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Foram encontradas 50 questões.

893363 Ano: 2016
Disciplina: Psicologia
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Sabará-MG
“Ao descreverem o processo, resultados e análise de pesquisa realizada, em capítulo de livro, sob o título ‘Recuperação escolar uma análise crítica a partir da psicologia escolar, Caldas & Souza (2015, p. 56) escrevem ‘embora os discursos das professoras e gestoras participantes dessa pesquisa tenham apontado a recuperação contínua como ideal, ou seja, o processo de apoio dado diariamente em classe pela professora no cotidiano escolar, à recuperação paralela – feita em separado aos alunos com dificuldades, ainda continua sendo conferido um poder mágico que salva os que não aprendem. Ainda é evidenciada a necessidade de segregar os que aprendem de modo diferente, com outros ritmos, que os distinguam da maioria dos alunos. A recuperação põe-se como medida para solucionar as dificuldades encontradas pelos alunos em seu processo de aprendizagem, no entanto, à medida que sua concretização na escola aponta mais para a discriminação e rotulação do que para a superação dos obstáculos, é possível afirmar que a recuperação escolar vem sendo instrumento de mascaramento da realidade e, consequentemente, de ______________ ’.” Assinale a alternativa que completa corretamente o conceito descrito pelas autoras.
 

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Feliz aniversário

[...] E à cabeceira da mesa grande a aniversariante que fazia hoje oitenta e nove anos.

Zilda, a dona da casa, arrumara a mesa cedo, enchera-a de guardanapos de papel colorido e copos de papelão alusivos à data, espalhara balões sungados pelo teto em alguns dos quais estava escrito “Happy Birthday!”, em outros “Feliz Aniversário!”. No centro havia disposto o enorme bolo açucarado. Para adiantar o expediente, enfeitara a mesa logo depois do almoço, encostara as cadeiras à parede, mandara os meninos brincar no vizinho para não desarrumar a mesa.

E, para adiantar o expediente, vestira a aniversariante logo depois do almoço. Pusera-lhe desde então a presilha em torno do pescoço e o broche, borrifara-lhe um pouco de água-de-colônia para disfarçar aquele seu cheiro de guardado — sentara-a à mesa. E desde as duas horas a aniversariante estava sentada à cabeceira da longa mesa vazia, tesa na sala silenciosa.

De vez em quando consciente dos guardanapos coloridos. Olhando curiosa um ou outro balão estremecer aos carros que passavam. E de vez em quando aquela angústia muda: quando acompanhava, fascinada e impotente, o voo da mosca em torno do bolo. [...]

Os músculos do rosto da aniversariante não a interpretavam mais, de modo que ninguém podia saber se ela estava alegre. Estava era posta à cabeceira. Tratava-se de uma velha grande, magra, imponente e morena. Parecia oca.

— Oitenta e nove anos, sim senhor! disse José, filho mais velho agora que Jonga tinha morrido. — Oitenta e nove anos, sim senhora! disse esfregando as mãos em admiração pública e como sinal imperceptível para todos.

Todos se interromperam atentos e olharam a aniversariante de um modo mais oficial. Alguns abanaram a cabeça em admiração como a um recorde. Cada ano vencido pela aniversariante era uma vaga etapa da família toda. Sim senhor! disseram alguns sorrindo timidamente.

— Oitenta e nove anos!, ecoou Manoel que era sócio de José. É um brotinho!, disse espirituoso e nervoso, e todos riram, menos sua esposa.

A velha não se manifestava.

Alguns não lhe haviam trazido presente nenhum. Outros trouxeram saboneteira, uma combinação de jérsei, um broche de fantasia, um vasinho de cactos — nada, nada que a dona da casa pudesse aproveitar para si mesma ou para seus filhos, nada que a própria aniversariante pudesse realmente aproveitar constituindo assim uma economia: a dona da casa guardava os presentes, amarga, irônica.

