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Tecnologia na Educação: como ela pode favorecer a aprendizagem?

A primeira vista, os números sobre tecnologia no ambiente escolar impressionam: segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2019, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2020, 88,1% dos estudantes brasileiros têm acesso a internet e 81% das escolas públicas do país possuem laboratórios de informática.

No entanto, um olhar mais atento revela um problema muito mais profundo: na educação básica, enquanto 4,1 milhões de estudantes da rede pública não têm acesso a conectividade, apenas 174 mil alunos do setor privado não possuem conexão a rede. A desigualdade não para por aí, evidenciando-se também quando o recorte é geográfico. Nas regiões Norte e Nordeste, o percentual de alunos de escolas públicas que utilizam a internet cai para 68,4% e 77%, respectivamente.

Apesar dos avanços rumo a inclusão feitos nos últimos anos, o retrato trazido pelo estudo evidencia os muitos desafios que as escolas públicas enfrentam para implementar um currículo alinhado a cultura digital, uma das competências gerais da educação básica estabelecida pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

“No período da pandemia, vimos que nossos alunos de escolas públicas não têm acesso à conectividade”, aponta Débora Garofalo, diretora de Inovação na empresa Multirio, vinculada à Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro (RJ). “Esse cenário mostra a importância de fomentar políticas públicas para o ensino das tecnologias e para a garantia da democratização do acesso a esses estudantes.”

Diferentes aspectos da tecnologia educacional

Garantir a universalização é, porém, só o primeiro passo. Conforme explica Paulo Blikstein, professor da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, e diretor do Transformative Learning Technologies Lab, “você pode colocar internet em todas as escolas e isso não quer dizer que a aprendizagem vai melhorar”.

Para mostrar a dimensão do desafio no Brasil, o professor diferencia três camadas envolvidas quando utilizamos o termo tecnologia educacional. “Uma primeira camada são as tecnologias que chamamos de ‘infraestrutura’: conectividade, existência de computadores, equipamentos etc., que são pré-requisitos para fazer as outras coisas.

A segunda é o que a gente denomina de ‘tecnologias de ensino’, isto é, tudo que otimiza o ensino mais tradicional, como softwares de correção e otimização de textos e aulas de reforço em vídeo. Seria um uso para otimizar a escola, mas do jeito que ela já é. Isso tem um reflexo pequeno, mas importante”, diz.

E, finalmente, há a terceira camada, em que de fato ocorre uma mudança revolucionária no processo de ensino e aprendizagem: o uso das chamadas tecnologias de criação e experimentação, baseadas em metodologias ativas de aprendizagem como laboratórios makers e softwares de simulação de ciências, entre outros. “O que o mundo está fazendo é esta terceira camada, que é mudar a cara da escola, ter mais horas para testar teorias, por exemplo, com os alunos em laboratório”, afirma Paulo.

(Thais Paiva. Revista Nova Escola. Em: 10/10/2023. Adaptado.)

“No período da pandemia, vimos que nossos alunos de escolas públicas não têm acesso à conectividade”, aponta Débora Garofalo, diretora de Inovação na empresa Multirio, vinculada à Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro (RJ). “Esse cenário mostra a importância de fomentar políticas públicas para o ensino das tecnologias e para a garantia da democratização do acesso a esses estudantes.” (4º§) As aspas foram utilizadas no trecho anterior com a função de:

 

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Tecnologia na Educação: como ela pode favorecer a aprendizagem?

A primeira vista, os números sobre tecnologia no ambiente escolar impressionam: segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2019, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2020, 88,1% dos estudantes brasileiros têm acesso a internet e 81% das escolas públicas do país possuem laboratórios de informática.

No entanto, um olhar mais atento revela um problema muito mais profundo: na educação básica, enquanto 4,1 milhões de estudantes da rede pública não têm acesso a conectividade, apenas 174 mil alunos do setor privado não possuem conexão a rede. A desigualdade não para por aí, evidenciando-se também quando o recorte é geográfico. Nas regiões Norte e Nordeste, o percentual de alunos de escolas públicas que utilizam a internet cai para 68,4% e 77%, respectivamente.

Apesar dos avanços rumo a inclusão feitos nos últimos anos, o retrato trazido pelo estudo evidencia os muitos desafios que as escolas públicas enfrentam para implementar um currículo alinhado a cultura digital, uma das competências gerais da educação básica estabelecida pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

“No período da pandemia, vimos que nossos alunos de escolas públicas não têm acesso à conectividade”, aponta Débora Garofalo, diretora de Inovação na empresa Multirio, vinculada à Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro (RJ). “Esse cenário mostra a importância de fomentar políticas públicas para o ensino das tecnologias e para a garantia da democratização do acesso a esses estudantes.”

