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Foram encontradas 190 questões.

3345188 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: CONSULPAM
Orgão: Pref. Santa Maria Jetibá-ES
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O ensino do léxico pode ser um olhar arregalado para o mundo, se explorado de forma multidimensional. Levando-se em consideração que o módulo da língua mais voltado à experiência, o léxico se abre ao que se vive, às variadas formas de ser e de interagir com aqueles com quem falamos e de quem falamos, assinale a afirmativa INCORRETA.

 

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3345187 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: CONSULPAM
Orgão: Pref. Santa Maria Jetibá-ES
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Tendo em vista que as modalidades oral e escrita constituem universos específicos de linguagem e, como tal, possuem características próprias, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) Na oralidade, a relação que estabelecemos com quem falamos é direta, traduzida em um processo de dialogação, que pode ainda contar com uma série de recursos extralinguísticos, como gestos, expressões faciais, entonação, postura, que facilitarão a transmissão de ideias, emoções e possibilitarão refazer a mensagem, caso esta não seja assimilada ou bem interpretada.

( ) A modalidade escrita parece caminhar para o espaço da totalidade, do distanciamento máximo entre produtor e interlocutor. Quando escrevemos, podemos impedir que nosso leitor interfira diretamente em nosso texto. Indiretamente, porém, essa intervenção acaba por acontecer, visto que, continuamente, ajustamos a escrita à imagem que fazemos dele, prevendo possíveis perguntas que ele nos faria – e tentando respondê-las.

( ) Em ambas as modalidades (oral e escrita), espera-se que a comunicação seja efetiva e possa, de fato, se concretizar pelo contínuo ajustamento de linguagem que o emissor da mensagem faz com relação ao seu destinatário.

A sequência está correta em

 

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3345186 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: CONSULPAM
Orgão: Pref. Santa Maria Jetibá-ES
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Mesmo em uma época de grandes mudanças e inovações, a escola ainda convive com o ensino de Língua Portuguesa vinculado à primeira concepção de linguagem, que privilegia a norma, em detrimento da diversidade linguística e cultural do Brasil. Diante do exposto, analise as afirmativas a seguir.

I. Ao compreender a linguagem como expressão do pensamento como um sistema, muitas vezes, a aula de Língua Portuguesa é confundida com aula de gramática. Privilegia-se o trabalho com a forma em detrimento do uso.

II. A língua como instrumento de comunicação está ligada à teoria da comunicação que a vê como código (conjunto de signos que se combinam segundo regras) capaz de transmitir ao receptor certa mensagem.

III. A linguagem como forma de cognição é considerada mais do que interação; trata-se de forma de cognição na construção de conhecimento sobre os gêneros textuais, no que diz respeito às suas funções e propósitos comunicativos.

Está correto o que se afirma em

 

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3345185 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: CONSULPAM
Orgão: Pref. Santa Maria Jetibá-ES
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Leia o texto a seguir para responder às questões de 36 a 39.

Os namorados da filha

Quando a filha adolescente anunciou que ia dormir com o namorado, o pai não disse nada. Não a recriminou, não lembrou os rígidos padrões morais de sua juventude. Homem avançado, esperava que aquilo acontecesse um dia. Só não esperava que acontecesse tão cedo. Mas tinha uma exigência, além das clássicas recomendações. A moça podia dormir com o namorado:

─ Mas aqui em casa.

Ela, por sua vez, não protestou. Até ficou contente. Aquilo resultava em inesperada comodidade. Vida amorosa em domicílio, o que mais podia desejar? Perfeito.

O namorado não se mostrou menos satisfeito. Entre outras razões, porque passaria a partilhar o abundante café da manhã da família. Aliás, seu apetite era espantoso: diante do olhar assombrado e melancólico do dono da casa, devorava toneladas do melhor requeijão, do mais fino presunto, tudo regado a litros de suco de laranja.

Um dia, o namorado sumiu. Brigamos, disse a filha, mas já estou saindo com outro. O pai pediu que ela trouxesse o rapaz. Veio, e era muito parecido com o anterior: magro, cabeludo, com apetite descomunal.

