Magna Concursos

Foram encontradas 660 questões.

Leia o texto abaixo para responder à questão.

Há quase 500 anos, o cartógrafo flamengo Gerardus Mercator produziu um dos mapas mais importantes do mundo. Certamente não foi a primeira tentativa de se criar um atlas mundial, e tampouco era particularmente preciso: a Austrália está ausente, e as Américas estão apenas esboçadas.

Desde então, os cartógrafos produziram versões cada vez mais precisas desse nosso arranjo continental, corrigindo os erros de Mercator, assim como os vieses entre hemisférios e latitudes criados por sua projeção.

Mas o mapa de Mercator, junto a outros produzidos por seus contemporâneos do século 16, revelou uma imagem verdadeiramente global das massas terrestres do nosso planeta — uma perspectiva que, desde então, povoa a mente das pessoas.

Ao olhar para a posição dos sete continentes em um mapa, é fácil supor que são fixas. Durante séculos, os seres humanos têm travado guerras e selado acordos de paz para conquistar esses territórios, supondo que a terra deles — e de seus vizinhos — sempre esteve e sempre estará lá.

Da perspectiva da Terra, no entanto, os continentes são folhas à deriva em um lago. E as preocupações humanas são uma gota de chuva na superfície da folha. Os sete continentes já estiveram reunidos em uma única massa, um supercontinente chamado Pangeia. E, antes disso, há evidências de outros que remontam a mais de três bilhões de anos.

Os geólogos sabem que os supercontinentes se dispersam e se juntam em ciclos: estamos na metade de um agora. Então, que tipo de supercontinente poderia existir no futuro na Terra? Como as massas terrestres que conhecemos hoje vão se reorganizar no longo prazo? Há pelo menos quatro trajetórias diferentes possíveis pela frente. E elas mostram que os seres vivos da Terra um dia residirão em um planeta muito diferente, que mais parece um mundo alienígena.

Para o geólogo João Duarte, da Universidade de Lisboa, em Portugal, o caminho para explorar os futuros supercontinentes da Terra começou com um evento incomum no passado: um terremoto que sacudiu Portugal numa manhã de sábado em novembro de 1755.

Foi um dos terremotos mais danosos registrados nos últimos 250 anos, com um total de 60 mil mortos e provocando um tsunami no Oceano Atlântico. Mas o que fez dele particularmente estranho foi sua localização.

Terremotos dessa magnitude geralmente acontecem em (ou perto de) grandes zonas de subducção, em que as placas oceânicas mergulham sob os continentes, sendo derretidas e consumidas no manto quente. Envolvem colisão e destruição.

O terremoto de 1755, no entanto, aconteceu ao longo de uma borda passiva, em que a placa oceânica subjacente ao Atlântico se transforma suavemente nos continentes da Europa e da África. Em 2016, Duarte e seus colegas propuseram uma teoria para o que poderia estar acontecendo: as costuras entre estas placas podem estar se desfazendo e uma grande ruptura pode estar se aproximando.

(BBC News Brasil, 17.04.2021. Adaptado).

Assinale a alternativa cuja frase apresenta palavra com sentido figurado.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas

Leia o texto abaixo para responder à questão.

Há quase 500 anos, o cartógrafo flamengo Gerardus Mercator produziu um dos mapas mais importantes do mundo. Certamente não foi a primeira tentativa de se criar um atlas mundial, e tampouco era particularmente preciso: a Austrália está ausente, e as Américas estão apenas esboçadas.

Desde então, os cartógrafos produziram versões cada vez mais precisas desse nosso arranjo continental, corrigindo os erros de Mercator, assim como os vieses entre hemisférios e latitudes criados por sua projeção.

Mas o mapa de Mercator, junto a outros produzidos por seus contemporâneos do século 16, revelou uma imagem verdadeiramente global das massas terrestres do nosso planeta — uma perspectiva que, desde então, povoa a mente das pessoas.

Ao olhar para a posição dos sete continentes em um mapa, é fácil supor que são fixas. Durante séculos, os seres humanos têm travado guerras e selado acordos de paz para conquistar esses territórios, supondo que a terra deles — e de seus vizinhos — sempre esteve e sempre estará lá.

Da perspectiva da Terra, no entanto, os continentes são folhas à deriva em um lago. E as preocupações humanas são uma gota de chuva na superfície da folha. Os sete continentes já estiveram reunidos em uma única massa, um supercontinente chamado Pangeia. E, antes disso, há evidências de outros que remontam a mais de três bilhões de anos.

