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Foram encontradas 50 questões.

770103 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: FUNCAB
Orgão: Pref. Santa Teresa-ES
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Texto para responder à questão.

A consulta

– Sua aparência é saudável, mas as aparências às vezes enganam. Vamos lá ver: que é que o senhor sente?

– O que eu sinto, doutor? Não sei dizer direito. É uma espécie de opressão, de angústia, de ansiedade...

– E o senhor pensa que eu também não sinto? Isto é normal. Normalíssimo. Que mais?

– Bem, doutor. Eu tenho insônias.

– E eu não tenho, por acaso? Pergunte ao seu vizinho se não tem também.

– Eu não me dou com meu vizinho.

– É isto: não se dá com o vizinho. Eu também não me dou com o meu. Ninguém se dá com ninguém. Mas não precisa perguntar: eu sei. Seu vizinho não consegue dormir. Ninguém consegue. Isto é normal.

– Mas, doutor...

– Eu sei: o senhor anda nervoso, excitado, angustiado... Diga-me: não sente medo? Um medo sem causa, sem nenhum motivo aparente, medo de qualquer coisa que o senhor não sabe o que é?

– Realmente... Eu estava com vergonha de dizer, mas, desde que o senhor falou, é verdade: sinto, sim.

– Ótimo! O senhor sente medo. Eu também sinto. Ótimo, torno a dizer. O senhor não tem nada, meu amigo. Está inteiramente são, uma vez que sente medo. Se não sentisse, aí sim, precisaríamos procurar as causas dessa anomalia. Talvez fosse grave.

– Sabe, doutor? Às vezes, tenho a impressão de que estou ficando neurótico.

– Claro que está! E eu não estou? E o seu vizinho não está? E todo o mundo não está? E o senhor pensa que vai ficar de fora? Por quê? Mas reflita um pouco, meu caro. O senhor vive, eu vivo, toda a gente vive num mundo anormal, sádico, doente, sanguinário, onde a regra é a falta de regras, um mundo hediondo e tenebroso, onde o homem é cada vez mais – e como nunca foi – o lobo do próprio homem. Um mundo de guerras, de massacres, de hecatombes, alicerçado no ódio, na iniquidade e na violência. Acrescente a tudo isso a poluição atmosférica, a poluição sonora, a poluição moral, a degradação dos costumes, a falência dos serviços públicos, o colapso do trânsito, a morte da urbanidade, da cordialidade, da solidariedade humanas. O senhor sente angústia. É natural. O senhor tem medo. É normalíssimo. O senhor tem insônias. Como não tê-las? Meu caro cliente, vá tranquilo: o senhor não tem absolutamente nada. Passe bem. O próximo, por favor!

Antologia da crônica brasileira – De machado de Assis a Lourenço Diaféria. São Paulo: Moderna, 2005. p. 103-4.

Texto para responder à questão.

A consulta

– Sua aparência é saudável, mas as aparências às vezes enganam. Vamos lá ver: que é que o senhor sente?

– O que eu sinto, doutor? Não sei dizer direito. É uma espécie de opressão, de angústia, de ansiedade...

– E o senhor pensa que eu também não sinto? Isto é normal. Normalíssimo. Que mais?

– Bem, doutor. Eu tenho insônias.

– E eu não tenho, por acaso? Pergunte ao seu vizinho se não tem também.

– Eu não me dou com meu vizinho.

– É isto: não se dá com o vizinho. Eu também não me dou com o meu. Ninguém se dá com ninguém. Mas não precisa perguntar: eu sei. Seu vizinho não consegue dormir. Ninguém consegue. Isto é normal.

– Mas, doutor...

– Eu sei: o senhor anda nervoso, excitado, angustiado... Diga-me: não sente medo? Um medo sem causa, sem nenhum motivo aparente, medo de qualquer coisa que o senhor não sabe o que é?

– Realmente... Eu estava com vergonha de dizer, mas, desde que o senhor falou, é verdade: sinto, sim.

– Ótimo! O senhor sente medo. Eu também sinto. Ótimo, torno a dizer. O senhor não tem nada, meu amigo. Está inteiramente são, uma vez que sente medo. Se não sentisse, aí sim, precisaríamos procurar as causas dessa anomalia. Talvez fosse grave.

– Sabe, doutor? Às vezes, tenho a impressão de que estou ficando neurótico.