Breve, o homem descobriria que constância não era uma característica fundamental de sua filha. Os namorados começaram a se suceder em ritmo acelerado. Cada manhã de domingo, era uma nova surpresa: este é o Rodrigo, este é o James, este é o Tato, este é o Cabeça. Lá pelas tantas, ele desistiu de memorizar nomes ou mesmo fisionomias. Se estava 5 na mesa do café da manhã, era namorado. Às vezes, também acontecia ─ ah, essa próstata, essa próstata ─ que ele levantava à noite para ir ao banheiro e cruzava com um dos galãs no corredor. Encontro insólito, mas os cumprimentos eram sempre gentis.

Uma noite, acordou, como de costume, e, no corredor, deu de cara com um rapaz que o olhou apavorado. Tranquilizou-o:

─ Eu sou o pai da Melissa. Não se preocupe, fique à vontade. Faça de conta que a casa é sua.

E foi deitar.

Na manhã seguinte, a filha desceu para tomar café. Sozinha.

─ E o rapaz? ─ perguntou o pai.

─ Que rapaz? ─ disse ela.

Algo lhe ocorreu, e ele, nervoso, pôs-se de imediato a checar a casa. Faltava o CD player, faltava a máquina fotográfica, faltava a impressora do computador. O namorado não era namorado. Paixão poderia nutrir, mas era pela propriedade alheia.

Um único consolo restou ao perplexo pai: aquele, pelo menos, não fizera estrago no café da manhã.

(SCLIAR, Moacyr. Revista Zero Hora, 26/04/1998. Livro Boa Companhia: crônicas, organizado por Humberto Werneck, São Paulo: Companhia das Letras, 2006, 2ª reimpressão, pp. 205-6.)

Assinale a alternativa em que o termo destacado NÃO pertence à mesma classe gramatical dos demais.

 

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3345184 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: CONSULPAM
Orgão: Pref. Santa Maria Jetibá-ES
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Leia o texto a seguir para responder às questões de 36 a 39.

Os namorados da filha

Quando a filha adolescente anunciou que ia dormir com o namorado, o pai não disse nada. Não a recriminou, não lembrou os rígidos padrões morais de sua juventude. Homem avançado, esperava que aquilo acontecesse um dia. Só não esperava que acontecesse tão cedo. Mas tinha uma exigência, além das clássicas recomendações. A moça podia dormir com o namorado:

─ Mas aqui em casa.

Ela, por sua vez, não protestou. Até ficou contente. Aquilo resultava em inesperada comodidade. Vida amorosa em domicílio, o que mais podia desejar? Perfeito.

O namorado não se mostrou menos satisfeito. Entre outras razões, porque passaria a partilhar o abundante café da manhã da família. Aliás, seu apetite era espantoso: diante do olhar assombrado e melancólico do dono da casa, devorava toneladas do melhor requeijão, do mais fino presunto, tudo regado a litros de suco de laranja.

Um dia, o namorado sumiu. Brigamos, disse a filha, mas já estou saindo com outro. O pai pediu que ela trouxesse o rapaz. Veio, e era muito parecido com o anterior: magro, cabeludo, com apetite descomunal.

Breve, o homem descobriria que constância não era uma característica fundamental de sua filha. Os namorados começaram a se suceder em ritmo acelerado. Cada manhã de domingo, era uma nova surpresa: este é o Rodrigo, este é o James, este é o Tato, este é o Cabeça. Lá pelas tantas, ele desistiu de memorizar nomes ou mesmo fisionomias. Se estava 5 na mesa do café da manhã, era namorado. Às vezes, também acontecia ─ ah, essa próstata, essa próstata ─ que ele levantava à noite para ir ao banheiro e cruzava com um dos galãs no corredor. Encontro insólito, mas os cumprimentos eram sempre gentis.

Uma noite, acordou, como de costume, e, no corredor, deu de cara com um rapaz que o olhou apavorado. Tranquilizou-o:

─ Eu sou o pai da Melissa. Não se preocupe, fique à vontade. Faça de conta que a casa é sua.

E foi deitar.

Na manhã seguinte, a filha desceu para tomar café. Sozinha.

─ E o rapaz? ─ perguntou o pai.