Os geólogos sabem que os supercontinentes se dispersam e se juntam em ciclos: estamos na metade de um agora. Então, que tipo de supercontinente poderia existir no futuro na Terra? Como as massas terrestres que conhecemos hoje vão se reorganizar no longo prazo? Há pelo menos quatro trajetórias diferentes possíveis pela frente. E elas mostram que os seres vivos da Terra um dia residirão em um planeta muito diferente, que mais parece um mundo alienígena.

Para o geólogo João Duarte, da Universidade de Lisboa, em Portugal, o caminho para explorar os futuros supercontinentes da Terra começou com um evento incomum no passado: um terremoto que sacudiu Portugal numa manhã de sábado em novembro de 1755.

Foi um dos terremotos mais danosos registrados nos últimos 250 anos, com um total de 60 mil mortos e provocando um tsunami no Oceano Atlântico. Mas o que fez dele particularmente estranho foi sua localização.

Terremotos dessa magnitude geralmente acontecem em (ou perto de) grandes zonas de subducção, em que as placas oceânicas mergulham sob os continentes, sendo derretidas e consumidas no manto quente. Envolvem colisão e destruição.

O terremoto de 1755, no entanto, aconteceu ao longo de uma borda passiva, em que a placa oceânica subjacente ao Atlântico se transforma suavemente nos continentes da Europa e da África. Em 2016, Duarte e seus colegas propuseram uma teoria para o que poderia estar acontecendo: as costuras entre estas placas podem estar se desfazendo e uma grande ruptura pode estar se aproximando.

(BBC News Brasil, 17.04.2021. Adaptado).

De acordo com o texto, é correto afirmar que

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas

Leia a tirinha abaixo para responder à questão.

Enunciado 3478103-1

Assinale a alternativa cuja reescrita do texto emprega o pronome de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas

Leia a tirinha abaixo para responder à questão.

Enunciado 3478102-1

De acordo com a tirinha, é correto afirmar que Mafalda

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas

Leia o texto abaixo para responder à questão.

A visão dominante na economia propõe otimizar o uso de recursos escassos para que combine o maior crescimento com a maior equidade. O primado do mercado e a ação racional dos agentes seriam as ferramentas que propiciariam tal combinação, e existiria uma função matemática para o problema.

Porém, como necessidades e interesses dos indivíduos e grupos sociais são conflitantes, é necessário introduzir na equação a política, que são as relações de colaboração e enfrentamento que eles travam na busca por poder (ou exatamente por mais recursos e melhores condições de vida). Isso implica incertezas permanentes.

Como se vê, são bichos parecidos, mas muito diferentes. Se fossem gatos, por exemplo, a economia convencional seria o de Voltaire; e a política, o de Schrödinger. Ao primeiro é atribuída a definição de metafísica citada por Guimarães Rosa no prefácio de Tutameia: “É um cego, com olhos vendados, num quarto escuro, procurando um gato preto ... que não está lá”. A comparação entre as aspirações e ferramentas da economia e as da metafísica é apropriada. É impossível encontrar, fora de modelos mentais e teóricos, o equilíbrio geral da visão econômica dominante.

Já no segundo, devemos o exemplo da incerteza na física quântica. Ele propõe o exercício imaginário de se colocar um gato numa caixa junto com um pote de gás mortífero, um emissor de radiação e um martelo que, acionado pela radiação, quebra o pote e, assim, mata o gato. Ocorre que há 50% de chance de a radiação ser emitida. Daí que, enquanto a caixa ficar fechada, haverá igual probabilidade de o gato estar vivo ou morto. Esta é a incerteza (mas, ao contrário do gato econômico ou metafísico, ele estará lá).

A situação se aproxima da política, que, no entanto, é ainda mais complexa. A todo momento é preciso negociar e combinar múltiplos interesses ambíguos ou ambivalentes, só que sem nunca haver a realidade e a visão da realidade “corretas” – que a metafísica e a economia definiriam como ontológicas. A política (e a economia não convencional, que a incorpora à equação), portanto e não a economia dominante, é a melhor maneira de se enfrentar a questão da produção e da distribuição de riqueza – sem, contudo, jamais conseguir solucioná-la, porque não é possível conhecer a situação real, que tem múltiplos estados simultâneos. Será preciso continuamente formular e embaralhar infinitas funções. Isto sim é incerteza.