Diferentes aspectos da tecnologia educacional

Garantir a universalização é, porém, só o primeiro passo. Conforme explica Paulo Blikstein, professor da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, e diretor do Transformative Learning Technologies Lab, “você pode colocar internet em todas as escolas e isso não quer dizer que a aprendizagem vai melhorar”.

Para mostrar a dimensão do desafio no Brasil, o professor diferencia três camadas envolvidas quando utilizamos o termo tecnologia educacional. “Uma primeira camada são as tecnologias que chamamos de ‘infraestrutura’: conectividade, existência de computadores, equipamentos etc., que são pré-requisitos para fazer as outras coisas.

A segunda é o que a gente denomina de ‘tecnologias de ensino’, isto é, tudo que otimiza o ensino mais tradicional, como softwares de correção e otimização de textos e aulas de reforço em vídeo. Seria um uso para otimizar a escola, mas do jeito que ela já é. Isso tem um reflexo pequeno, mas importante”, diz.

E, finalmente, há a terceira camada, em que de fato ocorre uma mudança revolucionária no processo de ensino e aprendizagem: o uso das chamadas tecnologias de criação e experimentação, baseadas em metodologias ativas de aprendizagem como laboratórios makers e softwares de simulação de ciências, entre outros. “O que o mundo está fazendo é esta terceira camada, que é mudar a cara da escola, ter mais horas para testar teorias, por exemplo, com os alunos em laboratório”, afirma Paulo.

(Thais Paiva. Revista Nova Escola. Em: 10/10/2023. Adaptado.)

Em relação ao título atribuído ao texto “Tecnologia na Educação: como ela pode favorecer a aprendizagem?” pode-se afirmar que:

 

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Tecnologia na Educação: como ela pode favorecer a aprendizagem?

A primeira vista, os números sobre tecnologia no ambiente escolar impressionam: segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2019, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2020, 88,1% dos estudantes brasileiros têm acesso a internet e 81% das escolas públicas do país possuem laboratórios de informática.

No entanto, um olhar mais atento revela um problema muito mais profundo: na educação básica, enquanto 4,1 milhões de estudantes da rede pública não têm acesso a conectividade, apenas 174 mil alunos do setor privado não possuem conexão a rede. A desigualdade não para por aí, evidenciando-se também quando o recorte é geográfico. Nas regiões Norte e Nordeste, o percentual de alunos de escolas públicas que utilizam a internet cai para 68,4% e 77%, respectivamente.

Apesar dos avanços rumo a inclusão feitos nos últimos anos, o retrato trazido pelo estudo evidencia os muitos desafios que as escolas públicas enfrentam para implementar um currículo alinhado a cultura digital, uma das competências gerais da educação básica estabelecida pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

“No período da pandemia, vimos que nossos alunos de escolas públicas não têm acesso à conectividade”, aponta Débora Garofalo, diretora de Inovação na empresa Multirio, vinculada à Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro (RJ). “Esse cenário mostra a importância de fomentar políticas públicas para o ensino das tecnologias e para a garantia da democratização do acesso a esses estudantes.”

Diferentes aspectos da tecnologia educacional

Garantir a universalização é, porém, só o primeiro passo. Conforme explica Paulo Blikstein, professor da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, e diretor do Transformative Learning Technologies Lab, “você pode colocar internet em todas as escolas e isso não quer dizer que a aprendizagem vai melhorar”.

Para mostrar a dimensão do desafio no Brasil, o professor diferencia três camadas envolvidas quando utilizamos o termo tecnologia educacional. “Uma primeira camada são as tecnologias que chamamos de ‘infraestrutura’: conectividade, existência de computadores, equipamentos etc., que são pré-requisitos para fazer as outras coisas.

A segunda é o que a gente denomina de ‘tecnologias de ensino’, isto é, tudo que otimiza o ensino mais tradicional, como softwares de correção e otimização de textos e aulas de reforço em vídeo. Seria um uso para otimizar a escola, mas do jeito que ela já é. Isso tem um reflexo pequeno, mas importante”, diz.

E, finalmente, há a terceira camada, em que de fato ocorre uma mudança revolucionária no processo de ensino e aprendizagem: o uso das chamadas tecnologias de criação e experimentação, baseadas em metodologias ativas de aprendizagem como laboratórios makers e softwares de simulação de ciências, entre outros. “O que o mundo está fazendo é esta terceira camada, que é mudar a cara da escola, ter mais horas para testar teorias, por exemplo, com os alunos em laboratório”, afirma Paulo.

(Thais Paiva. Revista Nova Escola. Em: 10/10/2023. Adaptado.)

