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Lucas, Jordana e Kelvin são amigos e combinaram de ir a uma pizzaria na sexta-feira à noite. Eles dividiram uma pizza grande cortada em 12 pedaços. Jordana comeu 4/24 da pizza.

A fração que indica a quantidade de pizza que restou para ser dividida entre Lucas e Kelvin foi:

 

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A área de um retângulo é 74,16 cm2. Sabendo que a largura do retângulo mede 10,3 cm, o perímetro desse retângulo é:

 

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Francisco ganha R$ 4.500,00 de salário líquido e possui algumas despesas fixas: a prestação da sua casa é de R$ 1.100, 00, ele gasta R$ 1.200,00 em supermercado e R$ 390,00 em lazer e reserva R$ 1.000,00 para contas diversas, como luz, internet, água e outras. O restante, ele guarda em uma poupança.

O percentual guardado na poupança por mês em relação ao valor líquido do seu salário é:

 

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2827554 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Santa Cecília Sul-RS

Os benefícios de se conectar com sua criança interior

Por Kalel Adolfo

Sabe quando Alice, do conto clássico de Lewis Carroll, cai em uma toca de coelho, vai parar num jardim mágico, fala com gatos sorridentes e toma chá com uma lebre de março? Se lembrarmos bem, ser criança é quase assim. Em alguns segundos, as atividades mais banais — como tomar banho ou olhar para o céu — podem se transformar numa fantasia de imaginação livre e fértil. É difícil dizer o mesmo sobre a vida adulta: conforme envelhecemos, precisamos construir padrões de comportamento para manter a produtividade. Não há tempo para brincadeiras ou devaneios, e a racionalidade corrompe aquela alegria de reagir ao mundo com espontaneidade.

E isso, além de nos adoecer, colore a existência em tons cinzentos. Para Ariane Senna, psicóloga e mestra em estudos étnicos e africanos pela UFBA, as raízes dessa rigidez que acompanha o amadurecimento são bem esclarecidas na obra O Mal-Estar na Civilização, de Sigmund Freud. “Somos moldadas a ser mais racionais do que emotivas. Passamos por esse ensinamento de que a seriedade é item obrigatório para encontrarmos respeito na sociedade.

Consequentemente, experimentamos uma série de castrações que nos afastam de nossa identidade”, explica a especialista.

Nesse contexto, cresce a importância de “resgatar a criança interior”: ao esquecer essa parte de nossa persona, perdemos a chance de levar a rotina com leveza. A psicóloga e psicanalista Raquel Baldo complementa relembrando que, frequentemente, temos a sensação de que retomar a infância significa reviver apenas momentos de felicidade. “Crianças são seres que também passam por angústias. Não é incomum que um adulto tão racional tenha precisado se estruturar dessa forma para lidar com os sentimentos. Excesso de racionalidade é um mecanismo de defesa do inconsciente. Aprender a lidar com isso é difícil, e é necessário suporte e amparo, sobretudo profissional”.

De acordo com Raquel Baldo, por mais que o nascimento represente o momento em que estamos mais próximos de nossa “essência”, é uma utopia acreditar que podemos ser completamente nós mesmos, em qualquer fase da vida. “Assim que chegamos neste mundo, precisamos que alguém sinta as coisas por nós. Por exemplo: se está frio, preciso que outra pessoa vivencie a baixa temperatura para me agasalhar de acordo com a maneira em que experimenta o clima. Portando, nossas sensações já sofrem interferência desde cedo”. Dito isso, a psicanalista afirma que atingimos um pico de criatividade e fantasia durante a fase primária da infância. “Estamos falando de um período em que recebemos estímulos e reagimos instintivamente. Criar, aprender e ter sonhos é bem mais fácil por conta das reações instantâneas. Quando bem acolhida pelos pais, essa etapa traz benefícios para a condição psíquica futura”.