(PIVA, Luiz Guilherme. Economia, política e gatos. Folha de São Paulo, 20.02.2022).

Assinale a alternativa cuja frase emprega a regência de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas

Leia o texto abaixo para responder à questão.

A visão dominante na economia propõe otimizar o uso de recursos escassos para que combine o maior crescimento com a maior equidade. O primado do mercado e a ação racional dos agentes seriam as ferramentas que propiciariam tal combinação, e existiria uma função matemática para o problema.

Porém, como necessidades e interesses dos indivíduos e grupos sociais são conflitantes, é necessário introduzir na equação a política, que são as relações de colaboração e enfrentamento que eles travam na busca por poder (ou exatamente por mais recursos e melhores condições de vida). Isso implica incertezas permanentes.

Como se vê, são bichos parecidos, mas muito diferentes. Se fossem gatos, por exemplo, a economia convencional seria o de Voltaire; e a política, o de Schrödinger. Ao primeiro é atribuída a definição de metafísica citada por Guimarães Rosa no prefácio de Tutameia: “É um cego, com olhos vendados, num quarto escuro, procurando um gato preto ... que não está lá”. A comparação entre as aspirações e ferramentas da economia e as da metafísica é apropriada. É impossível encontrar, fora de modelos mentais e teóricos, o equilíbrio geral da visão econômica dominante.

Já no segundo, devemos o exemplo da incerteza na física quântica. Ele propõe o exercício imaginário de se colocar um gato numa caixa junto com um pote de gás mortífero, um emissor de radiação e um martelo que, acionado pela radiação, quebra o pote e, assim, mata o gato. Ocorre que há 50% de chance de a radiação ser emitida. Daí que, enquanto a caixa ficar fechada, haverá igual probabilidade de o gato estar vivo ou morto. Esta é a incerteza (mas, ao contrário do gato econômico ou metafísico, ele estará lá).

A situação se aproxima da política, que, no entanto, é ainda mais complexa. A todo momento é preciso negociar e combinar múltiplos interesses ambíguos ou ambivalentes, só que sem nunca haver a realidade e a visão da realidade “corretas” – que a metafísica e a economia definiriam como ontológicas. A política (e a economia não convencional, que a incorpora à equação), portanto e não a economia dominante, é a melhor maneira de se enfrentar a questão da produção e da distribuição de riqueza – sem, contudo, jamais conseguir solucioná-la, porque não é possível conhecer a situação real, que tem múltiplos estados simultâneos. Será preciso continuamente formular e embaralhar infinitas funções. Isto sim é incerteza.

(PIVA, Luiz Guilherme. Economia, política e gatos. Folha de São Paulo, 20.02.2022).

Assinale a alternativa cuja frase emprega a pontuação em conformidade com a norma-padrão da Língua Portuguesa.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas

Leia o texto abaixo para responder à questão.

A visão dominante na economia propõe otimizar o uso de recursos escassos para que combine o maior crescimento com a maior equidade. O primado do mercado e a ação racional dos agentes seriam as ferramentas que propiciariam tal combinação, e existiria uma função matemática para o problema.

Porém, como necessidades e interesses dos indivíduos e grupos sociais são conflitantes, é necessário introduzir na equação a política, que são as relações de colaboração e enfrentamento que eles travam na busca por poder (ou exatamente por mais recursos e melhores condições de vida). Isso implica incertezas permanentes.

Como se vê, são bichos parecidos, mas muito diferentes. Se fossem gatos, por exemplo, a economia convencional seria o de Voltaire; e a política, o de Schrödinger. Ao primeiro é atribuída a definição de metafísica citada por Guimarães Rosa no prefácio de Tutameia: “É um cego, com olhos vendados, num quarto escuro, procurando um gato preto ... que não está lá”. A comparação entre as aspirações e ferramentas da economia e as da metafísica é apropriada. É impossível encontrar, fora de modelos mentais e teóricos, o equilíbrio geral da visão econômica dominante.

Já no segundo, devemos o exemplo da incerteza na física quântica. Ele propõe o exercício imaginário de se colocar um gato numa caixa junto com um pote de gás mortífero, um emissor de radiação e um martelo que, acionado pela radiação, quebra o pote e, assim, mata o gato. Ocorre que há 50% de chance de a radiação ser emitida. Daí que, enquanto a caixa ficar fechada, haverá igual probabilidade de o gato estar vivo ou morto. Esta é a incerteza (mas, ao contrário do gato econômico ou metafísico, ele estará lá).