Pode-se afirmar que a expressão que introduz o 2º§ tem como principal função:

 

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Tecnologia na Educação: como ela pode favorecer a aprendizagem?

A primeira vista, os números sobre tecnologia no ambiente escolar impressionam: segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2019, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2020, 88,1% dos estudantes brasileiros têm acesso a internet e 81% das escolas públicas do país possuem laboratórios de informática.

No entanto, um olhar mais atento revela um problema muito mais profundo: na educação básica, enquanto 4,1 milhões de estudantes da rede pública não têm acesso a conectividade, apenas 174 mil alunos do setor privado não possuem conexão a rede. A desigualdade não para por aí, evidenciando-se também quando o recorte é geográfico. Nas regiões Norte e Nordeste, o percentual de alunos de escolas públicas que utilizam a internet cai para 68,4% e 77%, respectivamente.

Apesar dos avanços rumo a inclusão feitos nos últimos anos, o retrato trazido pelo estudo evidencia os muitos desafios que as escolas públicas enfrentam para implementar um currículo alinhado a cultura digital, uma das competências gerais da educação básica estabelecida pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

“No período da pandemia, vimos que nossos alunos de escolas públicas não têm acesso à conectividade”, aponta Débora Garofalo, diretora de Inovação na empresa Multirio, vinculada à Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro (RJ). “Esse cenário mostra a importância de fomentar políticas públicas para o ensino das tecnologias e para a garantia da democratização do acesso a esses estudantes.”

Diferentes aspectos da tecnologia educacional

Garantir a universalização é, porém, só o primeiro passo. Conforme explica Paulo Blikstein, professor da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, e diretor do Transformative Learning Technologies Lab, “você pode colocar internet em todas as escolas e isso não quer dizer que a aprendizagem vai melhorar”.

Para mostrar a dimensão do desafio no Brasil, o professor diferencia três camadas envolvidas quando utilizamos o termo tecnologia educacional. “Uma primeira camada são as tecnologias que chamamos de ‘infraestrutura’: conectividade, existência de computadores, equipamentos etc., que são pré-requisitos para fazer as outras coisas.

A segunda é o que a gente denomina de ‘tecnologias de ensino’, isto é, tudo que otimiza o ensino mais tradicional, como softwares de correção e otimização de textos e aulas de reforço em vídeo. Seria um uso para otimizar a escola, mas do jeito que ela já é. Isso tem um reflexo pequeno, mas importante”, diz.

E, finalmente, há a terceira camada, em que de fato ocorre uma mudança revolucionária no processo de ensino e aprendizagem: o uso das chamadas tecnologias de criação e experimentação, baseadas em metodologias ativas de aprendizagem como laboratórios makers e softwares de simulação de ciências, entre outros. “O que o mundo está fazendo é esta terceira camada, que é mudar a cara da escola, ter mais horas para testar teorias, por exemplo, com os alunos em laboratório”, afirma Paulo.

(Thais Paiva. Revista Nova Escola. Em: 10/10/2023. Adaptado.)

Considerando o período: “‘O que o mundo está fazendo é esta terceira camada, que é mudar a cara da escola, ter mais horas para testar teorias, por exemplo, com os alunos em laboratório’, afirma Paulo.” (8º§); assinale a alternativa cujo trecho reescrito está de acordo com a norma-padrão.

 

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Tecnologia na Educação: como ela pode favorecer a aprendizagem?

A primeira vista, os números sobre tecnologia no ambiente escolar impressionam: segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2019, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2020, 88,1% dos estudantes brasileiros têm acesso a internet e 81% das escolas públicas do país possuem laboratórios de informática.

No entanto, um olhar mais atento revela um problema muito mais profundo: na educação básica, enquanto 4,1 milhões de estudantes da rede pública não têm acesso a conectividade, apenas 174 mil alunos do setor privado não possuem conexão a rede. A desigualdade não para por aí, evidenciando-se também quando o recorte é geográfico. Nas regiões Norte e Nordeste, o percentual de alunos de escolas públicas que utilizam a internet cai para 68,4% e 77%, respectivamente.

Apesar dos avanços rumo a inclusão feitos nos últimos anos, o retrato trazido pelo estudo evidencia os muitos desafios que as escolas públicas enfrentam para implementar um currículo alinhado a cultura digital, uma das competências gerais da educação básica estabelecida pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

“No período da pandemia, vimos que nossos alunos de escolas públicas não têm acesso à conectividade”, aponta Débora Garofalo, diretora de Inovação na empresa Multirio, vinculada à Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro (RJ). “Esse cenário mostra a importância de fomentar políticas públicas para o ensino das tecnologias e para a garantia da democratização do acesso a esses estudantes.”