— Oitenta e nove anos! repetiu Manoel aflito, olhando para a esposa.

A velha não se manifestava...

(Clarice Lispector. “Laços de Família”, Editora Rocco – Rio de Janeiro, 1998. Fragmento.)

Em “Zilda, a dona da casa, arrumara a mesa cedo, [...]” o trecho destacado entre vírgulas “a dona da casa” ilustra um processo conhecido como

 

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880498 Ano: 2016
Disciplina: Psicologia
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Sabará-MG
No documento Referências Técnicas para Atuação de Psicólogos na Educação Básica, Eixo 3 – “Possibilidades de Atuação do Psicólogo na Educação Básica”, tem-se que:
“Para uma intervenção na área, uma das primeiras questões que se põe ao profissional é: qual a função social da escola? Entendemos que o ser humano é constituído pela realidade histórico-social que vem sendo produzida de geração em geração. O homem não nasce sabendo ser homem e para aprender a pensar, para ter sentimentos, agir, avaliar, é preciso aprender, o que compete ao trabalho educativo.”
(Saviani, 2003, p. 53.)
De acordo com a citação, é correto afirmar que na escola:
 

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A dona do ar

Quando completou três anos de idade, em 1922, Rosa Helena Schorling, conhecida como Rosita, ganhou de presente um velocípede de madeira construído pelo pai. Aos 12, o brinquedo havia ficado para trás e seu principal meio de transporte era um Opel 1896 de fabricação alemã e direção do lado direito. Aos 19, tornou-se a oitava brasileira apta a pilotar aviões e, aos 21, se tornou a primeira mulher a saltar de paraquedas no País.

Hoje, por força de seus 94 anos, caminha mais devagar, mas olha o céu do mesmo modo como olhava quando avistou, pela primeira vez, o imenso balão prateado Graf Zeppelin, que sobrevoou o território capixaba em 1932, inaugurando o tráfego aéreo entre a Europa e a América Latina. O acordo feito com o pai era o seguinte: primeiro Rosa Helena terminaria os estudos no tradicional colégio de freiras em que aprendia letras, ciências, piano e costura. Depois, tão logo conquistasse o canudo de professora- normalista, estaria autorizada a estudar aviação.

O trato foi cumprido. Em 1938, começou o curso, orientada a observar o terreno e sentir a altitude e os comandos. “No ar, eu me sinto livre como em nenhum outro lugar”, define a aviadora que o presidente Getúlio Vargas chamava de “capixaba endiabrada”.

Diante do xeque-mate de um noivo que a mandou escolher entre voar e o casamento, ficou com o avião. Aos 35 anos, por causa da morte do pai, Rosita voltou ao interior para cuidar da mãe e trabalhar como professora. As crianças, curiosas, a enchiam de perguntas sobre suas peripécias no ar. Casou-se anos depois, na década de 1960, e teve um único filho. O bebê, no entanto, viveu apenas cinco meses e 16 dias. “Perdi muita gente”, lamenta. O pai, sem dúvida, foi o maior incentivador. Um dia, o general que presidia o Aeroclube do Brasil quis conhecer a família da aluna. Diante do pai de Rosita, João Ricardo Schorling, perguntou:

– E se alguma coisa acontecer a ela?
Decidido como a filha, Schorling respondeu prontamente:
– Então ela terá a morte dos seus sonhos.

(Ana Laura Nahas. Vida simples, janeiro de 2014.)