─ Que rapaz? ─ disse ela.

Algo lhe ocorreu, e ele, nervoso, pôs-se de imediato a checar a casa. Faltava o CD player, faltava a máquina fotográfica, faltava a impressora do computador. O namorado não era namorado. Paixão poderia nutrir, mas era pela propriedade alheia.

Um único consolo restou ao perplexo pai: aquele, pelo menos, não fizera estrago no café da manhã.

(SCLIAR, Moacyr. Revista Zero Hora, 26/04/1998. Livro Boa Companhia: crônicas, organizado por Humberto Werneck, São Paulo: Companhia das Letras, 2006, 2ª reimpressão, pp. 205-6.)

“Mas tinha uma exigência, além das clássicas recomendações.” (1º§) O conector adverbial “além de”, no excerto anterior, expressa:

 

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3345183 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: CONSULPAM
Orgão: Pref. Santa Maria Jetibá-ES
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Leia o texto a seguir para responder às questões de 36 a 39.

Os namorados da filha

Quando a filha adolescente anunciou que ia dormir com o namorado, o pai não disse nada. Não a recriminou, não lembrou os rígidos padrões morais de sua juventude. Homem avançado, esperava que aquilo acontecesse um dia. Só não esperava que acontecesse tão cedo. Mas tinha uma exigência, além das clássicas recomendações. A moça podia dormir com o namorado:

─ Mas aqui em casa.

Ela, por sua vez, não protestou. Até ficou contente. Aquilo resultava em inesperada comodidade. Vida amorosa em domicílio, o que mais podia desejar? Perfeito.

O namorado não se mostrou menos satisfeito. Entre outras razões, porque passaria a partilhar o abundante café da manhã da família. Aliás, seu apetite era espantoso: diante do olhar assombrado e melancólico do dono da casa, devorava toneladas do melhor requeijão, do mais fino presunto, tudo regado a litros de suco de laranja.

Um dia, o namorado sumiu. Brigamos, disse a filha, mas já estou saindo com outro. O pai pediu que ela trouxesse o rapaz. Veio, e era muito parecido com o anterior: magro, cabeludo, com apetite descomunal.

Breve, o homem descobriria que constância não era uma característica fundamental de sua filha. Os namorados começaram a se suceder em ritmo acelerado. Cada manhã de domingo, era uma nova surpresa: este é o Rodrigo, este é o James, este é o Tato, este é o Cabeça. Lá pelas tantas, ele desistiu de memorizar nomes ou mesmo fisionomias. Se estava 5 na mesa do café da manhã, era namorado. Às vezes, também acontecia ─ ah, essa próstata, essa próstata ─ que ele levantava à noite para ir ao banheiro e cruzava com um dos galãs no corredor. Encontro insólito, mas os cumprimentos eram sempre gentis.

Uma noite, acordou, como de costume, e, no corredor, deu de cara com um rapaz que o olhou apavorado. Tranquilizou-o:

─ Eu sou o pai da Melissa. Não se preocupe, fique à vontade. Faça de conta que a casa é sua.

E foi deitar.

Na manhã seguinte, a filha desceu para tomar café. Sozinha.

─ E o rapaz? ─ perguntou o pai.

─ Que rapaz? ─ disse ela.

Algo lhe ocorreu, e ele, nervoso, pôs-se de imediato a checar a casa. Faltava o CD player, faltava a máquina fotográfica, faltava a impressora do computador. O namorado não era namorado. Paixão poderia nutrir, mas era pela propriedade alheia.

Um único consolo restou ao perplexo pai: aquele, pelo menos, não fizera estrago no café da manhã.

(SCLIAR, Moacyr. Revista Zero Hora, 26/04/1998. Livro Boa Companhia: crônicas, organizado por Humberto Werneck, São Paulo: Companhia das Letras, 2006, 2ª reimpressão, pp. 205-6.)

Dentre os recursos coesivos empregados na crônica, está a retomada de elementos já referenciados. Nos trechos transcritos, apresentam-se elementos destacados que são exemplos de tal estratégia, com EXCEÇÃO de:

 

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3345182 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: CONSULPAM
Orgão: Pref. Santa Maria Jetibá-ES
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Leia o texto a seguir para responder às questões de 36 a 39.