Diferentes aspectos da tecnologia educacional

Garantir a universalização é, porém, só o primeiro passo. Conforme explica Paulo Blikstein, professor da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, e diretor do Transformative Learning Technologies Lab, “você pode colocar internet em todas as escolas e isso não quer dizer que a aprendizagem vai melhorar”.

Para mostrar a dimensão do desafio no Brasil, o professor diferencia três camadas envolvidas quando utilizamos o termo tecnologia educacional. “Uma primeira camada são as tecnologias que chamamos de ‘infraestrutura’: conectividade, existência de computadores, equipamentos etc., que são pré-requisitos para fazer as outras coisas.

A segunda é o que a gente denomina de ‘tecnologias de ensino’, isto é, tudo que otimiza o ensino mais tradicional, como softwares de correção e otimização de textos e aulas de reforço em vídeo. Seria um uso para otimizar a escola, mas do jeito que ela já é. Isso tem um reflexo pequeno, mas importante”, diz.

E, finalmente, há a terceira camada, em que de fato ocorre uma mudança revolucionária no processo de ensino e aprendizagem: o uso das chamadas tecnologias de criação e experimentação, baseadas em metodologias ativas de aprendizagem como laboratórios makers e softwares de simulação de ciências, entre outros. “O que o mundo está fazendo é esta terceira camada, que é mudar a cara da escola, ter mais horas para testar teorias, por exemplo, com os alunos em laboratório”, afirma Paulo.

(Thais Paiva. Revista Nova Escola. Em: 10/10/2023. Adaptado.)

O acento grave foi retirado em alguns trechos do texto propositadamente. Analise as sentenças a seguir considerando possível ocorrência de crase:

I. “[...] 88,1% dos estudantes brasileiros têm acesso a internet [...]” (1º§)

II. “Apesar dos avanços rumo a inclusão feitos nos últimos anos, [...]” (3º§)

III. “[...] para implementar um currículo alinhado a cultura digital, [...]” (3º§)

IV. “[...] para a garantia da democratização do acesso a esses estudantes.” (4º§)

V. “[...] apenas 174 mil alunos do setor privado não possuem conexão a rede.” (2º§)

VI. “[...] 4,1 milhões de estudantes da rede pública não têm acesso a conectividade [...]” (2º§)

VII. “A primeira vista, os números sobre tecnologia no ambiente escolar impressionam: [...]” (1º§)

Considerando a crase, pode-se afirmar que as sentenças destacadas anteriormente deverão empregar o acento grave em:

 

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Tecnologia na Educação: como ela pode favorecer a aprendizagem?

A primeira vista, os números sobre tecnologia no ambiente escolar impressionam: segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2019, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2020, 88,1% dos estudantes brasileiros têm acesso a internet e 81% das escolas públicas do país possuem laboratórios de informática.

No entanto, um olhar mais atento revela um problema muito mais profundo: na educação básica, enquanto 4,1 milhões de estudantes da rede pública não têm acesso a conectividade, apenas 174 mil alunos do setor privado não possuem conexão a rede. A desigualdade não para por aí, evidenciando-se também quando o recorte é geográfico. Nas regiões Norte e Nordeste, o percentual de alunos de escolas públicas que utilizam a internet cai para 68,4% e 77%, respectivamente.

Apesar dos avanços rumo a inclusão feitos nos últimos anos, o retrato trazido pelo estudo evidencia os muitos desafios que as escolas públicas enfrentam para implementar um currículo alinhado a cultura digital, uma das competências gerais da educação básica estabelecida pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

“No período da pandemia, vimos que nossos alunos de escolas públicas não têm acesso à conectividade”, aponta Débora Garofalo, diretora de Inovação na empresa Multirio, vinculada à Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro (RJ). “Esse cenário mostra a importância de fomentar políticas públicas para o ensino das tecnologias e para a garantia da democratização do acesso a esses estudantes.”

Diferentes aspectos da tecnologia educacional

Garantir a universalização é, porém, só o primeiro passo. Conforme explica Paulo Blikstein, professor da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, e diretor do Transformative Learning Technologies Lab, “você pode colocar internet em todas as escolas e isso não quer dizer que a aprendizagem vai melhorar”.

Para mostrar a dimensão do desafio no Brasil, o professor diferencia três camadas envolvidas quando utilizamos o termo tecnologia educacional. “Uma primeira camada são as tecnologias que chamamos de ‘infraestrutura’: conectividade, existência de computadores, equipamentos etc., que são pré-requisitos para fazer as outras coisas.

A segunda é o que a gente denomina de ‘tecnologias de ensino’, isto é, tudo que otimiza o ensino mais tradicional, como softwares de correção e otimização de textos e aulas de reforço em vídeo. Seria um uso para otimizar a escola, mas do jeito que ela já é. Isso tem um reflexo pequeno, mas importante”, diz.

