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1736852 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: UFMT
Orgão: Pref. Pontes Lacerda-MT

Instrução: Leia o texto.


Os gêneros textuais são constituídos de formas relativamente estáveis de enunciados, apresentam diferentes formas de textualização em consonância com as diferentes situações de interlocução.

A esse respeito, leia o texto abaixo, para responder às questões de 36 a 38.


Educação midiática

Patrícia Blanco


Todos os dias, nos deparamos com novidades que nos deixam perplexos e confirmam a complexidade do mundo em que vivemos.

A tecnologia mudou drasticamente a maneira como comunicamos. Nossos dispositivos digitais são quase extensões de nós mesmos. Por meio deles, estudamos, nos relacionamos e participamos intensamente da ágora digital. Temos a sensação de ter qualquer informação ao alcance das nossas mãos. Fotos, notícias, buscas e mais uma infinidade de possibilidades que não existiam até pouco tempo atrás.

Neste ambiente, novos atributos são exigidos dos cidadãos, e educar a sociedade para o consumo de informação passou a ser uma prioridade. Formar leitores aptos a diferenciar conteúdos, a identificar gêneros textuais, a separar fato de opinião e, claro, a questionar a informação que recebe, é o grande desafio do momento. E vai além: passa também por formar cidadãos mais conscientes, críticos e responsáveis, aptos a serem consumidores e produtores de conteúdo.

A educação midiática, termo ainda pouco difundido no Brasil, parece condensar as tendências da educação nesta primeira metade do século 21. É um conjunto de habilidades para acessar, analisar, criar e participar de maneira crítica do ambiente informacional e midiático, em todos os seus formatos. Ou seja, ensina a ler, analisar e produzir mensagens em tempos de excesso de informação e escassez de compreensão.

[...]

Os desafios são imensos. É preciso disseminar o conceito, unificar o termo, formar professores. [...]

A educação midiática é, sem dúvida, o caminho seguro para superarmos a onda assustadora de desinformação que nos atinge. Não será a solução de todos os problemas da atualidade, mas, sim, uma boa oportunidade de formar cidadãos conscientes e aptos a exercerem a sua liberdade de forma responsável e segura. Uma grande contribuição para o fortalecimento de uma sociedade mais participativa e democrática.

(Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2019/06. Acesso em: 19/08/2019.)

Marque a afirmativa INCORRETA sobre a relação entre termos e a articulação dos períodos que compõem os enunciados do gênero textual em análise.

 

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1736851 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: UFMT
Orgão: Pref. Pontes Lacerda-MT

Instrução: Leia o texto.


Os gêneros textuais são constituídos de formas relativamente estáveis de enunciados, apresentam diferentes formas de textualização em consonância com as diferentes situações de interlocução.

A esse respeito, leia o texto abaixo, para responder às questões de 36 a 38.


Educação midiática

Patrícia Blanco


Todos os dias, nos deparamos com novidades que nos deixam perplexos e confirmam a complexidade do mundo em que vivemos.

A tecnologia mudou drasticamente a maneira como comunicamos. Nossos dispositivos digitais são quase extensões de nós mesmos. Por meio deles, estudamos, nos relacionamos e participamos intensamente da ágora digital. Temos a sensação de ter qualquer informação ao alcance das nossas mãos. Fotos, notícias, buscas e mais uma infinidade de possibilidades que não existiam até pouco tempo atrás.

Neste ambiente, novos atributos são exigidos dos cidadãos, e educar a sociedade para o consumo de informação passou a ser uma prioridade. Formar leitores aptos a diferenciar conteúdos, a identificar gêneros textuais, a separar fato de opinião e, claro, a questionar a informação que recebe, é o grande desafio do momento. E vai além: passa também por formar cidadãos mais conscientes, críticos e responsáveis, aptos a serem consumidores e produtores de conteúdo.