– Claro que está! E eu não estou? E o seu vizinho não está? E todo o mundo não está? E o senhor pensa que vai ficar de fora? Por quê? Mas reflita um pouco, meu caro. O senhor vive, eu vivo, toda a gente vive num mundo anormal, sádico, doente, sanguinário, onde a regra é a falta de regras, um mundo hediondo e tenebroso, onde o homem é cada vez mais – e como nunca foi – o lobo do próprio homem. Um mundo de guerras, de massacres, de hecatombes, alicerçado no ódio, na iniquidade e na violência. Acrescente a tudo isso a poluição atmosférica, a poluição sonora, a poluição moral, a degradação dos costumes, a falência dos serviços públicos, o colapso do trânsito, a morte da urbanidade, da cordialidade, da solidariedade humanas. O senhor sente angústia. É natural. O senhor tem medo. É normalíssimo. O senhor tem insônias. Como não tê-las? Meu caro cliente, vá tranquilo: o senhor não tem absolutamente nada. Passe bem. O próximo, por favor!

Antologia da crônica brasileira – De machado de Assis a Lourenço Diaféria. São Paulo: Moderna, 2005. p. 103-4.

De acordo com os estudos de regência verbal e com o padrão culto da língua, o verbo em destaque em “– Eu sei: o senhor ANDA nervoso, excitado, angustiado...” é:

 

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767166 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: FUNCAB
Orgão: Pref. Santa Teresa-ES
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Texto para responder à questão.

A consulta

– Sua aparência é saudável, mas as aparências às vezes enganam. Vamos lá ver: que é que o senhor sente?

– O que eu sinto, doutor? Não sei dizer direito. É uma espécie de opressão, de angústia, de ansiedade...

– E o senhor pensa que eu também não sinto? Isto é normal. Normalíssimo. Que mais?

– Bem, doutor. Eu tenho insônias.

– E eu não tenho, por acaso? Pergunte ao seu vizinho se não tem também.

– Eu não me dou com meu vizinho.

– É isto: não se dá com o vizinho. Eu também não me dou com o meu. Ninguém se dá com ninguém. Mas não precisa perguntar: eu sei. Seu vizinho não consegue dormir. Ninguém consegue. Isto é normal.

– Mas, doutor...

– Eu sei: o senhor anda nervoso, excitado, angustiado... Diga-me: não sente medo? Um medo sem causa, sem nenhum motivo aparente, medo de qualquer coisa que o senhor não sabe o que é?

– Realmente... Eu estava com vergonha de dizer, mas, desde que o senhor falou, é verdade: sinto, sim.

– Ótimo! O senhor sente medo. Eu também sinto. Ótimo, torno a dizer. O senhor não tem nada, meu amigo. Está inteiramente são, uma vez que sente medo. Se não sentisse, aí sim, precisaríamos procurar as causas dessa anomalia. Talvez fosse grave.

– Sabe, doutor? Às vezes, tenho a impressão de que estou ficando neurótico.

– Claro que está! E eu não estou? E o seu vizinho não está? E todo o mundo não está? E o senhor pensa que vai ficar de fora? Por quê? Mas reflita um pouco, meu caro. O senhor vive, eu vivo, toda a gente vive num mundo anormal, sádico, doente, sanguinário, onde a regra é a falta de regras, um mundo hediondo e tenebroso, onde o homem é cada vez mais – e como nunca foi – o lobo do próprio homem. Um mundo de guerras, de massacres, de hecatombes, alicerçado no ódio, na iniquidade e na violência. Acrescente a tudo isso a poluição atmosférica, a poluição sonora, a poluição moral, a degradação dos costumes, a falência dos serviços públicos, o colapso do trânsito, a morte da urbanidade, da cordialidade, da solidariedade humanas. O senhor sente angústia. É natural. O senhor tem medo. É normalíssimo. O senhor tem insônias. Como não tê-las? Meu caro cliente, vá tranquilo: o senhor não tem absolutamente nada. Passe bem. O próximo, por favor!

Antologia da crônica brasileira – De machado de Assis a Lourenço Diaféria. São Paulo: Moderna, 2005. p. 103-4.

Como ficaria o adjetivo destacado em “– E o senhor pensa que eu também não sinto? Isto é normal. NORMALÍSSIMO.”, se, mantendo o sentido original da frase, fosse passado para o grau superlativo absoluto analítico?

 

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758316 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: FUNCAB
Orgão: Pref. Santa Teresa-ES
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Texto para responder à questão.