E, finalmente, há a terceira camada, em que de fato ocorre uma mudança revolucionária no processo de ensino e aprendizagem: o uso das chamadas tecnologias de criação e experimentação, baseadas em metodologias ativas de aprendizagem como laboratórios makers e softwares de simulação de ciências, entre outros. “O que o mundo está fazendo é esta terceira camada, que é mudar a cara da escola, ter mais horas para testar teorias, por exemplo, com os alunos em laboratório”, afirma Paulo.

(Thais Paiva. Revista Nova Escola. Em: 10/10/2023. Adaptado.)

O 1º§ do texto apresenta alguns dados que, de acordo com a autora: “impressionam”. Considerando o contexto, o significado de tal “impressionam” pode ser compreendido de acordo com o expresso em:

 

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Tecnologia na Educação: como ela pode favorecer a aprendizagem?

A primeira vista, os números sobre tecnologia no ambiente escolar impressionam: segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2019, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2020, 88,1% dos estudantes brasileiros têm acesso a internet e 81% das escolas públicas do país possuem laboratórios de informática.

No entanto, um olhar mais atento revela um problema muito mais profundo: na educação básica, enquanto 4,1 milhões de estudantes da rede pública não têm acesso a conectividade, apenas 174 mil alunos do setor privado não possuem conexão a rede. A desigualdade não para por aí, evidenciando-se também quando o recorte é geográfico. Nas regiões Norte e Nordeste, o percentual de alunos de escolas públicas que utilizam a internet cai para 68,4% e 77%, respectivamente.

Apesar dos avanços rumo a inclusão feitos nos últimos anos, o retrato trazido pelo estudo evidencia os muitos desafios que as escolas públicas enfrentam para implementar um currículo alinhado a cultura digital, uma das competências gerais da educação básica estabelecida pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

“No período da pandemia, vimos que nossos alunos de escolas públicas não têm acesso à conectividade”, aponta Débora Garofalo, diretora de Inovação na empresa Multirio, vinculada à Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro (RJ). “Esse cenário mostra a importância de fomentar políticas públicas para o ensino das tecnologias e para a garantia da democratização do acesso a esses estudantes.”

Diferentes aspectos da tecnologia educacional

Garantir a universalização é, porém, só o primeiro passo. Conforme explica Paulo Blikstein, professor da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, e diretor do Transformative Learning Technologies Lab, “você pode colocar internet em todas as escolas e isso não quer dizer que a aprendizagem vai melhorar”.

Para mostrar a dimensão do desafio no Brasil, o professor diferencia três camadas envolvidas quando utilizamos o termo tecnologia educacional. “Uma primeira camada são as tecnologias que chamamos de ‘infraestrutura’: conectividade, existência de computadores, equipamentos etc., que são pré-requisitos para fazer as outras coisas.

A segunda é o que a gente denomina de ‘tecnologias de ensino’, isto é, tudo que otimiza o ensino mais tradicional, como softwares de correção e otimização de textos e aulas de reforço em vídeo. Seria um uso para otimizar a escola, mas do jeito que ela já é. Isso tem um reflexo pequeno, mas importante”, diz.

E, finalmente, há a terceira camada, em que de fato ocorre uma mudança revolucionária no processo de ensino e aprendizagem: o uso das chamadas tecnologias de criação e experimentação, baseadas em metodologias ativas de aprendizagem como laboratórios makers e softwares de simulação de ciências, entre outros. “O que o mundo está fazendo é esta terceira camada, que é mudar a cara da escola, ter mais horas para testar teorias, por exemplo, com os alunos em laboratório”, afirma Paulo.

(Thais Paiva. Revista Nova Escola. Em: 10/10/2023. Adaptado.)

De acordo com as informações e ideias apresentadas no texto, é possível afirmar que:

 

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3345171 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: CONSULPAM
Orgão: Pref. Santa Maria Jetibá-ES
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Ensino básico de qualidade melhora a empregabilidade e garante democracia

Muito além de ser apenas um percurso para a construção de conhecimento, a educação básica se apresenta como uma mola para o desenvolvimento integral do indivíduo e o transforma em um cidadão consciente de seus direitos e deveres. É na escola que tudo começa, onde crianças e jovens são incentivados a desenvolver o pensamento crítico e a trabalhar na construção de uma identidade saudável e digna de operar no mundo em constante transformação. Não se trata apenas de cumprir etapas ou obter diplomas; a educação básica, especialmente em países em desenvolvimento, como o Brasil, desempenha um papel crucial na construção de uma sociedade mais igualitária e na criação de oportunidades para todos.