A educação midiática, termo ainda pouco difundido no Brasil, parece condensar as tendências da educação nesta primeira metade do século 21. É um conjunto de habilidades para acessar, analisar, criar e participar de maneira crítica do ambiente informacional e midiático, em todos os seus formatos. Ou seja, ensina a ler, analisar e produzir mensagens em tempos de excesso de informação e escassez de compreensão.

[...]

Os desafios são imensos. É preciso disseminar o conceito, unificar o termo, formar professores. [...]

A educação midiática é, sem dúvida, o caminho seguro para superarmos a onda assustadora de desinformação que nos atinge. Não será a solução de todos os problemas da atualidade, mas, sim, uma boa oportunidade de formar cidadãos conscientes e aptos a exercerem a sua liberdade de forma responsável e segura. Uma grande contribuição para o fortalecimento de uma sociedade mais participativa e democrática.

(Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2019/06. Acesso em: 19/08/2019.)

Nesse artigo de opinião, a autora defende a seguinte tese:

 

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1736850 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: UFMT
Orgão: Pref. Pontes Lacerda-MT

Instrução: Sobre o uso do gênero textual como objeto de ensino, leia o texto a seguir para responder às questões 34 e 35.


Escolas no Brasil têm menos tempo para ensino e mais bullying do que a média

Professores brasileiros conseguem usar apenas 67% do tempo de sala de aula para o aprendizado


As escolas brasileiras perdem mais tempo com tarefas não relacionadas ao aprendizado e são um ambiente mais propício ao bullying e à intimidação do que a média internacional, segundo dados obtidos a partir da avaliação dos próprios professores e diretores escolares. E isso acaba prejudicando os esforços pedagógicos para melhorar a educação. Em uma aula típica, os professores brasileiros passam, em média, apenas 67% com o processo de aprendizado - o restante acaba sendo dedicado a tarefas administrativas, como fazer chamada, ou disciplinares, como manter a ordem da classe.

A informação faz parte da pesquisa Professores e Líderes Escolares como Eternos Aprendizes (Talis, na sigla em inglês), que acaba de ser divulgada pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

Na média da OCDE - que entrevistou 250 mil professores e líderes escolares de 48 países ou regiões -, os professores usam 78% do tempo de sala de aula com aprendizagem. Atrás do Brasil, só professores da África do Sul e da Arábia Saudita gastam mais tempo com tarefas não relacionadas ao aprendizado.

"A perda de alguns minutos por dia, somados, acaba totalizando a perda de vários dias no ano escolar, por isso o tempo gasto no aprendizado é tão importante", diz à BBC News Brasil Karine Tremblay, principal autora do estudo.

A única ressalva que ela faz é que esse tempo administrativo pode estar sendo positivamente gasto se for explicando novas tarefas aos alunos ou acompanhando-os em atividades especiais, como as extraclasse, que tendem a exigir mais tempo de gerenciamento.


(Disponível em: https://educacao.uol.com.br/noticias/bbc/2019/06/19. Acesso em: 20/08/2019.)

Assinale a afirmativa INCORRETA referente aos aspectos composicionais e linguísticos usados nesse gênero textual.

 

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1736849 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: UFMT
Orgão: Pref. Pontes Lacerda-MT

Instrução: Sobre o uso do gênero textual como objeto de ensino, leia o texto a seguir para responder às questões 34 e 35.


Escolas no Brasil têm menos tempo para ensino e mais bullying do que a média

Professores brasileiros conseguem usar apenas 67% do tempo de sala de aula para o aprendizado


As escolas brasileiras perdem mais tempo com tarefas não relacionadas ao aprendizado e são um ambiente mais propício ao bullying e à intimidação do que a média internacional, segundo dados obtidos a partir da avaliação dos próprios professores e diretores escolares. E isso acaba prejudicando os esforços pedagógicos para melhorar a educação. Em uma aula típica, os professores brasileiros passam, em média, apenas 67% com o processo de aprendizado - o restante acaba sendo dedicado a tarefas administrativas, como fazer chamada, ou disciplinares, como manter a ordem da classe.