A consulta

– Sua aparência é saudável, mas as aparências às vezes enganam. Vamos lá ver: que é que o senhor sente?

– O que eu sinto, doutor? Não sei dizer direito. É uma espécie de opressão, de angústia, de ansiedade...

– E o senhor pensa que eu também não sinto? Isto é normal. Normalíssimo. Que mais?

– Bem, doutor. Eu tenho insônias.

– E eu não tenho, por acaso? Pergunte ao seu vizinho se não tem também.

– Eu não me dou com meu vizinho.

– É isto: não se dá com o vizinho. Eu também não me dou com o meu. Ninguém se dá com ninguém. Mas não precisa perguntar: eu sei. Seu vizinho não consegue dormir. Ninguém consegue. Isto é normal.

– Mas, doutor...

– Eu sei: o senhor anda nervoso, excitado, angustiado... Diga-me: não sente medo? Um medo sem causa, sem nenhum motivo aparente, medo de qualquer coisa que o senhor não sabe o que é?

– Realmente... Eu estava com vergonha de dizer, mas, desde que o senhor falou, é verdade: sinto, sim.

– Ótimo! O senhor sente medo. Eu também sinto. Ótimo, torno a dizer. O senhor não tem nada, meu amigo. Está inteiramente são, uma vez que sente medo. Se não sentisse, aí sim, precisaríamos procurar as causas dessa anomalia. Talvez fosse grave.

– Sabe, doutor? Às vezes, tenho a impressão de que estou ficando neurótico.

– Claro que está! E eu não estou? E o seu vizinho não está? E todo o mundo não está? E o senhor pensa que vai ficar de fora? Por quê? Mas reflita um pouco, meu caro. O senhor vive, eu vivo, toda a gente vive num mundo anormal, sádico, doente, sanguinário, onde a regra é a falta de regras, um mundo hediondo e tenebroso, onde o homem é cada vez mais – e como nunca foi – o lobo do próprio homem. Um mundo de guerras, de massacres, de hecatombes, alicerçado no ódio, na iniquidade e na violência. Acrescente a tudo isso a poluição atmosférica, a poluição sonora, a poluição moral, a degradação dos costumes, a falência dos serviços públicos, o colapso do trânsito, a morte da urbanidade, da cordialidade, da solidariedade humanas. O senhor sente angústia. É natural. O senhor tem medo. É normalíssimo. O senhor tem insônias. Como não tê-las? Meu caro cliente, vá tranquilo: o senhor não tem absolutamente nada. Passe bem. O próximo, por favor!

Antologia da crônica brasileira – De machado de Assis a Lourenço Diaféria. São Paulo: Moderna, 2005. p. 103-4.

Sobre o texto é correto afirmar que:

 

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758158 Ano: 2015
Disciplina: Matemática
Banca: FUNCAB
Orgão: Pref. Santa Teresa-ES
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Determine a soma dos valores inteiros de x para os quais a função f(x) = 0,5x2 +x -1,5 é sempre negativa.
 

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757726 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: FUNCAB
Orgão: Pref. Santa Teresa-ES
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Texto para responder à questão.

A consulta

– Sua aparência é saudável, mas as aparências às vezes enganam. Vamos lá ver: que é que o senhor sente?

– O que eu sinto, doutor? Não sei dizer direito. É uma espécie de opressão, de angústia, de ansiedade...

– E o senhor pensa que eu também não sinto? Isto é normal. Normalíssimo. Que mais?

– Bem, doutor. Eu tenho insônias.

– E eu não tenho, por acaso? Pergunte ao seu vizinho se não tem também.

– Eu não me dou com meu vizinho.

– É isto: não se dá com o vizinho. Eu também não me dou com o meu. Ninguém se dá com ninguém. Mas não precisa perguntar: eu sei. Seu vizinho não consegue dormir. Ninguém consegue. Isto é normal.

– Mas, doutor...

– Eu sei: o senhor anda nervoso, excitado, angustiado... Diga-me: não sente medo? Um medo sem causa, sem nenhum motivo aparente, medo de qualquer coisa que o senhor não sabe o que é?

– Realmente... Eu estava com vergonha de dizer, mas, desde que o senhor falou, é verdade: sinto, sim.