Como conjunção subordinativa, a palavra “quando” pode ter diferentes classificações, de acordo com o sentido atribuído no período em que foi empregada. Em “Quando completou três anos de idade, em 1922, Rosa Helena Schorling, conhecida como Rosita, ganhou de presente um velocípede de madeira construído pelo pai.” (1º§) a conjunção “quando” indica o mesmo sentido reconhecido em:

 

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A dona do ar
Quando completou três anos de idade, em 1922, Rosa Helena Schorling, conhecida como Rosita, ganhou de presente um velocípede de madeira construído pelo pai. Aos 12, o brinquedo havia ficado para trás e seu principal meio de transporte era um Opel 1896 de fabricação alemã e direção do lado direito. Aos 19, tornou-se a oitava brasileira apta a pilotar aviões e, aos 21, se tornou a primeira mulher a saltar de paraquedas no País.
Hoje, por força de seus 94 anos, caminha mais devagar, mas olha o céu do mesmo modo como olhava quando avistou, pela primeira vez, o imenso balão prateado Graf Zeppelin, que sobrevoou o território capixaba em 1932, inaugurando o tráfego aéreo entre a Europa e a América Latina. O acordo feito com o pai era o seguinte: primeiro Rosa Helena terminaria os estudos no tradicional colégio de freiras em que aprendia letras, ciências, piano e costura. Depois, tão logo conquistasse o canudo de professora- normalista, estaria autorizada a estudar aviação.
O trato foi cumprido. Em 1938, começou o curso, orientada a observar o terreno e sentir a altitude e os comandos. “No ar, eu me sinto livre como em nenhum outro lugar”, define a aviadora que o presidente Getúlio Vargas chamava de “capixaba endiabrada”.
Diante do xeque-mate de um noivo que a mandou escolher entre voar e o casamento, ficou com o avião. Aos 35 anos, por causa da morte do pai, Rosita voltou ao interior para cuidar da mãe e trabalhar como professora. As crianças, curiosas, a enchiam de perguntas sobre suas peripécias no ar. Casou-se anos depois, na década de 1960, e teve um único filho. O bebê, no entanto, viveu apenas cinco meses e 16 dias. “Perdi muita gente”, lamenta. O pai, sem dúvida, foi o maior incentivador. Um dia, o general que presidia o Aeroclube do Brasil quis conhecer a família da aluna. Diante do pai de Rosita, João Ricardo Schorling, perguntou:
– E se alguma coisa acontecer a ela?
Decidido como a filha, Schorling respondeu prontamente:
– Então ela terá a morte dos seus sonhos.
(Ana Laura Nahas. Vida simples, janeiro de 2014.)
Nos três últimos parágrafos do texto ocorre a transcrição de um diálogo através do discurso direto. Acerca deste trecho do texto é correto afirmar que
 

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871185 Ano: 2016
Disciplina: Psicologia
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Sabará-MG
Antunes (2003) nos diz que: “a escola de aperfeiçoamento de professores de Belo Horizonte, ligada à escola Normal da cidade e criada no bojo da Reforma Educacional de Minas Gerais, em 1929, constituiu-se numa das mais importantes instituições produtoras de conhecimento, ensino e experiências educacionais baseados na psicologia. Mais tarde esta instituição fundiu-se com a escola Normal, dando origem ao Instituto de Educação e anexando a ele seu laboratório de psicologia (p. 154)”. Sobre o Instituto de Educação de Minas Gerais, pode-se afirmar que ali “muitas normalistas foram introduzidas nos campos da pesquisa e da prática baseada na psicologia da educação”, sob a direção de:
 

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870941 Ano: 2016
Disciplina: Psicologia
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Sabará-MG
Historicamente, Antunes (2003) nos situa descrevendo que: “por volta de meados da década de 1970, a hipertrofia da psicologia na educação começou a ser duramente criticada por educadores e psicólogos. Uma das mais severas críticas referia-se à maneira como os testes eram utilizados e suas consequências para o educando; seus resultados eram usualmente interpretados como atribuições próprias do sujeito, fazendo incidir sobre ele a determinação dos ditos ‘problemas de aprendizagem’ (a própria expressão já denota que é a criança a fonte de problemas; dificilmente fala-se de ‘problemas escolares’) (p. 164)”. Sobre essa postura profissional criticada e descrita na citação, é INCORRETO afirmar que:
 