(Disponível em: https://claudia.abril.com.br/autoconhecimento/beneficios-de-se- conectar -

com-suacrianca- interior – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que indica o número correto de orações que compõem o período a seguir: “Nesse contexto, cresce a importância de “resgatar a criança interior”: ao esquecer essa parte de nossa persona, perdemos a chance de levar a rotina com leveza”.

 

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2827553 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Santa Cecília Sul-RS

Os benefícios de se conectar com sua criança interior

Por Kalel Adolfo

Sabe quando Alice, do conto clássico de Lewis Carroll, cai em uma toca de coelho, vai parar num jardim mágico, fala com gatos sorridentes e toma chá com uma lebre de março? Se lembrarmos bem, ser criança é quase assim. Em alguns segundos, as atividades mais banais — como tomar banho ou olhar para o céu — podem se transformar numa fantasia de imaginação livre e fértil. É difícil dizer o mesmo sobre a vida adulta: conforme envelhecemos, precisamos construir padrões de comportamento para manter a produtividade. Não há tempo para brincadeiras ou devaneios, e a racionalidade corrompe aquela alegria de reagir ao mundo com espontaneidade.

E isso, além de nos adoecer, colore a existência em tons cinzentos. Para Ariane Senna, psicóloga e mestra em estudos étnicos e africanos pela UFBA, as raízes dessa rigidez que acompanha o amadurecimento são bem esclarecidas na obra O Mal-Estar na Civilização, de Sigmund Freud. “Somos moldadas a ser mais racionais do que emotivas. Passamos por esse ensinamento de que a seriedade é item obrigatório para encontrarmos respeito na sociedade.

Consequentemente, experimentamos uma série de castrações que nos afastam de nossa identidade”, explica a especialista.

Nesse contexto, cresce a importância de “resgatar a criança interior”: ao esquecer essa parte de nossa persona, perdemos a chance de levar a rotina com leveza. A psicóloga e psicanalista Raquel Baldo complementa relembrando que, frequentemente, temos a sensação de que retomar a infância significa reviver apenas momentos de felicidade. “Crianças são seres que também passam por angústias. Não é incomum que um adulto tão racional tenha precisado se estruturar dessa forma para lidar com os sentimentos. Excesso de racionalidade é um mecanismo de defesa do inconsciente. Aprender a lidar com isso é difícil, e é necessário suporte e amparo, sobretudo profissional”.

De acordo com Raquel Baldo, por mais que o nascimento represente o momento em que estamos mais próximos de nossa “essência”, é uma utopia acreditar que podemos ser completamente nós mesmos, em qualquer fase da vida. “Assim que chegamos neste mundo, precisamos que alguém sinta as coisas por nós. Por exemplo: se está frio, preciso que outra pessoa vivencie a baixa temperatura para me agasalhar de acordo com a maneira em que experimenta o clima. Portando, nossas sensações já sofrem interferência desde cedo”. Dito isso, a psicanalista afirma que atingimos um pico de criatividade e fantasia durante a fase primária da infância. “Estamos falando de um período em que recebemos estímulos e reagimos instintivamente. Criar, aprender e ter sonhos é bem mais fácil por conta das reações instantâneas. Quando bem acolhida pelos pais, essa etapa traz benefícios para a condição psíquica futura”.

(Disponível em: https://claudia.abril.com.br/autoconhecimento/beneficios-de-se- conectar -

com-suacrianca- interior – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que indica a correta função sintática da oração substantiva sublinhada no trecho a seguir: “Não é incomum que um adulto tão racional tenha precisado se estruturar dessa forma para lidar com os sentimentos”.

 

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2827552 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Santa Cecília Sul-RS

Os benefícios de se conectar com sua criança interior

Por Kalel Adolfo

Sabe quando Alice, do conto clássico de Lewis Carroll, cai em uma toca de coelho, vai parar num jardim mágico, fala com gatos sorridentes e toma chá com uma lebre de março? Se lembrarmos bem, ser criança é quase assim. Em alguns segundos, as atividades mais banais — como tomar banho ou olhar para o céu — podem se transformar numa fantasia de imaginação livre e fértil. É difícil dizer o mesmo sobre a vida adulta: conforme envelhecemos, precisamos construir padrões de comportamento para manter a produtividade. Não há tempo para brincadeiras ou devaneios, e a racionalidade corrompe aquela alegria de reagir ao mundo com espontaneidade.