A informação faz parte da pesquisa Professores e Líderes Escolares como Eternos Aprendizes (Talis, na sigla em inglês), que acaba de ser divulgada pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

Na média da OCDE - que entrevistou 250 mil professores e líderes escolares de 48 países ou regiões -, os professores usam 78% do tempo de sala de aula com aprendizagem. Atrás do Brasil, só professores da África do Sul e da Arábia Saudita gastam mais tempo com tarefas não relacionadas ao aprendizado.

"A perda de alguns minutos por dia, somados, acaba totalizando a perda de vários dias no ano escolar, por isso o tempo gasto no aprendizado é tão importante", diz à BBC News Brasil Karine Tremblay, principal autora do estudo.

A única ressalva que ela faz é que esse tempo administrativo pode estar sendo positivamente gasto se for explicando novas tarefas aos alunos ou acompanhando-os em atividades especiais, como as extraclasse, que tendem a exigir mais tempo de gerenciamento.


(Disponível em: https://educacao.uol.com.br/noticias/bbc/2019/06/19. Acesso em: 20/08/2019.)

A notícia em análise tem como intencionalidade:

 

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1736848 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: UFMT
Orgão: Pref. Pontes Lacerda-MT

Instrução: Leia o texto a seguir.


Segundo os PCN, “todo texto se organiza dentro de determinado gênero em função das intenções comunicativas, como parte das condições de produção dos discursos, as quais geram usos sociais que os determinam.” Logo, os gêneros textuais são determinados historicamente, constituindo formas relativamente estáveis de enunciados, disponíveis na cultura.


Considerando o gênero textual como objeto de ensino, leia o texto a seguir, para responder às questões de 30 a 33.


Como comecei a escrever

Carlos Drummond de Andrade


Aí por volta de 1910 não havia rádio nem televisão, e o cinema chegava ao interior do Brasil uma vez por semana aos domingos. As notícias do mundo vinham pelo jornal, três dias depois de publicadas no Rio de Janeiro. Se chovia a potes, a mala do correio aparecia ensopada, uns sete dias mais tarde. Não dava para ler o papel transformado em mingau.

Papai era assinante da Gazeta de Notícias, e antes de aprender a ler eu me sentia fascinado pelas gravuras coloridas do suplemento de Domingo. Tentava decifrar o mistério das letras em redor das figuras, e mamãe me ajudava nisso. Quando fui para a escola pública, já tinha a noção vaga de um universo de palavras que era preciso conquistar.

Durante o curso, minhas professoras costumavam passar exercícios de redação. Cada um de nós tinha de escrever uma carta, narrar um passeio, coisas assim. Criei gosto por esse dever, que me permitia aplicar para determinado fim o conhecimento que ia adquirindo do poder de expressão contido nos sinais reunidos em palavras.

Daí por diante as experiências foram se acumulando, sem que eu percebesse que estava descobrindo a leitura. Alguns elogios da professora me animavam a continuar. Ninguém falava em conto ou poesia, mas a semente dessas coisas estava germinando. Meu irmão, estudante na Capital, mandava-me revistas e livros, e me habituei a viver entre eles. Depois, já rapaz, tive sorte de conhecer outros rapazes que também gostavam de ler e escrever.

Então começou uma fase muito boa de troca de experiências e impressões. Na mesa do café, sentado, (pois tomava-se café sentado nos bares, e podia-se conversar horas e horas sem incomodar nem ser incomodado) eu tirava do bolso o que escrevera durante o dia, e meus colegas criticavam. Eles também sacavam seus escritos, e eu tomava parte nos comentários. Tudo com naturalidade e franqueza. Aprendi muito com os amigos, e tenho pena dos jovens de hoje que não desfrutam desse tipo de amizade crítica.

(Disponível em: https://www.paralerepensar.com.br. Acesso em: 12/08/2019.)

NÃO se infere da leitura desse texto que o narrador

 

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1736847 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: UFMT
Orgão: Pref. Pontes Lacerda-MT

Instrução: Leia o texto a seguir.


