresas do Vale do Silício são endeusadas como ícones do empreendedorismo.
  23. Desde 2016, o Facebook tem sido acusado, pela direita, de restringir publicações conservadoras e, pela esquerda, de
  24. ser responsável pela desinformação que elegeu Donald Trump. A ameaça de regulação mais dura fez Zuckerberg, em contraste
  25. com a inclinação natural do Vale do Silício, se aproximar de Trump, com quem esteve duas vezes no ano passado (a última, em
  26. jantar reservado na Casa Branca).
  27. Os ventos da política têm soprado contra Zuckerberg. O favoritismo de Joe Biden nas eleições de novembro é único na
  28. história americana. O racismo se tornou um tema central na campanha depois do assassinato de George Floyd em Minneapolis.
  29. Facebook e YouTube se tornaram alvos imediatos, por funcionarem como veículos de propagação do discurso de ódio. (...)
  30. A “infodemia” deixou ainda mais claro para todos o preço da irresponsabilidade de Google e Facebook. A liberdade de
  31. expressão, que ambos dizem defender, sempre deve ser protegida como valor fundamental. Mas é preciso não cair na falácia
  32. de que tal liberdade implica o direito a uma plataforma de alcance global para propagar diante de uma audiência de milhões,
  33. não raro sob a proteção do anonimato, o racismo, o ódio, a mentira e a morte.

Disponível em https://g1.globo.com/mundo/blog/helio-gurovitz/post/2020/07/01/o-cerco-a-google-e-facebook.ghtml. Acesso em 01/07/2020

No Texto I, o jornalista Helio Gurovitz tem o objetivo principal de

 

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