Os namorados da filha

Quando a filha adolescente anunciou que ia dormir com o namorado, o pai não disse nada. Não a recriminou, não lembrou os rígidos padrões morais de sua juventude. Homem avançado, esperava que aquilo acontecesse um dia. Só não esperava que acontecesse tão cedo. Mas tinha uma exigência, além das clássicas recomendações. A moça podia dormir com o namorado:

─ Mas aqui em casa.

Ela, por sua vez, não protestou. Até ficou contente. Aquilo resultava em inesperada comodidade. Vida amorosa em domicílio, o que mais podia desejar? Perfeito.

O namorado não se mostrou menos satisfeito. Entre outras razões, porque passaria a partilhar o abundante café da manhã da família. Aliás, seu apetite era espantoso: diante do olhar assombrado e melancólico do dono da casa, devorava toneladas do melhor requeijão, do mais fino presunto, tudo regado a litros de suco de laranja.

Um dia, o namorado sumiu. Brigamos, disse a filha, mas já estou saindo com outro. O pai pediu que ela trouxesse o rapaz. Veio, e era muito parecido com o anterior: magro, cabeludo, com apetite descomunal.

Breve, o homem descobriria que constância não era uma característica fundamental de sua filha. Os namorados começaram a se suceder em ritmo acelerado. Cada manhã de domingo, era uma nova surpresa: este é o Rodrigo, este é o James, este é o Tato, este é o Cabeça. Lá pelas tantas, ele desistiu de memorizar nomes ou mesmo fisionomias. Se estava 5 na mesa do café da manhã, era namorado. Às vezes, também acontecia ─ ah, essa próstata, essa próstata ─ que ele levantava à noite para ir ao banheiro e cruzava com um dos galãs no corredor. Encontro insólito, mas os cumprimentos eram sempre gentis.

Uma noite, acordou, como de costume, e, no corredor, deu de cara com um rapaz que o olhou apavorado. Tranquilizou-o:

─ Eu sou o pai da Melissa. Não se preocupe, fique à vontade. Faça de conta que a casa é sua.

E foi deitar.

Na manhã seguinte, a filha desceu para tomar café. Sozinha.

─ E o rapaz? ─ perguntou o pai.

─ Que rapaz? ─ disse ela.

Algo lhe ocorreu, e ele, nervoso, pôs-se de imediato a checar a casa. Faltava o CD player, faltava a máquina fotográfica, faltava a impressora do computador. O namorado não era namorado. Paixão poderia nutrir, mas era pela propriedade alheia.

Um único consolo restou ao perplexo pai: aquele, pelo menos, não fizera estrago no café da manhã.

(SCLIAR, Moacyr. Revista Zero Hora, 26/04/1998. Livro Boa Companhia: crônicas, organizado por Humberto Werneck, São Paulo: Companhia das Letras, 2006, 2ª reimpressão, pp. 205-6.)

“Encontro insólito, mas os cumprimentos eram sempre gentis.” (6º§) Nessa frase, a expressão “insólito” significa, EXCETO:

 

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Tecnologia na Educação: como ela pode favorecer a aprendizagem?

A primeira vista, os números sobre tecnologia no ambiente escolar impressionam: segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2019, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2020, 88,1% dos estudantes brasileiros têm acesso a internet e 81% das escolas públicas do país possuem laboratórios de informática.

No entanto, um olhar mais atento revela um problema muito mais profundo: na educação básica, enquanto 4,1 milhões de estudantes da rede pública não têm acesso a conectividade, apenas 174 mil alunos do setor privado não possuem conexão a rede. A desigualdade não para por aí, evidenciando-se também quando o recorte é geográfico. Nas regiões Norte e Nordeste, o percentual de alunos de escolas públicas que utilizam a internet cai para 68,4% e 77%, respectivamente.