– Ótimo! O senhor sente medo. Eu também sinto. Ótimo, torno a dizer. O senhor não tem nada, meu amigo. Está inteiramente são, uma vez que sente medo. Se não sentisse, aí sim, precisaríamos procurar as causas dessa anomalia. Talvez fosse grave.

– Sabe, doutor? Às vezes, tenho a impressão de que estou ficando neurótico.

– Claro que está! E eu não estou? E o seu vizinho não está? E todo o mundo não está? E o senhor pensa que vai ficar de fora? Por quê? Mas reflita um pouco, meu caro. O senhor vive, eu vivo, toda a gente vive num mundo anormal, sádico, doente, sanguinário, onde a regra é a falta de regras, um mundo hediondo e tenebroso, onde o homem é cada vez mais – e como nunca foi – o lobo do próprio homem. Um mundo de guerras, de massacres, de hecatombes, alicerçado no ódio, na iniquidade e na violência. Acrescente a tudo isso a poluição atmosférica, a poluição sonora, a poluição moral, a degradação dos costumes, a falência dos serviços públicos, o colapso do trânsito, a morte da urbanidade, da cordialidade, da solidariedade humanas. O senhor sente angústia. É natural. O senhor tem medo. É normalíssimo. O senhor tem insônias. Como não tê-las? Meu caro cliente, vá tranquilo: o senhor não tem absolutamente nada. Passe bem. O próximo, por favor!

Antologia da crônica brasileira – De machado de Assis a Lourenço Diaféria. São Paulo: Moderna, 2005. p. 103-4.

Texto para responder à questão.

A consulta

– Sua aparência é saudável, mas as aparências às vezes enganam. Vamos lá ver: que é que o senhor sente?

– O que eu sinto, doutor? Não sei dizer direito. É uma espécie de opressão, de angústia, de ansiedade...

– E o senhor pensa que eu também não sinto? Isto é normal. Normalíssimo. Que mais?

– Bem, doutor. Eu tenho insônias.

– E eu não tenho, por acaso? Pergunte ao seu vizinho se não tem também.

– Eu não me dou com meu vizinho.

– É isto: não se dá com o vizinho. Eu também não me dou com o meu. Ninguém se dá com ninguém. Mas não precisa perguntar: eu sei. Seu vizinho não consegue dormir. Ninguém consegue. Isto é normal.

– Mas, doutor...

– Eu sei: o senhor anda nervoso, excitado, angustiado... Diga-me: não sente medo? Um medo sem causa, sem nenhum motivo aparente, medo de qualquer coisa que o senhor não sabe o que é?

– Realmente... Eu estava com vergonha de dizer, mas, desde que o senhor falou, é verdade: sinto, sim.

– Ótimo! O senhor sente medo. Eu também sinto. Ótimo, torno a dizer. O senhor não tem nada, meu amigo. Está inteiramente são, uma vez que sente medo. Se não sentisse, aí sim, precisaríamos procurar as causas dessa anomalia. Talvez fosse grave.

– Sabe, doutor? Às vezes, tenho a impressão de que estou ficando neurótico.

– Claro que está! E eu não estou? E o seu vizinho não está? E todo o mundo não está? E o senhor pensa que vai ficar de fora? Por quê? Mas reflita um pouco, meu caro. O senhor vive, eu vivo, toda a gente vive num mundo anormal, sádico, doente, sanguinário, onde a regra é a falta de regras, um mundo hediondo e tenebroso, onde o homem é cada vez mais – e como nunca foi – o lobo do próprio homem. Um mundo de guerras, de massacres, de hecatombes, alicerçado no ódio, na iniquidade e na violência. Acrescente a tudo isso a poluição atmosférica, a poluição sonora, a poluição moral, a degradação dos costumes, a falência dos serviços públicos, o colapso do trânsito, a morte da urbanidade, da cordialidade, da solidariedade humanas. O senhor sente angústia. É natural. O senhor tem medo. É normalíssimo. O senhor tem insônias. Como não tê-las? Meu caro cliente, vá tranquilo: o senhor não tem absolutamente nada. Passe bem. O próximo, por favor!

Antologia da crônica brasileira – De machado de Assis a Lourenço Diaféria. São Paulo: Moderna, 2005. p. 103-4.