Segundo os PCN, “todo texto se organiza dentro de determinado gênero em função das intenções comunicativas, como parte das condições de produção dos discursos, as quais geram usos sociais que os determinam.” Logo, os gêneros textuais são determinados historicamente, constituindo formas relativamente estáveis de enunciados, disponíveis na cultura.


Considerando o gênero textual como objeto de ensino, leia o texto a seguir, para responder às questões de 30 a 33.


Como comecei a escrever

Carlos Drummond de Andrade


Aí por volta de 1910 não havia rádio nem televisão, e o cinema chegava ao interior do Brasil uma vez por semana aos domingos. As notícias do mundo vinham pelo jornal, três dias depois de publicadas no Rio de Janeiro. Se chovia a potes, a mala do correio aparecia ensopada, uns sete dias mais tarde. Não dava para ler o papel transformado em mingau.

Papai era assinante da Gazeta de Notícias, e antes de aprender a ler eu me sentia fascinado pelas gravuras coloridas do suplemento de Domingo. Tentava decifrar o mistério das letras em redor das figuras, e mamãe me ajudava nisso. Quando fui para a escola pública, já tinha a noção vaga de um universo de palavras que era preciso conquistar.

Durante o curso, minhas professoras costumavam passar exercícios de redação. Cada um de nós tinha de escrever uma carta, narrar um passeio, coisas assim. Criei gosto por esse dever, que me permitia aplicar para determinado fim o conhecimento que ia adquirindo do poder de expressão contido nos sinais reunidos em palavras.

Daí por diante as experiências foram se acumulando, sem que eu percebesse que estava descobrindo a leitura. Alguns elogios da professora me animavam a continuar. Ninguém falava em conto ou poesia, mas a semente dessas coisas estava germinando. Meu irmão, estudante na Capital, mandava-me revistas e livros, e me habituei a viver entre eles. Depois, já rapaz, tive sorte de conhecer outros rapazes que também gostavam de ler e escrever.

Então começou uma fase muito boa de troca de experiências e impressões. Na mesa do café, sentado, (pois tomava-se café sentado nos bares, e podia-se conversar horas e horas sem incomodar nem ser incomodado) eu tirava do bolso o que escrevera durante o dia, e meus colegas criticavam. Eles também sacavam seus escritos, e eu tomava parte nos comentários. Tudo com naturalidade e franqueza. Aprendi muito com os amigos, e tenho pena dos jovens de hoje que não desfrutam desse tipo de amizade crítica.

(Disponível em: https://www.paralerepensar.com.br. Acesso em: 12/08/2019.)

Sobre o uso de formas verbais visando ao efeito de sentido, assinale V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) No primeiro parágrafo, o narrador usa formas verbais no pretérito imperfeito para situar fatos inconclusos que se prolongaram durante um tempo remoto.

( ) Em Então começou uma fase muito boa de troca de experiências e impressões., a forma verbal destacada indica o prolongamento de um fato.

( ) No trecho ... eu tirava do bolso o que escrevera durante o dia, a forma verbal destacada indica um fato ocorrido no passado, anterior a um outro fato em curso também no passado.

( ) Em Aprendi muito com os amigos..., a forma verbal em destaque indica uma ação pontual, concluída em um determinado tempo.

Marque a sequência correta.

 

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1736846 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: UFMT
Orgão: Pref. Pontes Lacerda-MT

Instrução: Leia o texto a seguir.


Segundo os PCN, “todo texto se organiza dentro de determinado gênero em função das intenções comunicativas, como parte das condições de produção dos discursos, as quais geram usos sociais que os determinam.” Logo, os gêneros textuais são determinados historicamente, constituindo formas relativamente estáveis de enunciados, disponíveis na cultura.


Considerando o gênero textual como objeto de ensino, leia o texto a seguir, para responder às questões de 30 a 33.