A situação se aproxima da política, que, no entanto, é ainda mais complexa. A todo momento é preciso negociar e combinar múltiplos interesses ambíguos ou ambivalentes, só que sem nunca haver a realidade e a visão da realidade “corretas” – que a metafísica e a economia definiriam como ontológicas. A política (e a economia não convencional, que a incorpora à equação), portanto e não a economia dominante, é a melhor maneira de se enfrentar a questão da produção e da distribuição de riqueza – sem, contudo, jamais conseguir solucioná-la, porque não é possível conhecer a situação real, que tem múltiplos estados simultâneos. Será preciso continuamente formular e embaralhar infinitas funções. Isto sim é incerteza.

(PIVA, Luiz Guilherme. Economia, política e gatos. Folha de São Paulo, 20.02.2022).

Analise a frase abaixo para responder à questão.

Será preciso “continuamente” formular e embaralhar infinitas funções.

É correto afirmar que o termo destacado desempenha a função de

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas

Leia o texto abaixo para responder à questão.

A visão dominante na economia propõe otimizar o uso de recursos escassos para que combine o maior crescimento com a maior equidade. O primado do mercado e a ação racional dos agentes seriam as ferramentas que propiciariam tal combinação, e existiria uma função matemática para o problema.

Porém, como necessidades e interesses dos indivíduos e grupos sociais são conflitantes, é necessário introduzir na equação a política, que são as relações de colaboração e enfrentamento que eles travam na busca por poder (ou exatamente por mais recursos e melhores condições de vida). Isso implica incertezas permanentes.

Como se vê, são bichos parecidos, mas muito diferentes. Se fossem gatos, por exemplo, a economia convencional seria o de Voltaire; e a política, o de Schrödinger. Ao primeiro é atribuída a definição de metafísica citada por Guimarães Rosa no prefácio de Tutameia: “É um cego, com olhos vendados, num quarto escuro, procurando um gato preto ... que não está lá”. A comparação entre as aspirações e ferramentas da economia e as da metafísica é apropriada. É impossível encontrar, fora de modelos mentais e teóricos, o equilíbrio geral da visão econômica dominante.

Já no segundo, devemos o exemplo da incerteza na física quântica. Ele propõe o exercício imaginário de se colocar um gato numa caixa junto com um pote de gás mortífero, um emissor de radiação e um martelo que, acionado pela radiação, quebra o pote e, assim, mata o gato. Ocorre que há 50% de chance de a radiação ser emitida. Daí que, enquanto a caixa ficar fechada, haverá igual probabilidade de o gato estar vivo ou morto. Esta é a incerteza (mas, ao contrário do gato econômico ou metafísico, ele estará lá).

A situação se aproxima da política, que, no entanto, é ainda mais complexa. A todo momento é preciso negociar e combinar múltiplos interesses ambíguos ou ambivalentes, só que sem nunca haver a realidade e a visão da realidade “corretas” – que a metafísica e a economia definiriam como ontológicas. A política (e a economia não convencional, que a incorpora à equação), portanto e não a economia dominante, é a melhor maneira de se enfrentar a questão da produção e da distribuição de riqueza – sem, contudo, jamais conseguir solucioná-la, porque não é possível conhecer a situação real, que tem múltiplos estados simultâneos. Será preciso continuamente formular e embaralhar infinitas funções. Isto sim é incerteza.

(PIVA, Luiz Guilherme. Economia, política e gatos. Folha de São Paulo, 20.02.2022).

Assinale a alternativa cuja reescrita do texto emprega a crase de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas

Leia o texto abaixo para responder à questão.

A visão dominante na economia propõe otimizar o uso de recursos escassos para que combine o maior crescimento com a maior equidade. O primado do mercado e a ação racional dos agentes seriam as ferramentas que propiciariam tal combinação, e existiria uma função matemática para o problema.

Porém, como necessidades e interesses dos indivíduos e grupos sociais são conflitantes, é necessário introduzir na equação a política, que são as relações de colaboração e enfrentamento que eles travam na busca por poder (ou exatamente por mais recursos e melhores condições de vida). Isso implica incertezas permanentes.