A escola de ensino básico é o espaço privilegiado no qual crianças e jovens conseguem desenvolver habilidades e competências fundamentais para suas vidas. É inegável a importância da interação entre professores e alunos no processo de desenvolvimento humano. Por isso, alcançamos nosso máximo potencial quando estamos envolvidos em um projeto pedagógico, com professores que investem e acreditam na capacidade de seus estudantes.

A educação básica também é um instrumento essencial na luta pela redução das desigualdades sociais. Recente relatório produzido e divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), intitulado Panorama da Educação 2023, aponta que a oferta de educação de alta qualidade na primeira infância é fundamental para proporcionar a todas as crianças um início de vida equitativo. Isso se torna ainda mais crucial para aqueles alunos provenientes de meios menos privilegiados. O relatório também destaca que o ensino básico desempenha um papel fundamental ao permitir que ambos os pais trabalhem, promovendo a participação das mulheres no mercado de trabalho.

Alguns números do relatório nos mostram que os menores índices de desemprego estão inexoravelmente ligados aos níveis mais elevados de escolaridade da população. Conforme evidenciado pelos dados do levantamento, nos países que compõem a OCDE, a taxa de desemprego diminui à medida que o nível de escolaridade aumenta. Entre os trabalhadores com idades entre 25 e 64 anos, a taxa de emprego é de 59% para aqueles que não concluíram o ensino secundário. Essa taxa sobe para 77% no caso daqueles que concluíram o ensino secundário. O estudo destaca que as taxas mais elevadas de conclusão do ensino secundário contribuem significativamente para a formação de uma força de trabalho mais qualificada, proporcionando melhores perspectivas de carreira e salários.

É na escola que crianças e adolescentes começam a desenvolver habilidades que atualmente são consideradas essenciais para operar nesse mundo. É por meio da interação com seus colegas – e também com os professores – que os alunos aprendem a respeitar a diversidade, compreendendo que o respeito requer conhecimento. Na escola, eles também ampliam a capacidade de trabalhar em equipe, percebendo na prática que, mesmo com perspectivas diferentes, ambas as partes podem estar corretas. É nesse ambiente que os estudantes aprimoram as suas habilidades de argumentação, confrontando crenças e opiniões diversas sobre a sociedade na qual estão inseridos, começando a compreender, desde cedo, o mundo que os rodeia.

Um país deve priorizar investimentos na educação básica de sua população, não apenas com objetivos econômicos ou para aprimorar os índices de empregabilidade. O ensino básico tem como finalidade principal não apenas desenvolver as habilidades necessárias para que os estudantes encontrem espaço no mundo do trabalho, mas também construir a cidadania que sustenta as sociedades democráticas. As escolas devem oportunizar aos seus alunos os insumos capazes de promover, desde cedo, o exercício da cidadania, garantindo assim espaço fértil para os valores democráticos e fortalecendo o papel ativo de todos nos rumos do país. Esse é o trabalho que visa à formação integral preconizada pela legislação brasileira e que é fundamental para que se viva uma cidadania digna. Não há cidadania sem matemática, linguagens, ciências humanas e sociais. Por todas essas razões, o ensino fundamental alicerça e impulsiona, integrando essas amplas áreas de conhecimento em prol da formação de indivíduos mais conscientes de seu papel no mundo.

Desde a primeira infância até a adolescência, existem metas de desenvolvimento e aprendizagem significativas para cada ano do ensino fundamental, alinhando oportunidades de trabalho ao potencial dos estudantes. Ao negligenciarmos o percurso educacional no ensino básico, comprometemos o desenvolvimento de habilidades cognitivas, sociais e emocionais de crianças e jovens, enfraquecendo a capacidade produtiva e inovadora na vida adulta, prejudicando a igualdade social, o aprimoramento das condições de vida da população e a construção de um futuro mais promissor para o nosso país.

(Acedriana Vogel. Gazeta do Povo. Acesso em: 30/11/2023.)

Por isso, alcançamos nosso máximo potencial quando estamos envolvidos em um projeto pedagógico, com professores que investem e acreditam na capacidade de seus estudantes.” (2º§) Sobre a conjunção “por isso”, assinale a afirmativa INCORRETA.

 

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3345170 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: CONSULPAM
Orgão: Pref. Santa Maria Jetibá-ES
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Ensino básico de qualidade melhora a empregabilidade e garante democracia

Muito além de ser apenas um percurso para a construção de conhecimento, a educação básica se apresenta como uma mola para o desenvolvimento integral do indivíduo e o transforma em um cidadão consciente de seus direitos e deveres. É na escola que tudo começa, onde crianças e jovens são incentivados a desenvolver o pensamento crítico e a trabalhar na construção de uma identidade saudável e digna de operar no mundo em constante transformação. Não se trata apenas de cumprir etapas ou obter diplomas; a educação básica, especialmente em países em desenvolvimento, como o Brasil, desempenha um papel crucial na construção de uma sociedade mais igualitária e na criação de oportunidades para todos.