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851689 Ano: 2016
Disciplina: Psicologia
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Sabará-MG
Sobre o processo de alfabetização da criança, Emília Ferreiro (2008) afirma que: “a língua escrita é um objeto de uso social, com uma existência social (e não apenas escolar). Quando as crianças vivem em um ambiente urbano, encontram escritas por toda parte (letreiros de rua, vasilhames comerciais, propagandas, anúncios da TV etc.). No mundo circundante estão todas as letras, não em uma ordem preestabelecida, mas com a frequência que cada uma delas tem na escrita da língua (p. 37)”. Tendo como fundamento teórico- prático os estudos de Emília Ferreiro e considerando o processo de alfabetização da criança, é correto afirmar que:
 

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Preconceito à velhice
Hoje, custa assumir a velhice. A mercantilização da aparência humana descobriu o elixir da eterna juventude. Fortunas são movimentadas para prolongar a nossa juventude ou, pelo menos, a ilusão de que ela é perene: cirurgias plásticas, academias de malhação, pílulas energéticas, bebidas revitalizadoras, alimentos dietéticos etc.
Assim, a velhice ganha, aos poucos, o estigma da vergonha, como se as rugas fossem cicatrizes socialmente inadmissíveis, os cabelos brancos, sinais de degradação, a aposentadoria, ociosidade vergonhosa, as limitações próprias da idade, incompetência.
Fiquei chocado quando, em Estocolmo, uma amiga, assistente social, me contou que trabalhava num asilo, uma espécie de apart-hospital, onde as famílias depositavam seus idosos. Não há exagero no verbo. A função de minha amiga era visitar os aniversariantes, já que, em geral, suas famílias jamais apareciam e nem sequer telefonavam. [...]
Algumas universidades facultam a eles o livre acesso a seus cursos, sem exigência de vestibular e frequência regular. Também empresas têm dado preferência a idosos na ocupação de certos cargos. No entanto, falta muito para que os nossos idosos sintam-se de fato valorizados, respeitados e, sobretudo, venerados, como ocorre nas aldeias indígenas. Ali, quando morre um velho, é toda uma biblioteca que desaparece. Pois é através da memória que a história é registrada e transmitida, embalada numa sabedoria que o nosso academicismo cartesiano custa a apreender. Bons tempos aqueles em que, em Minas, pedíamos a bênção dos mais velhos. E tínhamos todo o tempo do mundo para ouvir suas experiências e ensinamentos. Como a minha avó Zina que, aos 90 anos, narrava sua mocidade em Ouro Preto com um brilho adolescente nos olhos.
(SCLIAR, Moacyr. Do jeito que nós vivemos – Belo Horizonte:
Frei Betto (fragmento). Disponível em: http://www.adital.com.b /site/noticia2.asp ?lang=PT&cod=6169.)
Ao citar o hábito de indígenas em relação aos idosos, é empregada uma metáfora que
 

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850264 Ano: 2016
Disciplina: Psicologia
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Sabará-MG
“Na obra ‘Psicologia, políticas educacionais e escolarização’ (Zibetti; Souza; Barroco orgs. 2015), o cap. 2 apresenta uma discussão sobre a recuperação escolar, tendo como base teórica a psicologia escolar crítica. Tem-se o seguinte fragmento do citado capítulo: ‘Para Leontiev (1981), o _____________ individual se dá quando a criança toma consciência de dado fenômeno para além do conhecimento a respeito deste; _____________ pode ser entendido como o conjunto dos fenômenos psíquicos suscitados na consciência por um fenômeno, uma palavra ou uma relação. (...) O êxito do processo de resolução de tarefas é determinado não somente pelo conteúdo objetivo, mas depende primordialmente do motivo que impele a criança a atuar. Em outras palavras, depende do _____________ da atividade que realiza. Na particularidade dos motivos determinados pelo _____________ que tenha a tarefa dada, temos o ponto essencial para análise (p. 49)’.” Assinale a alternativa que completa corretamente a afirmativa anterior.
 

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