Como comecei a escrever

Carlos Drummond de Andrade


Aí por volta de 1910 não havia rádio nem televisão, e o cinema chegava ao interior do Brasil uma vez por semana aos domingos. As notícias do mundo vinham pelo jornal, três dias depois de publicadas no Rio de Janeiro. Se chovia a potes, a mala do correio aparecia ensopada, uns sete dias mais tarde. Não dava para ler o papel transformado em mingau.

Papai era assinante da Gazeta de Notícias, e antes de aprender a ler eu me sentia fascinado pelas gravuras coloridas do suplemento de Domingo. Tentava decifrar o mistério das letras em redor das figuras, e mamãe me ajudava nisso. Quando fui para a escola pública, já tinha a noção vaga de um universo de palavras que era preciso conquistar.

Durante o curso, minhas professoras costumavam passar exercícios de redação. Cada um de nós tinha de escrever uma carta, narrar um passeio, coisas assim. Criei gosto por esse dever, que me permitia aplicar para determinado fim o conhecimento que ia adquirindo do poder de expressão contido nos sinais reunidos em palavras.

Daí por diante as experiências foram se acumulando, sem que eu percebesse que estava descobrindo a leitura. Alguns elogios da professora me animavam a continuar. Ninguém falava em conto ou poesia, mas a semente dessas coisas estava germinando. Meu irmão, estudante na Capital, mandava-me revistas e livros, e me habituei a viver entre eles. Depois, já rapaz, tive sorte de conhecer outros rapazes que também gostavam de ler e escrever.

Então começou uma fase muito boa de troca de experiências e impressões. Na mesa do café, sentado, (pois tomava-se café sentado nos bares, e podia-se conversar horas e horas sem incomodar nem ser incomodado) eu tirava do bolso o que escrevera durante o dia, e meus colegas criticavam. Eles também sacavam seus escritos, e eu tomava parte nos comentários. Tudo com naturalidade e franqueza. Aprendi muito com os amigos, e tenho pena dos jovens de hoje que não desfrutam desse tipo de amizade crítica.

(Disponível em: https://www.paralerepensar.com.br. Acesso em: 12/08/2019.)

Analise as afirmativas referentes aos elementos textuais responsáveis pela coesão textual e situacional.

I- A locução adverbial Aí por volta de 1910 expressa circunstância temporal imprecisa referente ao fato mencionado.

II- Em Se chovia a potes, a locução adverbial grifada intensifica o sentido da forma verbal chovia.

III- No trecho Eles também sacavam seus escritos, a palavra denotativa grifada estabelece uma relação de inclusão entre os fatos relatados no segundo e terceiro períodos do quinto parágrafo.

IV- As locuções adverbiais Durante o curso, Daí por diante e os advérbios Depois e Então são responsáveis pela organização sequencial dos fatos relatados.

V- No trecho ... e tenho pena dos jovens de hoje, a locução adverbial grifada expressa circunstância de tempo.

Está correto o que se afirma em

 

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1736845 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: UFMT
Orgão: Pref. Pontes Lacerda-MT

Instrução: Leia o texto a seguir.


Segundo os PCN, “todo texto se organiza dentro de determinado gênero em função das intenções comunicativas, como parte das condições de produção dos discursos, as quais geram usos sociais que os determinam.” Logo, os gêneros textuais são determinados historicamente, constituindo formas relativamente estáveis de enunciados, disponíveis na cultura.


Considerando o gênero textual como objeto de ensino, leia o texto a seguir, para responder às questões de 30 a 33.


Como comecei a escrever

Carlos Drummond de Andrade


Aí por volta de 1910 não havia rádio nem televisão, e o cinema chegava ao interior do Brasil uma vez por semana aos domingos. As notícias do mundo vinham pelo jornal, três dias depois de publicadas no Rio de Janeiro. Se chovia a potes, a mala do correio aparecia ensopada, uns sete dias mais tarde. Não dava para ler o papel transformado em mingau.

Papai era assinante da Gazeta de Notícias, e antes de aprender a ler eu me sentia fascinado pelas gravuras coloridas do suplemento de Domingo. Tentava decifrar o mistério das letras em redor das figuras, e mamãe me ajudava nisso. Quando fui para a escola pública, já tinha a noção vaga de um universo de palavras que era preciso conquistar.