Apesar dos avanços rumo a inclusão feitos nos últimos anos, o retrato trazido pelo estudo evidencia os muitos desafios que as escolas públicas enfrentam para implementar um currículo alinhado a cultura digital, uma das competências gerais da educação básica estabelecida pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

“No período da pandemia, vimos que nossos alunos de escolas públicas não têm acesso à conectividade”, aponta Débora Garofalo, diretora de Inovação na empresa Multirio, vinculada à Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro (RJ). “Esse cenário mostra a importância de fomentar políticas públicas para o ensino das tecnologias e para a garantia da democratização do acesso a esses estudantes.”

Diferentes aspectos da tecnologia educacional

Garantir a universalização é, porém, só o primeiro passo. Conforme explica Paulo Blikstein, professor da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, e diretor do Transformative Learning Technologies Lab, “você pode colocar internet em todas as escolas e isso não quer dizer que a aprendizagem vai melhorar”.

Para mostrar a dimensão do desafio no Brasil, o professor diferencia três camadas envolvidas quando utilizamos o termo tecnologia educacional. “Uma primeira camada são as tecnologias que chamamos de ‘infraestrutura’: conectividade, existência de computadores, equipamentos etc., que são pré-requisitos para fazer as outras coisas.

A segunda é o que a gente denomina de ‘tecnologias de ensino’, isto é, tudo que otimiza o ensino mais tradicional, como softwares de correção e otimização de textos e aulas de reforço em vídeo. Seria um uso para otimizar a escola, mas do jeito que ela já é. Isso tem um reflexo pequeno, mas importante”, diz.

E, finalmente, há a terceira camada, em que de fato ocorre uma mudança revolucionária no processo de ensino e aprendizagem: o uso das chamadas tecnologias de criação e experimentação, baseadas em metodologias ativas de aprendizagem como laboratórios makers e softwares de simulação de ciências, entre outros. “O que o mundo está fazendo é esta terceira camada, que é mudar a cara da escola, ter mais horas para testar teorias, por exemplo, com os alunos em laboratório”, afirma Paulo.

(Thais Paiva. Revista Nova Escola. Em: 10/10/2023. Adaptado.)

A coesão de um texto pode ser construída a partir do emprego de elementos de referenciação, substituição ou repetição, dentre outros recursos. Como exemplo de recurso de referenciação, está correto o indicado em:

 

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Tecnologia na Educação: como ela pode favorecer a aprendizagem?

A primeira vista, os números sobre tecnologia no ambiente escolar impressionam: segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2019, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2020, 88,1% dos estudantes brasileiros têm acesso a internet e 81% das escolas públicas do país possuem laboratórios de informática.

No entanto, um olhar mais atento revela um problema muito mais profundo: na educação básica, enquanto 4,1 milhões de estudantes da rede pública não têm acesso a conectividade, apenas 174 mil alunos do setor privado não possuem conexão a rede. A desigualdade não para por aí, evidenciando-se também quando o recorte é geográfico. Nas regiões Norte e Nordeste, o percentual de alunos de escolas públicas que utilizam a internet cai para 68,4% e 77%, respectivamente.

Apesar dos avanços rumo a inclusão feitos nos últimos anos, o retrato trazido pelo estudo evidencia os muitos desafios que as escolas públicas enfrentam para implementar um currículo alinhado a cultura digital, uma das competências gerais da educação básica estabelecida pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

“No período da pandemia, vimos que nossos alunos de escolas públicas não têm acesso à conectividade”, aponta Débora Garofalo, diretora de Inovação na empresa Multirio, vinculada à Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro (RJ). “Esse cenário mostra a importância de fomentar políticas públicas para o ensino das tecnologias e para a garantia da democratização do acesso a esses estudantes.”

Diferentes aspectos da tecnologia educacional

Garantir a universalização é, porém, só o primeiro passo. Conforme explica Paulo Blikstein, professor da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, e diretor do Transformative Learning Technologies Lab, “você pode colocar internet em todas as escolas e isso não quer dizer que a aprendizagem vai melhorar”.

Para mostrar a dimensão do desafio no Brasil, o professor diferencia três camadas envolvidas quando utilizamos o termo tecnologia educacional. “Uma primeira camada são as tecnologias que chamamos de ‘infraestrutura’: conectividade, existência de computadores, equipamentos etc., que são pré-requisitos para fazer as outras coisas.