E isso, além de nos adoecer, colore a existência em tons cinzentos. Para Ariane Senna, psicóloga e mestra em estudos étnicos e africanos pela UFBA, as raízes dessa rigidez que acompanha o amadurecimento são bem esclarecidas na obra O Mal-Estar na Civilização, de Sigmund Freud. “Somos moldadas a ser mais racionais do que emotivas. Passamos por esse ensinamento de que a seriedade é item obrigatório para encontrarmos respeito na sociedade.

Consequentemente, experimentamos uma série de castrações que nos afastam de nossa identidade”, explica a especialista.

Nesse contexto, cresce a importância de “resgatar a criança interior”: ao esquecer essa parte de nossa persona, perdemos a chance de levar a rotina com leveza. A psicóloga e psicanalista Raquel Baldo complementa relembrando que, frequentemente, temos a sensação de que retomar a infância significa reviver apenas momentos de felicidade. “Crianças são seres que também passam por angústias. Não é incomum que um adulto tão racional tenha precisado se estruturar dessa forma para lidar com os sentimentos. Excesso de racionalidade é um mecanismo de defesa do inconsciente. Aprender a lidar com isso é difícil, e é necessário suporte e amparo, sobretudo profissional”.

De acordo com Raquel Baldo, por mais que o nascimento represente o momento em que estamos mais próximos de nossa “essência”, é uma utopia acreditar que podemos ser completamente nós mesmos, em qualquer fase da vida. “Assim que chegamos neste mundo, precisamos que alguém sinta as coisas por nós. Por exemplo: se está frio, preciso que outra pessoa vivencie a baixa temperatura para me agasalhar de acordo com a maneira em que experimenta o clima. Portando, nossas sensações já sofrem interferência desde cedo”. Dito isso, a psicanalista afirma que atingimos um pico de criatividade e fantasia durante a fase primária da infância. “Estamos falando de um período em que recebemos estímulos e reagimos instintivamente. Criar, aprender e ter sonhos é bem mais fácil por conta das reações instantâneas. Quando bem acolhida pelos pais, essa etapa traz benefícios para a condição psíquica futura”.

(Disponível em: https://claudia.abril.com.br/autoconhecimento/beneficios-de-se- conectar -

com-suacrianca- interior – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta palavra ou expressão que poderia substituir “em que” sem causar incorreções ao período.

 

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2827551 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Santa Cecília Sul-RS

Os benefícios de se conectar com sua criança interior

Por Kalel Adolfo

Sabe quando Alice, do conto clássico de Lewis Carroll, cai em uma toca de coelho, vai parar num jardim mágico, fala com gatos sorridentes e toma chá com uma lebre de março? Se lembrarmos bem, ser criança é quase assim. Em alguns segundos, as atividades mais banais — como tomar banho ou olhar para o céu — podem se transformar numa fantasia de imaginação livre e fértil. É difícil dizer o mesmo sobre a vida adulta: conforme envelhecemos, precisamos construir padrões de comportamento para manter a produtividade. Não há tempo para brincadeiras ou devaneios, e a racionalidade corrompe aquela alegria de reagir ao mundo com espontaneidade.

E isso, além de nos adoecer, colore a existência em tons cinzentos. Para Ariane Senna, psicóloga e mestra em estudos étnicos e africanos pela UFBA, as raízes dessa rigidez que acompanha o amadurecimento são bem esclarecidas na obra O Mal-Estar na Civilização, de Sigmund Freud. “Somos moldadas a ser mais racionais do que emotivas. Passamos por esse ensinamento de que a seriedade é item obrigatório para encontrarmos respeito na sociedade.