A escola de ensino básico é o espaço privilegiado no qual crianças e jovens conseguem desenvolver habilidades e competências fundamentais para suas vidas. É inegável a importância da interação entre professores e alunos no processo de desenvolvimento humano. Por isso, alcançamos nosso máximo potencial quando estamos envolvidos em um projeto pedagógico, com professores que investem e acreditam na capacidade de seus estudantes.

A educação básica também é um instrumento essencial na luta pela redução das desigualdades sociais. Recente relatório produzido e divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), intitulado Panorama da Educação 2023, aponta que a oferta de educação de alta qualidade na primeira infância é fundamental para proporcionar a todas as crianças um início de vida equitativo. Isso se torna ainda mais crucial para aqueles alunos provenientes de meios menos privilegiados. O relatório também destaca que o ensino básico desempenha um papel fundamental ao permitir que ambos os pais trabalhem, promovendo a participação das mulheres no mercado de trabalho.

Alguns números do relatório nos mostram que os menores índices de desemprego estão inexoravelmente ligados aos níveis mais elevados de escolaridade da população. Conforme evidenciado pelos dados do levantamento, nos países que compõem a OCDE, a taxa de desemprego diminui à medida que o nível de escolaridade aumenta. Entre os trabalhadores com idades entre 25 e 64 anos, a taxa de emprego é de 59% para aqueles que não concluíram o ensino secundário. Essa taxa sobe para 77% no caso daqueles que concluíram o ensino secundário. O estudo destaca que as taxas mais elevadas de conclusão do ensino secundário contribuem significativamente para a formação de uma força de trabalho mais qualificada, proporcionando melhores perspectivas de carreira e salários.

É na escola que crianças e adolescentes começam a desenvolver habilidades que atualmente são consideradas essenciais para operar nesse mundo. É por meio da interação com seus colegas – e também com os professores – que os alunos aprendem a respeitar a diversidade, compreendendo que o respeito requer conhecimento. Na escola, eles também ampliam a capacidade de trabalhar em equipe, percebendo na prática que, mesmo com perspectivas diferentes, ambas as partes podem estar corretas. É nesse ambiente que os estudantes aprimoram as suas habilidades de argumentação, confrontando crenças e opiniões diversas sobre a sociedade na qual estão inseridos, começando a compreender, desde cedo, o mundo que os rodeia.

Um país deve priorizar investimentos na educação básica de sua população, não apenas com objetivos econômicos ou para aprimorar os índices de empregabilidade. O ensino básico tem como finalidade principal não apenas desenvolver as habilidades necessárias para que os estudantes encontrem espaço no mundo do trabalho, mas também construir a cidadania que sustenta as sociedades democráticas. As escolas devem oportunizar aos seus alunos os insumos capazes de promover, desde cedo, o exercício da cidadania, garantindo assim espaço fértil para os valores democráticos e fortalecendo o papel ativo de todos nos rumos do país. Esse é o trabalho que visa à formação integral preconizada pela legislação brasileira e que é fundamental para que se viva uma cidadania digna. Não há cidadania sem matemática, linguagens, ciências humanas e sociais. Por todas essas razões, o ensino fundamental alicerça e impulsiona, integrando essas amplas áreas de conhecimento em prol da formação de indivíduos mais conscientes de seu papel no mundo.

Desde a primeira infância até a adolescência, existem metas de desenvolvimento e aprendizagem significativas para cada ano do ensino fundamental, alinhando oportunidades de trabalho ao potencial dos estudantes. Ao negligenciarmos o percurso educacional no ensino básico, comprometemos o desenvolvimento de habilidades cognitivas, sociais e emocionais de crianças e jovens, enfraquecendo a capacidade produtiva e inovadora na vida adulta, prejudicando a igualdade social, o aprimoramento das condições de vida da população e a construção de um futuro mais promissor para o nosso país.

(Acedriana Vogel. Gazeta do Povo. Acesso em: 30/11/2023.)