A segunda é o que a gente denomina de ‘tecnologias de ensino’, isto é, tudo que otimiza o ensino mais tradicional, como softwares de correção e otimização de textos e aulas de reforço em vídeo. Seria um uso para otimizar a escola, mas do jeito que ela já é. Isso tem um reflexo pequeno, mas importante”, diz.

E, finalmente, há a terceira camada, em que de fato ocorre uma mudança revolucionária no processo de ensino e aprendizagem: o uso das chamadas tecnologias de criação e experimentação, baseadas em metodologias ativas de aprendizagem como laboratórios makers e softwares de simulação de ciências, entre outros. “O que o mundo está fazendo é esta terceira camada, que é mudar a cara da escola, ter mais horas para testar teorias, por exemplo, com os alunos em laboratório”, afirma Paulo.

(Thais Paiva. Revista Nova Escola. Em: 10/10/2023. Adaptado.)

É possível identificar na estrutura textual apresentada o emprego de um subtítulo “Diferentes aspectos da tecnologia educacional”, sobre tal recurso pode-se afirmar que:

 

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Tecnologia na Educação: como ela pode favorecer a aprendizagem?

A primeira vista, os números sobre tecnologia no ambiente escolar impressionam: segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2019, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2020, 88,1% dos estudantes brasileiros têm acesso a internet e 81% das escolas públicas do país possuem laboratórios de informática.

No entanto, um olhar mais atento revela um problema muito mais profundo: na educação básica, enquanto 4,1 milhões de estudantes da rede pública não têm acesso a conectividade, apenas 174 mil alunos do setor privado não possuem conexão a rede. A desigualdade não para por aí, evidenciando-se também quando o recorte é geográfico. Nas regiões Norte e Nordeste, o percentual de alunos de escolas públicas que utilizam a internet cai para 68,4% e 77%, respectivamente.

Apesar dos avanços rumo a inclusão feitos nos últimos anos, o retrato trazido pelo estudo evidencia os muitos desafios que as escolas públicas enfrentam para implementar um currículo alinhado a cultura digital, uma das competências gerais da educação básica estabelecida pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

“No período da pandemia, vimos que nossos alunos de escolas públicas não têm acesso à conectividade”, aponta Débora Garofalo, diretora de Inovação na empresa Multirio, vinculada à Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro (RJ). “Esse cenário mostra a importância de fomentar políticas públicas para o ensino das tecnologias e para a garantia da democratização do acesso a esses estudantes.”

Diferentes aspectos da tecnologia educacional

Garantir a universalização é, porém, só o primeiro passo. Conforme explica Paulo Blikstein, professor da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, e diretor do Transformative Learning Technologies Lab, “você pode colocar internet em todas as escolas e isso não quer dizer que a aprendizagem vai melhorar”.

Para mostrar a dimensão do desafio no Brasil, o professor diferencia três camadas envolvidas quando utilizamos o termo tecnologia educacional. “Uma primeira camada são as tecnologias que chamamos de ‘infraestrutura’: conectividade, existência de computadores, equipamentos etc., que são pré-requisitos para fazer as outras coisas.

A segunda é o que a gente denomina de ‘tecnologias de ensino’, isto é, tudo que otimiza o ensino mais tradicional, como softwares de correção e otimização de textos e aulas de reforço em vídeo. Seria um uso para otimizar a escola, mas do jeito que ela já é. Isso tem um reflexo pequeno, mas importante”, diz.

E, finalmente, há a terceira camada, em que de fato ocorre uma mudança revolucionária no processo de ensino e aprendizagem: o uso das chamadas tecnologias de criação e experimentação, baseadas em metodologias ativas de aprendizagem como laboratórios makers e softwares de simulação de ciências, entre outros. “O que o mundo está fazendo é esta terceira camada, que é mudar a cara da escola, ter mais horas para testar teorias, por exemplo, com os alunos em laboratório”, afirma Paulo.

(Thais Paiva. Revista Nova Escola. Em: 10/10/2023. Adaptado.)

Em “No período da pandemia, vimos que nossos alunos de escolas públicas não têm acesso à conectividade [...]” (4º§), é possível afirmar quanto ao uso das formas verbais que:

 

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