Consequentemente, experimentamos uma série de castrações(III) que(III) nos(I) afastam de nossa identidade”, explica a especialista.

Nesse contexto, cresce a importância de “resgatar a criança interior”: ao esquecer essa parte de nossa persona, perdemos a chance de levar a rotina com leveza. A psicóloga e psicanalista Raquel Baldo complementa relembrando que, frequentemente, temos a sensação de que retomar a infância significa reviver apenas momentos de felicidade. “Crianças são seres que também passam por angústias. Não é incomum que um adulto tão racional tenha precisado se estruturar dessa forma para lidar com os sentimentos. Excesso de racionalidade é um mecanismo de defesa do inconsciente. Aprender a lidar com isso é difícil, e é necessário suporte e amparo, sobretudo profissional”.

De acordo com Raquel Baldo, por mais que o nascimento represente o momento em que estamos mais próximos de nossa “essência”, é uma utopia acreditar que podemos ser completamente nós mesmos, em qualquer fase da vida. “Assim que chegamos neste(II) mundo, precisamos que alguém sinta as coisas por nós. Por exemplo: se está frio, preciso que outra pessoa vivencie a baixa temperatura para me agasalhar de acordo com a maneira em que experimenta o clima. Portando, nossas sensações já sofrem interferência desde cedo”. Dito isso, a psicanalista afirma que atingimos um pico de criatividade e fantasia durante a fase primária da infância. “Estamos falando de um período em que recebemos estímulos e reagimos instintivamente. Criar, aprender e ter sonhos é bem mais fácil por conta das reações instantâneas. Quando bem acolhida pelos pais, essa etapa traz benefícios para a condição psíquica futura”.

(Disponível em: https://claudia.abril.com.br/autoconhecimento/beneficios-de-se- conectar -

com-suacrianca- interior – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o emprego dos recursos coesivos, analise as assertivas a seguir:

I. Na linha, o pronome “nos” tem como referente a psicóloga Ariane Senna, que inclui o leitor em suas considerações.

II. O pronome demonstrativo contraído à preposição “em”, “neste”, é empregado por tratar o “mundo” como algo sem proximidade física com o enunciador.

III. Na linha, o pronome relativo “que” tem como referente a palavra “castrações”.

Quais estão corretas?

 

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2827550 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Santa Cecília Sul-RS

Os benefícios de se conectar com sua criança interior

Por Kalel Adolfo

Sabe quando Alice, do conto clássico de Lewis Carroll, cai em uma toca de coelho, vai parar num jardim mágico, fala com gatos sorridentes e toma chá com uma lebre de março? Se lembrarmos bem, ser criança é quase assim. Em alguns segundos, as atividades mais banais — como tomar banho ou olhar para o céu — podem se transformar numa fantasia de imaginação livre e fértil. É difícil dizer o mesmo sobre a vida adulta: conforme envelhecemos, precisamos construir padrões de comportamento para manter a produtividade. Não há tempo para brincadeiras ou devaneios, e a racionalidade corrompe aquela alegria de reagir ao mundo com espontaneidade.

E isso, além de nos adoecer, colore a existência em tons cinzentos. Para Ariane Senna, psicóloga e mestra em estudos étnicos e africanos pela UFBA, as raízes dessa rigidez que acompanha o amadurecimento são bem esclarecidas na obra O Mal-Estar na Civilização, de Sigmund Freud. “Somos moldadas a ser mais racionais do que emotivas. Passamos por esse ensinamento de que a seriedade é item obrigatório para encontrarmos respeito na sociedade.

Consequentemente, experimentamos uma série de castrações que nos afastam de nossa identidade”, explica a especialista.

Nesse contexto, cresce a importância de “resgatar a criança interior”: ao esquecer essa parte de nossa persona, perdemos a chance de levar a rotina com leveza. A psicóloga e psicanalista Raquel Baldo complementa relembrando que, frequentemente, temos a sensação de que retomar a infância significa reviver apenas momentos de felicidade. “Crianças são seres que também passam por angústias. Não é incomum que um adulto tão racional tenha precisado se estruturar dessa forma para lidar com os sentimentos. Excesso de racionalidade é um mecanismo de defesa do inconsciente. Aprender a lidar com isso é difícil, e é necessário suporte e amparo, sobretudo profissional”.