A única alternativa em que o termo destacado é independente sintaticamente dos outros termos da oração, é:

 

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757675 Ano: 2015
Disciplina: Informática
Banca: FUNCAB
Orgão: Pref. Santa Teresa-ES
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Em um computador, foi identificado um código malicioso autorreplicante, mas que não infectou outros programas. Esse código apagou arquivos do sistema interno, enviou documentos não autorizados por email e provocou danos no tráfego de rede por conta de sua autorreprodução e disseminação. Esse tipo de código é identificado como:
 

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757173 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: FUNCAB
Orgão: Pref. Santa Teresa-ES
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Texto para responder à questão.

A consulta

– Sua aparência é saudável, mas as aparências às vezes enganam. Vamos lá ver: que é que o senhor sente?

– O que eu sinto, doutor? Não sei dizer direito. É uma espécie de opressão, de angústia, de ansiedade...

– E o senhor pensa que eu também não sinto? Isto é normal. Normalíssimo. Que mais?

– Bem, doutor. Eu tenho insônias.

– E eu não tenho, por acaso? Pergunte ao seu vizinho se não tem também.

– Eu não me dou com meu vizinho.

– É isto: não se dá com o vizinho. Eu também não me dou com o meu. Ninguém se dá com ninguém. Mas não precisa perguntar: eu sei. Seu vizinho não consegue dormir. Ninguém consegue. Isto é normal.

– Mas, doutor...

– Eu sei: o senhor anda nervoso, excitado, angustiado... Diga-me: não sente medo? Um medo sem causa, sem nenhum motivo aparente, medo de qualquer coisa que o senhor não sabe o que é?

– Realmente... Eu estava com vergonha de dizer, mas, desde que o senhor falou, é verdade: sinto, sim.

– Ótimo! O senhor sente medo. Eu também sinto. Ótimo, torno a dizer. O senhor não tem nada, meu amigo. Está inteiramente são, uma vez que sente medo. Se não sentisse, aí sim, precisaríamos procurar as causas dessa anomalia. Talvez fosse grave.

– Sabe, doutor? Às vezes, tenho a impressão de que estou ficando neurótico.

– Claro que está! E eu não estou? E o seu vizinho não está? E todo o mundo não está? E o senhor pensa que vai ficar de fora? Por quê? Mas reflita um pouco, meu caro. O senhor vive, eu vivo, toda a gente vive num mundo anormal, sádico, doente, sanguinário, onde a regra é a falta de regras, um mundo hediondo e tenebroso, onde o homem é cada vez mais – e como nunca foi – o lobo do próprio homem. Um mundo de guerras, de massacres, de hecatombes, alicerçado no ódio, na iniquidade e na violência. Acrescente a tudo isso a poluição atmosférica, a poluição sonora, a poluição moral, a degradação dos costumes, a falência dos serviços públicos, o colapso do trânsito, a morte da urbanidade, da cordialidade, da solidariedade humanas. O senhor sente angústia. É natural. O senhor tem medo. É normalíssimo. O senhor tem insônias. Como não tê-las? Meu caro cliente, vá tranquilo: o senhor não tem absolutamente nada. Passe bem. O próximo, por favor!

Antologia da crônica brasileira – De machado de Assis a Lourenço Diaféria. São Paulo: Moderna, 2005. p. 103-4.

Pode-se afirmar que a oração destacada em “Às vezes, tenho a impressão DE QUE ESTOU FICANDO NEURÓTICO.” é subordinada:

 

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Questão presente nas seguintes provas
753453 Ano: 2015
Disciplina: Contabilidade Geral
Banca: FUNCAB
Orgão: Pref. Santa Teresa-ES
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Marque a alternativa que apresenta a entidade, especialmente criada para estudar, preparar e emitir pronunciamentos técnicos sobre procedimentos de contabilidade e divulgar informações dessa natureza, levando sempre em conta a convergência da contabilidade brasileira aos padrões internacionais.
 

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Questão presente nas seguintes provas
753438 Ano: 2015
Disciplina: Administração Financeira e Orçamentária
Banca: FUNCAB
Orgão: Pref. Santa Teresa-ES
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Identifique e marque a alternativa que apresenta o tipo de orçamento público, que, em uma concepção gerencial, integra planejamento e orçamento com objetivos e metas a alcançar.
 

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749659 Ano: 2015
Disciplina: Matemática
Banca: FUNCAB
Orgão: Pref. Santa Teresa-ES
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Determine o valor de A + B, onde A e B são os resultados das integrais a seguir.
!$ A = \int \limits _0^1 {1 \over \sqrt x } dx !$
!$ B= \int \limits _0^1x^2 dx !$
 

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