Assinale a alternativa que justifica adequadamente o uso das vírgulas em “Recente relatório produzido e divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), intitulado Panorama da Educação 2023, aponta que a oferta de educação de alta qualidade na primeira infância é fundamental para proporcionar a todas as crianças um início de vida equitativo”. (3º§)

 

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3345169 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: CONSULPAM
Orgão: Pref. Santa Maria Jetibá-ES
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Ensino básico de qualidade melhora a empregabilidade e garante democracia

Muito além de ser apenas um percurso para a construção de conhecimento, a educação básica se apresenta como uma mola para o desenvolvimento integral do indivíduo e o transforma em um cidadão consciente de seus direitos e deveres. É na escola que tudo começa, onde crianças e jovens são incentivados a desenvolver o pensamento crítico e a trabalhar na construção de uma identidade saudável e digna de operar no mundo em constante transformação. Não se trata apenas de cumprir etapas ou obter diplomas; a educação básica, especialmente em países em desenvolvimento, como o Brasil, desempenha um papel crucial na construção de uma sociedade mais igualitária e na criação de oportunidades para todos.

A escola de ensino básico é o espaço privilegiado no qual crianças e jovens conseguem desenvolver habilidades e competências fundamentais para suas vidas. É inegável a importância da interação entre professores e alunos no processo de desenvolvimento humano. Por isso, alcançamos nosso máximo potencial quando estamos envolvidos em um projeto pedagógico, com professores que investem e acreditam na capacidade de seus estudantes.

A educação básica também é um instrumento essencial na luta pela redução das desigualdades sociais. Recente relatório produzido e divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), intitulado Panorama da Educação 2023, aponta que a oferta de educação de alta qualidade na primeira infância é fundamental para proporcionar a todas as crianças um início de vida equitativo. Isso se torna ainda mais crucial para aqueles alunos provenientes de meios menos privilegiados. O relatório também destaca que o ensino básico desempenha um papel fundamental ao permitir que ambos os pais trabalhem, promovendo a participação das mulheres no mercado de trabalho.

Alguns números do relatório nos mostram que os menores índices de desemprego estão inexoravelmente ligados aos níveis mais elevados de escolaridade da população. Conforme evidenciado pelos dados do levantamento, nos países que compõem a OCDE, a taxa de desemprego diminui à medida que o nível de escolaridade aumenta. Entre os trabalhadores com idades entre 25 e 64 anos, a taxa de emprego é de 59% para aqueles que não concluíram o ensino secundário. Essa taxa sobe para 77% no caso daqueles que concluíram o ensino secundário. O estudo destaca que as taxas mais elevadas de conclusão do ensino secundário contribuem significativamente para a formação de uma força de trabalho mais qualificada, proporcionando melhores perspectivas de carreira e salários.

É na escola que crianças e adolescentes começam a desenvolver habilidades que atualmente são consideradas essenciais para operar nesse mundo. É por meio da interação com seus colegas – e também com os professores – que os alunos aprendem a respeitar a diversidade, compreendendo que o respeito requer conhecimento. Na escola, eles também ampliam a capacidade de trabalhar em equipe, percebendo na prática que, mesmo com perspectivas diferentes, ambas as partes podem estar corretas. É nesse ambiente que os estudantes aprimoram as suas habilidades de argumentação, confrontando crenças e opiniões diversas sobre a sociedade na qual estão inseridos, começando a compreender, desde cedo, o mundo que os rodeia.

Um país deve priorizar investimentos na educação básica de sua população, não apenas com objetivos econômicos ou para aprimorar os índices de empregabilidade. O ensino básico tem como finalidade principal não apenas desenvolver as habilidades necessárias para que os estudantes encontrem espaço no mundo do trabalho, mas também construir a cidadania que sustenta as sociedades democráticas. As escolas devem oportunizar aos seus alunos os insumos capazes de promover, desde cedo, o exercício da cidadania, garantindo assim espaço fértil para os valores democráticos e fortalecendo o papel ativo de todos nos rumos do país. Esse é o trabalho que visa à formação integral preconizada pela legislação brasileira e que é fundamental para que se viva uma cidadania digna. Não há cidadania sem matemática, linguagens, ciências humanas e sociais. Por todas essas razões, o ensino fundamental alicerça e impulsiona, integrando essas amplas áreas de conhecimento em prol da formação de indivíduos mais conscientes de seu papel no mundo.

Desde a primeira infância até a adolescência, existem metas de desenvolvimento e aprendizagem significativas para cada ano do ensino fundamental, alinhando oportunidades de trabalho ao potencial dos estudantes. Ao negligenciarmos o percurso educacional no ensino básico, comprometemos o desenvolvimento de habilidades cognitivas, sociais e emocionais de crianças e jovens, enfraquecendo a capacidade produtiva e inovadora na vida adulta, prejudicando a igualdade social, o aprimoramento das condições de vida da população e a construção de um futuro mais promissor para o nosso país.

(Acedriana Vogel. Gazeta do Povo. Acesso em: 30/11/2023.)

Assinale a alternativa cujo termo sublinhado retoma adequadamente o vocábulo indicado.

 

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