De acordo com Raquel Baldo, por mais que o nascimento represente o momento em que estamos mais próximos de nossa “essência”, é uma utopia acreditar que podemos ser completamente nós mesmos, em qualquer fase da vida. “Assim que chegamos neste mundo, precisamos que alguém sinta as coisas por nós. Por exemplo: se está frio, preciso que outra pessoa vivencie a baixa temperatura para me agasalhar de acordo com a maneira em que experimenta o clima. Portando, nossas sensações já sofrem interferência desde cedo”. Dito isso, a psicanalista afirma que atingimos um pico de criatividade e fantasia durante a fase primária da infância. “Estamos falando de um período em que recebemos estímulos e reagimos instintivamente. Criar, aprender e ter sonhos é bem mais fácil por conta das reações instantâneas. Quando bem acolhida pelos pais, essa etapa traz benefícios para a condição psíquica futura”.

(Disponível em: https://claudia.abril.com.br/autoconhecimento/beneficios-de-se- conectar -

com-suacrianca- interior – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta palavra que pode substituir o vocábulo “devaneios” sem causar alterações de sentido consideráveis ao trecho.

 

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2827549 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Santa Cecília Sul-RS

Os benefícios de se conectar com sua criança interior

Por Kalel Adolfo

Sabe quando Alice, do conto clássico de Lewis Carroll, cai em uma toca de coelho, vai parar num jardim mágico, fala com gatos sorridentes e toma chá com uma lebre de março? Se lembrarmos bem, ser criança é quase assim. Em alguns segundos, as atividades mais banais — como tomar banho ou olhar para o céu — podem se transformar numa fantasia de imaginação livre e fértil. É difícil dizer o mesmo sobre a vida adulta: conforme envelhecemos, precisamos construir padrões de comportamento para manter a produtividade. Não há tempo para brincadeiras ou devaneios, e a racionalidade corrompe aquela alegria de reagir ao mundo com espontaneidade.

E isso, além de nos adoecer, colore a existência em tons cinzentos. Para Ariane Senna, psicóloga e mestra em estudos étnicos e africanos pela UFBA, as raízes dessa rigidez que acompanha o amadurecimento são bem esclarecidas na obra O Mal-Estar na Civilização, de Sigmund Freud. “Somos moldadas a ser mais racionais do que emotivas. Passamos por esse ensinamento de que a seriedade é item obrigatório para encontrarmos respeito na sociedade.

Consequentemente, experimentamos uma série de castrações que nos afastam de nossa identidade”, explica a especialista.

Nesse contexto, cresce a importância de “resgatar a criança interior”: ao esquecer essa parte de nossa persona, perdemos a chance de levar a rotina com leveza. A psicóloga e psicanalista Raquel Baldo complementa relembrando que, frequentemente, temos a sensação de que retomar a infância significa reviver apenas momentos de felicidade. “Crianças são seres que também passam por angústias. Não é incomum que um adulto tão racional tenha precisado se estruturar dessa forma para lidar com os sentimentos. Excesso de racionalidade é um mecanismo de defesa do inconsciente. Aprender a lidar com isso é difícil, e é necessário suporte e amparo, sobretudo profissional”.

De acordo com Raquel Baldo, por mais que o nascimento represente o momento em que estamos mais próximos de nossa “essência”, é uma utopia acreditar que podemos ser completamente nós mesmos, em qualquer fase da vida. “Assim que chegamos neste mundo, precisamos que alguém sinta as coisas por nós. Por exemplo: se está frio, preciso que outra pessoa vivencie a baixa temperatura para me agasalhar de acordo com a maneira em que experimenta o clima. Portando, nossas sensações já sofrem interferência desde cedo”. Dito isso, a psicanalista afirma que atingimos um pico de criatividade e fantasia durante a fase primária da infância. “Estamos falando de um período em que recebemos estímulos e reagimos instintivamente. Criar, aprender e ter sonhos é bem mais fácil por conta das reações instantâneas. Quando bem acolhida pelos pais, essa etapa traz benefícios para a condição psíquica futura”.

(Disponível em: https://claudia.abril.com.br/autoconhecimento/beneficios-de-se- conectar -

com-suacrianca- interior – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando a forma verbal “colore”, analise as assertivas a seguir e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.

( ) A conjugação dessa forma verbal na primeira pessoa do singular no presente do indicativo é “coloro”.

( ) A forma verbal está conjugada no texto na terceira pessoa do singular do presente do indicativo.

( ) De acordo com sua sílaba tônica, a forma verbal é paroxítona.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

 

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2827548 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Santa Cecília Sul-RS

Os benefícios de se conectar com sua criança interior

Por Kalel Adolfo

Sabe quando Alice, do conto clássico de Lewis Carroll, cai em uma toca de coelho, vai parar num jardim mágico, fala com gatos sorridentes e toma chá com uma lebre de março? Se lembrarmos bem, ser criança é quase assim. Em alguns segundos, as atividades mais banais — como tomar banho ou olhar para o céu — podem se transformar numa fantasia de imaginação livre e fértil. É difícil dizer o mesmo sobre a vida adulta: conforme envelhecemos, precisamos construir padrões de comportamento para manter a produtividade. Não há tempo para brincadeiras ou devaneios, e a racionalidade corrompe aquela alegria de reagir ao mundo com espontaneidade.

E isso, além de nos adoecer, colore a existência em tons cinzentos. Para Ariane Senna, psicóloga e mestra em estudos étnicos e africanos pela UFBA, as raízes dessa rigidez que acompanha o amadurecimento são bem esclarecidas na obra O Mal-Estar na Civilização, de Sigmund Freud. “Somos moldadas a ser mais racionais do que emotivas. Passamos por esse ensinamento de que a seriedade é item obrigatório para encontrarmos respeito na sociedade.

Consequentemente, experimentamos uma série de castrações que nos afastam de nossa identidade”, explica a especialista.

Nesse contexto, cresce a importância de “resgatar a criança interior”: ao esquecer essa parte de nossa persona, perdemos a chance de levar a rotina com leveza. A psicóloga e psicanalista Raquel Baldo complementa relembrando que, frequentemente, temos a sensação de que retomar a infância significa reviver apenas momentos de felicidade. “Crianças são seres que também passam por angústias. Não é incomum que um adulto tão racional tenha precisado se estruturar dessa forma para lidar com os sentimentos. Excesso de racionalidade é um mecanismo de defesa do inconsciente. Aprender a lidar com isso é difícil, e é necessário suporte e amparo, profissional”.

De acordo com Raquel Baldo, por mais que o nascimento represente o momento em que estamos mais próximos de nossa “essência”, é uma utopia acreditar que podemos ser completamente nós mesmos, em qualquer fase da vida. “Assim que chegamos neste mundo, precisamos que alguém sinta as coisas por nós. Por exemplo: se está frio, preciso que outra pessoa vivencie a baixa temperatura para me agasalhar de acordo com a maneira em que experimenta o clima. , nossas sensações já sofrem interferência desde cedo”. Dito isso, a psicanalista afirma que atingimos um pico de criatividade e fantasia durante a fase primária da infância. “Estamos falando de um período em que recebemos estímulos e reagimos instintivamente. Criar, aprender e ter sonhos é bem mais fácil por conta das reações instantâneas. Quando bem acolhida pelos pais, essa etapa benefícios para a condição psíquica futura”.

(Disponível em: https://claudia.abril.com.br/autoconhecimento/beneficios-de-se- conectar -

com-suacrianca- interior – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando a correta grafia das palavras em Língua Portuguesa, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas das linhas.

 

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