Durante o curso, minhas professoras costumavam passar exercícios de redação. Cada um de nós tinha de escrever uma carta, narrar um passeio, coisas assim. Criei gosto por esse dever, que me permitia aplicar para determinado fim o conhecimento que ia adquirindo do poder de expressão contido nos sinais reunidos em palavras.

Daí por diante as experiências foram se acumulando, sem que eu percebesse que estava descobrindo a leitura. Alguns elogios da professora me animavam a continuar. Ninguém falava em conto ou poesia, mas a semente dessas coisas estava germinando. Meu irmão, estudante na Capital, mandava-me revistas e livros, e me habituei a viver entre eles. Depois, já rapaz, tive sorte de conhecer outros rapazes que também gostavam de ler e escrever.

Então começou uma fase muito boa de troca de experiências e impressões. Na mesa do café, sentado, (pois tomava-se café sentado nos bares, e podia-se conversar horas e horas sem incomodar nem ser incomodado) eu tirava do bolso o que escrevera durante o dia, e meus colegas criticavam. Eles também sacavam seus escritos, e eu tomava parte nos comentários. Tudo com naturalidade e franqueza. Aprendi muito com os amigos, e tenho pena dos jovens de hoje que não desfrutam desse tipo de amizade crítica.

(Disponível em: https://www.paralerepensar.com.br. Acesso em: 12/08/2019.)

Tendo em vista que o gênero textual desempenha funções sociais e se destaca pelas suas propriedades sociocomunicativas de funcionalidade e de intencionalidade, é correto afirmar sobre o texto em análise:

 

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1736844 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: UFMT
Orgão: Pref. Pontes Lacerda-MT

Instrução: Leia o trecho abaixo. Um dos aspectos da competência discursiva é o sujeito ser capaz de utilizar a língua de modo variado, para produzir diferentes efeitos de sentido e adequar o texto a diferentes situações de interlocução oral e escrita. É o que aqui se chama de competência linguística e estilística (PCN, 1998).

Sobre esse aspecto da linguagem, leia o poema abaixo, para responder às questões 28 e 29.


Irene no céu

Irene preta

Irene boa

Irene sempre de bom humor.

Imagino Irene entrando no céu:

- Licença, meu branco!

E São Pedro bonachão:

- Entra, Irene. Você não precisa pedir licença.

(BANDEIRA, M. Estrela da vida inteira. 11ª ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1986.)

Sobre os elementos linguísticos, sintáticos e semânticos usados na composição desse poema, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) Na primeira estrofe, em que predomina a sequência do descrever, são usadas frases nominais e anáfora.

( ) O adjetivo bonachão, flexionado no grau superlativo sintético, expressa uma característica de valor afetivo.

( ) A vírgula é empregada como recurso de expressividade.

( ) A segunda estrofe relata uma situação hipotética do ponto de vista de um narrador de terceira pessoa.

( ) Na fala transcrita de Irene, o vocativo meu branco caracteriza, implicitamente, essa personagem como um sujeito social submisso.

Assinale a sequência correta.

 

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Instrução: Leia o trecho abaixo. Um dos aspectos da competência discursiva é o sujeito ser capaz de utilizar a língua de modo variado, para produzir diferentes efeitos de sentido e adequar o texto a diferentes situações de interlocução oral e escrita. É o que aqui se chama de competência linguística e estilística (PCN, 1998).

Sobre esse aspecto da linguagem, leia o poema abaixo, para responder às questões 28 e 29.


Irene no céu

Irene preta

Irene boa

Irene sempre de bom humor.

Imagino Irene entrando no céu:

- Licença, meu branco!

E São Pedro bonachão:

- Entra, Irene. Você não precisa pedir licença.

(BANDEIRA, M. Estrela da vida inteira. 11ª ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1986.)

A respeito do uso da linguagem e efeito de sentido, marque a afirmativa INCORRETA.

 

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