Como se vê, são bichos parecidos, mas muito diferentes. Se fossem gatos, por exemplo, a economia convencional seria o de Voltaire; e a política, o de Schrödinger. Ao primeiro é atribuída a definição de metafísica citada por Guimarães Rosa no prefácio de Tutameia: “É um cego, com olhos vendados, num quarto escuro, procurando um gato preto ... que não está lá”. A comparação entre as aspirações e ferramentas da economia e as da metafísica é apropriada. É impossível encontrar, fora de modelos mentais e teóricos, o equilíbrio geral da visão econômica dominante.

Já no segundo, devemos o exemplo da incerteza na física quântica. Ele propõe o exercício imaginário de se colocar um gato numa caixa junto com um pote de gás mortífero, um emissor de radiação e um martelo que, acionado pela radiação, quebra o pote e, assim, mata o gato. Ocorre que há 50% de chance de a radiação ser emitida. Daí que, enquanto a caixa ficar fechada, haverá igual probabilidade de o gato estar vivo ou morto. Esta é a incerteza (mas, ao contrário do gato econômico ou metafísico, ele estará lá).

A situação se aproxima da política, que, no entanto, é ainda mais complexa. A todo momento é preciso negociar e combinar múltiplos interesses ambíguos ou ambivalentes, só que sem nunca haver a realidade e a visão da realidade “corretas” – que a metafísica e a economia definiriam como ontológicas. A política (e a economia não convencional, que a incorpora à equação), portanto e não a economia dominante, é a melhor maneira de se enfrentar a questão da produção e da distribuição de riqueza – sem, contudo, jamais conseguir solucioná-la, porque não é possível conhecer a situação real, que tem múltiplos estados simultâneos. Será preciso continuamente formular e embaralhar infinitas funções. Isto sim é incerteza.

(PIVA, Luiz Guilherme. Economia, política e gatos. Folha de São Paulo, 20.02.2022).

Analise a frase abaixo para responder à questão.

A visão dominante na economia propõe otimizar o uso de recursos escassos “para que” combine o maior crescimento com a maior equidade.

É correto afirmar que os termos destacados possuem o sentido de

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas

Leia o texto abaixo para responder à questão.

A visão dominante na economia propõe otimizar o uso de recursos escassos para que combine o maior crescimento com a maior equidade. O primado do mercado e a ação racional dos agentes seriam as ferramentas que propiciariam tal combinação, e existiria uma função matemática para o problema.

Porém, como necessidades e interesses dos indivíduos e grupos sociais são conflitantes, é necessário introduzir na equação a política, que são as relações de colaboração e enfrentamento que eles travam na busca por poder (ou exatamente por mais recursos e melhores condições de vida). Isso implica incertezas permanentes.

Como se vê, são bichos parecidos, mas muito diferentes. Se fossem gatos, por exemplo, a economia convencional seria o de Voltaire; e a política, o de Schrödinger. Ao primeiro é atribuída a definição de metafísica citada por Guimarães Rosa no prefácio de Tutameia: “É um cego, com olhos vendados, num quarto escuro, procurando um gato preto ... que não está lá”. A comparação entre as aspirações e ferramentas da economia e as da metafísica é apropriada. É impossível encontrar, fora de modelos mentais e teóricos, o equilíbrio geral da visão econômica dominante.

Já no segundo, devemos o exemplo da incerteza na física quântica. Ele propõe o exercício imaginário de se colocar um gato numa caixa junto com um pote de gás mortífero, um emissor de radiação e um martelo que, acionado pela radiação, quebra o pote e, assim, mata o gato. Ocorre que há 50% de chance de a radiação ser emitida. Daí que, enquanto a caixa ficar fechada, haverá igual probabilidade de o gato estar vivo ou morto. Esta é a incerteza (mas, ao contrário do gato econômico ou metafísico, ele estará lá).

A situação se aproxima da política, que, no entanto, é ainda mais complexa. A todo momento é preciso negociar e combinar múltiplos interesses ambíguos ou ambivalentes, só que sem nunca haver a realidade e a visão da realidade “corretas” – que a metafísica e a economia definiriam como ontológicas. A política (e a economia não convencional, que a incorpora à equação), portanto e não a economia dominante, é a melhor maneira de se enfrentar a questão da produção e da distribuição de riqueza – sem, contudo, jamais conseguir solucioná-la, porque não é possível conhecer a situação real, que tem múltiplos estados simultâneos. Será preciso continuamente formular e embaralhar infinitas funções. Isto sim é incerteza.

(PIVA, Luiz Guilherme. Economia, política e gatos. Folha de São Paulo, 20.02.2022).

Assinale a alternativa cuja frase apresenta palavra com sentido figurado.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas